De São Luís a Fortaleza pra Flavia

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A Flavia Penido quer fazer agora em julho com o figliolo uma das viagens mais lindas do Brasil: de São Luís a Fortaleza, passando pelos Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara. O problema — e ela já está consciente disso — é que 12 dias é pouco tempo para se fazer tudo. Ainda mais que ela faz questão de alguns desvios que são lindos, mas que complicam bastante a logística do roteiro (passar uma noite em Alcântara, ir a Santo Amaro do Maranhão, chegar de cavalo no restaurante da Luzia no Atins, dormir em Tatajuba e cumprir a promessa de encerrar o périplo levando o rebento ao Beach Park em Fortaleza).

A época é ótima: os Lençóis estão no ponto entre junho e o início de setembro (às vezes até o fim de setembro, se a época das chuvas tiver sido generosa).

O ritmo da viagem nem é tão problemático: não tem outro jeito de fazer os Lençóis senão num esquema-coelho. Não existe por lá nenhum lugarejo (nem hotel, nem pousada) agradável o bastante para ficar e relaxar; é melhor programar um passeio por dia do que ficar parado. O chato é que às vezes é inevitável ter que dormir só uma noite num lugar e já levantar acampamento. Quem tiver tempo sobrando pode (deve) descansar em São Luís e/ou em Jeri .

Existem quatro maneiras de resolver essa viagem, Flavinha.

1) Com uma operadora de ecoturismo. Sim, sou eu que estou escrevendo isso. Não entrou um hacker nem estou sendo pago pra fazer merchã. Acontece o seguinte: nos Lençóis e no Delta, a não ser que você vá num esquema supervip, todos os passeios vão ser em grupo. Estando já no grupo de uma boa operadora eco, você não vai esquentar a cabeça pra descobrir os horários do transporte público pros Lençóis, se encaixar em passeios quando chegar por lá nem conseguir traslados dos Lençóis pro Delta e depois pra Jeri. Um roteiro quase perfeito pra você é o de 11 noites da Freeway, que é superbem-resolvido. Se quiser (eu acho pesado), você pode usar o segundo dia em São Luís pra ir (e voltar no mesmo dia) a Alcântara. Ou tentar organizar com a própria operadora um traslado do Caburé (onde a voadeira do passeio pelo Preguiças chega por volta do meio-dia) ao Atins e dois cavalos e um guia pra almoçar na Luzia (acho complicado, e deve ficar caro, mas não custa perguntar…). Outra coisa é que você precisaria de uma noite extra em Fortaleza pra tal ida ao Beach Park negociada com o pimpolho (mas ficaria exatamente dentro das 12 noites que você tem disponíveis). Ainda com a Freeway, dá pra tentar fazer negócio com o roteiro de 7 noites em São Luís e nos Lençóis que eles têm. Você pode chegar um dia antes em São Luís (usando o segundo dia pra ir a Alcântara) e abandonar o grupo no quinto dia do programa oficial, em Barreirinhas, antes deles voltarem pra capital (alterando o vôo da volta pra Fortaleza-SP, e resolvendo a viagem Lençóis-Delta-Jeri com uma operadora local ou um jipeiro). Esse roteirinho da Freeway só nos Lençóis é campeão — tem Santo Amaro completo, um dia pro Caburé e outro pro Atins. (E uma outra opção: a Venturas tem um roteiro de 7 noites com pernoite em Alcântara e passeio no Atins; dá pra cair fora no penúltimo dia, antes do grupo voltar a São Luís.)

2) Fazendo um esquema vip com uma agência local. O Jorge Bernardes do Giramundo fez assim. Ligou pra melhor agência de Barreirinhas, a EcoDunas, e eles arranjaram a hospedagem, passeios e (o ponto crítico dessa viagem) os traslados. A parte piaúio-cearense (gostou do piaúio-? cabei de inventar) da epopéia foi repassada pela EcoDunas à Clip, que é a agência mais poderosa de Parnaíba (se você já foi a Pernambuco ou Noronha, pense na Clip como sendo a Luck do Piauí). Os pontos mais megavips do roteiro do Jorge foram os traslados privativos entre o Caburé e Tutóia (de bugue) e de Parnaíba a Jeri (de 4×4, pela areia).

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3) Tentando se encaixar em traslados com agências ou jipeiros da região. De São Luís a Barreirinhas e de Jeri a Fortaleza a oferta de transporte é farta (van e ônibus em São Luís, ônibus e 4×4 em Jeri). Entre Barreirinhas, Parnaíba e Jeri dá para tentar se encaixar em traslados organizados por agências locais (às vezes, terceirizados com jipeiros independentes). Alguns contatos: em Barreirinhas, Off-Road Adventure ( 98/3349-0625 ), Ecotrilha ( 98/3349-0372 ) e Tropical Adventure ( 98/3349-1987 ); em Parnaíba, a Eco Adventure Tour; em Jeri, Jeri Adventure e Jeri Off Road. Acho meio difícil confirmar alguma coisa com muita antecedência, porque no esquema não-vip você vai depender de outros passageiros pra fazer a lotação. As pousadas também costumam ter esquemas com agências e jipeiros; dá para pedir pra sua pousada no Caburé encaixar você num jipe pra Tutóia ou Parnaíba (o que pode acontecer é não aparecer outros passageiros e você acabar pagando a conta sozinha).

4) Indo com a cara e a coragem. Se você não estivesse com tempo reduzido, e carregando uma criança a tiracolo, essa seria a minha primeira opção. Com vinte dias na mão, daria pra fazer uma viagem sensacional e econômica, usando transporte roots (se você tem tempo, dá pra ir até pro Atins de Toyota de linha…) ou se encaixando em traslados que aparecerem na hora, e ficando esperto em Barreirinhas pra arranjar companheiros pra dividir um jipão pra parte mais complicada do trajeto, Caburé-Tutóia. Com pouco tempo, no entanto, fica difícil conciliar os horários do transporte regular (e a duração das viagens, sempre maior nos busões e congêneres) com os seus objetivos de estrada.

O único jeito que eu não recomendo fazer esse roteiro é do jeito que eu fiz: indo com o próprio carro. Entre Barreirinhas e Parnaíba um carro é um estorvo; eu precisei dar a maior volta pelo asfalto. (Indo de 4×4, porém, é outra história. Mesmo assim, você vai precisar de autorização do Ibama e contratar guia no local.)

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Vou então repassar o roteiro, resumindo a blogação ao vivo do ano retrasado e tentando fazer um quase-guia.

São Luís

portasamaz210.jpgSe é para ficar pouco tempo na cidade, eu já me hospedaria direto no centro histórico, que o pessoal de lá também conhece por “Praia Grande” (o nome oficial do bairro) ou ”Reviver” (como se chamava o projeto de restauração do lugar). A pousada mais bacaninha é a Portas da Amazônia (foto ao lado) que fica numa das ruas mais, ahn, bem-apessoadas do centro velho, a rua do Giz (foto abaixo). O barulho à noite, porém, pode ser um problema; evite os quartos da frente.

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Atualização: o Ruy Neuber me chama a atenção para a reabertura do hotel Vila Rica, que estava fechado quando estive na cidade, agora totalmente reformado e rebatizado como Grand São Luís. É a pedida para quem quer ficar no centro histórico com conforto e estrutura.

O centro histórico é relativamente compacto. Eu começaria o passeio pela Casa das Tulhas, que é o mercado público da cidade antiga; as bancas que vendem alimentos fecham cedo, depois só ficam abertas as lojinhas de artesanato. Dois museus são imperdíveis: a Casa do Maranhão, ali pertinho, que é a mais bonita introdução que você pode ter ao universo do bumba-meu-boi, e a Casa da Festa (ou Centro de Cultura Popular), subindo a rua do Giz, onde há lindas salas sobre o tambor-de-mina (a forma maranhense do candomblé) e a Festa do Divino de Alcântara. Eu sempre digo que, depois de visitar esses dois museus, você entende porque tanto Joãosinho Trinta quanto Parintins foram gerados em São Luís.

Os restaurantes do centro histórico são mais para turista, mas eu não desdenharia (como não desdenhei; experimentei e gostei) o buffet do Antigamente, que fica ao lado da Casa das Tulhas, na rua da Estrela — se você não comer, você vai querer dar uma paradinha pra tomar alguma coisa gelada numa das mesas da calçada. O restaurante mais arrumado do bairro (e talvez o único freqüentado pelo soçaite local) é o Armazém da Estrela (rua da Estrela, 401), que tem ambiente refrigerado, música ao vivo e cardápio metidinho (foto da esquerda, abaixo). Eu comi um peixe que vinha com um marisco da região que dá nas pedras e cujo nome me escapa; aprovei).

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Mesmo com tempo exíguo, eu sairia do centro velho para comer no restaurante mais charmoso de São Luís, o Maracangalha. (Quer dizer, era o mais charmoso na época em que era na praia do Calhau; não vi ainda fotos de seu novo endereço, na Alameda Mearim, quadra 3, casa 13, no bairro de Renascença; tel.  98/3235-9305 .) O cardápio é muito parecido com o do restaurante de comida regional mais tradicional da cidade, o Cabana do Sol – mas, além do ambiente ser mais gostoso, o trunfo do Maracangalha é um pastelzinho de carne acompanhado de uma geléia morna de pimenta que é tudo nessa vida (foto da direita, aí em cima).

A zona da muvuca de bares, restaurantes e jipões fica nas redondezas da Lagoa da Jansen (foto abaixo) um parque em torno de um belo manguezal à altura da praia de Ponta d’Areia. Fora do circuito, tem um bar que eu estou muito curioso para conhecer, o Bar do Léo, que fica na antiga Cobal da cidade, o mercado das Vinhas (meio longinho). O bar é todo decorado com quinquilharias e o dono tem uma coleção de 10.000 vinis.

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No entardecer de sexta-feira sempre tem apresentação de tambor-de-crioula no centro histórico. Além disso, de 13 a 29 de junho é a época oficial do bumba-meu-boi nas ruas. Mas em julho a festa continua no pátio do Convento das Mercês, no centro histórico, de quinta a domingo. E durante o ano inteiro rola o reggae de radiola (uma parede de caixas e som que tocam reggae maranhense com letra de embromation). Às sextas e sábados tem no Bar do Nelson, na praia do Calhau; mais perto (e mais roots), tem o Trapiche e a Toca da Praia, na Ponta d’Areia; no centro antigo, o Bar do Porto e o Reggae Roots. O Otavio Rodrigues (colaborador da Viagem & Turismo, ex-morador e apaixonado por São Luís) recomenda, no Guia 4 Rodas deste ano, as radiolas Itamaraty ( 98/3232-6121 ) e FM Natty Nayfson (eita, o nome já soa embromation,  98/3222-7536 ); ligue para saber a agenda.

As praias de São Luís, se por um lado não são de jogar fora, por outro também jamais seriam a razão principal de alguém ir para lá. Se você ficar muitos dias na cidade, ótimo, vá à praia — a que eu gosto mais é São Marcos, que antecede a praia do Calhau. O calçadão é bacaninha, e alguns quiosques são maneiros. Mas não se dê ao trabalho de pegar praia nos arredores da cidade — a não ser que você queira fazer um estudo antropológico sobre o costume norte-nordestino de levar o carro para a areia, abrir a traseira hatch e fazer do seu automóvel um trio elétrico. Não faça isso. Fique por São Marcos mesmo, ou no máximo, pelo Calhau.

No front da hotelaria, eu não caí de amores por nenhum hotel ou pousada na cidade. No centro histórico, gostei da Portas da Amazônia até a página três e me decepcionei um pouco com a Pousada do Francês (luz branca, ambientes tristes). Dormi uma noite no São Luís Park Hotel, no Calhau, antes de virar Pestana, mas no site não há nenhum indício de terem mexido nos apartamentos, que estavam bem antiquados. Em Ponta d’Areia, perto da Lagoa da Jansen, existem flats decentes, como o Bellagio, o American Flat e o Number One, mas eu fiquei totalmente passado ao saber que o mesmo grupo é responsável pelo estrupício horrendo que eu tinha visto à beira do rio Preguiças, em Barreirinhas. Enfim. Eu me hospedaria no Grand São Luís ou compraria um par de tapa-ouvidos e ficaria na Portas da Amazônia.

Alcântara

Os barcos saem do terminal hidroviário do centro histórico às 7h e às 9h30, e voltam às 8h30 e 16h. A viagem dura uma hora. (Quando a maré é baixa demais nesse horário, os embarques ou desembarques podem ser transferidos para a Ponta d’Areia, com traslado em ônibus incluído. Às vezes também os horários mudam, então é bom ligar na véspera para saber direitinho:  98/3232-0692 ).

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Alcântara é um passeio pouco popular entre brazucas, que não gostam de passar tanto trabalho só “pra ver ruínas”. Mas é o ar de cidade colonial abandonada que faz valer a viagem. Para quem tem tempo e não se importa em dormir em alguma pousada simplérrrrrima (não há pousadas confortáveis em Alcântara; se você quiser abrir uma pousada de charme por lá, garanto ser um ótimo negócio), sugiro passar a noite. É por um preciosismo: acho que o visitante chega à cidade no pior horário, com o sol a pino; fica vagando sob aquele sol e tirando fotos lavadas; e quando a cidade começa a ficar mais bonita, vai embora (e ainda perde a revoada de guarás no fim da tarde).

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Mas se você não tem tempo, como a Flavia (viu, Flavia?), esqueça. (A quem se interessar em ficar: este é o link com o telefone das pousadas de Alcântara. A mais bem estruturadinha é justamente a que não está no centro — a Pousada dos Guarás, com microchalés na praia.)

Santo Amaro do Maranhão

Para quem está indo de São Luís na direção do Delta e Jeri, infelizmente faz mais sentido fazer de Santo Amaro a primeira parada nos Lençóis. Digo infelizmente porque as lagoas de Santo Amaro são, disparado, as mais impressionantes (e menos visitadas); depois delas, as lagoas do entorno de Barreirinhas vão parecer fracotas e crowdeadas. Mas como a entrada de Santo Amaro fica 50 km antes de Barreirinhas (depois ainda há mais 40 km pela areia), se o passeio for deixado para o final, significará 100 km rodados à toa. Primeira parada, Santo Amaro, entonces.

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Me lembro de ver SANTO AMARO anunciado em letreiros de várias agências de viagem do centro histórico de São Luís. Mas quem disse que eu entrei para perguntar o que era? Tanto podiam ser ofertas de fretamento de jipe até lá, como, quem sabe, passagens de ônibus ou van até Sangue, a parada no meio do nada onde se pega a Toyota de linha que liga Santo Amaro à civilização.  Segundo esta página aqui (que pode estar desatualizada…) os horários da Toyota de Sangue a Santo Amaro são às 8h e às 17h — o que me levaria a crer que os ônibus que partem de São Luís às 6h e às 14h são os mais indicados para fazer a conexão. Eu poderia ligar para a viação Cisne Branco ( 98/3243-2847  e 3245-1233 em São Luís,  98/3249-2488  em Barreirinhas) e confirmar, mas daí seria mais um horário desatualizável publicado na rede. É melhor ligar e confirmar.

Quando fui, formei um grupo com um casal paulista e fizemos o passeio às lagoas com a Turismo Santo Amaro ( 98/3369-1180 ). Em Santo Amaro e em qualquer canto dos Lençóis, deixe sempre para passear às lagoas à tarde; o sol mais baixo castiga menos e o entardecer deixa as fotos muito mais bonitas.

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Santo Amaro tem duas pousadas bem básicas (e outras que não chegam a isso). Uma é bonitinha, a Solar das Gaivotas ( 98/3369-1064 , à beira-rio, com um agradabilíssimo deck com vista para mangue e dunas; foto acima, à esquerda), e outra, eficiente, a Água Doce ( 98/3369-1105 , limpinha mas sem-graça, foto acima, à direita). Pela minha experiência — e pelos relatos que já ouvi –, por incrível que pareça, a que recomendo é a pousadinha sem-graça, a Água Doce. Eu pensava que a Solar das Gaivotas (a da fotinho da esquerda) tinha sido construída para hospedar o elenco de “Casas de Areia”, mas outro dia o Andrucha (se você me desculpa o name-dropping) me disse que, apesar dos atores principais terem se hospedado na Solar, a pousada construída pela produção foi a Água Doce, para hospedar o pessoal de apoio. Pois não é que a pousada feia acabou aprendendo a operação profissional da produção do filme? Informação equivocada. A Água Doce já existia antes do filme.

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Ao chegar à cidadezinha, passe no posto da Cisne Branco para comprar sua passagem a Barreirinhas. A Toyota da manhã sai de madrugada, mas passa em frente à pousada para pegar os passageiros. (Mas deve haver uma outra Toyota no início da tarde, também.) Se você quiser, divida os passeios às lagoas da região em dois dias, mas não fique muito mais do que isso, não — Santo Amaro não comporta. A areia das ruas da cidade é tão fofa e funda que qualquer caminhada à praça da igreja vira uma pequena maratona.  Siga para Barreirinhas, para subir o rio Preguiças.

Barreirinhas

O vilarejo ribeirinho de Barreirinhas é a grande metrópole dos Lençóis Maranhenses. É aqui que 98% dos visitantes ficam hospedados durante toda a sua estada na região, fazendo dali sua base para passear às lagoas próximas (Azul e Bonita) e subir de voadeira (lancha rápida) o Rio Preguiças, indo até o Caburé.

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Com exceção do hotel Porto Preguiças “resort”, que tem sua graça (foto acima), as alternativas de hospedagem em Barreirinhas são bem bregaldas. (Uma delas é nada menos do que uma afronta: o novo Lençóis Resort, um estrupício de um arranha-céu horrendo que conspurca as margens do Rio Preguiças.)

hotelriopreguicas210.jpgSe não der pra cacifar o Porto Preguiças, eu sugiro ficar no hotel Rio Preguiças ( 98/3349-0425 , foto ao lado), que fica na praça principal da cidadezinha e tem ar de hotel duas-estrelas antiguinho do interior. O restaurante mais sofisticado, claro, é o do Porto Preguiças; o cardápio mais interessante, do Restaurante do Carlão (perto da agência EcoDunas,  98/3349-0016 ), que prepara peixes ao molho de frutas da região. Na beira-rio você encontra uma franquia da pizzaria paulista Nômade e um restaurante típico de cardápio extensíssimo e um tanto inflacionado, o Terraço do Preguiças.

De Barreirinhas é possível visitar as lagoas Azul e Bonita — mas em passeios diferentes, já que cada uma é prum lado (eu não encavalaria as duas no mesmo dia; manteria a regra de fazer passeio de lagoa sempre à tarde). Se você já foi a Santo Amaro, talvez se ache vítima de um downgrade lagoal, já que o filé dos Lençóis fica praqueles lados. Uma maneira de continuar se embasbacando com as lagoas é fazer o sobrevôo do parque em monomotor. Custa R$ 150 por pessoa, dura meia hora e vem a calhar para quem não quer ir a nenhuma lagoa pela manhã.

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Mas Barreirinhas não é só lagoas — é também a porta de entrada do rio Preguiças, que tem um manguezal com árvores gigantes (tem uma hora em que você se sente na Amazônia…) e leva a igarapés e vilarejos rústicos até desembocar no mar. O passeio-padrão oferecido é um bate-e-volta de voadeira até o Caburé, com algumas paradas na ida, voltando direto depois do almoço (você sai às 9 e está de volta depois das 4 da tarde).

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É possível dormir no Caburé ou um pouco mais adiante, no Atins. Vale a pena? Resposta nos próximos parágrafos.

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Caburé

Um pouco antes da foz do Preguiças, na sua margem direita (leste), Caburé é um lugarejo habitado por restaurantes e pousadas que estão ali para receber o povo que faz o passeio pelo rio. O lugar é interessante por ser uma faixa estreita de areia (e nada mais do que areia) entre o rio e o mar. Ali fica também aquela que talvez seja a pousada mais arrumadinha de todos os Lençóis, a Porto Buriti.

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Dormir no Caburé é obrigatório para quem vai continuar a viagem pela areia até Tutóia, na extremidade leste do parque dos Lençóis. E é uma boa alternativa também para quem quer fazer o Atins, mas se hospedando com um pouquinho mais de conforto. Se você ficar por aqui, não deixe de fazer o passeio de barco até a foz do rio, para ver o pôr-do-sol e os guarás. (Também é possível — e até mais fácil — fazer esse passeio a partir do Atins.)

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Atins

É o último vilarejo ao longo do rio Preguiças, em sua margem oeste (esquerda). Tem um povoadinho de verdade (ou seja: à diferença do Caburé, tem mais moradores do que turistas…). Fica a 10 minutos de voadeira do Caburé — ou 3h30 de barco de linha de Barreirinhas (saídas de manhã cedinho, volta idem). Parece que tem também uma Toyota de linha (ou ônibus, não entendi muito bem) que faz de Barreirinhas ao Atins em duas horas e pouco.

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Atins é a parte mais pobrezinha do parque; quando estive lá, no ano retrasado, só havia uma Toyota em todo o povoado (na pousadinha menos básica, a Rancho dos Lençóis). Sem conseguir essa Toyota, os passeios só podem ser feitos a pé ou a cavalo. Como 2005 foi ano de poucas chuvas, quando cheguei ao Atins as lagoas estavam secas; me falaram muito de um tal Poço das Pedras, que seria belíssimo, mas não consigo achar fotos no Google Images. O que eu sei que vale a viagem ao Atins é o camarão da Luzia, os mais tenros e saborosos que já tive a sorte de provar.

Tutóia

Aqui falo de orelhada, porque eu fui de Barreirinhas a Parnaíba pelo asfalto, dando uma volta danada (deu quase 600 km; precisei voltar quase até São Luís). Bom. Mas quem sai do Caburé vai pela areia até Paulino Neves (onde a praxe é tomar banho de rio) e, de lá, em estrada precária, até Tutóia, que também tem suas dunas e lagoas, não tão bonitas quanto as que você já viu. De Tutóia você pode continuar pela estrada (150 km, asfalto precário, com o seu 4×4 fretado ou de busão de linha) até Parnaíba. Ou, se preferir, já pode começar sua viagem pelo Delta do Parnaíba — nas classes vip ou antropológica.

Delta vip a partir de Tutóia: vá de chalana fretada à Ilha do Caju (foto abaixo), um santuário ecológico privado que tem uma pousada charmosinha. Mas atenção: tudo é muuuito rústico, e ainda assim, não é propriamente barato; para aproveitar, você vai precisar gostar de caminhar, andar a cavalo e fazer observação de pássaros e animais (não se trata de um zoológico; é preciso paciência e gosto pela coisa). Se você é ecoturista ou aventureiro de carteirinha, pode se esbaldar. Senão, passe.

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Delta antropológico a partir de Tutóia: às 3as. 6as. e domingos (com volta às 2as., 5as. e sábados) sai um gaiola com destino a Parnaíba, passando por inúmeros vilarejos do Delta. Eu sou louco pra fazer. A viagem dura 10 horas, e lá pelas tantas deve virar um tédio. Mas vale por: uma travessia do Delta, um Globo Repórter e uma National Geographic TV. Essa alternativa não existe mais (obrigado pela dica, Genário).

[Atualização: já é possível fazer este trajeto de avião, em vôos regulares. Clique aqui.] 

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Parnaíba e Luís Correia

Parnaíba é uma cidade da maior simpatia; a antiga zona do porto foi restaurada e ficou uma belezinha — é o Porto das Barcas (foto abaixo). Se você chegar num fim de semana, pode se encaixar num dos passeios populares ao Delta, feitos em chalanas, com mesas (de plástico…) no deck, bebida e música. A outra opção de passeio é fretar uma voadeira numa das agências que eu listei lá em cima. Eu sei que eu sou um ser do asfalto que não sabe diferenciar uma samambaia de uma bromélia — mas, na minha leiguice, preciso dizer que não vi muuuita diferença entre a paisagem do Parnaíba e a do Preguiças. Mas, vá lá, talvez um passeio feito com um bom guia me resgatasse das trevas da ignorância…

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Luís Correia é onde fica a praia de Parnaíba. No verão do meio-norte (de julho a dezembro) as águas ficam azuis. A praia com melhor estrutura é a do Coqueiro, onde tem um boteco bacana à beira-mar (e onde também fica o restaurante mais famoso da região, o Dedé; peça o camarão ao molho branco). A paisagem mais bonita, pro meu gosto, é a da praia do Macapá, que tem um recorte bonito e um manguezal lá longe.

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A região tem duas opções bem recomendáveis de hospedagem: em Luís Correia, o hotel Islamar, pé-na-areia num trecho deserto da praia; e em Parnaíba, a Casa Inglesa, um casarão histórico dos mesmos donos da Ilha do Caju.

Camocim

Fica a 120 km de Parnaíba pela estrada; se você estiver num 4×4, provavelmente vai pela praia a partir de Bitupitá ou da Barra dos Remédios (foto abaixo). A cidade entrou para os guias depois que abriu o resort Boa Vista, de italianos, que é a ponta-de-lança de um grande empreendimento imobiliário de casas de veraneio para europeus.

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A meio caminho entre o Delta e Jeri, Camocim é vendida como uma base confortável e estratégica para explorar a região. Mas como quem faz o roteiro Lençóis-Jeri já está explorando a região, ficar em Camocim é dispensável. Ganhe mais um dia em Jeri que você faz melhor.

Tatajuba

Destino de passeios de bugue tanto de Jeri quanto de Camocim, Tatajuba tem uma concorrida (ou farofada, se você quiser ser crítico) lagoa de águas verdes. O lugar é lindo e, depois que os bugues vão embora, deve ser paradisíaco.

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No ano retrasado descobri uma pousada linda, de um espanhol, a Santa Maria ( 88/9925-7444 , foto abaixo), que continua secreta. Se você pode se dar ao luxo de dar um tempinho sem fazer absolutamente naaada, peça para o seu 4×4 deixar você aqui.

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Jeri

Quando escrevi sobre esse roteiro na Viagem & Turismo, disse que o sentido que fazia mais sentido era o oposto — saindo de Jeri e terminando nos Lençóis a paisagem vai ficando mais rica e diversificada, culminando com o deslumbre total das lagoas de Santo Amaro (e com direito ainda a alguns dias de história e agito em São Luís). Já o Jorge do Giramundo discorda: acha que Jeri é o fecho perfeito para descansar da maratona. Cada um olhando seu ângulo, acho que nós dois temos razão. :lol:

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Vou escrever mais detalhadamente sobre Jeri outro dia — até porque desenrolei o novelo da tal matéria do Washington Post que fez a fama do lugar. Como eu sei que a Flavia já foi a Jeri, deixo aqui só as minhas indicações de hospedagem. Se não der pra cacifar uma palafita na Vila Kalango ou um apartamento no segundo andar (os térreos são muito devassados) no Mosquito Blue, eu ficaria na Ibirapuera, na Cabana ou na Jeribá. (Com orçamento mais apertado, eu gosto da Calanda.)

No front transportífero, o melhor, claro, é se encaixar num 4×4 (sai uns R$ 90 por pessoa). Mas a boa notícia que tenho a dar é que o ônibus (R$ 36) não é mau, não. Ele só é mais lento por causa do transbordo em Jijoca (se fosse direto do Preá para o asfalto economizaria uns 40 minutos), da parada para almoço e das duas paradas que faz pelo caminho para pegar passageiros — numa cidadezinha cujo nome esqueci e numa rodoviária da periferia de Fortaleza. No final, dá 7 horas (duas horas e meia a mais que de 4×4).

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Para quem fretou 4×4 com direito a parar pelo caminho: a única paisagem que acrescenta alguma coisa a tudo o que você já viu dos Lençóis até aqui é a vista da Lagoinha (100 km antes de Fortaleza; foto acima). A melhor parada gastronômica é em Taíba (70 km antes de Fortaleza); experimente os escargots criados pelos próprios donos no Volta ao Mundo.

Fortaleza

aquashow100.jpgVocê sabe, não é, Flavia, que o Beach Park fica no Porto das Dunas, 30km depois de Fortaleza, certo? Como o seu objetivo é só cumprir a promessa ao pequeno Penido, faz sentido você se hospedar direto lá. Se em julho o Beach Park Resort, o Oceani e o Aquaville estiverem cobrando os tubos, considere passar essa noite no Kalamari, um hotel mais simples que fica bem pertinho do parque.

Resumindo… Flavia, se você for fazer tudo por conta própria, eu recomendaria, nesses doze noites, você ficar duas em São Luís (fazendo o bate-e-volta a Alcântara, sem dormir lá), uma ou duas em Santo Amaro, uma em Barreirinhas, duas no Caburé (use um dia para ir ao Atins), uma em Parnaíba ou Luís Correia, uma em Tatajuba (ou nenhuma, se você ficou duas em Santo Amaro), três em Jeri e a última em Fortaleza. Ufa, cansei…

E você, tem alguma dica da região? Contato de jipeiros, dicas de transporte que eu não dei — toda informação é muitíssimo bem-vinda.

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154 comentários para “De São Luís a Fortaleza pra Flavia”

  1. Acho que depende da conjunção de horários, não?

    Mas eu não entendi uma coisa. Você vai de Tutóia até Parnaíba de lancha, é isso? O barco de linha está desativado.

  2. Ricardo, isto é una super-explicaçâo.
    Parabéns.

  3. Riq, que roteiro e que detalhamento ! Quando é o periodo em que é melhor ( na média dos lugares) ir pra lá ? E quantos dias seria o ideal pra isso tudo ?

  4. Brigadinho, Carmen!

    EduLuz, a melhor época vai do meio de junho (para pegar o São João em São Luís) até o comecinho de setembro (em anos com muita chuva no primeiro semestre, as lagoas ficam cheias até meados de setembro). Com três semanas fica chuchu beleza!

  5. Nossa, que delícia de roteiro… Essa era a minha primeira opção para as férias de julho, mas não posso ficar fora mais de 2 semanas, e acabei achando muito espremido… Já estou guardando a info para o ano que vem!!! :)

  6. Ricardo,

    Este seu post ficou sensacional. Merecia ir direto para a revista Viagem. Liga para eles lá, manda colocar na pauta, tá chegando mesmo a hora certa de ir aos Lençóis :)

    Super informativo, detalhado, com dicas para todos os bolsos! Achei demais. Coisa de máster-guru-comandante!

    E agora, descobri de quem era a reportagem que eu havia discordado quando li sobre a direção da viagem rsrsrsrs…. Vc viu que ousadia?

    Mençãozinha no post, meu momento Tommy do dia garantido.

    Dá uma olhadinha no tamanho das fotos do post, a barra lateral sumiu.

  7. Obrigado, Jorge! Era uma fotinho que estava fora do limite de 450 pixels, sim. (O Explorer 6.0 corrige automaticamente, então eu não vejo…)

  8. Carla, com menos tempo dá pra fazer só São Luís e Lençóis, que já é uma viagem lindona — ou até mesmo do Delta a São Luís (deixando Jeri para uma próxima, como o superferiadão de novembro…)

  9. Eu cheguei a pensar nisso, mas como eu gostaria mesmo de fazer o roteiro completo de uma vez, preferi adiar… Em julho estou 99% decidida a ir ao Peru… ;-)

  10. estarei indo para o Brasil pretty soon e quero fazer um tour somente com uma mochila nas costas e visitas partes do Brasil, como outro preto, campos de jordao… conhecer aquilo que ainda n’ao conheco no Brasil…
    Tem como vc dar dicas ou me mandar um roteiro bacana?

  11. Ah, eu tinha esquecido do Peru. Vai firme, vamos aproveitar o real forte :)

  12. Riq,

    Tudo bem?

    Fiz exatamente esta viagem em maio do ano passado! Mas vou ter que voltar…como tinha chovido muito, os acessos até Santo Amaro estavam bloqueados! Tive que fazer algumas alterações no roteiro, mas no fim deu tudo certo! Por outro lado, foi ótimo: as lagoas do Parque Nacional estavam cheias e maravilhosamente lindas!

    Trabalho com turismo e já trabalhei na Freeway (tenho amigos lá também…se precisarem de algum contato, posso passar!)

    Beijos!

  13. Riq, esse fim de semana eu trabalhei no orçamento da viagem ao Peru – paralelamente ao lerê do projeto do doutorado, mas tudo bem… Estou muito impressionada com o quanto está dando pra esticar o nosso realzinho aqui na América do Sul… Planejei uns 12 dias de viagem (Bolívia e Peru, com o Lago Titicaca) e calculei que vou gastar uns US$ 1200 entre passagens aéreas, hospedagem e até o trem para Machu Picchu – e isso porque resolvi esbanjar na hospedagem em Cuzco… ;-) Depois que eu organizar tudo melhor, posto meu roteiro/orçamento experimental em algum lugar aqui pra vocês darem uns pitacos, Ok?

  14. Riq, isso é que é consultoria de turismo! Excelente roteiro! Aproveito pra dizer que também amei o Maracangalha, com aquele pastelzinho inesquecível. Aliás, vale trazer uma geléia de pimenta para reunir os amigos na volta.

  15. Carla, vou acompanhar de perto esse seu roteiro pelo Peru :) .

    A minha esposa está louca para fazer uma viagem para lá, só que teria que ser no estilo quanto mais barato melhor, mas mesmo assim acho que os gastos devem ser razoavelmente significativos.

    Vou aguardar sua consultoria para fazer uns cálculos.

  16. Hugo, eu estou impressionada porque, quando a gente abre qualquer revista ou suplemento de jornal, vê que os pacotes para o Peru, normalmente de 6 noites (Lima, Cuzco e Machu Picchu), não custam menos de US$ 1400. Eu consegui orçar o dobro do tempo US$ 200 mais barato – e estou sendo exigente com os hotéis!!! Só escolhi 3 estrelas e acima e, se não tiver charme, tem que ser muuuuuito mais barato que a opção mais charmosa… ;-)

  17. Ai ai Ric, esse post me deixou com uma saudaaaaade.
    Vivi um grande amor em SLZ (que marido não me leia – rs rs rs).

    Fiquei muitas vezes no Flat Number One, que era da Rede Delphia, ams recentemente mudou. O Flat é bom! Quartos limpos, arrumados, a decoração bastante clean e bem equipado. As camareiras são um amor e deixam chocolatinhos na 1ª noite, quem não ama chocolatinhos no travesseiro?

    Quero uma dicaaaa. Desde que casei viajava bastante e adorávamos os quase 2 meses de férias que nos dávamos todos os anos. Em setembro último nasceu nossa pequena princesa e de lá pra cá… necas! Já estamos com urticária.

    Sei que viajar com criança (ainda mais bebê) é um parto (de fórceps) mas não tenho mais como convencer ao marido (e a mim tb!) estamos pensando em America do Sul mesmo, pra não sair muuuuito longe com a pitita.

    O que sugeres?

  18. Carla,

    Vc já deu uma olhada no meu primeiro blog? (jbtravel.zip.net)
    Eu consegui gastar bem pouco, já que fui de milhas Varig (saudades!!!) até Lima e voltei de La Paz.
    Se vc quiser mais algumas dicas, pode abusar,ok?

    JB

  19. JB, quanto tempo!!! A sua “Expedição Inca” foi minha primeira fonte de consulta – tirei várias idéias de lá… ;-)

  20. Fiz essa viagem a 2 anos atrás, é inesquecível….. Aí vai algumas impresssões…… Qto a distribuição dos dias dado pelo RF, não mudaria qse nada, ficou mto bem distribuído.
    1 – Fique sim 2 dias em Santo Amaro, as viagens pelos Lençóis são mto cansativas. Quando se fala em 2h e meia, não pense nesse tempo pela Dutra não, serão 2:30 de trilha PESADA ! E com criança ainda deve ser cansativo…. As lagoas de Sto Amaro são lindas, qse desertas, as melhores. Não cometa o mesmo erro q eu fiz em ficar apenas 1 dia. E tome cuidado pra não ficar o dai todo na estrada.
    2 – Fomos de SA a Barreirinhas por dentro dos lençóis, cruzando ele até chegar a praia seguindo, fique atento pq tem que cruzar um rio q só se cruza na maré baixa, passando por Atins, parando pra comer e seguindo a Barreirinhas. Olha só, o passeio por dentro de todo os Lencois até a praia foi belíssimo assim como o longo trecho beira mar até Atins. Bem deserto… Mas acho que vc pode fazer isso em um dos dias em SM. Já q das lagoas a praia deu uns 40 min. Qto a Atins, posso estar sendo injusto até pela minha rápida passagem por lá, mas não sei se retornaria. O camarão é mto bom. E só, o lugar eu acho q não acrescenta nada em relação a SA. De Atins a Barreirinhs deram mais 2:30 de trilha pesaaaada. Resumindo saímos pela manha e já chegamos umas 3 da tarde em BAR.
    3 – Eu ficaria 1 dia em Barreirinhas pra fazer o sobrevoo que vale cada real gasto. Ficaria num hotel melhor até pra recarregar as baterias de SA. Não fui as lagoas de lá e pelo que o RF falou as de SA são melhores.
    4 – Caburé é lindo ! Fiquei 1 dia, fiquei na porto Buriti. Completamente deserto mas confortável. Ar condicionado, pra que ? Venta tanto que vc pode regular pelas janelas dos quartos. Os pernilongos nem ousam aparecer por lá. Venta muito. Luz a disel até umas 10 da noite. Mto legal mesmo o lugar. No caminho de Caburé tem um povoado Vassouras na beira do Rio que tem um bar, mas o atrativo mesmo são os piriquitos e saguíns que ficam soltos mas vem comer na sua mão. É fato que sua criança vai amar. Aliás qquer adulto de cidade acha o máximo. Apesar do isolamento a hospedagem é muiiiiiiito mais confortável que em SA. A comida é mto boa também.
    6 – Olha, o caminho de Barreirinhas ao Delta que é complicado. Fomos por Tutoia onde almoçamos e de lá a Parnaíba. A estrada é sofrível, em alguns pontos simplesmente desaparece e vira barro. Não faça jamais a noite como fizemos. Animais na pista, até um bêbado sentado na cadeira teve.
    5 – Delta, Parnaíba é bem simpática. Qto ao Delta, é legal mas o Rio Preguiças não deve nada a ele. Pra falr a verdade achei o RP bem mais exuberantes, lembra mesmo o amazônia, am algumas partes no caminho pra Caburé fica bem fechado da largura de uma rua. O que mais gostei do Delta foi os carangueijos.
    7 – Antes de chagar em Jeri passamos pela lagoa Tatajuba, linda mesmo. Almõçamos em um dos bares. Comida fresca, simples mas gostosa. Deve ser interessante passar uma noite lá.
    8 – Fique pelo menos 3 noites em Jeri.
    No mais é isso, boa viageme aproveite. Ah, leve repelente.
    Vá com espírito aventureiro, a estrutura deixa mto a desejar. Mas o lugar é lunático.

  21. Tava mesmo pensando em fazer um roteiro como esse, mas não tava pensando em fazer algo tão trilheiro… queria andar mais de ônibus entre as distâncias, possivelmente cortando do roteiro algumas localidades…

  22. Parabens, excelentes dicas! Alias é um dos poucos roteiros do Brasil que eu não conheço, e que gostaria de ir…

  23. Alias pena que a Freway é tão cara… O roteiro é bonito, e os hoteis são bons, mas eu acho caro quase 5000 Reias para uma viagem nacional de 10 dias….

  24. Riq,

    Meu amorrr (desculpe a intimidade) era por isso que você estava tão quietinho estes dias….. Você estava na base ! Estou de queixo caido com esse post, que lugares, que roteiro, que fotos e que tudo. Mais tarde, vou assimilar com calma. :)

    Êpa, Ernesto 5.000 reais ?

  25. João, dá pra fazer todos os deslocamentos nos Lençóis com transporte regular (ônibus ou van até Barreirinhas, toyota de linha da estrada a Santo Amaro, barco de linha ao Caburé e a Atins). Só os passeios às lagoas é que não tem jeito, tem que ser organizado. O problema é ônibus de Barreirinhas a Parnaíba sem precisar voltar quase a São Luís. Se alguém souber, por favor, diga.

  26. Para ser exato Ernesto . 4732 reais em 12 dias mais
    refeições, bliblibis, e o avião até gru com 2 pernas.
    Pode chegar fácil e sem esforço aos 6 mil reais por pessoa,
    se for em dupla são 12 mil reais ou 6 mil dolares.
    Vamos aproveitar o dolar e atravessar o oceano !
    Com 6 mil dolares da para ficar 12 dias em zilhoes de lugares !
    Ainda hoje fui questionada a respeito de gastos com uma festa
    de formatura de uma amiga.
    Vc acredita que a bendita festa vai custar o
    mesmo que uma volta ao mundo para duas pessoas por
    trinta dias ??
    Pode ?
    Pode , mas não deve .
    E vcs já sabem minha opinião né ?
    Cancelar a festa .

  27. É, Majô… sábado eu meio que tirei férias, só trabalhei um tiquinho, mas ontem ralei ralei e não consegui terminar o post… tô muerto…

  28. Sylvia, eu penso igualzinho… Uma amiga minha que se casou no ano passado teve gastos tão altos com a festa que poderia dar dado uma volta ao mundo com o marido na lua-de-mel!!! Eu não disse nada, que nessa hora é sempre melhor ficar calada, mas ela me conhece o suficiente para saber o que eu estava pensando todas as vezes em que ela vinha contar sobre a festa do casório… Imagina só, que delícia, começar um casamento com uma lua-de-mel de 30 dias? Casamento assim é pra sempre… ;-)

  29. Pois é Comandante, mas valeu o esforço, tá bacanérrimo. Ficamos nós aqui dando um suporte técnico no VNV (quanta pretensão, hem) mas eu acho que só tínhamos nós quatro mesmo ;)
    By the way você leu ontem matéria no Globo sobre as ilhas Cagarras que devem virar monumento nacional ?

    Sylvia,
    Um espanto mesmo ! Cada um com suas prioridades, vai saber ? Tem gente que gasta 50 mil num casamento….

  30. Quanto ao casamento, eu concordo :lol:

    Já os Lençóis… a Freeway é cara, mas o pacote é um luxo, com os melhores hotéis em Barreirinhas, Parnaíba e Jeri e passeios fora do menu convencional. Se você está avulso em Barreirinhas, qualquer coisa fora do padrão-pacotão custa 450 reais (o preço de seis horas de Toyota com motorista). Comida é bem barato. Água de coco é caro…

    Mas é o que eu falei: com mais uma semana na mão, dá pra fazer praticamente tudo por uma fração desse preço (sobretudo se for fora das férias de julho), usando transporte de linha e baixando o padrão das pousadas nos lugares maiores.

    E Lençóis tem um agravante: como dá para ver pelo novo flat à beira do rio Preguiças, a possibilidade de deixarem esse lugar ir pro saco é imensa. Basta levarem o asfalto a Santo Amaro, e voilà: welcome to Genipabu
    http://www.gruposolare.com.br/sisadmin.obras.show.asp?pasta=10&pagina=61&oIdx=32 :cry:

    Eu consideraria os Lençóis viagem internacional e iria o quanto antes…

  31. Sabe o que eu acho sb isso?
    Que as pessoas em geral não tem a menor noção
    de custos e não param para pensar em alternativas.

  32. Riq , eu canso de fazer isso : pensar em euro ou em dolar
    em viagens por aqui.
    Bem , se vc acha que o paraiso pode desaparecer e
    virar muvuca vou colocar na lista.
    Obrigada pelas dicas!

  33. Nossa, eu tenho certeza disso… Basta ver que as pessoas acham que nós gastamos os tubos com as nossas viagens, e que deveríamos para de esbanjar… :P Ai, ai, se eu tivesse 50 mil assim na mão eu até podia casar, mas comemorava com o pé na estrada… :lol:

  34. Riq,
    Eu trabalho com uma inglesa que vive há uns 4 anos no Brasil e que não conhece a Itália e ela sempre me fala: “George, eu corro para conhecer o Brasil, o México, o África e Índia porque isso tudo vai acabar e quando eu estiver velhinha, vou conhecer a Europa que vai continuar lá do jeito que é hoje!!!. Eu não concordo 100%, mas acho que ela tem um ponto muito válido.

  35. Ela é um pouco radical, mas não deixo de dar uma certa razão… Acho que o problema é que os nossos paraísos estão muito ligados à natureza – e preservar a natureza não é exatamente o ponto forte da raça humana, né?

  36. Acabo de suprir minha lacuna de Jeri + Lençóis com esse mega post… Posso dizer que já estive lá! :D

  37. Puxa, Bruno, eu digo justamente o contrário…só aguçou a vontade despertada com aquela Expedição Pé-na-areia do ano passado, lembra? Eu ficava grudada, só esperando os posts, uma delícia…
    Continuou com o post do Jorge no Giramundo e agora esse…
    Consegui só conhecer Jeri e Tatajuba, no começo deste ano, mas…não sossego enquanto não fizer esse roteiro!
    ……(dando chiliques aqui no escritório)……….

    Riq, a foto logo abaixo do tópico de Santo Amaro é simplesmente perfeita.
    Se eu estivesse lá, com certeza teria um dos meus ‘êxtases místicos’ :-D

  38. Flavia que mega post que presentão pra tds nós…A vontade de ir a SLZ foi aguçada ao extremo….Riq parabéns…ufa, q lindo, q fantastico, q completo…eu qro, eu qro, eu qro irrr…..

    Carla, preciso das suas dicas sobre o Peru, minha férias em Dezembro a programação é ir pra lá…assim q tiver com o material passa pra agente.

    Riq, “morrraaaaaaaaaa de inveja” olha só oq vai ter aq em Salvador:

    Além de Mariene de Castro, a cantora Margareth Menezes também vai dividir o palco com Rita Ribeiro no show de lançamento de Tecnomacumba, o quarto e mais novo CD da maranhense, em Salvador, no próximo dia 10/05 (quinta-feira), às 21h, no Teatro Castro Alves. Admiradora de longa data do trabalho de Margareth, Rita Ribeiro está combinando um repertório especial para cantar ao lado da artista, que corrobora a referência à religiosidade afro-brasileira do show e CD homônimos.

    Imagine Riq….Margareth, Mariene de Castro e Rita Ribeiro…é pra pirar um show desse, ainda mais no Teatro Castro Alves…

    E bem naquele meu FDS que vou pro RJ, preciso adiar minha viagem e curtir esse show…Vem pra cá…rsrs

    Cheirooooooooooooooooooooo…bjos

  39. Deise, ainda estou na fase embrionária, por enquanto só tenho pesquisa… Mas se você quer ir em dezembro, dá tempo de ir, voltar e contar a viagem todinha tintim por tintim… ;-)

  40. Eu acho que não tem sentido pagar tão caro por uma viagem rústica… Se for rustica, tem que ser barata…. E, são coisas do nosso pais mal cuidado. Quando fui para Abrolhos, se cobrava uma taxa de preservação ambiental, se não me engano 30 reais…. Mas, simplesmente uma escadinha num ponto perigoso, não tinha… Acho que é por isto que conheço bem o Caribe, e nunca fui para Noronha, pois pelo preço de uma pousada em Noronha, agora se pega um navio 4 ou 5 estrelas e se conheçe várias ilhas do Caribe…. E, realmente 5000 reais que a Freeway cobra, sem refeições é muito, mas muito caro… São 2400 dólares, o que dá para ir para ficar bem pelo menos o triplo disto em qualquer pais da America Latina…. ou 10 dias bem nos EUA, tudo numa terra onde possivelmente mal e mal os empregados ganham o salário minimo….

  41. Ernesto, desculpe, mas você está fazendo o assunto “preço do pacote de luxo da Freeway” tomar proporções exageradas nesse post. Eu perdi o fim de semana inteiro para preparar esse post justamente para mostrar como dá para fazer o roteiro inteiro por conta própria de maneira econômica.

    Nos Lençóis as acomodações simples não são caras, as refeições não são caras, e até os passeios, apesar de feitos em 4×4 ou lanchas a motor, não são muito mais caros do que os oferecidos em lugares menos inóspitos. E certamente mais baratos do que os passeios oferecidos em terra nas ilhas visitadas pelos cruzeiros do Caribe.

    O que encarece uma viagem aos Lençóis — ou, mais do que isso, a continuação do périplo ao Delta e a Jeri — são os traslados de 4×4. Ter um veículo desses à disposição o tempo todo, num lugar de acesso controlado, custa caríssimo. Mas, conforme eu demonstrei em quase todos os trechos (faltou um, entre Caburé e Tutóia, e tenho esperança de que apareça alguém para me dizer que existe uma jardineira que de vez em quando passa por lá…), dá para fazer essa viagem por transporte regular.

  42. Riq, em São Luís tem também o Grand Hotel ( antigo Vila Rica ). Fica ao lado da Catedral, talves seja bom para a Flavia, tendo em vista que ela vai com criança. O hotel tem piscina e São Luís é bem quente.
    Em Barreirinhas o Hotel Pousada do Buriti acho que seria a melhor escolha, é agradável, bem localizado e tem bom preço.

    O poço das pedras é um pouco longe. Da Luzia até lá é cerca de 1H e 30′ de caminhada por dunas e trilhas.

    Eu pretendo fazer esse roteiro por conta propria em agosto. Tenho 25 dias. Você acha que devo ir também à Belém ( umas 4 noites ) ou ir para Canoa ( 2 noites ). Em Luís Correia você visitou o Hotel Aimbere?

    Belém eu não conheço. Você tem algumas dicas? Canoa fui de bate-volta. Fiquei mais tempo no onibus que na barraca……. da CVC. Gostaria de voltar com mais tempo.

  43. Ruy,

    Não achei nada demais em Belém.

  44. Oi Ruy, ano retrasado o Vila Rica estava fechado. Nem sabia que tinha virado Grand Hotel, é uma bela dica, obrigado. (Engraçado que eu tinha visto no tarifário das operadoras e não conseguia me lembrar onde ficava esse hotel…)

    Eu não curti a Pousada do Buriti de Barreirinhas, não. Talvez até porque esperasse mais deles, já que são donos da Porto Buriti do Caburé. Sem-gracice por sem-gracice, me doeu menos no bolso o hotelzinho Rio Preguiças. (Sim, dormi uma noite em cada um.)

    Em Luis Correia fiquei no Rio Poty, que é o melhor dos hoteizões. Não deu tempo de visitar todos os hotéis, porque fui à Ilha do Caju. Mas pelo jeitão externo não tinha nenhum que prometesse. No geral, a estrutura hoteleira de Luís Correia não pode aspirar a muito mais do que o turismo regional. O que se destaca é mesmo o Islamar (que visitei e gostei bastante).

    Sou louco para ir a Belém. Acho que compõe melhor na sua viagem. No final da sua viagem, Canoa vai ser meio redundante. Depois de cumprir todo esse roteiro, você não vai mais sentir tanta necessidade assim de ver duna e falésia quanto você sente agora…

  45. Ha ha, Majô, Belém é meu sonho de consumo.

    Mas eu quero sobretudo comer.

    Já tinham restaurado a Estação das Barcas quando você foi?

  46. Riq, passou lá no Xongas?! Tem recado pra ti lá 8-)
    Abração!

  47. Ricardo e todo mundo:

    Tava fora do circuito e só entrei aqui hoje. E fiquei emocionada às lágrimas com a atenção e o carinho. De vc, que fez esse post maravilhoso, e de todo mundo com as dicas. (estou sendo piegas, mas clichés só são clichés porque são verdades incontestáveis né?fazer o quê).
    Fiquei tão passada que nem consegui ler tudo direito, queria agradecer e dizer o quanto eu fiquei feliz!!
    vou imprimir, deglutir, e dar um jeito de aumentar mais uns 2 dias minhas férias de qualquer jeito…
    Ricardo, you’re the best and fuck the rest!!
    Gente, obrigada!!! Depois eu volto para comentar tudo e dizer o que decidi!!
    Beijoooooossssss

  48. Bem-vinda ao seu post, Flavia…

    E ó só — um adendo à hospedagem em Barreirinhas. Refletindo sobre o que o Ruy Neuber falou da Pousada do Buriti (da qual eu não gosto muito), preciso reconhecer que, indo com criança, ela é uma escolha mais adequada do que o hotel Rio Preguiças — porque tem piscina, e o hotel, não.

    http://www.pousadadoburiti.com.br/portugues/index.html

  49. Ricardo, despois de este magnífico artículo periodístico-viajero sobre la zona de Lençois M. y de Jericoacoara me estoy arrepintiendo de ir a conocer la zona norte de Maceio. Me ha parecido que Lençois M. es puro espectáculo.

    Este viaje, probablemente, sea el último que haga a Brasil, y no sé si he hecho bien en escoger esa zona.
    El año que viene quiero ir a Birmania. No conozco nada de Asia y creo que ya toca.

    Siempre tiendo a ir a América, no sé por qué (ya sabes que adoro Brasil).

  50. Riq

    Desculpe, eu não quis criticar o seu post, que está lindo, e perfeito para quem quer viajar por conta.
    E, claro, para quem quer viajar tranquilo, conheço a freway, e sei que é um pessoal muito competente, e sério. Eu mesmo já viajei com eles, quando comecaram a agencia, há uns 20 anos. ( e era uma agencia de caminhada baratinha, dava para pagar com salário de estagiário, acredite!) Mas, como aqui é um espaço de debate, só coloquei um pouco em pauta, algumas práticas explorativas do turismo no Brasil, que tenho certeza, voce tambem condena, que começam na nossa absurda taxa de embarque, em aeroportos onde muitas vezes até falta papel higienico no banheiro… Ou de Noronha, onde como vi pelo seu post, há uma escadinha sem um minimo de segurança para ir para uma das praias mais bonitas.

  51. Riq,
    Estive em Belém – trabalhando – tem 1 ano. Então não deu tempo de ver muita coisa. Aliás, acho que era a 5a ou 6a vez que eu passava por lá e a única que deu para passear um tiquinho.
    Eu fiquei pasma e completamente idiota quando cheguei lá no porto.
    Adorei o lugar, adorei os restaurantes, adorei a decoração, adorei os cafés, adorei absolutamente tudo. Passei horas sentada lá e fui no final da tarde, então ainda não estava muvucado.
    Claro, chovia tanto que achei que Noé ia atracar ali a qualquer momento, mas isso é detalhe.
    Majô, se quiser ver um pouquinho, na época eu coloquei umas poucas fotos neste post aqui:
    http://amorcega.zip.net/arch2006-05-01_2006-05-31.html
    Só tenho um probleminha pra falar de Belém: nenhuma das vezes que fui consegui acertar um hotel legal. A minha experiência lá quanto a isso é péssima.
    A agente da empresa disse que lá é assim mesmo, ou cheira a mofo, ou a naftalina ou é caríssimo e já está lotado. E pelas cotações que ela me passou, era exatamente isso.

  52. Ah, nessa mesma viagem eu passei por São Luís.
    Fiquei no Mercury Mont Blanc, que é legal. Mas isso é hotel de trabalho e não de passeio, né?
    Minha nossa, que calor fazia lá!

  53. Perfeito! Tem todas as dicas para uma ótima viagem a dois – justamente o que estou programando -. Brigadao!

  54. Riq, eu também já fiquei nos dois hoteis em Barreirinhas. Na Pousada do Buriti, eles poderiam aproveitar melhor a estrutuda e dar uma melhorada na decoração dos quartos pois eles são de bom tamanha, tem sala separada, varanda com rede, e uma area esterna onde fica a piscina ( meio pequena ) agradável. No hotel rio preguiças, eu fiquei no terceiro andar, e não tem elevador, o quarto achei bem basico e não tem area social. Pensei na Flávia com filho quando indiquei a Pousada do Buriti.

    Em Belém, pelas minhas pesquisas, tem 02 hoteis novos. Um da rede Crowne ( bem caro ) e outro da rede Solara – Expresso XXI. Alguém já ficou neles???

  55. Riq e Flavia,

    Existe uma outra opção de hospedagem em Barreirinhas: Lençois Flat Residence (http://www.rededelphia.com.br/lencois.htm). É da mesma rede do Number One de São Luis.

    Por conta do meu trabalho, tive que ficar hospedada ali!
    Assim…não espere nenhum charme que encontramos em pousadas. Ele é um ‘hotelzão’ (daqueles com quartos grandes e com ar condicionado, restaurante a la carte, piscina com bar molhado…)! Fica mais distante do centrinho de Barreirinhas, mas tem uma boa estrutura para quem está com crianças (tem até um kids club).

    Eu gostei, mas como sou uma garota de ‘vinte e poucos’, teria preferido ficar em pousada e mais no centro, onde não precisava de um taxi ou outro transporte para chegar nos restaurantes locais (gastava em média R$ 6,00 o trecho hotel/centro).

    Beijos

  56. Ai, caramba, que beleza de post. Difícil não ficar viciada nisso aqui. Parabéns pra todo o mundo….

  57. Karina, esse hotel é exatamente o estrupício do qual eu falo no texto duas vezes. Acredito que seja confortável, mas não dá para crer que alguém tenha aprovado o projeto de um arranha-céu no meio de um lugar que quer se impor como paraíso ecológico… Seguramente deve ser a melhor opção da cidade, mas sempre que puder vou fazer campanha contra :(

  58. Uma variação desse roteiro que pode adicionar no quesito “diversidade” do visual e clima é a serra de Ibiapaba, na divisa do Ceará com o Piauí. Pelo que sei a única estrada boa que vai de Parnaíba para Fortaleza passa por essa serra. Como fica a 1000 metros de altura o visual verde exuberante da serra é lindíssimo e faz um contraste bem interessante com a aridez do sertão cearense e piauiense. A temperatura é bem amena e a serra (chamada pelos cearenses de Serra Grande, não à toa) tem meia dúzia de cidadezinhas bem típicas do estado e simples ao mesmo tempo. Algumas delas têm restaurantes e hotéis/pousadas interessantes, que não posso recomendar agora já que faz alguns anos que estive por lá. Há várias cachoeiras particulares na região e chegando lá é só pedir informação na pousada… Acho que depois de 2 semanas de dunas, lagoas, sol e calor uma serra no meio do caminho seria a melhor pedida. Notei em Jeri 3 anos atrás que algumas agências faziam esse passeio.

    Espero que a dica seja boa…

    Ricardo, só uma perguntinha: raramente se fala de locais interessantes no interior do Brasil (ou mais especificamente, do Nordeste). Mesmo que não haja tanta estrutura quanto em outras regiões, será que não de deveria haver algum tipo de guia para esses lugares? Existe algum e eu não sei? Abraços!

  59. Riq…ou algum(a) especialista dos comentários…

    Vc(s) poderia(m) me indicar uma pousada legal e que não seja tão cara em Campos do Jordão? Pretendo passar 4 dias lá em Julho, pra pegar um friozinho antes que o aquecimento global leve tudo embora…

    Obrigada pela dica!!!

    Abs.,

    Juliana

  60. Reforço os pedidos por Campos do Jordão da Juliana Scherz…. O inverno vem aí

  61. Riq, obrigado por esse post. Explico. Um grande amigo meu, e sua mulher, estão vindo pra’qui pra Belém, dia 05 próximo, para alugar um carro e ir pra Recife, via São-Luiz / Fortaleza / etc… Já tinha indicado o teu site, mas como ele não saca muito de internet, tenho que mandar links prontos pra ele se conseguir receber a dica. Já vou mandar este aqui, que queima uma etapa… falta agora Fortal até Recife ;-) ;-) . Abraços aos montes.

  62. Salve, Lafa! Então avisa pra ele que entre Barreirinhas e Parnaíba ele vai precisar voltar pela estrada até pegar a BR 222!

  63. My darling dear:
    Estou aqui “planilhando ” a viagem que vc me deu de presente, e queria fazer uma pergunta bem estúpida: vc disse que não achou tanta graça assim no Delta – mas sem graça, tipo “ah tá”, ou sem graça que eu corto e deixo pra fazer com mais calma? Pelo que entendi, eu ando um montão, chego em Parnaíba e Luis Correa, faço mais um passeio de barco e no dia seguinte toco pra Tatajuba? Vale a pena? Eu queria que meu filho tivesse uma noção do Delta, mas…
    Estou tentando arrumar mais um dia tb…e amanhã ligo na Eco Dunas…
    Ah! Tenho que confessar que apesar do pedido do Beach Park ser dele, eu também me divirto naquele parque…
    E momento mãe coruja: Leozinho (que na verdade já tem 10 anos, e de “inho” não tem nada…buáááá), desde sábado é bicampeão paulista de tae-kwon do…
    Olha, obrigada mesmo por esse post!!! Me deu tudo mastigadinho…

  64. Juliana e Neto,

    Estive em novembro do ano passado, em Campos do Jordão, no Hotel Estoril. Ele é bem central, não era caro e a incluia refeições e a comida era boa. Em julho certamente é mais caro, por ser alta temporada.

  65. Riq,

    Eu estive lá há uns 15 anos. Achei legal o mercado Ver o Peso, mas a cidade em si achei quente, úmida e nada me encantou. Comer, bem o que eu gostei foi uma torta com cupuaçu. Mas, não gosto de pratos com pimenta e doce muito doce, entonces :(

    Deixei uma pergunta pra você ontem, até agora ???

    Mô,
    Acabo de ver suas fotos das Docas, tá um lugar lindo !

  66. Majô, eu tô arrumando o álbum.
    Depois eu te aviso e vc vai lá dar uma olhada.
    Tem um monte de foto das Docas.

  67. Ok querida :lol:

  68. Eu vou ter um ataque…rs
    Só pode por 200 fotos lá. A não ser que pague.
    Vou dormir pra não deletar tudo de raiva!!!

  69. Flavia,

    Você tem toda razão. Um dia pra Parnaíba é muito apertado, só dá pra dormir mesmo. Precisamos arranjar um segundo dia em Parnaíba pra fazer o Delta direitinho.

    Acho bom relevar essa minha comparação entre o Preguiças e o Delta. Eu vim com um defeito de fábrica: eu consigo ver diferença em todas as praias, mas acho todos os rios iguais…

    E outra: eu não fiz o passeio propriamente dito do Delta, só o traslado à ilha do Caju (que a agência Clip tinha prometido que valeria por um passeio ao Delta, mas que foi só um traslado, mesmo — com direito a faltar gasolina na voadeira na volta). Eu deveria ter ficado mais dias — mas não podia, por não ter previsto que não havia Itaú em Parnaíba e ter ficado só com duas folhas de cheque. Enfim, pobRemas, como escreveria a Dani G.

    Portanto — dois dias em Parnaíba, honey…

  70. Érico de Toronto: bem-vindo de volta!

    De vez em quando saem matérias nos jornais de SP e Rio sobre o circuito serrano nordestino — sobretudo Ceará e Pernambuco. Toda vez que vou ao Ceará eu me prometo que vou a Guaramiranga — mas acaba nunca dando tempo :-(

    Sei não, Érico, acho que esse apelo de clima ameno no Nordeste é mais regional, mesmo. Ainda mais no litoral maranhense-cearense-piauiense-potiguar, em que venta tanto e as noites são tão agradáveis.

    O Piauí é que tem tesouros no interior que são mal geridos. Além de investir nos sítios arqueológicos, eu pensaria em como transformar o semiárido num pólo de spas de deserto — como faz o Arizona. Basta um bem bom para começar…

  71. Carmen,

    É assim: em termos de paisagem, os Lençóis são únicos e inigualáveis; esse ecossistema talvez seja mesmo o nosso mais bonito tesouro natural. Em termos de aventura, esse roteiro também é espetacular. Mas em termos de praia, as de Alagoas são mais gostosas. :lol:

    Se não me engano, você falou que tem 15 dias de férias; que vai passar uma semana no Miramar e a outra vai viajar ali por entre Alagoas e Pernambuco.

    E se você usar essa outra semana para ir aos Lençóis (e só aos Lençóis)?

    Dá para fazer o seguinte:

    No seu 8o. dia de Maragogi, vá até Recife (125 km) e pegue o vôo da TAM das 18h20 para São Luís (chegada, 21h15).

    Durma em São Luís (no Grand São Luís, ou na pousada Portas da Amazônia), e no dia seguinte de manhã pegue uma van para Barreirinhas. Programe duas noites num hotel ou pousada em Barreirinhas.

    Na primeira tarde, faça o passeio à Lagoa Azul.

    No dia seguinte, faça o passeio pelo rio Preguiças até Caburé.

    No terceiro dia, vá a Santo Amaro. Fique duas noites.

    No quinto dia, volte a São Luís. Você vai chegar à tarde na cidade, e ainda terá um tempinho para passear, se quiser.

    No sexto dia, voe a Maceió: o vôo menos complicado é o da TAM, que sai às 6h30 e chega às 12h49. E você fica tranqüila de chegar um dia antes de pegar o seu charter de volta.

    É um pouco corrido, eu sei — mas você não ficaria na vontade :)

  72. Oi Ricardo,

    Entendo o apelo “regional” da serra, mas só se for do ponto de vista do pessoal do sul/sudeste ;) Engraçado que em Guaramiranga se vê muito europeu descolado durante a semana. Levei umas amigas alemãs para o Ceará alguns anos atrás e achei interessante que elas gostaram muito mais do interior que das praias. Elas amaram Guaramiranga, e é que a Serra Grande é muito mais bonita (eu acho). Se bem que Guaramiranga tem a vantagem de ser bem pertinho de Fortaleza e já ter uma estrutura bem legal de restaurantes e pousadas.

    Se houvesse mais estrutura acho que seria ainda mais fácil de conhecer locais novos bem interessantes — fora do esquema “só praia”.

    Quando for de novo ao Ceará quero conhecer a região de Itapipoca. Pelas fotos que eu vi, é muito bonito! Abraços de Toronto e parabéns pelas dicas do roteiro, são ótimas!

  73. Ricardo, obrigada por a resposta, a soluçao tan rápida.
    Eu confio plenamente en você.

    Mais si las praias sâo mais gostosas, já está bem.
    Somente de pensar em tantos vôos já me esgoté.
    Gosto de caminar, descansar, contemplar a natureza e nâo fazer nada.
    Melhor deixou Lençois M. pra outra vez, despois de Birmania.
    Beijos

  74. Poxa… nenhuma diquinha pra mim :(

  75. Dá-lhe Riq!!!… é por isto que este blog é um dos top…pena que não ficou em primeiro lugar no concurso(snif, snif..)

  76. Eu estive em Lençóis há 3 anos, então é provável que as coisas tenham mudado bastante (por exemplo, Santo Amaro ainda não fazia parte do menu), mas mesmo assim vou fazer umas considerações.
    A Freeway é uma ótima agência mesmo, com a qual eu já havia viajado para Itacaré, por um preço bem razoável. Fiquei no Ecoresort pelo mesmo preço que as pessoas que encontrei por lá estavam pagando para ficar em pousadinhas do centro.
    Por isso, quando estava planejando a viagem a Lençóis , minha primeira opção foi cotar com a Freeway. Na época, o pacote de 9 noites era 3 mil e poucos reais. Achei caro e resolvi cotar por conta própria. Repeti o roteiro da Freeway igualzinho. Com vôo de São Luiz a Barreirinhas (que eu fazia questão) e estadia no Resort Porto Preguiças, que não fazia parte do pacote da Freeway. Não gastei nem 1.500 reais. Me lembro que o total, com refeição e compras (comprei muitos bordados em São Luiz e Barreirinhas) não chegou a 2.000 reais.
    Saí de São Paulo apenas com as reservas dos hotéis feitas. Tive um pouco de trabalho para conseguir o vôo de São Luiz para Barreirinhas, mas no fim deu certo (pela Litorânea). De São Luiz liguei para a agência em Barreirnhas (Ecodunas, que na época era pequena) e tratei o transfer do aeroporto para o hotel, assim como os passeios para as Lagoas nos dois dias, mais a voadeira para Caburé no terceiro dia. Ah, muito importante. Eles também deixavam a disposição um transfer do hotel (o Ecoresort fica longinho da vila) para a vila a qualquer hora que quiséssemos. Era só ligar que o jipinho ia nos buscar para jantar ou bater perna. Na volta marcávamos um horário e local para encontro. Serviço 100%. Recomendo MUUUUITO!!
    Em Caburé, tratamos uma voadeira para nos levar até a foz do Preguiças. A intenção era ir até Atins, mas o barqueiro não acertou. Azar…
    No dia seguinte, na pousada (Porto Buriti) conseguimos um bugue que nos levou até Tutóia. E chegando em Tutóia, tratamos um táxi até Parnaíba.
    Neste trecho estávamos em 3 pessoas. Em Parnaíba conhecemos mais gente quando fomos a Clip Turismo. E com este grupo fizemos o passeio pelo Delta. Acho que todos tiveram a percepção do Riq quanto ao rio não acrescentar muito a tudo que já tínhamos visto, menos eu. Acho que o ideal seria fazer um sobrvôo do delta, mas não havia esta opção. Eu gostei do mesmo jeito. O guia do nosso barquinho chegou a parar na beira do mangue e se enfiar no barro para pegar um carangueijo, a título de ilustração!! Depois virou o bichinho de barriga para cima para mostrar a diferença entre macho e fêmea. O detalhe é que o mangue é lotado de mosquitos e ele foi simplesmente devorado :-( Qual passeio em dólar teria isso??
    Em Parnaíba, infelizmente, tive que me separar do grupo. Por sorte, conheci outras pessoas que me deram uma carona até Sete Cidades e de lá me deixaram em uma rodoviária, onde peguei o ônibus para Terezina. O resto do grupo, seguiu com a Clip para Jeri.
    Enfim. É uma viagem que valhe muuuito a pena. Não é tão cara. Como envolve muitos transfers, operadoras como a Freeway costumam calcular o preço com base em uma pessoa viajando só. Ou seja, se o transfer custa 600 reais, eles colocam este valor no preço do pacote individual, imaginando que se a pessoa viajar sozinha, já está pago. Se houver mais gente no grupo, a diferença é lucro.
    Eu continuo com a lacuna de compltara a viagem até Jeri. Olhando este post detalhadíssimo do Riq só me dá mais vontade…

  77. Lena, obrigadíssimo! Te explorando: você lembra quanto foi o bugue até Tutóia? E o táxi a Parnaíba?

  78. Cíntia, uma vez que vocês estão decididos a viajar com bebê, vale tudo menos trekkings, certo? “América do Sul” é muito vago — você não contou pra onde você foi ou não foi… não existe nenhum destino óbvio, na América do Sul ou no mundo, pra se ir com bebê.

    O meu reflexo condicionado é sempre dizer Buenos Aires. Bariloche sempre tem pacotes ótimos; Mendoza agora está em evidência. Em alguns posts a tripulação dissecou o Chile. Ultimamente falamos do Peru. A praia da bóia aí do cabeçalho fica em Los Roques, na Venezuela.

    A pergunta a ser feita é: pessoal, vocês acham que dá pra ir a ……pontinhos….. com bebê?

  79. A Buenos Aires eu acho que dá pra ir com bebê, sim – desde que se escolha a Buenos Aires dos parques em vez da Buenos Aires das noitadas… Mas é mais um “pitaco” mesmo, que eu nunca tive a experiência de viajar com uma criança, não – bom, pelo menos não no sentido literal da palavra… ;-)

  80. Riq, acho que o bugue até Tutóia custou 200 reais (vou confirmar com uma amiga que anota tudo!!). Estávamos em 3, mas poderiam ser 4 :-) E o taxi até Parnaíba 80. Se precisar, acho que ela tem os telefones também. (eu não consegui achar nada! depois coloco aqui os valores certinhos).

    Cíntia, bebês não é a minha prais :-( , mas pelo que ouço de amigos com bebês é sempre ficar em hotel com uma cozinhazinha no quarto ou que permita fazer alguma coisa na cozinha do hotel. Riq, o que acha daquele resort no Uruguai que voce publicou aqui uma vez (de um amigo seu que tb escreveu da Austrália)?

  81. Carmén, não dá para se ter uma idéia do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses por foto. É uma área muito grande. Para ter uma idéia, dê uma olhada no Google Earth. Digite lá Barreirinhas. Você vai ver uma vila no meio da mata e uma imensidão branca do lado esquerdo. Use o zoom para chegar bem perto e voar por cima dos Lençóis :lol:

  82. Cintia, minhas bebes estão gigantes mas nunca viajei com elas pois
    tinha com quem deixar, e não consigome imaginar numa viagem prazeirosa com um bebe.
    Entretando vejo muitas pessoas levando seus bebes em aventuras.
    Acho que depende mais da personalidade dos pais do que qualquer
    outra coisa , mas acredito que cidades grandes com uma melhor
    infraestrutura hoteleira e calçamentos adequados para empurrar um
    carrinho tenham condições de proporcionar otimas ferias a vcs.
    Santiago do Chile, Buenos Aires, Montevideo , Rio de Janeiro.

  83. Pessoal, obrigada pelo “esforço” em me ajudar. Sei que a maioria esmagadora não tem esse “problema” na hora de planejar suas viagens, tb não tinhamos, massss…. o que não podemos é deixar de fazer o que tanto curtimos.

    Além de não ser do tipo aventureiro, acho que com ela nessa fase de vida (8 meses) é importante irmos a um lugar no mínimo com infra estrutura básica pra horas de aperto (leia-se grandes centros onde possamos contar com hospitais, supermercados, etc)

    Argentina conhecemos, mas Buenos Aires nunca é demais… já fizemos viagem baladeira, viagem romântica, agora seria viagem-família, he he he
    No Chile só fizemos a região dos lagos, passando pra Bariloche e tal… Não sei se toparia ir de novo agora.

    De resto na América do Sul, nadinha…. minha mãe foi ao Uruguai e amou!

    O que temos em mente é que seria um lugar novo, de preferência uma capital ou grande centro de onde pudessemos pelo menos explorar algumas cidades perto.

    Então… vcs acham que o Uruguai seria legal dentro dessa expectativa?

  84. Eu acho que o delta do parnaíba só é bonito aos olhos de quem aprecia a natureza de verdade. não é aquela beleza plástica encantadora. Por isso, defendo que uma viagem por ali não pode pular a ilha do caju, mas a pessoa precisa estar preparada.

  85. Cintia,

    Eu estou cuidando aqui de uma recém nascida e planejando a minha primeira viagem com ela.
    Eu penso que será mais fácil no nosso caso fazer um tour urbano em cidade plana. Cidade grande que tenha bastante programa para se fazer a pé. Assim, posso ficar uma semana no mesmo hotel, sem me entediar, sem precisar mudar de hotel, etc. Considero alugar um apto, mas acho que os serviços de um hotel nos ajudarão mais que uma cozinha.
    Eu estou pensando em fazer um test drive em Montevideo, seguindo as dicas da Carla e depois em Agosto seguir para a Europa, possivelmente um lugar como Amsterdam que é grande suficiente para nos entreter por uma semana, mas sem tumulto e totalmente plana. Perfeita para andar com carrinhos.
    Considero também Estocolmo e Berlim que são lugares que sou louco para conhecer.

  86. Riq,

    Eu liguei na Clip outro dia e me passaram o valor de R$ 500,00 o frete entre Caburé e Parnaíba.

    Tem a viação Continental ( 0 xx 86 8805-7278 ) que efetua em onibus o trecho Parnaíba / Tutóia . Leva 3 Horas e custa cerca de R$ 11,00.

    Em Tutóia tem a Pousada Jagatá ( 0 XX 98 3479-1551 ). É a que a Freway utiliza. Nela é possivel contratar Transporte Caburé/Tutóia/Parnaíba, e também passeio pelo delta na região de Tutóia.

    Em São Luís tem a agencia MARENCANTO ( http://www.marencanto.com.br ) que tem um pacote de 2 noites em Santo Amaro e 01 em Barreirinhas, com visitas as lagoas e também Caburé.

    Aproveitando mais um pouco de Você, tem alguma informação sobre a Pousada Capitão Thomas em Jeri. Fica em frente a praia ao lado do bar do Alexandre, e o preço está bem em conta.

  87. Lena, obrigada

  88. Jorge, ainda bem que vc me salvou. Tava achando que eu era a única louca que faço questão de viajar com a cria. A sua é recém nascida… que meda! Deve ser bem pior, presumo que não é a primeira filha, onde estamos cheios de dúvidas e receios.

    Acho que vou optar por Montevidéu mesmo, pq a intenção é não ir muito longe.

    Obrigada, tá?

  89. Jorge & Cintia :
    Vcs sabem né? Bebes recem nascidos dormem muito, fica muito
    mais facil de administrar.
    Bebes maiores manifestam o bom e o mau humor com alterações
    de horarios, clima, barulhos estranhos com muito mais energia !
    Quanto maior mais dificil proporcionar o bem estar necessario a um bb.

  90. Jorge e Cíntia, eu comecei a viajar com meu filho quando ele completou dois meses!

  91. Cíntia, Montevidéu não é exatamente uma capital de onde se possa fazer um bate-e-volta atrás do outro… As cidades interessantes ficam a 150, 180 km de distância. Mas talvez uns dias lá combinados a outros em Colonia seriam um caso a se pensar… Nessa época do ano, talvez não valha a pena ir até Punta, imagino que já esteja meio sem graça… Dá uma conferida lá no Idas e Vindas ( http://idasevindas.wordpress.com ) se o Uruguai te agrada. E, se quiser trocar idéias, estou à disposição!

  92. Riq, a matéria do Washington Post já tomei conhecimento. Agora estou esperando o que você vai “escrever mais detalhadamente sobre Jeri outro dia”. Que seja até o final do mês!!!
    Beijo.

  93. Avisarei. ssenquiu!

  94. Helenice, não tenho nenhuma dica sobre Jeri que eu já não tenha dado, não… o furo de reportagem será justamente desvendar a lenda em torno da tal matéria do Washington Post sobre Jeri… :lol:

  95. Alguém já fez esta viagem de 4 x 4 próprio? Os caminhos são fáceis ou precisam de guia? Gostaria muito de voltar a Jeri, mas sem depender dos bugueiros…Percebi que o trecho entre fortaleza e Jeri é fácil se for pela praia a partir do Preá (eu fui de carona), dependendo da maré, da sorte e da disposição p/ correr riscos dá p/ ir até com carro normal. Já a viagem entre Jijoca e Jeri me pareceu mais difícil, embora p/ os locais seja fácil – fiz numa D20 sem tração dirigida por um cara que faz o mesmo trajeto há 20 anos, e não atolou e nem ameaçou atolar em nenhum momento. De Jeri p/ frente parece ser mais barra pesada.

  96. [...] ir, pois fomos em maio e ficou mais difícil de achar quem pudesse rachar o Toyota comigo até lá. Quem foi, garante que vale a pena. Eu acho que vale economizar e pagar para ir mesmo sozinho, faria isso na [...]

  97. [...] un viaje de São Luís a Fortaleza, pasando por los Lençóis Maranhenses y Jericoacoara [...]

  98. Ricardo!
    Primeira vez que eu posto aqui, apesar de sempre te consultar antes de minhas viagens…
    Estou programando uma viagem aos Lençóis, no começo de Agosto. Como já conheço todo o Ceará, estava pensando em aproveitar para esticar até Belém. Faria RJ-São Luis-Lençóis-São Luis-Belém. Você acha que vale a pena ir de carro? Tem atrativos suficientes no caminho que façam valer a viagem, ou devo pegar um avião mesmo?
    Obrigada pelas dicas de sempre.
    Abs,
    Marcia

  99. Márcia,
    Entre São Luís e Belém fica o trecho mais preservado do litoral brasileiro (ok, ok, talvez o Amapá seja ainda mais virgem), mas ali estão as Reentrâncias Maranhenses que em conjunto com a Florestas dos Guarás formam uma região super ecológica e super preservada, programa para Globo Reporter :) Se é o tipo de programa que vc gosta, entre em contato com a Ecodunas http://www.ecodunas.com.br de Barreirinhas e peça a ajuda deles para chegar até lá. Vc precisará de guia e não conseguirá utilizar o seu carro. Nos Lençóis, também não será útil ter o seu carro. Entre o Rio e São Luís tem tanta coisa, mas para ir de carro e aproveitar só com um ano de férias. Também ouvi muito por lá de que as estradas do interior do PI e MA são bem perigosas (assaltos), mesmo de dia. Eu não arriscaria.

  100. Márcia,

    Dá uma olhada no post do Jorge Giramundo sobre Lençóis Maranhenses. Clica aí em cima no nome dele.

  101. Valeu o merchã Majô. Eu mesmo havia esquecido de divulgar. Dá uma olhada lá Márcia….

  102. Jorge,

    Com aquelas suas fotos lindas de Lençóis, não tenho como esquecer :)

  103. Valeu Majô,

    Márcia, olha só,

    Coloquei ontem à noite um novo post falando somente sobre a Ilha do Caju… Tudo que alguém precisa saber para gostar de lá. :)

    Eu me animei com o post que ficou longo e vou precisar de mais um para cobrir o trecho entre Parnaíba e Jeri…. :P

    Dêem uma olhada.
    http://giramundo.wordpress.com/2007/06/04/travessia-lencois-jeri-a-ilha-do-caju/

  104. Marcia, eu sou louco para fazer essa viagem. Mas eu iria de São Luís a Belém direto de avião, de lá pegaria um passeio a Marajó e deixaria para o final uma extensão a Santarém, para ver Alter-do-Chão — quando mais tarde você fizer isso, maior estará a praia do Tapajós, que deve começar a secar nessa época.

  105. Nossa pessoal, que felicidade! Confesso que não estava esperando uma resposta, fiquei muito feliz quando vi tantas dicas.
    Jorge, quando perguntei se valia a pena ir de carro, era de São Luis a Belém… Mas acho que já me convenci a ir de avião!
    Agora, que sei que vocês estão por aqui (rs), vou escrever com mais detalhes o que pretendo fazer…
    Saio sexta a noite do RJ e pego um avião para Imperatriz. Sábado de manhã, rumo à Carolina/Chapada das Mesas, e fico até terça, indo para São Luis. Na quarta, vou pra Santo Amaro, durmo uma noite lá, e quinta vou pra Barreirinhas, onde fico até sábado. De lá, rumo a Caburé, com 2 pernoites. Sábado, pego o avião em Barreirinhas, aproveito o visual (que dizem ser imperdivel) e volto pra São Luis. No dia seguinte, terça, Alcântara.
    A dúvida é a partir de quarta… Tenho a opção de pegar um avião para Belém e conhecer a Ilha de marajó até Domingo, ou de ir pra Ilha do Caju e Delta do parnaíba, depois de suas sugestões… Vou ler tudo com mais calma, e se tiverem algum pitaco, agradeço muitíssimo!
    Abs,
    Marcia

  106. Marcia, para um lado ou para o outro sua viagem será inesquecível!!!!!! Um pouquinho corrida, mas o roteiro está demais. Eu iria para o Caju, Delta e talvez de Parnaíba eu continuaria até o Parque Nacional de Sete Cidades, não muito longe dali. E retornaria por Teresina ou Jeri via Fortaleza.

    Acho que Belém e Marajó se transformam em outra viagem com Santarém, etc.

    Tome muito cuidado com as estradas do interior do MA. Pergunte aos nativos sobre os lugares mais críticos.

  107. http://giramundo.wordpress.com/2007/06/10/travessia-lencois-jeri-da-ilha-do-caju-a-jeri-via-parnaiba/

    Ricardo, no link acima, eu chego à Jeri saindo da Ilha do Caju. Neste post, eu relato a melhor surpresa da viagem: a Casa Ingleza (com z mesmo) em Parnaíba. Altamente recomendável! Quem dorme lá, acha Parnaíba muito mais especial.

  108. Olá, eu vou fazer essa viagem daqui 10 dias…e queria me programar melhor financeiramente…vc tem noçao de quanto gasta…vou ficar em tudo mais simples possivel..hehe…sabe qto custa geralmente para andar de 4×4 de uma cidade para outra em lençois….obrigada…bjussss

  109. Olá Riq! Daqui a 15 dias farei essa viagem partindo de Manaus, indo até Belém de avião. Como já conheço Belém vou direto a Salinas – PA. De lá vou pegar um ônibus e ir para São Luís, pretendo ficar 4 dias na cidade, 1 dia em Alcântara e mais um dia em São José de Ribamar. De São Luís vou a Barreirinhas e é aí que preciso de ajuda……. Tenho 4 dias pra visitar o parque dos Lençóis Maranhenses, não sei se dá pra ir a Santo Amaro. Depois gostaria de descer até Sete Cidades e passar por Teresina, mas terei somente mais 4 dias pra fazer essa viagem. Não gostaria de voltar a São Luís e pegar um ônibus a Teresina, pois são 12 horas de viagem perdida…….Se puder me ajudar agradeço. E pra quem quer visitar Belém eu RECOMENDO!! A cidade está muito bonita, reformaram a Estação das Docas, tem o Jardim Botânico, o Mangal das Garças, a Casa das Onze janelas, o Museu do Círio de Nazaré……. De Belém a Marajó só dá pra fazer a viagem via barco, são 4 horas e meia….. mas vale a pena cada hora gasta nessa viagem!!! Alter do Chão também é muito bonita, recomendo que visitem essa vila em meados da semana da pátria, que é onde é realizada a festa do Sairé, mais ou memos como a Festa de Parintins, só que eles celebram os ritos de dois botos (Tucuxi e o Rosa), vale também a pena ver! E mais uma vez meus parabéns ao post lindíssimo que me enriqueceu e deixou com água na boca………..

  110. Kivia, o problema está na continuação da viagem de Barreirinhas ao Piauí sem passar por São Luís…

    Se eu fosse você, ficaria uma noite em Santo Amaro, uma em Barreirinhas (não para fazer passeios, mas para poder estar lá de manhã cedo no dia seguinte), uma em Caburé e de lá iria a Tutóia, onde pegaria o ônibus ou o barco para Parnaíba, descendo então até Teresina.

    Combine com a pousada em Caburé o traslado a Tutóia…

  111. Obrigada pela dica, Riq! Ano que vem estou pretendendo ir de carro até as Guianas, partindo de Manaus. Se você tiver dicas de viagem, roteiros, lugares a mais para visitar, te agradeço!! E já estou em cólicas para fazer a viagem a São Luís!!!!! Estou programando 23 dias de viagem para fazer tudo com calma, mas sei que vai ter coisas que eu vou querer ver e o tempo não vai deixar, hehe! Thank you so much and I hope to visit all places that you posted in your blog!!

  112. Muito bom, mas tenho uma coisa a dizer..quando se trata da nossa região que chamo de UNIVERSO LENÇÓIS MARANHENSES ONDE TUDO É MINIMO E PARA VIVER EXIGE TALENTO nenhuma viagem é igual a outra, mesmo que seja no dia seguinte. Me dedico a esta região a 10 anos com um trabalho de informações de todos estes lugares de forma responsável. Aqui temos muitos motoristas bons mas poucos guias! e aqui vai uma dica de guia: não deixar de passar uam noite me Paulino Neves/RioNovo conhecer a pousada de Dona Mazé sua mariscada, suas histórias e ter a verdadeira noção do que é uma cidade da região. Não existe mais a viagem no barco entre Tutóia e Parnaíba a mais de 8 meses por falta de interesse de seus proprietários. Não inclua Ilha do caju no seu roteiro..é o que se chama de furada. Sem comentários!!!outra dica: se você chega a Parnaíba dá uma esticada de 160 km de boa estrada e conhece o Parque Nacional de Sete Cidades e mais 130 km de execelente estrada o Parque Nacional de Ubajara e em 3 horas mais continuando em boas estradas volta ao litoral pelo famaso porto pesqueiro de Camocim que fica a pouco mais de 46 km pela praia da famosa vila de Jericoacoara. Como eu disse temso bons motoristas de 4×4 mas poucos bons guias…ah! também sou motorista, piloto de linha aérea, piloto de lancha e talvez conheça o lugar onde você vive.

  113. Obrigada Genário pelas dicas! O meu roteiro agora ficou assim: 4 dias em São Luís, 1 dia em Alcântara, 1 dia em São José de Ribamar, 2 dias em Santo Amaro, 2 dias em Barreirinhas, 2 dias em Tutóia, 1 dia em Piripiri (Parque Sete Cidades) e 2 dias em Teresina. Ainda me sobra 5 dias para conhecer outras cidades que surjam no meio da viagem! Você conhece Manaus? Se sim, quando foi que você esteve? Gracias!!!

  114. sao luis/fprtaleza 13/07/07 a 15/07/07

  115. Oi gente!!!
    Tô moooorrendo de saudades de todo mundo, mas por causa de trabalho em um volume insuportável, e otras cositas mas, não entro aqui há meses.
    E o pior (ainda bem que deu tudo certo) é que depois do super post do Ricardo, eu na sequência reservei a Vila Kalango (porque sei que lota) e comprei os bilhetes e só consegui mexer nisso de novo, três longos meses depois – meaning, semana passada, lembrando que viajo NESSA quarta feira, dia 18.
    Meu problema todo é que tudo não dava pra fazer, mesmo arrumando mais uns dias. Cheguei a pensar em não ir para nada dos Lençóis (porque pra fazer meia boca eu não queria) e ir só pro Delta e pra Jeri…
    Semana passada, movida por a)minha vontade enooorme de ir para os Lençóis b)os comentários do Ricardo e do Genário falando que “mangue é tudo mangue” – no que eu tb concordo…fui radical: cortei o Delta.
    Isso mesmo. Bye bye Delta, see you in pictures. Então, depois que tomei essa decisão (semana passada), tudo fluiu como má-gi-ca: peguei a dica de alguém aqui (desculpe, agora não lembro) sobre o S Luis Grand (R$192 a diária para casal – meu filho já tá com mais de 10 anos); fico 3 dias em SLuis (vou fazer bate e volta em Alcântara – não vai dar pra ficar, mas paciência). Depois, esquema “roots” para Sto Amaro – 26 réal no Cisne Branco, com direito a translado para a Toyota em Sangue já inclusa.
    Só tinha a pousada “bonitinha” em Sto Amaro (o que prova que o super Ricardo está sempre certo), a R$ 90. Aí começou a complicar senhores, porque vai rolar uma vaquejada em Barreirinhas e não tem lugar.
    Fiz uma opção drástica: vou sair cedo de Sto Amaro, chego em Barreirinhas, faço o sobrevôo (já falei com o João (98)33491422, reservei o sobrevôo porque a cidade vai estar cheia – aumentou para R$ 160,00 Ricardo, pode atualizar, e já paguei e cacifei a voadeira para a tarde (porque eles só fazem isso se tem mais gente – então, o que economizei no esquema roots, investi aqui, para chegar a Caburé perto do por do Sol – sai R$ 180, e se chegar mais gente, eu recebo de volta).
    Bom, aqui eu consegui ficar 2 noites inteiras, na Porto Buriti (R$174)- então vou poder ir na Luzia, hehehe…A moça de Caburé disse que não é pra ver transfer para Jeri daqui, que os caras às vezes voltam batendo lata e que é pra eu ficar tranquila. De lá ou vou pra Jeri direto, ou se não aguentar, paro no meio e pronto. E tenho 5 noites em Jeri na Kalango para descansar de tudo isso…
    Em Fortaleza reservei o Oceani (do lado do Beach Park – já estive em Fortaleza, acho linda, mas minha paixão lá em cima é Salvadô, fazer o que…) – R$ 242,00 ao dia.
    E é isso. Tentei economizar numas partes para investir em um gran finale, tive a super ajuda de todo mundo aqui, então foi fácil fazer tudo em um dia…mas teve sorte tb né?
    Ricardo, meu filho leu seu post todo (eu sei quem ele é Mã, é aquele cara careca que vc cumprimentou no Reveillon), e disse que quer ir A CAVALO na Luzia…poor mother…
    Gente é isso. Vou tentar entrar enquando estiver viajando (imprimi seu guia pra levar, isso tá mel na chupeta né?), e vou fuçar dicas de Jeri – faz 5 anos que eu fui…mal entrei no blog direito…

    Beijosssss pra todo mundo!!!

  116. Uau!
    Eu só queria saber quem é a besta que programa vaquejada pra Barreirinhas no meio das férias!!! (como se a cidade precisasse de ALGUM outro atrativo em julho…).
    Quero relatórios :-) — sobretudo do Grand Imperial em São Luís.
    E acho que você não vai perder nada não ficando em Barreirinhas — depois de Santo Amaro, a única coisa que pode ser mais “uau” é mesmo o sobrevôo.
    Dê lembranças à Luzia, tá?
    Beijos e boa viagem!

  117. Eu pensei no que todo mundo disse sobre a questão Barreirinhas- Santo Amaro: que o legal era o sobrevôo. Então, quando vi que não tinha lugar no resort, nem tive dúvidas…
    Pode deixar que eu mando os relatórios…
    e cá entre nós, fico imaginando o que a Luzia deve pensar (e o que ela conta pros vizinhos, hehehe) quando aparece mais um doido por comida que vai até o fim do mundo por causa dos camarões dela…
    Bom, deixa eu sair daqui…eu digo, eu começo e quando vejo fico pendurada nesse blog…
    Beijos

  118. …incrível esta coisa de química. Planejamos nossa viagem inspirados no Freire´s. Mesmo um antiguinho que eu tinha lá deu a fita.
    Depois fui pesquisar outras coisas na net, e, voi lá, me deparo com um texto fluido, leve…me deu um estalo e olhei pro URL. Ora, ora, conheco isto – eu tava aqui, sem perceber, no VNV.
    Não tem jeito; com esta pegada, este texto e agora esta coincidência/providência, virei fã de vez! Mais uma babona pro seu séquito de seguidores.
    Beijo, Ricardo e MUITO obrigada pelo teu, ah, sei lá, guia/blog/post, enfim, trabalho. Tá duca.
    Karinna (e Luciano tb, o marido, senão ele fica com ciúmes)

  119. Ricardo, eu não sabia onde colocar os comentários pós-viagem, então coloquei aqui no “meu ” post…
    Olha, suas dicas foram valiosíssimas e a viagem foi o máximo. Meu filho agora é seu fã…Alguns comentários:
    1- O Hotel Grand São Luís (ou do Forte, como toda hora chamam ele) é realmente uma super opção. É estilo hotelzão grande, e a reforma foi aquele tapa geral, mas ficou ótimo. Chuveiro bom, toalhas grandes, e principalmente, o staff é muito atencioso – lembrando que eu cheguei no dia seguinte do caos aéreo – e o que mais tinha era nêgo mal dormido, com avião atrasado, etc – e eles deram conta. Enfim, adorei.
    2- Eu acho que perdi o 1o CD de fotos de S Luis, tinha tirado fotos do quarto do hotel e do Maracangalha novo – adorei a comida, e de novo, staff atencioso (sabe que eu saí de lá achando que em S Luís todo mundo é atencioso né?) – achei o restaurante um pouco grande – talvez o antigo, se fosse menor, talvez fosse mais charmoso. Mas eu amei!
    Ah! E o bar do Léo é o máximo…o máximo, o máximo, imperdível. Vc ouvir música saída de um vinil, com uma placa escrita “piu piu frangos” com cachos de bananeira de verdade embaixo…não tem preço!!! E o Léo é uma figura, muito gente boa tb (dá uma olhada nas fotos, vc vai se divertir)
    3 – Fui de ônibus para Sto Amaro, e aí acho que marquei bobeira (acho que uma das poucas da viagem, btw) : eu devia ter pego uma van para Barreirinhas e descido no Sangue – seria mais rápido – sugiro que os próximos a irem façam isso. Mas o ônibus é bom, com ar condicionado, sai na hora…tudo certinho…e a “conexão” no Sangue com a Toytota é realmente…remarkable…
    4- Sto Amaro: Ricardo, alguém já te disse que agora Sto Amaro é uma megalópole PA-VI-MEN-TA-DA? Tirei fotos para vc ver…E me arrependi de não ter ido pra tal das Emendadas, que dizem que é linda, ao invés de ir para o Espigão – que tb é bonito.
    Teve uma cena ótima: o bingo na praça da cidade, com prêmios do tipo “1 saco de cimento”; 1 milheiro de tijolos – onde fica isso naquela coluna conhecer, entender, visitar? fiquei pensando…
    Em Santo Amaro dá para se encaixar nos programas fácil, não tive problema nenhum em fazer isso…
    5-Na volta de Santo Amaro, eu não voltei com a Cisne Branco, porque o pessoal falou para eu voltar de Toyota e “fazer parada no Sangue para as vans que vão pra Barreirinhas, porque é mais rápido.”. Bom, em Roma…fiz o que eles mandaram e deu super certo.
    6. Barreirinhas – fiquei frustrada que não teve quorum pro vôo panorâmico, fazer o que…toquei pra Caburé direto.
    7- O passeio da Luzia foi algo…eu lembrava de vc e não sabia se ria ou te matava…Estou com as mesmas dores que vc por causa do estribo até agora…mas foi lindo andar naquelas dunas a cavalo, e meu filho amou, então…ser mãe realmente é padecer no paraíso…
    No seu tempo a Luzia já era errrrr…”pousada”? Anyway, eu não chamaria assim, mas para os mais intrépidos, existe um “pouso” lá.
    E essa é uma dica QUENTÍSSIMA: o barqueiro que me levou de Caburé ao Atins (Barroso) disse que tem um jeito de chegar na Luzia de barco, pegando uns igarapés, passagem secreta, sei lá o que, onde vc fica a 20 civilizados minutos de caminhada…claaaro que ele só me falou isso depois, porque afinal, “a senhora disse que seu filho queria ir a cavalo”…
    O transfer Caburé-Jeri, como era de se esperar, foi meio confuso. O gerente do hotel ficou de ver isso pra mim, quando chequei de Atins descobri que ele “tava pra Mandacaru” e eu estava ven-di-da. Minha sorte foi que eu tinha contado para o Barroso (barqueiro), e ele me deu uma dica esta tb QUENTÍSSIMA: que a Suzana, do hotel do Mirante, sabe e controla todas as idas e vindas das Land Rovers que vão pra lá. E olha, ela é um azougue. Cheguei lá, ela deu uma olhada num super caderninho dela, e falou pra eu ficar tranquila, que pelo em Parnaíba eu chegava, que eu ficasse pronta no dia seguinte pela manhã. E assim foi. A Suzana realmente devia cobrar pra fazer aquilo, de tão profissional que ela foi…
    Tinha um casal de espanhóis que tb queria ir pra Jeri, então, acabei conseguindo o que eu queria né? Cheguei a Jeri pra descansar sossegada, como eu queria.
    Em Jeri: não sei se alguém deu dica de restaurante, mas o Carcará é excelente, e o Chocolate também é muito bom (melhor mojito que já tomei).
    E tem uma massagista numa loja zen ao lado do Mosquito Blue que é ma-ra-vi-lho-sa – então, praqueles que curtem massagem, a dica está dada.
    Last but not least, o Beach Park: olha, eu sempre me impressiono com a organização daquele lugar. Sabe o que é legal: eles são super profissionais, e são sensatos. Agora tem um cartão de consumo que vc carrega na entrada (ou depois, se quiser), a prova d’agua, então não tem troco, fila, na hora do “lanchinho”. E outra: se vc estiver cheio, e quiser dar um mergulho no mar, pode sim senhor. É só carimbar, pegar um passe, vc almoça na areia, toma um banho de mar e depois volta para encarar o Insano…hehehe
    Resumo: eu fiz uma viagem “mix”: economizei nos transfers iniciais, para ter uma “folga” no fim da viagem e ficar em um hotel bacana em Jeri (Vila Kalango), e deu certo. Dá mais trabalho do que ir com uma agência, mas como sou da turma dos “insubordinados”, achei melhor – e muito mais divertido – fazer como fiz, com as ressalvas que coloquei aí em cima…
    Beijos a todos…e desculpem o post imenso…

  120. Ricardo, sugiro que quando falar sobre as pousadas tenha fontes seguras e certas, pois ao falar da pousada Água Doce, em Santo Amaro, você afirmou que a mesma foi construída pela produção do filme “Casas de Areia” o que é, de fato, mentira!
    A Pousada foi construída e inaugurada antes mesmo de Santo Amaro virar palco para este filme, pela proprietária.
    Colocar em sites informações caluniosas é crime e caso persista, processaremos.
    Agradecida, Luane Dumont.

  121. Luane:
    Estive almoçando no seu hotel quando estive em Santo Amaro, e adorei. (infelizmente não pude ficar lá, pois vcs estavam lotados – fica para uma próxima talvez…).
    Certamente o Ricardo vai esclarecer essa questão, pois deve ser um mal entendido – mas se eu bem me lembro, ele repassou a informação que havia recebido, e além disso, ainda elogiou o seu estabelecimento (que é realmente muito organizado e bonito). Informação incorreta não é calúnia, ainda mais quando se elogia o lugar né?
    Beijos,
    Flavia

  122. Calma, Luane! Vou corrigir já.

    Quem me deu essa informação foi o próprio Andrucha Waddington — uma fonte, a meu ver, acima de qualquer suspeita. Mas ele deve ter se confundido pelo fato de o pessoal de apoio ter ficado na Água Doce, enquanto os artistas ficaram na Solar das Gaivotas. Normal.

    Descobri a Água Doce por acaso. Ela não costuma estar nos guias. Ia ficar na Solar das Gaivotas, mas naquele dia a bomba d’água da pousada tinha quebrado e não havia previsão de conserto. Me mudei para a Água Doce e gostei muito.

    A julgar apenas pelas aparências, eu não me hospedaria nem recomendaria a Água Doce do jeito como recomendo. Mas a equipe me conquistou pela eficiência e simpatia, e desde então só tenho ouvido falar coisas boas da pousada.

    Mas vou te dizer uma coisa, Luane: não sei se você trabalha na/com a pousada. Se eu não tivesse me hospedado lá e gostado muito, eu sinceramente teria dificuldade em recomendar uma hospedagem num lugar que se comunica com tanta violência.

    Eu, hein…

  123. Se tu falar bem de mim outra vez, Riq, eu também te processo. Ô raça… (aonde anda o Tutty Vasques, pelamordedeus?)

  124. Acho que esta “Luane” deve ser de alguma outra pousada escrevendo essas barbaridades só para queimar o filme da tal “Água Doce”.
    Não faz sentido alguém que lida com público usar tanta agressividade.
    Que medo!

  125. Só pra constar: caluniar é imputar a alguém falsamente fato definido como crime.

    Qual o crime na informação (ainda que equivocada)?

    Está lá no artigo 138 do Código Penal:
    “Art. 138. Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime;”

  126. Xiiii, já vi que esse blog está infestado dessa raça invocada (da qual faço parte btw) que são os advogados…
    Bom, deixa eu voltar pras outras partes mais divertidas do blog…
    beijos

  127. A julgar pela simpatia, agora eu já sei um lugar onde NÃO me hospedar em Santo Amaro do Maranhão.
    As péssimas primeiras impressões a gente nunca esquece!!!!

    Não adianta ser advogado se não se entende nada de marketing.

  128. Riq, liga não.

    O teu conterrâneo disse uma dia:

    “Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.” (O trágico dilema)

    E, ainda:

    “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver … simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!”

    E mais:

    “O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.” ;)
    :) :) :) :) :) :) :) :) :)

  129. Riq, me hospedei na Agua Doce em junho. Pelo preço, o banheiro podia sofrer algumas modificações pra melhor! Fomos jantar na pousada e restaurante Cajueiro, que achei interessante à noite, além de mais opções no menu. Tinha passado por uma reforma onde foi construido uma área para quartos. Como estava lotada, não vi os quartos, mas vou considerar como uma opção à Agua Doce na próxima visita…

  130. Não,eu não tenho nenhuma relação com a pousada, mas conheço aquela cidade a muito tempo e por isso, sei que aquela informação era errada.
    Mas peço desculpas se de alguma forma, prejudiquei a pousada.
    O que mantenho é o fato que, quando publicar algo, cerifique-se de que está correto.
    Tudo bem, todos erramos…
    Inclusive eu que confesso ter escrito de uma forma um tanto brusca naquele comentário, no entanto aceite as minhas desculpas e sim, eu também recomendo a pousada Água Doce.

  131. Riq,
    Eu acho que ontem vi você na padaria. Não sei, posso estar enganado, mas se era você mesmo, perdi a chance de comentar sobre este proveitoso texto sobre o Maranhão. O problema é que eu só o li hoje, e você estava na padaria ontem! E nem sei se era você! Portanto, vamos direto ao assunto, porque afinal, considerando que, em nível de e como um todo etc etc… o texto sobre o reggae no Guia Brasil diz que Itamaraty e FM Natty Naifson são “radiolas”, não “rádios”, como você assinalou. Natural confundir-se, porque os nomes são sugestivos, lembram mesmo os de emissoras de rádio. Ambas são radiolas conceituadas, poderosas (muito repertório e som!) e superprofissionais. Comprovando a grande popularidade dessas “instituições maranheses”, vale dizer que José Eleonildo Soares, dono da Itamaraty, já foi o vereador mais votado de São Luís e hoje é deputado federal, sempre eleito pela massa regueira. Seu nome de guerra: Pinto da Itamaraty. Parabéns pelo trabalho de primeira, forte abraço!

  132. Eita, Doctor Reggae, você é o Otávio? Não me lembro de ter ido a nenhuma padaria, ontem — e se tivesse ido, acho que teria te reconhecido. Tu é alto que só!!!

    Pâtz, voltei ao texto do 4 Rodas; esse negócio da radiola se chamar FM é que me “cafundiu” todo.

    Obrigadíssimo pela correção; vou correndo acertar. Abraço!

  133. Gente…….Voltei da viagem no início desse mês, mas como voltei a trabalhar imediatamente após as férias não tive tempo de dar minha contribuição nesse post que me ajudou (e muito!!!) nessa viagem.
    Bem, saí de Manaus dia 14 de julho com destino a Belém. Fiz um pernoite por lá e no dia seguinte fui direto para Salinas – PA. Simplesmente incrível a praia de lá!! Fiquei numa pousada à beira-mar (pousada Barcelona, custa R$ 60,00 a diária) que servem um excelente filé de pescado bem douradinho. Outra particularidade: o dono da pousada (seu Luís) atende muito bem seus visitantes!!! Recomendo a visita. De lá segui de ônibus para São Luís pela viação Boa Esperança (R$94,00 o trecho) dia 16 de julho. Cheguei dia 17 pela manhã em São Luís, me hospedando na Pousada Lagoa da Jansen (R$60,00 a diária incluindo um café da manhã excelente e um bom banho de piscina). Essa pousada fica a 5 min. do Centro Histórico da cidade. Fiz (assim como a Flávia) um bate-volta em Alcântara e São José de Ribamar. Ambas as cidades têm uma cultura riquíssima de dar inveja a qualquer um! De São Luís queria ir a Santo Amaro, mas infelizmente tive de abortar a viagem pois não consegui fazer reserva em nenhuma pousada de lá (houve um problema nos telefones da cidade e não pude contactar nenhuma). Segui para Barreirinhas dia 23 de jhlo, pegando uma das vans que fazem o trecho por R$30,00, com direito a te buscar de qualquer ponto da cidade até a pousada onde você fez reserva em Barreirinhas. Lá fiquei na pousada Brisa do Mar por R$60,00 a diária. Dona Nazaré (a dona) foi muito receptiva e me proporcionou um dos melhores passeios já feitos: o bóia-cross, descendo um rio de águas cristalinas, com direito a mergulho para ver os peixes!!!! Infelizmente não deu para fazer o sobrevôo, não consegui formar grupo para ver os Lençóis do alto (estava R$160,00 o percurso). Dia 26 segui para Tutóia (R$30,00 o trecho de Toyota) para conhecer o Delta do Parnaíba, ficando na pousada Embarcação, de frente pro mar (R$50,00 a diária). Gente!!! O que é aquilo? Simplesmente MARAVILHOSO!!!! Uma confluência enorme de rios, mangues e dunas!!! Dia 28 fui para Parnaíba (R$ 14,00 pela viação Cisne Branco, você pega na Rodoviária), visitei a Praia Pedra do Sal e Atalaia, em Luis Correia. Fiquei na pousada Rio Mar (R$ 50,00 a diária), diga-se de passagem que o dono da pousada (seu Bernardo) é esposo da dona Nazaré (de Barreirinhas) e me deu dicas incríveis de visitar o Delta. Queria ter ido a Jeri, mas como queria muito conhecer o Parque Nacional de 7 Cidades vai ficar pra próxima Jeri….. De Parnaíba segui para Piripiri dia 30 de julho (R$23,50 o trecho pela viação Guanabara) e peguei um táxi (R$40,00 para te levar da Rodoviária de Piripiri até o parque). Lindo e indescritível o lugar!! Vale o passeio! Pernoitei no Hotel 7 Cidades (R$64,00 a diária) e segui viagem dia 31 para Teresina (R$22,00 pela viação Guanabara). Fiquei no Hotel Fortaleza (R$50,00 a diária) que fica no centro da cidade. Cidade calorosa e acolhedora!!! O atendente (Davi) me deu excelentes dicas de bares e restaurantes da cidade. Dia 2 de agosto voltei para Belém para fazer uma visita técnica ao Museu de Arte Sacra e ao Mangal das Garças, lugares que eu não tinha ido, chegando em Manaus dia 5 de agosto. Só tenho a agradecer ao Ricardo, à Flávia (que deu origem a esse post) e a todos que contribuíram para que minha viagem fosse quase perfeita!!!! Detalhe: Os preços dos hotéis e pousadas que coloquei aqui são para casal e inclui café da manhã e roupagem. Obrigadaaaaaa genteeee!!!!!

  134. Que legal! Vc fez uma viagem bacana e super barata. Parabéns!!!! Eu fiz o contrário, fui a Jeri e guardei o Parque Nac de 7 Cidades para a próxima. Aliás, eu já sei que quando eu for ao Piauí novamente eu também quero conhecer o Parque Nacional da Serra da Capivara.

  135. Pois é, ficou devendo o Parque Nacional da Serra da Capivara também, mas como não tinha mais tempo (e o dinheiro estava acabando, hehe) deixei pra próxima viagem. Ainda não defini o roteiro, mas com certeza Jeri e o Parque Nacional da Serra da Capivara estarão na lista!!! Talvez vá para Goiás conhecer a Chapada dos Veadeiros, dizem que é muito bonito!! De qualquer forma, a viagem foi baratíssima através das dicas que tive por aqui e pelos lugares onde fui passando. Mais uma vez gostaria de deixar o meu muito obrigada a todos vocês!!!

  136. Olá, acho que sou mais uma querendo dicas para fazer a rota são luis até Jeri…

    Vi que algumas pessoas acabaram de voltar de lá…
    Eu vou no final do ano, chego em são Luis dia 30/12/07 e é tudo que sei e programei até agora…
    Estava pensando em voltar por fortaleza pra não ter que voltar tudo até São Luis,mas para isso, acho que preciso ver qto vou gastar e ver se é possivel mesmo(por isso, só tenho a passagem de ida!!)

    Será que alguem pode me ajudar??

    já vou agradecendo…

  137. Suzaninha, não faz sentido voltar de Jeri a São Luís, até porque, se você tiver paciência de ler o texto inteiro e os comentários, vai ver que o trajeto é complicado, sem transporte regular.

    Já de Jeri a Fortaleza tem pelos menos dois ônibus diários. Custa R$ 34, se não me engano.

  138. O único trecho chato de arrumar transfer é de Caburé até Parnaíba. Mas até Tutóia é mais fácil, e de lá tem ônibus fácil até parnaíba, então se vc tiver um pouco de tempo, se programa pra perder um dia a mais para fazer esse trecho.

    Quando eu voltei eu fiz um comentário aqui falando das dicas, mas qualquer coisa pergunta de novo que eu respondo…

  139. Suzaninhalopes,
    não se esqueça de que nessa época do ano (Reveillon), as lagoas dos Lençóis estão no ponto mínimo de água…

  140. Estou de passagem comprada no início de dezemdro para fazer a viagem São Luiz – Fortaleza. Adorei as dicas que encontrei nesta página. Sei que não é a melhor época para visitar os Lençóis, mas meus filhos de 10 e 13 anos só podem viajar nas férias escolares. Estamos indo por nossa conta. Graças as dicas abortamos a ideia de ir de carro. Espero poder contribuir com novas dicas quando voltarmos.

  141. Ricardo, sou a Patricia que fez o comentário off topic lá na enquete de Europa. Era sobre esta viagem. Vc me deu o link, lembra. Bem, li tudo, tudinho. E vou!!!!. Já estou orçando. Vou com marido + babá + filha de 4 anos. Vai ser uma loucura!!!!! divertida. Vou fotografar e filmar e depois te conto tudo. Já estou recebendo os orçamentos, a Freeway é absurdamente cara. Estou orçando com as locais para os transfers e os hoteis fazendo por conta propria. Tenho uma duvida quanto ao roteiro: eu vou de Caburé para Tutoia e de Tutoia para o passeio pelo deta. È necessário essa parada em tutóia, não posso ir direto?Ahh, em SL acho que fico na Portas da Amazonia, bem mais legal ficar no centro, acho…e em Jeri como estou com criança e como gran finale vou ficar na Mosquito..
    Beijos… e até…

  142. Flavia, se vc entrar neste teu post e ler, por favor, me responda a pergunta de Tutoia. È necessário a parada? vale a pena?
    Beijos…

  143. Patricia, se você quiser fazer o passeio pelo Delta do Parnaíba, o melhor a se fazer é ir para Tutóia mesmo, existem lanchas que fazem esse passeio. Já em Parnaíba, além de ser mais caro, você não acha quem faça esse passeio com facilidade. De Caburé para Parnaíba o trecho é complicado, é mais fácil chegar até Tutóia de Caburé e de lá pegar um ônibus ou lotação para Parnaíba. Em SL, o chato de ter que ficar na Portas da Amazônia é que, como é uma pousada que fica bem no centro mesmo, é meio incoveniente de dormir porcausa do som dos bares que tem próximos.

  144. Não gostei da forma como criticou as pousadas e outros, se está afim de luxo, mude o roteiro! Porque esse é para pessoas inteligentes e que sabem valorizar ar puro, águas límpidas, por do sol maravilhoso, museus e folclores, bebidas e comidas típicas de dar água na boca. Geralmente os turistas estrangeiros apreciam melhor os valores do roteiro.

  145. Concordo com a Mariana, porque existem lugares exóticos, de natureza praticamente intocável que me encantaram. O Maranhão principalmente, tem pra todos os gosto. Na cidade de Carolina é possível admirar cachoeiras, em Alcantara Folclore, museus e o único pelourinho autêntico do país. Tem as Dunas e Lagoas pra todos os gostos nos lençois maranhense. O camarão, o caranguejo que são bem caros no sul e sudeste do país pode ser encontrado por preço baixo(isso me chamou atenção). E para quem não sabe a lagosta apreciada em hotéis do nordeste inteiro é pescada nas águas do Maranhão. Porque a água dos manguesais, meio escura é propícia ao desenvolvimento de mariscos. Valeu

  146. Ricardo Freire, sou fã das suas dicas.
    Vou pra São Luis agora em janeiro e quero passar uns dias em Barreirinhas para chegar até o Caburé e a Santo Amaro. Vou de São Luís até Barreirinhas no meu carro.
    Você tem alguma dica de operadora de turismo em Barreirinhas que faça ida e volta para Santo Amaro, já que meu carro vai ficar em Barreirinhas?

  147. SÃO LUIS E FORTALEZA SÃO AS CIDADES MAIS BONITAS DO MUNDO ,PORQUE TEM PRAIAS AZUIS,TUDO VERDINHO ,POPULAÇÃO BOA,TEM HOTEIS COM COMIDAS GOTOSAS, TEM VARIOS FLAMENGUISTAS,TEM CULTARAS QUE A GENTE NEM ESPERA OLHA.
    O BRASIL É VERDE VARIOS LUGARES FRIOS E QUENTES E
    O BRASIL É O PAÍS MAIS BONITO DO MUNDO

  148. Estou voltando da viagem São Luis – Fortaleza. É fantástico, vale a pena. Segui as dicas de Ricardo, Flávia e Kivia e foi bem legal.
    Viajou eu, meu marido, e meus filhos de 10 e 13 anos.
    Estou escrevendo para acrescentar dicas para quem quiser se aventurar pelas areias do nordeste.
    As paraias de São Luis são bem legais, principalmente a chamada Caolho. quiosques organizados a beira da areia onde pode se comer um maravilhoso carangueijo.
    Saí de São Luis em direção a Santo Amaro de ônibus pela Cisne Branco às 6hs da manhã (aconselho comprar a passagem com antecedência pois só têm 12 lugares para lá), saltamos em Sangue e a Toiota já nos esperava. De van é mais rápido mas ouvi que é muito perigoso, pois os motorista correm muito e entulham a van de passageiros. De Sangue começou a aventura 1h30 chacoalhando pela trilha de areia. após meia hora me perguntava o que fazia alí e olhava o adesivo na toiota “conduzindo vc ao paraiso escondido” e pensava será que vale a pena?. Ficamos na pousada Água Doce. Lá almoçamos e fechamos o passeio a tarde para a Lagoa da Gaivota (os restaurantes da cidade são nas pousadas) Não deixe de comer o camarão da Malásia, quase uma Lagosta, delicioso e só tem lá. Atrás da pousada passa o rio que corta a cidade: água limpa e quentinha. Na hora marcada o guia nos pegou e em 15 minutos estavamos no limite dos lençóis e a cidade. Apesar da época de seca encontramos algumas lagoas com água. Poderia escrever várias páginas que não conseguiria dizer o que senti e vi, vai lá e e veja é lindo, rolar na areia e mergulhar na água quentinha das lagoas. A noite comemos na pousada um espaguete com molho de camarão, uma generosa porção para 2 por R$15,00, imperdível.
    No dia seguinte a Toyota nos pegou na pousada às 4:30hs da manhã e nos levou de volta para sangue, só que aquele pula pula pela trilha de areia não me incomodava mais, só sentia a sensação de ester estado em um dos lugares mais bonitos do mundo e com certeza o paraiso se esconde alí. Vale a pena ficar mais de um dia em Sto Amaro.
    Segui para Barreirinhas, o passeio pelo Rio Preguiças é maravilhoso.
    Para quem quer seguir para Tutoia/Parnaíba siga a dica da Flávia, liga para a Suzana do Hotel Mirante e marque o passeio para Caburé no dia que tiver transporte ou antes se quiser ficar em uma pousda por lá ou ir a Atins
    De Barreirinhas para Tutoia o caminho é horrível; ou vc paga caro por um transporte particular ou vai em uma Toyota de linha, sentada em uma tábua de madeira, não aconselho.
    Para quem quiser conhecer o Delta é melhor ir de tutoia para Parnaíba de barco, pois o passeio qeu se faz de parnaíba se torna chato para quem fez o passeio do Rio Preguiças.
    o que valeu em Parnaíba foi o passeio que fizemos pela prais de Luis Corrêa que tratamos na agência CLIP, alugamos uma Hylux com um guia que se chamava Batista, que nos levou a lugares e praias incríveis (RS180,00) ele passou o dia com a gente e nos contou várias histórias da região, na praia de Macapá, comemos camarão (R$15,00 a porção) e carangueijo (R$ 6,00 a corda com 5) no bar do Chico a beira da praia e do braço de mar de cor azul turquesa.
    Na agência CLIP, em parnaíba, além do passeio a Luis Corrêa, fechei o passeio ao Delta, comprei a passagem de ônibus para Camocim, fui muito bem atendida e encontrei os melhores preços.
    Para quem vai a Jeri a dica é ir de ônibus para Camocim (sai às 6:00 e chega às 9:30 da manhã) e de lá pegar um Bugre e já fazer o passeio a Tatajuba.
    De Parnaíba liguei par o Natan da Agência INC-Camocim (88 – 3621 6800) e ele disponibilizou um bugre para nos pegar na rodoviária de Camocim e nos levou até Jeri fazendo o passeio por Tatajuba e a Pedra Furada(R$ 250,00), sai muito mais em conta.
    Jeri é um sonho , linda e um astral maravilhoso, fiquei na pousada Capitão Thomaz, na areia da praia de Jeri, preço razoável, muita hospitalidade, delicioso café da mnhã de frente para o mar, valeu a pena.
    Confirmando as dicas de Ricardo: pôr do sol na Duna, pizza à noite na Pizza Banana e torta de banana da Tia Angelita, imperdíveis.
    Indo para Fortaleza fechamos o translado na pousada, fica um pouco mais caro (R$60,00 por pessoa), mas ele pegam agente na pousada às 12:00hs e deixam a gente na porta do hotel em Fortaleza (é mais rápido e confortável do que ir no ônibus de linha), com a possibilidade de sair mais cedo e ficar na Lagoa do Paraíso em Jijoca até as 2:00hs e seguir para Fortaleza já compensou a diferença da passagem.
    Valeu Ricardo, Flávia e Kívia……

  149. O barco que fazia a linha Tutóia/Parnaíba/Tutóia não está ativo. Passou por uma grande reforma, está pronto no porto de Parnaíba, mas ainda não deslanchou na linha. Apenas, faz passeios fretados! uma pena, pois é a melhor opção de conhecer o Delta do Parnaíba. As lagoas estão cheias neste inverno de 2008. O inverno foi bom, não chegando a ser exelente. Tá tudo muito lindo e azul, podendo chegar até outubro as lagoas mais próximas a praia. As lagoas mais afastadas, vão aguentar até o próximo inverno. A partir de julho, começa nossa estação sêca, com muito vento e areia em suspensão. Dica: Existe opção de fazer o trecho SLZ/BARR em vans que te pegam no hotel bem cedo e por volta de 09:30 da manhã você estará em Barreirinhas. Procure informações nas agencias de viagem e hotéis. O nome é Van Express e o dono chama-se Roberto. Tem opção de carro fretado, e não é caro! em 4 pessoas sai por R$350,00 e toda comodidade de hora e tempo de viagem. São 260 km de SLZ/BARR e em 3 horas, tranquilas de vaigem, chega bem. Esta história de chegar na Luzia de voadeira existe mas não aconselho. Dependendo da maré pode ser perigoso, pois é necessário cruzar a barra do Preguiças. Mesmo que você chegue lá de lancha, ficará limitada a volta ,o piloto da lancha vai encher teu saco com história de maré e ter que voltar tal hora…entendeu né?por isso, vai andando, nada traumático, sobe as dunas e vai margenado até chegar na Luzia. Uma dica: quando pessoas caminham nas dunas, a Luzia e o Zé do Aço e até a Joeli, ficam de olho vendo se vem alguém e já se preparando para receber visitas. O poço das pedras mudou e a areia acabou com uma beleza de banho nos lençóis. É isso, depois mando mais dicas. Uma delas, é contratar meus serviços de informações e guia ok? genarioguia@hotmail.com
    55 86 99261169. Abraços em todos os viajeiros.

  150. opa, gostei muito do lance ai em cima =)
    cara, to precisando de qualquer dica…
    vai rolar um lance de viajar com uma amiga minha no ano que vem, no mes de janeiro, provavelmente teremos o mes inteiro de ferias dos estudos academicos
    dai, pensamos e iremos fazer uma viagem pela costa nordestina, indo de São Luis, passando por Fortaleza, Natal, Recife, Maceio, Salvador e terminando em Vitória para voltarmos pra sampa
    dai, estamos correndo atras dos hoteis e albergues, vendo lance das passagens e tal
    mas gostariamos de saber como faremos para ir de um estado para o outro
    o que vc’s sugerem? carona, onibus, barquinho, camelo…aceito qualquer dica!
    valeu
    raquelilly@hotmail.com

  151. Quero parabenizar a forma casual e totalmente informativa que este site foi escrito. Morei 7 anos em São Luis e acho que vc colocou coisas importantes sobre a cidade, que tem uma poesia provinciana já perdida de mtas cidades. É uma delícia ver o dia se pondo na praça do Carmo, no centro histórico, a pé. Almoçar no restaurante do Senac, que tem belo atendimento, é um lugar super agradável, com piano bar e uma comida maravinhosa. Passear pelo Palácio dos Leões (entrada franca sexta à tarde) com a vista para o Rio anil. O Amazém Estrela bomba com o melhor do samba, gente bonita e animada. De deixar saudades. E claro terminar a noite dançando o reguee maranhense coladinho até a madrugada. Boa pedida e boa viagem.

  152. [...] saiu o último livro do Harry Potter, estávamos no meio dos Lençois Maranhenses e não teríamos acesso a ele tão cedo. Mas como o mundo não é tão grande assim (e vá lá, eu [...]

  153. Quero agradecer Ricardo e todos os que contribuíram nesse post.

    Acebei de voltar duma viagem no Brasil. Fizemos o tour Fortaleza – São Luís do Maranhão e achamos tudo simplesmente maravilhoso: os lugares, o pessoal, a comida, tudo. E as dicas que achei nesse post contribuíram muito para conseguirmos uma viagem inesquecível. Obrigado gente!
    Passamos noites em: Canoa Quebrada (3 noites), Jericoacoara (4 noites), Tatajuba, Parnaíba, Paulino Neves (2 noites), Atins, Santo Amaro (4 noites), São Luís, Alcântara, São Luís (2 noites), Fortaleza. Deu tempo para ver tudo direito, fazer todos os passeios que quisemos, relaxar e economizar, pois muitos traslados foram por transportes de linha.

    Só alguns comentários:
    A única pousada aberta em Tatajuba nessa época foi o Portal do Vento (www.portaldovento.com). O lugar é lindíssimo e a pousada é maravilhosa, sem duvida a mais bacana que achamos. Não deixem de passar uma noite lá a próxima vez.
    De Paulino Neves tem alguns passeios muito interessantes nos Pequenos Lençóis, que valem muito a pena. Perguntar para a Dona Mazé, na pousada Oásis dos Lençóis. A pousada é simples mas muito limpa e a Dona Mazé è uma pessoa que vale a pena conhecer.
    Em Santo Amaro, a pousada Solar das Gaivotas fechou. Ao lado tem a Pousada Cajueiro, bem recomendável.
    Em Alcântara, ficamos na Pousada dos Guarás. Muito recomendável também, e a dona Marlene é muito gente boa!

    Bom, agora o verão está acabando aqui na Itália, nem uma semana passou depois de chegarmos aqui, e já estamos doidos para voltar de novo…
    Desculpem para o meu português, estou aprendendo!

  154. Bom dia!

    Sobre Alter do Chão vc tem alguma dica?

    Muito Obrigado!

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