De São Luís a Fortaleza pra Flavia

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A Flavia Penido quer fazer agora em julho com o figliolo uma das viagens mais lindas do Brasil: de São Luís a Fortaleza, passando pelos Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara. O problema — e ela já está consciente disso — é que 12 dias é pouco tempo para se fazer tudo. Ainda mais que ela faz questão de alguns desvios que são lindos, mas que complicam bastante a logística do roteiro (passar uma noite em Alcântara, ir a Santo Amaro do Maranhão, chegar de cavalo no restaurante da Luzia no Atins, dormir em Tatajuba e cumprir a promessa de encerrar o périplo levando o rebento ao Beach Park em Fortaleza).

A época é ótima: os Lençóis estão no ponto entre junho e o início de setembro (às vezes até o fim de setembro, se a época das chuvas tiver sido generosa).

O ritmo da viagem nem é tão problemático: não tem outro jeito de fazer os Lençóis senão num esquema-coelho. Não existe por lá nenhum lugarejo (nem hotel, nem pousada) agradável o bastante para ficar e relaxar; é melhor programar um passeio por dia do que ficar parado. O chato é que às vezes é inevitável ter que dormir só uma noite num lugar e já levantar acampamento. Quem tiver tempo sobrando pode (deve) descansar em São Luís e/ou em Jeri .

Existem quatro maneiras de resolver essa viagem, Flavinha.

1) Com uma operadora de ecoturismo. Sim, sou eu que estou escrevendo isso. Não entrou um hacker nem estou sendo pago pra fazer merchã. Acontece o seguinte: nos Lençóis e no Delta, a não ser que você vá num esquema supervip, todos os passeios vão ser em grupo. Estando já no grupo de uma boa operadora eco, você não vai esquentar a cabeça pra descobrir os horários do transporte público pros Lençóis, se encaixar em passeios quando chegar por lá nem conseguir traslados dos Lençóis pro Delta e depois pra Jeri. Um roteiro quase perfeito pra você é o de 11 noites da Freeway, que é superbem-resolvido. Se quiser (eu acho pesado), você pode usar o segundo dia em São Luís pra ir (e voltar no mesmo dia) a Alcântara. Ou tentar organizar com a própria operadora um traslado do Caburé (onde a voadeira do passeio pelo Preguiças chega por volta do meio-dia) ao Atins e dois cavalos e um guia pra almoçar na Luzia (acho complicado, e deve ficar caro, mas não custa perguntar…). Outra coisa é que você precisaria de uma noite extra em Fortaleza pra tal ida ao Beach Park negociada com o pimpolho (mas ficaria exatamente dentro das 12 noites que você tem disponíveis). Ainda com a Freeway, dá pra tentar fazer negócio com o roteiro de 7 noites em São Luís e nos Lençóis que eles têm. Você pode chegar um dia antes em São Luís (usando o segundo dia pra ir a Alcântara) e abandonar o grupo no quinto dia do programa oficial, em Barreirinhas, antes deles voltarem pra capital (alterando o vôo da volta pra Fortaleza-SP, e resolvendo a viagem Lençóis-Delta-Jeri com uma operadora local ou um jipeiro). Esse roteirinho da Freeway só nos Lençóis é campeão — tem Santo Amaro completo, um dia pro Caburé e outro pro Atins. (E uma outra opção: a Venturas tem um roteiro de 7 noites com pernoite em Alcântara e passeio no Atins; dá pra cair fora no penúltimo dia, antes do grupo voltar a São Luís.)

2) Fazendo um esquema vip com uma agência local. O Jorge Bernardes do Giramundo fez assim. Ligou pra melhor agência de Barreirinhas, a EcoDunas, e eles arranjaram a hospedagem, passeios e (o ponto crítico dessa viagem) os traslados. A parte piaúio-cearense (gostou do piaúio-? cabei de inventar) da epopéia foi repassada pela EcoDunas à Clip, que é a agência mais poderosa de Parnaíba (se você já foi a Pernambuco ou Noronha, pense na Clip como sendo a Luck do Piauí). Os pontos mais megavips do roteiro do Jorge foram os traslados privativos entre o Caburé e Tutóia (de bugue) e de Parnaíba a Jeri (de 4×4, pela areia).

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3) Tentando se encaixar em traslados com agências ou jipeiros da região. De São Luís a Barreirinhas e de Jeri a Fortaleza a oferta de transporte é farta (van e ônibus em São Luís, ônibus e 4×4 em Jeri). Entre Barreirinhas, Parnaíba e Jeri dá para tentar se encaixar em traslados organizados por agências locais (às vezes, terceirizados com jipeiros independentes). Alguns contatos: em Barreirinhas, Off-Road Adventure ( 98/3349-0625 ), Ecotrilha ( 98/3349-0372 ) e Tropical Adventure ( 98/3349-1987 ); em Parnaíba, a Eco Adventure Tour; em Jeri, Jeri Adventure e Jeri Off Road. Acho meio difícil confirmar alguma coisa com muita antecedência, porque no esquema não-vip você vai depender de outros passageiros pra fazer a lotação. As pousadas também costumam ter esquemas com agências e jipeiros; dá para pedir pra sua pousada no Caburé encaixar você num jipe pra Tutóia ou Parnaíba (o que pode acontecer é não aparecer outros passageiros e você acabar pagando a conta sozinha).

4) Indo com a cara e a coragem. Se você não estivesse com tempo reduzido, e carregando uma criança a tiracolo, essa seria a minha primeira opção. Com vinte dias na mão, daria pra fazer uma viagem sensacional e econômica, usando transporte roots (se você tem tempo, dá pra ir até pro Atins de Toyota de linha…) ou se encaixando em traslados que aparecerem na hora, e ficando esperto em Barreirinhas pra arranjar companheiros pra dividir um jipão pra parte mais complicada do trajeto, Caburé-Tutóia. Com pouco tempo, no entanto, fica difícil conciliar os horários do transporte regular (e a duração das viagens, sempre maior nos busões e congêneres) com os seus objetivos de estrada.

O único jeito que eu não recomendo fazer esse roteiro é do jeito que eu fiz: indo com o próprio carro. Entre Barreirinhas e Parnaíba um carro é um estorvo; eu precisei dar a maior volta pelo asfalto. (Indo de 4×4, porém, é outra história. Mesmo assim, você vai precisar de autorização do Ibama e contratar guia no local.)

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Vou então repassar o roteiro, resumindo a blogação ao vivo do ano retrasado e tentando fazer um quase-guia.

São Luís

portasamaz210.jpgSe é para ficar pouco tempo na cidade, eu já me hospedaria direto no centro histórico, que o pessoal de lá também conhece por “Praia Grande” (o nome oficial do bairro) ou ”Reviver” (como se chamava o projeto de restauração do lugar). A pousada mais bacaninha é a Portas da Amazônia (foto ao lado) que fica numa das ruas mais, ahn, bem-apessoadas do centro velho, a rua do Giz (foto abaixo). O barulho à noite, porém, pode ser um problema; evite os quartos da frente.

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Atualização: o Ruy Neuber me chama a atenção para a reabertura do hotel Vila Rica, que estava fechado quando estive na cidade, agora totalmente reformado e rebatizado como Grand São Luís. É a pedida para quem quer ficar no centro histórico com conforto e estrutura.

O centro histórico é relativamente compacto. Eu começaria o passeio pela Casa das Tulhas, que é o mercado público da cidade antiga; as bancas que vendem alimentos fecham cedo, depois só ficam abertas as lojinhas de artesanato. Dois museus são imperdíveis: a Casa do Maranhão, ali pertinho, que é a mais bonita introdução que você pode ter ao universo do bumba-meu-boi, e a Casa da Festa (ou Centro de Cultura Popular), subindo a rua do Giz, onde há lindas salas sobre o tambor-de-mina (a forma maranhense do candomblé) e a Festa do Divino de Alcântara. Eu sempre digo que, depois de visitar esses dois museus, você entende porque tanto Joãosinho Trinta quanto Parintins foram gerados em São Luís.

Os restaurantes do centro histórico são mais para turista, mas eu não desdenharia (como não desdenhei; experimentei e gostei) o buffet do Antigamente, que fica ao lado da Casa das Tulhas, na rua da Estrela — se você não comer, você vai querer dar uma paradinha pra tomar alguma coisa gelada numa das mesas da calçada. O restaurante mais arrumado do bairro (e talvez o único freqüentado pelo soçaite local) é o Armazém da Estrela (rua da Estrela, 401), que tem ambiente refrigerado, música ao vivo e cardápio metidinho (foto da esquerda, abaixo). Eu comi um peixe que vinha com um marisco da região que dá nas pedras e cujo nome me escapa; aprovei).

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Mesmo com tempo exíguo, eu sairia do centro velho para comer no restaurante mais charmoso de São Luís, o Maracangalha. (Quer dizer, era o mais charmoso na época em que era na praia do Calhau; não vi ainda fotos de seu novo endereço, na Alameda Mearim, quadra 3, casa 13, no bairro de Renascença; tel.  98/3235-9305 .) O cardápio é muito parecido com o do restaurante de comida regional mais tradicional da cidade, o Cabana do Sol – mas, além do ambiente ser mais gostoso, o trunfo do Maracangalha é um pastelzinho de carne acompanhado de uma geléia morna de pimenta que é tudo nessa vida (foto da direita, aí em cima).

A zona da muvuca de bares, restaurantes e jipões fica nas redondezas da Lagoa da Jansen (foto abaixo) um parque em torno de um belo manguezal à altura da praia de Ponta d’Areia. Fora do circuito, tem um bar que eu estou muito curioso para conhecer, o Bar do Léo, que fica na antiga Cobal da cidade, o mercado das Vinhas (meio longinho). O bar é todo decorado com quinquilharias e o dono tem uma coleção de 10.000 vinis.

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No entardecer de sexta-feira sempre tem apresentação de tambor-de-crioula no centro histórico. Além disso, de 13 a 29 de junho é a época oficial do bumba-meu-boi nas ruas. Mas em julho a festa continua no pátio do Convento das Mercês, no centro histórico, de quinta a domingo. E durante o ano inteiro rola o reggae de radiola (uma parede de caixas e som que tocam reggae maranhense com letra de embromation). Às sextas e sábados tem no Bar do Nelson, na praia do Calhau; mais perto (e mais roots), tem o Trapiche e a Toca da Praia, na Ponta d’Areia; no centro antigo, o Bar do Porto e o Reggae Roots. O Otavio Rodrigues (colaborador da Viagem & Turismo, ex-morador e apaixonado por São Luís) recomenda, no Guia 4 Rodas deste ano, as radiolas Itamaraty ( 98/3232-6121 ) e FM Natty Nayfson (eita, o nome já soa embromation,  98/3222-7536 ); ligue para saber a agenda.

As praias de São Luís, se por um lado não são de jogar fora, por outro também jamais seriam a razão principal de alguém ir para lá. Se você ficar muitos dias na cidade, ótimo, vá à praia — a que eu gosto mais é São Marcos, que antecede a praia do Calhau. O calçadão é bacaninha, e alguns quiosques são maneiros. Mas não se dê ao trabalho de pegar praia nos arredores da cidade — a não ser que você queira fazer um estudo antropológico sobre o costume norte-nordestino de levar o carro para a areia, abrir a traseira hatch e fazer do seu automóvel um trio elétrico. Não faça isso. Fique por São Marcos mesmo, ou no máximo, pelo Calhau.

No front da hotelaria, eu não caí de amores por nenhum hotel ou pousada na cidade. No centro histórico, gostei da Portas da Amazônia até a página três e me decepcionei um pouco com a Pousada do Francês (luz branca, ambientes tristes). Dormi uma noite no São Luís Park Hotel, no Calhau, antes de virar Pestana, mas no site não há nenhum indício de terem mexido nos apartamentos, que estavam bem antiquados. Em Ponta d’Areia, perto da Lagoa da Jansen, existem flats decentes, como o Bellagio, o American Flat e o Number One, mas eu fiquei totalmente passado ao saber que o mesmo grupo é responsável pelo estrupício horrendo que eu tinha visto à beira do rio Preguiças, em Barreirinhas. Enfim. Eu me hospedaria no Grand São Luís ou compraria um par de tapa-ouvidos e ficaria na Portas da Amazônia.

Alcântara

Os barcos saem do terminal hidroviário do centro histórico às 7h e às 9h30, e voltam às 8h30 e 16h. A viagem dura uma hora. (Quando a maré é baixa demais nesse horário, os embarques ou desembarques podem ser transferidos para a Ponta d’Areia, com traslado em ônibus incluído. Às vezes também os horários mudam, então é bom ligar na véspera para saber direitinho:  98/3232-0692 ).

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Alcântara é um passeio pouco popular entre brazucas, que não gostam de passar tanto trabalho só “pra ver ruínas”. Mas é o ar de cidade colonial abandonada que faz valer a viagem. Para quem tem tempo e não se importa em dormir em alguma pousada simplérrrrrima (não há pousadas confortáveis em Alcântara; se você quiser abrir uma pousada de charme por lá, garanto ser um ótimo negócio), sugiro passar a noite. É por um preciosismo: acho que o visitante chega à cidade no pior horário, com o sol a pino; fica vagando sob aquele sol e tirando fotos lavadas; e quando a cidade começa a ficar mais bonita, vai embora (e ainda perde a revoada de guarás no fim da tarde).

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Mas se você não tem tempo, como a Flavia (viu, Flavia?), esqueça. (A quem se interessar em ficar: este é o link com o telefone das pousadas de Alcântara. A mais bem estruturadinha é justamente a que não está no centro — a Pousada dos Guarás, com microchalés na praia.)

Santo Amaro do Maranhão

Para quem está indo de São Luís na direção do Delta e Jeri, infelizmente faz mais sentido fazer de Santo Amaro a primeira parada nos Lençóis. Digo infelizmente porque as lagoas de Santo Amaro são, disparado, as mais impressionantes (e menos visitadas); depois delas, as lagoas do entorno de Barreirinhas vão parecer fracotas e crowdeadas. Mas como a entrada de Santo Amaro fica 50 km antes de Barreirinhas (depois ainda há mais 40 km pela areia), se o passeio for deixado para o final, significará 100 km rodados à toa. Primeira parada, Santo Amaro, entonces.

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Me lembro de ver SANTO AMARO anunciado em letreiros de várias agências de viagem do centro histórico de São Luís. Mas quem disse que eu entrei para perguntar o que era? Tanto podiam ser ofertas de fretamento de jipe até lá, como, quem sabe, passagens de ônibus ou van até Sangue, a parada no meio do nada onde se pega a Toyota de linha que liga Santo Amaro à civilização.  Segundo esta página aqui (que pode estar desatualizada…) os horários da Toyota de Sangue a Santo Amaro são às 8h e às 17h — o que me levaria a crer que os ônibus que partem de São Luís às 6h e às 14h são os mais indicados para fazer a conexão. Eu poderia ligar para a viação Cisne Branco ( 98/3243-2847  e 3245-1233 em São Luís,  98/3249-2488  em Barreirinhas) e confirmar, mas daí seria mais um horário desatualizável publicado na rede. É melhor ligar e confirmar.

Quando fui, formei um grupo com um casal paulista e fizemos o passeio às lagoas com a Turismo Santo Amaro ( 98/3369-1180 ). Em Santo Amaro e em qualquer canto dos Lençóis, deixe sempre para passear às lagoas à tarde; o sol mais baixo castiga menos e o entardecer deixa as fotos muito mais bonitas.

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Santo Amaro tem duas pousadas bem básicas (e outras que não chegam a isso). Uma é bonitinha, a Solar das Gaivotas ( 98/3369-1064 , à beira-rio, com um agradabilíssimo deck com vista para mangue e dunas; foto acima, à esquerda), e outra, eficiente, a Água Doce ( 98/3369-1105 , limpinha mas sem-graça, foto acima, à direita). Pela minha experiência — e pelos relatos que já ouvi –, por incrível que pareça, a que recomendo é a pousadinha sem-graça, a Água Doce. Eu pensava que a Solar das Gaivotas (a da fotinho da esquerda) tinha sido construída para hospedar o elenco de “Casas de Areia”, mas outro dia o Andrucha (se você me desculpa o name-dropping) me disse que, apesar dos atores principais terem se hospedado na Solar, a pousada construída pela produção foi a Água Doce, para hospedar o pessoal de apoio. Pois não é que a pousada feia acabou aprendendo a operação profissional da produção do filme? Informação equivocada. A Água Doce já existia antes do filme.

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Ao chegar à cidadezinha, passe no posto da Cisne Branco para comprar sua passagem a Barreirinhas. A Toyota da manhã sai de madrugada, mas passa em frente à pousada para pegar os passageiros. (Mas deve haver uma outra Toyota no início da tarde, também.) Se você quiser, divida os passeios às lagoas da região em dois dias, mas não fique muito mais do que isso, não — Santo Amaro não comporta. A areia das ruas da cidade é tão fofa e funda que qualquer caminhada à praça da igreja vira uma pequena maratona.  Siga para Barreirinhas, para subir o rio Preguiças.

Barreirinhas

O vilarejo ribeirinho de Barreirinhas é a grande metrópole dos Lençóis Maranhenses. É aqui que 98% dos visitantes ficam hospedados durante toda a sua estada na região, fazendo dali sua base para passear às lagoas próximas (Azul e Bonita) e subir de voadeira (lancha rápida) o Rio Preguiças, indo até o Caburé.

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Com exceção do hotel Porto Preguiças “resort”, que tem sua graça (foto acima), as alternativas de hospedagem em Barreirinhas são bem bregaldas. (Uma delas é nada menos do que uma afronta: o novo Lençóis Resort, um estrupício de um arranha-céu horrendo que conspurca as margens do Rio Preguiças.)

hotelriopreguicas210.jpgSe não der pra cacifar o Porto Preguiças, eu sugiro ficar no hotel Rio Preguiças ( 98/3349-0425 , foto ao lado), que fica na praça principal da cidadezinha e tem ar de hotel duas-estrelas antiguinho do interior. O restaurante mais sofisticado, claro, é o do Porto Preguiças; o cardápio mais interessante, do Restaurante do Carlão (perto da agência EcoDunas,  98/3349-0016 ), que prepara peixes ao molho de frutas da região. Na beira-rio você encontra uma franquia da pizzaria paulista Nômade e um restaurante típico de cardápio extensíssimo e um tanto inflacionado, o Terraço do Preguiças.

De Barreirinhas é possível visitar as lagoas Azul e Bonita — mas em passeios diferentes, já que cada uma é prum lado (eu não encavalaria as duas no mesmo dia; manteria a regra de fazer passeio de lagoa sempre à tarde). Se você já foi a Santo Amaro, talvez se ache vítima de um downgrade lagoal, já que o filé dos Lençóis fica praqueles lados. Uma maneira de continuar se embasbacando com as lagoas é fazer o sobrevôo do parque em monomotor. Custa R$ 150 por pessoa, dura meia hora e vem a calhar para quem não quer ir a nenhuma lagoa pela manhã.

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Mas Barreirinhas não é só lagoas — é também a porta de entrada do rio Preguiças, que tem um manguezal com árvores gigantes (tem uma hora em que você se sente na Amazônia…) e leva a igarapés e vilarejos rústicos até desembocar no mar. O passeio-padrão oferecido é um bate-e-volta de voadeira até o Caburé, com algumas paradas na ida, voltando direto depois do almoço (você sai às 9 e está de volta depois das 4 da tarde).

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É possível dormir no Caburé ou um pouco mais adiante, no Atins. Vale a pena? Resposta nos próximos parágrafos.

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Caburé

Um pouco antes da foz do Preguiças, na sua margem direita (leste), Caburé é um lugarejo habitado por restaurantes e pousadas que estão ali para receber o povo que faz o passeio pelo rio. O lugar é interessante por ser uma faixa estreita de areia (e nada mais do que areia) entre o rio e o mar. Ali fica também aquela que talvez seja a pousada mais arrumadinha de todos os Lençóis, a Porto Buriti.

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Dormir no Caburé é obrigatório para quem vai continuar a viagem pela areia até Tutóia, na extremidade leste do parque dos Lençóis. E é uma boa alternativa também para quem quer fazer o Atins, mas se hospedando com um pouquinho mais de conforto. Se você ficar por aqui, não deixe de fazer o passeio de barco até a foz do rio, para ver o pôr-do-sol e os guarás. (Também é possível — e até mais fácil — fazer esse passeio a partir do Atins.)

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Atins

É o último vilarejo ao longo do rio Preguiças, em sua margem oeste (esquerda). Tem um povoadinho de verdade (ou seja: à diferença do Caburé, tem mais moradores do que turistas…). Fica a 10 minutos de voadeira do Caburé — ou 3h30 de barco de linha de Barreirinhas (saídas de manhã cedinho, volta idem). Parece que tem também uma Toyota de linha (ou ônibus, não entendi muito bem) que faz de Barreirinhas ao Atins em duas horas e pouco.

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Atins é a parte mais pobrezinha do parque; quando estive lá, no ano retrasado, só havia uma Toyota em todo o povoado (na pousadinha menos básica, a Rancho dos Lençóis). Sem conseguir essa Toyota, os passeios só podem ser feitos a pé ou a cavalo. Como 2005 foi ano de poucas chuvas, quando cheguei ao Atins as lagoas estavam secas; me falaram muito de um tal Poço das Pedras, que seria belíssimo, mas não consigo achar fotos no Google Images. O que eu sei que vale a viagem ao Atins é o camarão da Luzia, os mais tenros e saborosos que já tive a sorte de provar.

Tutóia

Aqui falo de orelhada, porque eu fui de Barreirinhas a Parnaíba pelo asfalto, dando uma volta danada (deu quase 600 km; precisei voltar quase até São Luís). Bom. Mas quem sai do Caburé vai pela areia até Paulino Neves (onde a praxe é tomar banho de rio) e, de lá, em estrada precária, até Tutóia, que também tem suas dunas e lagoas, não tão bonitas quanto as que você já viu. De Tutóia você pode continuar pela estrada (150 km, asfalto precário, com o seu 4×4 fretado ou de busão de linha) até Parnaíba. Ou, se preferir, já pode começar sua viagem pelo Delta do Parnaíba — nas classes vip ou antropológica.

Delta vip a partir de Tutóia: vá de chalana fretada à Ilha do Caju (foto abaixo), um santuário ecológico privado que tem uma pousada charmosinha. Mas atenção: tudo é muuuito rústico, e ainda assim, não é propriamente barato; para aproveitar, você vai precisar gostar de caminhar, andar a cavalo e fazer observação de pássaros e animais (não se trata de um zoológico; é preciso paciência e gosto pela coisa). Se você é ecoturista ou aventureiro de carteirinha, pode se esbaldar. Senão, passe.

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Delta antropológico a partir de Tutóia: às 3as. 6as. e domingos (com volta às 2as., 5as. e sábados) sai um gaiola com destino a Parnaíba, passando por inúmeros vilarejos do Delta. Eu sou louco pra fazer. A viagem dura 10 horas, e lá pelas tantas deve virar um tédio. Mas vale por: uma travessia do Delta, um Globo Repórter e uma National Geographic TV. Essa alternativa não existe mais (obrigado pela dica, Genário).

[Atualização: já é possível fazer este trajeto de avião, em vôos regulares. Clique aqui.] 

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Parnaíba e Luís Correia

Parnaíba é uma cidade da maior simpatia; a antiga zona do porto foi restaurada e ficou uma belezinha — é o Porto das Barcas (foto abaixo). Se você chegar num fim de semana, pode se encaixar num dos passeios populares ao Delta, feitos em chalanas, com mesas (de plástico…) no deck, bebida e música. A outra opção de passeio é fretar uma voadeira numa das agências que eu listei lá em cima. Eu sei que eu sou um ser do asfalto que não sabe diferenciar uma samambaia de uma bromélia — mas, na minha leiguice, preciso dizer que não vi muuuita diferença entre a paisagem do Parnaíba e a do Preguiças. Mas, vá lá, talvez um passeio feito com um bom guia me resgatasse das trevas da ignorância…

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Luís Correia é onde fica a praia de Parnaíba. No verão do meio-norte (de julho a dezembro) as águas ficam azuis. A praia com melhor estrutura é a do Coqueiro, onde tem um boteco bacana à beira-mar (e onde também fica o restaurante mais famoso da região, o Dedé; peça o camarão ao molho branco). A paisagem mais bonita, pro meu gosto, é a da praia do Macapá, que tem um recorte bonito e um manguezal lá longe.

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A região tem duas opções bem recomendáveis de hospedagem: em Luís Correia, o hotel Islamar, pé-na-areia num trecho deserto da praia; e em Parnaíba, a Casa Inglesa, um casarão histórico dos mesmos donos da Ilha do Caju.

Camocim

Fica a 120 km de Parnaíba pela estrada; se você estiver num 4×4, provavelmente vai pela praia a partir de Bitupitá ou da Barra dos Remédios (foto abaixo). A cidade entrou para os guias depois que abriu o resort Boa Vista, de italianos, que é a ponta-de-lança de um grande empreendimento imobiliário de casas de veraneio para europeus.

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A meio caminho entre o Delta e Jeri, Camocim é vendida como uma base confortável e estratégica para explorar a região. Mas como quem faz o roteiro Lençóis-Jeri já está explorando a região, ficar em Camocim é dispensável. Ganhe mais um dia em Jeri que você faz melhor.

Tatajuba

Destino de passeios de bugue tanto de Jeri quanto de Camocim, Tatajuba tem uma concorrida (ou farofada, se você quiser ser crítico) lagoa de águas verdes. O lugar é lindo e, depois que os bugues vão embora, deve ser paradisíaco.

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No ano retrasado descobri uma pousada linda, de um espanhol, a Santa Maria ( 88/9925-7444 , foto abaixo), que continua secreta. Se você pode se dar ao luxo de dar um tempinho sem fazer absolutamente naaada, peça para o seu 4×4 deixar você aqui.

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Jeri

Quando escrevi sobre esse roteiro na Viagem & Turismo, disse que o sentido que fazia mais sentido era o oposto — saindo de Jeri e terminando nos Lençóis a paisagem vai ficando mais rica e diversificada, culminando com o deslumbre total das lagoas de Santo Amaro (e com direito ainda a alguns dias de história e agito em São Luís). Já o Jorge do Giramundo discorda: acha que Jeri é o fecho perfeito para descansar da maratona. Cada um olhando seu ângulo, acho que nós dois temos razão. :lol:

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Vou escrever mais detalhadamente sobre Jeri outro dia — até porque desenrolei o novelo da tal matéria do Washington Post que fez a fama do lugar. Como eu sei que a Flavia já foi a Jeri, deixo aqui só as minhas indicações de hospedagem. Se não der pra cacifar uma palafita na Vila Kalango ou um apartamento no segundo andar (os térreos são muito devassados) no Mosquito Blue, eu ficaria na Ibirapuera, na Cabana ou na Jeribá. (Com orçamento mais apertado, eu gosto da Calanda.)

No front transportífero, o melhor, claro, é se encaixar num 4×4 (sai uns R$ 90 por pessoa). Mas a boa notícia que tenho a dar é que o ônibus (R$ 36) não é mau, não. Ele só é mais lento por causa do transbordo em Jijoca (se fosse direto do Preá para o asfalto economizaria uns 40 minutos), da parada para almoço e das duas paradas que faz pelo caminho para pegar passageiros — numa cidadezinha cujo nome esqueci e numa rodoviária da periferia de Fortaleza. No final, dá 7 horas (duas horas e meia a mais que de 4×4).

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Para quem fretou 4×4 com direito a parar pelo caminho: a única paisagem que acrescenta alguma coisa a tudo o que você já viu dos Lençóis até aqui é a vista da Lagoinha (100 km antes de Fortaleza; foto acima). A melhor parada gastronômica é em Taíba (70 km antes de Fortaleza); experimente os escargots criados pelos próprios donos no Volta ao Mundo.

Fortaleza

aquashow100.jpgVocê sabe, não é, Flavia, que o Beach Park fica no Porto das Dunas, 30km depois de Fortaleza, certo? Como o seu objetivo é só cumprir a promessa ao pequeno Penido, faz sentido você se hospedar direto lá. Se em julho o Beach Park Resort, o Oceani e o Aquaville estiverem cobrando os tubos, considere passar essa noite no Kalamari, um hotel mais simples que fica bem pertinho do parque.

Resumindo… Flavia, se você for fazer tudo por conta própria, eu recomendaria, nesses doze noites, você ficar duas em São Luís (fazendo o bate-e-volta a Alcântara, sem dormir lá), uma ou duas em Santo Amaro, uma em Barreirinhas, duas no Caburé (use um dia para ir ao Atins), uma em Parnaíba ou Luís Correia, uma em Tatajuba (ou nenhuma, se você ficou duas em Santo Amaro), três em Jeri e a última em Fortaleza. Ufa, cansei…

E você, tem alguma dica da região? Contato de jipeiros, dicas de transporte que eu não dei — toda informação é muitíssimo bem-vinda.

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174 comentários para “De São Luís a Fortaleza pra Flavia”

  1. Valeu o merchã Majô. Eu mesmo havia esquecido de divulgar. Dá uma olhada lá Márcia….

  2. Jorge,

    Com aquelas suas fotos lindas de Lençóis, não tenho como esquecer :)

  3. Valeu Majô,

    Márcia, olha só,

    Coloquei ontem à noite um novo post falando somente sobre a Ilha do Caju… Tudo que alguém precisa saber para gostar de lá. :)

    Eu me animei com o post que ficou longo e vou precisar de mais um para cobrir o trecho entre Parnaíba e Jeri…. :P

    Dêem uma olhada.
    http://giramundo.wordpress.com/2007/06/04/travessia-lencois-jeri-a-ilha-do-caju/

  4. Marcia, eu sou louco para fazer essa viagem. Mas eu iria de São Luís a Belém direto de avião, de lá pegaria um passeio a Marajó e deixaria para o final uma extensão a Santarém, para ver Alter-do-Chão — quando mais tarde você fizer isso, maior estará a praia do Tapajós, que deve começar a secar nessa época.

  5. Nossa pessoal, que felicidade! Confesso que não estava esperando uma resposta, fiquei muito feliz quando vi tantas dicas.
    Jorge, quando perguntei se valia a pena ir de carro, era de São Luis a Belém… Mas acho que já me convenci a ir de avião!
    Agora, que sei que vocês estão por aqui (rs), vou escrever com mais detalhes o que pretendo fazer…
    Saio sexta a noite do RJ e pego um avião para Imperatriz. Sábado de manhã, rumo à Carolina/Chapada das Mesas, e fico até terça, indo para São Luis. Na quarta, vou pra Santo Amaro, durmo uma noite lá, e quinta vou pra Barreirinhas, onde fico até sábado. De lá, rumo a Caburé, com 2 pernoites. Sábado, pego o avião em Barreirinhas, aproveito o visual (que dizem ser imperdivel) e volto pra São Luis. No dia seguinte, terça, Alcântara.
    A dúvida é a partir de quarta… Tenho a opção de pegar um avião para Belém e conhecer a Ilha de marajó até Domingo, ou de ir pra Ilha do Caju e Delta do parnaíba, depois de suas sugestões… Vou ler tudo com mais calma, e se tiverem algum pitaco, agradeço muitíssimo!
    Abs,
    Marcia

  6. Marcia, para um lado ou para o outro sua viagem será inesquecível!!!!!! Um pouquinho corrida, mas o roteiro está demais. Eu iria para o Caju, Delta e talvez de Parnaíba eu continuaria até o Parque Nacional de Sete Cidades, não muito longe dali. E retornaria por Teresina ou Jeri via Fortaleza.

    Acho que Belém e Marajó se transformam em outra viagem com Santarém, etc.

    Tome muito cuidado com as estradas do interior do MA. Pergunte aos nativos sobre os lugares mais críticos.

  7. http://giramundo.wordpress.com/2007/06/10/travessia-lencois-jeri-da-ilha-do-caju-a-jeri-via-parnaiba/

    Ricardo, no link acima, eu chego à Jeri saindo da Ilha do Caju. Neste post, eu relato a melhor surpresa da viagem: a Casa Ingleza (com z mesmo) em Parnaíba. Altamente recomendável! Quem dorme lá, acha Parnaíba muito mais especial.

  8. Olá, eu vou fazer essa viagem daqui 10 dias…e queria me programar melhor financeiramente…vc tem noçao de quanto gasta…vou ficar em tudo mais simples possivel..hehe…sabe qto custa geralmente para andar de 4×4 de uma cidade para outra em lençois….obrigada…bjussss

  9. Olá Riq! Daqui a 15 dias farei essa viagem partindo de Manaus, indo até Belém de avião. Como já conheço Belém vou direto a Salinas – PA. De lá vou pegar um ônibus e ir para São Luís, pretendo ficar 4 dias na cidade, 1 dia em Alcântara e mais um dia em São José de Ribamar. De São Luís vou a Barreirinhas e é aí que preciso de ajuda……. Tenho 4 dias pra visitar o parque dos Lençóis Maranhenses, não sei se dá pra ir a Santo Amaro. Depois gostaria de descer até Sete Cidades e passar por Teresina, mas terei somente mais 4 dias pra fazer essa viagem. Não gostaria de voltar a São Luís e pegar um ônibus a Teresina, pois são 12 horas de viagem perdida…….Se puder me ajudar agradeço. E pra quem quer visitar Belém eu RECOMENDO!! A cidade está muito bonita, reformaram a Estação das Docas, tem o Jardim Botânico, o Mangal das Garças, a Casa das Onze janelas, o Museu do Círio de Nazaré……. De Belém a Marajó só dá pra fazer a viagem via barco, são 4 horas e meia….. mas vale a pena cada hora gasta nessa viagem!!! Alter do Chão também é muito bonita, recomendo que visitem essa vila em meados da semana da pátria, que é onde é realizada a festa do Sairé, mais ou memos como a Festa de Parintins, só que eles celebram os ritos de dois botos (Tucuxi e o Rosa), vale também a pena ver! E mais uma vez meus parabéns ao post lindíssimo que me enriqueceu e deixou com água na boca………..

  10. Kivia, o problema está na continuação da viagem de Barreirinhas ao Piauí sem passar por São Luís…

    Se eu fosse você, ficaria uma noite em Santo Amaro, uma em Barreirinhas (não para fazer passeios, mas para poder estar lá de manhã cedo no dia seguinte), uma em Caburé e de lá iria a Tutóia, onde pegaria o ônibus ou o barco para Parnaíba, descendo então até Teresina.

    Combine com a pousada em Caburé o traslado a Tutóia…

  11. Obrigada pela dica, Riq! Ano que vem estou pretendendo ir de carro até as Guianas, partindo de Manaus. Se você tiver dicas de viagem, roteiros, lugares a mais para visitar, te agradeço!! E já estou em cólicas para fazer a viagem a São Luís!!!!! Estou programando 23 dias de viagem para fazer tudo com calma, mas sei que vai ter coisas que eu vou querer ver e o tempo não vai deixar, hehe! Thank you so much and I hope to visit all places that you posted in your blog!!

  12. Muito bom, mas tenho uma coisa a dizer..quando se trata da nossa região que chamo de UNIVERSO LENÇÓIS MARANHENSES ONDE TUDO É MINIMO E PARA VIVER EXIGE TALENTO nenhuma viagem é igual a outra, mesmo que seja no dia seguinte. Me dedico a esta região a 10 anos com um trabalho de informações de todos estes lugares de forma responsável. Aqui temos muitos motoristas bons mas poucos guias! e aqui vai uma dica de guia: não deixar de passar uam noite me Paulino Neves/RioNovo conhecer a pousada de Dona Mazé sua mariscada, suas histórias e ter a verdadeira noção do que é uma cidade da região. Não existe mais a viagem no barco entre Tutóia e Parnaíba a mais de 8 meses por falta de interesse de seus proprietários. Não inclua Ilha do caju no seu roteiro..é o que se chama de furada. Sem comentários!!!outra dica: se você chega a Parnaíba dá uma esticada de 160 km de boa estrada e conhece o Parque Nacional de Sete Cidades e mais 130 km de execelente estrada o Parque Nacional de Ubajara e em 3 horas mais continuando em boas estradas volta ao litoral pelo famaso porto pesqueiro de Camocim que fica a pouco mais de 46 km pela praia da famosa vila de Jericoacoara. Como eu disse temso bons motoristas de 4×4 mas poucos bons guias…ah! também sou motorista, piloto de linha aérea, piloto de lancha e talvez conheça o lugar onde você vive.

  13. Obrigada Genário pelas dicas! O meu roteiro agora ficou assim: 4 dias em São Luís, 1 dia em Alcântara, 1 dia em São José de Ribamar, 2 dias em Santo Amaro, 2 dias em Barreirinhas, 2 dias em Tutóia, 1 dia em Piripiri (Parque Sete Cidades) e 2 dias em Teresina. Ainda me sobra 5 dias para conhecer outras cidades que surjam no meio da viagem! Você conhece Manaus? Se sim, quando foi que você esteve? Gracias!!!

  14. sao luis/fprtaleza 13/07/07 a 15/07/07

  15. Oi gente!!!
    Tô moooorrendo de saudades de todo mundo, mas por causa de trabalho em um volume insuportável, e otras cositas mas, não entro aqui há meses.
    E o pior (ainda bem que deu tudo certo) é que depois do super post do Ricardo, eu na sequência reservei a Vila Kalango (porque sei que lota) e comprei os bilhetes e só consegui mexer nisso de novo, três longos meses depois – meaning, semana passada, lembrando que viajo NESSA quarta feira, dia 18.
    Meu problema todo é que tudo não dava pra fazer, mesmo arrumando mais uns dias. Cheguei a pensar em não ir para nada dos Lençóis (porque pra fazer meia boca eu não queria) e ir só pro Delta e pra Jeri…
    Semana passada, movida por a)minha vontade enooorme de ir para os Lençóis b)os comentários do Ricardo e do Genário falando que “mangue é tudo mangue” – no que eu tb concordo…fui radical: cortei o Delta.
    Isso mesmo. Bye bye Delta, see you in pictures. Então, depois que tomei essa decisão (semana passada), tudo fluiu como má-gi-ca: peguei a dica de alguém aqui (desculpe, agora não lembro) sobre o S Luis Grand (R$192 a diária para casal – meu filho já tá com mais de 10 anos); fico 3 dias em SLuis (vou fazer bate e volta em Alcântara – não vai dar pra ficar, mas paciência). Depois, esquema “roots” para Sto Amaro – 26 réal no Cisne Branco, com direito a translado para a Toyota em Sangue já inclusa.
    Só tinha a pousada “bonitinha” em Sto Amaro (o que prova que o super Ricardo está sempre certo), a R$ 90. Aí começou a complicar senhores, porque vai rolar uma vaquejada em Barreirinhas e não tem lugar.
    Fiz uma opção drástica: vou sair cedo de Sto Amaro, chego em Barreirinhas, faço o sobrevôo (já falei com o João (98)33491422, reservei o sobrevôo porque a cidade vai estar cheia – aumentou para R$ 160,00 Ricardo, pode atualizar, e já paguei e cacifei a voadeira para a tarde (porque eles só fazem isso se tem mais gente – então, o que economizei no esquema roots, investi aqui, para chegar a Caburé perto do por do Sol – sai R$ 180, e se chegar mais gente, eu recebo de volta).
    Bom, aqui eu consegui ficar 2 noites inteiras, na Porto Buriti (R$174)- então vou poder ir na Luzia, hehehe…A moça de Caburé disse que não é pra ver transfer para Jeri daqui, que os caras às vezes voltam batendo lata e que é pra eu ficar tranquila. De lá ou vou pra Jeri direto, ou se não aguentar, paro no meio e pronto. E tenho 5 noites em Jeri na Kalango para descansar de tudo isso…
    Em Fortaleza reservei o Oceani (do lado do Beach Park – já estive em Fortaleza, acho linda, mas minha paixão lá em cima é Salvadô, fazer o que…) – R$ 242,00 ao dia.
    E é isso. Tentei economizar numas partes para investir em um gran finale, tive a super ajuda de todo mundo aqui, então foi fácil fazer tudo em um dia…mas teve sorte tb né?
    Ricardo, meu filho leu seu post todo (eu sei quem ele é Mã, é aquele cara careca que vc cumprimentou no Reveillon), e disse que quer ir A CAVALO na Luzia…poor mother…
    Gente é isso. Vou tentar entrar enquando estiver viajando (imprimi seu guia pra levar, isso tá mel na chupeta né?), e vou fuçar dicas de Jeri – faz 5 anos que eu fui…mal entrei no blog direito…

    Beijosssss pra todo mundo!!!

  16. Uau!
    Eu só queria saber quem é a besta que programa vaquejada pra Barreirinhas no meio das férias!!! (como se a cidade precisasse de ALGUM outro atrativo em julho…).
    Quero relatórios :-) — sobretudo do Grand Imperial em São Luís.
    E acho que você não vai perder nada não ficando em Barreirinhas — depois de Santo Amaro, a única coisa que pode ser mais “uau” é mesmo o sobrevôo.
    Dê lembranças à Luzia, tá?
    Beijos e boa viagem!

  17. Eu pensei no que todo mundo disse sobre a questão Barreirinhas- Santo Amaro: que o legal era o sobrevôo. Então, quando vi que não tinha lugar no resort, nem tive dúvidas…
    Pode deixar que eu mando os relatórios…
    e cá entre nós, fico imaginando o que a Luzia deve pensar (e o que ela conta pros vizinhos, hehehe) quando aparece mais um doido por comida que vai até o fim do mundo por causa dos camarões dela…
    Bom, deixa eu sair daqui…eu digo, eu começo e quando vejo fico pendurada nesse blog…
    Beijos

  18. …incrível esta coisa de química. Planejamos nossa viagem inspirados no Freire´s. Mesmo um antiguinho que eu tinha lá deu a fita.
    Depois fui pesquisar outras coisas na net, e, voi lá, me deparo com um texto fluido, leve…me deu um estalo e olhei pro URL. Ora, ora, conheco isto – eu tava aqui, sem perceber, no VNV.
    Não tem jeito; com esta pegada, este texto e agora esta coincidência/providência, virei fã de vez! Mais uma babona pro seu séquito de seguidores.
    Beijo, Ricardo e MUITO obrigada pelo teu, ah, sei lá, guia/blog/post, enfim, trabalho. Tá duca.
    Karinna (e Luciano tb, o marido, senão ele fica com ciúmes)

  19. Ricardo, eu não sabia onde colocar os comentários pós-viagem, então coloquei aqui no “meu ” post…
    Olha, suas dicas foram valiosíssimas e a viagem foi o máximo. Meu filho agora é seu fã…Alguns comentários:
    1- O Hotel Grand São Luís (ou do Forte, como toda hora chamam ele) é realmente uma super opção. É estilo hotelzão grande, e a reforma foi aquele tapa geral, mas ficou ótimo. Chuveiro bom, toalhas grandes, e principalmente, o staff é muito atencioso – lembrando que eu cheguei no dia seguinte do caos aéreo – e o que mais tinha era nêgo mal dormido, com avião atrasado, etc – e eles deram conta. Enfim, adorei.
    2- Eu acho que perdi o 1o CD de fotos de S Luis, tinha tirado fotos do quarto do hotel e do Maracangalha novo – adorei a comida, e de novo, staff atencioso (sabe que eu saí de lá achando que em S Luís todo mundo é atencioso né?) – achei o restaurante um pouco grande – talvez o antigo, se fosse menor, talvez fosse mais charmoso. Mas eu amei!
    Ah! E o bar do Léo é o máximo…o máximo, o máximo, imperdível. Vc ouvir música saída de um vinil, com uma placa escrita “piu piu frangos” com cachos de bananeira de verdade embaixo…não tem preço!!! E o Léo é uma figura, muito gente boa tb (dá uma olhada nas fotos, vc vai se divertir)
    3 – Fui de ônibus para Sto Amaro, e aí acho que marquei bobeira (acho que uma das poucas da viagem, btw) : eu devia ter pego uma van para Barreirinhas e descido no Sangue – seria mais rápido – sugiro que os próximos a irem façam isso. Mas o ônibus é bom, com ar condicionado, sai na hora…tudo certinho…e a “conexão” no Sangue com a Toytota é realmente…remarkable…
    4- Sto Amaro: Ricardo, alguém já te disse que agora Sto Amaro é uma megalópole PA-VI-MEN-TA-DA? Tirei fotos para vc ver…E me arrependi de não ter ido pra tal das Emendadas, que dizem que é linda, ao invés de ir para o Espigão – que tb é bonito.
    Teve uma cena ótima: o bingo na praça da cidade, com prêmios do tipo “1 saco de cimento”; 1 milheiro de tijolos – onde fica isso naquela coluna conhecer, entender, visitar? fiquei pensando…
    Em Santo Amaro dá para se encaixar nos programas fácil, não tive problema nenhum em fazer isso…
    5-Na volta de Santo Amaro, eu não voltei com a Cisne Branco, porque o pessoal falou para eu voltar de Toyota e “fazer parada no Sangue para as vans que vão pra Barreirinhas, porque é mais rápido.”. Bom, em Roma…fiz o que eles mandaram e deu super certo.
    6. Barreirinhas – fiquei frustrada que não teve quorum pro vôo panorâmico, fazer o que…toquei pra Caburé direto.
    7- O passeio da Luzia foi algo…eu lembrava de vc e não sabia se ria ou te matava…Estou com as mesmas dores que vc por causa do estribo até agora…mas foi lindo andar naquelas dunas a cavalo, e meu filho amou, então…ser mãe realmente é padecer no paraíso…
    No seu tempo a Luzia já era errrrr…”pousada”? Anyway, eu não chamaria assim, mas para os mais intrépidos, existe um “pouso” lá.
    E essa é uma dica QUENTÍSSIMA: o barqueiro que me levou de Caburé ao Atins (Barroso) disse que tem um jeito de chegar na Luzia de barco, pegando uns igarapés, passagem secreta, sei lá o que, onde vc fica a 20 civilizados minutos de caminhada…claaaro que ele só me falou isso depois, porque afinal, “a senhora disse que seu filho queria ir a cavalo”…
    O transfer Caburé-Jeri, como era de se esperar, foi meio confuso. O gerente do hotel ficou de ver isso pra mim, quando chequei de Atins descobri que ele “tava pra Mandacaru” e eu estava ven-di-da. Minha sorte foi que eu tinha contado para o Barroso (barqueiro), e ele me deu uma dica esta tb QUENTÍSSIMA: que a Suzana, do hotel do Mirante, sabe e controla todas as idas e vindas das Land Rovers que vão pra lá. E olha, ela é um azougue. Cheguei lá, ela deu uma olhada num super caderninho dela, e falou pra eu ficar tranquila, que pelo em Parnaíba eu chegava, que eu ficasse pronta no dia seguinte pela manhã. E assim foi. A Suzana realmente devia cobrar pra fazer aquilo, de tão profissional que ela foi…
    Tinha um casal de espanhóis que tb queria ir pra Jeri, então, acabei conseguindo o que eu queria né? Cheguei a Jeri pra descansar sossegada, como eu queria.
    Em Jeri: não sei se alguém deu dica de restaurante, mas o Carcará é excelente, e o Chocolate também é muito bom (melhor mojito que já tomei).
    E tem uma massagista numa loja zen ao lado do Mosquito Blue que é ma-ra-vi-lho-sa – então, praqueles que curtem massagem, a dica está dada.
    Last but not least, o Beach Park: olha, eu sempre me impressiono com a organização daquele lugar. Sabe o que é legal: eles são super profissionais, e são sensatos. Agora tem um cartão de consumo que vc carrega na entrada (ou depois, se quiser), a prova d’agua, então não tem troco, fila, na hora do “lanchinho”. E outra: se vc estiver cheio, e quiser dar um mergulho no mar, pode sim senhor. É só carimbar, pegar um passe, vc almoça na areia, toma um banho de mar e depois volta para encarar o Insano…hehehe
    Resumo: eu fiz uma viagem “mix”: economizei nos transfers iniciais, para ter uma “folga” no fim da viagem e ficar em um hotel bacana em Jeri (Vila Kalango), e deu certo. Dá mais trabalho do que ir com uma agência, mas como sou da turma dos “insubordinados”, achei melhor – e muito mais divertido – fazer como fiz, com as ressalvas que coloquei aí em cima…
    Beijos a todos…e desculpem o post imenso…

  20. Ricardo, sugiro que quando falar sobre as pousadas tenha fontes seguras e certas, pois ao falar da pousada Água Doce, em Santo Amaro, você afirmou que a mesma foi construída pela produção do filme “Casas de Areia” o que é, de fato, mentira!
    A Pousada foi construída e inaugurada antes mesmo de Santo Amaro virar palco para este filme, pela proprietária.
    Colocar em sites informações caluniosas é crime e caso persista, processaremos.
    Agradecida, Luane Dumont.

  21. Luane:
    Estive almoçando no seu hotel quando estive em Santo Amaro, e adorei. (infelizmente não pude ficar lá, pois vcs estavam lotados – fica para uma próxima talvez…).
    Certamente o Ricardo vai esclarecer essa questão, pois deve ser um mal entendido – mas se eu bem me lembro, ele repassou a informação que havia recebido, e além disso, ainda elogiou o seu estabelecimento (que é realmente muito organizado e bonito). Informação incorreta não é calúnia, ainda mais quando se elogia o lugar né?
    Beijos,
    Flavia

  22. Calma, Luane! Vou corrigir já.

    Quem me deu essa informação foi o próprio Andrucha Waddington — uma fonte, a meu ver, acima de qualquer suspeita. Mas ele deve ter se confundido pelo fato de o pessoal de apoio ter ficado na Água Doce, enquanto os artistas ficaram na Solar das Gaivotas. Normal.

    Descobri a Água Doce por acaso. Ela não costuma estar nos guias. Ia ficar na Solar das Gaivotas, mas naquele dia a bomba d’água da pousada tinha quebrado e não havia previsão de conserto. Me mudei para a Água Doce e gostei muito.

    A julgar apenas pelas aparências, eu não me hospedaria nem recomendaria a Água Doce do jeito como recomendo. Mas a equipe me conquistou pela eficiência e simpatia, e desde então só tenho ouvido falar coisas boas da pousada.

    Mas vou te dizer uma coisa, Luane: não sei se você trabalha na/com a pousada. Se eu não tivesse me hospedado lá e gostado muito, eu sinceramente teria dificuldade em recomendar uma hospedagem num lugar que se comunica com tanta violência.

    Eu, hein…

  23. Se tu falar bem de mim outra vez, Riq, eu também te processo. Ô raça… (aonde anda o Tutty Vasques, pelamordedeus?)

  24. Acho que esta “Luane” deve ser de alguma outra pousada escrevendo essas barbaridades só para queimar o filme da tal “Água Doce”.
    Não faz sentido alguém que lida com público usar tanta agressividade.
    Que medo!

  25. Só pra constar: caluniar é imputar a alguém falsamente fato definido como crime.

    Qual o crime na informação (ainda que equivocada)?

    Está lá no artigo 138 do Código Penal:
    “Art. 138. Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime;”

  26. Xiiii, já vi que esse blog está infestado dessa raça invocada (da qual faço parte btw) que são os advogados…
    Bom, deixa eu voltar pras outras partes mais divertidas do blog…
    beijos

  27. A julgar pela simpatia, agora eu já sei um lugar onde NÃO me hospedar em Santo Amaro do Maranhão.
    As péssimas primeiras impressões a gente nunca esquece!!!!

    Não adianta ser advogado se não se entende nada de marketing.

  28. Riq, liga não.

    O teu conterrâneo disse uma dia:

    “Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.” (O trágico dilema)

    E, ainda:

    “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver … simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!”

    E mais:

    “O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.” ;)
    :) :) :) :) :) :) :) :) :)

  29. Riq, me hospedei na Agua Doce em junho. Pelo preço, o banheiro podia sofrer algumas modificações pra melhor! Fomos jantar na pousada e restaurante Cajueiro, que achei interessante à noite, além de mais opções no menu. Tinha passado por uma reforma onde foi construido uma área para quartos. Como estava lotada, não vi os quartos, mas vou considerar como uma opção à Agua Doce na próxima visita…

  30. Não,eu não tenho nenhuma relação com a pousada, mas conheço aquela cidade a muito tempo e por isso, sei que aquela informação era errada.
    Mas peço desculpas se de alguma forma, prejudiquei a pousada.
    O que mantenho é o fato que, quando publicar algo, cerifique-se de que está correto.
    Tudo bem, todos erramos…
    Inclusive eu que confesso ter escrito de uma forma um tanto brusca naquele comentário, no entanto aceite as minhas desculpas e sim, eu também recomendo a pousada Água Doce.

  31. Riq,
    Eu acho que ontem vi você na padaria. Não sei, posso estar enganado, mas se era você mesmo, perdi a chance de comentar sobre este proveitoso texto sobre o Maranhão. O problema é que eu só o li hoje, e você estava na padaria ontem! E nem sei se era você! Portanto, vamos direto ao assunto, porque afinal, considerando que, em nível de e como um todo etc etc… o texto sobre o reggae no Guia Brasil diz que Itamaraty e FM Natty Naifson são “radiolas”, não “rádios”, como você assinalou. Natural confundir-se, porque os nomes são sugestivos, lembram mesmo os de emissoras de rádio. Ambas são radiolas conceituadas, poderosas (muito repertório e som!) e superprofissionais. Comprovando a grande popularidade dessas “instituições maranheses”, vale dizer que José Eleonildo Soares, dono da Itamaraty, já foi o vereador mais votado de São Luís e hoje é deputado federal, sempre eleito pela massa regueira. Seu nome de guerra: Pinto da Itamaraty. Parabéns pelo trabalho de primeira, forte abraço!

  32. Eita, Doctor Reggae, você é o Otávio? Não me lembro de ter ido a nenhuma padaria, ontem — e se tivesse ido, acho que teria te reconhecido. Tu é alto que só!!!

    Pâtz, voltei ao texto do 4 Rodas; esse negócio da radiola se chamar FM é que me “cafundiu” todo.

    Obrigadíssimo pela correção; vou correndo acertar. Abraço!

  33. Gente…….Voltei da viagem no início desse mês, mas como voltei a trabalhar imediatamente após as férias não tive tempo de dar minha contribuição nesse post que me ajudou (e muito!!!) nessa viagem.
    Bem, saí de Manaus dia 14 de julho com destino a Belém. Fiz um pernoite por lá e no dia seguinte fui direto para Salinas – PA. Simplesmente incrível a praia de lá!! Fiquei numa pousada à beira-mar (pousada Barcelona, custa R$ 60,00 a diária) que servem um excelente filé de pescado bem douradinho. Outra particularidade: o dono da pousada (seu Luís) atende muito bem seus visitantes!!! Recomendo a visita. De lá segui de ônibus para São Luís pela viação Boa Esperança (R$94,00 o trecho) dia 16 de julho. Cheguei dia 17 pela manhã em São Luís, me hospedando na Pousada Lagoa da Jansen (R$60,00 a diária incluindo um café da manhã excelente e um bom banho de piscina). Essa pousada fica a 5 min. do Centro Histórico da cidade. Fiz (assim como a Flávia) um bate-volta em Alcântara e São José de Ribamar. Ambas as cidades têm uma cultura riquíssima de dar inveja a qualquer um! De São Luís queria ir a Santo Amaro, mas infelizmente tive de abortar a viagem pois não consegui fazer reserva em nenhuma pousada de lá (houve um problema nos telefones da cidade e não pude contactar nenhuma). Segui para Barreirinhas dia 23 de jhlo, pegando uma das vans que fazem o trecho por R$30,00, com direito a te buscar de qualquer ponto da cidade até a pousada onde você fez reserva em Barreirinhas. Lá fiquei na pousada Brisa do Mar por R$60,00 a diária. Dona Nazaré (a dona) foi muito receptiva e me proporcionou um dos melhores passeios já feitos: o bóia-cross, descendo um rio de águas cristalinas, com direito a mergulho para ver os peixes!!!! Infelizmente não deu para fazer o sobrevôo, não consegui formar grupo para ver os Lençóis do alto (estava R$160,00 o percurso). Dia 26 segui para Tutóia (R$30,00 o trecho de Toyota) para conhecer o Delta do Parnaíba, ficando na pousada Embarcação, de frente pro mar (R$50,00 a diária). Gente!!! O que é aquilo? Simplesmente MARAVILHOSO!!!! Uma confluência enorme de rios, mangues e dunas!!! Dia 28 fui para Parnaíba (R$ 14,00 pela viação Cisne Branco, você pega na Rodoviária), visitei a Praia Pedra do Sal e Atalaia, em Luis Correia. Fiquei na pousada Rio Mar (R$ 50,00 a diária), diga-se de passagem que o dono da pousada (seu Bernardo) é esposo da dona Nazaré (de Barreirinhas) e me deu dicas incríveis de visitar o Delta. Queria ter ido a Jeri, mas como queria muito conhecer o Parque Nacional de 7 Cidades vai ficar pra próxima Jeri….. De Parnaíba segui para Piripiri dia 30 de julho (R$23,50 o trecho pela viação Guanabara) e peguei um táxi (R$40,00 para te levar da Rodoviária de Piripiri até o parque). Lindo e indescritível o lugar!! Vale o passeio! Pernoitei no Hotel 7 Cidades (R$64,00 a diária) e segui viagem dia 31 para Teresina (R$22,00 pela viação Guanabara). Fiquei no Hotel Fortaleza (R$50,00 a diária) que fica no centro da cidade. Cidade calorosa e acolhedora!!! O atendente (Davi) me deu excelentes dicas de bares e restaurantes da cidade. Dia 2 de agosto voltei para Belém para fazer uma visita técnica ao Museu de Arte Sacra e ao Mangal das Garças, lugares que eu não tinha ido, chegando em Manaus dia 5 de agosto. Só tenho a agradecer ao Ricardo, à Flávia (que deu origem a esse post) e a todos que contribuíram para que minha viagem fosse quase perfeita!!!! Detalhe: Os preços dos hotéis e pousadas que coloquei aqui são para casal e inclui café da manhã e roupagem. Obrigadaaaaaa genteeee!!!!!

  34. Que legal! Vc fez uma viagem bacana e super barata. Parabéns!!!! Eu fiz o contrário, fui a Jeri e guardei o Parque Nac de 7 Cidades para a próxima. Aliás, eu já sei que quando eu for ao Piauí novamente eu também quero conhecer o Parque Nacional da Serra da Capivara.

  35. Pois é, ficou devendo o Parque Nacional da Serra da Capivara também, mas como não tinha mais tempo (e o dinheiro estava acabando, hehe) deixei pra próxima viagem. Ainda não defini o roteiro, mas com certeza Jeri e o Parque Nacional da Serra da Capivara estarão na lista!!! Talvez vá para Goiás conhecer a Chapada dos Veadeiros, dizem que é muito bonito!! De qualquer forma, a viagem foi baratíssima através das dicas que tive por aqui e pelos lugares onde fui passando. Mais uma vez gostaria de deixar o meu muito obrigada a todos vocês!!!

  36. Olá, acho que sou mais uma querendo dicas para fazer a rota são luis até Jeri…

    Vi que algumas pessoas acabaram de voltar de lá…
    Eu vou no final do ano, chego em são Luis dia 30/12/07 e é tudo que sei e programei até agora…
    Estava pensando em voltar por fortaleza pra não ter que voltar tudo até São Luis,mas para isso, acho que preciso ver qto vou gastar e ver se é possivel mesmo(por isso, só tenho a passagem de ida!!)

    Será que alguem pode me ajudar??

    já vou agradecendo…

  37. Suzaninha, não faz sentido voltar de Jeri a São Luís, até porque, se você tiver paciência de ler o texto inteiro e os comentários, vai ver que o trajeto é complicado, sem transporte regular.

    Já de Jeri a Fortaleza tem pelos menos dois ônibus diários. Custa R$ 34, se não me engano.

  38. O único trecho chato de arrumar transfer é de Caburé até Parnaíba. Mas até Tutóia é mais fácil, e de lá tem ônibus fácil até parnaíba, então se vc tiver um pouco de tempo, se programa pra perder um dia a mais para fazer esse trecho.

    Quando eu voltei eu fiz um comentário aqui falando das dicas, mas qualquer coisa pergunta de novo que eu respondo…

  39. Suzaninhalopes,
    não se esqueça de que nessa época do ano (Reveillon), as lagoas dos Lençóis estão no ponto mínimo de água…

  40. Estou de passagem comprada no início de dezemdro para fazer a viagem São Luiz – Fortaleza. Adorei as dicas que encontrei nesta página. Sei que não é a melhor época para visitar os Lençóis, mas meus filhos de 10 e 13 anos só podem viajar nas férias escolares. Estamos indo por nossa conta. Graças as dicas abortamos a ideia de ir de carro. Espero poder contribuir com novas dicas quando voltarmos.

  41. Ricardo, sou a Patricia que fez o comentário off topic lá na enquete de Europa. Era sobre esta viagem. Vc me deu o link, lembra. Bem, li tudo, tudinho. E vou!!!!. Já estou orçando. Vou com marido + babá + filha de 4 anos. Vai ser uma loucura!!!!! divertida. Vou fotografar e filmar e depois te conto tudo. Já estou recebendo os orçamentos, a Freeway é absurdamente cara. Estou orçando com as locais para os transfers e os hoteis fazendo por conta propria. Tenho uma duvida quanto ao roteiro: eu vou de Caburé para Tutoia e de Tutoia para o passeio pelo deta. È necessário essa parada em tutóia, não posso ir direto?Ahh, em SL acho que fico na Portas da Amazonia, bem mais legal ficar no centro, acho…e em Jeri como estou com criança e como gran finale vou ficar na Mosquito..
    Beijos… e até…

  42. Flavia, se vc entrar neste teu post e ler, por favor, me responda a pergunta de Tutoia. È necessário a parada? vale a pena?
    Beijos…

  43. Patricia, se você quiser fazer o passeio pelo Delta do Parnaíba, o melhor a se fazer é ir para Tutóia mesmo, existem lanchas que fazem esse passeio. Já em Parnaíba, além de ser mais caro, você não acha quem faça esse passeio com facilidade. De Caburé para Parnaíba o trecho é complicado, é mais fácil chegar até Tutóia de Caburé e de lá pegar um ônibus ou lotação para Parnaíba. Em SL, o chato de ter que ficar na Portas da Amazônia é que, como é uma pousada que fica bem no centro mesmo, é meio incoveniente de dormir porcausa do som dos bares que tem próximos.

  44. Não gostei da forma como criticou as pousadas e outros, se está afim de luxo, mude o roteiro! Porque esse é para pessoas inteligentes e que sabem valorizar ar puro, águas límpidas, por do sol maravilhoso, museus e folclores, bebidas e comidas típicas de dar água na boca. Geralmente os turistas estrangeiros apreciam melhor os valores do roteiro.

  45. Concordo com a Mariana, porque existem lugares exóticos, de natureza praticamente intocável que me encantaram. O Maranhão principalmente, tem pra todos os gosto. Na cidade de Carolina é possível admirar cachoeiras, em Alcantara Folclore, museus e o único pelourinho autêntico do país. Tem as Dunas e Lagoas pra todos os gostos nos lençois maranhense. O camarão, o caranguejo que são bem caros no sul e sudeste do país pode ser encontrado por preço baixo(isso me chamou atenção). E para quem não sabe a lagosta apreciada em hotéis do nordeste inteiro é pescada nas águas do Maranhão. Porque a água dos manguesais, meio escura é propícia ao desenvolvimento de mariscos. Valeu

  46. Ricardo Freire, sou fã das suas dicas.
    Vou pra São Luis agora em janeiro e quero passar uns dias em Barreirinhas para chegar até o Caburé e a Santo Amaro. Vou de São Luís até Barreirinhas no meu carro.
    Você tem alguma dica de operadora de turismo em Barreirinhas que faça ida e volta para Santo Amaro, já que meu carro vai ficar em Barreirinhas?

  47. SÃO LUIS E FORTALEZA SÃO AS CIDADES MAIS BONITAS DO MUNDO ,PORQUE TEM PRAIAS AZUIS,TUDO VERDINHO ,POPULAÇÃO BOA,TEM HOTEIS COM COMIDAS GOTOSAS, TEM VARIOS FLAMENGUISTAS,TEM CULTARAS QUE A GENTE NEM ESPERA OLHA.
    O BRASIL É VERDE VARIOS LUGARES FRIOS E QUENTES E
    O BRASIL É O PAÍS MAIS BONITO DO MUNDO

  48. Estou voltando da viagem São Luis – Fortaleza. É fantástico, vale a pena. Segui as dicas de Ricardo, Flávia e Kivia e foi bem legal.
    Viajou eu, meu marido, e meus filhos de 10 e 13 anos.
    Estou escrevendo para acrescentar dicas para quem quiser se aventurar pelas areias do nordeste.
    As paraias de São Luis são bem legais, principalmente a chamada Caolho. quiosques organizados a beira da areia onde pode se comer um maravilhoso carangueijo.
    Saí de São Luis em direção a Santo Amaro de ônibus pela Cisne Branco às 6hs da manhã (aconselho comprar a passagem com antecedência pois só têm 12 lugares para lá), saltamos em Sangue e a Toiota já nos esperava. De van é mais rápido mas ouvi que é muito perigoso, pois os motorista correm muito e entulham a van de passageiros. De Sangue começou a aventura 1h30 chacoalhando pela trilha de areia. após meia hora me perguntava o que fazia alí e olhava o adesivo na toiota “conduzindo vc ao paraiso escondido” e pensava será que vale a pena?. Ficamos na pousada Água Doce. Lá almoçamos e fechamos o passeio a tarde para a Lagoa da Gaivota (os restaurantes da cidade são nas pousadas) Não deixe de comer o camarão da Malásia, quase uma Lagosta, delicioso e só tem lá. Atrás da pousada passa o rio que corta a cidade: água limpa e quentinha. Na hora marcada o guia nos pegou e em 15 minutos estavamos no limite dos lençóis e a cidade. Apesar da época de seca encontramos algumas lagoas com água. Poderia escrever várias páginas que não conseguiria dizer o que senti e vi, vai lá e e veja é lindo, rolar na areia e mergulhar na água quentinha das lagoas. A noite comemos na pousada um espaguete com molho de camarão, uma generosa porção para 2 por R$15,00, imperdível.
    No dia seguinte a Toyota nos pegou na pousada às 4:30hs da manhã e nos levou de volta para sangue, só que aquele pula pula pela trilha de areia não me incomodava mais, só sentia a sensação de ester estado em um dos lugares mais bonitos do mundo e com certeza o paraiso se esconde alí. Vale a pena ficar mais de um dia em Sto Amaro.
    Segui para Barreirinhas, o passeio pelo Rio Preguiças é maravilhoso.
    Para quem quer seguir para Tutoia/Parnaíba siga a dica da Flávia, liga para a Suzana do Hotel Mirante e marque o passeio para Caburé no dia que tiver transporte ou antes se quiser ficar em uma pousda por lá ou ir a Atins
    De Barreirinhas para Tutoia o caminho é horrível; ou vc paga caro por um transporte particular ou vai em uma Toyota de linha, sentada em uma tábua de madeira, não aconselho.
    Para quem quiser conhecer o Delta é melhor ir de tutoia para Parnaíba de barco, pois o passeio qeu se faz de parnaíba se torna chato para quem fez o passeio do Rio Preguiças.
    o que valeu em Parnaíba foi o passeio que fizemos pela prais de Luis Corrêa que tratamos na agência CLIP, alugamos uma Hylux com um guia que se chamava Batista, que nos levou a lugares e praias incríveis (RS180,00) ele passou o dia com a gente e nos contou várias histórias da região, na praia de Macapá, comemos camarão (R$15,00 a porção) e carangueijo (R$ 6,00 a corda com 5) no bar do Chico a beira da praia e do braço de mar de cor azul turquesa.
    Na agência CLIP, em parnaíba, além do passeio a Luis Corrêa, fechei o passeio ao Delta, comprei a passagem de ônibus para Camocim, fui muito bem atendida e encontrei os melhores preços.
    Para quem vai a Jeri a dica é ir de ônibus para Camocim (sai às 6:00 e chega às 9:30 da manhã) e de lá pegar um Bugre e já fazer o passeio a Tatajuba.
    De Parnaíba liguei par o Natan da Agência INC-Camocim (88 – 3621 6800) e ele disponibilizou um bugre para nos pegar na rodoviária de Camocim e nos levou até Jeri fazendo o passeio por Tatajuba e a Pedra Furada(R$ 250,00), sai muito mais em conta.
    Jeri é um sonho , linda e um astral maravilhoso, fiquei na pousada Capitão Thomaz, na areia da praia de Jeri, preço razoável, muita hospitalidade, delicioso café da mnhã de frente para o mar, valeu a pena.
    Confirmando as dicas de Ricardo: pôr do sol na Duna, pizza à noite na Pizza Banana e torta de banana da Tia Angelita, imperdíveis.
    Indo para Fortaleza fechamos o translado na pousada, fica um pouco mais caro (R$60,00 por pessoa), mas ele pegam agente na pousada às 12:00hs e deixam a gente na porta do hotel em Fortaleza (é mais rápido e confortável do que ir no ônibus de linha), com a possibilidade de sair mais cedo e ficar na Lagoa do Paraíso em Jijoca até as 2:00hs e seguir para Fortaleza já compensou a diferença da passagem.
    Valeu Ricardo, Flávia e Kívia……

  49. O barco que fazia a linha Tutóia/Parnaíba/Tutóia não está ativo. Passou por uma grande reforma, está pronto no porto de Parnaíba, mas ainda não deslanchou na linha. Apenas, faz passeios fretados! uma pena, pois é a melhor opção de conhecer o Delta do Parnaíba. As lagoas estão cheias neste inverno de 2008. O inverno foi bom, não chegando a ser exelente. Tá tudo muito lindo e azul, podendo chegar até outubro as lagoas mais próximas a praia. As lagoas mais afastadas, vão aguentar até o próximo inverno. A partir de julho, começa nossa estação sêca, com muito vento e areia em suspensão. Dica: Existe opção de fazer o trecho SLZ/BARR em vans que te pegam no hotel bem cedo e por volta de 09:30 da manhã você estará em Barreirinhas. Procure informações nas agencias de viagem e hotéis. O nome é Van Express e o dono chama-se Roberto. Tem opção de carro fretado, e não é caro! em 4 pessoas sai por R$350,00 e toda comodidade de hora e tempo de viagem. São 260 km de SLZ/BARR e em 3 horas, tranquilas de vaigem, chega bem. Esta história de chegar na Luzia de voadeira existe mas não aconselho. Dependendo da maré pode ser perigoso, pois é necessário cruzar a barra do Preguiças. Mesmo que você chegue lá de lancha, ficará limitada a volta ,o piloto da lancha vai encher teu saco com história de maré e ter que voltar tal hora…entendeu né?por isso, vai andando, nada traumático, sobe as dunas e vai margenado até chegar na Luzia. Uma dica: quando pessoas caminham nas dunas, a Luzia e o Zé do Aço e até a Joeli, ficam de olho vendo se vem alguém e já se preparando para receber visitas. O poço das pedras mudou e a areia acabou com uma beleza de banho nos lençóis. É isso, depois mando mais dicas. Uma delas, é contratar meus serviços de informações e guia ok? genarioguia@hotmail.com
    55 86 99261169. Abraços em todos os viajeiros.

  50. opa, gostei muito do lance ai em cima =)
    cara, to precisando de qualquer dica…
    vai rolar um lance de viajar com uma amiga minha no ano que vem, no mes de janeiro, provavelmente teremos o mes inteiro de ferias dos estudos academicos
    dai, pensamos e iremos fazer uma viagem pela costa nordestina, indo de São Luis, passando por Fortaleza, Natal, Recife, Maceio, Salvador e terminando em Vitória para voltarmos pra sampa
    dai, estamos correndo atras dos hoteis e albergues, vendo lance das passagens e tal
    mas gostariamos de saber como faremos para ir de um estado para o outro
    o que vc’s sugerem? carona, onibus, barquinho, camelo…aceito qualquer dica!
    valeu
    raquelilly@hotmail.com

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