Caraíva-Espelho: rali a pé
Choveu a noite toda de sábado — pelo menos até a hora de eu pegar no sono, lá pela meia noite. Se continuasse chovendo no domingo (contrariando as previsões!), eu teria que adiar mais uma vez o início da caminhada pela Costa do Descobrimento e pegar um táxi para a Praia do Espelho. (Detalhe: a estrada estava tão ruim que desde a quinta não passava mais ônibus.)
Mas eis que o domingo amanheceu esplendoroso (e num dia de sol depois de três de chuva na praia, você entende o adjetivo em toda a sua dimensão). Levantei às seis e meia, editei fotos até às oito, tomei café, esperei o menino aparecer na recepção até as 8h45 e… saí sem pagar! (Deixei um bilhete; acabei de fazer o pagamento por internet banking.)

Para quem vai andar pela praia (podem ser os 9 km até o Espelho, ou só os menos de 3 km até a Praia do Satu), a travessia de canoa é num outro ponto do rio, mais próximo à foz.
Do outro lado do rio tinha uma motinho — mas que quebrou logo em seguida. (Fiquei com pena e não tirei foto ao passar pelo veículo em pane.)

Não sei se eu contei pra vocês, mas eu já tinha caminhado por essa costa toda, em 87 ou 88, não me lembro bem. Era uma expedição organizada pela seção carioca do Camping Clube do Brasil. Uma Toyota ia pelas estradicas com barracas (!), mochilas e mantimentos, e o grupo ia caminhando pela areia carregando só um farnelzinho. Ao chegar no destino a gente armava as barracas (para duas pessoas) e eles cozinhavam. A aventura começava em Porto Seguro e terminava sete dias e 100 km mais tarde, em Prado. Minha idéia era repetir essa experiência, com um upgrade: fazendo só o filé da costa, do Corumbau ao Arraial, e me hospedando com conforto e, se calhasse, um certo luxo.
Não me passou pela cabeça que, naquela época, eu tinha 20 anos e uns 35 quilos a menos — a saber, 20 quilos de peso corporal e mais uns 15, por baixo, na mochila. Mas mantive o mesmo esquema da primeira vez: pés descalços, e vamo-que-vamo. A primeira sensação foi a melhor possível: a Deuter distribuía o peso de maneira incrível nas minhas costas, e eu ia levando a mochilinha da câmera a tiracolo, revezando os ombros.

Meia hora depois de começar a caminhada, o primeiro ponto importante do passeio: a Ponta do Camarão (foto acima), a mais escondida das pousadas de luxo da região (não tem nem site; quer ver como é, entra no Freire’s).

Outra meia hora, depois de contornar a Ponta do Camarão (foto acima) propriamente dita (o acidente topográfico, não o esconderijo de luxo) aparece a enseada mais bonita do caminho: a Praia do Satu (fotos abaixo), batizada com o nome de seu morador mais antigo, o Saturnino, que pode ser encontrado vendendo coco, cerveja e mais coisas na sua simpática barraca.


A praia do Satu ainda tem outros atrativos — duas lagoas que começam juntinho à areia.



Ou, se você preferir, com movimento:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1plExD_4fSI]
A praia acaba numa falésia que deve ser atravessada por cima; a trilha é (mais ou menos) sinalizada e leva uns quarenta e cinco minutos.

Volta-se à areia a meros trinta minutos da ponta sul da praia do Espelho. Eu ainda estava praticamente lépido e quase fagueiro. Sentia um pouquinho — só um pouquinho — o peso nas costas, e já podia perceber o nascimento de uma bolha do lado de dentro do calcanhar esquerdo. (Acredite, calcanhar tem lado.)

A maré estava enchendo le-gal, mas eu já estava quase chegando. O bom dessa caminhada é que não existem rios caudalosos no caminho; dá para fazer mesmo se a maré não estiver baixa. O único probleminha são algumas pedras, que ficam mais difíceis de ultrapassar na maré alta.
Como, por exemplo, essa pedra aí de baixo. A última do caminho. Quase chegando no Espelho.
Dá pra passar, não dá?
Fui. Com cuidado. Vinha a ondinha, eu ficava parado. A onda recedia, eu dava um passo. Até que veio uma onda mais forte. Fiquei parado.
Aí veio outra, mais forte ainda — que me desequilibrou.
Para falar a verdade, não sei exatamente o que aconteceu. Acho — acho — que não caí. Mas me molhei todo. E… perdi meus óculos.
(Claro que, como eu não ia dirigir e estava economizando espaço na mochila, não trouxe um par sobressalente.)
Mas não era nos óculos que eu pensava depois do acidente. Era no equipamento. As duas mochilas tinham molhado. De água salgada. Corrosiva.
Na primeira pedra seca e longe o bastante da rebentação, tirei tudo das mochilas. Liguei a câmera. Estava funcionando, ufa. Tirei da mochilona o compartimento do laptop (que também funciona como uma bolsa com sua própria alça), e o bichinho estava seco. Aproveitei e fiz um vídeo com o celular. Ficou bacana
(pralguma coisa isso tinha que ter servido).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=-uduEgWH3WI]
E assim, não com uma, nem com duas, mas com três peças de bagagem, cheguei à praia do Espelho. Fui direto à pousada que eu sabia ser a mais em conta, mas ela mudou de dono e estava um pouquinho menos em conta (depois eu dou uma geral no quesito hospedagem).


Imediatamente transformei o quarto num barraco, pendurando todas as minhas roupas no… mosquiteiro (!).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=k_JFwz6v_N0]
Pus a câmera para descarregar no laptop (tudo funcionando, valeu, meu São Cristóvão) e fui tomar uma cerveja e me acostumar a contemplar a paisagem sem óculos.

Quando me levantei para voltar ao quarto, meus pés não me obedeciam como antes. A areia e a grama pareciam forradas de alfinetes e cacos de vidro. Mas isso é assunto pra amanhã…
















De-mais, Riq. Esse teu trabalho não é pra qualquer um. Tem que ser muntcho vivo… Que câmera tu usa? Ainda é aquela Rebel que te inspirou um velho post?
Ah, que inveja… Da boa, tá legal?
Parabéns por mostrar que é possível…
A Rebelzinha de sempre, Beto. Mas fiz alguma coisa na edição das fotos da pedra maldita que ficaram escuras. Amanhã eu troco…
Perfeito Riq !
Que paisagem espetacular hem ?
Agora que tu já sabes que a camera é anfibia podes providenciar
uma tirinha de neoprene para prender os óculos ( o novo
Só agora consegui compreender a razão das bolhas , well já
sabemos que para logas caminhadas com peso é preciso estar
calçado .
Mas é complicado tb pois os trechos de areia fofa e com pedregulhos
machucam no contato da sandalia com o pé ; splash é quente demais
e tenis sei não..
Chegaste a prestar atenção que os garçons em Calhetas usam meia
direto ? Só meia , sem nada mais para caminhar na areia molhada o
dia inteiro.
Experimenta e conta pra gente !!!
Tenho uma também, mas desde que comprei não fiz nenhuma viagem, a não ser fim de semana em Ilhabela. Mas tô pronto pra próxima, sabe-se lá quando. Bom descanso e bom “trabalho” (ou seria “diversão”?)…
Ai, ai… E tem gente que acha que o seu trabalho é mole…
Sylvia, o pessoal do Camping Clube lá na outra encarnação recomendava fazer a caminhada só com meias, também (acho que naquela época não tinha nada mais moderno tipo splash).
O pessoal que foi de tênis sofreu com bolhas, também.
Eu me lembro de ter tido bolhas, até mais do que essas que eu fiz nesse trecho, mas quando eu “esquentava” a dor desaparecia, e assim fui levando (no final já nem sentia mais nada).
Tchau, povo! Tenho que achar um lugar aberto pra jantar!
A esta hora??? Só no Brasil…
Ricardo, para chegar nesse refúgio luxuoso e escondido é muito complicado? A partir do aeroporto de PtoSeguro quero dizer.
Jorge, pelo que li no Freires o transfer esta incluido na diaria.
Olha lá.
Fiz em 96 ou 97 a caminhada de Cumuruxatiba até Trancoso, ao todo foram 70km. Não sei como está hoje, mas, na época, tivemos que acampar e contar com a solidariedade baiana de ficar em uma casa (abandonada) a beira mar. O trecho Cumuru até Corumbau vale muito a pena, mas não havia praticamente nem uma birosca pra tomar uma água. Adorei ver a foto do Seu Satu, lembrei de ficar fumando cigarro de palha com ele, uma palavra ou outra a cada 15 minutos, mas ali a pressa não existe. Deu saudade.
Riq,
Vou dormir feliz depois dessa enxurrada de fotos de praias maravilhosas.
Esse frio que você sentiu, eu já senti só que quando liguei a câmera,ela não funcionou.
Menino, sem óculos e os pés com bolha, para quieto.
Como consolo, bem você deve ter perdido uns 2 quilos com essas caminhadas.
Riq, to indo pra essas bandas no domingo! Me esperaaaaaaa! Deixa um pouco de sol pra mim! E boas viagens!
Riq de Deus! O que são essas fotos???? Todas as últimas. Estou maluca.
Espero que teus óculos não te façam muita falta.
Bisous,
Cássia
Já fiz a caminhada Espelho – Caraíva logo pela manhã e foi demais. Mas a volta paguei para voltar de barco. A paisagem é maravilhosa!!!
Belas imagens!
Abs
Ricardo,
Explicas tu experiencia de una manera que me he visto a mí misma allí, cansada, poniéndome crema solar, ajustándome las gafas de sol (sin ellas no puede caminar por la playa, el sol me deslumbra), buscando una sombra para descansar. UUUUffff!!!. Estoy molida. Pero todo el esfuerzo a valido la pena.
¡Qué paz!. Sublime. El Cielo en la Tierra y yo he estado allí, el Agosto pasado y AHORA!!!
Beijos
Disculpa “ha valido la pena” (no he repasado la ortografía) escribo sin mirar. Perdon!!!!
Puxa, Riq! Fiquei morrendo de peninha de vc sem óculos no paraíso!! Será que não dá pra te mandarem o teu par sobressalente por Sedex 10?
Te cuida, viu? Fiquei preocupadinha… Beijos!!
Riq
Para quem usa óculos como nós, – eu já aprendi isto numa viagem para Amazonia- uma das coisas essenciais é um par sobressalente! Boa viagem, e acho que o melhor meio é voce pedir para alguem fazer um novo para na fototica em uma hora, e lhe mandar pelo sedex.
Vendo essas fotos maravilhosas me fez lembrar da minha caminhada tb, mas fiz ao contrário (Espelho em direção à Caraíva). A trilha em cima da falésia, aquela lagoinha no meio do caminho…ai que saudades…espero que esse pedaço de paraíso esteja do mesmo jeito de quando eu fui (em 2004).
No percurso, fui de tênis p/evitar as bolhas…e FPS 30, pois estava um sol de rachar…Mas valeu muito à pena, e espero um dia voltar lá…
As fotos ficaram lindas, parabéns!
Ricardo, minha recomendação de ex-montanhista, ex-escalador, ex-praticante de trekking (inclusive caminhadas por rios e cânions, no Brasil (Ibitipoca) e nos USA (Zion National Park, UTAH) é a seguinte: SEMPRE carregue seus suprimentos em sacos plásticos duplos e bem vedados (sejam eletrônicos, sejam vestuário). Sacos NÃo pesam e NÃo ocupam espaço. Outra coisa. DOCUMENTOS devem ser carregados em sacos herméticos (existem nas lojas especializadas) que não entram água em hipótese alguma. Se vc quiser, tenho um em casa sobrando (dos tempos que não voltam mais!, Terei prazer em deixar pra vc. aqui no Rio de Janeiro em algum endereço que vc mandar, ou na portaria de algum hotel que ficar). Esses sacos duram pra sempre, nunca estragam. Essa coisa de proteger é pra SEMPRE! Especialmente em lugares secos (poeira e areia) e vivamente recomendável para os equipamentos fotográficos e lentes. Eu comprava sacos plásticos no atacado!
Uau, estas fotos estão muito bonitas. É mais ou menos como já disseram antes, bons fotógrafos levam o seu próprio sol na bagagem, e assim dá para aproveitar bem o domingo
.
Uma vez, eu estava em Floripa e também fui atacado por uma onda assassina, quase um filhote de tsunami. Eu e minha esposa estávamos lá, passeando pela praia, com água nos pés, batendo papo e com câmera, documentos, dinheiro, etc em uma pequena sacola.
Quando, de repente, uma onda surge do nada e eu só sinto aquele desequilíbrio, vejo minha esposa caindo na areia e eu quase indo junto. Por sorte consegui ficar em pé e salvar a câmera e documentos, mas ambos ficamos molhados dos pés à cabeça.
Riq, eu tinha visto este roteiro (ou algo bem parecido), num roteiro de uma agência de ecoturismo que o oferece sempre no final do ano, perto do Reveillon (mas acampando). Sempre me deu água na boca, mas sabendo que dá para ficar em pousadas fofas e charmosas (quando não, luxuosas), a vontade fica maior ainda…
Como caminhante incorrigível, para mim esse é um roteiro essencial!
Sobre os óculos…que dureza…eu, com os meus 5 graus de miopia, nem gosto de imaginar o que seria ficar sem lentes (e sem óculos sobressalentes) numa paisagem assim. Pelo jeito o teu grau é bem menor e não te atrapalha.
Te cuida, moço!
PS: Sylvia e Majô, sobre o assunto dos sapatos para praia, eu sempre uso um da Adidas, que é especial para esportes ‘molhados’, como canyoning, rafting etc. Ele se parece com uma sapatilha (cores berrantes!) e possui nas laterais e fundos algumas ranhuras em que o fundo é, na verdade, uma redinha de metal, parecida com peneira. Toda a água que entra sai por esses esqueminhas. Altamente recomendada, é a que vou usar em Boipeba para atravessar o rio cheio de ostras que o Riq comentou.
Só tem profissa neste blog… Riq, vê se aprende com o Arnaldo e o Hugo. Eu tô na primeira fileira, só prestando atenção.
Eu falei Hugo, que também dá as suas cacetadas, mas quis dizer Emília, por causa da dica das sapatilhas. Desculpaê…
Riq, a Emília tocou no assunto lentes de contato, e me deu uma idéia… Eu, que também sou míope (e bem mais do que ela!), uso lentes de contato descartáveis. Se você não tiver contra-indicações para as lentes, deve ser mais fácil encontrar uma ótica onde você consiga comprar um par no seu grau do que enviar seus óculos sobressalentes de SP ou mandar fazer um novo par…
Riq, essa viagem tem um potencial imenso pra ser uma roubada… Mas que se descortina como o luxo do luxo… Tô adorando! Hehehe.
Abcs.
Riq, você arranjou uma aventura que deixa qualquer um com inveja e ansioso para não perder um capítulo. Parabéns. Quanto à bolha, se encontrar farmácia no caminho (risos), compre Dersani e…Dersani nela!!! Vai dar conta de andar muito mais!!!
Cara,
Só você pra fazer uma caminhada na praia com laptop na mochila, hehehe…
Uma dica em caso de molhar equipos eletrônicos é NÃO ligá-los imediatamente após o incidente. O melhor é abrir todos os compartimento, remover o que der e deixar secar. Já vi um celular e um som de carro voltarem à vida depois de submerão total !!
Riq e tripulantes,
Em julho vou ao interior do Piauí, compromissos familiares, sigo para Parnaíba e Luís Correia. Terei duas semanas de férias, estou pensando em aproveitar e fazer o roteiro até Lençois. Aqui no blog tem as dicas partindo do Maranhão. Riq, partindo do Piauí é só fazer o roteiro de trás pra frente? Seria interessante? Estaremos viajando de carro (Astra).
ESPORTES DE AVENTURA
Botas para Treking
Timberland, Salomon, Snake, etc
Use as de cano alto (que protégé o tornozelo)
Sapatos para caminhadas na praia (ou canioning)
Não use aquelas sandálias abertas. Vc se arrependerá amargamente. Elas deixam entrar terra e areia e roçam na pele e a deixarão ferido. Recomendo os tênis especiais para andar tanto na água quanto na areia (são levíssimos, parecem com tênis, mas são furados para que a água entre e saia). Com eles vc pode fazer caminhadas longas pela areia e de vez em quando cruzar um rio, uma trilha de terra e entrar na água. Elas proporcionam tração, estabilidade, são extremamente anatômicas e confortáveis, secam rapidamente.
Mochilas
Depende do percurso, sua duração e o tipo de alojamento que terá pela frente. As Deuter são ótimas, mas eventualmente vc necessitará de mochilas maiores e mais relacionadas com o montanhismo e o treking. As nacionais da Trilhas e Rumos são muito boas. Acho que mochilas de 45 a 48 litros são muito apropriadas.
Dependendo da viagem eu recomendaria a Curtlo – Adventure 45+15, uma mochila cargueira (essa categoria “cargueira” pode ser que vc venha a ter que utilizar), com capacidades de 60 a 90 litros, em geral.
É uma mochila cargueira de média capacidade reversível para mala. O transporte pode ser feito por alças de mão ou a tiracolo devido ao sistema de regulagens de alças e barrigueira, que pode ser embutido. A mochila de ataque de 15 litros é destacável por zíper. Especial para uso em viagens e trekkings.
Em São Paulo certamente vc encontrará excepcionais lojas especializadas em equipamentos de montanhismo e esportes de aventura. Aqui no Rio tem a Trilhas e Rumos, entre outras, que tem um site legal pra te orientar tecnicamente.
http://www.trilhaserumos.com.br/
Eu recomendo dois endereços (em inglês) com tudo relacionado a montanhismo e esportes de aventuras:
http://gorp.away.com/index.html
http://www.rei.com/
Se precisar de alguma dica relacionada ao assunto e que eteja ao meu alcance….
Rosa, é interessante, sim, claro! De carro comum você terá que fazer como eu, no ano passado, e ir de Parnaíba a Barreirinhas pelo asfalto. Dá uma volta e tanto — são mais de 500 km. Mas a estrada (quase toda) era ótima; de repente já arrumaram o único trecho ruim, entre São Bernardo e a Transpiauí.
Vocês podem fazer todos os passeios nos Lençóis baseados em Barreirinhas (o de Santo Amaro é o mais puxado). Ma dá também para deixar o carro no estacionamento da pousada e passar uma noite no Caburé, no Atins ou (extremamente recomendável) em Santo Amaro.
De Luís Correia também dá pra ir de carro a Camocim (são 120 km) e seguir (por uma estrada de terra arenosíssima, mas que quando fui estava boa) a Jijoca, onde você deve deixar o carro para ir a Jericoacoara.
Obrigado, Arnaldo!
Pode postar com www, sim — quando o sistema joga no poço (não é sempre) eu vou lá e resgato…
Obrigada Riq,
Você é uma pessoa cada vez mais essencial na vida dos apaixonados por viagens. Tudo de bom nessa sua aventura…
Estou acompanhando aqui de Bsb, qualquer tempo coloco o pé nessa estrada…
Yo hago muchos kilometros descalza por la playa y no me pasa nada. En Agosto fuí de Arraial d’Ajuda a Trancoso por la playa y ni me enteré.
Sois unos flojos (de buen rollo). Eso sí cuando llegué a la playa dos Coqueiros necesité tomar muitos sucos.
Riq, será que é mais jogo deixar o carro em Parnaíba e contratar a aventura em uma agência, depois fazer Parnaíba/Brasília? Estou me referindo principalmente ao fator econômico e aproveitamento do tempo, já que meu marido adora dirigir. Abçs.
É bem mais prático contratar um passeio de agência, Rosa. Dá uma cotada com aquelas agências de Parnaíba que eu dei no post. Em julho deve haver muitas expedições programadas; se você se encaixar numa que já existe fica menos caro.
Riq, adorei os posts, ri muito. Só vc pra escrever desse jeito! As fotos também estão incríveis, maravilhosas. Adorei até os auto-retratos e os vídeos!!!
Ricardo,
meus pais fizeram essa expedição do camping!! Eu me lembro que temos até hj guardada uma matéria do JB que dizia assim” pais deixam filhas pequenas com avós para fazer treking na Bahia”.
Quando eles voltaram, fomos -eu e minha irmã na época com 8 e 5 anos respectivamente – busca-los no aeroporto e não os reconhecemos! Eles dois estavam muito queimados de sol e cheios de estória pra contar!
um beijão!
Ricardo, ¡NO ME LO PUEDO CREER!. Você é muito diligente, muito jeitoso.
¿Cómo puede tener esas camisas tan impecables, limpias, blancas y planchadas????. Dígamelo rápido que le imitaré, le copiaré y seré la mejor de mi edificio y la más envidiada.
Me gustan sus videos. Son un poquito de allí, aquí.
Emília,
Será que essa sapatilha Adidas que tem a sola de telinha serve para andar nos corais ? Eles espetam. Como eu disse uso as “legítimas” mas saem às vêzes do pé. Vou dar uma olhada nas lojas aqui.
Quanto aos óculos, também sempre levo sobressalentes, mas esses prontos que a Carla comentou quebram o galho pra você Riq. Não sei se haverá ótica por essas bandas….
Arnaldo,
Na minha opinião, as mochilas nacionais chegaram num nível de qualidade muito bom, devendo quase nada para as importadas (eu só iria atrás de uma gringa pruma atividade muito específica, como escalada alpina ou no gelo). A oferta de modelos também é bem grande, cobrindo várias atividades. Mas vou discordar de você, pois acho a Kailash e a Curtlo consideravelmente superiores à Trilhas. Tenho uma Kailash de 30 litros que parece ser indestrutível, já tá levando ralo há mais de 5 anos e só tive que trocar uma fivela porque pisei nela.
Deuter é animal, não sai tão mais cara que uma nacional.
Já nas botas, as gringas ainda são bem melhores e dá pra achar umas da Salomon a preços acessíveis aqui. Mas eu migrei pra La Sportiva, compro uma (bota, sapatilha de escalada e ou tênis) quando viajo. Top mesmo e nem tão cara se comprada lá fora (mesmo porque ninguém importa, haja imposto).
Posso dar um pitaco no quesito mochilas?
As da Wöllner são excelentes também. Quando trabalhava lá, aprendi todos os processos, cuidados, costuras, nylons, etc, que eles têm.
E lá também tinha calçados da Hi-Tec que são incríveis.
Não que eu seja uma esportista, aliás, longe disso…por isso é só pitaco.
Majô, essas sapatilhas têm solado inteiro de borracha, os sulcos são finos e fundos, não tem perigo de se cortar, não (acho…vou testar definitivamente lá).
Mô, as botas da Hi-Tec são muito bonitas, mas…meu namorido comprou uma bota deles quando fomos para o Peru e o cadarço estourou no meio da trilha
Eles repuseram e depois deu outro problema na bota…eles trocaram a bota. Ele ainda foi corajoso (ou teimoso?) e comprou uma outra depois. Se não me engano com essa não deu problema. Talvez tenha sido algo isolado.
Eu tenho uma Snake, nacional, que eu adoro, é muito confortável e até que não está muito feia, considerando que já tem uns quatro anos. Mas ouvi de uma pessoa que entende do assunto que as botas deles não estão mais tão legais…
Puxa vida, Emília. Deve ter sido mesmo algum problema isolado.
Eu tenho uma para neve (que nunca usei na neve, mas…) que é muito bacana. Ela é toda de couro, tem isolamento térmico, ultra-confortável.
Acho que já tem uns 5 anos, mais ou menos. E tá novinha, apesar de eu ter usado pacas…
Pretendo levá-la pro Jp no final do ano (vai tá frio pra dedéu) e pra Antártica um dia quando eu for… (em breve, espero).
Emília,
Essas sapatilhas então são perfeitas. Onde você comprou ? Passei na Track and Field não tinham.
Majô, na verdade eu ganhei essas sapatilhas, já faz um tempo.
Mas acho que a Track & Field não vende Adidas, não…tenta essas casas grandes de artigos esportivos, acho que a sua chance é maior.
Sabe o que eu adorei?
“Lépido e quase fagueiro” kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Emília,
Brigada
, vou olhar nessas lojas.
[...] a Helenice me deu uma dica de remédio para as bolhas, Dersani. Não achei em farmácia nenhuma, mas um [...]