Viagem gastronômica: Silvinha, no Espelho
Chegar ao Espelho é difícil. Saindo de Trancoso, você precisa enfrentar 20 km de uma estradinha de terra bem ruinzinha, passar pela guarita do Outeiro das Brisas, e rodar mais 6 km até a praia. Vindo de Caraíva, são 15 km até a guarita. Você pode também vir a pé; conforme demonstrado, são 3 horas de uma linda caminhada — mas cuidado com os óculos.
Chegar ao Restaurante da Silvinha é um pouco mais complicado.
Para começar, você precisa reservar antes, pelo celular (73) 9985-4157. Antigamente você precisava deixar recado e passar no dia seguinte, ao vivo, para confirmar a reserva. Hoje, com a Vivo pegando no Espelho, você pode dar a sorte de ela responder na hora. Nesse momento a Silvinha vai dizer a que horas você pode chegar.
A Silvinha não tem site nem mapa nem plaquinha na praia. Mas pode deixar que eu ensino você a chegar.
Primeiro atravesse o riozinho que separa Curuípe (o nome oficial do canto esquerdo, norte, da praia) do Espelho (o nome oficial do canto direito, sul; mas sim, eu sei, hoje em dia todo mundo se refere à praia inteira como Espelho).
Daí você contorna o laguinho formado pelo rio e continua pela outra margem, na direção oposta à que você veio.
Você vai passar na frente dos bangalôs de baixo da pousada Fazenda Calá… e, quando já tiver perdido a esperança de encontrar alguma coisa, vai chegar ao restaurante.
Mês que vem a Silvinha vai viajar e o Calá (que é seu ex-marido) vai reformar o casebre — com a promessa de não mudar a cara do lugar.
O restaurante da Silvinha só tem duas mesas, e não tem luz. Tudo é preparado num fogão a lenha na cozinha exígua, “de caboclo”, como diz a Silvinha.
Ah, sim: e não tem cardápio. Você come o que a Silvinha resolveu preparar no dia.
E tudo é uma delícia. Silvinha tem o dom de misturar influências das mais variadas cozinhas — todas exóticas, claro — e quando os pratos vêm à mesa, parece que foram inventados especialmente para comer ali ao lado daquele riozinho depois de um dia ao sol.
Esse era o menu da segunda-feira passada: peixe ensopado com juliana de legumes temperadas com nam pla tailandês; arroz com lentilha (cardamomo, cravo, aniz); abacaxi picadinho com pimenta; chutneys de manga e mangaba; molhinho de maracujá. Antes veio o couvert tradicional da Silvinha: uma espécie de torrada de pão árabe com um molhinho indescritível de zátar.
A sobremesa foi um creme intermediário entre o mingau e o pudim, que a vó da Silvinha, dona da receita, chamava de tabefe. (Já pensou, que delícia? Menino, cê vai levar uns tabefes! Uêba!)
Numa praia onde é difícil achar um prato que saia menos do que R$ 40 por pessoa, o banquete artesanal da Silvinha custa R$ 50 por cabeça. Uma viagem recomendadíssima.























Sylvia,
Já fiquei íntima, estou até trocando figurinhas. Perfeito. Debaixo do meu nariz. Falta de observação minha. Ótimo, agora posso ir, voltar, pular de uma viagem a outra.
Obrigada,
Anna
Riq, tenho mais uma pergunta sobre Boipeba para você…estive pesquisando os preços e a Mangabeiras está acima do meu orçamento (é bem bacana). A Marina de Boipeba e a Santa Clara têm os preços parecidos, e a Vila Sereia praticamente o dobro dessas duas.
Você tem alguma preferida entre as duas primeiras? Ou o upgrade vale a pena no Vila Sereia?
Gente,
Vão lá!
o Rodrigo encontrou um site de um espanhol que vive em Sao Paulo, o Tony, que precisa ser visitado. Na sua descrição ele diz ter uma relação de amor e ódio com a cidade que é a nossa mais pura tradução! Depois, em uma listinha de “Tipicamente Brasileños”, a descrição de uma ducha brasileira é simplesmente impagável
http://www.deviajeabrasil.com/tipico.htm
caí no buraco negro
Gente,
Vão lá!
o Rodrigo encontrou um site de um espanhol que vive em Sao Paulo, o Tony, que precisa ser visitado. Na sua descrição ele diz ter uma relação de amor e ódio com a cidade que é a nossa mais pura tradução! Depois, em uma listinha de “Tipicamente Brasileños”, a descrição de uma ducha brasileira é simplesmente impagável
http://www.deviajeabrasil.com/tipico
Emília, reserve duas noites na Santa Clara e dê uma sapiadinha depois de chegar. Daí você vê se precisa do upgrade ou não… (A Vila Sereia é uma gracinha, mas só valerá o dobro se tiver colchões bacanas, coisa que não sei, porque a pousada estava fechada da última vez que passei por lá.)
Lena, o poço do spam tá vazio… esquisito…
Obrigado pela notícia, Analice! Eu tô completamente desligado das notícias há quase 10 dias…
Riq, obrigada de novo!
Vou tentar de novo…
Vão lã!!
O Rodrigo descobriu o blog de um espanhol que mora em Sao Paulo, o Tony, que vale a visita. Na apresentação dele, ele descreve a sua relação de amor e ódio com a cidade, que é a nossa “mais perfeita tradução”!! Depois, no ítem “Tipicamente brasileño” , ele descreve as duchas brasileiras. É impagável
( http://www.deviajeabrasil.com/autor.htm )
Vou tentar de novo…
Vão lã!!
O Rodrigo descobriu o blog de um espanhol que mora em Sao Paulo, o Tony, que vale a visita. Na apresentação dele, ele descreve a sua relação de amor e ódio com a cidade, que é a nossa “mais perfeita tradução”!! Depois, no ítem “Tipicamente brasileño” , ele descreve as duchas brasileiras. É impagável
( deviajeabrasil.com/autor )
Riq,
tentei mais duas vezes enviar este post com o link para o site que comento, mas não consegui. Então, estou eliminando o link e se alguem quiser acessar o site, é só procurar no blog do Rodrigo
Vou tentar de novo…
Vão lá!!
O Rodrigo descobriu o blog de um espanhol que mora em Sao Paulo, o Tony, que vale a visita. Na apresentação dele, ele descreve a sua relação de amor e ódio com a cidade, que é a nossa “mais perfeita tradução”!! Depois, no ítem “Tipicamente brasileño” , ele descreve as duchas brasileiras. É impagável
Pronto, soltei, Lena! (É que às vezes demora para o poço acusar estar ocupado…)
Lena, eu também vi o site dele pelo Rodrigo e achei muito interessante…o Brasil do ponto de vista de um estrangeiro que gosta do Brasil, mas com pé bem no chão.
Tem umas fotos muito bonitas também.
[...] a Brasil foi mencionado há já vários dias no blog do Rodrigo Purisch, e agora duas leitoras do Viaje na Viagem do Ricardo Freire também mencionaron este blog. Gostaria muito de dar as bem-vindas aos novos [...]
Analice, tomara mesmo que parem de pedir visto pro Japão.
Eu pretendo ir em dezembro e pelo que vi é o porre…
Sen-sa-cio-nal o post! E sensacional também a comida da Silvinha – o tabefe é imperdível; foi o melhor lugar em que almocei em Trancoso – e olha que fui ao Capim Santo e ao Cacau… Mas os três valem cada centavo!
Que saudade de Trancoso!!!
Ricardo, conheceu o Calá? A pousada dele é linda, a melhor vista da região, em minha modesta opinião.
[...] Restaurante da Silvinha, Espelho [...]
Inexplicável… a única palavra q descreve o sabor dos pratos a beleza do lugar… inexplicável de maravilhoso!!!