Fotoblog: Trapiche Gamboa
Eu não saberia chegar sozinho; se o meu amigo praticamente de infância Romildo não estivesse no carro, eu pegaria um táxi. Não que seja assim tão longe — mas o caminho para a Gamboa (ou Saúde, ou seja lá como se chame aquela parte do Centro do Rio para os lados da Praça Mauá) é um pouco ermo demais para o gosto de um forasteiro.
Chegamos ao Trapiche Gamboa às 10 e 35, e não é que o show do Galocantô prometido para as 10 e meia já tinha começado? Dali até as duas manhã, eles fariam três sessões generosas de samba da melhor estirpe, sentadinhos em torno de uma mesa enorme.

Claro que não havia mais lugar para sentar. Meu amigo Romildo perguntou para o garçom se a casa aceitava reserva de mesa.

“É só ligar”, foi a resposta.
“Mas eu liguei hoje a tarde toda e o telefone não atendeu”, retrucou o Romildo.
“Hoje? Ah não, você tem que ligar na terça se quiser mesa hoje“.
Hoje, é bom esclarecer, era sábado.
Arranjamos um lugar para encostar nossos copos (um cantinho do balcão do caixa, com vista privilegiada para o salão), e logo apareceu a Meilin, que tinha avisado aqui no blog que viria.

Foi mais divertido do que todas as minhas noitadas anteriores na Lapa propriamente dita – talvez porque eu tenha curtido muito o repertório do Galocantô (indicado pelo secretário Carlos Minc como uma das “maravilhas imateriais do Rio” numa enquete do Joaquim Gente Boa Ferreira dos Santos).
Me esgoelei numa seqüência dedicada ao compositor a que Maria Bethânia se refere como Buarque.
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito / Exijo respeito, não sou mais um sonhador / Chego a trocar de calçada / Quando aparece uma flor / E dou risada do grande amor / Mentira!
O tempo todo as pessoas não pararam de dançar; mesmo com a pista animada, dava para ver que elas dispunham de um pouquinho mais de espaço do que nos sábados do Carioca da Gema ou do Rio Scenarium.

A propósito, se você acha o Rio Scenarium muito caro, muito cheio, muito turístico ou muito tudo isso ao mesmo tempo, vá logo ao Trapiche Gamboa. Antes que blogueiros inconseqüentes comecem a aparecer munidos de câmeras e divulguem o lugar em posts longos e fartamente ilustrados, ajudando a colocar o lugar rapidamente no roteiro de quem jamais pensaria em ir à Gamboa.
Trapiche Gamboa – R. Sacadura Cabral, 155, Rio. Tel.: (21) 2516-0868.







Dilicia Riq
Alguem ai que nasceu láaa nos 50 sabe me dizer se nos tempos de
antanho esta casa era um restaurante muito concorrido usado pelos
que trabalhavam no centro do Rio ?
A fachada e o endereço me soam familiares , creio que almoçei
muitas vezes ali com meu avô ( eu me sentia o maximo almoçando
naqueles restaurantes cheios de doutores engravatados , com toalhas e guardanapos de linho branco …hummmm )
Já anotei para a próxima ida ao Rio.
Uma boa pedida, complementar, é jantar antes no Restauerante Sentaí
(Rua Barão de São Feliz, 75 – (21) 2233-8358), conhecido como o Rei do Bacalhau e que tem delciosos e fartos pratos portugueses.
Não consegui localizar o Trapiche, mas não deve ser longe do Sentaí, que fica umas três ruas atrás da Central do Brasil, de quem vem da Presidente Vargas.
Sylvia,
Não nasci lááá nos anos 50, mas, como frequentadora assídua do Trapiche Gamboa, posso te dizer que o lugar era um antigo armazém com residência em cima. A idéia inicial era fazer um restaurante na parte de baixo (onde funcionava o armazém), mas a “laje” foi condenada pelos arquitetos, então os donos resolveram destruí-la e deixar um ambiente só. Ficou tão bom assim, que não dá nem para imaginar diferente!!
Essa história eu ouvi (talvez um pouco diferente, a memória não anda lá meio boa) de um dos donos, na época em que a casa ficava beeeem mais vazia, e o Galocantô era só “mais um grupo” tocando nas noites da Lapa.
Aliás, eu sei q ninguém notou, mas como sou esnobe, vou falar mesmo: a frase que deveria comentar aqui era: eu te disse, eu te disse!! É q num post antiguinho, alguém pedia dicas do Rio, eu concordei com todas as do Riq, discordando só qto ao RioScenariu e indicando, justamente, o Trapiche! Momento Tommy total!!!
Riq…
Será que eles já estão recebendo reserva para daqui 3 sábados?
E deixa só o pessoal ler o post, e apaga rapidinho!!!
Heheh…
; )
Que ótima essa historia Marilia
Esse Momento Tommy da Marilia já está registrado nos anais VnV !
Nessas horas me dá um dó de morar no interior de Minas!
Sylvia:
Mudando de assunto (bem, voltando para o MEU assunto de sempre), será que você pode me ajudar? Eu queria saber a parte prática da Tailândia (e Camboja também). Já estou mais ou menos fechando os vôos (agora só depende do agente de viagem confirmar, bangalô três vezes), e eu sei direitinho como reservar hotéis pela internet. A grande dúvida é como ficam os passeios. Você reservou daquI? Deixou pra comprar lá? Comprou em agência (daqui ou de lá)? Pediu pro hotel providenciar? Comprou os transfers ou resolveu na hora? Obviamente, eu não falo tai, mas me viro bem no inglês ou francês, e viajo com o marido. Heeeelp!
Dani , com a lingua nenhum problema todo mundo fala ingles,
) uma lista de coisas fundamentais e imprecindiveis.
pelos menos todo mundo com quem vais precisar falar
Passeios fizemos todos todos sózinhos , nenhum city tour ou similar,
nenhum transfer pré agendado , só táxi.
Escrevi em algum lugar aqui para o Arnaldo ( tem um post chamado
Bangkok ..acho
Dá uma procurada que vais encontrar ..
É logico que precisas saber exatamente onde queres ir , como e quando
( Compra o guia da folha , aquele ilustrado que tem tudo )
Quanto a Angkor é simples mas tem uns truques bem importantes
para não perder tempo , depois eu coloco aqui tá ?
Ah! O único transfer que deves agendar é com o hotel de Siem Reap
para buscar no aeroporto ( só buscar ) , depois eu explico a razão
Amanhã eu coloco os comentarios no post certo tá ? ( Angkor )
Marília:
Meilin, quando eu for o Rio já sei onde a gente vai dançar!
Beijo!
Riq…
Essa dica vou dar só pra você (mentira, já dei pra dois amigos. Vai ao 3º).
Vai ali no meu blog e escuta um cara que descobri (você já o conhecia?).
NAUDO é o nome simples dele. Parece que nasceu em Recife, mas, porque lá é o nordeste e aqui é o Brasil, teve que se mandar…
O violão dele é algo indescritível, porém, pelo que pesquisei, está com dificuldades para lançar um cdzinho, de categoria é claro, pois esses de fundo de quintal, ele dispensa.
Vai lá e veja do que estou falando.
Sei que você gosta de música, e de boa música por sinal, inclusive, divulgando-as por aqui. Aliás, esse cara merece divulgação de boca em boca.
Sabes como é nestes casos de vídeo, né? Clica no “play” e logo no “pause”, espera um pouco, pois assim o vídeo não vai travando, e corre legal.
Podes clicar em qualquer um dele, mas, vai outra dica, começa pelo post “NAUDO – My Love ( Paul McCartney)”, é incrivel!
Aumenta o som!!!
Inté!
Ric, na verdade já há uns quatro anos, está rolando um fenômeno interessante. Como a Lapa está muito badalada, parte dos freqüentadores migraram para as cercanias da Praça Tiradentes e para a zona portuária. Foi quando lugares como o Trapiche começaram a despontar. Assim como aconteceu com a Lapa, não houve promoção oficial e nem na mídia. O mais interessante de tudo foi que a coisa foi feita boca-a-boca. Como vc disse, um dia a mídia vai acordar para o fenômeno e vai transformar a área em uma nova Lapa. Ainda vai demorar um tempo, pois não há estrutura para isso. É difícil até se conseguir um táxi em determinados pontos da zona portuária à noite.
Vc precisa conhecer o carnaval naquela área. A mídia ainda não percebeu que é a parte mais animada da cidade. Muita alternativa, freqüentada principalmente pela garotada que cruza a cidade, vinda da zona sul e até da Barra.
Na próxima vez que vier ao Rio, experimente comer no Gracioso, ali na Sacadura Cabral. Acho que rende um post.
abração
Bom, depois desse post, não vai ter terça que consiga reservar mesa para sábado… só com um mês de antecedência!!!
Daniela, não se preocupe: na Tailândia todo mundo arranha um inglês (meio Cebolinha, é verdade
) e dá para fazer tudo sozinho. O que você vai deixar provavelmente para comprar lá é o passeio para Phi Phi, que vc compra numa das zilhões de agências de Phuket ou Krabi. O resto dá pra fazer tudo by yourself. Os táxis ou transfers do aeroporto também é melhor (e mais barato) acertar tudo lá, é muito simples e eficiente. Em Bangkok, talvez você compre passeios bate-e-volta para o mercado flutuante e para Ayuthaia, que são bem baratinhos e vendidos em cada canto.
Para o Pablo :
O Sentaí e o Trapiche Gamboa, não são tão perto como parecem ser, o Trapiche fica próximo a Praça Mauá e o Sentaí fica perto da Central do Brasil. Apesar de comida boa e farta o Sentaí é mais recomendado para um almoço do que para um programa noturno, tenho a impressão que eles não abrem para o jantar, até porque apesar de estar perto de uma area Palácio Duque de Caxias, sede
Completando já que o meu teclado não me obedeceu :
Apesar de estar numa área militar, Palácio Duque de Caxias, o local não é muito seguro à noite.
Ah Rio de Janeiro!
Esse ano fui no Rio Scenarium, eu pedi tanto para irmos lá porque ninguém queria ir, e estavamos em varias pessoas, inacreditável amigos nossos,cariocas, que nunca tinham ido em nenhuma balada na Lapa, simplesmente diziam não gostar, ser longe (o que longe no Rio?) e que seria melhor escolher outro lugar.
Eu adorei o Rio Scenarium, dançamos muito e foi muito divertido, e a Lapa, ah tudo de bom, e agora mais uma dica ótima!
Fiquei com MUITA vontade de conhecer o Trapiche Gamboa, eu quero….
Adorei o lugar…para se acabar de dançar
Meilin, na próxima vez no Rio, você me leva, hein, hein?
Sylvia e Mari,
Ufa! Agora tranqüilizei (aproveitando pra usar o trema)! É o marido, dizendo que era suícidio a gente ir na cara e na coragem.
Vou procurar as dicas antigas, e espero as de Angkor. É o só os guias que eu comprei pela internet chegarem logo!!
Obrigadíssima,
Dani
Venham logo ao Rio, meus queridos, antes que isso comece a se popularizar e ninguém mais consiga entrar lá dentro. Bjins
Dani nenhum problema com a cara e a coragem na Tailandia e Cambodia,
) as instruções basicas.

é só seguir a risca ( sem discutir
Mas, se resolveres te rebelar tb não tem problema nenhum , apenas
vais perder tempo
Se resolveres pegar um taxi com um motorista que só fala Thai ( 99%
deles) e mostrar num mapa onde queres ir , vais fazer um loongo
passeio e chegar onde ? Não tem como saber
Vou comentar Angkor em
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/08/06/viajando-nos-comentarios-angkor-e-camboja/#respond
Caro Ricardo Freire,
As fotos que ilustram sua matéria estão simplesmente
soberbas. Gostamos tanto que pedimos sua autorização para incluí-las no mural de fotos dos frequentadores e no site da casa.
Muito obrigada pelas gentis referências ao Trapiche Gamboa.
Claudia Alves.
Claro, Claudia! Use à vontade, é uma honra
De forma desagradável, terminei minha noite de sábado na porta do Trapiche. Fui tratado com descaso por tais gerentes/organizadores, os quais se encontravam na porta do estabelecimento, com uma forma de administrar/organizar muito estranha. Dizia a placa: “lotação esgotada”, porém a cada pessoa que saia, os tais gerentes/organizadores chamavam grupos de pessoas, que alí esperavam, para adentra o estabelecimento mediante a um sistema de número/senha em talões. Saia uma pessoa, mas se o número da vez tivesse um talão escrito 5 pessoas, entrava as 5. Ué?! E a lotação esgotada? Sendo que essa situação já havia ocorrido comigo e minha noiva antes, porém, aceitei porque realmente notava-se que a casa estava lotada. Mas no sábado, 03 de maio, notei que a casa não estava tão lotada assim. Esperei na porta, com a minha noiva e meus amigos, das 10:50h até 0h, pegando chuva, por esse descaso, ou talvez, esperteza da administração para tentar obrigar os clientes a chegar mais cedo. Pensem nisso… Esta é uma reclamação em nome de 3 casais de amigos que adoravam se encontrar aos sábados no Trapiche Gamboa.
Desculpe a invasão, gostaria de uma ajuda: qual o nome da música cuja letra aparece acima? Estava procurando em um site de busca uma música cujo trecho que tenho encontrei apenas neste fotoblog: “chego a trocar de calçada quando aparece uma flor”.
Grata
Karlla Bastos
Hoje encontrei a resposta que buscava; o samba se chama “Samba do grande amor”.
Karlla Bastos
[...] Trapiche Gamboa: além de samba de raiz (ao que me consta) muito bom, em algum dia da semana rola uma roda de chor [...]
O Gracioso só durante a semana.Show de bola. E tb tem os Escravos da Mauá.
Patsy e vc foi ao 3 andar do Rio Scenarium ? Tb acho que o Sentaí não abre de noite, não.Quem está na coluna do Joaquim Gente Boa Ferreira dos Santos é o Bruno Agostini daquelas bandas ele sabe tudooooooooooo.
[...] E eu não sou a única a falar isso: o Bruno Agostini fez uma Ode ao Samba, incluindo o Trapiche, no seu blog riodejaneiroadezembro.wordpress.com, clicando aqui você chega lá. O Ricardo Freire, do http://www.viajenaviagem.com , também já deu a dica neste post aqui. [...]
Pablo,
O Senta Aí fica na Rua Barão de Saõ Felix, e não abre pra jantar.
Rei do Bacalhau é outro restaurante tambem bem tradicional aqui no Rio,mas nada a ver com o Senta Aí.
Trapiche é tudo de bom e sempre faço a mesma recomendação sobre o Rio Scenarium. Adorei as fotos e fiquei com uma vontade enorme de tomar uma cerveja gelada, ouvindo o Galocantô.