Abaixo o maraturismo

Uma maratonita em Buenos Aires

Algumas dicas simples para diminuir o stress e aumentar o prazer das suas viagens:

- Vai fazer conexão? Com esse caos aéreo (que não é só brasileiro: é mundial), vale a pena considerar dormir uma noite na primeira escala, antes de seguir viagem. Você deixa as malas no hotel do aeroporto e sai para passear na cidade, sem compromisso. Acaba (re)visitando uma cidade que não estava nos planos, e se poupa de viajar sob o stress de não saber se conseguirá pegar a conexão a tempo. E ainda evita mais uma sessão de espera interminável em saguões de aeroporto.

- Vai fazer uma viagem intercontinental e imediatamente pegar um carro para viajar até o destino final? Não faça isso. Ninguém merece: é exigir demais do seu corpo e do seu cérebro. Durma uma noite na primeira escala, e siga no dia seguinte, com a cabeça fresca e o corpo descansado.

- A viagem de trem leva quatro horas ou mais? Veja se não há um jeito de interromper a viagem no meio do caminho. Você deixa as bagagens no guarda-volumes, sai para esticar as pernas, passear, almoçar, e segue viagem dali a três ou quatro horas.

- Ao elaborar o itinerário, imagine-se em cada momento da viagem. Não, você não merece chegar às 5 e meia da manhã no inverno numa cidade do Leste Europeu depois de uma noite maldormida no trem. E se o seu hotel estiver lotado e não deixar você subir? Eu sei, dali a uns dias você terá esquecido aquelas 4 horas de sofrimento que você vai viver até a cidade começar a funcionar. Mas terão sido 4 horas que você pagou caro para vivenciar — e que poderiam ter sido evitadas.

- Regra de ouro para bate-voltas: se você vai ficar mais tempo no deslocamento (ida + volta) do que no lugar que você foi visitar, o lugar não vale a pena. Ponto.

- Uma tática que diminui radicalmente o stress é você substuir o pinga-pinga (uma nova cidade a cada um ou dois dias) por uma seqüência de bases (uma cidade a cada quatro ou cinco dias) de onde você possa fazer bate-voltas (a lugares a uma hora, uma hora e meia ou no mááááááááááximo, duas horas de distância). O bate-volta elimina um grande stress da viagem, que é o de achar o hotel e se instalar no quarto. Em lugares onde vamos ficar pouco tempo (24 horas ou menos), perdemos nessa operação um tempo e uma energia desproporcionais. Sair de manhã para algum lugar sem malas e sabendo direitinho onde vamos dormir deixa a gente muito mais leve — em todos os sentidos. E a viagem fica bem menos engessada: enquanto nos pinga-pingas você é obrigado a fazer todo o percurso, no esquema bases + bate-voltas você pode cancelar seus bate-voltas sempre que perceber que precisaria ou gostaria de ficar mais tempo na base.

- Outra coisa que você deve se perguntar ao montar um roteiro é: vale o desvio? Às vezes a gente dá voltas enormes e complica todo o deslocamento para ver um lugar bacana, mas que não vai mudar a vida de ninguém — só atrapalhar a viagem. Veja se não há coisas bacanas para ver no caminho natural da sua viagem ou nas redondezas de onde você passar.

- Regra de ouro do dia-a-dia: no máximo duas filas a cada 24 horas! (O ideal é: uma fila por dia, e chega!)

- Tenha sempre um plano B para dias chuvosos. Monumentos, mirantes e coisas que só são bonitas do lado de fora perdem o sentido num dia assim.

- Inclua momentos gastronômicos na sua agenda. Associe seus passeios a almoços ou lanches ou jantares que dêem ainda mais sentido ao seu programa. Claro que não precisa ser alta gastronomia — aliás, a baixa gastronomia é quase sempre mais interessante. Não engula qualquer coisa entre uma fila e outra — isso você já faz todos os dias, entre o turno da manhã e o da tarde no escritório. Procure fazer de cada refeição um momento de prazer e descoberta. Você está de férias!

- Para terminar, vou relembrar outra regrinha de ouro: pare de pensar em tudo o que você não conseguiu ver. Concentre-se em curtir ao máximo tudo o que dá para fazer com o seu orçamento e o seu tempo.

37 comentários para “Abaixo o maraturismo”

  1. Riq, O texto está ótimo e faz com que a gente caia na real que o que vale mesmo é aproveitar ao máximo a viagem. As dicas são de ouro para enfrentarmos viagens em tempo de caos aéreo.

  2. Eu li um parágrafo lá no seu texto que me identifiquei “110%”.

    A chegada a uma cidade do Leste Europeu, com frio, de manhã cedinho, o hotel não te deixa entrar mais cedo, tudo isso depois de uma noite mal dormida num trem…

    Esse mico foi meu, tomara que ajude para que outros não façam a mesma bobagem…

  3. Chato isso de toda vez eu dizer – a cada texto seu, especialmente os filosóficos – que concordo com cada vírgula, especialmente quanto aos “momentos gastronômicos”…

    Mas não me preocupo! Ser influenciado por boas opiniões é tudo de bom!

  4. Regras de ouro, Riq! Me esforço sempre para segui-las, mas nem sempre consigo… :oops:
    Mas, fala a verdade, você consegue cumprir todas elas nas suas viagens? Jura que de vez em quando não apronta uns bate-e-volta que não deveria?

  5. Ha ha, Luisa, a trabalho eu invariavelmente contrario essas regras, porque eu sempre tenho menos tempo do que precisaria para conferir um monte de coisas…

  6. Eu penso que regras não precisam ser seguidas sempre, não. A gente tem que fazer o que estiver com vontade, tem coisas que não tem racional não. Mas o bacana de conhecer as dicas/”regras” é que ao menos quando a gente “apronta”, a gente sabe exatamente o que está fazendo…

  7. Exactly, dear GlobeTrotter. :mrgreen:

  8. Dicas D’OURO Riq :!:
    Posso acrescentar mais uma ?
    DAY- HOTEL : sou fã de passar umas horas num hotel, tomar banho ..
    entre um voo e outro. Seis horas de espera? Day- hotel :D

  9. Vou direto no que mais gostei.

    A regra da fila é sensacional. Uma a cada 24 horas e olhe lá. Tá bom demais. Tem coisa mais chata que fila??

    A outra do bate-volta, no máximo 1 hora e meia, mas que isso vai passar mais tempo no caminho do que no lugar.

    Aproveite as imagens na câmera para curtir onde foi e não fique se lamentando pelos lugares que não pode ir.

    Nem precisa falar que o texto está ótimo, dicas importantes, …………..

  10. Eu sou, graças à Deus, o cara + cansado da face da terra.
    Daqui onde eu moro, até Ariri, onde vou pescar, são 5 hs de viagem, e eu durmo em Registro, pra chegar cedo, descansado, limpinho e de havaianas, rs…
    Momentos gastronômicos, geralmente ( gostaria de saber fazer aquele risquinho no meio do geralmente), quase sempre, são o ponto alto das minhas viagens.

  11. a regrinha das filas foi ótima….

    acho só que podia ter a regra da cervejinha também….risos*

    adorei!

    e eu estou aqui dando tratos à bola à viagem para Aracaju….eu pensava que 10 dias eram muitos….ai, ai!

  12. E, a regra da bagagem? Deixe em casa o que nao for essencial, a não ser que voce viaje de carro?

  13. Por falar em planejamento estou planejando minha RTW …

    Gostaria de saber se alguém tem dica de algum site que faça o cálculo das milhas ponto a ponto. De país a país ou de cidade a cidade. Facilitaria muito meu trabalho. Já procurei na net mas talvez não esteja a par das palavras chaves (mágicas) :-)

  14. Bah ! Ernesto :D Esse é o grande desafio do século 21 ;-)
    Fazer as meninas entenderem o que é essencial numa bagagem :
    um só de cada ? como assim ??
    e os sapatos ? montes de sapatos … :oops:
    Num levantamento de bagagens feito por uma cia aerea o resultado foi:
    brasileiros ( as?) são os carregam o maior peso individual !

  15. Boas dicas Riq.

  16. Luciana, juro que o teu post sai :-)
    Mas já adianto uma coisa — eu dormiria (pelo menos) uma noite em Canindé de São Francisco, viu? O bate-volta é muuuito puxado, e lá tem um dia e meio, dois dias de bons passeios (o cânion, gruta de Angicos, museu arqueológico, a cidadezinha de Piranhas…)
    De lá também dá pra ir a Penedo, atravessar o São Francisco de balsa, ir à foz…
    Eita, depois eu conto. Do feriadão não passa!
    (Vale para os outros atrasados, também!)

  17. Adorei o texto, Riq (pra variar :lol: ). “Maraturismo” é um termo incrível!
    A propósito, acho que não vai rolar postar durante o cruzeiro… O navio é tuuuuuuuuuuudo de bom, mas a internet é caríssima! Tanto que eu tô usando mas num cyber em Manaus mesmo. Prometo posts e comentários na volta, tá?

  18. A dica de dormir na cidade antes de pegar uma conexão é imbatível. Ninguém merece começar umas férias olhando no relógio com medo do avião atrasar 15 minutos porque se isso acontecer você perde o vôo seguinte.

    Além disso, é realmente muito melhor ver menos coisas, mas vê-las bem, do que simplesmente passar sem poder aproveitar os locais.

  19. Riq, ADOREI o neologismo! :-D

  20. Ha ha, normal, Mari! Aproveite! A gente linka na volta, então :mrgreen:

  21. Tentativa de resumir o post inteiro em duas palavras: bom senso! ;-)

    O texto está sensacional, Riq, e concordo 100% com o Gira: não é que a gente nunca vá quebrar as regras… Mas ao menos vamos escolher quebrá-las conscientemente! :D

  22. Ricardo,
    lembrei-me de uma viagem a Argentina (ótima, por sinal) que fiz em 1998. Não era nem a primeira nem a segunda viagem a Argentina, mas, aquela foi especial. Pois, foi a primeira que fiz com o meu filho mais velho. Como o gurí era pequeno, houve varios programas que nós evitamos.
    Resultado: quando voltei, um colega me perguntou se tinha feito um determinado programa. Quando respondi que não, ele disse: “perdeste lo mejor”.
    Por isso, achei ótima a dica de curtir tudo o que der da viagem e esquecer o que não deu para ver. É bem mais saudável.

  23. Riq, ( eu prefiro Ric, posso?), sempre aprendo com vc. Esse texto já está guardado no arquivo VnV. Muiiiiiiito bommmmm.

  24. Dicas simples, preciosas, geniais….

  25. Ricardo, também adorei o texto, como disse a Carla Portilho, bom senso total, mas que a gente sempre esquece de usar em diversas situações. Adorei o último parágrafo, num momento que acabei de retornar de uma viagem em que havia desejado (não chegou a ser planejado) ver várias localidades, e acabei fazendo o que não imaginei que faria por 5 dias ( os Parques de Orlando) e adorei – não me arrependi do que não deu para fazer, isso só me motiva a querer voltar e ver o que não deu dessa vez…

  26. Os japas são os campeões mundias de Maraturismo – é muito fácil aqui ver anúncios tipo: Roma Paris e Londres, 8 dias por XXX.
    Outro dia vi um anúncio na TV dizendo: “Super promoção! Pacote para Taipei, 3 dias, 30,000 ienes. Pacote para Bangkok, 3 dias, 30,000 ienes. Pacote para Taipei e Bangkok, 3 dias, também 30,000. Imperdível”. Agora me diz, como se faz Tokyo – Tapei – Bangkok – Tokyo em 3 dias?
    O ruim é que os brasileiros que moram aqui também estão ficando assim…

  27. ADOREI!!! Essa lista é prá guardar junto c/o passaporte! Riq, tô embarcando na 3a praquela viagem de sonho, prá Cocoa, onde pretendo colocar todas essas suas dicas em prática, além daquela especial prá lá: faça nada muito bem feito!!! Prometo contar na volta como foi e te mandar fotos.
    Bjs, e até a volta.

  28. Boas Maldivas, Lu! Já estamos babando pelo relatório! :mrgreen:

  29. Riq, vc como sempre perfeito ;)

    Fui até Colônia ontem e voltei hj ! Vou fazer um mini post relatando depois… o interessante dessa viagem foi o seguinte: nos iamos de trem, na hora que estavamos saindo de casa pra ir pra Gare du Midi recebemos um sms da Thalys informando que nao havia trem para a viagem devido a greve na França !!!! Como ja estavamos no carro, resolvemos dirigir até Colônia (o que acabou sendo mais rapido que o trem, ja que o trecho Bruxelas-Koln nao é high speed ainda… e levando em consideraçao o tempo de deslocamento casa-estaçao_hotel…).

    Dai fiquei imaginando: e quem esta de turismo, com tudo esquematizado e acontece isso ?

  30. Salta um plano B rapidinho :mrgreen:

  31. Nepal – EVEREST COM GUIA BRASILEIRO – Trekking Kalapatthar & Campo Base do Everest

    21 dias – 10 de outubro

    Namaste! “o Deus que está em mim saúda o deus que está em você” esta é a saudação corriqueira neste país que além de belas paisagens e grande riqueza cênica, apresenta um povo simpático e altamente receptivo para com os turistas que se aventuram por alguma de suas trilhas. São muitas as opções no país que possui 8 dentre as 10 maiores montanhas do mundo, todas na cadeia de montanhas do Himalaia. Nosso objetivo neste trekking é o Kala Patar, uma montanha com 5.600 metros de altitude a apenas 8 quilômetros do Monte Everest, de onde teremos uma vista indescritível da região.Durante as caminhadas faremos visita a monastérios e teremos contato com as populações tradicionais e o encontro com trekkers e alpinistas de todo mundo. Durante todo o trekking conta-se com toda infraestrutura de apoio necessária, incluindo carregadores e guias qualificados. Além disso, uma série de precauções são tomadas para tornar esta experiência inesquecível, permitindo uma boa adaptação dos participantes à altitude. Para pernoites e refeições, utiliza se casas de moradores selecionadas, em um estilo de viagem com inteiração e envolvimento comunitário no processo de desenvolvimento turístico da região. Tudo isso com o acompanhamento de guia brasileiro, desde o embarque no Brasil até o final da viagem (para grupo a partir de 5 pessoas), além de guias locais especializados e experientes em alta montanha.

    ROTEIRO

    10/10 – SÃO PAULO / KATHMANDU
    Apresentação no aeroporto internacional de Guarulhos com pelo menos 3 horas de antecedência do vôo para embarque com destino final a Kathmandu. Os paises de conexão podem variar de acordo com a confirmação do seu vôo.

    11/10 – EM TRANSITO

    12/10 – KATHMANDU (1.300)
    Chegada em Katmandu e recepção calorosa no aeroporto com uma saudação nepalesa de boas vindas. Durante o trasfer para o Hotel, não se esqueça de apreciar as montanhas cobertas de neve ao Norte, pois a abundância de gente e motos pode desviar a sua atenção. Passamos por um mercado composto por um colorido único com diversas pessoas ao redor que impedem a boa circulação dos carros. A cidade milenar ainda conserva as maravilhas da idade medieval e suas tradições. Acomodação em Hotel 3* no bairro turístico de Thamel e saída para uma caminhada de reconhecimento pela cidade com visita ao Templo Pashupatinath (este é o templo hindu de maior importância no Nepal e também um dos mais importantes templos ao Deus Shiva, atraindo milhares de devotos) e a Stupa Bodhnath (esta é a maior stupa – templo budista – do Nepal e uma das maiores do mundo). Pernoite.

    13/10 – KATHMANDU / NAGARKOT (2.000)
    Após o café da manhã vamos conhecer os principais atrativos de Katmandu que são os templos. A religiosidade e o excelente convívio entre diferentes religiões, são traços marcantes do povo nepalês. Neste dia, visitaremos templos hindus e budistas, além da Durbar Square, a praça do antigo palácio real, que apresenta um lindo conjunto arquitetônico. A tarde, traslado em veículo fretado em direção à vila de Nagarkot, localizada na borda do Vale de Katmandu e que propicia vistas espetaculares da cordilheira do Himalaia. Acomodação e pernoite em Nagarkot.

    14/10 – NAGARKOT / BHAKTAPUR / KATHMANDU
    Após o nascer do sol de frente pro Himalaia, vamos descer em direção de volta a Katmandu em veículo fretado. No caminho, visita na cidade histórica de Bhaktapur, local que até a unificação do Nepal, era um reino independente. Diferente de Katmandu, a cidade medieval de Bhaktapur não foi afetada pelo modernismo. Das cidades do Vale, é a mais medieval e explorar suas estreitas ruelas e sua lindíssima Durbar Square é uma experiência inesquecível. Chegada em Kathmandu, acomodção e pernoite.

    15/10 – KATMANDU / LUKLA (2.900) / PHAKDING (2.650)
    Após o café da manhã vamos até o aeroporto de Katmandu onde faremos um vôo de 45 minutos em direção à Lukla (2.900 metros) de onde iniciaremos nosso trekking. O vôo com certeza será uma das lembranças marcantes da viagem devido à linda vista que temos do Himalaia. Lukla é um ótimo ponto de partida, pois além de propiciar uma fantástica vista das cadeias montanhosas, permite um primeiro contato mais próximo com modo de vida local. Vamos fazer uma caminhada de 2 horas de duração até Phakding (2.650 metros). Esse é um dia fácil para começarmos a nos adaptar ao o ritmo de caminhada. Pernoite em Lodge. Durante todo o trekking, todas as refeições estão incluídas.

    16/10 – PHAKDING (2.650) / NAMCHE BAZAR (3.450)
    Hoje vamos fazer uma caminhada com 6 horas de duração até Namche Bazaar (3400 metros), maior vilarejo do Khumbu. É uma caminhada super agradável através de uma floresta de pinhos, onde cruzamos o Rio Dudh Khola sobre pontes suspensas, avistamos vilarejos de Sherpas (principal etnia dos habitantes da região do Everest) entre as montanhas, e teremos a primeira vista do Everest. Esse é um dia razoavelmente difícil, pois é apenas o nosso segundo dia e a diferença de altitude é grande, mas as vistas dos vales e do Everest ao longe, fazem o esforço valer a pena. Pernoite em Lodge.

    17/10 – ACLIMATAÇÃO / NAMCHE BAZAR (3.450)
    Hoje nosso dia é dedicado a Namche para que possamos nos aclimatizar para dar continuidade ao nosso trajeto até Tengboche. Namche está escondida entre dois cumes no meio dos picos gigantes do Khumbu. Entre nossas opções de caminhadas para climatização estão a caminhada até o Hotel Everest acima de Namche para ver o pôr do sol caindo sobre as montanhas Ama Dablam, Nupste, Lhotse, Everest e muitas outras, e a caminhada no vale de Thame em direção ao norte. O vale Thame nos conduz ao Nangpa La, passagem marcada como o portão de entrada para o Tibet. Há ainda tempo para curtir a cidade e os suvenirs que poderá levar de lembrança quando retornar a cidade. Pernoite em Lodge.

    18/10 – NAMCHE BAZAR (3.450) / TENGBOCHE (3.900)
    Hoje é um dia tranqüilo, vamos caminhar umas 6 horas. O percurso é repleto de belíssimas paisagens. Seguimos na direção leste, descendo e fazendo a travessia da ponte que atravessa o rio Imja em Phunki. Durante nosso trekking temos boas vistas do Everest e do Lhotse. Conheceremos Thyangboche, o maior monastério da região, construído por volta de 1916. Na periferia do monastério você pode ver a marca do pé do Lama Sangwa Dorje (o Lama mais célebre de todos) em pedras de 500 anos atrás. Aqui temos não só uma boa vista do Everest e Lhotse, mas também temos a vista clássica do Ama Dablam. O pôr do sol nesta região é impressionante. Pernoite em Lodge.

    19/10 – ACLIMATAÇÃO / TENGBOCHE (3.900)
    Hoje nosso dia novamente é dedicado a aclimatação e descanso antes de darmos continuidade ao trekking. A cidade proporciona bela vista do Ama Dablam, Everest e outros picos. Pernoite em Lodge.

    20/10 – TENGBOCHE (3.900) / DINGBOCHE (4.400)
    Caminhada de 6 horas. Na primeira hora do dia passamos pela vila de Pangboche, onde há um antigo monastério. O monastério esconde relíquias e o manto do respeitado Lama – Sangwa Dorge. Após o almoço continuamos ganhando altura apenas gradualmente, até Dingboche. Pernoite em Lodge nesta pitoresca vila Sherpa.

    21/10 – ACLIMATAÇÃO / DINGBOCHE (4.400)
    Hoje nosso dia é dedicado para nossa aclimatação. Os dias de descanso são essenciais neste momento, porque à medida que vamos ganhando altura precisamos nos adaptar a altitude. Mas para quem estiver se sentindo bem, há várias opções para ocupar o seu tempo livre como uma pequena subida em direção ao norte para ver o Makalu com 8.483 metros entre outros. Outra opção seria caminhar em direção ao vale Imja e subir o Chhukung Ri com 5.500 metros. Estes passeios têm duração de 2 / 3 horas dependendo do ritmo de cada um. Pernoite em Dingboche.

    22/10 – DINGBOCHE (4.400) / PHERICHE (4.200) / LOBUCHE (4.950)
    Hoje o trekking segue pelo Vale Khumbu para um pequeno povoado em Dugla. Logo após, passamos por um memorial feito para os vários Sherpas que morreram em tentativas de escaladas ao Monte Everest. A trilha segue pelo lado oeste do Khumbu Glacier até Lobuche, o último abrigo da rota para o acampamento base do Everest. Pernoite em Lodge.

    23/10 – LOBUCHE (4.950) / GORAKSHEP (5.160)
    Pela manhã, caminhada de 2 horas e meia de duração até Gorak Shep. Pernoite em Lodge em Gorakshep.

    24/10 – GORAKSHEP (5.160) / KALAPATAR (5.600) / LOBUCHE (4.950)
    Hoje o dia contará com longas caminhadas. Começaremos a caminhar bem cedo, deixando Gorakshep em direção ao Kalapatar. Aos 5545 mts teremos uma vista inesquecível: O Monte Everest, bem diante de nós, imponente, marcando a fronteira Nepal/Tibet. Chegada no final do dia em Lobuche, jantar e pernoite em Lodge.
    Opcional Campo Base: Para quem preferir, neste dia há a opção de caminhar aproximadamente durante 5h, em um percurso inacreditável entre blocos de gelo maiores que uma casa e pequenos lagos congelados, que nos conduz ao Everest Base Camp (5.364), de onde partem os alpinistas rumo ao cume da mais alta montanha do mundo.

    25/10 – LOBUCHE / PANGBOCHE (3.985)
    Após o café da manhã iniciaremos a descida do vale à margem do glaciar de Khumbu, passando por Pheriche. Nossa caminhada terá duração média de 5h. Chegada em Pangboche, acomodação e pernoite em Lodge.

    26/10 – PANGBOCHE / KHUMJUNG (3.660)
    Café da manhã e descida de 5h até Khumjung; uma tranquila aldeia situada às margens dos circuitos turísticos. Khumjung é também um povoado muito bem ordenado, e seu povo usufrui de um nível de vida acima da média do Nepal. Pernoite em Lodge.

    27/10 – KHUMJUNG / MONJO (2.835)
    Café da manhã e continuação da trilha até Monjo. Pernoite em Lodge.

    28/10 – MONJO / LUKLA (2.900)
    Após o café da manhã inciaremos nosso último dia de caminhada no sentido de Lukla, destino final do nosso trekking! Chegada, acomodação e pernoite em Lodge.

    29/10 – LUKLA / KATHMANDU
    Neste dia procuramos embarcar no vôo mais cedo para Kathmandu. Na chegada faremos um transfer ao Hotel e o dia será livre para possíveis atividades e descanso. Recomendamos fazer vôo de balão (não incluído) sobre o Vale de Katmandu, um maravilhoso vôo de 1 hora de duração em um balão com capacidade para 10 passageiros, com vistas maravilhosas dos vilarejos do Vale e das montanhas do Himalaia. O programa tem duração aproximada de 3 horas. Pernoite.

    30/10 – KATHMANDU / SÃO PAULO
    Café da manhã e tempo livre para compras e passeios pela cidade. Em horário apropriado, transfer para o aeroporto para embarque de retorno ao Brasil.

    O ROTEIRO PODERÁ SER ALTERADO DE ACORDO COM CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E/OU POR MOTIVOS ALHEIOS A NOSSA VONTADE.

    Preços por Pessoa em US$

    Somente Terrestre à partir de Kathmandu
    Opções de acomodação Triplo Duplo
    Conforme roteiro 2.357,00 2.357,00 . .
    o cambio a ser utilizado é o dolar VTM venda do site http://www.cotacao.com.br

    Adicional Aéreo São Paulo / Kathmandu / São Paulo
    Companhia Aérea a partir de
    Qatar Airlines – tarifa promocional 1.850,00 . . .

    Serviços Adicionais

    Seguro Viagem – ISIS – Plano Budget com cobertura Plus 142,00 . . .

    ro querendo ir e começar a me preparar para o ano que vem, nenhum amigo de confiança aqui do Rio se arrisca , alguém quer tentar ????????

  32. Totalmente de acordo com os “mandamentos”.Com o passar do tempo a unica coisa em que exagero no planeamento é na pesquisa de alojamento e claro,nas aventuras gastronómicas/etílicas…off topic:que inveja dessa vossa proximidade de Buenos Aires!A única vez que lá fui foi há 15 anos(!), no tempo que que a Argentina era impossivelmente cara por causa da paridade com o dolar.Mesmo assim adorei!Achei hilariante a sua descrição do Viejo Almacen.Para mim, que sou músico, é uma campanha importante alertar para o “lixo” que é servido a turistas!

  33. Eu adoro viajar, mas com toda minha ansiedade vivo quebrando essas regras, apesar de saber que não estou no caminho certo.
    Parabéns pelo texto!!!

  34. Estou planejando levar meu carro pra Europa, vc tem dicas de procedimento? Parabéns pelo blog!

  35. Ótima ideia de dar um “up” nesse post na primeira página, Riq.

    Já sugeri esse post várias vezes para conhecidos e membros de uma comunidade do Orkut da qual participo.

    Um dia desses, conheci (online) uma garota que vai passar um dia quase inteiro em Londres aguardando conexão (chega a noite, parte no outro dia seguinte à noite) e se definiu totalmente estressada porque não consegue chegar num consenso sobre o que fazer em 24h. Ela me disse que já tinha gasto uns 2 ou 3 finais de semana inteiros tentando programar 1 dia em Londres, com tudo cronometrado, mas estava à beira de um ataque de nervos pq cada site diz uma coisa, pq o tempo pode atrapalhar.

    Sugeri que ela fosse dormir em uma região central legal e gastasse parte do dia andando, e nada mais. Ela achou um desperdício, sabe-se lá quando volta a Londres etc. etc.

    No fim, ela ficou em um hotel perto do aeroporto, passou o dia vendo TV e tomou o vôo de volta. Disse que estava mentalmente esgotada e entrou em pânico quando acordou com 1h de atraso e viu seu roteiro militar ser comprometido. Teve uma crise nervosa e não saiu do hotel até a hora e ir pro terminal.

    Para mim, esse caso foi o epíteto do maraturismo.

  36. Não sei se é por me identificar tanto com suas idéias Riq, ou se é simplesmente porque tudo o que vc disse faz todo sentido, mas concordo geral!!!! boas viagens não precisam ser sofridas, às vezes os detalhes que marcam e fazem de um lugar tão especial nem vai ser o tal lugar que todos foram e vc não… o que vale é aproveitar :)

Comentódromo