10 razões para viajar slow

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Passei as últimas semanas revisando o 100 dicas para viajar melhor, que vai ganhar uma edição atualizada ainda neste semestre. A editora me pediu 10 dicas extras para esta edição. Peguei o mote e resolvi fazer 10 listas de 10 diquinhas; são como se fossem 100 dicas a mais mrgreen  Nessas 10 listas, misturo algumas dicas objetivas com pensatas. Esta listinha foi uma das que eu mais gostei.

slow

10 razões para viajar slow

1 É mais barato. O deslocamento é um dos fatores que mais encarecem uma viagem. Quando você vai devagar, o seu escasso tempo e o seu precioso dinheiro são melhor aproveitados.

2  Você não precisa voltar. Uma coisa é voltar a um lugar porque adorou. Outra, bastante diferente, é voltar porque não deu tempo para ver o que precisava.

3 É mais gostoso. Acordar num horário civilizado, não ter hora para dormir, poder esperar o tempo abrir para fazer esse ou aquele passeio – tudo isso é privilégio de quem viaja sem pressa.

4 Você deixa espaço para a surpresa. Todo lugar é muito mais do que os cartões postais. Mas se você vai com horário cronometrado, só tem tempo para o city-tour.

5 Você faz suas próprias descobertas. As melhores lembranças de viagem são  de coisas que você descobre sozinho, depois de algum tempo no lugar. (E quanto mais informado você viaja, melhores são essas descobertas.)

6 Você vira um expert. A principal diferença entre um turista comum e um autor de guias é que o autor de guias fica mais tempo nos lugares do que o turista comum.

7 Você aproveita a estrada. Não dá para aproveitar a paisagem a 130 ou 200 por hora – até porque as auto-estradas e trilhos rápidos não costumam ser panorâmicos. Sempre que possível, pegue a rota mais lenta – e pare ao menor indício de que vai valer a pena.

8 Você tem insights. Se você parar para pensar, vai ver que durante uma viagem é sempre gostoso parar para pensar.

9 Serendipity. Sem equivalente em português, esta expressão designa o acaso sereno que nos abre os caminhos mais interessantes. Só quem tem tempo está sujeito a seus (bem-vindos) caprichos.

10 O tempo é o maior dos luxos. Você nunca teve inveja dos vagabundos, que não têm hora para voltar? Pelo menos nas suas férias, seja senhor do seu tempo, e você vai se sentir rico.

57 comentários

Ernesto, o  pato

Riq este é bem o espirito da nossa viagem!

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Riq, tô contigo 100%. E continuemos a viajar slow, que é uma delícia! grin

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Tem algo mais espetacular do que Serendipity ?
Vou adotar esse nome na proxima "encadernação " lol wink

Camilla
CamillaPermalinkResponder

tenho certeza que meu espírito é slow!!!! e pude comprová-lo quando comecei minhas viagens.
dentre todas as razões para essa atitude slowtravel não precisar voltar pq perdeu alguma coisa e virar um expert são as melhores grin

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Viagem tem que ser feita assim. Sem correria, sem pressa, aproveitando, podendo dar-se ao luxo de não fazer nada senão caminhar pra lá e pra cá, tomar um café quando der vontade e ver a vida (local) passar.

Hugo Loureiro
Hugo LoureiroPermalinkResponder

Este é meu sonho, creio que de todos os viajantes. Mas infelizmente ainda não consegui resolver a equação que diz que quando se tem tempo não tem dinheiro, quando se tem dinheiro não tem tempo, e quando se tem dinheiro e tempo não tem disposição ou saúde.

Marcio Nel Cimatti

Acabou de me clarear as idéias!! Eu gosto mesmo é de Viajar Slow!

Para fotografar então é o que há de melhor! Dá para aproveitar o fim de um dia, o nascer do outro, chuva, sol, etc.......

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Eu gosto desta tradução para serendipity:
'O dom de fazer descobertas felizes por acaso'.

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Adoravel!!! Procuro sempre viajar nesse estilo - depois que a gente descobre, nao aceita mais outro tipo de viagem, ne?
E estou com a Sylvia: nao tem nada mais encantador numa viagem que Serendipity - e como essa palavra apareceu na minha frente essa semana!!! Acho que eh algum sinal... mrgreen

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

E eu que achava que Serendipity era o restaurante que eu tinha idoa em NY...

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Tem (tinha ?) uma Serendipity , cheinha de inutilidades indispensáveis em Bzaires , e quando eu entrava , o maridão já sabia : ia pro Freddo ler o jornal e tomar sorvete .. wink

Vivi
ViviPermalinkResponder

Adorei todas, mas principalmente o nº5, pois lembrei qdo sem querer em Paris eu e meu marido encontramos o Arco do Triumfo caminhando pelas ruas sem rumo...
Bjão

Silvia Oliveira - Matraqueando

Melhor foto do que esta para ilustrar o post, não existe! wink Abs!

JULIO CORRÊA
JULIO CORRÊAPermalinkResponder

Me lembrou a minha fase hippie nos 70. Chegava numa cidade, se gostava, ficava. E concordo plenamente contigo.
abração

Carol C
Carol CPermalinkResponder

Nossa como eu adoro viajar slow... tão bom... me sentir em casa.
Serendipity é (ou era) um café de NY e que aparece no filme de mesmo nome(Escrito nas estrelas). Como seria bom que a história do filme sempre fosse possível. Acontecimentos do acaso!!!
Delicia de vida viu!!!

Maria das Graças

Viajar devagar, para pouquissimos lugares na mesma viagem, sem obrigação de visitar cartão postal e sem me sentir obrigada a tirar zilhões de fotos para mostrar aos amigos foi a minha opção desde a minha primeira viagem. A partir da internet tudo ficou ainda melhor pois monto a minha viagem e faço as minhas reservas.

douglas
douglasPermalinkResponder

aos vianjandoes, tem promo azul e tam 8 e 9 , gol ainda não

douglas
douglasPermalinkResponder

melhor é viajar cheap

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Sou totalmente a favor dos movimentos Slow - food e travel. É até uma posição de resistência...
Eu tenho uma pergunta: o cara que, como eu, tem cidadania italiana, encontra facilidades ao visitar a Europa, especialmente Itália?

douglas
douglasPermalinkResponder

slow e cheap

Cibi
CibiPermalinkResponder

Viajar slow, serendipity....este jeito de viajar me lembra muito o flanar (o flâneur): sair sem destino e descobrir ao acaso preciosidades que somente com a tranquilidade e o espírito livre da ansiedade de cumprir maratonas turísticas são possíveis de ser vislumbradas....e vividas!

Carlos Nascimento

Este post me remeteu aos meus tempos de mestrado em Girona, enquanto os meus colegas mal esperavam chegaro final de semana para embarcar rumo a um cidade qualquer nas asas da Ryanair eu ficava por ali deambulando, pelas muralhas, montanhas, museus vielas, até que ao final de um dia acabei em um cinema assistindo Serendipity a convite de umas colegas locais.
Riq - lembra do pague se quiser, pois é chegou ao Brasil está lá no Panrotas:
A Pousada Frangipani, no município de Brotas, a 242 quilômetros da capital paulista, em comemoração aos três anos de operação, lançará no próximo mês a tarifa flex. O hóspede, depois de desfrutar da estadia, avalia itens como infraestrutura, serviço oferecido e café da manhã e os classifica como muito satisfatório, satisfatório ou insatisfatório. Após a eleição, o cliente define o valor que deve ser pago pela diária, considerando o limite de R$ 300. Se decidir não pagar, a pousada garante a saída do turista sem dificuldades.(...)

jpsoares
jpsoaresPermalinkResponder

Luciana, se você tem cidadania italiana,é uma cidadã da União Europeia,e neste caso do espaço Schengen.
Ou seja, tem livre circulação em toda a Europa e direito a assistência hospitalar em qualquer país da União. Também pode votar em Itália, mas por favor evite o Berlusconi, a cotação dele só está alta entre os mafiosos smile

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Rsrsrsrsrs... não quero nada com ele e suas trapalhadas não... Queria saber se especificamente nessa área de viagem/lazer há alguma vantagem.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Meu sonho é um dia ir para a pousada do Toque sem a passagem de volta. Só comprar quando sentir saudades de casa...

Helo
HeloPermalinkResponder

Adoraria viajar sempre assim, porém o fator limitador de dias de ferias por ano vai minando muitas vezes as viagens no estilo slow! O que eu tento fazer é planejar muito bem a viagem, resevando hoteis o maximo aconchegantes pelo valor e bens localizados e passagens com antecendencia, ainda mais porque eu e o meu marido não falamos muito bem linguas! Compro livros e guias sobre a região, seleciono os restaurantes interessantes, procuro descobrir os melhores dias e horarios para visitar os pontos de interesse, faço o possivel para ficar pelo menos dois dias livres nas cidades e de conhecer cidades pitorescas, além da capital. E sofro muito selecionado as cidades quero colocar o pezinho e refazendo o roteiro quando descubro um lugar imperdível...

Fabio Brito - PsychoPenguin

Na última viagem de férias a gente acabou indo bem slowwww na Argentina. Acabamos descobrindo lugares muito interessantes como um restaurante peruano com cara familiar, ou ainda se familiarizar com a rotina noturna de um café na Av. de Mayo em Buenos Aires, a ponto de conhecermos os frequentadores assiduos do local. smile

Pena que nem sempre dá pra ser assim, afinal não é a qualquer momento que se tem 30 dias disponíveis pra passar longe de casa e do trabalho. Fora das férias a gente tem que se contentar com as fast-travel de fim de semana.

Abraços!

Thereza
TherezaPermalinkResponder

acho q e slow é a melhor forma de viajar ... o problema é q nem sempre a gente consegue.Bom ... estou aqui p/ pedir dicas aos companheiros do VNV ... vou à Portugal(pela primeira vez) em out , vamos ficar 10 dias ... vocês podem me ajudar no roteiro...o que fazer nestes dias ... será q fica muito apertado ir até o Porto ?? agradeço muito a vocês...um abraço...Thereza

Raquel
RaquelPermalinkResponder

Concordo que uma viagem no espírito slow é a única forma de se incorporar ao lugar. Aproveito para confessar que tenho dicas de uma viagem a Europa, ainda no início de 2008, que redigi especialmente para passar para vc. Não consegui encaminhar na época (acho que vc estava no blog da abril...) e tb não tinha o seu email. Só hje reencontrei seu blog e vou tomar a liberdade de colocar algumas dicas aqui. Se não for o espaço adequado, fique absolutamente à vontade para deletar, recolocar ou coisa que o valha! A intenção é devolver toda a ajuda que recebi, quando planejava a viagem, no seu blog. Grande abraço,

Chegando em Milão – Aeroporto Malpensa

- Sair do desembarque, virar à esquerda, andar 100 metros e sair do aeroporto. Virar à direita e pegar um dos ônibus (6 euros).
Descer na estação central (tem metrô e trem)
São 50 minutos

- Para comprar trem para Veneza: comprar bilhetes em caixas automáticos da estação com cartão de crédito. Suba as escadas e procure os painéis em que estão registradas as partidas e chegadas.
Papel branco – chegada; amarelo – partida. Ver o número do trem e o destino/horário. Descubra o binário (número do embarque)
É preciso convalidar na máquina ao lado.
Ver no ticket o número da carrozza e o assento.

Raquel
RaquelPermalinkResponder

Outra dica:
Toledo - Para ir:
Pegar a linha 1 em Madri, na estação sol e descer na estação Atocha Renfe.
Sair da estação do metrô, atravessar a rua e entrar na “Puerta de Atocha”. Comprar o ticket no andar de baixo, subir e embarcar. O portão de embarque do trem é anunciado na hora.
Depois de entregar o ticket, desce uma escada e acha o “coche” (o vagão do trem) pelo número. Neste vagão, encontra a cadeira.

Em Toledo: Quando desembarcar em Toledo, vá até o interior da estação e compre o bilhete de volta. Há um trem às 19:30 e outro às 21:30 hs.
Saia da estação, vire à direita, saia do pátio de estacionamento e 50 metros adiante haverá uma parada de ônibus. Pegue a linha 5 ou 6 e desça na Praça Zocodover (Plaza Zocodover).

Para voltar à estação: Na Praça Zocodover, pega o ônibus 5 que leva à rodoviária e à estação de trem.

Paris: Linha 6 / Trocadero: para ver a Torre Eiffel de longe.
RER B (9,30 euros)
– Charles de Gaulle
- Orly (Antony)

Raquel
RaquelPermalinkResponder

Dicas gastronômicas:

Em Milão - Ristoranti 13 Guigno
Via C. Goldoni, 44 02.719.654
(Maitre cantando; risoto de frutos do mar, sobremesa maravilhosa)

Em Paris – L’Epi Dupin
11, rue Dupin - 6e arrondissement de Paris
(a melhor experiência gastronômica de toda a viagem – para um valor mais acessível, vale investir no almoço; fica perto da Rue des Sévres c/ Rue du Bac)

Raquel
RaquelPermalinkResponder

Por fim, algumas dicas de Programas legais:
Em Veneza: Ópera La Bohéme (Puccini) – Teatro Fondamenta Nove.
Em Barcelona: Jam Session no Jamboree
Em Lisboa: Dançar na boate Lux
Em Roma: Missa do Galo (é preciso convite)
Em Paris: Reveillon no Kiosque Flottant, com saída no Quai François Mauriac (reveillon em um dos barcos no Rio Senna me pareceu a única alternativa razoável na cidade para essa noite)

clara lopez
clara lopezPermalinkResponder

O hugo loureiro tem toda razão, mas sem saúde não dá pra viajar fast nem slow... então, saúde primeiro, sempre, o resto a gente provê.
abraço,
clara

bernardette amaral

Adorei a definição do Zé Maria para Serendipity, muito poética. As dicas nem preciso dizer que são ótimas, ja estou no aguardo dessa segunda edição . Realmente viajar slow é muito mais prazeroso, seja trinta dias ou em um fim de semana, eu sempre digo para as pessoas que me pedem dicas, viagem é para relaxar e aproveitar, caso contrário não tem a menor graça, ficar correndo de um lado para outro cheia de horários, qual é a diferença para o meu dia a dia.

rooteza » Blog Archive » Recomendações para August 8th

[...] 10 razões para viajar com calma – O Ricado Freire, do Viaje na Viagem, dá 10 dicas interessantes demonstrando porque vale a pena viajar devagar e sem pressa (quando o tempo disponível permite ). Leitura altamente recomendável. [...]

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Eu tenho que confessar que, ansiosa que sou, passei por um tratamento de desintoxicação para começar a viajar slow! E mesmo assim ainda tenho umas recaídas de vez em quando - a última em Abril, pros EUA, uma correria! Mas as melhores lembranças e as passagens mais memoráveis são sempre aquelas dos lugares em que pude curtir bem tranquilamente e me dar o luxo de não visitar lugar nenhum durante um dia inteiro!

Tatiana
TatianaPermalinkResponder

Poxa vida, deve ser uma delicia mesmo viajar assim, pena que minhas viagens sao sempre na correria.... Mas com certeza nos lugares mais marcantes vou voltar e vai ser com toda a paciencia do mundo!
Beijos,

Bruno Costa
Bruno CostaPermalinkResponder

Olá Riq e tropa! Acabei de voltar da minha viagem à Europa e queria compartilhar com vcs alguns comentários sobre a viagem e lugares que fui. Interagi pouco com vcs aqui neste blog, até pq fiz um trabalho de pesquisa grande nele e vi que praticamente todas as minhas dúvidas já haviam sido respondidas ?.
Comecei a viagem por Barcelona. Passei lá quatro noites. Recomendo ficar em Barcelona pelo menos uns 4 dias inteiros. Acabei ficando três por conta do horário de vôo que sofreu alteração e acabei perdendo um dia lá ?. De programação extra lá eu recomendo o barzinho “la esquinica”. Fica no Paseo Fabra i Puig. Uma amiga nossa que mora lá em Barcelona nos levou lá e adorei. O melhor custo/benefício para se comer tapas em Barcelona. Uma diversidade enorme e qualidade muito boa. E não é turistão. Agora recomendo chegar cedo, pq tivemos que esperar uma hora na fila. Mas valeu a pe na mesmo assim.
De Barcelona, fomos para Veneza. Passamos lá duas noites. Achei tempo suficiente. A cidade é linda, mas nessa época é muito muvucada. Principalmente em finais de semana, que foi o nosso caso. Ficamos no hotel Rossi. Um hotel bem simples mas com bom atendimento. O hotel fica em Veneza mesmo. Uns 200 metros depois da primeira ponte. Scalza, senão me engano. A diária ficou por 95 euros. Ah, gostei mais do Palazzo Ducale do que da Basílica de São Marcos.
De Veneza, fomos pra Florença. Ficamos no hotel Soggiorno Glória (dica da Sylvia). Realmente o custo benefício do hotel é excelente. A diária ficou por 60 euros e o hotel é melhor que o de Veneza. Recomendo apenas chegar cedo, pq a recepção lá é meio esquisita e não funciona até tarde. E também recomendo visualizar fotos do prédio do hotel também para melhor localiza-lo. Apanhei um pouquinho para encontra-lo, mesmo após de ter visto as fotos. Em Florença ficamos também duas noites. Achei tempo suficiente também.
De Florença fomos para Roma. Ficamos lá por quatro noites. Nos hospedamos no hotel Arênula, próximo ao Campo dei Fiori. Achei a localização excelente! O hotel era perto de tudo. E o quarto do hotel também era muito bom. A diária ficou no valor de 98 euros. O ponto negativo é que nosso apartamento ficava no quarto andar. O que era uma barra pra quem passava o dia batendo perna em Roma e depois encarar quatro andares de escada é dose. O café era até razoável, mas no quarto dia já não agüentava mais. Recomendo chegar o mais cedo possível na Fontana di Trevi. Chegamos lá antes das 10h e já estava cheia. Voltamos pra lá a noite, depois das 23h e tava pior ainda.
No Vaticano reservamos para o sábado de manhã. Através da página oficial mesmo. Não peguei fila nenhuma, o que foi uma surpresa para mim. Mas a Capela Sistina foi aquilo que já se previa mesmo. Muita gente e acesso meio claustrofóbico. Mas vale a pena.
De Roma fomos para Paris. Em Paris não vou ser redundante em falar o óbvio. Apenas vou dizer que quanto mais tempo se passar em Paris, melhor. Passamos 6 noites lá. E ainda deixamos de ver muita coisa.
Terminamos a viagem em Londres. Ficamos no Hoxton (dica daqui do blog) O hotel realmente é muito bom. Apenas o café que é um pouco estranho. Mas tem um mercadinho bem na frente que você pode dar uma incrementada. E bem próximo tem um restaurante italiano muito bom. Apesar de que um pouco caro. Mas recomendo a visita.
De maneira geral, gastava em torno de 100 euros por dia para duas pessoas. Mas era suficiente para museus, comida e alguns souvenirs.
Precisei também fazer uso do seguro saúde. Pois tivemos conjuntivite durante a viagem. O seguro saúde foi com a Intercare. Fomos atendidos em Paris. Funcionou apesar de alguns incovenientes como demora nas autorizações.
Fiz também duas viagens de avião ambas com a Vueling. De Barcelona para Veneza e de Roma para Paris. O aeroporto de Roma é uma verdadeira zona. O check-in só foi começar uma hora antes do vôo. Muitas filas e vc não sabe qual é a fila do guichê correto, pois lá os guichês não são fixos por companhia. E acabei voando em um avião da Click Air, apesar do vôo ser Vueling.
Queria agradecer de coração a vcs, pois as dicas daqui funcionaram de forma perfeita. Todas as reservas das atrações consegui fazer. Não deu nada errado. Um fraterno abraço pra vcs e que este feedback seja útil para outros, assim como alguns foram pra mim.

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Riq e pessoal,
Como o post é sobre dicas de viagem e hoje é dia dos pais, queria pedir um help para uma viagem que mal comecei a planejar e sei lá quando terei $$$ para fazer! Talvez só em 2011!
Meu pai faz 75 anos em dezembro e nunca saiu do país apesar de sempre ter viajado muito pelo Brasil. Eu gostaria de levá-lo a Lisboa e arredores (que ele diz ter vontade de conhecer) e a Paris (que eu adoro!). Apesar dos 75 anos, ele tem cabeça de 15, corpinho de 60, nenhuma doença crônica e muita disposição, mesmo gostando de fazer uma siesta. Se você chamá-lo de idoso, perdeu o amigo. Dúvidas: a) Quando ir? Pensei em 15 dias de viagem, mas eu só poderia viajar em janeiro, fevereiro, 1a.semana de março, julho ou 1a. semana de agosto. Detalhe: ele tem pouca paciência para filas!; b) Meu pai mora em Maceió e eu em Niterói! Estava pensando em fazer Recife-Lisboa, um vôo mais curto seria melhor pra ele, mas dei uma olhadinha rápida nos preços das passagens e eles são desanimadores...c) alugar apartamento ou ficar em hotel? Acho que alugar seria melhor, mas não tenho certeza; d) fazer seguro saúde para ele seria complicado?
Feliz Dia dos Pais para todos!
Bjs,

André Lot
André LotPermalinkResponder

Olha, eu evitaria viajar em janeiro e fevereiro. Alguns dos inconvenientes de praxe (dias curtos, possibilidade de neve, frio extremo, horários de funcionamento reduzidos) podem acabar tornando menos interessante a viagem para seu pai.

Julho é um período interessante, pois é início de verão (turístico, nào geodésico, já que o solstício é em 21/06 smile ) e ainda não é o período no qual metade da Europa setentrional desce para se juntar aos locais da Europa meridional e tornar tudo intransitável. Agosto, especialmente a primeira quinzena, é infernal na maioria dos lugares (calor, filas, filas, preços altos, filas etc.)

Seguro saúde pode ser um problema sim, infelizmente. Procure alguma seguradora nacional (não uma representante local de seguradora interancional), pois há normais mais rígidas para essas companhias aqui. Talvez seja necessário um breve check-up para a seguradora aceitar fazer o tal seguro, mas não será um impedimento.

Dependendo da duração da viagem, eu escolheria uma base, e da lá faria bate-e-voltas, muito mais confortáveis para uma pessoa com a idade do seu pai.

Ricardo Freire

Lu, com essa antecedência não adianta especular preço de passagem. É um momento para fazer uma consutoria de investimentos. Eu aproveitaria o câmbio camarada para ir juntando dinheiro em euro. O Visa Travel Money vale por 3 anos. E se expirar pode ter seu saldo transferido para um novo.

Existe uma lógica que impera no mercado de passagens para a Europa, que é a seguinte: passagem com conexão é mais barata do que passagem direta. Provavelmente você vá encontrar Lisboa mais em conta via Londres, Frankfurt ou Paris. Resta ver se o périplo para o seu pai vale os 200 dólares de economia. Eu acho que esta é uma viagem para você pensar menos em custo menor absoluto e mais em custo x benefício.

Considere fazer vôos diferentes e se encontrar em Lisboa. Ou pense que você tem dois anos para concentrar todos os seus gastos num cartao de crédito que reverta milhas TAM e tirar a passagem ao Nordeste com milhas. Provavelmente o itinerário do seu pai será via Salvador, porque praticamente não há vôos entre Maceió e Recife (seu pai teria que ir de ônibus pro Recife).

Apê x hotel: em duas pessoas, com conforto e boa localização, não há muita economia com relação a hotel; mas a mesma grana que você investiria num hotel rende mais conforto num apartamento. No caso de vocês, haverá a vantagem de poder dormir em aposentos diferentes. Só cuide para que a sala tenha uma cama com colchão inteiriço (que passa o dia disfarçada de sofá), e não um sofá com almofadas.

Quanto à época, julho vai encarecer as passagens. Mas o frio de janeiro-fevereiro-março pode trazer algum problema de saúde, sobretudo se você levar em conta que ele mora em Maceió. Agosto é mais quente e mais cheio.

O seguro-saúde padrão exigido pela comunidade européia cobre 30 mil euros em despesas de saúde e antecipação de volta ao Brasil.

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

André e Riq,
Obrigada! Dicas devidamente arquivadas. Depois conto como resolvemos tudo! Valeu!

CINTHIA RANGEL

Amo viajar slow! O mais engraçado é que muita gente não consegue entender isso! No feriado de 21 de abril, eu e meu marido fomos para Colônia de Sacramento, no Uruguai. Ficamos três noites lá. Imagina, as pessoas dizendo que basta 01 dia lá! Acho uma loucura, andamos tanto por lá, já nos sentíamos em casa, até no Museu Aquático nos fomos! Simplesmente adoramos viajar assim e, certamente, só voltare a Sacramento por saudade e não pq deixei de conhecer algo!
O mesmo digo de Santiago do Chile e arredores, que fui no final de maio! Agora, no Chile quero ir ao Atacama e aos lagos andinos, mas em outras viagens!

Camila Navarro

Cinthia, eu fiquei dois dias em Colonia e sabe que também achei pouco? Viajar slow naquela cidadezinha linda é uma delícia!

Mirella
MirellaPermalinkResponder

O duro é conseguir fazer isso... parece que quanto mais tempo temos, mais coisas acrescentamos nas nossas viagens!!!
Mas as dicas são otimas... vou acrescentar no livrinho vermelho wink
bjs

Gabi
GabiPermalinkResponder

Ultimamente só viajo slow. Se estou de férias, nada de ficar madrugando todo dia pra ver tudo. Quero dormir bem, tomar cafe da manha, passear tranquilamente. Prefiro sentar num café pra descansar e ver gente passar por duas horinhas do que chegar ao hotel morta às 8 da noite pronta pra dormir. Só tenho dois dias em Paris? Nada de muito lerê nem museu, porque nao vai dar tempo mesmo, então prefiro passear pelo rio, sentar num café, ir a um parque e simplesmente curtir o ritmo da cidade, ver as pessoas....

Thereza
TherezaPermalinkResponder

Bruno Costa ... já q vc contou boa parte de sua viagem ... qual hotel vc ficou em Paris ? Um abraço

Bruno Costa
Bruno CostaPermalinkResponder

Oi Thereza! Em Paris não fiquei em hotel não. Pois tenho um tio que mora lá smile

Ana e Paulo Futami

Riq,

Como sempre expessando em palavras os pensamentos de seus tripulantes... viajar slow, slow food, sempre sloow quando se trata de lazer é bom... o mlehor do viajar slow sao as paradinhas nao planejadas.. sao nestes momentos que paramos para dar mais valor a todo cenário e contexto...
Demais, Riq!
Bjs

Ana

André Lot
André LotPermalinkResponder

Eu tenho um tipo de viagem particular que eu gosto muito de fazer aqui na Europa, e é (relativamente) slow. Consiste em alugar um carro, montar uma base e ir explorando lugares pequenos e médios, estradas que passam por canyons e montanhas, cidadezinhas perdidas no mapa e lugares isolados. No final das contas, a quilometragem costuma sair bastante elevada, pois acabo, sempre, dirigindo mais que o previsto. Mas não troco essas viagens exploratórias que tanto fiz na Itália e, em menor escala, na França por nenhuma sequência urbana do tipo Londres-Paris-Madri em 1 semana. Mas não, mesmo.

Paula*
Paula*PermalinkResponder

Riq, já fiz os dois opostos "speedy" e "slow".
É claro que é muuito mais gostoso "slow". Vc curti muito mais o lugar e as descobertas sempre acontecem!
Já estou doida pra conferir o novo "100 dicas para viajar melhor"! mrgreen

Cristina
CristinaPermalinkResponder

De tudo que eu li aqui, concordo que acordar cedo é slow, que nem sempre dá pra ser slow o tempo todo por conta de grana e dias de férias no trabalho, mas nas minhas correrias, me permito uns dias de slow...e nos meus findis na serra carioca, é sempre slow...esse post me deu uma paz... coincidentemente decidi hoje que não vou reservar os 2 últimos dias da minha viagem em Portugal rsrs

Marcela Marques

Ricardo, vou tentar resumir.
O Livrinho já virou presente para muitos amigos (todos, sem exceção, fizeram suas malas e usam os termos como bate-e volta, etc. nas conversas). Ano passado você me respondeu dando dicas de uma viagem à Europa. Pois bem. Juntei o Livrinho, Dicas do blog, da Silvia, Zé... Rodei França, Suíça e Itália com o meu maridinho em maio (que mês bom pra viajar)... TODAS as dicas foram importantes e não entramos em furadas.
Então, gostaria de agradecer mais uma vez, reafirmar que sou sua fâ de carteirinha e pedir mais uma dica: a viagem foi tão boa que encomendamos um bebê no caminho!!! Agora gostaria de saber de lugares legais para sair por aí de barrigão!
Obrigada mais uma vez e muito sucesso!
Marcela

Ricardo Freire

Hahahaha! De barrigão, nesse momento, só lugares quentinhos, longe de gente que espirre mrgreen

Vera Marques
Vera MarquesPermalinkResponder

Perfeito!!!!!
Concordo plenamente.
Um abraço e obrigado

Recomendações do Jegueton em 11 de agosto de 2009 :: Jeguiando

[...] 10 razões para viajar com calma – O Ricado Freire, do Viaje na Viagem, dá 10 dicas interessantes demonstrando porque vale a pena viajar devagar e sem pressa (quando o tempo disponível permite ). Leitura altamente recomendável. [...]

Voltando dos EUA – Costa Leste « bigtrip

[...] menos malas, enfim, viajado menos e curtido mais cada lugar. Como diz o Riq, o legal é viajar mais Slow. Resumindo, foi tudo super bacana e eu prometo blogar, ainda que de forma slow, todos os detalhes [...]

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