Diários de bicicleta: Ernesto e Cibele entre Holanda e Bélgica
A última migração do Ernesto, nosso Pato Econômico, e sua querida Cibele, foi pelos campos da Holanda, terminando em Bruxelas. Como sempre acontece, as viagens do Ernesto revelam maneiras inusitadas — e em conta — de visitar destinos bacanas. Aí vai o relato, detalhadíssimo, prontinho para você se inspirar para a sua próxima aventura.
Muitos devem ter visto o filme Diários de Motocicleta, baseado no diário pessoal de Che Guevara, um lindo filme. Esta é outra história, o diário do Ernesto, o Pato, pela Holanda e pela Bélgica, e que deveria ser “Os Diários de Bicicleta”. Nossa idéia inicial era percorrer toda a Holanda de bike, mas acabamos não cumprindo o nosso roteiro original pela falta de tempo. Eis os motivos: numa viagem que estava prevista para 11 dias, entre o dia perdido no overbooking (mas que valeu, pois você vai ver depois como ganhamos o valor equivalente a outra viagem com ele), o dia cansado após a chegada, e o dia a mais que ficamos em Amsterdã, e depois curtindo Utrecht e Gouda, fizeram com que houvesse mais planos do que dias disponíveis, e assim “bicicletamos” apenas 3 dias de passeio.
Isto não é necessariamente ruim, pois a boa viagem é aquela que dá vontade de voltar, e a perspectiva das viagens vai mudando com a idade. Eu já fiz 6 países da Europa em 3 semanas, e uma primeira viagem é como um primeiro encontro. A ansiedade, e a vontade de querer descobrir tudo são intensas. A contrapartida: a descoberta é apenas superficial. Já numa segunda ou terceira vez, você pode mudar o seu ritmo para o “aceite-me como eu sou para que possamos descobrir um ao outro”. Deve ser a idade, pois estou começando a me identificar com o jipe de um amigo que tem um adesivo que diz “Quanto mais velho eu fico…mais rápido eu era!”
Estou virando adepto do slow travel, onde você se dá ao luxo de flanar sem destino, calmo, cuidadoso, receptivo, de tentar uma proximidade com as pessoas, trabalho, a comida, e deixando de (re)visitar as atrações obrigatórias. Ver coisas surpreendentes como uma revoada de papagaios verdes em pleno parque em Amsterdã (sim eles existem, não foi uma alucinação causada pelos “produtos típicos”…. ), ou atrações que são pouco conhecidas e que você vai conhecer daqui a poucas linhas.
Uma das melhores maneiras de praticar o slow travel é praticar a emoção da descoberta que vai surgindo quando a paisagem começa a entrar nos seus olhos em cima de uma bicicleta. Na Holanda, em geral as bicicletas circulam longe dos carros, e o caminho é bem mais tranqüilo. Não existe meio melhor de curtir a paisagem, de olhar para os lados (e de ver coisas que certamente vão passar despercebidas num carro, e mais ainda num trem de alta velocidade), de se sentir no campo, e de ver surpresas como observar os cisnes com seus filhotes, ou outros que passaram rápido demais para que eu pudesse fotografar, como as lebres, os faisões, de dar um olá para o fazendeiro que está trabalhando…. E para isto, sem dúvida, um dos melhores países á a Holanda, plana, com mais de 15.000 quilômetros de ciclovias e rotas turísticas feitas para bike, além do quê os holandeses, normalmente amistosos e simpáticos, são ainda mais receptivos quando vêem que você está usando o modo de transporte local por excelência.
E você não precisa ser atleta para fazer isto. Eu sou um pato gordinho, e aqueles que me conhecem sabem que não sou atleta. Mas se você consegue andar 2 a 4 horas a pé por dia, vai conseguir fazer isto sem muito esforço numa bike. Num país sem montanhas e com distâncias curtas como a Holanda, você pode calcular algo como 30 a 60 quilômetros por dia com algumas paradas para fazer o seu roteiro. É fácil se orientar, pois todas as rotas são bem sinalizadas. Só lamento que a maior parte dos sites e mapas para bicicleta seja em holandês, e não têm tradução para o inglês; certamente há muitas dicas interessantes que foram perdidas pelo caminho…
Amsterdã
Um dos pontos altos da Holanda é reconhecer, nas ruas de hoje, as mesmas paisagens que você vê no museu histórico de Amsterdã. Ao contrário de Veneza — que é quase um museu, uma cidade essencialmente turística –, Amsterdã é uma cidade viva e cosmopolita, onde dá para se sentir em pleno século 18 e ao mesmo tempo descobrir comidas diferentes como a indonésia e a mongol, e se perder pelas ruas cheias de barcos-casa delicadamente decorados com flores. A cidade é feita de detalhes, e só andando com calma para saboreá-los, e perceber que cada casa tem a sua particularidade, e que uma é diferente da outra.
O modo de vida dos holandeses, simples e sem ostentações, mas rico em cultura e história, também cativa. A tolerância entre culturas, que permite que cafés de maconha convivam com uma tradição protestante, e onde cada um tem liberdade para ser e fazer aquilo que gosta, para mim também são pontos altos da experiência de conhecer a Holanda.
Se você gosta de comidas exóticas, não deixe de experimentar o reijstafel (mesa de arroz), que é um banquete indonésio, como o que fizemos no Skirandi, um misto de restaurante e galeria de arte, perto do Rijksmuseum (www.srikandi.nl). Eu recomendo o rijstaffel, que é uma seleção de vários tipos de comida condimentadas, mas em geral não picantes, como o frango com molho de amendoim, ou o arroz frito com carnes, cogumelos e molho de soja. Uma refeição muito bem servida sai a 60 euros por casal, com gorjeta e bebidas.
Outra visita interessante é a nova Biblioteca de Amsterdã, um lugar para descansar e relaxar, e navegar à vontade e de graça na internet. Bem perto há uma caravela do século 18, devidamente restaurada, que vale a visita.
Para explorar Amsterdã, há dois modos que eu recomendo. O primeiro, é alugar uma bicicleta — mas fora do circuito tradicional, tipo a Yellow Bike. Prefira alugar numas das diversas locadoras que encontrar pelo caminho, onde as bicicletas não serão amarelas ou vermelhas e portanto não vão identificar você como turista. Existem inúmeras dessas empresas, e uma locação custa 8 euros por dia. Há passeios bonitos como a vista de um moinho do século 18 em Zaanse Schans, situada a 18 km de Amsterdã que você pode fazer com um mapa. (Mas se preferir fazer em grupo, pode pegar um excursão que sai todos os dias na Yellow Bike.)
Se você não curte bicicletar, ou estiver cansado, sugiro os confortáveis barcos com teto de vidro do Canal Bus, com ponto inicial perto da Centraal Station, que são 3 linhas de barco que se cruzam pelos pontos turísticos, e onde você pode descer à vontade. O primeiro dia (com cupom de desconto) custa 18 euros, e o segundo, 10 euros, para você apreciar a vista dos canais.
Desta vez não fomos aos points obrigatórios de Amsterdã, como o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh ou a Casa de Anne Frank. Mas temos dicas de algumas atrações deferentes e menos conhecidas. Uma de que gostei muito é o Museu Willet-Holuthuysen, que funciona numa antiga casa dos canais, e dá uma boa idéia da vida dos holandeses ricos no século 18 . Também gostei de conhecer a Casa de Rembrandt, a casa onde viveu Rembrandt, e onde você se sente ao lado do antigo mestre pintando os seus quadros, e de ir ao Museu Judaico, situado na antiga sinagoga portuguesa. Para quem estiver interessado há outros museus com temas tão diferentes quanto a réplica da caravela Amsterdam, do século 18 (temporariamente estaiconada em frente ao Museu Nemo), o Museu da Maconha, ou do Museu do Sexo. O Zoológico de Amsterdã, chamado Artis, tem vários animais que são incomuns por aqui, como os lêmures de Madagascar, que passeiam soltos entre os visitantes.
Utrecht
Depois fomos para Utrecht, onde vi uma atração pouco conhecida, mas que me encantou: o Museu das Caixinhas de Música, que também inclui os órgãos de rua são (você vai reconhecer algumas trilhas sonoras do tempo do cinema mudo e de desenhos animados), e que simulam os instrumentos de uma orquestra. Eles foram, especialmente, populares no começo do século quando anda não existiam os amplificadores, e estes gigantescos órgãos animavam os bailes da época. Muito mais do que um museu, ele vale por ser uma coleção de peças vivas, que ainda tocam, e vão encantar quem curte música. Também há vídeos. No final, todos são encorajados a dançar: emocionante ver os casais de velhinhos dançando e lembrando os tempos dos seus primeiros amores. Também fui ao Museu do Trem, mas este você pode pular – só vale a pena para quem gosta muito de trens, pois as atrações são limitadas, sendo as mais interessantes a história da descoberta do trem a vapor, e uma cabine de trem real, na qual há um simulador e você pode brincar de maquinista. Não vale a pena se hospedar em Ultrecht, onde há poucos hotéis, e só encontramos vaga num que era caro e pouco charmoso. Eu sugiro fazer um bate-e-volta a partir de Amsterdã (40 minutos de trem).
Gouda
Depois seguimos para Gouda, a capital do queijo: uma bela cidadezinha com ar medieval entrecortada por pequenos canais. Caso você não passe pela cidade na manhã na quinta-feira, quando, entre meio de junho e início de setembro, acontece a grande feira de queijos na praça em frente ao belíssimo Mercado, dá para ter uma idéia na deliciosa loja de queijos Kaaswinkeltjie, onde se pode fazer uma provinha de cada queijo (e você não vai resistir e levar alguns!)
Atenção: se você levar um queijo, na volta coloque na sua mala e nunca na bagagem de mão, caso contrário será confiscado pela segurança do aeroporto.
Ficamos num pequeno hotel familiar que eu recomendo o De Utrechschte Dom, uma casa que é hotel há mais de 200 anos, com diárias a partir de 60 euros, com banheiro coletivo, mas muito limpo, dirigido pela mesma família desde a fundação.
De bicicleta
Quanto ao roteiro de bicicleta, o que fizemos tem cerca de 100 quilômetros, e você pode fazê-lo com calma em 3 dias. Pode-se começar em Leiden e terminar na maior coleção de moinhos da Holanda em Kinderdijk, passando por Haia, Roterdã e Delft.
A nossa próxima parada foi Haia, onde percorremos os lindos parques, onde num deles você vai ver os cervos que habitaram os campos da Holanda. Aproveitei para conhecer a Mauritshuis, a casa do nosso Mauricio de Nassau, que é um dos maiores museus de arte holandesa, e gostaria de ter ido para conhecer o Museu de Escher (aquele que faz os quadros com as perspectivas), mas não deu tempo.
Delft, a Capital da Porcelana, é outra cidade encantadora, entrecortada por inúmeros canais com patinhos e nenúfares (plantas aquáticas muito comuns na Holanda). Ficamos hospedados no Hotel Leeuwenbrug, ao lado de um canal, com diária de 80 euros (banheiro privativo) .
Depois percorremos mais 40 quilômetros, passamos por Roterdã e seguimos para uma região de canais repleta de moinhos: Kinderdijk, Patrimônio da Humanidade, com 18 moinhos, alguns deles abertos ao público, onde você pode ter uma idéia de como eles eram quando equivaliam a uma das principais fontes de riqueza do pais. De lá retornamos via balsa com as bicicletas, e fomos para Dordrecht, onde embarcamos num trem para devolver a bike na locadora, e então fomos para a Bélgica de trem.
Bélgica
Nossa última escala foi a Bélgica. Minha opinião pessoal, e sem querer ofender ninguém, não foi das melhores, achei Bruxelas uma cidade sem nenhum toque especial além da Grand’Place, e da loja do Tintim (mas que também existe em Paris), e do Atomium, mas o restante da cidade tem um certo “toque de decadência” que lembra muito Buenos Aires, mas sem o delicado charme portenho. Para mim o grande pecado da Bélgica é ser um pais onde falta uma personalidade própria. Basta olhar a arquitetura, para ver que o país não conseguiu ter uma personalidade própria, sendo uma mistura de todos os que estiveram lá, e que o país ainda sofre com todas as batalhas e destruições que foram feitas. Em tempo: eu não fui para Bruges e Gent, cidades medievais que dizem ser o melhor da Bélgica
Gostei e recomendo o Hotel que ficamos em Bruxelas, o Warwick, que lembra o Hotel Alvear em Buenos Aires, por ser um Hotel com o charme e a decoração da belle-époque, tendo sido recentemente reformado e com o preço camaradissimo de 70 euros, no site Hotwire.com. Ele aparece no site como hotel 4 estrelas na Avenida Louise (mas não dá para garantir que ainda seja o mesmo, saiba mais sobre o Hotwire na seção dicas, abaixo)
Só lamento que na Holanda, quase todos os sites relativos a passeios de bicicleta e mesmo o mapa que compramos sejam todos em holandês, isto para não falar na maioria dos cartazes. Não resta dúvida que a maior parte das pessoas fala inglês e é muito prestativa, mas acho que o país teria muito a ganhar com uma divulgação em inglês das rotas e locadoras de bicicletas, e que este verdadeiro tesouro pouco conhecido fosse mais acessível para todos. As bicicletas das estações deveriam ser melhores, e o site deveria ter uma tradução para o inglês.
A melhor época para repetir este passeio é entre o meio de abril e o fim de maio, que é baixa estação e, por ser primavera, os campos ficam cheios de flores Você pode ter uma idéia no post sobre Keukenhof no Fatos & Fotos de Viagem, blog do Arnaldo Interata.
E, para quem gostou mas não se sente em forma, uma novidade! Em breve devem chegar ao mercado as bicicletas com motor elétrico, que são a combinação ideal entre a preguiça e a ecologia….
Espero que vocês tenham curtido esta nova migração, e se alguém tiver alguma dúvida estou à disposição na caixa de comentários.
15 novas dicas do Pato Econômico
1- Quer viajar de graça, como eu já fiz 3 vezes? Candidate-se como voluntário a um overbooking, desistindo de seu lugar pela sobrelotação do avião, o que é mais comum do que se imagina na alta temporada. A maneira certa: em primeiro lugar garanta o seu lugar com o cartão de embarque. Depois que ele estiver na sua mão, pergunte para o atendente se o vôo está lotado e com overbooking. Como este é um assunto que as companhias não gostam de tratar abertamente com o público, a preferência sempre é por aqueles que se oferecem voluntariamente para resolver o assunto de maneira discreta. A compensação mínima por lei, nos vôos que saem da Europa, é de 150 euros em vôos locais (para outros paises da Comunidade), e de 600 euros nos vôos que vão ao Brasil, além do hotel e refeições decorrentes da espera. No nosso caso, a Swiss pagou rapidamente, e sem burocracia, o valor combinado, com um cartão de débito. Nos vôos nacionais não vale a pena se oferecer, pois como não há lei que discipline o assunto, é melhor esperar que a companhia faça uma oferta, para ver se ela interessa.
2- Viagem área: Garanta sua saúde ! Já foi mais agradável viajar de avião, e os reflexos da animal class em nossa saúde são piores do que imaginamos. Nos impressionamos com os grandes desastres, mas a trombose decorrente do aperto da animal class faz 10 vezes mais vítimas do que os desastres aéreos (veja o post do Rodrigo Purisch do Aquela Passagem sobre o assunto). Uma meia elástica garante sua saúde. E, nestes tempos de tirar várias vezes o sapato, nas diversas revistas, viaje de Crocs, confortáveis e fáceis de tirar. São feios, mas seus pés agradecem.
3- O site Hotwire.com, de reserva de hotéis, foi excelente e cumpriu o prometido. Ficamos no Sheraton de Amsterdam por 95 euros, e num 4 estrelas charmosíssimo em Bruxelas, por 70 euros, ambos de 4 estrelas. Os preços de balcão eram 3 vezes maiores, e nos outros consolidadores e nos sites de busca, pelo menos 50% mais caros. Neste site, você escolhe a cidade, a categoria do hotel e a localização aproximada. O preço (em dólares, grande barbada!) é comunicado com antecedência, mas o nome do hotel, não: só aparece após o pagamento. A dica é preferir sempre os hotéis de 4 a 5 estrelas, que são um pouco mais caros, mas cuja qualidade é garantida. A única limitação é que a lista de cidades européias é pequena, mas nos EUA a abrangência é grande.
4- Evite os cheques de viagem na Europa, mesmo emitidos em euros. Os travelers Amex, que são facilmente aceitos em qualquer loja de conveniência dos EUA, são recusados na Europa, mesmo nos hotéis caros. É fácil trocá-los nas estações de trem, mas se cobra 3% de comissão. Para evitar isto só indo no escritório da Amex. A explicação que me deram é que o banco demora 3 meses para fazer a compensação dos cheques, pelo fato de terem emissão nos Estados Unidos.
5- Não deixe de levar um cartão de débito (Cirrus ou Visa Travel Money), pois muitas máquinas automáticas, como a dos lockers das estações não estão mais aceitando moedas, nem cartão de crédito. Ao usar o cartão de débito, procure fazer compras, e evite os saques que têm taxa.
6- Não esqueça do seguro saúde na viagem para Europa. Ele é obrigatório por lei, mas se você tiver passaporte europeu, não precisa fazê-lo.
7- Na Holanda compre sempre suas passagens de trem pela internet, ou na máquina automática, e evite o caixa. Se voce for no guichê, vai pagar uma “taxa de serviço” que é de 0,50 euros nas passagens nacionais, mas que começa em 3,50 Euros, e chega a 10 (!!) euros nas passagens internacionais.
8- Nos postos de informação turística da Holanda, nada mais é de graça. Para tudo querem vender um mapa, que custa de 2 a 5 euros, e todas as reservas de hotéis são cobradas a base de 8 Euros por reserva. É melhor reservar pela net e usar o mapa do seu guia, ou pescar um na internet.
9- Use e abuse dos cupons de desconto. Eles garantem 10% de desconto na maioria das atrações, e são facilmente encontráveis no lobby dos hotéis de Amsterdã. Lembre-se de pegar um cupom para cada pessoa que viaja no seu grupo.
10- Troque a sua refeição de 20 Euros num restaurante por um lanche no parque. Um ótimo queijo e vinho e mais uma salada comprada num supermercado saem por menos da metade disto (e sempre sobra algo para a boquinha da noite…)
11- Se você vai a museus, não compre o passe diário de transporte público que é caro. Na Holanda, compre uma cartela com 10 bilhetes que é bem mais em conta.
12- Dica do Marcio da Janela Laranja, que eu testei e aprovei: um dos melhores petiscos holandeses é o bolinho de carne das máquinas da Febo, que tem diversas lojas no pais (você pode provar já na sua chegada, tem uma na Centraal Station) e custa pouco mais de 1 euro. Você coloca a moeda, e abre a portinha para pegar seu sabor preferido. Existem as imitações, mas não são tão boas, fique com o original!
13- Quanto custa? A Europa está cara. Nossos gastos completos, incluindo hospedagem, comida, atrações (um museu na Holanda custa acima de 10 euros), o aluguel da s bicicletas, e as passagens de trem, incluindo o trecho Haia–Bruxelas, foram em média de 85 Euros por pessoa/dia.
14- Gostou da Holanda, mas o $$ tá curto? Dá para fazer um aperitivo com seu carro! Há duas ótimas colônias holandesas onde dá para ter um gostinho da Europa, bem do seu lado. Uma é Holambra, perto de Campinas, onde há uma praça típica, mas a mais bonita e Castrolanda, perto de Castro, no Paraná, onde há um moinho de verdade, um órgão de rua e você pode experimentar deliciosos doces holandeses. Aproveite para conhecer o cânion de Guartelá e o Parque de Vila Velha que são próximos.
15- O melhor guia para uma viagem rápida para a Holanda é o Guia Passo a Passo para Amsterdã ,que infelizmente está esgotado (mas dá para ser cotado na internet), e que abrange além de Amsterdã os principais pontos turísticos da Holanda. A versão em inglês está disponível.
Dicas para viajar de bike na Holanda :
a) É inviável levar a sua bicicleta do Brasil para a Europa — mesmo que ela seja dobrável, como a nossa Dahon, que eu inicialmente pensei que seria embarcada sem problemas. Todas as companhias cobram entre 150 e 200 dólares pelo transporte, tanto na ida, como na volta. Os preços de compra de uma bicicleta na Holanda são ligeiramente mais baratos do que no Brasil. Assim se você está pensando em comprar uma por lá, e viajar durante pelo menos 10 dias, pode valer a pena comprar uma depois de chegar e pagar só o adicional da volta. Mas verifique se a marca que você está comprando tem peças e assistência no Brasil, e cheque antes o preço cobrado pela cia. aérea para levar a bike para o Brasil.
b) Para quem quiser incluir as cidade medievais belgas de Gent e Bruges, sugiro começar pela Holanda, alugar uma bike por lá (eu não vi este serviço na Bélgica, mas há várias locadoras em Amsterdã, e com certeza por uma semana dá para negociar um preço melhor de aluguel do que os 8 a 10 Euros que se cobra por dia — ou, numa viagem maior, comprar uma de segunda mão em boas condições por uns 150/200 Euros e revendê-la depois), e ir de trem com a bicicleta até Gent, pois da Bélgica até a Holanda é uma leve descida, e o oposto é uma leve subida o que faz toda a diferença numa bike. É melhor alugar uma boa bike numa cidade grande, como Haia, onde se alugam boas bikes na estação, ou Amsterdã, do que nas demais estações, que oferecem bicicletas bem rústicas, sem marchas, e com freio no pedal. É como fazer uma viagem num Uno Mille: sempre é possível, mas existem meios mais confortáveis de fazer o mesmo percurso. Atenção: sem cadastro prévio, demorado, e feito em holandês, no site Ov-fiets.nl não é permitido pegar uma bicicleta numa estação e devolvê-la em outra . Mas você pode levar a sua bike no trem e comprar um passe para a bike.
c) Para quem quiser fazer um passeio menor só para experimentar, a dica são os 30 quilômetros que separam Haarlem e Leiden, que é a principal região de cultivo de flores. A época mais bonita é entre abril e maio, quando florescem as tulipas. Em ambas as estações de trem se alugam bicicletas.
d) Se você preferir alugar uma bicicleta em cada cidade, para passeios curtos, tenha em mente que a locação de bicicletas é cobrada por dia cheio, e não por 24 horas corridas como um carro. Assim, se programe para pegar sua bike bem cedo. Você também pode pesquisar na internet sobre as locadoras em cada cidade googlando “fietsen en bromfietsen”.
e) Se conseguir encontrar, dê preferência para alugar uma bicicleta dobrável que, se dobrada, não paga os 6 Euros de passagem no trem, quando você quiser voltar para seu destino, ou se estiver cansado. Eu só vi este tipo de bicicleta para alugar em locadoras de Amsterdã.
f) Nunca se esqueça de trancar a sua bike, quando for estacionar. Deve-se ter atenção para evitar os locais onde é proibido estacionar (com o sinal azul), que podem levar ao confisco da bicicleta. Na dúvida, pergunte a um local. À noite, prefira guardar sua bike na garagem do hotel. Apesar da Holanda ser um país bem seguro, os furtos de bicicleta são comuns.
g) As placas das ciclovias em verde marcam as rotas turísticas, e costumam ser mais bonitas do que as marcadas em vermelho, que são apenas o meio de se deslocar de um lugar para outro. O VVV (posto de informações turísticas) vende mapas com as rotas de cada localidade, e com alguns roteiros turísticos, mas eu infelizmente não consegui encontrar um mapa nacional. É conveniente comprar um mapa nacional de estradas, para saber se localizar.
h) É uma pena, mas todos os sites sobre passeios e ciclovias da Holanda estão em holandês, e raramente tem versão em inglês. Uma dica é usar a tradução do Google para o português.
i) Em viagens longas leve um canivete suíço, e um kit para remendar pneus da sua bike (facilmente encontráveis nas lojas do ramo).
j) Não deixe de levar água e um lanche, pois não há lanchonetes, nem bebedouros nas ciclovias.
k) Em algumas ciclovias, os scooters são permitidos, e é preciso ter um pouco de cuidado, pois alguns vespeiros são muito imprudentes. Eu espero que isto seja repensado, e que as ciclovias continuem sendo somente para as bicicletas.
l) Se preferir ir numa excursão guiada de bike, aqui estão algumas empresas especializadas e sites: Biketoursdirect.com, Tulipcycling.com, Hat-Tours.com. O guia LonelyPlanet é o único que tem bons mapas e roteiros especialmente feitos para bicicleta.














Acho que vou ter que deixar Bruges pra próxima… O comandante mesmo fala que é um passeio um tanto quanto superestimado =p
E na próxima visita a Paris (que é mais provável em médio prazo do que uma próxima visita a Brussels ou Amsterdam), Bruges pode ser um bate e volta!
Agora… Perder a festança em Gent?? Naaaao!
E Antuérpia?
Eu to tentando comprar os trens logos pra pegar melhor preço, porém to super atolado com provas e não consigo pesquisar mt sobre as cidades =/ Obrigado a todos pelas dicas =)
Beijos e Abraços,
Stéfano
Stéfano,
pense bem antes de excluir Brugge, pois ela é uma graça!
fui sem graaandes expectativas, achando que dava pra conhecer a cidade em um turno, e no final passei um dia bastante ocupado por lá! e voltaria de novo!
sei q isso de “quanto tempo em cada lugar” é muito pessoal, mas já q vc vai estar perto, ñ custa nada conferir! dpois vc diz se gostou ou não…
Oi Evelyn,
Pois é…
Pensando aqui, considerando o festival e talz.. Acho que Brussels vai ser a prejudicada =p
De fato, ela parece ser menos interessante do que suas cidades vizinhas, estou enganado?
Falam que Bruxelas não tem taaanta coisa pra conhecer… Na verdade, é uma cidade grande e sempre dá pra achar, mas tem menos coisas “óbivas”, embora Gent e Antuérpia também tenham poucas coisas óbvias =p
15 e 16/07 – Bruxelas. Sair no final da tarde e ir pra Gent.
16 até 18/07 de manhã – Gent. Sair de manhã e ir pra Bruges.
18/07 Bruges até final da tarde. Sair no final da tarde e ir pra Antuérpia.
*18/07 a noite até 20/07 de tarde – Antuérpia.
Tarde de 20/07 ate 24/07 – Amsterdã
Então,
Bruxelas – 2 dias e uma noite.
Gent – 2 noites e 2 dias.
Bruges – 1 dia.
Antuérpia – 2 noites e 2 dias.
Amsterdam – 4 noites e 3 dias.
Que tal? Sei que é meio corrido, mas em Amsterdam estarei mais slow… E toda a minha viagem (Londres e Paris) terá sido bem slow…
Beijos e abraços,
Stéfano
Vcs sabem se em Bruges eu posso deixar minhas malas guardadas na estação?
Lembro que o Riq falou que isso pode ser feito em Brussels-Midi, mas não vi nada sobre Bruges..
Posso dizer ainda que tardiamente que Bruges é muito melhor que Bruxelas. Mais uma para dificultar Stéfano, mas gostei do seu roteiro.
Oi Cristina, dificultou mesmo hehehehe
To reservando os albergues aqui… Consegui Antuérpia e Amsterdam já.
Agora… Gent tá muito complicado!
Talvez eu só consiga reservar uma noite lá! Tudo lotado!
Vou virar a noite anterior ou a seguinte, ainda não sei…
Tenho que dar um jeito de encaixar Brussels, Gent e Bruges nos dias 15, 16, 17 e 18…
Mas tá fueda… Acho que vou ter que abrir mão de alguma dessas cidades… Mas não queria perder Gent bem na época do festival…
Talvez deixar Bruges ou Brussels como bate-volta pra próxima visita à Paris (seja lá quando for…).
Acho que não vai ter muito jeito.. Enfim, pensarei amanhã com calma depois da minha Prova. São quase 5 da manhã e preciso dormir, céus!
Aceito sugestões!!
Beijos e abraços,
Stéfano
Ja tentou o http://www.couchsurfing.com ou alugar um quarto pelo AirBnB http://www.airbnb.com ?
Oi Luciana,
Me cadastrei no Couch mas ainda não consegui nem preencher todo meu Profile (ele é cheio de coisas no CS)…
Só que muito da graça da viagem começa no albergue, então não quis abrir mão dessa parte da festa =p..
Embora fosse muuuuuuuito mais barato… Acho que é uma experiência que eu deveria tentar, mas não há mt tempo pra isso…
Em tempo,
Consegui albergues! Só falta Brussels, tentarei ver amanhã, junto com os trens.
Ô correria.. Provas + viagem…
Beijos e abraços e obrigados,
Stéfano
Tudo reservado, trens comprados pela voyages-sncf =D
Uhuuul
Depois falo como foram os albergues, lá no post em que a tripulação comenta!
Irei viajar à França e Espanha em setembro/outubro. Neste passeio há um tour de bike na Provence por 7 dias. Vi seu conselho sobre o seguro-viagem e pesquisei alguns (GTA, WorldNomads, MIC, ISIS). Nas consultas às condições gerais das assistências/seguros de viagem, não identifiquei se há necessidade da cobertura específica para esportes nas viagens que envolvam estes tours de bike. Vocês utilizaram alguma assitência específica?