Vai passar
Veterano da Marquês da Sapucaí, do circuito Barra-Ondina e da ladeiras de Olinda, domingo passado estive num dos poucos carnavais que faltavam no meu currículo – o Brazilians Day da rua 46, em Nova York. É um evento impressionante: nenhuma outra comunidade de imigrantes consegue fechar seis quarteirões de Manhattan por um dia inteiro para uma megaquermesse com direito a palco, telão e camarotes.
O evento conta com a colaboração gentilíssima da polícia, que orienta os passantes a contornar o trecho da festa e só deixa passar para a área dos camarotes os que estão vestindo os abadás, digo, as camisetas das cores certas.
Consegui entrar no camarote azul – o mais vip de todos, pelo que me contaram – bastante atrasado, já no meio da tarde. Mas cheguei justo naquele que deve ter sido o ponto alto do espetáculo: o momento em que Alcione cantou o Hino Nacional a capella.
Vestida com uma espécie de sári feito com uma bandeira do Brasil, Alcione cantou tão lindamente que me fez esquecer tanto o mau gosto do figurino quanto a chatice da letra. Arrepiei.
Não, você não leu mal. Acho o Hino Nacional a peça mais supervalorizada do nosso, ahn, cancioneiro. Como não sou de pedra, gosto da melodia e me emociono com alguns versos (“Verás que um filho teu não foge à luta”, “Dos filhos deste solo és mãe gentil”), mas a letra como um todo não chega aos pés do que somos capazes de produzir no gênero.
O fato é que a letra do Hino só foi adicionada em 1922. Apesar de ser contemporâneo da Semana de Arte Moderna, o estilo segue o português que se falava na época do descobrimento. Há brasileiros que cantam o hino a vida inteira sem entender bulhufas. Não é culpa deles nem do sistema educacional. A culpa é do Osório Duque Estrada, mesmo. Fala sério: mesmo na ordem direta, “As margens do Ipiranga ouviram o brado retumbante do povo heróico” é um verso ruim de doer.
O hino é o primeiro trauma literário da vida de uma criança. Aos seis anos de idade, entendemos que um texto importante é um texto rebuscado. Daí a “Vimos por meio desta” e “Verifique se o mesmo encontra-se” é um pulo.
Não se engane. A interpretação bisonha de Vanusa, campeã de audiência no YouTube, não é um acidente: é um alerta. Sim, dá para errar feio o Hino até mesmo quando se lê a letra.
Mas ainda há tempo. Temos o Chico Buarque vivíssimo da silva. Entreguem o hino para ele refazer a letra. Ele não fugirá à luta. E os seus netos – e os da Vanusa – entenderão o que cantam.
Texto originalmente publicado no Guia do Estadão




Adorei!
Congrats!
Acho muito estranha essa sugestão. Nos meus tempos de escola, décadas atrás, fazíamos as análises léxica e sintática do Hino Nacional na escola. Cantávamos o hino nas aulas de canto, também na escola. Estou falando de escola pública! Todos os alunos sabiam de cor a letra dos hinos: Nacional, da República, da Independência e da Bandeira.
Já estão baixando o nível de tudo, já não se ensina mais português nas escolas; baixar o nível do Hino Nacional será a última pá de cal na sepultura da educação no Brasil, vai ser a confissão definitiva de que no Brasil o povo não tem mesmo direito à educação e à cultura, tem mais é de morrer analfabeto funcional. Saber ler e interpretar o que lê para quê? Para deixar de votar nos bandidos? Na na ni na na! Os bandidos não vão permitir que isso aconteça. E os jornalistas vão dar apoio a isso, como nesta materia aqui, que acabo de ler. É triste.
Hahaha. Uma: não sou jornalista. Outra: uma letra de Chico Buarque é um upgrade para QUALQUER música
Fosse o Facebook, eu clicaria em “Curtir” agora.
KKKKKKK – tava precisando ler uma dessas neste sábado de manhã. Uma vez vi uma suposta versão mais moderna de letra vinda de Juiz de Fora (X de Fora para os íntimos). Juro q era mais complicada q essa aí.
Primeiro a comentar? Legal!
Hino Nacional com letra do Chico Buarque seria maravilhoso, mas seria difícil me acostumar com uma nova letra… deu tanto trabalho pra decorar esta.
Quanto a Vanusa, do jeito que ela estava, ela erraria qualquer música.
Abraços!
Droga! Não fui o primeiro… hehehe
Estou com o Vitor Hugo. A Vanusa, naquele estado, erraria até “Paralelas” !!
E acho que não deveria se mudar o hino e sim, educar o povo brasileiro pra que consiga entender pelo menos 50% dele ( porque a letra é bem difícil mesmo !! rs).
Abs.
Riq,
Hummm, eu acho que já vi esta novela antes.
E ela não terminou muito bem… rssss
O Chico falaria apenas de mulher e do Rio de Janeiro. Isso geraria protestos de governadores de estados não contemplados, associações feministas e até da Embratur. Cada político iria querer mostrar um pouquinho das suas “bases”. Se fosse citado, por exemplo, “trigo”, os produtores de cana, arroz e feijão protestariam. E por aí vai…
O mundo tá “politicorretamente” insuportável. Melhor deixar o hino assim mesmo.
Correção: primeiro teríamos uma Comissão para discutir as bases do novo hino, q constituiria GTs (grupos de Trabalho) para ver os aspectos sociais, economicos, antroplogicos, futebolísticos, etc. Como não haveria consenso no relatório final, ele conteria trocentos destaques de pontos de dicordãncia q deveriam ser analisados pelo compositor. Para ser só o Chico, teria q ser feita uma inexigibilidade , argumentado q ele É O CARA!!!. Isso causaria protesto de outros compositores, q levariam o cso até a enquestes no FANTÁSTICO ou Domingão do faustão. Vencido essa loooonga fase, começariam propostas de proprina para o Chico colocar uma frase apoiando discretamente tal partido, ou homenageando tal deputado, ou vangloriando tal monumento. De saco cheio, Chico chutaria o balde publicamente e voltaria contrariado para Paris…
Eu não gosto do Chico mesmo, acho-o esnobe e jamais apresento sua música aos meus amigos estrangeiros. Isto posto, concordo que seria impossível chegar a um consenso sobre o hino hoje
Também não gosto do Chico. Na última Flip, até um escritor estrangeiro (esqueci o nome, saiu na VEJA) ficou espantado com o nível de esnobismo dele.
Quanto ao Duque Estrada e suas inversões sintáticas, ele era parente do Yoda. Ou talvez fosse o próprio, disfarçado. Meu voto é pela manutenção do Hino.
Sensacional a parte do Yoda….
João, e alguns anos depois, Getúlio Vargas e Prestes duelaram, e Prestes perdeu. GV falou: “Stalin nunca contou o que houve com seu pai?” – Prestes: “Ele me disse o bastante! Você o matou!!” – GV: “Não!” (pausa) “EU SOU SEU PAI” (respiração mecânica) – Prestes: “NÃÃÃOOOOO!!!!!”
E aconteceu o que era para acontecer…
Hahaha… Fofocas literárias são comigo mesma: foi a Edna O’Brien…
Ah é, então corrijamos: escritora. Vlw, Carla1
Engraçado, né. A gente costuma mesmo valorizar o que não consegue entender direito. O “falar difícil” é tido como o supra-sumo da demonstração de inteligência, mas no fundo geralmente esconde é um bando de asneiras!
Nesse episódio da Vanusa um monte de gente aqui do escritório estava sacaneando a cantora num trecho em que ela na verdade estava cantando CERTO. Isso já diz o suficiente.
Sobre o Chico, acho que ele devia ter carta branca para revisar e reescrever qualquer letra que bem entendesse.
uma beijoca.
PS: Esse assunto vai dar o que falar.
Nossa…pelo jeito você tem razão…está criada a polêmica…
Por mim, deixa tudo como está, acho o hino lindo e entendo a letra, aprendi na escola e com meus pais.
Símbolos nacionais são feitos simplesmente pra serem respeitados como são, não são feitos pra cair no agrado, pra agradar um gosto estético, mesmo porque nunca vai agradar a todos. O povo é que se adapta a eles, se quiser, mas OBRIGATORIAMENTE, tem que respeitar.
Não é pela letra da música ou pelas cores da bandeira, é o que eles representam. Bandeira do Brasil não é pra ser usada como canga ou pano de prato e hino é pra ser cantado corretamente, quem não quer entender ou cantar, fica quieto. A Vanusa cuspiu no hino. Só isso.
É leval quando se vai em formaturas ou outros lugares públicos e todos tem que cantar o hino. Tem alguns momentos que embola tudo e não dá para entender nada do que está sendo cantado hehe
Adorei a crônica, mas… foi tão dificil decorar a letra (se é que ainda lembro dela inteira, o que duvido) que daria até dó ter que decorar outra, por melhor que seja.
Pisou na bola feio, Riq. Sugerir trocar algo histórico e ainda bonito, apesar de difícil, por uma ‘grife’ que também não é unanimidade, foi uma ‘barbeiragem’ das feias…
Algo histórico… como nosso código penal de 1940…..
A letra de nosso hino foi escrita na época em que a escola literária vigente era o Parnasianismo (”Ora direis ouvir estrelas”…). Era obrigatório se escrever rebuscado, fora da ordem direta, com o léxico o mais complicado possível.
Por ser histórico não mudaram a letra do hino do estado do Espírito Santo (a segunda estrofe começa com “Nossos braços são fracos, que importa”).
Se tudo muda, e até a missa em latim mudou, por que não o hino nacional?
Letra que não é original….
A original louvava o império!
Eu acho que ia sair uma coisa do tipo “complexo-de-culpa-capistalisa-colonizador”. E eu não ia gostar. E talvez se resolvessem mudar não apeas a letra a música iam trocar algo grandioso como o hino por uma bossanova irritante qualquer
Deixa como está.
Ué, acho que eu me enganei.
Estava animada e bonita a festa em NY no domingo. Uma multidão de estrangeiros e brasileiros aproveitando o belo dia ensolarado para dançar, comer e divertir que eu me senti tão orgulhosa da alegria do nosso povo.
O hino sempre me emociona. Fácil ou difícil. Somos nós. O povo que está continuamente em busca de novos caminhos, com alegria. Felicidades para todos nós, afinal hoje é sexta-feira.
Alguém já assistiu ao “Feitiço do Tempo” mais conhecido como o Dia da Marmota ? rs
Boa Edu!
Hahaha! Não é à toa que “virundum” (o virudum ipiranga às margens plááácidas) virou sinônimo de entender a letra de uma música de uma forma, digamos, peculiar.
Riq, concordo com vc.Estudei no Colégio Pedro II(Marechal Floriano – Rio) e sou péssimo em português.
Acho o nosso hino tenebroso.Qdo TV Globo coloca “aquela tradução “ na copa do mundo o nosso hino perto dos outros, dá pena.Sem contexto e deitado eternamente em berço …….
Só não sei o Chico, mas apenas por questão de gosto próprio sugiro Milton Nascimento.
Mas vc está correto.Riq, vc é o cara!!!!!!!!!!!!!!!
JÚLIO.
Acho que o hino tinha que ser mudado mesmo, para que as pessoas ENTENDAM o que estão cantando. A maioria de nós decorou o hino na escola, mas acho que hoje isso não tem mais. Muito menos analisar a letra.
O hino é bonito, mas parece aquelas músicas em outra língua, que soa muito bem, mas a gente não faz idéia do que fala !!!
Sobre apreciar e analisar nossa bela língua portuguesa (não estou brincando, é uma das mais belas do mundo), sugiro os clássicos de Camões, Pessoa, Drummond, Amado, Ubaldo, Machado – há muito mais a aprender !
Estava sentindo falta dos textos polêmicos
A America está servindo de inspiração ?
é verdade
Hummm, eu acho que já vi esta novela antes. [2]
Bem, eu não vou nem falar pra não aumentar a polêmica
Cono assim ? E a diversão ??
É que acho o nosso hino lindo. O mais bonito pra mim é a Marseillese.
Também adoro o Chico, aliás somos quase parentes
Viva o Chico! concordo com o ricardo, vamos aproveitar que o chi9co esta vivo, vamos lancar aqui uma campanha, ..” chico faça outro hino nacional!”
viva o chico, e viva o Brasil
Hino? Hino pra quê?
Esta charada da sexta-feira está muuuuuuuuuuito difícil, que tal cantarmos o Hino Nacional. Bem mais fácil.
E o lábaro que ostentas estrelado, hein? dureza!
Acabei de fazer uma enquete entre a minha equipe e ninguém soube me dizer o que é lábaro. E olha que são todos jornalistas!!!!
E aquela parte que todo mundo enrola a língua e fica esperando alguém que sabe cantar? (Brasil, um sonho intenso, um raio vívido”…)
Hahahaha.
Adorei a crônica.
Eu passei a vida inteira achando que “a Terra desce” era um fenômeno astronômico. Não p’rcebia a crase, entende? Eu achava que o raio vívido fazia a Terra descer… (eita sonho intenso)
hahahahahahhaa… acabei de descobrir que não é a terra que desce!! rsrsrs
Vivendo e apredendo!!
A Terra não pode descer (ou subir), pois no espaço não existe “em cima” ou “embaixo”
Vixe.
Não tinha lido os posts anteriores ao meu.
O povo leva as coisas a sério demais, né?
Ui!
Adoooro o Chico Buarque!
Dou meu apoio à campanha.
Estudei em colégio de alemão, rigoroso, onde aos seis anos eu já tinha que saber todos os hinos aplicáveis a um brasileiro e gaúcho: Hino Nacional, Hino à Bandeira, Hino da Independência, Hino da Bandeira e Hino Riograndense.
Confesso que me arrepiava ao ouvir e cantar o Hino à Bandeira…”recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil, querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil.” Achava e continuo achando simples e bonito.
Mas por falar em hino, tem o caso gaúcho, que pelo que parece é sui generis no Brasil. O Hino Riograndense é figura carimbada nos pampas: é cantado até nos estádios de futebol (”povo que não tem virtude acaba por ser escravo”).
Aliás, estão acontecendo as comemorações Farroupilhas em Porto Alegre, em que se celebram as tradições gaúchas. Acho que em nenhum outro lugar os turistas poderiam ter contato com tanto gaúcho pilchado junto, com tantas prendas e tantas atividades regionais com a facilidade de estar em uma cidade confortável e com boas opções do que fazer, como Porto Alegre.
Fica a dica.
Dionísio, falou tudo. O Hino da Bandeira é rebuscado E EMOCIONANTE.
Mas é covardia, porque a letra é de um poeta de verdade, Olavo Bilac. E não do enganador do Duquestrada…
Esse é exatamente o meu ponto: o Chico é o Bilac do nosso tempo. Ele consegue ser brilhante até quando resvala pelo Parnaso…
Ricardo,
Adoro o Hino Nacional, APESAR da letra ser uma coisa bolorenta e rococó.
Mas sua idéia de colocar nas mãos do Chico Buarque uma nova versão me preocupa um pouco. No Brasil boas intenções rapidamente são esculhambadas por execuções mal feitas. Começamos com uma simples letra do Chico Buarque e com duas ou três reuniões ministeriais (ou de Gabinete) já teremos uma sugestão delirante de formar um grupo de trabalho, ou de formar uma comissão de notáveis… e por aí a coisa desanda fácil.
Já pensou se resolvem colocar em referendo? Votação popular?
Ao invés de termos um Hino novo escrito pelo Chico, podemos passar os próximos 100 anos tentando entender um Hino novo cometido pelo Zeca Pagodinho. Ou rascunhado pelo Zezé di Camargo.
E, supremo perigo, vai que cai nas mãos do Carlinhos Brown fazer a nova letra? Ia ficar mais difícil de entender que a letra do Duque Estrada.
Medo. Muito medo. Prefiro ficar com a letra confusa que JÁ decorei, desde os 6 anos.
Ah, claro… sem esquecer que podemos ter Membros da Academia Brasileira de Letras, como o Sarney, dando pitaco. Quem sabe até não convidem o mais recente membro da Academia Alagoana de Letras?
Já imaginou? Hino Nacional – Letra José Sarney & Fernando Collor de Mello.
A Vanusa ia delirar.
Discordo. Gosto da letra do nosso hino. E a sugestão pro Chico Buarque refazê-la, veio tarde. Se fosse há 3 décadas, quando estava no auge da sua criatividade, até podia ser. Hoje acho suas letras musicais muito ruins. Isto vale também para mais alguns, outrora gênios da MPB, como Caetano e Gil.
Fã mesmo eu sou do hino do RS. Me arrepio toda vez que ouço.
Dia da Marmota! Muito boa!!!
André, logo pensei no Sarney também. E, Collor como parceiro? Meda!!!
Se era pra fomentar a discussão, acertou na mosca.
Acho a letra rebuscada, mas bonita, e soa bem. De todos os hinos, poucos “soam” tão bem quanto o nosso. Até porque o dos outros a gente normalmente não entende, então o que vale é o que eles soam mesmo!
Eu sou da visão que há certas coisas que não mudam. Alguém já soube de algum hino de nação que tenha mudado nos últimos tempos? Eu pelo menos não conheço. Tem o caso da África do Sul, mas foi por questões fortes e tem gerado bastante polêmica (vide os 30s que a fifa usa e só é cantada a parte em inglês do hino, excluindo a versões das outras linguas/etnias).
A Marseillaise, que a Majô citou, por exemplo, foi escrito em 1792 e, além de chamar os cidadãos às armas, incita um verdadeiro banho de sangue, : “Nossa terra do sangue impuro se saciará!” E nem por isso trocaram. (até pq é sensacional).
Bem, se fosse rolar um voto, o meu seria a favor de manter.
E, um detalhe importante, perto de canhões, espadas, rastros de sangue e outras belicosidades, nosso hino é até que bem pacífico e idílico.
Mensagem rapida so para dizer que so chove em Atenas!!! Os 3 voos foram tranquilos, amanha vou a acropole e ainda consegui dar uma volta de 2hs em Zurich na conexao para ca! Bjs da Grecia
Ih aqu? tambem na Turqu?a nao para de chover!
Bjos da Turqu?a!
E em Londres uma amiga diz que faz sol! Vai entender!!! Mas ate que o sol brilhou no final do dia entre as nuvens.
bjs de atenas
Permita-me discordar de você. Acho o hino muito bonito e acho até que entendo a letra…
Que eu sei a letra inteira eu tenho certeza! hehehehe
Se um texto ou música não precisa ser rebuscado para ser bonito, também não é verdade que NÃO é bonito só porque é rebuscado.
Quanto à Vanusa e os netos dela… Ah, deixa pra lá.
Uma das frases que eu mais gosto: “Entre outras mil, és tu Brasil, ó pátria amada!”
A verdade é que seu post aumentou consideravelmente meu patriotismo… O hino nacional é o “hit” na minha mente desde ontem à tarde!
Concordo com todos, sem exceção
Concordo com o Emílio, o que não quer dizer que também não concorde com os outros, muito pelo contrário. A concordância é uma questão de perspectiva, pois para podermos concordar, há que se ter a chance de discordar, e como tais manifestações já se manifestaram, ratifico o dito anteriormente.
Savvy?
Ja passe? um Braz?l?an Day em NY e fo? bem ?nteressante…
Mas fu? com meu ?rmao e ele t?nha uma blusa/credenc?al dessas e eu nao! Entao ele ?a em todos os quarte?roes e eu t?nha que dar voltas longu?ss?mas para encontrar.
F?que? ?mpress?onada com a d?mensao…nao ?mag?nava mesmo tanta gente!
Oi Riq!
Parece que você anda numa grande correria.
Vi que no seu blog não tem nada sobre a República Dominicana. Outro dia vi uma pessoa te pedindo algumas informações sobre Punta Cana. Como já fui quatro vezes para lá, escrevi um post e estou te mandando o link. http://www.viajarpelomundo.com/2009/09/sol-merengue-e-bachata.html
Bj
Claudia
Ótimo, Claudia! Suuuuperútil, vou linkar bastante
Oi, Riq, aproveitando que voce está na area, de ti queria uma opiniao saber (inversoes a la Duque Estrada):
Vou cair na estrada (nao o Duque) na Italia em Outubro com o seguinte roteiro:
Milao — carro — Veneza (2 dias inteiros)
Padua (meio dia, 1 noite)
Verona e talvez pulinho em Sirmione (de manha ate final da tarde) — Cinque Terre (duas noites saindo de manhazinha)
Passar por Pisa-Lucca-Fiesole e chegar em Firenze (duas noites saindo de manhazinha)
Tarde e noite em Siena, passando antes por San Gimignano e Monteriggione
De Siena a Arezzo (tarde e noite), passando por Montalcino-Pienza-Montalcino
Saida de manhazinha de Arezzo a Roma, onde passarei 3 noites
Total de 14 noites e 15 dias
Se somar ai em cima, vai ver que nao da tudo isso
Por que? Porque entre Padua e Verona eu separei 48 horas para fazer BOlzano-Ortisei (1 noite) e Innsbruck (1 noite)
Minha duvida: voce acha que vale a pena eu dar essa esticadinha ate la em cima ou eu poderia distribuir melhor essas horas para Milao ou mais um tiquinho em Roma ou Veneza?
Um abraço
PS: antes, vou passar por Barcelona, Londres , Paris (bate-e-volta Bruges), Amsterdam e Praga. Essa é minha primeira vez na Europa, junto com minha esposa, e faremos 35 dias no total
Um abraço e tudo de bom
Corrigindo: Montalcino-Pienza-MONTEPULCIANO
Emílio, eu entendo que as viagens de carro que dão realmente certo são aquelas em que a gente não tem tantos objetivos para ticar da lista.
As estradas verdadeiramente bonitas são as lentas. Não dá pra dividir as distâncias por 80 e calcular quantas horas a gente vai levar de um lugar para o outro. Todos esses lugares que você pesquisou devem ser lindos. Pois saiba que existem dezenas de outros pelo caminho, que você vai passar batido por não ter tempo de parar.
Além disso, quando você dorme uma noite em cada lugar acaba perdendo um tempão nos procedimentos de achar o hotel, fazer check-in e check-out. Viajar o tempo todo com malas no carro também é estressante; sobretudo no fim da viagem, quando talvez não caiba tudo no porta-malas e alguma bolsa ou mochila precise ficar exposta no carro (um convite a arrombadores em qualquer lugar da Europa).
Se eu fosse você, iria de trem a Veneza (sai bem mais barato do que pagar dois dias inúteis de aluguel de carro e o estacionamento) e só alugaria o carro ao sair da cidade. Então montaria uma na Toscana — algum lugar no meio do caminho entre Florença e Siena, por exemplo — de onde sairia para cobrir os arredores, com roteiros frouxos e sem nenhum compromisso maior do que chegar à noite de volta ao hotel.
Devolveria o carro em Monterrosso e seguiria de trem a Roma. (De novo, de nada adianta ficar tantos dias de carro em cidades onde não será usado.)
Fora isso, não faria o bate-volta de Paris a Bruges; deixaria para fazer Bruges no dia da viagem a Amsterdã (acrescente um dia a Amsterdã). Você pode ver como fazer isso nestes posts:
http://www.viajenaviagem.com/2009/08/um-pulinho-em-bruges/
http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/97061_comentarios.shtml?1311328
Valeu, Riq e demais
Belas dicas
Quanto a Bruges, ja comprei a passagem, infelizmente ta fechado. Ja tinha visto esse post, mas nao tinha conseguido encaixar Bruges com Amsterdam. Meu bate-e-volta pra Bruges vai ser no sabado que tem a passagem a 100 euros ida e volta para 2, com trem direto, sem acesso a Bruxelas.
Em relação à Italia, vou abarçar com prazer essas dicas e refazer o roteiro.
Entao, voce acharia que Bolzano-Ortisei-Innsbruck seria meio fora de mao nisso tudo?
Sera que vale mais a pena encaixa-las numa futura viagem, que incluiria Alemanha + rota romantica + Austria + Suiça + interior da França + Cote D’Azur?
Sera que realmente a Europa vai estar la daqui a uns 2 anos? hhehehehee
Valeu por tudo
PS: Costa Amalfitana nem pensar no final de out/começo de Nov, ne?
Acho que nesta viagem você vai aprender bastante sobre ritmo, Emilio. De repente você até descobre que gosta de viajar nessa pauleira, e eu não tenho nada a ver com isso.
Acho que Alpes e Áustria funcionam melhor numa outra viagem, sim. E também acho que esse seu roteiro da segunda viagem cabe em umas três ou quatro viagens diferentes. (”Interior da França” é uma coisa MUITO ampla.)
Costa Amalfitana fora de temporada vale pela paisagem e arquitetura, mas não tem mais o mesmo sabor dos meses quentes.
http://www.viajenaviagem.com/2007/10/costeira-amalfitana-quando-ir/
http://www.viajenaviagem.com/2009/05/vai-por-mim-costa-amalfitana-e-capri/
Ô, Riq,
eu tava lendo teu post de “Italia pra aluna da Carla” e vi que voce e o Jorge Giramundo concordam com essa eventual base entre Florença e Siena.
Voces teriam, talvez, uma ou duas opções de hotel nessa região? To meio perdido sobre onde exatamente procurar.
Adotei tuas dicas e realmente to me sentindo mais leve quanto ao meu roteiro, o que me da uma gostosa sensação de descompromisso.
Obrigado mais uma vez
PS: Realmente é complicado fazer base em Florença de carro? Achei esse hotel que tem estacionamento, nao sei se vale a pena: http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g187895-d671552-Reviews-Silla_Hotel-Florence_Tuscany.html
E desculpa a encheção de saco. Valeu
Emílio, mesmo com GPS, entrar e sair de cidades grandes de carro é um pé no saco. Entrar em Florença, pegar um hotel com estacionamento e deixar o carro por lá pode ser uma boa, mas sair todos os dias de manhã e voltar à noite não é recomendável.
Uma boa estratégia para montar base na Toscana é escolher uma cidade próxima à auto-estrada RA3, que liga Florença a Siena. A autoestrada pode ser usada como atalho para pegar estradinhas menores diferentes a cada dia, sem perder muito tempo até chegar a elas. Ficar perto da estradona também é interessante para o caso de você perder a hora e não precisar dirigir à noite por estradinhas (que depois de escurecer deixam de ser encantadoras e ficam apenas cansativas).
Um ponto que me parece bem interessante é a cidadezinha de Colle di Val d’Elsa, que está pertíssimo da auto-estrada, nas cercanias de San Gimignano e Volterra, na boca da entrada para o Chianti e num ponto viável para ir a Montalcino ou Montepulciano em bate-volta. Além disso, dá pra deixar o carro em Poggibonsi, que fica ao lado, e ir de trem a Florença e Siena, pagando mais barato que o estacionamento nos centros históricos.
Aqui você acha hospedagem de todo tipo em Colle:
http://www.terrediarnolfo.it/strutture/index_en.html
Outra opção é Castellina in Chianti, o vilarejo do Chianti que fica à beira da estrada slow que liga Florença a Siena, a RS222. Precisando pegar a estradona, ela fica a 20 km. Para ficar em Castellina: http://www.castellinainchianti.com/dovedormire2.php?inc=0&lim=0
Olha, eu daria um “slow down” geral no seu programa. Já que vc tem a oportunidade de viajar por 35 dias (oba!), eu evitaria tantos deslocamentos em tão pouco tempo! A menos que vcs sejam atletas do ironman, isso vai cansar pacas e quando vc chegar em Roma mal terá ânimo e pernas de conhecer a cidade.
De qualquer forma, imagino que vc já esteja com tudo meio reservado e agendado, e respondendo objetivamente, eu usaria essas 48 horas não programadas para a Cinque Terre, para fazer umas “férias dentro das férias”. Dois dias para vc andar onde gosta (vai estar meio friozinho, mas não vai estar gelado), almoçar sem pressa e fazer footing sem “obrigação” de ver nenhum monumento histórico, igreja, parque ou colina.
Nossa…eu ia dizer exatamente a mesma coisa que o André, sem por nem tirar. E acrescentar que vcs vão adorar Pienza e Montepulciano – pouca gente consegue o tempo de ir a essas cidadezinhas, e elas são uma delícia.
Assinando com a direita e esquerda , abaixo da Marcie e do André
Vamos chamar o Jáder, Sarney aquelese nado r por Tocantinsm, tal de Jucá….Nção sei doreito o nome da peça.Vamos mudar o hino.
Sem nada e verso.
Faleido Milton ,as esqueci qie ele é músico.VIVA O CHICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O nosso hino é uma ………………….
Deixa p´ra lá………………..
Era Garrida virou passaR?????
Pq??????????????????????????
Tem censura tb aí??????????????
Hahaha, não — é que eu vi a coluna impressa no Guia e só então vi que na última hora tinha mudado o título para “Vai passar”. Foi o que saiu no Estado, apenas botei no padrão
Hahaha , pensei a mesma coisa !
Mas não entendi nadinha
Riq,
Eu lembro de ter te peguntando uma vez sobre o Ibis em Londres, e vc disse que o London City não tinhas das melhores localizações… Bem, tentei loucamente achar essa troca de mensagens, mas não tive sucesso.
Vc poderia me passar a sua recomendação de novo? era o St Pancras?
abs e valeu!!
http://www.ibishotel.com/gb/hotel-5011-ibis-london-city/index.shtml
http://www.premierinn.com/pti/hotelInformation.do?hotelId=23882
http://www.premierinn.com/pti/hotelInformation.do?hotelId=24070
http://www.meininger-hotels.com/meininger-hostels/ho-s-tel/staedtehaeuser/london/
Valeu pelas dicas, Riq.
Mas na verdade me lembro de você não recomendar o London City, porque não havia muito a fazer lá a noite. Ou será que me embananei?
obs: esses premier inn parecem legais. Tinha visto na viaje e turismo. Bem bacana…
Sim, não recomendei o London City porque pros lados de East London sem estar no bochincho de East London — ou seja, fica só longe. A única “atração” perto é a Tower of London. O Euston/St.Pancras fica num ponto muito melhor. Os Premier Inn são os Ibis ingleses.
Valeu!!
Os premier inn são muito bem avaliados no tripadvisor… estou inclinado a ficar lá.
Sobre o hino, o que mais me incomoda é quando tocam só a primeira parte e não todo o hino… eu gosto é da melodia!