2009 foi a maior viagem
Talvez você não tenha se dado conta, mas o ano que passou foi, disparado, o melhor dos últimos tempos para viajar. Quem não ficou trancado em casa assistindo ao noticiário da crise – ou da gripe suína – pôde aproveitar uma combinação de bons preços, câmbio favorável e promoções que deve deixar saudades.
VERÃO QUENTE
Começamos o ano sem caos aéreo – uma façanha, já que o dólar estava a R$ 2,34 (o euro, a R$ 3,30) e todo mundo resolveu viajar pelo Brasil mesmo. A crise internacional ainda não tinha nos atingido – pelo menos não a tempo de cancelarmos nossas reservas para o fim do ano.
Entre o réveillon e o carnaval as praias estiveram lotadas – incluindo as de Santa Catarina, onde argentinos, uruguaios e chilenos substituíram os paulistas, pois estes ficaram impressionados com as enchentes do mês de novembro e resolveram ir para o Nordeste (e acabaram perdendo o janeiro mais ensolarado da década no litoral catarinense).
VIÉS DE BAIXA
A crise só começou a ser sentida quando os turistas voltaram para casa e as companhias aéreas precisaram encarar a diminuição de viagens de negócios. Os aviões passaram a voar quase vazios e os preços de voos domésticos caíram de maneira consistente.
Além da superoferta de assentos, havia o fator concorrência: a entrada da Azul, em operação desde dezembro de 2008, mexeu com a dinâmica do setor. Para não perder mercado, Gol e TAM criaram rotas e acompanharam os preços promocionais de lançamento da Azul.
ATCHIM!
No fim de abril, a notícia do aparecimento da gripe suína – rebatizada depois de H1N1 – disseminou uma verdadeira pandemia de pânico. A Argentina suspendeu voos para o México – o que não impediu que se tornasse o maior foco da doença assim que o inverno começou.
Apavorados com compatriotas que se contaminaram em Buenos Aires no feriado de Corpus Christi, cancelamos nossas viagens de julho a Bariloche. Só aprenderíamos a lição em agosto, quando a gripe chegou aqui e vimos que, apesar do caos nos hospitais, a vida continuava normal. Voltamos rapidinho à Argentina, aproveitando promoções de passagem e a desvalorização do peso.
DÓLAR LADEIRA ABAIXO
Maio registrou mais dois grandes empurrões para viagens ao exterior. Começou a vigorar a liberação, pela Anac, das tarifas mínimas dos voos internacionais. E o dólar passou a se desvalorizar, rompendo a barreira psicológica dos R$ 2 (e chegando, em novembro, à ótima faixa de R$ 1,70).
Na baixa temporada, deu para comprar passagens à Europa por US$ 800. Companhias mexicanas e colombianas levaram aos Estados Unidos por menos de US$ 600!
MILHAS PARA QUE TE QUERO
Este também foi o ano em que os clientes de programas de milhagem puderam aproveitar mais promoções. A Gol andou oferecendo voos por míseras 2 mil milhas e a TAM, por 2.500 pontos.
Por sinal, vale notar que, depois de colorir o Smiles de laranja, a Gol se revelou muito mais generosa do que a antiga Varig na concessão de assentos-prêmio. Quem não torrou todas suas milhas no ocaso da Varig com certeza não se arrependeu nem um pouco.
E 2010?
Se, por um lado, a economia aquecida deve manter os preços mais cheios, o aumento da concorrência pode fazer surgir boas oportunidades. Fique atento durante a baixa temporada; nas férias escolares as boiadas vão ser raras.
Originalmente publicado na minha página Turista Profissional, que sai toda terça no caderno Viagem & Aventura do Estadão.








Oi, Caps, deixa eu abusar do espaço e aproveitar pra mandar um cyber beijo pra toda a tripulação que frequenta a casa? E um enoooooorme abraço pra você? Amo muito tudo isso. Feliz 2010
Ricardo, foi um ano muito bom, ou está sendo, pois muitos ainda estão viajando. A queda do dólar ajudou bastante a animou a quem nunca tinha viajado para o exterior a fazê-lo. Parabéns pela nova casa. Um 2010 no mínimo igual a 2009 para vocês e também para todos nós. Feliz ano novo. Beijos.
O 2009 foi a maior viagem e o seu blog, web ou site é a melhor companhia…
2010 vai ser a maior viagem