O Palco HSBC quer saber: a honestidade compensa? (Uma coisa é certa: dar sua opinião compensa.)
Juro que esta pergunta, e a foto que serviria como ilustração, estavam escolhidas há um mês e meio. Não dava para imaginar que justamente nesta semana outro escândalo eclodiria, e logo no Planalto. Ou dava?
Solte sua voz e diga o que pensa. A honestidade é um sempre inquestionável? Há situações que justificam alguma falta de honestidade? A desonestidade dos outros nos libera para sermos menos honestos? Sinceridade é sinônimo de honestidade? Ou mentiras bem-intencionadas podem ser honestas?
Deixe seu comentário na caixa aí no alto da barra direita e vamos construir mais um texto memorável desta série escrita pela comunidade Viaje na Viagem.
Quer ver como respondemos à pergunta da semana passada? Role o post abaixo do vídeo.
A pergunta “Ainda há alguma liberdade a ser conquistada” não deu muito ibope, não. Foram relativamente poucas participações. Todas, porém, com opiniões bastante contundentes.
A noção de que liberdade demais é nociva foi bem representada – e bem argumentada:
“Ainda há muita liberdade a ser conquistada, mas que não será. Liberdade não é só ir numa praia de nudismo, expressar opiniões na web. A liberdade total é utópica, pois só poderá ser posta em prática se o indivíduo estiver isolado numa ilha deserta. Civilização é repressão (Freud). Nossas emoções primárias são as ruins: ódio, raiva, medo, inveja, ciúme. Os bons sentimentos são BOAS construções, transmitidas por nossos pais e educadores. O ser humano precisa ser domesticado desde o nascimento (Lya Luft)” (Arthur/RJ).
Na mesma linha:
“Não existe liberdade, nem de pensamento. Tudo o que pensamos já é uma construção orquestrada como limites e pontos de partida” (Gustavo/DF).
Não pode haver liberdade para desrespeitar o outro:
“Liberdade ilimitada é um mal. Fazer e falar o que se quer sempre é sinônimo de desrespeito. O limite é a aceitação e o respeito às diferenças. Quando alcançarmos isso, aí sim seremos verdadeiramente livres do que nos tolhe: os nossos preconceitos (Sílvia/MG).
“Preconceito é uma prisão, e enquanto existir ninguém pode se dizer livre. Somente quando minorias como negros e gays não sofrerem com isso poderemos nos considerar verdadeiramente livres. Fim do preconceito! (Luis/SP).
“Enquanto houver preconceito dentro de você haverá uma ditadura pessoal que te impedirá de aceitar tudo que não pertence ao seu universo lógico. O primeiro passo à liberdade é seu coração quem deve dar” (Miguel Ângelo/PB).
O que é liberdade para um pode ser opressão para outro:
“Falta nos libertamos do consumismo, do imediatismo, do materialismo” (Ana/SP)
Às vezes a liberdade pode ser algo difícil de mensurar:
“É assustador pensar se eu desfruto, realmente, de todas as liberdades que acho ter… ou a autocensura já é assumida — pelo politicamente correto” (Carmen/ESP)
A liberdade de não ser cerceado pelo que você é ou pensa:
“O grande lance de ser livre é ser o que é, independentemente do olhar desafiador do outro” (Bianca/RJ).
“Falta conquistar a liberdade de exercer as liberdades conquistadas sem ser julgado ou rotulado. A liberdade de exercer a opção sexual sem precisar se isolar em guetos; de dizer o que se pensa sem sofrer a patrulha do politicamente correto; de escolher gastar as economias numa viagem de volta ao mundo ao invés de comprar um imóvel sem ser tachado de irresponsável; de preferir conhecer o Butão e não Nova York sem receber olhares de ‘tadinho, é maluco’… Mas, na verdade, julgar e ser julgado estão na base da sociedade como conhecemos, então, talvez, a conquista dessa liberdade seja um tanto utópica” (Marília/RJ).
“Várias coisas: uma delas, a de poder omitir a sua opinião sem ser patrulhado! (Edu/SP)
Olhando para a nossa vida, sempre há uma liberdade que gostaríamos de conquistar na prática.
“A maior liberdade que os cariocas gostariam de conquistar é a de andar despreocupado pela cidade a qualquer hora do dia” (Leandro/RJ).
“Falta conquistar a liberdade de expressão na internet. A Justiça ainda não entendeu como a internet funciona e segue condenando blogueiros” (Gabe/RS).
A propósito:
“A liberdade de ser livre, sem estar todo o tempo conectado e localizado por celulares, internet, câmeras, gps, esteja onde estiver” (Sonia/SP)
“Eu preciso me libertar um pouco do VnV. Eu vivo muito aprisionado dentro do blog” (Zé Maria/SP) ![]()
De repente aparece uma liberdade que poucos anseiam, mas que faz todo o sentido:
“Estava pensando que a única liberdade que ainda não conquistamos não está no começo, nem no meio, mas no fim da vida. Liberdade de escolher a hora e o modo de encerrar nossas vidas. E, de certa forma, podemos até fazer essa escolha, mas seria isso uma conquista ou ausência de conquistas?” (Rosa/DF)
Vou terminar com um pensamento que é um poema, e dos ótimos. Com a palavra, a Lucia/SP:
“Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome.”
Ajude a compor o próximo texto! Deixe o seu pitaco no box da direita, lá no alto da página, respondendo à pergunta: “A honestidade compensa?”
Obrigado, pessoal! Parabéns pelos comentários!



Oi Riq, legal, só gostaria de complementar o resumo da minha opinião: “(…) Os bons sentimentos são BOAS construções, transmitidas por nossos pais e educadores. O ser humano precisa ser domesticado desde o nascimento (Lya Luft)”. É que esse trecho fazia parte do texto original, e me preocupou gerar algum mal-entendido.
Valeu e abs!
Corrigi. Fui traído pelo editor de texto, desculpaê.
Tranquilo, tks!
Tá muito bacana!
Pessoal, os escândalos quase sempre vão explodir no Planalto, afinal aqui está representado cada canto do Brasil. Favor, não confundir com os nascidos em Brasília, nós brasilienses também sofremos com toda sorte de político e empresário que aterrisam por aqui e fazem da Capital federal o escritório central da corrupção.
Zé Maria (São Paulo), gostei muito do que você disse, mas por outro lado, eu gosto tanto do VnV que sempre me dá a sensação de ter conquistado essa liberdade de viver aprisionada aqui e acho que não quero me libertar disso não…
Concordo, Rosa! Ri muito com a frase do Zé Maria, mas acho que o VnV virou uma “prisão onde eu escolho estar”… Nesse sentido, será que é uma prisão ou será que é a minha casa?!?
Rosa e Carla, meus comentários são pra provocar
ou tentar fazer rir.
Mas o que eu gosto mesmo é provocar!:-)
Zé e Lucia mataram a pau!Cada qual do seu modo!Zé sempre bem humorado e Lucia com muita filosofia…..