Qual foi a encomenda de viagem que te deu mais trabalho?

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É só um creminho pra minha avó, certeza que você acha!

Outro dia o Thiago Parente, que tá em Nova York, tuitou um desabafo sobre interromper uma viagem bacana pra ir atrás de uma encomenda. Daí a PattyBraga sugeriu: ei, será que isso não dava uma enquete?

Pois claro que dá. Conte pra gente: qual foi a encomenda que você mais se arrependeu de ter aceitado?

Vale também contar — não precisa dar nomes! — sobre as técnicas mais constrangedoras de pedir encomenda de que você já foi vítima.

Para fazer você entrar no clima, reproduzo aqui um capitulinho do Viaje na Viagem original, de papel:

Recusam-se encomendas

Fazer encomendas a quem viaja é um dos costumes mais antigos que existem.

E põe antigo nisso. Fazer encomenda é do tempo em que se tinha medo de avião. Do tempo em que família, a família da namorada, algumas ex-namoradas e o prédio inteiro iam se despedir de você no aeroporto — até na ponte aérea. Do tempo em que o exterior era conhecido como “o estrangeiro”. Do tempo em que produto importado era não apenas raro, como na maioria das vezes ilegal.

Hoje em dia, dependendo da natureza do pedido e do grau de relacionamento entre o pedinte e o viajante, a encomenda pode variar entre:
1) um mau costume;
2) uma total falta de educação.

Na hora de pedir — e de aceitar — uma encomenda, ninguém se dá conta do transtorno que vai ser, em algum momento da viagem, parar para pensar na encomenda, andar para comprar a encomenda, achar a encomenda, conferir as especificações da encomenda, pagar a encomenda, empacotar a encomenda, fazer a encomenda caber na mala, carregar a encomenda, passar pela alfândega com a encomenda.

A última vez que eu fiz uma encomenda, foi para uma (ex) funcionária minha que tinha acabado de pedir demissão e ia passar uma semana em Paris. Como você vê, ela merecia.

As encomendas enganam.

As que parecem fáceis demais sempre têm dois ou três modelos para você escolher (e ninguém te falou isso antes). Com as super-especificadinhas, é batata: a linha foi renovada, mudaram os nomes e as embalagens, e esqueceram de avisar a pessoa que te fez a encomenda. Outras encomendas até que fazem sentido no calor do momento, mas acabam ininteligíveis na hora que você retoma o assunto e vai comprar: o que era aquilo mesmo que ela falou?

Resista. Mude de assunto. Tenha uma vontade súbita de ir ao banheiro, e suma. Se for para perder o amigo, melhor que seja agora do que na volta (depois do trabalhão que a encomenda vai ter dado). Se você quiser lançar mão de desculpas e subterfúgios educados, aqui vão alguns.

• Alegue o bendito limite de US$ 500. Diga que você não sabe como vai conseguir passar com as suas  compras, e que com isso não pode comprar mais nem um tubinho de Crest. (A mesma coisa vale para presentes. Não existe nada mais prazeroso do que presentear — mas se começar a virar um stress, ponha a culpa no tal do limite e compre chocolatinho Lindt no free-shop da volta para quem você ama.)

• Peça o endereço da loja. Endereço completo, por favor. Se for necessário, seja acometido por uma amnésia rápida: Broadway? Como assim, Broadway? Ou mude-se mentalmente para o outro lado da cidade e prometa que, se passar por lá, vai tentar, quem sabe se tudo correr bem, achar.

• Peça por escrito. “Você me passa depois tudo direitinho por escrito?”. E não esqueça de desligar o fax.

• Se o pedinte for seu superior hierárquico ou parente mais velho: minta. Minta deslavadamente. Fale que você procurou feito um doido mas não achou. Descreva todas as coisas que você supostamente deixou de fazer só para procurar a encomenda. Misture as letras da marca encomendada, e diga que ninguém nuuunca ouviu falar desta marca lá onde você foi.

• Se você aceitar a encomenda e depois se arrepender: não traga nada. Compre mais um exemplar deste elucidativo compêndio e dê de presente — com um post-it amarelinho colado na página inicial deste capítulo. Imprima este post e deixe como não quer nada num lugar onde o encomendante possa ler.

Piores encomendas da história — já pra caixa de comentários!

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162 comentários para “Qual foi a encomenda de viagem que te deu mais trabalho?”

  1. Desculpe, não trabalhamos com encomendas. Presentes, só pros mais chegados e se eu achar alguma coisa fácil… Eu “viajo na viagem”, não fico correndo atrás de encomendas alheias, por isso – felizmente – não tenho nenhum “causo” pra contar..rs..

  2. Pois a Lanny aqui em cima falou de tinta e vários falaram nas encomendas das mães… Bom, são justamente as benditas tintas e minha mãe que sempre me rendem epopéias em matéria de encomendas de viagem.

    Minha mãe pinta quadros com tinta a óleo como hobby. TODAS as vezes em que vou para os Estados Unidos, ela consegue me convencer a trazer para ela tubinhos de uma determinada marca de tinta que, segundo ela, são as melhores do mundo e blá-blá-blá.
    Já catei tinta a óleo pra ela em lojas variadas em Nova York, Los Angeles e Miami. São difíceis de encontrar e acabo conseguindo sempre no máximo uma meia dúzia de tubinhos em cores variadas.
    Daí no ano passado, em Phoenix, descobri a loja Michaels, uma rede que tem absolutamente TUDO que vocês possam imaginar em matéria de artigos para artes e artesanato. A variedade de produtos oferecida era tamanha que nem eu me segurei. Voltei pra casa com 24 (sim, 24!!!) tubinhos de tinta a óleo espalhados pela mala, cobrindo todo o espectro de cores que havia disponível na loja! ehehehe…..
    Aliás, pra quem faz artesanatos variados, ou gosta de coisas diferentes pra decorar a casa, fica a dica. Um pulinho na Michaels mais próxima vai despertar a Martha Stewart que existe em você e certamente vai aumentar em alguns quilos a sua bagagem!
    http://www.michaels.com/art/online/home

    1. Tem tb coisas e las de trico num preço ótimo. Minha cunhada compra coisas de Scrapbook, que aki no Brasil são carérrimas….volta com a mala cheia. Lá é excelente mesmo…tem até planta artificial,etc…sensacional!!!!

  3. Agora no post certo : só aceitamos pequenas coisas, do freeshop : tipo perfumes, etc…Na ultima viagem comprei whisky em promoção para o casamento de minha sobrinha. Agora fui convidado pra padrinho deste casamento : vou pra Italia antes do casório : será que vão inventar de servir prosseco italiano…

  4. Na minha primeira viagem para fora do Brasil não tinha grana ( e ainda não tenho…), quando me pediram as tais encomendas achei legal, não ia comprar nada mesmo, foi uma ótima desculpa para entrar em lojinhas e ver produtos diferentes.

  5. Sempre se fala em viagem para o exterior. Mas uma coisa que nem todos se lembram são dos que visitam o Brasil mesmo, na fronteira com o Paraguai, mais especificamente em Foz do Iguaçu. E para quem mora lá com parentes no resto do país? Acham que é fácil? :-)
    Sempre tem aquele iPod, um roteadorzinho para redes sem fio, ou o conjunto de teclado/mouse que é lançamento, o creme que não se acha no Brasil e por aí vai. Recordo que entre Ciudad del Este e Foz passa-se por via terrestre (i.e., cota de US$ 300,00).
    Bom, mas para manter o padrão, já me pediram (um “parente”) uma placa de captura de TV marca X, modelo Y. Perfeito! Só faltou pesquisar os preços nas tabelas das lojas pela Internet. Mas tudo bem. Só tinha uma coisa: como era para ser usado em um Macintosh, precisava ter o chipset Z-123, porque se fosse o chipset Z-321 ou o Z-121 poderia dar problema. E como saber o chipset se isso não está impresso na caixa? “Fácil”! Instalar em um computador para ver o driver, ou então abrir o equipamento. ;-)
    Claro que a gente não comprou. Mas serviu para aprendermos que ter o pedido especificado é muito bom ao invés de algo como “placa de captura de TV” ou “placa de captura de TV marca Z”. Mas ter superespecificado do jeito que foi, também pode não servir para nada e atrapalhar mais que ajudar. :-P

  6. Sempre se fala em viagem para o exterior. Mas uma coisa que nem todos se lembram são dos que visitam o Brasil mesmo, na fronteira com o Paraguai, mais especificamente em Foz do Iguaçu. E para quem mora lá com parentes no resto do país, como foi o meu caso por um tempo? Acham que é fácil? :-)
    Sempre tem aquele iPod, um roteadorzinho para redes sem fio, ou o conjunto de teclado/mouse que é lançamento, o creme que não se acha no Brasil e por aí vai. Recordo que entre Ciudad del Este e Foz passa-se por via terrestre (i.e., cota de US$ 300,00).
    Bom, mas para manter dentro do assunto, já me pediram (um “parente”) uma placa de captura de TV marca X, modelo Y. Perfeito! Só faltou pesquisar os preços nas tabelas das lojas pela Internet. Mas tudo bem. Só tinha uma coisa: como era para ser usado em um Macintosh, precisava ter o chipset Z-123, porque se fosse o chipset Z-321 ou o Z-121 poderia dar problema. E como saber o chipset se isso não está impresso na caixa? “Fácil”! Instalar em um computador para ver o driver, ou então abrir o equipamento. ;-)
    Claro que a gente não comprou. Mas serviu para aprendermos que ter o pedido especificado é muito bom ao invés de algo como “placa de captura de TV” ou “placa de captura de TV marca Z”. Mas ter superespecificado do jeito que foi, também pode não servir para nada e atrapalhar mais que ajudar. :-P
    Ah! E é “normal” pessoas de fora, quando conversam com você e descobrem que é de Foz do Iguaçu fazerem comentários como “E trouxe umas muambas para a gente vender?” ou “Queria ver com você se da próxima vez tem como trazer umas coisas. Tem um cunhado que precisa de um som para o carro, aí a gente racha o lucro.” e coisas do tipo. Com pessoas que mal conheço, costumo ser mal educado e cortar o assunto, às vezes terminando a conversa em 30 s e nunca mais chegar perto da pessoa. Não preciso de “amizades” assim.

  7. Este forum está ótimo. Eu tenho que confessar que não sou uma pedinte, mas sou uma “levante” juramentada. Tenho um amigo suíço que ficou uns tempos hospedado em minha casa e era apaixonado por duas coisas aqui do Brasil: carne e mangas. Adivinhem: cada vez que eu ia passar uns tempos por lá, eu levava carne congelada e mangas congeladas, compradas no ponto certo de amadurecimento. Acreditam? Naquele tempo era possível, acho que hoje não dá mais de jeito nenhum, com os scanners tão invasivos como andam. Mas valia a pena, só de ver a alegria com que ele preparava o churrasco para os amigos – do jeito que tinha aprendido aqui no sul do Brasil. Mas hoje eu não levo nem trago qualquer encomenda, nem que a vaca tussa, assim como não peço de jeito nenhum.

  8. Eu tenho uma regra: aceito se for algo que eu inevitavelmente vá fazer (perfumes ou maquiagem, normalmente). E já liguei da Sephora de Paris pro Nilo (amigo querido e cabeleireiro) pra tirar dúvidas de make que tava comprando pra ele (mas eu gosto, isso pra mim é diversão.
    No mais, eu desconverso e se não tem jeito na volta eu minto descaradamente.
    Pra mim, só peço com quem tenho muita intimidade. E a regra que uso vale no inverso: pras amigas que eu sei que vão parar numa loja de maquiagem, eu dou $$ e falo pra comprar novidades. Ás vezes se a pessoa vai passar no free-shop e não vai gastar a cota toda, peço pra trazer Veuve Clicquot, que é mais barato sempre. Mas também se não rolar, não rolou (sagitariana, sacumé)

  9. Roupas jamais! Uma amiga pediu uma calça. Podia ser Josefina 28, Boot Cut 29, ambas jeans azul escuro, ou Roxanne 30 preta, todas sem muitos detalhes, que custa na loja que ela compra aqui no Brasil, entre R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00. Primeiro que ninguém conhecia estas calças!!! Depois de 15 dias procurando em Orlando descobri sozinha – não queria ligar para ela – que esses são os modelos, a marca da calça é 7 All Mankind…rsrssrs! Conclusão, nos outros 15 dias em Miami fiquei procurando a tal da mulher do Napoleão como meu namorado falava para lembrar o nome… rsrs ( Josefina ), mas qdo encontrava o modelo, não tinha o número. Por fim, meu namorado estressou – com razão – e comprei uma Roxanne azul. O pior!? Custou Us$ 250, pois tinha uma aplicação de cristal no bolso, super bonita, mas ela disse que outa amiga tinha achado em Nova York por Us$ 100!!! Depois disto, se a encomenda for roupa, a resposta é NÃO direto.

  10. Acho que quem pode dizer melhor é o meu querido marido Paulo, mas eu tenho certeza de que nossa ida a Buenos Aires ano passado lhe rendeu boas dores nos braços…
    Super empolgada na feirinha de San Telmo (irresistível pra meus impulsos) comprei 5 garrafas daquelas de água com gás de vidro antigo coloridas lindas… 1Kg cada no minimo… depois arrumei um telefone roxo pesadão (mas LINDO e funciona) daqueles que tem a rodinha pra discar… tinha que vir na mão, magina que ia arriscar quebrar esse “luxo” hahaha…
    Resumindo: ele trouxe tudo, pq mulher já carrega um monte de coisa no retorno pra casa, não eh?!
    Meus xodós em casa!

  11. Já desabafei bastante sobre isso esta semana, no Twitter, mas não o suficiente. :wink:
    Um amigo meu, íntimo, mesmo, para quem eu já levei bastante coisa no passado, ficou mêses sem escrever, mandou um email assim:
    “Ma, desculpe a pressa, mas está aqui minha lista”.
    Tchiipuu, oi? E pra piorar, no mesmo dia, o filho dele, que está morando na Zoropa, pediu que eu comprasse uma máquina fotográfica, numa loja que estava em promoção, e levasse pro Brasil para entregar para um amigo que estava indo visitá-lo.
    Helloooo??
    Na tentativa de controlar minha impulsividade, não respondi a nenhum dos emails. Ser malcriada foi minha vontade, mas, amigos de mais de 30 anos… Pois eles mandaram novamente 4 vezes.
    Respondi com um sucinto ” sorry, não dá”. Ah..fala séééériooo!!
    Eu até me ofereci, para algumas pessoas, de levar alguma coisa. Mas eu me ofereci. Diferente, não? :mad:

  12. Como vários já falaram, para pedido de mãe não se diz não. Uma vez eu estava indo para a Europa e ela me disse que não queria nada. Mas perto do dia de ir ela lembrou que seria bacana se eu pudesse trazes um edredon de casal de pena de gansos. Uma vez trouxe um para mim e ela adorou, pois são melhores e infinitamente mais baratos do que no Brasil. Comprei, trouxe, e vale à pena. Virou a piada da viagem, meu marido e o outro casal sempre brincando com a minha cara, carregando o tal edredon.

    E teve um mico que eu mesma inventei. Como minha mãe é de origem alemã lembrei muito dela em Dresden, e achei que ela ia adorar um tal de um bolo de natal, típico da cidade. Então comprei, e carreguei com o maior cuidado do mundo por mais 6 cidades. Também valeu, ela amou, faria tudo de novo.

    Categoria roubada só para a minha mãe, para os outros eu topo encomendas do free-shop se me derem os dólares, sem problemas.

  13. Depois de muitos aborrecimentos finalmente consegui me livrar das encomendas! as minhas compras que sõ poucas já bastam.
    o blog é 10. estou “curtindo” muito.
    Valeu!!!

  14. Na minha primeira viagem internacional sozinha, aos 13 anos, tive que levar uma panela de pressão CLOCK, com direito à mala própria, de presente para a irmã de uma conhecida da minha mãe que nunca vi. Além disso, chegando a Stgo tive que entrar em contato e ir até a periferia da cidade para levar a tal da panela chata.
    Essa foi a pior, mas já tive que levar Donut´s, coxinha, limão (e levar uma bronca na alfândega), lata de brigadeiro, pomada para alergia, tênis, documentos, brinquedos, discos, cristaleira (com vidros)!
    Demorou mas aprendi. Agora que pago minhas contas o NAO é firme. O pior é que não se valoriza o trabalho de frete e as pessoas ainda reclamam!!

  15. Espero que esta não me dê trabalho nenhum – colega pediu uma estatuazinha da liberdade para o filho de 10 anos (mas de preferência com luzinha a acender na cabeça… porque crianças dessa idade gostam dessas coisas)

  16. Vou ser direto,

    Procuro pessoa para trazer um notebook dos EUA, posso comprar no bestbuy e mandar entregar previamente na casa da pessoa, não quero dar trabalho à ninguem, vou pagar o preço justo na entrega.

    Isso não é zoação com o tópico, é sério!
    Como ja li o tópico e muitos dos comentários, quero evitar qualquer dor de cabeça p vcs e p mim.

    Este é o note: http://www.bestbuy.com/site/Asus+-+Laptop+with+Intel%26%23174%3B+Core%26%23153%3B+i7+Processor+-+Black/9741729.p?id=1218165344675&skuId=9741729&st=g73jh&cp=1&lp=1

  17. Guilherme, eu conheço uma pessoa que traz notebook de Miami e NYC toda semana, ela se chama MANU.

  18. Ahhfff! Foi um relógio Garmim… que mais tarde descobri que não marcava hora, era na verdade um GPS…

    Um amigo procurou na internet e acho no site do Walmart, pronto, a encomenda estava feita, e com a seguinte frase, achei no Walmart, então você deve encontrá-lo facilmente.

    Procurei em várias lojas em Orlando e New York… Até que decidi entrar no site da Garmim e procurar revendedores em New York, encontrei-o em uma loja especializada em bússolas… Depois dessa, penso duas vezes antes de aceitar determinadas encomendas!!!

  19. Por que as pessoas que pedem encomendas querem sempre o menor preço? Já não bastaria um bom desconto? (se comparado ao comprar no Brasil ou pagar frete internacional já é um bom negócio.)

    Existem gastos ocultos que quem encomenda ignora: tempo do viajante, risco do viajante, mala do viajante, etc. Acho justo sim cobrar uma taxa e não entendo os que ficam com “raiva” e não aceitam este tipo de taxa, por achar que quem está viajando está se “dando bem”.

    Como muitos disseram, é um “sem noção” pessoas que encomendam e nos tratam como serviçais.

    Minha surpresa mesmo foi saber que isto é costumo de latino-americanos… não duvido.

  20. Bom, li todos os comentários e acho que o pedido que eu recebi é o campeão: Um George Foreman Grill, daqueles maiores, da tampa azul. Claro que não comprei, consegui demover meu amigo da ideia.
    Na minha primeira viagem ao EUA, roubaram tudo da minha mala e todos me pagaram mesmo assim. Alguns precisaram de um empurrãozinho, mas pagaram. Quando recebi a indenização da empresa aérea (na justiça), devolvi o dinheiro de todo mundo.
    Não me incomodo de comprar coisas para a minha família e para os amigos mais próximos, desde que não sejam pedidos sem noção!
    Achei ótima a ideia de confundir o nome da marca hehe. Mas como fazer quando a pessoa pede o endereço do hotel pra mandar as encomendas? Só tendo a mesma cara de pau e enrolar até a viagem :0).
    Ótimo tópico e ótimo site!

  21. Hehehe, eu me faço de louca e finjo que não é comigo ou me faço de desentendida quando alguém minimamente dá a entender que pretende fazer alguma encomenda quando eu viajo. Só trago coisas para minha mãe. Com meu irmão, também invento alguma desculpa, porque uma vez trouxe uns equipamentos de jogar tênis de Miami, mas nada era bom o suficiente. Então, se quer da marca X, vai lá e compra, hehehe

    Uma tia minha me pediu uma medalhinha de santo oficial do Vaticano, na primeira vez que eu fui a Roma. Tudo bem, o Vaticano era um dos meus roteiros, e uma medalinha nao dá nenhum trabalho de trazer na bagagem, nada de mais, mas o problema é que um mísero santinho de um metal muito fuleiro lá é algo absurdo de caro. Além do mais, qual santo mesmo que ela queria? Tem milhares de santos nas lojinhas oficiais do Vaticano. Ela queria um Santo Antônio, mas descobri lá que o santo de Lisboa não é muito popular por Roma (deve ser popular só em Pádua mesmo). Só consegui uma medalhinha tão pequena que fiquei com medo de desagradar na encomenda, hahah

    De minha parte, eu nunca peço encomendas, a não ser para minha mãe, que quase nunca acerta na coisa, mesmo eu dando todas as informações sobre o produto, inclusive impressas com as fotos da internet… E no momento, estou desesperada por dois modelos de mala rígida da Samsonite ou da marca Lulu Castagnette, que nenhuma delas tem aqui no Brasil. Mas como pedir para me trazerem uma mala do tamanho médio?. Hehehe… Tenho amigos morado nos EUA, mas não tenho coragem de pedir para me mandarem de lá.

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