10 passeios em Barbados

Entre as ilhas do Caribe servidas por vôos regulares diretos do Brasil, Barbados é a que oferece o conjunto mais diversificado de passeios. É uma escolha segura para quem está a fim de rechear sua semana de férias com programas fora da praia. Aí vai uma pequena seleção dos programas oferecidos. Não são os únicos. Como em qualquer destino caribenho, ao chegar você vai descobrir muitos outros, que lhe serão oferecidos na recepção do seu hotel.
Visualizar Barbados: os passeios em um mapa maior
1. ST. NICHOLAS ABBEY
St. Nicholas Abbey é uma propriedade rural preservada como nos tempos coloniais de Barbados. O lugar tem a sua própria destilaria de rum. Pegadinha: fecha aos sábados! (Deixei para ir no último dia e dei com a cara na porta.) Fica no norte da ilha. Pode ser facilmente combinada com a Harrison’s Cave e a Natural Reserve.
Ingresso: US$ 15 (crianças, US$ 10).
Horário: das 10h às 15h30, de domingo a sexta.
Site oficial: clique aqui.
2. HARRISON’S CAVE
A caverna de Harrison é um labirinto natural subterrâneo no centro da ilha. O lugar é super-organizado, com iluminação que torna a visita mais interessante. Leve alguma coisa para proteger a sua câmera, porque durante todo o passeio você vai ser alvo de pingos que se desprendem das estalactites. A visita é narrada apenas em inglês. Se você for por conta própria, chegue a tempo do primeiro passeio — assim você estará lá antes dos grupos e não pegará fila.
Ingresso: US$ 25 (até 12 anos, US$ 12,50)
Horário: primeira saída, 8h45; última saída, 15h45
Site oficial: clique aqui
3. BARBADOS WILDLIFE RESERVE
Apesar do nome pomposo, este parque é bem fraquinho: um zoologiquinho modesto, que mantém os bichos (aves, macaquinhos, veados, tartarugas, iguanas) num espaço natural protegido por arames. Mas os administradores roubam no jogo, ao programar uma sessão geral de alimentação para todos os dias às duas da tarde. Assim os visitantes têm à sua disposição todo o elenco para fotografar de perto. É bacana para levar crianças. Mas caso você não esteja preparado para responder perguntas, informe-se antes se é temporada de acasalamento das tartarugas. Eu fui durante o cio tartarugal, e posso atestar que as cascudas não ficam nada a dever aos bonobos…
Ingresso: US$ 12 (não aceitam cartão)
Horário: 10h às 17h; o horário de alimentação dos bichos é 14h
Site: clique aqui.
4. PASSEIO DE CATAMARÃ
Passear de catamarã é o jeito mais eficiente (e gostoso) de dar uma espiadinha na costa oeste de Barbados — a costa dos bacanas. De quebra, os barcos fazem duas paradas de mergulho — uma para ver peixinhos com snorkel, outra para nadar com tartarugas. O marinheiro leva peixe desfiado com isca, e as bichinhas aparecem. Há duas categorias de passeio — num catamarã grandão com um grupão enorme, ou num catamarã menor com no máximo 12 passageiros. Eu fiz um desses tours petit-comité, com a Calabaza (indicação da meu hotel) e aaaaadooorei. Os donos do barco é que tocam a operação, e o almoço estava uma delícia. Custou US$ 100.
Preço: entre US$ 60 e US$ 100
Horário: buscam você no hotel entre 8h30 e 9h30 e deixam de volta entre 16h e 17h.
5. ISLAND SAFARI
Jipinhos 4×4 fazem vários roteiros pela ilha. O mais popular é o Adventure Safari Full-Day, que percorre florestas do norte e praias do leste da ilha, com almoço incluído. Existem outros passeios, alguns de meio dia, outros combinando jipe com catamarã ou caiaque.
Preço: US$ 85 (crianças, US$ 55)
Horário: buscam você no hotel entre 8h30 e 9h30, e trazem você de volta entre 14h30 e 15h30.
Site: clique aqui.
6. BAJAN ROOTS & RHYTHMS
Momento Sargentelli: o The Plantation Theatre, um galpãozão localizado pertinho de St. Lawrence Gap, realiza duas noites por semana um showzão folclórico bastante assistível. Tem alguns momentos bem chatos, mas vários pontos altos — a começar pela steel band que esquenta a platéia para o espetáculo (os barbadianos e visitantes caribenhos aproveitam para dançar na pista junto ao palco). Para mim o grande destaque são os dançarinos em pernas de pau, uma tradição na ilha. Incrível incrível incrível. Um dos segmentos do show é dedicado à estrela mundial born in Barbados, Rihanna. Como de praxe, comprei só o show, declinando o jantar (que, aqui, é em buffet).
Ingresso: show e buffet (incluindo bebidas), US$ 97,50 (de 13 a 18 anos, US$ 75); só show (incluindo bebidas), US$ 57,50 (de 13 a 18 anos, US$ 40).
Horário: quartas e sextas, 19h (jantar) e 20h30 (show)
Site oficial: clique aqui
7. VISITA À DESTILARIA DE RUM MOUNT GAY
“O rum que inventou o rum” é o slogan do rum mais tradicional de Barbados. Dizem (não posso atestar, só entendo de caipiroska) que a qualidade do rum barbadiano é superior porque a água da ilha, naturalmente filtrada em rocha vulcânica, é de excelente qualidade. Não consegui fazer a visita, mas em compensação… também não li nada muito encorajador nas resenhas por aí. Tem degustação no final, então é um passeio melhor feito de táxi ou por tour. A destilaria fica logo ao norte da capital Bridgetown.
Ingresso: US$ 7 (crianças, grátis); tour com almoço, US$ 40 (crianças, US$ 20)
Horário: de segunda a sexta, primeiro tour às 9h30, último tour às 15h30; sábado, primeiro tour às 10h30, último tour às 14h30; fecha domingo. Para o tour com almoço incluído é preciso reservar.
Site oficial: clique aqui.
8. MERCADO DE OISTINS À NOITE
Oistins é o principal vilarejo da costa sul. Ali funciona um importante mercado de peixes, que abastece dezenas de quiosques instalados na vizinhança. As mesas são comunitárias. Você pode sentar e esperar uma garçonete ou pedir direto na janela. A barraca mais procurada, no entanto, funciona só com pedidos feitos na fila: é o Uncle George, que fica no canto direito (de quem olha para o mar), próximo ao mercado. A especialidade do mercado é peixe frito — normalmente, peixe voador — acompanhado por arroz com feijão ou então torta de macarrão. Os quiosques funcionam todas as noites, mas o grande freje é às sextas, quando acontece um dancing num salão do canto direito (freqüentado só por nativos, que dançam reggae aos pares, e respeitosamente) e pode ser shows ou DJs no meio da praça, mais para o fim da noite.
9. SUBMARINO ATLANTIS
A mesma empresa de semi-submarinos que opera em Aruba, Curaçao e St. Maarten também está presente em Barbados. É um jeito de mergulhar sem se molhar — e sem precisar se entender com snorkel. Pegadinha: antes de comprar seu passeio, veja se as condições da água estão boas. Quando estive em Barbados havia a presença de uma corrente indesejada que provocou o fenômeno da “água verde” — green water, em gringuês –, deixando a água turva. Só invista nesse passeio (e em mergulhos em geral) quando o mar estiver com a visibilidade habitual (que é ótima).
Preço: US$ 102 (crianças até 12 anos, US$ 47)
Horários: diariamente; saídas pela manhã e pela tarde
Site oficial: clique aqui.
10. THE CONCORDE EXPERIENCE
Se você só fizer um passeio em Barbados, que seja este. Durante 20 anos, a ilha recebeu a visita do mais ilustre dos jatos, que trazia bacanas da Inglaterra durante o inverno do Hemisfério Norte a 8.000 libras por cabeça. Quando a operação regular do Concorde foi desativada, a Inglaterra doou um dos exemplares a Barbados, sob a condição que pudesse ser visitado. Um hangar do aeroporto foi transformado em museu. E foi bolada uma visita bastante interessante. O seu ingresso é um cartão de embarque que depois é guardado como souvenir. Antes de subir no avião você assiste a um filme projetado no casco do avião. A sensação da decolagem é reproduzida por um equipamento de som poderoso, que faz tremer tudo. Ao pé da escada a guia, vestida de aeromoça, carimba o seu cartão de embarque. Lá em cima você tem a chance de sentar num assento, abrir a mesinha e visitar a cabine de comando. Um vídeo, em inglês, conta a história do supersônico. Adorei a definição, de alguém cujo nome esqueci de anotar. “Existe a classe econômica, existe a classe a classe executiva, existe a primeira classe. E existe a ‘classe’. Essa era o Concorde.”
Ingresso: US$ 20 (crianças, US$ 10)
Horário: terça a sábado, 9h às 17h. Fecha domingo e segunda.
Site oficial: clique aqui
Leia também:
Todas de Barbados no Viaje na Viagem






















Grande pedida! E essa visita do Concorde eu não fazia a minima ideia – assim, sem sair do chão, aposto que eu também acharia uma delícia
Que delicia… por mim, com o passe da JetBlue eu ficava só pelas praias… Barbados na lista!
Esse submarino tem também no Havaí.
Adorei essa do concorde.. não sabia mesmo.
Muito legal!!!
Principalmente a parte do Concorde. Tive a chance de entrar em um no Museu de Sinsheim perto de Heidelberg na Alemanha.(Mas a experiencia lá não era tão requintada com direito a cartão de embarque e tudo mais) Mas lá por outro lado, é o único lugar no mundo em que pode-se ver o Concorde e o seu similar soviético o Tupolev TU-144 lado a lado.
Além desse em Barbados e o que eu visitei na Alemanha, sei que existem outros dois. Um no Museu Aeroespacial Smithsonian na sede de Chantilly na Virginia e outro em Manchester.
Viajar de Concorde devia ser um sonho.. Imagine ter o tempo de viagem encurtado mais pela metade entre EUA e Europa.
Infelizmente, o Concorde não era um avião “verde”: poluição sonora e atmosférica para ninguém botar defeito, daí o seu banimento dos aeroportos. O desastre de 2000 enterrou de vez o avião. Agora, só quando botarem em prática o projeto do avião sub-orbital.
Blá-blá-blá.
O Concorde era tão poluente quanto qualquer jato dos anos 70. Aliás, pode se argumentar que era até menos poluente, pois seus motores são até hoje os recordistas de eficiência em cruzeiro na aviação civil. Mas como as pessoas acham que avião só polui quando pode ser ouvido…
Tanto é q no final dos anos 70 a onda contra o Concorde nos EUA, especialmente em NY sofreu um grande baque quando este visitou o aeroporto JFK: ao contrário que os ambientalistas ignorantes alegavam, ele fazia o mesmo barulho dos outros jatos, o que foi um enorme anti-clímax.
De resto, Ricardo, vale salientar que o Concorde ainda pertence à British Airways, como todos os outros que voaram por ela. Os da Air France que foram realmente doados aos museus.
Os da British estão em: Brooklands (G-BBDG), Glasgow (G-BOAA), Heathrow (G-BOAB, não aberto à visitação), Manchester (G-BOAC), NY (G-BOAD, USS Intrepid), Barbados (G-BOAE), Filton (G-BOAF, último fabricado) e Seattle (G-BOAG).
Eu tenho vontade de pegar um final de semana e ir a Barbados, basicamente para ir ver o Concorde! Qq outro programa da lista é lucro, ehehehe
Tinha esquecido do Concorde da BA que esta no Intrepid!!
Btw Lvcivs, muito legal esta lista sobre o destino dos concordes.. A única pessoa que eu sei que voou de Concorde foi um tio que fez uma vez a rota NY – Paris
Muitas opções interessantes! Adorei a parte do Concorde. Esta eu não conhecia.
Uma ótima viagem até para quem não curti muito ficar torrando no sol.
Eu ia ADORAR fazer essa visita do Concorde!!! Não fazia a menor idéia de que isso existia…
Para quem mais se interessar em visitar Concordes, segue a lista do que aconteceu com cada um:
http://concordesst.com/fleetoverview.html
É engraçado ver tantos programas para se fazer nas ilhas do caribe além praia, cadeira, piscina e hotel. Aqui no Canadá é tanta overdose de mostrar somente resorts all inclusive que eu sempre deixei esses passeios para depois! Estou adorando essa serie do Caribe, além resorts eheheh… excelente!
Eu visitei o Concorde em NY, no US Intrepid, e… decepcionei. Achei estreito e apertado. E como fica só o avião lá, sem nenhuma produção, fica boooooooobo. Eu queria era VOAR nele… =(
O de Barbados só deve ter comparação com o museu em Glasgow, onde os Concordes são as estrelas principais, e não apenas mais um avião.
Museu de aviação por museu de aviação no exterior, os obrigatórios são o Smithsonian em Washington, o museu de Seattle, o Sinsheim na Alemanha e Le Bourget em Paris. Todos com Concorde.
Adorei esse dossiê! Agora ir para o Caribe está ficando uma “barbada” com essas dicas (desculpe não resisti ao trocadilho
). Ai, tantos lugares ótimos para ir…tão poucas férias para tirar…
Muito legal que muitos admiram o Concorde. Como aficcionado por aviação, este seria O passeio da minha lista.
O museu de Barbados vale a pena, mas embora “sem Concorde” para quem quer conhecer um belo museu da aviaçao, vale ir ao da TAM, em Sâo Carlos.
É um prazer ler um post freire! eu gosto do estilo divertido, inteligente e generoso… desejo ir agora mesmo pra Barbados!
Os olhos do macaco são tierníssimos, doces.
Sempre excelentes os posts, já deu água na boca e partiremos para Barbados dia 02/10.
Gostaria de saber se em 7 dias ficaremos ocupados em Barbados ou poderíamos fazer uma visita a ilhas próximas como Santa Lucia ou Grenada e qual a melhor forma de chegarmos até elas.
Obrigada!
Só de avião, Sonia. Não gaste seu dinheiro à toa.
Olá Ricardo,
Muito valiosas suas dicas sobre Barbados. Por favor, poderia ajudar com mais essas dicas?
Pretendemos ir em Outubro, é uma boa época?
Estamos pretendendo casar lá com cerimônia em alguma praia. Tem alguma dica além do casamento do Coconut Court Beach hotel?
Gratos
Edmilson e Rosângela
Olá, Edmilson! Veja a melhor época para viajar na seção “Quando ir” da página de Barbados e outras informações úteis sobre este destino: http://www.viajenaviagem.com/americas/caribe-a-z/barbados-ricardo-freire/
Sobre o casamento, vejamos se algum outro tripulante poderá ajudar com algum pitaco
Olá, Edmilson! Pensando melhor, acho que no seu caso o melhor a fazer é recorrer ao pessoal simpático do blog oficial de Barbados no Brasil, o http://www.visitebarbados.com/blog . Certeza que eles pesquisam isso direitinho para você!
Ricardo.
Estive em Barbados em 1992 e só fiquei nas praias, mas em abril vou com um filho de 11 anos e estas dicas foram preciosas.
Parabéns e obrigada, está tudo claro e organizado, vou imprimir e fazer este roteiro.
Anna
Olá Rick, gostaria de saber se além desses passeios, também existem lugares (shopping) para comprar roupas de grifes? E onde você indica para comprar os souviners de Barbados?
Fernanda
Olá, Fernanda! Aqui quem responde é A Bóia.
Você terá bastante oportunidade de comprar souvenirs. Já as compras são as voltadas para o turista americano: jóias, relógios, perfumes, cosméticos. Você encontra essas lojas junto ao porto de Bridgetown.
Olá Riq. Com 14 noites em Barbados você recomenda ficar algumas noites em alguma ilha próxima, como Sta. Lucia?
Olá, Juliano! Aqui quem responde é A Bóia. Sei de boa fonte (ele mesmo!) que o Ricardo Freire nunca esteve em Santa Lúcia. 14 dias em Barbados parece realmente bastante tempo. Dê uma estudadinha nas ilhas próximas — além de Santa Lúcia, você pode ir às Grenadinas (é preciso visto para Granada) e a Trinidad & Tobago (turismo antropológico em Trinidad, praias em Tobago).
Olá, gostaria de saber se em Barbados conseguimos fazer compras de eletrônicos como preços bem atrativos? Queria saber também como é o idioma por lá, eles falam inglês corretamente?
Grata,
Mary
Olá, Mary! Em Barbados falam inglês com sotaque de Barbados, do mesmo jeito que em Pernambuco falam português com sotaque de Pernambuco
No Caribe, com exceção do Panamá (onde há lojas grandes e concorrência para eletrônicos) o que vale a pena comprar são jóias, relógios, roupas de grife e cosméticos.
Leia mais sobre Barbados a partir da página-guia:
http://www.viajenaviagem.com/americas/caribe-a-z/barbados-ricardo-freire
Realmente, são excelentes as dicas sobre praias e passeios em Barbados. Dá para se comunicar com o portunhol em Barbados?E tb em Sta.Lúcia?
Olá, Olisio! Não, não se entende espanhol nem portunhol em Barbados. Nem em St. Lucia.
Caro Olisio Esta tb foi nossa dúvida qdo. fomos a Barbados. Se falavam espanhol. A língua oficial é inglês, mas devido à proximidade com paises de lingua espanhola da América do Sul e Central, há muitos moradores, trabalhadores(garçons,taxicistas,recepcionistas)q se comunicam em espanhol, o q facilitou bastante nossa estadia.