O primeiro e o último dia da viagem: não conte com eles

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Au revoir

Eu já toquei nesse assunto algumas vezes. Sobretudo quando falo de viagens picadinhas — porque a gente tem a mania de se iludir com distâncias e horas de vôo, achando que um lugar está a “só duas horas” de outro. Quando a gente acha que um lugar está “a duas horas” de outro é porque são duas horas só de vôo, ou duas horas só de estrada — sem contar  todos os trâmites entre a saída de um hotel, a saída da cidade, a chegada em outra cidade e a chegada ao outro hotel. E nessas, perde-se pelo menos meio dia — e muito mais energia do que se imagina.

Ainda mais delicada é a situação do dia de chegada e, sobretudo, do dia da saída de uma viagem internacional. É mais feliz quem não arranja motivo pra se estressar nesses dois dias.

Coisas para não fazer no primeiro dia da viagem

- Depois de uma viagem noturna internacional, não emende uma viagem longa de carro. É dar sopa pro azar.

- Não marque jantar ou show caros. Pote bater um cansaço e dar vontade de desistir.

- Ticar lerês. Se você tiver uma lista de obrigações para cumprir imediatamente após desembarcar, é porque você programou dias de menos nesta escala.

- Marcar conexões no mesmo dia com vôos ou trens que não estejam vinculados à passagem transatlântica. Mesmo que tudo dê certo, o stress não compensa.

Coisas para não fazer no último dia de viagem

- Viajar de carro até a cidade onde você vai pegar o vôo de volta. Há tantas coisas fora do nosso controle — engarrafamentos, problemas mecânicos, desatualização de GPS, errinhos bobos — que quaisquer 200 km podem trazer uma enorme dor de cabeça. De novo: mesmo que tudo dê certo, ninguém merece se estressar tanto no último dia de viagem. Melhor vir na véspera e pernoitar na cidade de onde parte o seu vôo.

- Ticar lerês. É melhor fazer as últimas compras do que fazer os últimos museus.

- Marcar conexões com no mesmo dia com vôos ou trens que não estejam vinculados à passagem transatlântica. Na volta, combinar low-cost ou trem com o seu vôo de volta ao Brasil é ainda mais perigoso do que na ida — porque perder o vôo de volta sai muitíssimo mais caro e há muito menos opções de jeitinhos e gambiarras. Só faça isso se os vôos tiverem vínculo — aí, em caso de atraso, você pelo menos tem direito a assistência/remarcação pela cia. aérea.

O que fazer no primeiro e no último dia da viagem internacional

Pense no dia da chegada e no dia da partida como câmaras de descompressão. Simplifique. Desencane. Deixe acontecer.

Na chegada, comemore o fato de ter chegado bem. Ou vingue-se dos perrengues do vôo de ida (essa hipótese é mais provável). Estique as pernas. Saia sem câmera, fotografe só com o celular (esse é o dia em que você está mais suscetível a mãos-leves). Tenha na manga lugares para comer que não exijam reserva (assim você só vai se der vontade). Nesse dia, mais importante que o melhor jantar é o melhor sorvete. Deixe o destino surpreender você. No dia da chegada, tudo o que vier é lucro.

Na partida, desacelere. Arranje tempo para parar e lembrar das melhores coisas da viagem enquanto você ainda está viajando. Não vai bater tristeza, não — é mais provável que sorva os últimos momentos com mais intensidade, que tudo pareça mais colorido. Faça só o que você mais gosta. Sem perrengues. Sem stress. (O melhor mesmo é começar isso umas 48 horas antes, mas daí, eu sei, já é sugerir demais.)

Leve um  livro de casa. O livro que você mais esteja a fim de ler no momento. Chegue cedo ao aeroporto. Faça o check-in e comece do primeiro capítulo. Boa viagem.

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62 comentários para “O primeiro e o último dia da viagem: não conte com eles”

  1. Fiz POA-MAD-CMN e ainda peguei um trem de 3 horas até Marrakech.

    Me senti burro como um camelo.

  2. Realmente no primeiro dia, o ideal é o jantar/almoço descompromissado, bater perna sem mapa e camera ao redor do Hotel.
    Sentir o clima, que bom que estou de Férias. Sentir o fuso, clima.
    A partir do segundo dia, o bicho pega.
    :D

  3. Perfeito! E quanto mais os anos passam, mais a gente se incomoda com os atrasos, o jet lag, né, não?! Assino embaixo – e sou praticamente inveterada! – também do lance de chegar bem cedo no aeroporto e começar a ler meu livrito pra ter zero stress no começo e no final da minha viagem ;)

    1. Mari , sabes que já desisti de levar livros ? Nunca consegui prestar atenção no que leio em viagem .Meu passatempo preferido é só não ter compromisso com nada :D

      1. Sylvia, eu ainda insisto em levar um livro… mas leio muito, muuuuito pouquinho. Acabo me envolvendo com atividades da viagem nas horas vagas tb – material informativo, organização de fotos, etc… Na última viagem, levei o livro da Cibele, do Ernesto!

      2. Eu levo o livro, mas muitas vezes ele fica de lado. Fico lendo o VnV no celular… :)

  4. Faltou um “não comer nada suspeito no último dia de viagem!”
    Pior coisa é passar mal na viagem! meu marido já fez isso, não era um vôo internacional (menos pior né), mas estávamos voltando do nordeste, quem mandou comer tanto peixe… ;-)

    1. comi um milho tão esquisito numa barraca tão suspeita em coney island no dia da volta que mesmo depois de anos tenho medo de ele ainda dar alguma zica hoje

  5. Hahaha começar a descomprimir 48 horas antes de voltar é …
    luuuxo t-o-t-a-l ! E pode vir acompanhado de : fique 10 dias :cool:

  6. Eu era uma mula e não sabia. Ainda bem que faço parte da evolução das espécies e tento me tornar uma pessoa/viajante melhor a cada dia. Mas há algum tempo (e nem faz tanto assim, uns quatro anos, mais ou menos)… eu deixava o que eu considerava o melhor da viagem, um grande museu por exemplo, para o ÚLTIMO dia! Eu não me dava conta de que o melhor daquele momento da viagem era o “deixe a vida me levar”, sem máquina fotográfica, sem bloquinho de anotações, sem lerês para ticar! A dica das compritchas no fim é genial. Há muito faço isso: saio sem rumo, tomo sorvete, café gourmet e passo numa lojinha descolada e volto pra casa com, pelo menos, um batom, um creme e um esmalte novos… feeelizzz da vida!

    1. Hahahahaha
      Como você é sutil consigo mesma. :)

  7. Essa dica de chegar no primeiro dia e deixar o corpo ir pra onde ele quiser eu já uso faz tempo. Totalmente descompromissada. Tento até, ainda com pouco sucesso, eu confesso, fazer isso numa viagem de trabalho. Mesmo que isso implique em eu pagar a diferença de uma diária de hotel.
    Mas uma coisa eu já aprendi: para mim o último dia é sempre estressante. Quando volto da Europa, por exemplo, gosto de pegar o voo mais cedo que houver. assim acordo, arrumo as malas e vou pro aeroporto. Não daria mesmo tempo de “encaixar” alguma coisa.
    Quando o voo é noturno, tento não fazer nada. Nada, mesmo. O que acaba sendo uma coisa meio pirante também, pois na verdade estou esperando o tempo passar para ir para o aeroporto ( onde, vale salientar, eu s-e-m-p-r-e chego hooras antes!). E a sensação de esperar passar o tempo não é uma coisa legal. Existe terapia especializada em viajante? :wink:

    1. Marcie,

      Ai nos seus domínios eu ADORO usar o ultimo dia pra torrar dolares que estão sobrando numa passadinha numa Duane da vida… E gosto de chegar cedo no aeroporto e passar o tempo que resta fuçando o free shop com tranquilidade…

  8. haha!
    Eu tenho que confessar! Amei a parte que vc diz assim:

    “Pense no dia da chegada e no dia da partida como câmaras de descompressão. Simplifique. Desencane. Deixe acontecer.”

    Desencanar em um destino internacional e deixar a ficha cair é com certeza um dos MUST DO

  9. não comer nada duvidoso pode ser uma boa… comi pimenta, misturei comida malaia e indiana e passei mal em Kuala Lumpur, ainda bem q tive 1 dia p me recuperar, se não, não sei como sairia do albergue em pé com mochila, ou então ia perder o voo no banheiro :s

  10. Muito boas as dicas, Riq, mas tenho duas ressalvas!!!

    “Não marque jantar ou show caros. Pode bater um cansaço e dar vontade de desistir”
    Melhor ainda: Não marque show nenhum! Eu perdi metade do show do Nickelback o ano passado em Houston porque tive problemas na conexão e cheguei na cidade em cima da hora. Ainda assim, como queria muito ver a banda, saí do aeroporto direto para o estádio, com as malas no carro e tudo.

    “Saia sem câmera, fotografe só com o celular”
    Jamais saia sem camera!!!! Voce nunca sabe o que – ou quem – pode encontrar pelo caminho. A maior frustração da minha vida foi ter encontrado o cantor Sammy Hagar (ex Van Halen) durante um descompromissado passeio ao redor do hotel em meu primeiro dia em Cabo San Lucas, e não ter NENHUMA camera a mão para registrar o momento. Eu não tinha levado nem o celular para o passeio… Detalhe: o objetivo da minha visita a Cabo era justamente ver um show do Sammy, que se apresentaria lá naquela semana. Quase morri do coração por ter ficado sem a foto, mas pelo menos ganhei um autógrafo e um abraço! :)

    1. Celular com câmera, chérie :-) Nâo existe mais celular sem!!!

      1. Mas foi por isso que eu comentei que eu não estava NEM com o celular… e fiquei sem foto! ;)

    2. eu não consigo sair sem a câmera

      nunca

      já o celular…
      perco todo dia

  11. Eu sempre me preocupo com esses primeiros e últimos dias, não contando como dias de viagem. E depois sr chegar bem no primeiro dia ou entender a hora certa de sair na volta, acaba ganhando um dia bônus.

  12. Eu acho que aprendi a ser mais “relax” em viagem com as dicas do VnV, antes eu parecia uma louca desesperada querendo conhecer tudo em 2 dias (incluindo o dia de chegada)… Agora minhas viagens são muito mais gostosas, pois além de eu saber onde procurar por dicas aqui e na net, também vou atrás de restaurantes imperdíveis, locais não muito desvendados e muito mais! A viagem passou a ser viagem e não compromisso…
    O VnV é uma mãe e suas dicas são preciosas… basta saber ler, usar e apreciar ;)

  13. Perfect timing!!! ;-) Eu já assinaria embaixo de praticamente tudo desde antes, mas tive uma experiência inacreditável no meu vôo de ida para Las Vegas há uns dias, que comprovou cientificamente a importância de dar atenção a esses detalhes…

    Vocês acreditam que levei intermináveis 28 horas para chegar a Las Vegas?!? :shock: O vôo Rio/Houston decolou com quase 4 horas de atraso – e, mesmo tendo sido transferida para outro vôo Houston/Las Vegas aqui mesmo no Rio, a imigração bagunçadíssima me fez perder a conexão… Daí fiquei em lista de espera no vôo seguinte e depois de mofar por horas seguidas no aeroporto, finalmente cheguei ao meu destino – ou melhor, o que sobrou de mim, porque a essa altura eu não era mais uma pessoa, rsrsrs…

    Por sorte, eu não tinha mesmo nenhum compromisso marcado para esse dia – e tinha um amigo muito querido me esperando no aeroporto. A solução para o stress foi a melhor possível: um banho relaxante e depois uma bela taça de champanhe no Mix (o bar, não o restaurante), no 64o.andar do THEHotel, com a vista da cidade toda iluminada à nossa frente… ;-)

    1. Isso foi com a Continental?? Vixe, tomara que não role o mesmo tiriquetique com meu voo mes que vem! Por mais que eu não tenha programado nada de especial pro dia da chegada, faz uma diferença enorme chegar as 9:00am ou as 21:00!

      1. A própria, Dri… Eu tinha previsão de chegada em Las Vegas às 08:30 da manhã, e só consegui chegar às 05:40 da tarde! Depois que vi o que é a imigração em Houston, passei a ter certeza de que qualquer conexão com menos de 3 horas de intervalo será inevitavelmente perdida – me deu uma saudade louca das conexões azeitadinhas de Atlanta… ;-)

        1. Eu sei bem como é…a gente chega cedao (bom o seu voo atrasou…) nao tem quase ninguem pra atender e uma mega fila!

          1. Carlinha, eram umas 400 pessoas na fila, sem exagero – e TRÊS guichês funcionando!!! O pior é que não havia nenhum tipo de triagem, como existe em Atlanta ou NYC, para agilizar a vida de quem tem uma conexão a pegar…

            1. Era sempre assim mesmo… Eu sempre marcava pra primeira fila (agora e pago, não pode mais…) e ficava esperta pra sair logo.
              Da pra pegar o carrinho de golfe também…
              Dava pra ver na fila todo mundo perdendo conexões…
              Já venderam pra namo conexão com 50 minutos! Impossível!
              Mas pra Dri 2 horas pode dar, e só não atrasar a ida do Brasil

        2. Meu voo entao deve ser exatamente igual ao seu original… Eu programei um intervalo de 2hs pra conexao pq ano passado com a delta eu tinha 1h30min e sobrou tempo. Pelo menos agora eu já vou preparada para o pior e com os horarios dos outros voos na cabeça. Acho uma tremenda irresponsabilidade de uma empresa aérea vender passagens de conexão com tempo irreal. A pergunta que não quer calar é: sua mala chegou direitinho?

          1. Dri, se você ainda não marcou os seus assentos, procure marcar o mais na frente possível, para poder sair rápido do avião – e VOE para a fila… ;-)

            A mala chegou bem, sim, felizmente! Por incrível que pareça, ela foi em um vôo e eu no seguinte, o que me parece uma contradição total a todos esses procedimentos de segurança de hoje em dia… :mrgreen:

            1. Descobri uma coisa que me acalmou um pouco mais… Por conta do horario de verao, meu voo chega em Houston as 4:55am e não mais as 5:55am (hora local deles), o que me dá 3 horas pra pegar minha conexão! Os assentos já estão marcados, mesmo pq tinham super poucos disponíveis. Parte de trás do avião!! Só me resta fazer a maluca e sair correndo ultrapassando todo mundo quando chegar no aeroporto… CarlaZ, que história de carrinho de golfe é essa???

              (Como vcs devem ter percebido, eu sou MEIO neurótica com aeroportos…)

  14. Delícia de texto!

  15. Ric, parabens, mais uma vez, suas dicas são essenciais! Mil vezes obrigada, Ana Luisa

  16. Muito legal essas dicas. Não me considero uma pessoa muito viajada, mas já pratico algumas idéias expostas.
    No primeiro dia gosto de me situar espacialmente pelas redondezas do hotel, fazer alguns reconhecimentos( Viva o google!!), comer em algum lugar indicado, não dá pra dar espaço assim de cara pro azar, mas com minha máquina. Nem aqui no Rio saio de chez moi sem ela. No dia seguinte, quem conseguir que me acompanhe. Haja perna.
    Para o último dia não programo nada em especial, o transcorrer da viagem vai se encarregar de me mostrar o que fazer, mas só será feito se for light, por perto.
    Comer algo suspeito, nem pensar, não faço em nenhum dia da viagem. Isso é programa pra passar em canal de TV paga, porque vê quem gosta. Vida de rainha já é ruim em casa, imagina em hotel! Em dolares! Em euros! Em libras! Não dá, é muito perigoso pode acabar em autoflagelação, suicídio!
    Ah! e o tal do livrinho, também já desisti, não levo mais. Na segunda linha não sei mais o que li na primeira e ficava lamentando o peso na bagagem de mão.
    Não gosto de viajar pela manhã, principalmente,se for de avião, trem,… nada que não possa esperar por mim.Tenho medo de perder a hora, caso durma. Na vépera da viajem fico igual pipoca na panela, igual criança em véspera de festa de aniversário, Natal…não adianta, os anos passam, fico mais velha, bemmmm mais velha e não muda nada. Fico sem sono na véspera e por isso sempre deixava pra fazer as malas na véspera e à noite, pra ocupar o tempo. Deixava, mas não deixo mais. Uma vez, para BsAs, faltou luz até de madrugada e tinha que estar no GiG às 8hs. Fiz as malas a luz de velas e claro, cansada do dia e da pipoca(adrenalina esgota) fiz besteira. Coloquei o que deve ser levado na mão, na mala. Resultado: aquelas coisinhas que cabem no bolso de qualquer um não estavam mais na minha mala, quando cheguei lá. Aprendi também! Coisas perdidas, roubadas, esquecidas, atrasos… não vão tirar o brilho da minha viagem. Não vou passar o resto da viagem me lamentando, nem sofrendo por isso. Faz parte do risco, e na volta, se der vontade, tomo alguma providência ou então entra pro custo total da viagem.
    Não levo livrinho, mas levo vários papeizinhos para ler e consultar no avião e durante toda a viagem, com as dicas de todos voces, em especial do Ric, da Lina, da Eneida, da Paula, da Sylvia, da Silvia, da Majô, da Malu, da Marcie e muitos outros.Quase um Tratado. Obrigada a todos.
    Vou precisar dividir com voces a minha cota de contribuição de CO2 na atmosfera. Não consigo não levar as dicas por escrito, e não adinta me lembrar do laptop, todos aqui em casa já me disseram isso, levo também. Não dá mais pra viajar sem meus companheiros de planejamento e de viagem, virtuais. Voces não sabem mas irão todos comigo pra Paris e Londres em novembro, se até lá o Sarkosy deixar.
    Pra terminar, minha verdadeira camara de descompressão começa na volta, no aeroporto depois do chek-in. Sento e faço uma das coisas que mais gosto, observo.Observo as pessoas que estão ali ao meu redor, que possivelmente nem estão me vendo, mas estão, quer queira quer não, vivendo comigo aquele mesmo momento e que dentro de instantes não farão mais parte da minha vida. Observo o que falam,o que seus gestos, olhares e movimentos demonstram. Geralmente emoções. Alegrias, tristezas, beijos, abraços fortes, timídos. O vai e vem . Observo tudo que posso. E, já no avião escrevo. Escrevo o que vi, o que gostei, o que senti, o que vier, sem tentar filtrar ou censurar, o que vivi. Escrevo o que der vontade. Talvez escreva pra não deixar escapar. Depois durmo, por incrível que pareça um sono reparador. Acho que de felicidade por mais uma viagem.E completamente descompressada.É assim mesmo que se escreve?
    Beijos a todos.

  17. Na última viagem eu e o Caê fizemos algo bem legal, inspirado em dicas daqui também, para o último dia.

    Pegamos uma diária mais mega master que as do resto da viagem. O programa nas ultimas 36 horas foi curtir o hotel.

    A parte equivocada foi deixar pouco tempo pra voltar ao aeroporto. Era uma vila medieval a 30min de Lisboa. Erramos o caminho e o tempo no aeroporto foi bem curtinho.

  18. Ahhhh se eu conseguisse ser tão light….. (rsrsrs)
    Posso passar 24 horas dentro do avião mas não tem jeito, sempre chego ao destino com a maior pilha.
    Minha descompressão é sair prá rua imediatamente e começar a aproveitar a viagem.
    Exemplo: depois de quase 24 horas de viagem cheguei a Paris lá pelas 14 horas, fui para o hotel, tomei banho, assisti missa na Notre Dame às 18 horas e corri pro show da Madonna às 21 horas.
    Fui dormir lá pelas 3 horas da madruga, morta de cansada e felizzzz…..

  19. Comigo aconteceu parecido com a nadia. Depois de sair de porto alegre numa sexta as 10 da manhã para londres tivemos atrasos na ida ate o rio de janeiro, voo cansativo, atraso na conexao em lisboa de 4 horas mais 1h30 dentro do avião com uma criança chorando feito uma sirene estragada an minha frente só pensavamos em chegar no hotel, banho e dormir… Chegamos em londres as 16:00 do sabado. Foi só botar o pé fora do aeroporto e olhar a cidade no caminho para o hotel que nossa energia foi recarregada. Nem parecia que tinhamos passado por um moedor de carnes.. hehehehh.. Banho, troca de roupa e saimos, partindo pro inicio das ferias.. Caminhamos como se tivessemos energia de sobra… e terminamos a noite num pub…

  20. Por isso, comentei em um post antigo que achava uma loucura chegar em NY, alugar um carro no JFK e ir para Woodbury fazer compras. É masoquismo.
    Nunca planejo nada nem na chegada e nem na partida.
    abraço

    1. Também não faria jamaaaais. Fiz aquele post — e todos os do assunto — mais para entender a patologia do cara que viaja com o objetivo compras no topo da lista. O que mais me chamou a atenção foi a descrição de que “a adrenalina das compras” funcionaria como um Red Bull natural. (Para mim não funcionaria, porque eu fico com sono em shopping.) Como “desagravantes” também tem o fato de que o trânsito é pesado e o sujeito nunca vai conseguir pôr o pé no acelerador em todo o caminho.

  21. Ótimas dicas! Eu não programo nada para o primeiro dia de viagens “a passeio”. Se alugo carro, e não estou muito cansado, uso o mesmo para rodar sem muito rumo por alguma área verde próxima da cidade do desembarque, ou então para fazer comprar para a própria viagem.

  22. Sou do time da Nádia e do Moacir aí de cima. Chego na pilha, no matter what. Não programo/reservo nada nem assumo nenhuma obrigação, mas depois do check in e de um banho rápido, a viagem já começou e está valendo desde um simples reconhecimento de área até a primeira atração. Na volta é a mesma coisa. Não assumo compromissos para a última hora mas feitas as contas – sempre com folga e margem de segurança – do tempo necessário para acordar, terminar de arrumar as malas, fazer o check out, chegar no aeroporto e fazer o check in, o que sobrar antes disso ainda é viagem e está valendo. Não acho que seja maraturismo (= querer ver tudo em uma só viagem, sem curtir) mas apenas aproveitamento de tempo (= curtir mais).

  23. Perfeito !!!

  24. Em 1º lugar ótimo texto, já colocava isto em prática, antes do VnV, mas quando a adrenalina quer pegar, e sempre quer, pé no freio e muta calma!Respeitar os horários e os nossos limites …
    Conforme a Tania falou também levo os meus papéis com as orientações sábias dos trips e do VnV e CP, que leio e releio, e a viagem vai rolando mentalmente …, a ansiedade não permite leituras muito profundas, mas um livro bem ligth ajuda.Adoro observar as pessoas também…E o reconhecimento da área na chegada ao hotel é inevitavel.
    Riq, não querendo ser chata, dê uma olhada no texto: “Bote bater um cansaço e dar vontade de desistir”.
    Bom dia a todos!

    1. “Pote bater um cansaço e dar vontade de desistir.”

  25. Post de utilidade pública, deviam imprimir e distribuir nos aeroportos! :D

    Eu faço que nem cachorro, quando começa a sair na rua. Ele nunca vai muito longe, apesar de curioso. :) No primeiro dia eu só pratico o reconhecimento da vizinhança, tento achar onde comer, tento ver onde ficam os ônibus/metrô, etc. Descanso, dou uma voltinha, tento me entender com os mapas… E, só no dia seguinte, parto para desbravar!

  26. Meu marido tem rodinhas nos pés, então a maratona começa nos primeiros minutos e só termina quando chegamos em casa. A máxima dele é que a gente vai ter todo o tempo do mundo para descansar, quando morrer, naturalmente. Então, enquanto estamos vivos, vamos aproveitar o tempo. Eu tento me enquadrar, as vezes o cansaço vence e eu entrego os pontos. No fim, sempre dá tudo certo!

    1. Meu marido deve ser da mesma “escola”que o seu. E olha que no dia a dia ele é até devagar (aquele que dorme depois do almoço de domingo). Mas fora de casa somos “maraturistas”. E adoramos. Acho que cada um tem um perfil. O que é bom pra uns pode não funcionar pra outras pessoas,né?

      Na chegada não planejo muito. As cias aereas não permitem.

      Mas na volta eu procuro sempre fazer algo bacana, já que trocar de hotel não é do meu perfil: ou tomar um super café da manhã, ou ir a um café diferente. Já fizemos comprinhas pequenas ou passeios por volta do hotel absorvendo a almo da cidade!!!

      O livro eu desisti, mas sempre compro uma revista de viagem pra ir namorando a proxima viagem. Chegamos sempre MUITTOOO cedo no aeroporto.

  27. Eu também uso a técnica do reconhecimento de área no primeiro dia. Você pode descobrir um lugar gostosinho e baratinho perto do hotel pra comer e que seja uma boa alternativa num outro dia que vc tá cansado e não muito afim de sair pra ir jantar num lugar longe. Agora essa história de deixar compras para o último dia pra não funcionaria porque a essa altura minhas malas já estão explodindo, hahaha! :)

  28. Nossa, não sou nenhuma expert em viagem, mas na minha primeira viagem internacional no ano passado, fizemos exatamente isso.chegamos em Roma ,deixamos as malas no hotel e fomos caminhar…caminhar…jantamos e descansamos para maratona do dia seguinte.Na volta de Paris, fizemos td o que tinhamos direito no dia anterior( o voo era diurno), compramos vinhos e queijos e cansadissimos, nos despedimos da cidade luz no quarto do hotel com um jantarzinho bem romantico.Foi otimo…

  29. Nas 2 vezes em que fui a Nova York, fiquei em um hotel na 76 West, a duas quadras do Central Park e fiz exatamente o mesmo roteiro no primeiro dia: deixei as malas no hotel, saí para comprar uma camera nova (obrigatório), almoçei e voltei para o hotel para o check-in. Tomei um banho, dormi um pouco e lá pelas 5 da tarde saí para caminhar e fotografar no parque totalmente descansado – era verão nas 2 ocasiões.

    No dia da volta: arrumei tudo pela manhã, fiz o checkout, deixei as malas no hotel e quebrei uma das regras: Metropolitan na 1ª vez e esse ano ao Museu de História Natural.

    Como os vôos de volta eram noturnos, eu já sabia o que queria ver nos museus e a localização ajudava, deu para ticar esses lerês tranquilamente… :-)

    Sobre desacelerar, um dos momentos inequecíveis da viagem desse ano foi justamente na véspera da volta: sentado numa mesinha na Times Square com as últimas lembrancinhas compradas, curtindo o movimento em volta, relembrando mentalmente os dias anteriores. O tempo parecia passar devagar, se pudesse eu estaria ali naquela mesinha até agora…

  30. Meu marido sempre tem um livro para a viagem. Ele leu o livro inteiro.
    Antes eu lia, em os voôs, novelas de misterio. Eu comecei a ler, en os viagens em avião o alfabeto de Sue Grafton, da letra A cheguei até a letra M, despois eu me cansei.
    Agora eu gosto de olhar para as pessoas que viajam comigo.
    Para o vôo de retorno eu sempre tento dormir o suficiente, agora cada vez tenho mais dificuldade para dormir.
    Meu marido ainda a ler tudo o que cai em suas mãos tanto a jornada de ida e volta no avião. É tedioso, não pode falar…

  31. Acho que com meus longos anos de VnV já absorvi esses ensinamentos, fora que sou uma neurótica pra chegar cedo no aeroporto. Acho realmente que faltou só falar de nao comer nada suspeito no último dia.
    Ano passado, um arroz de frutos do mar me pegou num hotel perto do aeroporto em Barcelona. De lá voamos pra Frankfurt, de onde saía nosso voo com 5 hs de antecedencia ( falei que era neurótica). Passei as 5 hs dentro do banheiro da sala VIP; ainda bem que depois consegui vir deitada no avião, pq a aeromoça ficou com dó de mim e deu 3 lugares pra gente.

  32. Vou contar uma aqui para vocês para corroborar com a Tese do Ricardo Freire sobre o que evitar no último dia. No meu caso, viagem de carro.
    Acordamos eu e minha esposa às 8:00 em Pisa sabendo que às 22:00 teríamos que estar no aeroporto de Malpensa/Milão, este pensamento já atrapalhou minha última noite de sono em solo europeu. A gente havia chegado na noite anterior e ainda precisávamos conhecer a tal da torre antes de pegarmos a estrada.
    O último saque eu havia feito dois dias antes em Sorrento, depois pegamos a Costa Amalfitana e subimos direto para Pisa. Ou seja, o dinheiro foi embora com pegágios, almoços, hoteis e combustível.
    Eu tinha exatos 60 euros na carteira, o suficiente para pagar o hostel* colocar as malas no carro e sair. Para a minha surpresa, o meu limite havia estourado e eu não poderia mais fazer saques da minha conta do Banco do Brasil. Eu tinha dinheiro na conta, mas não poderia acessá-la.
    O fato é que diferentemente da Argentina, onde você saca dinheiro nos caixas e eles debitam da sua conta, lá na Europa eles debitam do seu cartão de crédito, só que eu só fiquei sabendo disso quando o limite do meu cartão estourou, no último dia de viagem, no último saque que eu faria.
    Ou seja, eu estava em Pisa, há centenas de Km de Milão, às 10:00 da manhã, e tinha apenas o dinheiro do hostel. Faltava colocar combustível no carro e pagar os pedágios, sem contar o almoço!
    Imagine o que não passou pela minha cabeça. Se eu tivesse algum problema cardíaco, teria ficado por ali mesmo, e sem seguro saúde.
    A única solução era eu contar com o único Italiano que eu conhecera por lá. O seu Benito, dono do Hostel, figurassa!
    Por sorte ele é sensacional, daqueles que não se encontra fácil na Itália, e tenho certeza que deve inexistir em cidades grandes como Roma e Milão. Ele me devolveu o dinheiro do hostel, saiu conosco a procura de alguém que passasse o meu American Express e lhe devolvesse o valor em dinheiro. No fim das contas ele ainda me deu 10 euros para ajudar.
    Depois de resolvido o problema ainda conseguimos fôlego para ir na Torre e ainda gastamos 5 euros com chaveiros de lembrança. (Seu Benito não pode ficar sabendo dessa).
    Pegamos a estrada as 12:00 e saímos na correria para Malpensa. A estrada até conseguiu me acalmar, mas quando chegamos nas proximidades de Milão a tensão voltou e cada carro que passava muito por perto eu já pensava: “Putz, vai bater, vai me atrasar e eu vou perder o vôo.”
    O dinheiro deu certinho para pagar pedágios e colocar Diesel no carro, certinho mesmo.
    Quando estava chegando no aeroporto a tensão passou a ser: “Vão encontrar algum defeito que eu não vi neste carro, e eu vou perder o vôo.”
    Só consegui relaxar quando o cara da TAM me entregou a passagem e disse boa viagem.
    Não faço isto nunca mais.

    *Recomendo muito se hospedar no hostel do seu Benito. É muito bom, barato e ele é a grande atração do lugar. Se alguém quiser a referência eu procuro aqui nos meus e-mails. E vale muito a pena conhecer Pisa.

  33. No meu caso, no primeiro dia, a única coisa que quero, quando chego ao local é … dormir. Não descanso, não durmo em avião,chego “acabada” . Depois de acordar, se ainda der prá fazer alguma coisa, aí tudo bem. Mas, não me cobro por isso. : )

  34. Riq,
    chegar numa sexta em Londres e ir para uma balada no sábado, qdo vc já foi inúmeras vezes à cidade, com seus amigos, tá valendo né? :-)

    1. Cristina, na próxima encarnação eu quero ser jovem como você :mrgreen:

  35. Para provar que o Riq mais uma vez está certíssimo, a air france alterou o horario do meu voo amanha para paris de 17h20 para 21h50, o que significa que eu chegaria em paris as 8h de sabado e agora chegarei 12h30. Ainda assim acho que tenho que ficar feliz pelo fato do voo nao ter sido cancelado com tudo que está acontecendo por la… mas confesso que ja tinha agendado uma visita a moet chandon para sabado de tarde… rsrsrs rodei!!! fica para a proxima, ja que no domingo pego outro voo para italia! Com essa confusao toda de greve, acabei pegando um hotel dentro do charles de gaulle mesmo. O seguro morreu de velho!!! rsrsr

  36. As dicas são ótimas e servem também pra gente não se culpar caso perca o dia da chegada ou da partida, por cansaço, por preguiça ou pelo que for, é isso mesmo, viajar não é maratona, me recuso a fazer ’sacrifícios’, seja pelo que for. Vou a Paris agora em novembro (espero poder ir, pelo menos) e gostaria de ver o máximo possível de interessantes coisas e lugares, mas nunca em detrimento de meu bem estar. Não sou jovenzinha, tenho limitações e sei que devo respeitá-las, e isso me foi recentemente: voltei há pouco de Buenos Aires e fiquei dois dias num B&B que tinha dois lances de escadas, fiquei sem coragem de bater em retirada quando percebi, nem sei por quê, e acabei tendo problemas sérios nos joelhos de novo, agora estou perdendo um tempão em fisioterapia. Enfim, respeitar os limites, acho que não vou mais esquecer. Ah, e achei o depoimento da Tanin Janin muito bonito. E merci pelas dicas, Ricardo.
    Um abraço,
    Vera

  37. Ótimas dicas, pessoal!
    Chegarei a Paris As 15:40, sabe Deus à que horas no hotel. Era para chegar às 12h, mas a TAm mudou o vôo.
    O hotel fica a 700m da Notre Dame e pensei em assistir à missa lá, caso consiga nadar essa distância! Mas acho que coma mudança do vôo não vai dar…
    Vou é passear ali pelas redondezas mesmo. Tenho certeza que não vou conseguir ficar no hotel, não!!! rsrsrs pelo menos a volta na quadra vai ter que rolar!
    Para o dia da volta, estou com a mente vazia, pelos mesmos motivos que todos vocês já comentaram.
    “Deixa a vida me levar, ô vida leva eu…”
    Valeu pelo link, Riq!

  38. Eu quebro sempre essa 1a. regra: SEMPRE pego um show no dia que chego, já fiz isso umas 3x indo a San Francisco.

    Mas fico de olho: pego o voo q chega o mais cedo possível, em geral por volta do meio dia, e deixo o show lá pelas 20h – Daí mesmo se atrasar o voo, a chance de perder o show é pequena.

    Esse ano peguei um show em Toronto num sábado, começando as 13h. Fui pro Canadá num voo da Copa que chegava as 23h da sexta. Tudo certo!

    No dia anterior a volta acabo usando para dirigir de volta para pegar o voo, q calha de ser quase sempre de tarde. Daí dá pra dormir em algum hotel perto do aeroporto e ficar tranquila. Acho que voltar no dia do voo é arriscado demais.

  39. Esse mini guia deveria vir junto com as passagens/pacotes!!!!

  40. Já faz um tempo que meus últimos dias de viagem são estresse total. Em geral, significa que vou fazer um voo noturno e sair do aeroporto direto pro trabalho!

  41. Eu já fui de quebrar essas regras. Mas acho que estou aprendendo. No dia em que chegamos a El Calafate (era começo de tarde), fizemos o check-in, fomos à agência marcar o passeio no glaciar, demos um rolê pela cidade e só. Na volta (já em Buenos Aires), como o voo era tarde da noite, fizemos check-out, fomos dar uma passeada leve na Reserva Costanera, mas chutamos o balde no Siga la Vaca na hora do almoço, haha. Vimos uma igreja que não tínhamos conseguido ver outro dia, voltamos ao hotel para pegar as malas que estavam guardadas lá e fomos pro aeroporto na maior tranquilidade.

    Mas em 2010 meus pais, eu e minha namorada ficamos presos em Paris por causa do vulcão islandês. Era para voltarmos a SP num domingo à noite, mas cancelaram e remarcaram para uma sexta (via Amsterdam ainda por cima). Quando a situação começou a melhorar, deixamos as malas sempre prontas no hotel (felizmente pudemos continuar no hotel), e meu pai e eu íamos à Air France toda manhã ver se havia voos. Na terça-feira conseguimos antecipar a viagem, para aquela noite mesmo. Voltamos pro hotel e almoçamos. Meus pais preferiram descansar naquela tarde, mas eu e minha namorada ainda quisemos fazer um último passeio. Vimos o museu do Exército, a tumba do Napoleão, e depois voltamos pra encontrar meus pais e ir pro De Gaulle. Mas sem irresponsabilidade — nos programamos para chegar ao aeroporto com bastante antecedência!

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