Axel, um hotel gay em San Telmo
Originária de Barcelona, a rede Axel tem um slogan fenomenal: hetero-friendly. É um hotel para gays que aceita heterossexuais. Não poderia ser diferente — há décadas a hotelaria convencional aceita hóspedes gays assumidos. Mas não deixa de ser uma frase simpática.
O hotel de Buenos Aires foi o segundo da rede, inaugurado em 2007.
Além da curiosidade de ver como funciona um hotel voltado para o público gay, duas outras coisas me atraíram ao Axel: a experiência de passar dois dias em San Telmo (bairro que tem inúmeros fãs, que curtem o jeito de lugar parado no tempo, sem palermices) e… o preço: no fim de janeiro, consegui diárias a R$ 138 no Hoteis.com. Uma superpechincha.
A fachada mega-sem-graça não entrega a boa arquitetura do interior do prédio. Por dentro, o Axel se revela um belo exemplar de hotel-design. As escadarias de vidro que conectam os andares cruzando o vão central são show. Os apartamentos são tão interessantes que a gente acaba relevando o fato de serem apertadinhos. A única nota de mau gosto vai para os quadros nas paredes, vagamente eróticos mas irremediavelmente kitsch.

Funcionando como anexo ao bar, a área da piscina é bastante movimentada na parte da tarde, freqüentada também por não-hóspedes. No domingo, das 4 da tarde às 10 da noite, o hotel bomba com uma pool party que parece atrair todas as barbies da Grande Buenos Aires
Resumo:
Hospedagem: duas noites, de sábado a segunda.
Quarto: Estreito, mas com design inteligente. Espelhos gigantes, divisórias de vidro e iluminação indireta ampliam o espaço. O box, de blindex, é integrado ao quarto — mas pode ser tapado por uma porta de correr. As toalhas ficam enroladas em cavidades junto ao chuveiro.
Internet: wifi grátis, com senha fornecida na recepção.
Café da manhã: bastante bom para Buenos Aires (e excelente para o preço da diária que pagamos).
Estrutura: há um bar/restaurante no térreo (comemos saladas excelentes no meio da tarde) e um spa no último andar (sauna seca e úmida, piscina aquecida, jacuzzi; é obrigatório o uso de roupa de banho).
Localização: numa quadra pouco movimentada de San Telmo — uma região que se caracteriza mais por hostels do que por hotéis. A rua mais muvucada do bairro, a calle Defensa, fica a duas quadras e meia.
Perrengues. Por conta do design mimalista do quarto, não consegui achar a lixeira no primeiro dia (estava embutida sob a pia). Não havia adaptadores de tomada disponíveis.
Serviço. Em geral, simpático — com exceção de um único funcionário da recepção que foi extremamente grosso quando fui pedir o adaptador.
Impressões finais. Excelente pedida para gays (sobretudo avulsos) e também para fãs de hotéis-design. Se você não se enquadra em nenhuma dessas categorias, vai se sentir deslocado.
Veja também:
Hotéis de Buenos Aires no Hoteis.com ![]()
Página-guia de Buenos Aires no Viaje na Viagem ![]()
Visite o VnV no Facebook – Viaje na Viagem
Siga o Ricardo Freire no Twitter – @riqfreire















Bonitão, hein! Fiquei com medo da pool party, só, mas consigo pensar em um bom número de amigos que acharia tudo interessantíssimo.
Um dia ainda vou numa Olivia Cruise e volto pra contar aqui!
Merel, no Radisson Miraflores em Lima, tinha pool party TODAS as noites ! Até parece q não existe outro lugar pra reunir pessoas a noite no verão : só numa piscina de hotel
Compreendo a motivação do público-alvo desse tipo de lugar, mas detesto festinhas e/ou reuniões sociais em que as mulheres ficam conversando na sala e os homens, junto à churrasqueira. Por isso também me invoco com hotéis em que eu gostaria de ir (esse, por exemplo, bom, bonito, barato e off broadway) mas posso sentir-me estranho, porque é destinado a gays. Adoro a mistura e, sinceramente, acho que gosto mais de trocar ideias com mulheres e gays do que com heteros excessivamente machos. Na verdade gosto de tudo junto e misturado. Assim, numa reunião ecumênica, posso escapar de uma eventual discussão sobre as últimas da novela das 9 puxando um papo sobre a superioridade do tricolor paulista sobre as demais agremiações. E quando esta conversa descamba para a desconsideração sobre bambis, posso mudar de interlocutor e saber os últimos melhores filmes, livros e viagens com os gays antenados que eu adoro. Outra coisa que me incomoda é o sexismo que impera nesses lugares temáticos. Adoro rodízio de gente.
Para um casal homossexual é um alívio estar em um lugar em que se possa andar abraçado, de mãos dadas, trocar carinhos. Imagina você estar querendo uma viagem romântica com alguém, comemorando um aniversário de namoro, e ficar hospedado em um local em que te olham esquisito apenas por dar um abraço?
Ou, ainda, estar solteiro e querer conhecer pessoas novas, mas não saber direito em quem dá pra dar em cima sem causar encrenca?
Também gosto de tudo misturado, mas entendo e acho necessário existirem lugares para públicos específicos. Há momentos e momentos
Eu entendo isso, Mariana, e obviamente não sou contra. Eu só disse que EU gosto de tudo junto e misturado. Queria que o mundo fosse diferente, ele não é, então infelizmente a gente, pra se sentir seguro, tem que ir pro cercadinho que nos confinam. Não tem crítica alguma nisso. Só tô expressando um sentimento de frustração.
Eu tenho 2 pés e meio atrás com hoteis que se rotulam para um público específico. Eu não iria para um hotel desses, fiquei com a impressão de que o quarto é pensado sob a ótica de um motel. Quadros eróticos, no gracias. Uma pena, a arquitetura parece interessante.
Hahahahaha, qualquer hotel de “lua de mel”, de palafitas em Bora Bora a pousadinhas com jacuzzi no banheiro são pensados sob a ótica de motel.
Pelo preço da diária foi um ótimo negócio.Mas prefiro as “palermices”mesmo…hahaha.
O hotel é ok, mas a localizaçao nao me atrai.
Riq, by the way, desculpe perguntar aqui, e essa SP TravelWeek, o que vc acha?Vc vai estar lá?
Só estou na dúvida por causa da localização. Mas parece uma excelente opção. Estava pensando em ficar em Recoleta mesmo.
E a falta de adaptadores nos quartos, hein? Não acham um absurdo que faltem adaptadores, sendo que a tomada em Buenos Aires é diferente de todas que já via na vida? Passei o carnaval por lá e no hotel em que estava não tinha adaptador também, sendo que tinha que fazer nebulização em minha filha. Comprei o adaptador na loja em frente ao hotel e me custou 5 pesos…É um absurdo que um hotel não disponibilize isso para os hóspedes, levando em consideração o irrisório custo da peça.
Quanto ao hotel em si, me pareceu ser excelente e concordo com quem disse que é ótimo ter um lugar em que os gays possam ficar à vontade, sem ter que se sujeitar ao tacanho preconceito que ainda existe em muitos, mas cada vez menos.
Eu sou um dos que pensam que certos itens são baratos e deveriam ser vendidos pela comodidade que representam. Sei que é problemático: adaptador é fácil de ser “surrupiado”, mas custa barato, hoteis em geral deveriam ter coisas como adaptador de tomada e cabo de conexão de notebook (quando a conexão é a cabo) para vender (hoteis econômicos) ou entregar como parte da oferta (hoteis de nível mais alto).
É um perrengue sair procurando adaptador, se vc nào tiver um, ao chegar em um hotel, caçar loja etc. Mesmo que seja para vender, aposto que 90% dos hóspedes pagam de bom grado o triplo do preço de varejo pela comodidade de nào ter de sair caçando um item como esse.
Riq, assim como destinos gay-friendly será que não há um público fumante que frequenta essas pgs que gostariam de conhecer cigar clubs pelo mundo, ou onde a vigilância seja mais moderada. Você poderia até criar personagens como faz para o Estadão. Nico & Tina em baforadas pelo mundo. A propósito: eu não fumo, mas conheço muita gente “cigar-friendly” que adoraria lugares mais relax com a lei. Não tem o vôo fretado para naturistas? Poderíamos fretar um vôo para fumantes num pacote direto para Amsterdã, pra começar.
Achei o isolamento acústico do hotel péssimo.
Quando estive em Buenos Aires, fiquei impressionada com o bom e diversificado material publicitário destinado ao público gay. É uma cidade que você encontra tudo para gays: tem hostels para somente para gays homens, hostels somente para gays mulheres, restaurantes, bares, boates, lojas, passeios, tudo, tudo, tudo. Tudo isto claramente divulgado em guias bonitos e bem feitos.
Claro que eu gostaria que isto tudo fosse desnecessário e que todos fossem bem aceitos em qualquer lugar independentemente da sua orientação sexual, mas, infelizmente, na falta de um mundo mais tolerante, gosto da idéia de produtos segmentados de boa qualidade.
Já fiquei no, e é babadíssimo!! Quando eu fui, reservei aqui – http://www.malapronta.com.br/hotel/axel-hotel-buenos-aires-urban-spa – o preço é bem bom!!
Parei lá pra tomar um café e conhecer uma suíte desocupada. Pelo q pude notar, os wcs não têm ducha higiênica com gatilho, só bidês comuns. É isso mesmo? Se for, cadê o foco no público-alvo?
Talvez você tenha confundido o seu perfil com o do público-alvo, Daniel
hehehe, é q senti falta justamente por ser o público-alvo. Mas entendo q os wcs podem ser bem diferentes de um país pro outro.