Chapada Diamantina: melhor viagem para avulsos, segundo o Pato
Estou com este relato do Ernesto, o Pato Econômico, desde outubro — e ainda não tinha conseguido tempo para editar. E ainda tem mais viagens na fila! Aproveitem…
Um dos mandamentos do Pato Econômico é: “Sempre aproveitarás as viagens de trabalho para conhecer lugares novos”. E, assim que surgiu uma oportunidade de dar uma palestra em Salvador, sobre direito médico, pensei em conhecer um novo destino, a Chapada Diamantina.
Como tive apenas quatro dias livres, não pretendo mostrá-la na íntegra para vocês, mas apenas, dar uma primeira impressão, e abrir a pagina para debates e contribuições dos trips.
Me hospedei numa das pousadas mais simpáticas que conheci nos últimos tempos, a Estalagem do Alcino, muito charmosa, excelente recomendação da nossa amiga Adriane de Salvador, e que passa à condição de BBB (boa, bonita e barata) e recomendada pelo Pato Econômico.
A pousada é muito caprichada, com vários toques do Alcino, que é artista plástico, e pintou vários azulejos da pousada, e a decorou com sensibilidade usando as várias obras de arte que ele pescou nas suas viagens pelo mundo. Os quartos são confortáveis, e têm ar condicionado silencioso, um must no calor da Chapada. A pousada também é perto da rodoviária e do Centro, o que torna a viagem mais cômoda.
O café da manhã é um dos melhores que já provei: servido pessoalmente pelo Alcino, e com um diferencial que adorei. A cada dia eram servidas novas surpresas. Desde um suco de maracujá silvestre, leite quentinho espumoso, ovos com shitake e sal marinho australiano, pamonha caseira, quiche de queijo, mini-quibes, batata doce com queijo roquefort, mini-bruschettas quentinhas, bolo de aipim, creme de milho com queijo derretido, queijo coalho assado com manjericão, waffle com cobertura de Nutella, além de excelentes frutas. A cada dia ficava-se na expectativa de uma nova gostosura para começar o dia energizado e animado.
Tudo isto por apenas R$ 95 por casal na baixa temporada. O único “porém” é que a maioria dos quartos tem banheiro coletivo, o que não é tão importante quanto parece à primeira vista, pois se passa a maior parte do dia fora, saindo cedo e voltando à noite, e os banheiros sempre estavam impecavelmente limpos.
Eu visitei vários hotéis na cidade, e recomendo muito o do Alcino, mas para quem quiser algo de charme, sugiro o Canto das Águas, que tem uma bela piscina, e fica ao lado do rio. Nós jantamos lá, e o restaurante é muito bom, com o encanto de estar ao lado do riozinho. E você tem o privilégio de curtir o coaxar dos sapos ao lado: para você curtir com seu príncipe, ou princesa. A comida é excelente. E além das especialidades baianas, traz delicias, como um ravióli recheado com pistache – eu provei e é muito bom,- ou um carré de cordeiro com crosta de lingüiça picante – não provei, mas o da mesa ao lado tinha um ar apetitoso e foi devorado com prazer. O jantar sai em torno de R$ 80,00 por casal.
Há também várias opções de comida econômica na cidade, como o típico restaurante O Bode, especializado em comida regional, com um saboroso bufê onde você vai encontrar bode, feijão de garimpeiro, farofa de banana na manteiga, entre outras especialidades a R$ 23 o quilo, e vários PFs a partir de R$ 7.
Atenção singles do VnV! Este é um dos melhores destinos para desacompanhados/as. Explico: além de ser um lugar que atrai pessoas do mundo todo, todos os passeios são em pequenos grupos. Como rola muita galera desacompanhada, a sua chance de, digamos assim, fazer novas amizades fica consideravelmente ampliada, e se renova a cada dia.
A maior atração da Chapada é a natureza com paisagens grandiosas, suas cachoeiras com águas fresquinhas, seus chapadões fotogêncios, e visuais incríveis (fotos). Além da simpática cidade de Lençóis, que ainda guarda vestígios da riqueza do tempo em que era uma das maiores produtoras de diamantes do mundo.
Este é um destino para quem gosta de caminhadas e contato direto com a natureza. Se para você, férias são como se diz por aqui “leseira com uma caipirinha na piscina”, esta não é sua praia, ops… chapada. A maioria das caminhadas são de “nível médio”, e sempre com muitas subidas e descidas por trilhas e pedras de tamanhos e formas bem variados.
Nos quatro dias, fizemos um passeio para Marimbus, um mini-pantanal com um relaxante passeio de barco a remo, que parte de um núcleo quilombola autêntico, Remanso, formado pelos escravos que fugiram do garimpo.
O passeio termina na cachoeira do rio Roncador, cheia de banheiras naturais cravadas num “mármore róseo”, onde fiz uma das melhores hidromassagens da minha vida, curtindo a vista das montanhas.
Outro passeio de que gostei muito foi para as grutas, visitadas por grupos pequenos, à base do lampião de gás.
Depois seguimos para a gruta da Pratinha, onde passa um rio que lembra bastante os passeios de Bonito.
De lá subimos a pé para o Morro do Pai Inácio, no pôr do sol, onde se tem uma vista de 360º privilegiada de toda a região.
Em regra, como as trilhas não são guiadas, nem sinalizadas, e há pouco transporte coletivo, você vai precisar de uma agência, ou alternativamente, de um guia, se estiver de carro. Os guias têm uma associação perto da ponte, e é fácil encontrá-los.
Caso não esteja de carro, procure as agências: existem várias na cidade, todas no Centro Histórico, e os preços e serviços me pareceram similares. Usamos a Chapada Adventure , que recomendo. Mas o melhor é verificar a agência que tem os passeios que você gostaria de fazer, e ver em qual delas você consegue negociar o melhor preço para o conjunto dos pacotes que deseja fazer.
Os passeios de 1 dia custam em média R$ 80, mais o almoço — e dá para negociar um desconto de 10 a 20% sobre o preço de tabela, especialmente se a agência estiver precisando completar o grupo.
Um passeio que fiz e não recomendo é um que todas as agencias oferecem como o primeiro a ser feito, e que eu sinceramente achei um pega-turista. É a Cachoeira do Sossego, um passeio que não tem nada de sossegado. Gosto de fazer trilhas, mas para olhar para a paisagem, não para o chão. Esta é um trilha de 14 quilômetros, repleta de pedras, quase sempre com subidas e descidas, com 7 horas de duração no total, e com muitos trechos perigosos, pois as pedras são escorregadias, e por vezes muito altas, com 2 a 5 metros e, não há qualquer apoio, como um corrimão, ou uma escada ou corda. Sobe-se pelas rochas, apenas com os apoios naturais. A atenção na trilha deve ser total, senão você corre o risco de uma luxação, ou de uma fratura, isto num lugar onde se está há algumas horas de um socorro médico, pois só se chega no lugar caminhado. O único hospital da região é precário, e sequer tem um ortopedista de plantão. O socorro médico mais especializado fica há 300 km em Feira de Santana. A cachoeira e o rio são bonitos? Sim, mas não valem a caminhada, salvo para quem tem espírito de cabra montanhesa.
Fica a reflexão de que devemos repensar as diretrizes do Instituto Chico Mendes, que proíbe qualquer alteração na natureza, sob o pretexto de preservá-la. Para que o turismo se desenvolva é preciso acabar com esta mentalidade xiita, pois uma trilha bem sinalizada não estraga o meio ambiente, e algumas escadas, cordas e corrimões de segurança não causam impacto ambiental significativo. Que o digam os parques da Argentina, Chile, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Costa Rica, dentre outros que conhecer, onde uma boa infra-estrutura e o cuidado com a segurança dos visitantes não comprometem a harmonia com a natureza. A falta de cuidado com a segurança dos visitantes é uma marca a ser melhorada em vários parques nacionais, como o da Chapada, o da Serra da Canastra, e Abrolhos, e Fernando de Noronha (este último, eu não conheço, e apenas vi em fotos). Se uma área sofre com um impacto ambiental da visitação, que se proíba o acesso, mas deixar que os acidentes aconteçam, o que, segundo os guias, ocorre com certa freqüência, e nunca são noticiados, pois são apenas dolorosos e não fatais, é uma política que precisa mudar.
Avaliação geral
Um dos melhores lugares para caminhadas do Brasil, numa agradável cidade colonial. Gostei muito e recomendo. A única trilha que achei complicada e insegura foi a do Sossego. As demais são bastante tranqüilas, e não envolvem riscos, nem o desejo de ser alpinista. Excelente destino para solteiros, para quem gosta de caminhadas e de paisagens deslumbrantes.
Como chegar
Infelizmente, o acesso é complicado, pois só há um vôo por semana de Salvador para Lençóis (a “capital” da Chapada) aos sábados pela Trip, com tarifas entre R$ 165,00 e R$ 224,00 por trecho. É uma opção bem mais confortável do que o ônibus (R$ 50,00), que apesar de ter ar condicionado, e ser de bom padrão, demora 7 horas e meia para rodar os 400 e poucos quilômetros que separam Salvador da Chapada, numa estrada com poucos atrativos e muitos caminhões. Caso você vá de ônibus, recomendo comprar o trajeto com antecedência na rodoviária de São Paulo, no box do Expresso Real, pois há apenas 3 horários por dia, as 7:00, 16:30, e 23:00 horas, e não há reserva pela internet.
Se for ao aeroporto, calcule mais 45 minutos desde a rodoviária, de táxi, ou uma hora e meia de ônibus, para pegar seu avião. As agências cobram R$ 500,00 por um traslado de carro privativo até Salvador. Outra alternativa é alugar um carro em Salvador, a estrada está em boas condições, mas o trânsito é bem pesado, a estrada é cheia de curvas, e não tem terceira pista nas subidas. Encarar um Scania na descida, ou tentar ultrapassá-lo na subida, com um carro 1.0 não é exatamente a minha noção de férias relaxantes. Deve ser lembrado que na época das chuvas a maioria das estradas de terra fica inacessível para veículos comuns, e mesmo com um carro, você vai precisar do apoio das operadoras.
Pacote, ou por conta própria?
Sem dúvida, por conta. As operadoras locais que usamos são as mesmas que conceituadas agências utilizam, mas ir por conta, reservando hotéis e passagens significa uma economia de pelo menos 40% em relação ao pacote. Ao reservar o hotel, confira a localização no mapa, para não ficar muito fora do Centro, especialmente se você estiver sem carro.
Quantos dias?
Acredito que o ideal seja uma semana. Deixei de fazer vários passeios que gostaria, como o Buracão e a cidade de Rio das Contas, por ter apenas 4 dias. Além disto, a semana completa pode ser planejada de sábado a sábado, possibilitando o acesso por avião.
Não esqueça de levar:
Uma bota de caminhada bem confortável, ou um tênis antiderrapante. Repelente de mosquitos, protetor solar, chapéu e uma mochila pequena. Seus pés vão apreciar o carinho de um protetor para calos, facialmente encontrável em podólogos.
Bem, como disse, esta é apenas uma pequena introdução a um novo destino, e são as sugestões e opiniões de vocês que vão fazer deste um novo destino do VNV.
Fotos: Ernesto, o Pato; e Cibele Fabichak.
Obrigado, Ernesto!
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Segundo Bruno, o namorado baiano, Rio de Contas é melhor que Lençóis, pois o centro historico é maior e mais bonito, alem dos passeios. Acho que também ele tem um viés, que a familia dele é toda de lá
Eu e ele estávamos ate falando sobre isso, como o estado da Bahia poderia vender mais essa parte de turismo de trilhas, caminhadas, etc, ja que tem tanta variedade, alem das praias do litoral.
Lia. Rio de Contas tem menos turistas. Bem menos. Do meu ponto de vista é uma grande vantagem.
Proximas ferias eu descubro. É que como eu adoro praia e Salvador, nunca “dá” pra gente ir pra Rio de Contas
Lia. Uma outra maneira de ir para Chapada de avião é pegar um vôo para Vitória da Conquista. De Conquista, de carro, em aproximadamente 2,5 a 3 horas de carro vc chega a Rio de Contas. Mas Rio de Contas não fica perto de Lençóis, nem de Mucugê.
Dizem que Rio de Contas é melhor porque é mais preservada e menos movimentada. Mas em termos de opções de passeios, não conheço ninguém que tenha recomendado Rio de Contas ao invés de Lençóis.
Acho que não foi por acaso que Lençóis se tornou o portal da Chapada. É a cidade estratégica para os principais roteiros turísticos da região.
E o que ouvi sobre o sul da Chapada Diamantina foi isso: Rio de Contas é linda. Mas não tem tantos atrativos naturais quanto Lençóis. Quem estiver à procura de muitas atrações, vai para Lençóis e arredores: Palmeiras, Mucugê e Andaraí. Rio de Contas já fica fora desse circuito.
que fotos!!! Faz tempo que a Chapada Diamantina tá na minha big wish list…
Para quem for de carro, indico um guia: Dodô! Uma pessoa super conhecida em Lençóis, animada e já até foi ao Jô Soares dar entrevista.
Cidadezinha linda, boa gastronomia, e passeios maravilhosos.
Nossa, muito legal. Quero ir sem dúvidas!!!
Legal, Riq, Ernesto, Cibele!
Que bom que a Estalagem foi aprovada – e acredita que ainda nem consegui me hospedar por lá! É que fico querendo o quarto com banheiro, e nunca encontro, acabo indo pra outro – mas indico, sempre! O Alcino se esmera no atendimento!
Adriane,
Obrigado pelas dicas, espero que esteja tudo bem com voce!!
Ernesto. Eu fico geralmente na Pousada de Lençóis. Adoro a vista da cidade de lá. É a mais antiga de todas.
Adri, consegui reservar no Alcino. Depois te conto. Tinha suíte e quarto disponível, mas resolvi arriscar no quarto mesmo.
Eu adoro os capítulos do Pato Econômico por aqui, mesmo que o estilo das empreitadas conflite com essa minha natureza mais sedentária
Mas é muito bom viajar nas viagens desses dois!
Eu acho a Chapada Diamantina um dos lugares mais “underrated” e negligenciados do circuito de turismo natural no Brasil. Já fui para lá duas vezes, em ambas com carro próprio.
Alguns pontos podem ser visitados com total facilidade de carro, sem necessidade de guia (estradas asfaltadas ou em excelente estado – cascalho – até a porta: Poço Encantado, Morro do Pai Inácio, Cemitério Bizantino (!) e ruínas de Igatu (uma “cidade fantasma” por assim dizer, feita toda em pedras, algo único no Brasil) e outros.
A estrada que corta o Parque no sentido N-S (BA-142) possui umas paisagens lindíssimas mais ao sul. Quem tiver um tempinho extra e quiser fazer um passeio na Chapada que não fique restrito só ao circuito de trekking, dá pra conjugar o passeio com Rio de Contas assim:
1 dia – saia de Lençóis, e, com a câmera na mão e sem pressa, vá pela BA-142 em direção Sul. Após Andaraí, tome a esquerda e siga para o Poço Encantando se o tempo estiver seco. Na volta, retorne à BA-142 e, então, siga para as rúínas de Igatu (contornadas pela estrada). Faça várias paradas, há algumas cachoeiras muito legais (embora perigosas para banho) ao lado, literalmente, da estrada. Durma em Mucugê.
2 dia – continue seguindo ao sul. A estrada cortará a parte das serras e entrará na Chapada propriamente dita mais ao sul, em uma área de fendas naturais. A paisagem é muito bonita, e à medida que vc continua dirigindo no sentido sul, a paisagem muda rapidamente do verde para as formações típicas do sertão. Faça uma parada na serra próximo a Barra da Estiva, vá até a BR-030, e então tome o rumo oeste que te dará acesso à Rio de Contas. Sem pressa, saindo cedo de Mucugê e fazendo paradas estratégicas vc chega lá no meio da tarde.
3 dia – curta Rio de Contas e durma por lá novamente em uma pousada em construção histórica
4 dia – retorne a Lençois pelo outro lado da Chapada, via Abaíra, Boninal (ambas cidades “paradas no tempo” e, se você gosta, a melhor representação de um lugar fotogênico-não-turístico-pitoresco-autêntico do sertão e Seabra, tomando então a BR-020. Bem ao lado da BR-242, entre Seabra e Lençóis, fica o morro do Pai Inácio – e a rodovia cruza, pela terceira vez, a Chapada.
Esse roteiro de 4 dias te tomará 700km no total, mas você já terá “tickado” 4 dos lerês da Chapada (Morro do Pai Inácio, Poço Encantado, Rio de Contas e Ruínas de Igatu/Cemitério Bizantino), não terá repetido viagens de 100/150km por dia apinhando em uma van, e verá a Chapada pela face Oeste, coisa que quase ninguém vê.
Seja como for, deixo a dica: é puxado, muito puxado, comprar qualquer passeio que te sugira ir a Igatu ou Mucugê + Poço Encantado e voltar no mesmo dia. Embora Lençóis seja a “capital” da Chapada, e próxima ao aeroporto, as distâncias de lá até as atrações mais ao sul são longas e ficam piores se feitas em vans com bancos apertados.
Fique atento aos passeios, se informe sobre os mesmos antes de ir. O que o pessoal classifica lá como trekking “intermediário” seria tido como “avançado” em outros locais. Para quem já foi a Bonito, não espere o mesmo nível de organização e profissionalismo, infelizmente – mas os preços são bem menores. Minha sugestão é que, a menos que vc tenha BASTANTE preparo físico, não faça dois passeios intensos em dis seguidos: o próprio Ernesto já descreveu como são as trilhs em geral. A Cachoeira da Fumaça é um passeio longo e com uma subida PESADÍSSIMA logo no início do trajeto, só vale a pena se você realmente gosta de trekking montanhoso ou se faz muita questão de observar a cachoeira do alto.
Dicas para quem vier de carro próprio: se vier desde Brasília pela BR-020/242, faça um pit-stop em Ibotirama, às margens do São Francisco em seu trecho mais interessante. Aliás, embora seja possível viajar desde Brasília até Lençóis em um só dia, não faça isso: durma em Ibotirama e aproveita a excelente visão da Chapada de quem chega pela BR-242 e antes de ir a Lençois já pare e suba no Morro do Pai Inácio, evitando de voltar até lá depois. Para quem vem do Sudeste, evite a pesadíssima BR-116 e venha pelo interior de MG via Montes Claros e Brumado. Vc já estará ao lado de Rio de Contas, aproveite para conehcer e, então, no dia seguinte faça o trajeto inverso do “dia 2″ que eu sugeri acima – e, voilà, vc já “tickou” 3 lerês antes mesmo de chegar a Lençois e rodar 250km em um dia de van ou com guia. Em todos os casos, EVITE VIAJAR À NOITE de carro nessas estradas do interior da chapada, pouco movimentadas, sem sinal de celular, com algumas curvas fechadas e perdendo a vista.
Sobre clima, esqueça a ideia básica de “Bahia quente”: as temperaturas podem cair a noite (a altitude lá é acima de 1.000m em média), chove bem mais que no entorno (daí ser tão interessante ver o efeito disso na vegetação ao rodar de carro por lá) e em geral tem neblina matinal que quase sempre se dissipa. Abril-Outubro é o período mais seco, e em junho/julho o Poço Encantado tem deflexão de luz que deixa as águas azuis lá embaixo.
Se eu tiver que escolher um destino natural no Brasil, escolheria exatamente a Chapada Diamantina (gosto de praias mas nào sou fã incondicional). Não é lugar dos mais fáceis de se visitar, exige uma logística um pouco cara mas trata-se de um lugar especial.
É verdade, todas as trilhas da Chapada requerem muita atenção e várias são extenuantes. Fui em maio de 2006 (van de Salvador) e fiquei seis dias, sendo os três últimos em Mucugê.
Fiz a trilha da Cachoeira da Primavera e o Salão das Areias (4 horas, fácil), piscinas do Rio Ribeirão, Morro do Pai Inácio (1,2 horas, médio, pois requer atenção na subida), Gruta da Pratinha, com direito a snorkel subterrâneo (tranquilo, a não ser para quem tem claustrofobia), Gruta da Lapa Doce (fácil) e Poço Encantado (médio, pois tb precisa tomar cuidado). Pelo menos tinha uma corda de corrimão. Reabriu em 2010, após mais de 3 anos fechado.
Em Mucugê, fomos no projeto Sempre-Viva (instituto de pesquisa e catalogação dessa espécie de flor da região), e, à noite, no citado Cemitério Bizantino. A trilha até a Cachoeira do Buracão foi a mais extenuante e perigosa de todas: duas horas de van no asfalto até Ibicoara, mais uma hora numa estrada de terra, e começa a trilha propriamente dita, sob o sol do meio-dia, num leito de rochas margeando o Rio Espalhado. Depois a descida até chegar a Cachoeira do Buracão, passando pela Cachoeira do Recanto Verde. Esta descida total leva bastante tempo e é bem úmida e escorregadia. Para apreciar a CB, ou se nada até um canto de frente para a cachoeira ou se atravessa uma pinguela pelas pedras, por cima, até chegar ao canto acima. Depois tem toda a subida e caminho de volta. Só saímos às 18:00 e só chegamos em Mucugê 21:30.
Concordo também que deveria haver sinalizações e maior infraestrutura. Está longe de ser igual a Bonito. Foi a primeira etapa de uma grande viagem minha pelo Nordeste e fiquei preocupado de me acidentar logo no início…
Mas é um destino absolutamente imperdível. Para os gastrônomos, recomendo o Restaurante do Neco, em Lençóis, com comidas típicas da região:
- Batata da serra: um tubérculo que só cresce na região. Acumula água no seu interior fibroso.
- Godó de banana: banana da terra picada e refogada com carne-de-sol.
- Cortado de palma: ensopado feito com palma picada e refogada. A palma é um tipo de cacto, devidamente limpa e sem espinhos, claro.
Além disso, muito arroz, feijão, farofa de dendê com couve, surubim frito, frango, e um carneiro que derretia na boca. Não se intimide se algum dos pratos típicos lhe parecer estranho. Aproveite e coma, você não vai ter outra oportunidade na vida, pois esses pratos só são feitos na Chapada.
Arthur. O Poço Encantado reabriu agora, dia 27/02/2011.
ola, fui em novembro de 2010 e achei o lugar o mais bonito que eu já visitei,lindo demais,na minha opiniao nao da p comparar com bonito, são totalmente diferente,bonito é pra quem gosta de mergulho e chapada é pra quem gosta de caminhar e descobrir locais que jurava que nao existem,lugar indescritivel, abraço
André. A Chapada Damantina é um dos poucos lugares nos quais guia é essencial. Os campos rupestres se parecem muito e perder-se nas trilhas é muito fácil. Aliás, isso acontece com alguma frequência com turistas que acham que têm experiência em trilhas e que podem se virar sós.
André. Apesar de seu roteiro ser factível, acho que com ele se perde o melhor da viagem à Chapada: as trilhas. Eu montaria base em Lençóis, Mucugê e Rio de Contas. E de cada uma dessas cidades faria as trilhas e passeios. Menos de 4 dias em cada uma das cidades é muito pouco. Outro local que merece uma visita demorada é o Vale do Capão.
Obrigado, a todos que curtiram!
É por essas e outras que eu entrei nas aulas de natação.
Fiquei impressionada com as fotos das cavernas. Deve ser maravilhoso nadar por ali.
Ernesto, manda um beijo para Cibele
Fantástico! Esse lugar anda na minha wish list, mas não vejo muitas possibilidades de convencer o maridão…
Marcie. Quem sabe o Festival de Jazz do Capão não seria um chamariz.:o)?
Viagem linda, Ernesto.
Como sempre, bárbaro o relato do Ernesto e Cibele! É um daqueles lugares que já tinha vontade, mas com a experiência alheia detalhada inclusive quanto à classificação da trilha, “para cabra de montanha”
, me deu muito mais segurança e disposição!
E o que já estava ótimo, ficou melhor ainda com as contribuiç?es do André
As fotos estão um show!!
Chato mesmo só este vôo uma vez por semana
Qual a melhor época?
Obrigada por mais um dossiê!
Beijos!
Lena
Obrigado pelos comentários.
E melhor evitar novembro a março que é a época das chuvas, e é mais quente.
Ernesto
Lena. A Trip está lançando mais um vôo semanal para Lençóis.
Já estava na minha lista e agora subiu no ranking. Mas pelo jeito vou ter que malhar muito para enfrentar estas trilhas. Fiquei meio apavorada…
Adoro os relatos do Pato!
Já estive na chapada em 2004, fui de carro desde BH. Realmente a estrutura não é espetacular, mas naquela época já era o suficiente. Neste carnaval estive no Jalapão, e garanto que a estrutura de lá faz a chapada parecer cinco estrelas. Mas é muito, muito lindo. Vale qualquer desconforto.
Rafalea
Passe para nos as suas dicas do Jalapão, é outro lugar que tenho vontade de conhcer.
Ernesto
Como sempre os relatos/viagens do Pato Econômico são ótimos e com estas fotos então é impossivel não ficar com vontade de ir conhecer agora mesmo.
Concordo plenamente com seu ponto de vista em relação a visão xiita do Instituto Chico Mendes. Uma trilha não planejada pode em muitos casos trazer muito mais impacto ao meio ambiente e a vida das pessoas do que aquela planejada e construída para este fim.
Minha opinião pessoal é que não existe conservação do ambiente sem o desenvolvimento econômico e social do local. O turismo bem planejado e consciente é certamente a melhor ferramenta para isto em locais com potencial como este.
Vale aquele ditado, você não dá valor ao que conhece.. Eu mesmo gostaria de conhecer muito mais das belezas naturais de nosso país. Infelizmente, além da total falta de estrutura, convenhamos que viajar pelo Brasil não é muito barato..
Eu viajo para o Oeste na Br 242 quase que trimestralmente, nessa estrada que corta esse parque de visual belíssimo e atrações à beira da estrada (os motoristas do trabalho adoram viajar comigo, porque mostro coisas sem sair do roteiro) – para o oeste as serras são lindas. É recomendável sempre levar um guia, verificar se não existe a possibilidade de chuvas nas cabeceiras dos rios, traga o lixo que vc produziu e atenda a todas as recomendações de segurança dos folders que a prefeitura da cidade e hospedagens distribuem. A comunidade é treinada para atender ao turista, mas as opções de atendimento às urgencias e emergências é quase zero, além de resgate (bombeiros somente em grandes feriados).
Uma semana para turistar nas trilhas da região é bom (incluindo Palmeiras – Cachoeira da Fumaça-, Capão, Piatã, etc). Rio de COntas fica na chapada aurífera, do outro lado, merece um outro tempo, uma outra viagem, porque é uma cidadezinha preservada, cercada de cachoeiras e passeios muito interessantes, como os quilombos e a vila portuguesa. Mas Lençóis é mais vibrante enquanto cidade e a energia gostosa que emana por lá, além de hospedagem para todos os bolsos e gostos.
Oh! Chapada Diamantina: melhor viagem para avulsos! eu acho que também é o melhor viagem para todos. Um encontro perfeto com a natureza. A poderosa natureza. Certo!
As fotos são excelentes, uma boa presentação do lugar!
Bjs
Parabens Cibele E Ernesto… as fotos estao lindas.. e o texto excelente… estive na Chapada em 1999 quando a Mel ainda era doce….
Estou de olho numa viagem para lá em agosto e as recomendações do post e dos comentários são excelentes. Vou misturar um pouco de cada. Obrigado!
Acabo de voltar da chapada e ficar no Alcino é imperdível. Fiquei num quarto com banheiro e o atendimento foi impecável. Tomar café naquela mesa coletiva conversando com o Alcino e outros hóspedes enquanto o anfitrião serve um sem número de delícias é algo que ficará na memória para sempre. As frutas (muitas que eu nem conhecia), os pães, bolos, comidinhas regionais, outras internacionais (apenas para que se tenha uma idéia, para temperar os ovos caipiras, você pode optar entre um sal do mar vermelho e outro do himalaia).
Uma dica fundamental me parece dividir seu tempo de estadia entre Lençois (mais ao norte) e Mucugê (mais ao sul). As distâncias são longas e é muito cansativo ir de lençóis ao extremo sul da chapada e voltar no mesmo dia (fiz isso e não indico, pois dirigi aproximadamente 500 km num só dia). Vale lembrar que as cachoeiras do Buracão e Fumacinha (essa eu não tive tempo de conhecer) ficam no etxremo sul e são programas fundamentais.
Além disso, uma boa dica para economizar é ir de carro e pagar apenas a diária de um guia (R$ 70). Vc fica mais livre e economiza um bom dinheiro, visto que os passeios nas agências giram em torno de R$ 130 por pessoa. Se vcs puderem, procurem por um guia chamado Salvador na associação de guias. Ele é um guia experiente (já é avô) e uma ótima pessoa, sempre preocupado com a sua segurança, em passar informações sobre a chapada, vegetação… Enfim, um ótimo guia (e que tira ótimas fotos tb!!).
Por fim, vale ressaltar os ótimos restaurantes de Lençois: a) O Bode tem uma ótima comida regional a quilo; b) a Casa da Maria tem uma massa ótima (comi um nhoque de fruta pão por lá); c) Artistas das Massas; d) Fazendinha…
Enfim, a chapada é um lugar único. Retornei para casa pensando quando poderia voltar…
Obrigado a todos, especialmetne aqueles que contribuiram com novas sugestões, como o Andre, o Artur e o BSU e estamos a disposição para perguntas.
E, aguardem: nova migração: O Pato no Congo brasileiro, ao lado dos maiores primatas da América. O projeto Murqui.
Fui à Chapada hpa muitos anos, uma viagem inesquecivel. Chegamos pra ficar 5 dias, acabamos ficando mais 2 e ainda faltou tempo pra ver tudo. Que lugar lindo! E Lençóies é uma delícia, à noite todo mundo se encontra nos restaurantes e botecos, concordo com o Pato que é um ótimo destino para avulsos
hmm, talvez seja um bom momento pra eu voltar lá, rsrs.
Mas sabe que eu curti a trilha do Sossego? Apesar de longa e difícil, achei o visual incrível. Será que ainda existe em Lençóis o restaurante italiano de um senhor genovês? Foi o melhor pesto que já comi, e depois de horas de caminhada, nada como um bom prato de pasta para repor as energias, hehe. Saudades da Chapada!
Estive 2 vezes na Chapada, acho que em 2002 e 2004. Fui desempacotada e depois de uma péssima experiencia com uma agencia em Lençóis, encontrei um guia que me acompanhou nas 2 viagens. Ele trabalha indepedente, sem agencia, poliglota, paulista, super culto e autodidata. Além disso faz as trilhas sem pressa e odeia correria. Fiz a Fumaça de cima, Sossego e Geraes do Rio Preto com ele, sem dificuldade, no devagar e sempre. Dá aulas de geologia, espeleologia, botânica, durante os passeios. Mora lá há mais de 20 anos. Já indiquei ele pra muita gente. Seu nome é Luis Krug e é facilmente encontrável pelo google.
Quanto a pega- turista o pior de todos é o dito cemitério, que de bizantino não tem nada. Acontece que o unico fabricante de lápides daquela região fazia todas naquele formato e daí surgiu o apelido. A gruta da Pratinha pra nadar também é fraquinha, não dá pra considerar aquilo mergulho em caverna. A entrada tem aquela cor bonita, mas é o melhor de tudo. A caverna da Lapa Doce é bem bonita(não fiz outras). O Poço Encantado é imperdível, (com uns 50 metros de profundidade e uma água tão clara que achamos que não tem água ali, tal a nitidez com que se vê o fundo) principalmente se for a época do raio de luz defletido. A
cachoeira do Buracão também é a mais linda que já vi!,
Concordo com a sugestão de dividir o tempo entre Mucugê e Lencois, da segunda vez fiz isso.
Em Lençóis aproveitei que as hospedagens são baratas e fiquei no Canto das Águas que fazia parte do Roteiro do Charme. Mais do que aprovado! Bom, acho que já escrevi demais, se for comentar tudo que vi e amei, não paro mais, então evitei repetir comentários de outras pessoas. E ainda pretendo voltar, pois não deu pra ver tudo que gostaria.
Luís foi o guia de minha primeira viagem à Chapada, isso nos idos de 1987. Excursão de colégio… quanto tempo!
Então, ele tem bem mais do que 20 anos morando lá. Quando o conheci, disse que já morava lá há um bom tempo. Um belo dia chegou, vindo de São Paulo, e nunca mais quis sair.
Naquela época ele foi procurado pelo Fantástico, que estava em Lençóis fazendo uma reportagem sobre a Chapada. Até então, a Chapada era desconhecida no Brasil, e pouco conhecida na Bahia. Isso foi num 02 de Julho, feriado estadual. Voltei à Chapada no 07 de setembro do mesmo ano e encontrei a cidade lotada. O que uma matéria na Globo não faz…
Os pontos turísticos próximos à cidade estavam impraticáveis. O Ribeirão do Meio, então…
Acho que só a Cachoeira da Fumaça, que àquela época ainda era muito conhecida como Queda Glass, escapou dos turistas ensandecidos. O acesso difícil assustou muita gente, hehe.
Completando:
O contato do Luiz Krug achei aqui:
http://www.tripwolf.com/en/guide/show/652496/Brazil/Bahia/Lencois/Luiz-Krug#overview
Encontrei também outras notícias interessantes, essa aí fresquinha:
http://webventureuol.uol.com.br/destinoaventura/n/lacre-de-interdicao-do-poco-encantado-ba-e-oficialmente-
retirado/30183?pag=2
Não me esqueço de seus relatos sobre como descobriu uma espécie de peixe pré histórico cego, sem esboço de olhos e albino, (o que pressupunha milhões de anos de adaptação) não catalogada no Poço Encantado e sua luta para preservá-lo interditando o local para banho enviando cartas para todos os órgãos possíveis, e agora a espécie foi batizada de krugi em sua homenagem!
Vocês devem imaginar que ele cobra muito caro. Nada disso! Cobra como qualquer guia com muito menos instrução e experiência!
E nem adianta falar que eu indiquei que ele não grava nomes, não vai saber quem eu sou!
Talvez não seja a melhor pedida pra quem vai solo buscando grupos pra se enturmar, mas pra quem quer conhecimento e cultura sem ser maçante, segurança, tranqüilidade e um ótimo papo, não imagino ninguém melhor!
A Chapada Diamantina é um dos lugares mais incríveis que visitei! A primeira vez que fui, tinha 13 anos e até hoje consigo fechar os olhos e sentir a emoção que senti lá, visitando aqueles lugares. Parece que tem uma magia especial, sei lá. Vale a pena ir e voltar sempre!
Passamos o último reveillon na Chapada Diamantina e adoramos!
Ficamos hospedados no Hotel Canto das Águas e super recomendo. Café da manhã excelente, quarto amplo e limpo, serviço atencioso e a comida do restaurante é maravilhosa! Embora o restaurante seja um pouco mais caro que os outros da cidade, vale muito a pena, pois a comida é caprichada.
O hotel conta com uma espécie de “host”, o Ramiro, que já na chegada te explica a geografia, a flora e os atrativos da região. Ele montou um roteiro que serviu de base para nossos passeios. Como estávamos de carro (alugado), o Ramiro nos indicou o guia da associação (Pedro Paulo) e fizemos todos os passeios particulares. Pode ser implicância minha, mas prefiro fazer passeios privados e regular meus horários e interesses do que ficar em um grupo, ainda que pequeno, me prendendo ao ritmo dos outros.
Visitamos as cachoeiras da fumaça, do mosquito, do ribeirão do meio, o morro do pai inácio (clássico), gruta da lapa doce, gruta azul, mucugê e pratinha. Esta última foi a que menos gostamos, pois, embora a gruta seja bonita, o entorno é uma farofada só.
Concordo com o Ernesto sobre a cachoeira do sossego. Considero-a vista e não pretendo voltar lá nunca mais. A trilha é pesadíssima (mesmo para quem não seja sedentário), porque alternam-se trechos entre a mata e o cânion do rio. Anda-se sobre pedras e mais pedras sem nenhum apoio. Logo, o risco de acidentes é alto, muito alto. Para completar, no dia que fizemos a trilha esta garoando e as pedras ficaram ainda mais escorregadias. Enfim, pernas e juntas mais que doloridas no final.
Não conseguimos ir até a cachoeira do buracão pois a distância é longa. Seria necessário um pernoite e, nesta época do ano, nenhuma pousada em mucugê queria fechar uma diária só. Fica para a próxima…
Fizemos ainda o rapel na Gruta do Lapão e usamos a agência Nas Alturas. Recomendo muito. Os caras são super profissionais, experientes. Eles oferecem outros passeios, mas como estávamos de carro preferimos contratar um guia da associação.
Enfim, todo mundo que gosta deste tipo de viagem deveria ir até a chapada diamantina. Adoramos tudo e pretendemos voltar!
Gosto de lugares em que haja beleza cênica e a Chapada Diamantina sempre esteve nas cabeças de minhas listas de destinos pelo Brasil. Mas a complicação logística sempre prevaleceu e até hoje eu, infelizmente, ainda não fui. Para quem pousa em Salvador, é muito tempo de viagem “desperdiçado” dentro de carro, ônibus ou van (sete horas de ônibus, pelo menos para mim, é muito tempo). E a existência de apenas um vôo semanal para Lençóis termina “obrigando” aquele que não quer ir de Salvador para lá de carro, ônibus ou van a ficar uma semana. Sei que o destino merece e precisa até de mais que sete dias, mas se eu tiver sete dias disponíveis é porque estou de férias e se eu estiver de férias vou querer aproveitar para ir para um destino mais distante. Com isso, a Chapada Diamantina sempre foi perdendo espaço para outros destinos mais factíveis de serem feitos em feriadões, sem precisar “gastar” férias. Se a freqüência de vôos fosse maior ou se a logística rodoviária fosse mais rápida, em dois feriadões dava para conhecer o lugar com alguma qualidade, talvez até dividindo as estadias entre norte (Lençóis) e sul (Mucugê), uma para cada ida, como proposto acima pelo BSU. Ou até ir uma terceira vez, agora focando separadamente em Rio de Contas, como sugerido pela Sandrissima. Mesmo mais caro, para mim ficaria bem melhor ir assim, conhecendo de feriadão em feriadão.
Eunice, que dia da semana será essa segunda freqüência da Trip para Lençóis? Isso pode mudar tudo.
PêEsse. Desculpe-me, mas só hoje vi sua pergunta. A frequência anunciada é para o dia de quinta – além do sábado -, mas acho que ainda não está em funcionamento. Caso vc queira ir para Rio de Contas, o roteiro mais curto seria utilizar o aeroporto de Vitória da Conquista – a Passaredo serve esse aeroporto. De Conquista, para Rio de Contas, são aproximadamente 2:30h de viagem rodoviária – vc poderia alugar um carro ou combinar o transfer com a pousada.
de Conquista para Rio de Contas, digo.
O relato do Ernesto foi suficiente para eu decidir o meu destino mas próximas ferias. Ainda mais depois que vi, com a dica do André, que e perfeitamente viável ir ate lá de carro.
Quarta- feira parto em retirada de Vix para Mucuge com uma baita expectativa!
Gente, amei, isso era tudo que eu precisava, moro em Recife e há muito quero conhecer a chapada, coprei as passagens para Salvador e iria destinar 6 dias para a Chapada e 3 em Salvador pois conheço a cidade mas não conheço o Morro de São Paulo. Só que agora estou com uma grande dúvida, passo 9 dias na chapada e perco o Morro ????
Olá, Cristina! O Morro de São Paulo não vai sair do lugar. Para a Chapada é bom ir com tempo; se você não gostar pode apressar a volta e daí ir pra Morro
Eu fui com os meus filhos pequenos que gostaram muito.
Fiquei e recomendo a Pousada dos Mineiros, bem no centrinho da cidade, um lugar muito acolhedor, o café da manhã com todos os hóspedes, uma boa oportunidade para a gente se conhecer e trocar dicas dos passeios.
Fomos para Salvador de avião e alugamos um carro no aeroporto.
Aproveitamos um final de ano e foi muito especial. A cidade estava com um movimento razoável, alegre, sem estar lotada.
Nem pensei em ir à Cachoeira do Sossego…ainda bem…
Podem falar o que quiser mas CHAPADA DIAMANTINA tem “energia pura”. O lugar é fantástico! Eu já tentei várias vezes mudar meu roteiro, procurar conhecer outros lugares…afinal o Brasil é enormeeeeeeeeee…rs mas não adianta…termino sempre por lá!
Andei lendo alguns comentários acima e queria pontuar algumas coisas básicas:
Ah, criança também curte viu, tem o Serrano, a Cachoeirinha, nossaaaaaaaaaaa, meus sobrinhos amaram e a pequena de 6 anos fala toda hora em retornar lá.
1) Chapada é para quem tem fôlego! Eu já tive muito, agora…rs nem tanto…mas ainda vou lá e sempre faço alguma trilha.
2) No início eu ia de buzu mesmo, comercial. Ai comprei um carrinho e fiquei alucinada para ir de carro, porque a gente sempre fica mais livre para rodar pra qualquer lugar, entretanto eu não recomendo sair sozinho sem conhecer direito.
3) Trilha é trilha gente e para quem vai a primeira vez é melhor procurar uma operadora e um bom guia. Depois, algumas trilhas até dá pra fazer sozinho, mas a primeira tem que ter guia sim! É muito mais seguro, acreditem!
4) Eu já vi Lençóis completamente seca e com excesso de água…do tipo que dá medo na gente andar por lá sozinho….é lindo, mas sem guia é perigoso!
5) Não pensem que a Chapada é só para jovem ou gente com esse fôlego todo que eu disse acima…rs tem que ter um pouco sim, mas um bom guia, te dá oportunidade de fazer uma trilha mais puxada na boa, com tranquilidade. Acompanhar grupos isolados, gente que vai pra lá e tira onda de conhecer tudo sozinho não é uma boa…sem falar que cada um tem um pique, um ritmo e as vezes fica difícil acompanhar.
6) Eu já vi uma senhora de seus 70 anos subindo a Lapa Doce….devagar, muito devagar, mas ela curtiu, ahhhhhhhhh se curtiu! Ela viu as mesmas coisas que eu vi, andou pelos mesmos caminhos….apenas foi devagar porque tinha um guia com ela, ajudando, no ritmo dela!
7) Chapada é no primeiro momento LENÇÓIS! Capital da Chapada, como é chamada a cidade…digo isso porque para quem quer banhos de cachoeiras deliciosos, Lençóis tem as trilhas mais fáceis e tem trilha para todos os gostos…desde essa “senhora” que eu comentei acima, até aos mais resistentes que irão curtir muito por exemplo fazer o Sossego – uma trilha FANTÁSTICA!
9) Lençóis tem todo tipo de hospedagem..e de todos os preços. Eu, sempre que posso fico na Roncador..porque lá me sinto bem, o preço é bom, os proprietários são gente fina e deixam a gente bem a vontade. Não tenho do que reclamar….o ambiente e gostoso, aconchegante, fica bem no centro e além disso a Roncador pertence a CIRTUR, que também promove todo tipo de passeio, fazendo os vários roteiros da Chapada.
10) As paisagens são variadas e tenho certeza de que qualquer um que escolha como roteiro de viagem a Chapada, e a princípio Lençois, não vai se arrepender….comida boa também viu gente, e para todos os gostos!
11) As festas também são ótimas é só se programar…
12) Para quem curte turismo histórico, é só procurar os lugares certos porque Lençóis tem uma história riquíssima….acho que o pessoal da Cirtur pode orientar vocês a respeito de quem procurar ou que órgão da Prefeitura procurar para mais informações.
13) Mucugê também é linda, Rio de Contas é outra cidade super gostosa de ficar, mas nessas cidades as trilhas são mais afastadas um pouco, já em Lençóis, é como eu disse, aprendeu a primeira vez dá para fazer outra vez sozinho….mas primeiro tem que ter guia sim! Nada de se arriscar ok?
Olha, podem procurar a CIRTUR e lá falem com Soraya, ela vai indicar os guias e promover os passeios legais para vocês….assim vocês unem segurança e preço bom!
Vale muito a pena conhecer a Chapada! Ano passado levei um grupo de 50 pessoas, todos professores que trabalham comigo, fomos para o Festival…acreditam que já tenho gente atrás de mim querendo retornar este ano…rss FOI MARAVILHOSO! E olha que grande parte das pessoas que eu levei me ouvem falar da região a anos, mas sempre ficavam com medo por conta das trilhas, por achar que era difícil, por achar que era caro demais…..ninguém se arrependeu !!!!!!!
[...] começou com o relato do Ernesto sobre a Chapada Diamantina no Viaje na Viagem (leia aqui). Na época, eu e a Renata estávamos programando as nossas próximas férias e “caçando” um [...]
[...] começou com o relato do Ernesto sobre a Chapada Diamantina no Viaje na Viagem (leia aqui). Na época, eu e a Renata estávamos programando as nossas próximas férias e “caçando” um [...]
[...] e li maravilhas sobre o café da manhã que o Alcino serve em sua pousada no Viaje na Viagem (leia aqui) e não poderia perder a oportunidade de também experimentar aquelas [...]
Pessoal,
Queria agradecer as dicas! A cachoeira do Sossego foi devidamente tirada do meu roteiro depois da descrição do Pato (sou sedentária, não ia rolar).
Quero indicar uma pousada que não vi citada por aqui, a Pousada das Árvores, na entrada de Lençóis, muito boa! Paguei R$ 150 a diária no início de agosto, para duas pessoas, com ar condicionado (bom para espantar mosquitos), café, TV, computador com internet.
Em Lençóis, não deixem de comer no restaurante Cozinha Aberta Slow Food. É uma boa dica para jantar comidas locais em pratos elaborados, a R$ 30 cada, num ambiente super bonitinho. E você ainda vê (e ouve!) as cozinheiras prepararem os pratos!
Em Mucugê, fiquei na Pousada Monte Azul, que tem um café da manhã delicioso.
Sobre passeios, depois de muito ler dicas aqui e ver blogs, fiz os seguintes:
Dia 1 – Gruta Azul, Gruta da Pratinha, Gruta da Lapa Doce e Poço do Diabo
Dia 2 – Cachoeira dos Mosquitos, Serra das Paridas e Morro do Pai Inácio
Dia 3 – Ribeirão do Meio, poços do Serrano, Areias Coloridas, Cachoeirinha e Cachoeira da Pimavera
Dia 4 – Poços Azul e Encantado, Igatu e Cemitério de Mucugê
Dia 5 – Cachoeira do Buracão
Todos foram feitos sem sacrifício. O mais leve deles foi o do Poço Azul e Poço Encantado (que reabriu esse ano). Os demais achei de nível leve a moderado. Para ver a cachoeira do Buracão anda-se uma hora na trilha, mas boa parte dela é plana, o que facilita bastante. Para terem uma ideia do que é leve para mim, tenho 30 anos, larguei a academia há 4 meses e não faço exercício físico nenhum atualmente.
Ah, outra dica foi a agência que contratamos, a Volta ao Parque. O guia Tiago é engraçado e super atencioso. A agência foi ótima, quebrou vários galhos nossos em Lençóis. E o site deles é um dos mais bem explicadinhos e detalhados na comparação com os sites de outras agências da região.
Tem mais dicas lá no meu blog – http://viciadaemviajar.blogspot.com/2011/08/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre.html
Abraço,
Marcelle
Ah, já ia esquecendo! A viagem de ônibus de Lençóis a Salvador dura 7 horas e não 6 como diz o site da empresa de ônibus, a Real Expresso. Acreditei no site deles e como o ônibus atrasou na volta, morri de medo de perder meu vôo de volta para São Paulo! De carro, ouvi dizer que a viagem está demorando 4 horas.
Boa tarde!Alguém tem dica para alugar carro em Lençõis?Sabem o preço?Vale a pena?Pois o que tenho pesquisado os passeios são bem caros.O melhor é alugar um carro e pagar um guia?Obrigada.
Olá, Luciana! Você sempre vai precisar de um guia. Se gosta muito de dirigir, é uma boa alternativa. O melhor de tudo é ir com tempo e sentir as coisas por lá: xeretar as agências, fazer um passeio para experimentar… não vale a pena decidir à distância, a não ser que você tenha muita pressa. E se você tiver muita pressa, então o melhor é pegar um pacote completo de uma boa operadora de ecoturismo, assim você não perde nenhum dia.
Acho que então alugaremos carro, não pelo fato de gostar de dirigir, mas sim pelo tempo, não gosta das coisas cronometradas.Férias tem que ser assim:Esquecer o relógio!! obrigada
Só para correção do texto anterior:
Acho que então alugaremos carro, não pelo fato de gostar de dirigir, mas sim pelo tempo.
Não gostamos das coisas cronometradas.Férias tem que ser assim:Esquecer o relógio!!
obrigada
Pessoal,
Estou indo passar uma semana em Lençois e gostaria da opinião de vocês: devo reservar os passeios com antecedência ou lá mesmo resolvo tudo?! Alguma sugestão de empresa?!
Obrigada!!
Carol
Sugiro a voce reservar na hora, especialmente se forem os passeios de 1 dia. Lembre-se que se houver apenas mais um lugar sobrando, voce pode negociar um desconto. Se voce quiser os treckings maiores, de vários dias, ai sim pode ser interessante reservar antecipadamente.
Acabo de chegar da Chapada Diamantina e estou ainda de boca aberta. Os rios, cachoeiras, poços, morros e vales são lindos de deixar qualquer um de boca aberta. Passei 10 dias na Chapada. Me hospedei em Lençóis, que por sinal tem uma super infra estrutura e opções para todos os bolsos! Dei preferência em me hospedar em um local mais simples e deixar o dinheiro para aproveitar nos passeios, afinal a gente sai de manhã e so chega à noite. Fiquei encantada com a Cachoeira do Buracão, Poço Encantado, Vale do Paty!!! Super recomendo!!!! Tudo muito lindo!!
Recomendo:
Conhecer – Poço Azul, Poço Encantado, Cachoeira do Buracão, Morro Pai Inácio, vale do Paty.
Agência – Cirtur 75-3334-1133
Hospedagem – Pousada Safira 75 – 3334-1443 (em Lençóis) Pousada Pé de Serra (em Mucugê)
Restaurantes – Zilda, Grisante, A Doce Vida.
Pizzaria – La Tratoria
Com certeza voltarei a Chapada!!! Me aguardem!
Livia
Livia
Fico contente que tenha gostado!
A Chapada é linda demais Ernesto! Parabéns pela matéria!
Adorei o seu post, eu sou de Lençóis e confesso esta muito bom e as informações bem querentes. Só uma Obs. A piscina que aparece no seu post não é a do Hotel Canto das Águas e sim do Hotel Portal Lençóis…
Abraços…
Agradeço a todos pelas dicas preciosas aqui postadas.
Voltei renovado após passar uns dias nessa joia preciosa que é a simpática cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina.
Desde a hospedagem na estalagem do Alcino, os restaurantes, os passeios (um melhor que o outro), a simpatia dos guias, enfim, um lugar pra se desligar do mundo e curtir o contato com uma natureza exuberante.
Pra lá de recomendado!
Abs
Olá, estou pensando em ir para a Chapada agora no feriado de 1º de maio, li e reli todos os pots, como o feriado é curto, vou ter 02 dias inteiros, já escolhi até o roteiro.
Bom minha dúvida: Meu voo chega em SSA na 6a feira 27/04 as 02 da matina. O ideal era pegar um aviaozinho da Trip, mas não tem mas nenhum voo disponível…então acho que me restam 02 opções: Pegar um busão às 07:00h da manhã e chegar em Lençois às 13:15h (!??), ou alugar um carro em SSA e dirigir até lá, só eu e minha esposa, na madruga???
Ps.: O meu voo de volta é as 23:40h do dia 30/04….
Me ajudem por favor…
Olá, Johnny! A melhor ajuda que podemos oferecer é fazer você desistir dessa empreitada. Não se vai à Chapada para ficar dois dias, ainda mais nessas condições tão sacrificadas.
Obrigado Bóia pela sincerade e pela pronta resposta.
Na verdade terei 04 dias né…
1º dia: 6a feira chego em Salvador 02 da manhã,indo de onibus devo chegar lá pelas 14:00h em Lençois certo, se for de carro, menos… a tarde, dar uma dormidinha e passear pela cidade, restaurantes aquelas coisas.
2º e 3º dia: Roteiros
4º Acordar sem desespero, tomar um bom café da manhã, quem sabe mais uma voltinha na cidade e “via sacra” de novo…meu voo sai 23:40h de Salvador….
E segunda-feira 01/05 é feriado…vou ficar em casa, só vendo as fotos….
Você acha que mesmo assim não compensa?????
E se mesmo assim você fosse: Onibus ou carro??? Gostaria de saber como a estrada (estou me aproveitando das suas e também da experiencia dos viajantes daqui né…) Obrigado + 1 vez
Olá, Johnny! Chapada é um destino slow. Quatro dias inteiros é o mínimo recomendável. Vamos pôr a pergunta no Perguntódromo para ver se alguém chancela. A gente não avaliza, não.
Obrigado + 1 vez Bóia!!!!
Johnny. Minha sugestão seria ir e voltar de ônibus. Ficar em um único local – Lençóis – e fazer o que for possível perto da cidade, com guias locais. Não se arrisque na estrada depois de uma noite sem dormir.
Outro coisa, Johnny. Procure voltar sim no dia 31 e não no dia 1/5. O engarrafamento na volta dos feriados no trecho Feira-Salvador ( na verdade começa em Santo Estevão, antes de Feira ) é monumental. Agora, na Semana Santa, a média foi de 6 horas para os últimos 100km.
Obrigado Eunice, faz todo sentido…acredito que vou seguir suas dicas
Johnny. Mais três sugestões: a) como seu vôo chega à 2:00horas e o ônibus sai às sete fique no aeroporto até às 5:00horas – é menos desconfortável, e só então pegue o táxi para a rodoviária ( também há a opção de ônibus de linha para a rodoviária ); b) compre, com antecedência, as passagens de ônibus de ida e vinda ( é feriado); c) ao retornar, se chegar muito antes do seu horário de embarque , cheque se vale a pena ficar no shopping em frente ao aeroporto – Salvador Norte ( não o Salvador ), lá tem algumas salas de cinema – mas use transporte, ônibus ou táxi para o trajeto aeroporto-shopping.
Eunice mais uma vez obrigado…vou fazer exatamente o que vc me falou, aliás, já comprei as passagens…
Entre aeroporto e rodoviária vou usar taxi mesmo…
Jonnny, realmente alugar um carro apenas para ir à chapada, depois de uma noite sem dormir, seria muito cansativo.
Acabei de voltar (hj na verdade) da Chapada e além do trânsito pesado Salvador-Feira de Santana, tendo em vista a safra de grãos, a estrada estava cheia de carretas. O fato de ser uma região de Serras também piora bastante, muitas subidas e curvas, embora o asfalto esteja impecável.
Porém, estar de carro foi excelente, pois muitos trechos podem ser feitos sem guia e o carro chega sem dificuldades, como o Pai Inácio, Grutas da Lapa Doce, Torrinha, Gruta Azul, Poço Azul, Pratinha… Fizemos tudo de carro e sem guia.
Enfim, se estiver descansado e tiver experiência em estrada, recomendaria alugar o carro. Pegaria um trânsito um pouco pesado, mas nada que uma velocidade reduzida e prudência não resolvam.
Eunice, acabei de voltar, o lugar é lindo!!!
A viagem de onibus é longa, mas tranquila, a estrada está em boas condições, na ida foram 07 horas e na volta 06 horas…
A rodoviária de Salvador realmente não tem estrutura, ainda bem que você me deu a dica de esperar o horário no aeroporto.
Na chapada fiz 02 passeios completo de um dia cada: Pratinha + Grutas + Pai Inacio e Poços Encantado e Azul…lindos!!!, como disse a Boia, 04 dias são pouco, acho que 02 meses são pouco (rs..rs…) mas era o que eu tinha….vou acompanhar de perto os próximos para ajudar como voces me ajudaram….obrigado
Johnny, vc já considerou procurar vôos até Barreiras? Que eu saiba tem vôo diário para lá desde Brasília. É um trecho de estrada menos congestionada.
Eu evitaria ônibus, são perigosos, nunca se sabe o treinamento de motoristas, e quase todos excedem a velocidade de segurança.
Obrigado Frank, a distância entre as cidades (SSA e Barreiras) para Lençois é praticamente a mesma, e tem outro porém, já estou com as passagens compradas para SSA, mesmo assim obrigado
“outra”
De acordo. É o melhor destino para quem quer tirar férias de tudo, inclusive de si mesmo, aquele “eu” da rotina, do reflexo no espelho.
Minha primeira vez foi em 2003, no ano que completei 30 anos, sem nunca ter viajado sozinha, recém saída de um divórcio e me entitulado como a mega-ultra tímida. Bem… essa viagem foi o divisor de águas da entrada na era balzaquiana. Eu me meti em vários grupos e fiz um monte de amigos que tenho contato até hoje.
De lá pra cá totalizei cinco visitas, duas delas sozinha e a última, no feriadão de outubro com meu filhote, agora já um adolescente aventureiro. Essas três MARAVILHOSAS e as duas “acompanhada” nem tanto.
Johnny. Fico feliz que tenha corrido tudo bem e que tenham gostado do passeio.
Otimas dicas! Obrigada!