“De como vivi um dia de tsunami” (por Lucia Malla, do Havaí)

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Honolulu e Kona. Fotos: Andre Seale

Minha primeira notícia sobre o terremoto no Japão não foi sobre o terremoto no Japão. Acordei, tomei café, entrei no Twitter e um dos primeiros tuítes era da Lucia Malla, falando dos alertas de tsunami que estavam soando em Waikiki, no Havaí, onde mora. Só então fui desenrolando  o emeranhado de frases soltas vindas de todos os cantos que levavam para a tragédia do norte do Japão.

Durante a manhã (noite aqui pra gente) a Lucia foi relatando o que estava acontecendo por lá: as sirenes, o plantão da TV, a preocupação com ammigos que viviam à beira-mar na Micronésia. Lá pelas tantas, ela tuitou que estava muito cansada e ia dormir, porque no dia seguinte precisava voar para a Big Island.

Não sei se foi ali ou foi no outro dia que eu tuitei pra ela — “escuta, quando passar isso tudo escreve sobre esse negócio de ‘pronto, o tsunami passou, vou viajar’? De longe, ficamos anestesiados, achando que a vida nunca mais regressará ao normal. Mas a verdade é que a vida continua.

Hoje a Lucia — que está estreando, em soft-opening, um novo endereço para seu Uma Malla pelo Mundo — publicou o relato daquele dia e dos que se seguiram. (Em tempo: os amigos dela da Micronésia estão sãos e salvos.)

Leia:

De como vivi um dia de tsunami, por Lucia Malla

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6 comentários para ““De como vivi um dia de tsunami” (por Lucia Malla, do Havaí)”

  1. Eu sempre defendi a ideia de viajar apesar dessas terríveis tragédias. Agora, porém, de passagem na mão para embarcar para o Japão no dia 30, confesso que estou me debatendo. Com terremoto e tsunami acho que eu consigo lidar, mas radiação não.

    Vou decidir essa semana.

    1. Eu pessoalmente só embarcaria se a situação na usina nuclear estivesse resolvida. Com essa incerteza do que pode acontecer com a radiação, não arriscaria.

      Mas olha Marcie, eu tava lendo os blogs dos brasileiros no Japão lá no Mundo Pequeno e eles todos estão comentando como mesmo em Tóquio as coisas ainda não estão funcionando muito bem. Eles estão economizando energia, tem linha de metrô parada, o abastecimento de comida está prejudicado. Como ainda falta um bom tempo até o dia 30 acho que você pode esperar e ver como vai ficar a situação, mas no momento não parece uma boa…

  2. Marcie, acho q com radiação… eu não arriscaria tb. :(

  3. Marcie, quem sou eu para me meter na vida de uma lady e experienced traveller como vc mas se no terremoto do Chile a maioria aqui falou para as pessoas irem, quanto a radiação, peço permissão para engrossar o coro do “NAO ARRISCAR”. :-(

  4. Impressionante o relato da Malla pelo mundo!

  5. O mundo é um só. Atmosfera é para todos. O que acontece em um país, não somente afeta os seus cidadãos. Afeta a todos nós.
    Eu não tenho palavras….

    Lucia, seu texto é profundo!

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