IOF de 6,38%: vale para faturas fechadas em 30 dias

Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos nas operações de câmbio liquidadas após
o 30
o
(trigésimo) dia subsequente à data da publicação.

Os cartões e a nova alíquota

Foi publicada hoje no Diário Oficial a medida que eleva o IOF sobre compras com cartão de crédito no exterior.

A boa notícia é que realmente não há nenhuma elevação de alíquota para compra de moeda. Quem comprar dólar (ou euro, ou livra) cash, fizer saque direto da conta em caixa automático no exterior, usar traveler cheques ou cartões de débito internacional pré-carregados (Visa Travel Money, CashPassport Visa e Mastercard, American Express Global Traveler) vai continuar pagando apenas o IOF de 0,38%.

Outra informação a ser comemorada é que só pagarão o novo IOF as operações liquidadas a partir do 30º dia da promulgação da lei. Eu não domino nem o juridiquês nem o contabiliquês, mas entendi que isso vale para faturas de cartão de crédito com vencimento fechadas a partir de 27 de abril.

Resta agora monitorar duas cotações:

1) A cotação do dólar-turismo (que vale para compra de dólar cash, traveler cheque e cartões de débito pré-carregados tipo VTM), que deve subir;

2) A cotação do dólar do seu cartão de crédito (se for próxima ao dólar comercial, pode continuar valendo a pena).

Aproveite e participe da nossa enquete: qual é o dólar do seu cartão de crédito?

Visite o VnV no FacebookViaje na Viagem
Siga o Ricardo Freire no Twitter@riqfreire


72 comentários para “IOF de 6,38%: vale para faturas fechadas em 30 dias”

  1. O Decreto 7.454/2011 não vai ao parlamento, ou seja, os deputados e senadores formalmente não poderão fazer nada (e uma pressão informal eu duvido muito que ocorra).

    A maldade governamental, por ora, atingiu mesmo só as operações com cartão de crédito, que passarão a ser tributadas com impressionantes e confiscatórios 6,38% de IOF. As demais alíquotas permaneceram as mesmas.

    Minhas reflexões são mais ou menos as seguintes:

    - o preço do dólar nas casas de câmbio (incluindo os cartões de débito internacional pré-carregados) deve aumentar, em razão do aumento da procura por pessoas querendo fugir desses 6,38% de IOF (a compra de dólares nas casas de câmbio é tributada em 0,38% de IOF).

    – para quem tem cartão de crédito que aplica o dólar comercial (os do Itaú, por exemplo), que é menos caro que o dólar turismo, o efeito prático vai ser o aumento dos preços pagos. Antes, compensava mais pagar as contas em cartão de crédito do que comprar dólares em casas de câmbio, porque o preço final, mesmo com a alíquota de 2,38% de IOF no pagamento em cartão de crédito, era menor. Agora, haverá um nivelamento. Quem comprar dólares em espécie em casa de câmbio pagará mais pelo dólar mas pagará menos IOF (0,38%). Quem usar o cartão de crédito pagará menos pelo dólar (dólar comercial) mas recolherá um percentual elevadíssimo de IOF (6,38%). Como vai ser mais ou menos a mesma coisa, quem usa cartão de crédito vai continuar usando, por conta de outras compensações (milhas etc.).

    – na minha opinião, na prática, para a imensa maioria de brasileiros que viaja para os EUA tendo por finalidade principal as compras, o impacto do aumento do IOF, apesar de ser financeiramente significativo, não mudará muita coisa. Não acredito que essa alíquota de 6,38% de IOF vá ser refletida nem pensada pela maioria antes de se decidir pela compra ou não daquela bolsa linda que está em promoção, até porque a mordida do IOF só vem depois, quando chega a fatura do cartão de crédito, e essa maioria não viaja com a freqüência necessária para perceber que 6,38% fazem, sim, diferença.

    – uma minoria, na qual eu tristemente me incluo, vai passar a incluir esses 6,38% no valor final dos pagamentos feitos no cartão de crédito em moeda internacional, tais como hotéis, restaurantes, passeios e compras propriamente ditas. No meu caso, por exemplo, darei preferência a sites que cobram o valor convertido em reais (por exemplo, Decolar e empresas aéreas com sites brasileiros), porque aí, se eles tiverem o melhor preço final, como eu estarei pagando em reais, conseguirei fugir dos 6,38% do IOF. O Booking, até então o site no qual eu fazia a maioria de minhas reservas de hotéis, vai precisar apresentar preços finais no mínimo 6,38% mais baratos para compensar. Em alguns casos, como atrações, passeios e passagens de trem ou de empresas aéreas low cost, não vai dar para fugir do cartão de crédito nem do IOF e a solução vai ser calcular a relação custo X benefício incluindo no preço final esses 6,38%.

    – em matéria de compras, para essa minoria talvez ocorra uma redução na quantidade de compras “desnecessárias” e/ou uma busca por produtos mais baratos, para compensar o preço final acrescido dos 6,38% do IOF. Quanto a hotéis, se antes a procura começava com hotéis que custavam 100 (euros, dólares, libras, não importa), agora a procura começará em 90. Um downgrade assumido e consciente. Na alimentação, se antes em uma viagem de dez dias se ia a três restaurantes melhorzinhos, talvez agora só se vá a dois.

    – a procura por hotéis e restaurantes bons, bonitos e baratos vai se tornar mais difícil e acirrada. Outlets ganham um ponto a mais em relação às lojas de rua que não estejam em períodos promocionais.

    – os destinos nacionais também podem sair ganhando. Aquele que pensava “com o dinheiro que gasto em um fim-de-semana em São Paulo eu vou a Buenos Aires, como melhor e ainda faço compras”, se perceber que as compras deixarão de ser assim tão compensadoras e que o hotel estará quase 7% mais caro, pode mudar de idéia. Mas não deve ser muita gente, até porque viajar dentro do Brasil já é bastante caro, mesmo sem IOF.

    O aumento de 2,38% para 6,38% significa um aumento de 268% na alíquota do IOF, algo que só a passividade do brasileiro consegue explicar. Lendo reportagens a respeito, vi que o governo ainda defende que a medida é popular. Não atinge a classe trabalhadora e só tem lados bons: ou reduz o gasto do brasileiro no exterior ou aumenta a arrecadação do governo. A mim, classe média-média, só resta lastimar e buscar alternativas e compensações. Para não diminuir a quantidade de viagens nem o número de dias viajando em cada uma delas, vou ter de puxar para baixo o nível dos hotéis e restaurantes que freqüento e pensar três vezes antes de comprar alguma coisa (antes eu só pensava duas vezes). Para quem é comprador contumaz da amazon.com, isso é uma frustração. Como gastronomia para mim é uma parte importante da viagem, nos EUA, por exemplo, eu sempre analiso o restaurante acrescentando 25% a mais no valor de cada item consumido (15% da gorjeta + 10% em média de imposto). Agora terei de fazer um acréscimo de no mínimo 30% (na verdade, o correto seria 32%), ou seja, aquele ravióli de caranguejo do Alasca de US$ 25 custará, na verdade, US$ 33, sendo que US$ 8 serão só de gorjeta mais impostos brasileiros e americanos.

    Só me resta torcer (sem muita esperança, porém) para que cartões de crédito, hotéis, restaurantes, empresas aéreas etc. sintam algum impacto negativo pela redução nas compras dos brasileiros e ofereçam alguma compensação.

    1. Mas PêEsse, a alíquota já era de 2,38%, o aumento foi de 4%, nào de 6,48%. Muita gente ignorava os 2,38%, e agora adota esse raciocínio de “7% de imposto” quando, na prática, o aumento é de apenas 4%.

      1. De fato, André Lot, de 2,38% para 6,38% há um aumento de 4%. O motivo de eu falar no aumento de 6,38% é porque, na minha visão (mas respeitando sempre os posicionamentos contrários), no senso comum (e não puramente matemático), 2,38% era algo razoável, assimilável no meio de outros gastos e compreensível como um percentual dos nossos gastos a ser destinado ao governo. Agora, não. O aumento de 2,38% para 6,38% significa, na prática, um aumento de 268% na alíquota do IOF. Enquanto 2,38%, em regra, não precisava ser incluído previamente na conta final, 6,38% precisa, pelo menos no meu caso. Antes, eu não incluía no preço final da diária do hotel os 2,38%. Agora eu terei de incluir.

        Mas tudo na vida é relativo e eu falo como integrante da classe média-média. Por isso que eu não vejo nada de “apenas” nesse aumento, até porque, embora tenham sido somados 4% em relação à alíquota anterior, o aumento foi de 268% na prática.

        1. Não o aumento não foi de 4% foi de mais de 200%, matemática elementar…

          1. Oh matemática elementar, se o aumento fosse de mais de 200%, no minimo, o novo valor seria de 7,14%. Exemplo se o aumento fosse de 100% o valor seria o dobro igual a 4,76% e assim segue a logica.

            Bons estudos

        2. oi, pêesse.
          vc tá coberto de razão: ñ tem nada de “apenas” nessa história e, assim como vc, até agora eu ignorava solenemente o iof , o q ñ dá + para fazer.
          acho q as reflexões q fez sobre a questão são todas mt lúcidas e corretas. mas, sem querer ser mt detalhista, acho q seria melhor dizer q o acréscimo de 4 pontos percentuais no iof corresponde a um aumento de 168% — essa é a porcentagem relativa ao acréscimo; veja: se o aumento tivesse sido de 100% (portanto, mais 2,38%), a taxa dobraria, indo para 4,76%; se fosse um aumento de 200% (ou mais 4,76%), ficaria em 7,14%, e assim por diante.
          uma tecnicidade, claro, q ñ diminui em nada a validade do seu raciocínio nem o oportunismo (no mau sentido) do governo.

      2. Caro Andre e Alexandre Campos, permita-me discordar de vocês.

        Quando algo está em 2,38% e passa para 6,38% ou AUMENTO é de 168% (conforme explicado pelo luis r.) e não de “apenas” 4%.

        A mátemática não é tão “elementar” e direta quando falamos porcentagem precisa ser tratada de forma mais atenta.

        Esse aumento de “apenas 4%” corresponde ao absurdo de R$ 40 reais a mais a cada R$ 1000 que se gasta lá fora, onde antes se pagava MUITOS R$ 23,80 o que já era um absurdo.

        Ou seja, onde se pagava R$ 23,80, passaremos a pagar R$ 63,80, que exatamente os 168% a mais que relata nosso amigo luis r.

        O governo ganha duas vezes, controlando a inflação e o cãmbio, e cobrando um absurdo de imposto adicional, com a justificativa de manter a “estabilidade” da economia.

        Será que vale pagar esse preço ou será que só existe essa forma de controle economico? Fica a pergunta!

        Abraços, Paulo M.

    2. Olá, meu marido e eu estamos indo para Nova Zelândia dia 12 do mês que vem, com isso, esse aumento bastante expressivo do IOF nos levantou algumas dúvidas… Eu gostaria de saber qual é a vantagem de usar o VTM (ou AMEX, Master) ao invés de usar o cartão de débito mesmo? Digo, em uma conta internacional com um cartão de débito internacional..? A questão do VTM pra gente é que não tem como carregá-lo com o NZD, teria que ser com USD, o que nos custaria um pagamento de duas taxas de câmbio (real – USD / USD – NZD)…
      Finalmente, gostaria de parabenizar os responsáveis pelo site/blog, muito informativo!
      Desde já, agradeço!

      1. Olá, Amanda! Se você conseguir usar o seu cartão de banco para fazer compras no débito, vai conseguir um câmbio melhor. Mas tenha em mente que o limite para saques no exterior (débito estaria nesta categoria) não é igual ao seu saldo em conta corrente. Informe-se com o seu gerente!

  2. Riq, imagino que a data-limite seja não o vencimento da fatura, mas a data da consolidação da mesma (a “data da fatura” descrita no extrato).

  3. Gostaria que algume me tirasse uma duvida vou fazer hoje dia 28/03 uma compra de um pacote no valor de $3mil ,o cartão sera faturado lá pelo dia 25/04 e o vencimento dia 05/05 sera que esse novo imposto já esta embutido
    Grato
    Hugo

  4. Há algumas alternativas para fugir dos 6,38%.
    Uma delas é reservar hotéis em sites no Brasil pagando em real que convertem usando o dólar comercial: o hoteis.com faz isso.

    1. Vicente: já usei o hoteis.com e o preço lançado foi em dólar. Talvez eu tenha me confundido e usado o .com e não o .com.br, mas fica aqui o aviso.

      1. Eu tb usei o hoteis.com, e apesar do preço aparecer em reais, na fatura do cartão vem a cobrança pela matriz nos EUA, em dólar, e só depois convertido em real, e aplicado o IOF em cima. Pena.

        1. Para mim, ano passado, cobraram em reais direto. E comprei hoteis no exterior, pelo hoteis.com.br, o site com logo amarelo. Será a minha primeira opção, com certeza…

      2. ME PARECE HAVER UMA GRANDE CONFUSÃO NO ASSUNTO.
        RESERVAR UM HOTEL NO BRASIL E PAGAR ESTA RESERVA, OBRIGATORIAMENTE O VALOR EM DOLLAR OU EURO, SERÁ CONVERTIDO EM REAIS.
        SE A RESERVA FOR APENAS FEITA, NO PAGTO COM CC NO EXTERIOR, HAVERÁ INCIDENCIA DO IOF.

        NÃO É MAIS VANTAGEM NA MINHA OPINIÃO, PAGAR LOCAÇÃO DE CARRO, HOTEIS NO EXTERIOR COM CC.
        BARES, RESTAURANTES , COMPRAS EM GERAL, NÃO EXISTE SOLUÇÃO.
        É COMPRAR OU NÃO.

    2. pesar de na minha fatura ter aparecido como “HOTELS.COM BRAZIL” e a moeda constar como BRL, a operação apareceu nas movimentações internacionais. E no processo foi convertuda de BRL para USD e depois de volta para BRL, o que acarretou uma cobrança de R$ 438,36, mas débito final de R$ 448,08. (O IOF foi cobrado separadamente.)

      1. Comigo aconteceu exatamente a mesma coisa que com o Alexandre, a Ana Carolina e a Alessandra. Reservei no hoteis.com em reais, mas morri com R$ 17 de IOF na fatura internacional.

        1. Geralmente a taxa mostrada em BRL é apenas para referencia. Ele convertem para qquer moeda, mas sempre cobram em dolares. O unico site que sei que tem a opção de cobrar direto em real é o Paypal, ele mostra a taxa de conversao, aí é questão de comparar com o cartao….

  5. Riq,

    Semana passada você antecipou a notícia do aumento da IOF e conclui que continuaria sendo vantajoso o uso do cartão de crédito.
    Não estou encontrando esse post? Poderia me passar o link?
    Você continua achando que o cartão de crédito, mesmo com o IOF de 6%, continua valendo a pena?
    Vou viajar para NY agora no meio de abril e estou realmente preocupada se compro mais dóllares ou se desencano e uso o meu cartão mesmo.
    Abs,
    Izabel.

  6. Eu acho que a brasileirada em geral nao vai deixar de comprar por causa deste IOF. É um absurdo, mas vai ser um tiro no pé. Até porque o Brasil é pouco competitivo e caríssimo, e prá valer a pena comprar por aqui, o IOF teria de ser uns 30%(que o governo nao me escute).Ninguém aguenta mais tantos impostos, mas como disse o PeEsse, nao fazemos nada. Que país é esse?
    Uma outra questao: alguém sabe qual o IOF para transferencias de $$$ para o exterior?

  7. Não entendi…. O “fato gerador” do imposto não é a compra no exterior? Então, todas as compras feitas a partir de agora entrariam qual a alíquota reajustada, não é isso?!

    1. Não, Daniel… o fato gerador é a operação de câmbio, realizada no momento do pagamento da fatura.

  8. Ricardo,

    em “juridiquês” a “liquidação” equivale ao “efetivo pagamento”.

    As operadoras de cartão utilizam uma cotação de referência para o fechamento da fatura e, neste momento, aplicam também um IOF de referência. Na data do efetivo pagamento é feito um acerto e as diferenças de cotação e IOF são lançadas na fatura posterior.

    Sendo assim, quem tiver fatura com vencimento após 27 de abril, mesmo que o fechamento tenha acontecido antes, terá um “acerto” de IOF na fatura seguinte. Por outro lado lado, se essas pessoas puderem aproveitar o fechamento da fatura e antecipar o pagamento, a alíquota será a anterior.

    Não sei se um “pagamento avulso” antes do fechamento da fatura produziria esse efeito.

    1. Marcela, estou nessa sua linha de pensamento. Acredito que, pagamentos avulsos ou faturas pagas antes do dia 27, terão a incidência do imposto com alíquota “antiga”. Cabe confirmar isto junto às administradoras de cartão.

  9. Marcela,

    Acho que é realmente isso que você descreveu… Agora, minha fatura “fecha” dia 16 ou 17 com vencimento dia 01/04, agora, será que se eu antecipar o pagamento dela para o dia 27 ou antes eu não terei esse ajuste de IOF no mês posterior?

    Abraços…

    1. Marcos,

      a sua fatura que vencerá no dia 01/04 não será atingida, mas para a fatura que vencerá em 01/05, eu, no seu lugar, anteciparia o pagamento para antes de 27/04. Só não vale entrar no cheque especial por isso, pois aí a economia viraria prejuízo…

  10. PeEsse, caríssimo, obrigadíssima pela análise profissa!

  11. PêEsse, Você saberia me dizer se o valor do IOF para saque do cartão de débito também será de 6,38? Se eu não me engano, estava sendo aplicado 0,38.

    Você recomenda o uso deste meio de pagamento?

    Grato,
    Eduardo

    1. Eduardo: sua resposta está no primeiro parágrafo do texto. Releia com atenção: “A boa notícia é que realmente não há nenhuma elevação de alíquota para compra de moeda. Quem (…) fizer saque direto da conta em caixa automático no exterior (…) vai continuar pagando apenas o IOF de 0,38%.”

    2. Eduardo, para essa forma de pagamento não houve nenhuma alteração (o IOF continuou sendo de 0,38%). A análise das vantagens e desvantagens passa pelas seguintes variáveis:

      - quanto o banco que administra o caixa automático no exterior que você pretende usar cobra de tarifa (nos EUA há alguns caixas que cobram US$ 5 por saque);

      - quanto o seu banco aqui no Brasil cobra de tarifa para cada saque feito no exterior diretamente de sua conta corrente (e essa tarifa muda conforme o banco e o perfil da conta corrente); e

      - se a cotação usada pelo seu banco aqui no Brasil para esse tipo de saque é ou não a do dólar comercial (o menos caro de todos).

      Se tudo conspirar favoravelmente (pouca ou nenhuma tarifa e cotação do dólar comercial), o saque no exterior diretamente da conta corrente pode ser uma boa, pelo menos para pequenos gastos.

  12. Marcos, vc falou algumas vezes em data do “pagamento” da fatura? O correto não seria a data do “fechamento” da fatura?

  13. Oi, Riq. Oi, gente. Estava aqui matutando e acho que pode rolar uma tendência positiva por causa do aumento dos impostos (meu otimismo chega a irritar a mim mesma, mas tudo bem…). As operadoras de cartões de crédito vão ter que rebolar muito para estimular os gastos no exterior e, quem sabe, vão pintar novos benefícios: mais milhas por cada ponto, mais promoções… Será??

  14. O UOL divulgou uma tabelinha bem interessante. A cada R$ 500 gastos serão pagos mais R$ 31,90 só de IOF.

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/03/28/imposto-de-compra-com-cartao-no-exterior-sobe-638-veja-tabela-com-calculos.jhtm

  15. Obrigado, PêEsse.
    foi bastante lucidativo. Irei confirmar estas questões com o meu banco (Itaú) para verificar se realmente vale a pena a utilização deste método.

  16. Andei pensando no prazo de 30 dias para aplicação das mudanças, e num primeiro momento me parece que a alíquota de 2,38% valerá para as compras lançadas no cartão de crédito até 27 de abril.

    Não acredito que a data de fechamento ou pagamento da fatura irão interferir, pois mesmo que a fatura não seja paga a operação de câmbio terá ocorrido já que a operadora paga a loja de qualquer modo.

    O que se define no fechamento da fatura e pagamento é apenas o valor do dólar de referência, e não a operação de câmbio.

    Mas é bom lembrar que uma vez paga a despesa no cartão ela demora uns dias para se registrada, e em algumas vezes fica pendente de verificação. Só depois de definitiva é que haveria a liquidação.

  17. mesmo que o banco no exterior cobre alguma tarifa, prefiro sacar o finheiro lá. Pelo menos o banco cobra por um serviço prestado, e o governo cobra por ser sem-vergonha. Uma roubalheira só. Mantega mentiroso e sem-vergonha, Dilma idem.

  18. Realmente, no Brasil o sucesso é pecado. Eu não consigo entender a mentalidade desse governo. Quando a classe média (geralmente votos tucanos) começa a simpatizar com o atual governo eles vão e aprontam alguma “alopragem” p/ tentar jogar a popularidade pela janela. O impacto desse aumento na arrecadação do governo será ínfimo, e o mais interessante é que o governo parece preocupadíssimo com a valorização que real, e tenta a todo custo frear a entrada de dólares no país. Nós, turistas, deixamos de volta p/ exterior uma quantidade razoável de dólares, o que ajuda a atenuar os efeitos da enxurrada dessa moeda no país. E o que o governo faz? Tenta reduzir esse fluxo!
    Na média não creio que essa medida vá ter algum efeito prático na redução de gastos. P/ mim pelo menos não terá efeito. Viajo uma vez por ano geralmente, não deixarei de desfrutar de prazeres que tenho em minha viagens porque quando voltar terei que pagar R$180 ao invés de R$60 de IOF no cartão.
    Acho absurdo isso, revoltante, mas não irei mudar em nada minha viagens por causa disso.

  19. Caros colegas.
    A mesma Folha que especulava a questão anteriormnte, traduziu o contabiliques que mesmo para nós contadores exige um tanto que atenção. :-)

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/894992-imposto-mais-alto-pode-atingir-compras-feitas-no-exterior-a-partir-de-hoje.shtml

  20. Sinceramente pouco afetará os gastos de quem viaja somar mais 30 ou 40 reais de imposto, não vai inibir o consumo no exterior…vamos ver o resultado disto até dezembro…

  21. Ontem cheguei a tuitar perguntando o que significava “efetiva a partir de 30 dias”. Sabia que encontraria a resposta aqui, mas só consegui acessar tarde da noite.
    Obrigada Riq, PêEsse e os demais por clarear o tema. Antecipei despesas que precisaria fazer, utilizando um cartão de crédito que vence antes do que planejava utilizar.

    Eu sempre achei que todos os cartões fizessem o mesmo câmbio. Sabia que era favorável, mas não pensei que fosse privilégio de alguns. Tenho cartões Itau e BB e ambos usam o dólar comercial.

    A alíquota de 6,38%, independente de quanto signifique o aumento, é bem alta. A anterior também era alta. O fato de não implicar na diminuição de compras ou viagens de brasileiros indica o pouco valor que damos para nosso dinheiro (além dos altos preços locais)e não a insignificância da alíquota.

    Vamos pensar por exemplo que em vez de tributação sobre gastos fosse uma tributação sobre investimentos. Suponhamos que fizéssemos o pagamento mensal de um investimento (previdência, seguro, plano para estudos no exterior, etc) através do cartão de crédito (sim, isso é possível). Sobre esse pagamento agora incide esse IOF de 6,38%. Agora vamos pensar em quanto seria o rendimento sobre esta aplicação. Até em um país como o nosso, sabidamente entre os que possuem as maiores taxas de juros do mundo, aplicações com rendimentos que superem os 6,38% + inflação (projeção do IPCA este ano é de 5,9%) são raros.

    Os anos de hiperinflação fizeram com que não tivéssemos nenhum apreço por nossa moeda e isso por si só já é um fator inflacionário. Medidas como essa seriam um fator limitante nos EUA e nos países europeus, mas aqui, ainda achamos pouco. É bom lembrar que a´alíquota já havia sido aumentada recentemente. Agora parece que o recado foi o seguinte: ” Ah, acharam o aumento pequeno, né? Então lá vai um maior. E se acharem pouco, logo logo mandamos outro”!

    As compras nos sites brasileiros, como citado acima, poderão ser compensadoras, mas não sempre. È sempre bom comparar. No ano passado por exemplo, quando procurava passagem em uma low cost européia para um vôo Nice/Paris, encontrei em um site bilhetes da Air France pelo mesmo preço da Rynair. Entrei no site da AirFrance no Brasil e a passagem estava pelo mesmo valor, só que em Reais e dividida em 4 vezes, acho. Comprei por aqui, lógico. Não é sempre que funciona. Ontem tentei fazer essa comparação para um vôo nos EUA com a US Airways. O preço no site brasileiro era mais caro do que no site americano e não compensava.

    No mais, os comentários acima já dizem tudo. Como os preços aqui no Brasil estão excessivamente altos, os gastos no exterior continuam compensando mesmo com aumento do IOF. Eu não viajo muito, mas há muito tempo venho comprando pela internet, desde de vitaminas prescritas por médicos até minhas lentes de contato, porque a economia é realmente grande.

    1. “O fato de não implicar a diminuição de compras ou viagens de brasileiros indica o pouco valor que damos para nosso dinheiro (além dos altos preços locais) e não a insignificância da alíquota”. Pura sabedoria.

      Sobre as compras em sites que vendam diretamente em reais, a pesquisa e a comparação deve ser feita sempre. Os sites que vendem em dólares, porém, têm de ter um preço no mínimo 6,38% menor para compensar a incidência do IOF e também o risco de uma oscilação no câmbio.

  22. Acabei de ver no outro post que o cartão do BB cobra diferente :shock: Este site é TUDO!!

  23. E qdo é minha próxima viagem? 4 de Maio. Vou deixar as milhas de lado, a depender da conta e pagar no redeshop o freeshop.

  24. o aumento foi de 168% e não 268%, não?!

    1. xará, o aumento foi enooorme e absurdo, desproporcional a tudo. Acho que fere até os princípios da razoabilidade e proporcionalidade do direito tributário, mas fazer o quê… Para o governo, viajar é luxo (e aí fica tributado como luxo).

      Informação para revoltar ainda mais: água mineral tem imposto de 43%! Bem mais que os 4% que estamos discutindo aqui. Confira-se: http://www.cidademarketing.com.br/2009/n/5238/cerveja-tem-mais-tributo-que-lquido.html

  25. USA? Use Traveler Cheques!

    Isso mesmo, se vou para os Estados Unidos, seja Florida, Califórnia, Nova Yorque ou Las Vegas, compro Traveler Cheques em papel,

    Possui uma cotação um pouco melhor que o dólar em espécie e, sendo pessimista, em caso de furto ou extravio, basta ligar p/ a Central e são imediatamente substitídos, ou seja é um dinheiro que você pode perder,

    Outra vantagem é que nos Estados Unidos, todo mundo aceita e devolve o troco sem cobrar comissão, ou seja, digamos que sua despesa no Mc Donalds custou USD 21.95, pode pagar com um TC de USD 100.00 que receberá de modo tranquilo USD 78.05, sem cobrança de comissão alguma!

    Por fim, é possível trocar em qualquer banco de primeira linha (Citibank, Bank of America, Chase) por dólar em espécie!

    Abraço!

    1. Juliano, já ouviu falar em Visa Travel Money??

    2. Nos EUA eu tb prefiro o TC ao VTM. Não é tão prático, mas a cotação é mais baixa, e eu consigo me controlar mais. Já na europa TC e impraticavél, usei na última viagem e me arrependi profundamente.
      Nos EUA TC=cash

  26. Riq e amigos, o que me revolta não é o fato de pagar mais um imposto.
    Me revolta o fato do sr. Mantega ainda rir dos otários que trabalham e pagam impostos de primeiro mundo e recebem serviços de quinto mundo.
    Ao voltar do exterior fica ainda mais evidente o buraco em que estamos, pagar mais iof é só a cereja do bolo petista.
    Redução de gastos do governo, aumento da eficiência da máquina pública, investimentos em aeroportos ? Não, isso não existe na agenda deste governo … É isso aí !

  27. Ate nas minhas ferias sou obrigada a pagar para a Dilma ! como estou fechando hotel em paris, queria entender uma coisa . se eu pagar o hotel 100% no dia 30/03 e quitar a fatura do cartao de credito no vencimento que é dia 19/05, eu pago a nova aliquota de 6,38 % ? ou continuo com a aliquota antiga ?

    1. Roberta, vc paga 6,38 %. Não importa quando vc paga a fatura e sim a data do vencimento dela.

  28. Ate nas minhas ferias sou obrigada a pagar para a Dilma ! como estou fechando hotel em paris, queria entender uma coisa . se eu pagar o hotel 100% no dia 30/03 e quitar a fatura do cartao de credito no vencimento que é dia 19/abril, eu pago a nova aliquota de 6,38 % ? ou continuo com a aliquota antiga ?

    1. ROBERTA
      PAGA NA SUA AGENCIA DE VIAGENS, QUE DEVERÁ CONVERTER O VALOR EM EUROS , PARA REAIS , NO CAMBIO COMERCIAL DO DIA.
      IOF SÓ VAI APARECER SE VC PAGAR NO EXTERIOR COM CC

  29. Mari,

    Já ouvi falar no VTM e outros cartões similares da Mastercard e Amex,

    Quando a viagem é para os EUA continuo defendendo o uso dos Traveler Cheques porque diferente desses cartões, não há desconto algum quando deseja fazer saques em moeda, compras, etc,

    Ressalte-se que ao comprar os TC’s em qualquer casa de câmbio ou banco, é tarifado como compra de papel moeda, ou seja, pagará apenas 0,38% de IOF, uma taxa 94,04% menor que os 6,38% do cartão de crédito, o que considero uma verdadeira extorsão!

    Danilo, concordo contigo, nos EUA TC = Cash!

    Abraço!

  30. A DE SE CONSIDERAR NOS COMENTARIOS LIDOS , UMAS COISAS EXTREMEMENTE ERRADAS .
    EU SÓ VOU COMPRAR DE SITES BRASILEIROS COMO DECOLAR,ETC. POIS PAGAREI EM REAIS.(????)
    NÃO EXISTE PAGAMENTO NA AREA DE TURISMO EM QQ OUTRA MOEDA QUE NÃO SEJA REAIS.
    EM UMA PASSAGEM AEREA, O VALOR DA TARIFA É MULTIPLICADO PELO VALOR DO DOLLAR COMERCIAL E FIM DE PAPO .
    NÃO TEM NADA A VER COM O ASSUNTO EM DISCUSSÃO

  31. Ricardo Freire.

    Imaginado que quem sempre viaja (excluindo quem vai fazer sua 1 viagem internacional).

    1) Abrir um conta bancaria, por ex: nos USA ou na Europa.

    2) Transferir um certo valor (do banco no Brasil para o banco internacional) adequado para a viagem.

    3) usar o cartão do banco no qual foi aberta a conta para fazer as compras por lá.

    Ou existe alguma complicação (jurídica/contábil) em se fazer isso ?

    Grande abraço.

  32. Matéria (video) do Jornal da Globo que exemplifica formas de pagamento no extorior para fugir da nova aliquota do IOF. Vale a pena conferir.

    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1471851-7823-AUMENTO+DO+IOF+FAZ+COMPRAS+NO+EXTERIOR+FICAREM+MAIS+CARAS,00.html

  33. “… a alíquota de 2,38% valerá para as compras lançadas no cartão de crédito até 27 de abril.”

    Alguém confirma está informação???

  34. A Dilma deve liberar o jogo regulamentado e fiscaliazado no Brasil, para
    Arrecadar impostos e gerar empregos e não aumetar os percentuais dos impostos.
    Jogo já, mais emprego, receita que geram aquecimento e crescimento sustentavel da nossa economia.

  35. [...] seriam um fator limitante nos EUA e nos países europeus, mas aqui, ainda achamos pouco”, critica Lena no blog Viaje na Viagem. “É bom lembrar que a alíquota já havia sido aumentada recentemente. [...]

  36. Minha fatura fechou dia 13/4 e as compras em dólares foram taxadas com 2,38% ( o vencimento é 23/4). Ainda bem, pois antecipei várias compras p/ minha viagem em junho contando com isto (mas sem ter certeza, em razão do texto não muito claro do Decreto).
    A conclusão é a de que realmente as faturas fechadas até 27/4 pagarão 2,38%.
    A partir daí, a facada é certa…

  37. Bom… eu liguei pro AMEX agorinha e o atendente me confirmou q o novo IOF sera cobrado nas compras a partir do dia 28/4 . Se eu comprar no dia 27/4 por exemplo… serei taxada nos 2,38% mesmo a fatura estando em aberto e vencendo no dia 21/5 . Pelo q entendi o q prevalece é a data limite da compra e nao data do fechamento ou pagto. da fatura. Foi o q o cara do AMEX disse e pedi para ele repetir enumeras vezes.
    Se alguem discordar ou tiver alguma outra informaçao… por favor, poste.

    1. A mesma informação me deu a gerente que atende minha conta (quando eu falei em adiantar o pagamento da fatura).

  38. Pois é mas dai liguei novamente ontem e outro atendente falou q nao é assim : q a cobrança segue a data do fechamento da fatura mesmo – entao se eu comprar hj com a fatura em aberto e essa fechar depois do dia 27… a cobrança sera mesmo com o novo IOF.
    Aff… só aqui as coisas sao tao desorganizadas assim : uma mesma empresa me fornece varias respostas diferentes.

    1. Sempre que você quiser informações corretas, esqueça as centrais de atendimento. Veja o texto do decreto aqui, que responda as suas dúvidas: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7454.htm

  39. Como ficam então os saques com cartão de débito? Continuam os 0,38% de IOF? Vale a pena ou depende da cotacão usada pelo banco? No caso de saques no Chile, em pesos o BB converte primeiro para US$ para depois converter para real.Não se perde mais dinheiro com essa dupla conversão? Entendo que se o câmbio usado pelo banco para saques no exterior for igual ao do cartão de crédito, e a tributação é apenas 0,38% de IOF é muito mais vantajoso sempre sacar não é ?
    Jefferson

    1. Olá, Jefferson! A resposta é sim para todas as suas perguntas.

      http://www.viajenaviagem.com/2011/03/iof-o-que-muda-para-o-viajante/

  40. So tenho um comentario: bosta de governo!

  41. Tenho 19 anos de idade e vou fazer minha primeira viagen internacional, escolhir o Oriente Médio, Líbano e tenho duas dúvidas:
    1- Qual é a moeda ideal que devo comprar para levar para o Líbano, Dólar ou Euro ?

    2- Existe a possibilidade de entrar em aflito se eu levar apenas um cartão de cérdito, o visa citi, que possibilita compras e saques ?
    Eu sou um pouco leiga de economia, então agradeço de coração a quem poder responder minhas dúvidas, Que DEUS abençoe a todos.

    1. Olá, Didi! No Líbano dólares são freqüentemente aceitos pelo comércio. Entre dólar e euro, leve dólares.

      O ideal é fazer um mix: levar o cartão de crédito (se conseguir fazer saques com ele, ótimo), um pouco em dinheiro vivo (uns 300/500 dólares) e um cartão tipo visa travel money, que pode ser recarregado à distância caso o cartão de crédito dê algum chabu.

      Leia:
      http://www.viajenaviagem.com/2011/08/a-melhor-moeda-para-levar-para-o-exterior-seu-cartao-do-banco/