Leitor apedrejado no Bus Turístico na Boca; fato não é incomum

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Caminito, Buenos Aires

Eu costumo dizer que o bom de ir ao Caminito é que você nunca mais vai precisar ir ao Caminito.

Na minha opinião, trata-se do lugar mais desinteressante de Buenos Aires: é apenas um cenário, totalmente desprovido de qualquer significado que não o de servir para ticar da lista um lugar obrigatório de peregrinação. É um lugar que atrai apenas duas categorias de personagens: os turistas e seus exploradores.

Pois agora apareceu mais um motivo para não ir ao Caminito — ou, pelo menos, não ir pelo Bus Turístico. É que bandos de pivetes da Boca agora se divertem jogando pedras, ovos e lixo nesses ônibus.

O assunto já foi matéria do jornal Clarín, agora em março: El bus turístico es un éxito, pero les tiran huevos y basura a los pasajeros.


Seria de imaginar que, uma vez denunciado o fato, a prefeitura e a polícia tomassem as devidas providências. Nananina. Veja o triste relato do Fabio, que levou uma pedrada no pescoço e foi parar no hospital:

Acabei de voltar de Buenos Aires. Passei 4 noites lá com minha esposa e meus pais. Antes de viajar, planejamos tudo e estávamos informados à respeito de assaltos e tudo mais. Por isso, tomamos bastante cuidado e não tivemos problemas com notas falsas nem furtos. Tudo seria perfeito se não tivesse ocorrido o seguinte fato, logo no meu primeiro dia. Resolvemos fazer o city tour, como muitos turistas fazem. Não pegamos o do hotel, e sim fomos pegar o da rua, que é um pouco mais barato, mas é oficial da prefeitura da cidade e tem dois andares, sendo o de cima descoberto, que dá todo um tchan pra curtir a cidade. Vimos a cidade inteira e só resolvemos saltar no Caminito, pois não pretendíamos voltar lá de taxi, por ser um local “perigoso” e tudo mais. Saltamos uma estação antes (na frente da Bombonera), por conta de uma informação errada no itinerário fornecido, e tivemos que andar uns 3 quarteirões até o Caminito. Não tivemos problemas nesse trajeto de ida ao Caminito e volta ao ponto, fora os caras chatos dos restaurantes que ficam querendo te agarrar pra comer no deles.

Mas por incrível que pareça, não escapamos da violência. Esse ônibus do city tour da prefeitura é bastante esculhambado, eles param demais em alguns pontos, demoram pra andar, e o motorista mais uma vez resolveu parar num ponto que parecia desativado, numa das ruas não turísticas da Boca (me parece que existem 3 pontos do city tour da prefeitura no bairro), para almoçar (comprou empanadas num restaurante). Logo antes dele parar no maldito ponto, escutamos um barulho de pedrada, e duas moças brasileiras que estavam sentadas atrás de nós disseram timidamente que meninos da rua haviam jogado uma pedra no ônibus. Imaginei que fossem moleques brincando de jogar pedra no ônibus, e não nas pessoas, pois é o tipo de molecagem que crianças pobres no Brasil costumam fazer. As meninas resolveram sair dos bancos do lado da rua e foram pro outro lado, mais à frente. Eu e minha esposa, na nossa ingenuidade, permanecemos sentados, com meus pais à frente, que não haviam percebido nada por conta dos fones de ouvido que ficam explicando o city tour durante o passeio. Simplesmente não acreditamos que as crianças pudessem fazer o que em seguida fizeram. Depois do motorista pegar suas empanadas e andar com o ônibus, uma criança que possivelmente atirou a primeira pedra (era um grupo que se escondeu depois da primeira) reapareceu do nada e me acertou com uma pedra enorme atrás da cabeça. Tive que levar 3 pontos na cabeça e gastamos uma nota num hospital particular, com medo de enfrentar mais sofrimento no hospital público da Boca que haviam nos sugerido. O motorista do ônibus e a “cobradora” fizeram uma cara de idiotas quando descemos e reclamamos do ocorrido, e sequer se ofereceram de nos levar ao hospital ou chamar a polícia no local. Seguimos até próximo ao Puerto Madero para pegar um taxi e ir ao hospital. Apesar disso, não abrimos mão do resto da viagem e aproveitamos muita coisa boa da cidade, assim como muitos porteños nos trataram bem e foram gentis, incluindo taxistas.

O que quero com esse comentário é recomendar que NINGUÉM vá aos bairros pobres da cidade, especialmente o La Boca. A prefeitura da cidade simplesmente não faz o menor esforço pra proteger os turistas, colocando o ônibus oficial de city tour fazendo esse trajeto, e ainda nos expondo ao risco, parando o ônibus nessas ruas desertas. O ônibus é lento demais, nos faz perder tempo de tantas paradas e filas para subir nele nos pontos principais da cidade, e ainda nos causou esse prejuízo de ter perdido 4 horas da viagem indo ao hospital, pagando uma fortuna pelos pontos e por uma injeção anti-tetânica, aguardando atendimento (mesmo pagando caro) e engolindo essa agressão gratuita.

A lição que nos fica é sempre sermos hiper cautelosos, não ter vergonha de gritar por ajuda e se abrigar num lugar protegido ao menor sinal de agressão, sejam xingamentos, pedras ou tiros. E nunca perder tempo visitando bairros carentes que não sabem tratar bem seus turistas. Fomos humildemente no Caminito, pagamos conta de restaurante, demos gorjeta, compramos águas, fizemos nossa parte pra contribuir pelo desenvolvimento local, e somos agradecidos levando pedradas. Entendo que pessoas sofridas muitas vezes retribuem com atos violentos a violência que lhes é cometida, mas acho um absurdo que a prefeitura da cidade não tenha percebido que estará perdendo muito dinheiro expondo os turistas à uma região que eles não podem garantir a segurança. Fico imaginando o que pode acontecer com alguém que resolva ir assistir um jogo na Bombonera ou ir nos bares e restaurantes da Boca de noite, sinceramente recomendo que não façam isso, o que aconteceu comigo foi tão gratuito que não quero nem imaginar o que aconteceria se alguém fosse lá ingenuamente com uma camiseta de outro time de futebol ou fizesse qualquer coisa que pudesse servir de argumento pra alguém lhe agredir.

Fabio, não ponha isso na conta de rivalidade entre países ou de rixas de futebol. É brincadeira de pivete que deveria ser reprimida e não é.

Outra lição a ser tirada deste caso: viaje sempre com seguro-assistência, mesmo se você for até ali pertinho. É barato e poupa você de perrengues na hora em que está fragilizado.

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93 comentários para “Leitor apedrejado no Bus Turístico na Boca; fato não é incomum”

  1. acho que a melhor lição não é evitar o caminito, que é bacaninha e ainda tem o estádio e museu do Boca que é legal, mas evitar especificamente essa linha de turismo e usar ou táxi ou ônibus fechado.

  2. Que me desculpem os Vibanas, mas de “fato isolado” em “fato isolado” vão acabar “isolando” Buenos Aires inteira!

    Por acaso meu melhor dia em BsAs foi em La Boca, mesmo vestindo uma camisa da seleção brasileira. Mas, em TODOS os dias que passei lá tive algum probleminha, seja com taxistas, seja com maus tratos em hotel e/ou restaurantes. No voo de volta eram muitos os brasileiros reclamando de coisas ainda piores!

    Acho BsAs superestimada, ainda mais existindo pela mesma qtde de milhas uma cidade como Santiago, que é tão melhor!

    1. Realmente, não consigo entender essa “tara” por BsAs se Santiago esta apenas algumas milhas à frente.

    2. Cada um pode gostar da cidade que quiser. O que eu torço o nariz um pouco é para o tom “não é nada, não é nada, só caso isolado” que fãs “die-hard” de algum lugar com problemas sérios de algum tipo (segurança, transporte etc.) manifestam.

      Buenos Aires é um local, infelizmente, decadente. A metrópole passa por um processo de degradação análogo ao que passou o Rio de Janeiro ou São Paulo: sem perder seus points interessantes e sem deixar de ter um lado galmour, passa a ter regiões inteiras que se tornam off-limits, lugares a serem evitados, dicas cada vez mais crescentes de como se comportar – e toda a paranoia e estresse que acompanham.

      Com real valorizado, eu não gastaria dinheiro para ir em um lugar com violência crescnete como Buenos Aires. Digo sem receio, mas também sem estar de forma alguma “contente” por isso, que Buenos Aires é um lugar perigoso para meus amigos europeus, não é cidade para relaxar e curtir – assim como digo o mesmo sobre o Rio, São Paulo e Lima.

      É meu palpite que logo a tradição portenha de ter famílias inteiras na rua voltando dos seus programas na madrugada é uma questão de tempo para ser bem reduzida ou passar à lista de atividades de risco como ir a pé para cinema de rua, teatro ou bar no Centro de SP é coisa que hoje só gente doida (minha modestíssima opinião) faz.

      Uma pena, a cidade é bonita, mas não é um oásis sul-americano.

      Ao menos na minha escala pessoal de riscos, a partir do momento em que o perigo esperável deixa de ser carteira surrupiada ou taxista safado para pedras, tiros e afins, eu já considero um lugar “perigoso”, e é isso que Buenos Aires se tornou: um déja-vu de decadência urbana que tivemos no Brasil há 20/30 anos, um lugar onde vc pode ter a expectativa de que, quando voltar em 2/3 anos, é mais provável de estar pior e mais perigoso do que o contrário.

      Vamos todos desembarcar em Santigao hehehe.

  3. que triste.

  4. “Eu costumo dizer que o bom de ir ao Caminito é que você nunca mais vai precisar ir ao Caminito.

    Na minha opinião, trata-se do lugar mais desinteressante de Buenos Aires: é apenas um cenário, totalmente desprovido de qualquer significado que não o de servir para ticar da lista um lugar obrigatório de peregrinação.”

    Não existe definição melhor. Passamos meia hora lá, se muito. E achei absolutamente desnecessário. La Boca é feia e mal-encarada, não volto mais lá.

    1. Caminito:
      Genial a frase do Ricardo: Eu costumo dizer que é bom de ir ao Caminito é que você nunca mais vai precisar ir ao Caminito!!!!
      Infelizmente tive de retornar, as filhas queriam conhecer as casinhas coloridas e o Boca!!!! Fui em 1991 e 2002, mas parece que piorou muito…. Retornei outras vezes a Buenos Aires, a última em 2009 mas Caminito está riscado do meu roteiro: além de tudo a região é fedorenta!!!!

  5. Eu também tive problemas no Caminito. Uma briga no meio da rua, que nos disseram ser entre diferentes torcidas de futebol, acabou com nosso passeio. Um pessoal apareceu na rua brigando, com pedaços de pau na mão, pegando as garrafas de vidro sobre as mesas, parecia um arrastão. Todas as lojas fecharam as portas e os turistas ficaram perdidos, sem saber o que fazer. Eu estava de um lado da rua e o Eduardo e minha sogra do outro, então acabamos “presos” dentro de lojas diferentes. A dona da loja em que eu estava ficou desesperada, dizia que era melhor sairmos de lá rápido, mas nem havia táxis suficientes para todos irem embora. Isso foi em um domingo na hora do almoço, em 2007. Contei sobre isso aqui: http://www.viaggiando.com.br/2008/02/buenos-aires-la-boca.html

  6. Também estive em La Boca apenas uma vez, e se soubesse de antes como era não teria nem ido! Lugar feio e mal encarado! Depois de minha primeira ida a Buenos, já fui outras 10-15 e nunca mais nem pensei em passar perto daquele bairro.

  7. Essa minha opinião pode ser temporária. Espero muito que seja. Mas, pelo menos por enquanto, também vou pedir desculpas aos Vibanas para aderir ao que disse o Ronaldo Giusti sobre a seqüência de “fatos isolados” e a superestimação de Buenos Aires.

    Em minha última ida por lá, há quase um ano, achei a cidade muito suja. Todos (não é a maioria, são todos mesmo) os meus amigos que vieram de lá mais recentemente reclamaram dos preços de tudo, inclusive dos restaurantes. Parece que a inflação deles conseguiu vencer a boa cotação e a época do “dáme dos” está passando. Além de tudo isso (e principalmente), ainda há esses tais “fatos isolados” ligados à violência e à insegurança.

    E o pessoal de lá parece não estar ligando muito, não. Já vi, em datas distintas, pelo menos três reportagens na TV aqui do Brasil sobre furtos e golpes na região da Calle Florida. E nada mudou.

    Não é questão de ser alarmista nem estressado (não acho que sou: fui a Buenos Aires no auge da gripe suína, a Santiago logo após o terremoto etc.) mas que essas coisas reduzem o tesão, reduzem.

    Torço para Buenos Aires voltar a ser limpa, bonita e segura. Mas para mim, por ora, só passo por lá como conexão para outras cidades.

    Ao Fabio, toda minha solidariedade. Que bom que o fato não o impediu de continuar aproveitando a viagem.

  8. Que triste isso! Sim, o Caminito é perigoso, está cheio de restaurantinho ordinário e virou peregrinação de turista. Mas discordo de que o Caminito é desprovido de significado. Era o bairro que tinha tudo para dar errado: está na boca do porto, foi centro de prostituição e suas casas eram (algumas ainda são) casebres improvisados com chapas de aço e zinco para abrigar os imigrantes e a pobreza.

    Até que apareceu Benito Quinquela Martín, um dos mais populares pintores argentinos. O artista adotou o bairro La Boca quando adulto. Sem imaginar que ali criaria o principal – pelo menos o mais visitado – ponto turístico da cidade (o Caminito), Quinquela Martín e alguns amigos saíram pintando uma pequena rua de várias cores, transformando em arco-íris o cinza dos antigos cortiços. Nas calles ao lado do Caminito se aglomeram diversos ateliês e exposições ao ar livre. Além oferecer showzinhos (safadinhos, é certo) de tango grátis! Sem contar que o nome Caminito foi inspirado na música do famoso tango Caminito composta por Juan de Dios Filiberto.

    Na parte que eles chamam de “Calle Museo Caminito” há representativas obras e esculturas (permanentes e ao ar livre) de artistas porteños, entre ela o “Herrero Boquense” e “Las tejedoras” – que retratam algumas das principais profissões do início do século 20.

    Vejam, não estou dizendo que o Caminito é a melhor coisa de Buenos Aires. Não é mesmo! Mas é um espaço agradável. A culpa não é o Caminito e seus possíveis não-significados… mas o que estão fazendo com ele: política pública zero!

  9. Fico triste com os relatos de buenos, vamos voltar para lá mes que vem, e trazemos nossas impressões. E, o alerta valeu, principalmente para quem nunca foi para Buenos. Por incrivel que pareça o Peru está com uma infra melhor para viagens do que a Argentina.

  10. Triste o que foi relatado. Então imagine em um dia de clássico, Boca e River, e apesar de ter ido sozinha, encontrei uma segurança extremamente ativa na organização das torcidas. Não muito durante a manhã, mas nenhuma das duas torcidas se misturou. Dentro da Bombonera, dei a “sorte” de ficar na torcida do Boca exatamente abaixo do setor que estava a torcida adversária.

    Rivalidade de futebol não se discute, mas enfim… durante o jogo, várias bexigas com água (eu tento colocar isso na minha cabeça, mas era xixi) foram atiradas. E com a derrota dos rivais, cadeiras voaram para cima de todos. Um grupo de argentinos viu que eu estava sozinha e me abrigou embaixo da marquise.

    Cenas que vemos aqui no Brasil. Mas a segurança nas ruas foi algo diferencial de verdade! Mesmo com os transtornos com o transporte para retornar ao hotel (eram muitas pessoas, e poucos veículos)!

  11. Já contei aqui, nao me lembro em qual post,sobre um city tour em Nápoles, nestes mesmos ônibus abertos, de crianças jogando pedras de cima de uma ponte! Por sorte ninguém se machucou. Foi tão rápido e irreal , que não nos preparamos para o fato. Li na Folha de SP, há algum tempo que no Rio assaltantes fazem o mesmo(muito pior, na realidade), jogaram uma tampa de bueiro numa professora para assaltá-la(no carro). Ela ficou em coma um tempo enorme e luta para reconstruir sua vida, cheia de sequelas.Lamentável.

  12. Fico muito triste com estes relatos, e sinto muito que o Fabio tenha passado por isso. Mas é preciso lembrar que Buenos Aires é uma metrópole sul americana, não é Suiça ou Dinamarca. O turista não pode ir pra lá pensando que chegará em um paraíso sem problemas sociais, de violência, corrupção ou descaso policial, bairros pobres, etc. É uma cidade enorme, com problemas enormes, e estes problemas são enfrentados por TODA a população. Não, não é perseguição ou algo exclusivo contra brasileiros. Todo o porteño sofre com a escalada dos preços e da violência. Agora, estes fatos tristes não devem ser generalizados e usados como argumentos de teorias da conspiração contra brasileiros. Ou será que o turista estrangeiro quando visita o Brasil não sofre também com violência, descaso e corrupção policial, preços abusivos, etc? Em relação ao Caminito, não vou lá desde 2004 e não pretendo ir tão cedo. Fico muito triste com a criação de um bolsão turístico em uma área pobre e sofrida. E garanto que os gastos que os turistas fazem lá não ficam no bairro não, a renda do turismo não é revertida para a região ou comunidade. Ao visitar BsAs, não se sintam em terras nórdicas ou canadenses. Lembrem-se que vocês estão na América do Sul, com todas as coisas lindas e maravilhosas que nosso continente oferece, e também, infelizmente, com todos seus problemas…

  13. Li em um jornal que uma briga politica entre o governo federal e a prefeitura ( ou província, não sei ao certo ) de Buenos Aires fez com que o governo federal retirasse todo seu efetivo policial da rua – que antes era responsável por parte importante do policiamento. A prefeitura de Buenos Aires está assumindo sozinha a segurança, e os frutos, imagino, estamos vendo. Minha solidariedade, Fabio. Parece também, que com o incremento da criminalidade, hotéis e prédios de interesse turistico têm contratado segurança particular ( copiando o nosso pior lado ).

  14. Buenos Aires “é bão”, o Caminito “é bão” e “o mundo é bão, Sebastião”. Ruim mesmo são algumas pessoas. Então estamos sujeitos a levar pedrada, ser esfaqueado ou tomar um tiro, na calçada, no barzinho ou no trânsito. E se você acreditava que uma escola seria o lugar mais seguro para o seu filho estar, seja no Rio ou em Columbine, certamente refletiu bastante sobre isso. Prudência é uma ótima virtude, em excesso vira pânico e paranóia. As tragédias existem e somos gratos por viver (ou as vezes, sobreviver). Então visite Buenos Aires e todos os outros lugares do mundo que queira conhecer e agradeça por poder fazê-lo. Ao Fabio e aos demais que passaram por problemas similares, fico feliz que estejam bem, apesar de tudo. A vida é uma viagem, aproveite!

    1. Wanderson, a questão não é adotar a paranoia total e se trancar no meio de uma casa com muros de 40 metros e pontes móveis com jacarés lá embaixo, mas sim alterar a percepção geral de risco de Buenos Aires.

      O VnV presta um excelente serviço ao postar esses relatos, ajudando a desmistificar, para o público brasileiro, a ideia de que Buenos Aires é limpa, segura e relativamente barata – podia ser em 1989, nào em 2011.

      1. Olha Andre , sinceramente nunca achei BUE mais limpa, mais segura ou mais barata do que tantos outros lugares.
        O que ocorreu durante a guerra das Malvinas ( e eu estava lá ) é que ficou ridiculamente barata , mas em compensação o baixo astral era geral ; depois nos 2000 passou a ter uma boa( as vezes ótima) relação custo beneficio pra turistar; mas tem montes de lugares assim pelo mundo , como Lima nos dias de hoje ; e Bali, e o Marrocos e alguns lugares na Grecia, na Turquia , o sudeste da Asia em geral …
        A questão reside basicamente na comparação : era assim, foi assim, está assado.
        Expectativas irreais e comparações ( passado x presente) estão sempre presentes nas andanças.
        Nós aqui a 1,30h de voo de Bue ,continuamos a passar semanas por lá e acompanhamos as mudanças da cidade cada vez com maior prazer.

  15. Acabei de voltar da minha terceira viagem a Buenos Aires e concordo com relatos anteriores, achei a cidade mais degradada, suja e insegura. Também achei o preço dos restaurantes muito mais altos e dispostos a tudo para tirar mais dinheiro dos clientes. Entrei em restaurantes que tinhamos que pagar 7 pesos por pessoa para poder utilizar azeite, vinagre e sal. outro cobrava um valor específico pelo “seviço de mesa” e mesmo assim tínhamos que dar gorjetas ao garçon, que demonstrava, imediatamente ao receber o valor da conta a sua satisfaçao (OU NAO) frente ao valor ofertado. Durante o show de tango Esquina Carlos Gardel,o garçon me interrompeu, no meio do espetáculo, para avisar sobre a necessidade de pagar a sua gorjeta, além do pagamento antecipado do show que já havíamos feito…Enfim, me senti extorquida inúmeras vezes, de forma extremamente grosseira. Garçons ou vendedores portenhos grossos sempre existiram, mas atualmente, noto que esses níveis superaram a civilidade…Decidi dar um tempo de Buenos Aires, espero que o Chile acolha melhor seus visitantes.

  16. Loraine.
    Que pena que Buenos Aires parece não ser mais a mesma. Acabei de voltar do Chile e achei ótimo: pessoal bem receptivo, educado. Cidade organizada e limpa. Preços justos. Pode ir sem medo.

  17. “Eu costumo dizer que o bom de ir ao Caminito é que você nunca mais vai precisar ir ao Caminito.”.
    Essa frase é a cara de Riq e é a melhor definição do Caminito!

    Fico triste com essa notícia, pois sou muito fã da capital portenha.

  18. Lamentável esse episódio!

  19. Vou pra lá pela primeira vez neste feriado, vamos ver…

  20. Concordo com o Wanderson. E que bom que tudo acabou bem para o Fabio.

  21. Eu estive em Buenos Aires ha uns 2 anos. Amei a cidade. Não tive nenhum problema. Andei de metrô, a pé de táxi! Fui muito bem tratada.
    Fui a Caminito, fiz muitas fotos. Fomos de taxi e não foi caro.
    Sem duvida nenhuma, o fato é lamentável.

  22. Estive em B.Aires há algum tempo e a única lembrança ruim daquela cidade é justamente o caminito, que de típico não tem nada. É um monte de turista andando cercado por um monte de gente tentando tirar algum dinheiro deles. As pessoas são achacadas pelos garçons, vendedores de loja e de rua e pelos onipresentes dançarinos de tango, sem contar que o caminho até a Bombonera é perigoso e o estádio é um lixo, com muita sujeira e um insuportável cheiro de urina.

  23. É inegável que Buenos Aires já teve melhores dias, mas continua sendo uma cidade encantadora.

    Temos que ter cuidado em tratar todos os porteños como ‘exploradores de turistas’. Quem foi ao show do U2 em São Paulo viu quanto estavam cobrando por uma corrida de táxi ao Morumbi. Dêem uma circuladinha pelo centro histórico das principais capitais brasileiras, para ver o que é exploração de gringos…

    Quanto ao Fábio, uma pena o que aconteceu, mas parabéns pela serenidade com que tratou o assunto, sem ‘brados retumbantes’.

  24. Lamentável este ocorrido com o Fabio.

    Eu gosto de BAires,gosto do Rio ,gosto de Maceió e cada vez que volto gosto mais , pois conheço melhor as cidades e dou preferencia a regiões com satisfação garantida ( Palermo,Ipanema
    Sete Coqueiros..)

    Experimente ir ao centro da cidade de Maceió e vai ver que é total perda de tempo, só tem um lugar para estar na cidade : na orla!O mesmo serve para o Rio e para tantos outros lugares.

    BAires é lindona , a arquitetura encanta!;mas hoje é uma cidade embobrecida economicamente,e acompanhada pelos problemas sociais decorrentes do desemprego e da inflação.

    Em um grande numero de lugares,o turista é visto como um-rico-em-férias, ou seja, um trouxa em potencial :gringo no Rio,qualquer um no Vietnã, e por aí vai..

    Em qualquer lugar e a qualquer momento podemos sofrer agressões de um maluco , mas dá pra minimizar o risco fazendo menos aventuras a locais duvidosos.

    Sempre é bom lembrar que grifar um destino com um adjetivo qualquer é reduzir em muito as nossas oportunidades de crescimento
    pessoal como viajantes.

    Não acho Buenos perigosa, não acho o Rio perigoso , não acho Nápoles perigosa ; perigoso é acordar e respirar :oops:

    1. Sylvita, também não acho nem o Rio nem BsAs perigosas, adora Nápoles…sim, eu a acho perigosa e sinistra. Beijos em ti

  25. É uma pena mesmo. Também fui assaltada na Boca, levaram minha máquina com todas fotos. Nâo deixei de voltar a Buenos Aires por isso, mas não voltei mais ao Boca e Caminito. Realmente, as autoridades têm de dar mais atenção a estes locais. Primeiro, porque é uma periferia e deve ter os mesmos problemas que as nossas periferias, portanto, precisam de atenção do poder público. Segundo, porque é um lugar turístico e não fica bem para a imagem de nenhum lugar ter turistas assaltados, furtados ou apedrejados.

  26. Em tempo: essas questões relativas à (falta de) segurança me tocam mais fundo do que terremotos, gripes ou acidentes em cataratas porque o viajante independente, justamente por não estar “escondido” pela “proteção” de uma agência, de um pacote ou de um tour, tende a estar mais “exposto” e, assim, mais sujeito a golpes e agressões. Concordo com o André Lot: no contexto atual, o turista brasileiro pode fazer melhor negócio que ir a Buenos Aires.

  27. Nos últimos 12 anos tenho visitado Buenos Aires a negócios quase que a cada 3 meses. Em todo este tempo, sempre me foi alertado sobre os “perigos” de La Boca, mas nunca havia lido um relato deste tipo de agressão. De forma geral, Buenos Aires tem se degradado e muito, a ponto do Centro, que eu sempre me hospedo, realmente ser um lugar não recomendável para turistas – está feio, sujo e perigoso. A Calle Florida parece o Largo 13 (São Paulo) – cheia de ambulantes no meio da rua, vendedores pra lá de chatos. Até a qualidade dos artistas de rua caiu muito.

    Ainda existem belíssimos lugares lá, como a Recoleta e Palermo, mas realmente criou-se uma espécie de tabu de que BsAs é a oitava maravilha do mundo, e realmente não é. Hoje vejo muito mais Santiago assim – bonita, segura e “turist friendly”.

    Eu ainda recomendo uma visita a BsAs, mas como o André Lot disse, há muitos outros lugares belíssimos aqui na América do Sul e talvez esta cidade esteja, digamos, supervalorizada mais pelo que foi, do que efetivamente é.

  28. Até um amigo meu, portenho, tem medo de andar se embrenhando pela Boca. Ele tem medo que descubram (sei lá como…hehehe) ou que o reconheçam como torcedor do Independiente.

    Estivemos lá juntos, caminhando, e ele me pediu para não falar nada em português nas ruas.

    Paranóia num bairro que é “nada a ver”…

    1. Hehe Dionisio , nós sempre falamos portunhol um com o outro , na rua ; e é uma boa idéia falar em casa também !

  29. Nossa, eu estava quase comprando o bilhete do bus turistico pela internet quando resolvi dar uma passadinha aqui antes… Agora fiquei com medo desse ônibus (li a integra da reportagem do clarin). Alguém recomenda uma agência p fazer o city tour? Sei que dá p ver tudo por conta própria e eu não sou muito fã desse esquema, mas vou com um bebê de 2 anos então preciso de uma coisa mais prática (iria pegar o bus turisitico justamente pela praticidade…)

    1. Olá, Fernanda! O problema do Bus Turístico parece ser o andar de cima. Viaje embaixo e mantenha a janela fechada ao passar pela Boca e tudo dará certo!

  30. é isso mesmo: os brasileiros têm q parar de ir a buenos aires. é um lugar feio, sujo e malvado! nada daquilo do q nos foi prometido, nada daquilo com q estamos acostumados em nosso pp país.
    vamos todos pra santiago, pra miami, pra barra da tijuca!

    NOOOT!

    lamento muitíssimo pelo q passou a família do fabio. isso ñ deveria acontecer jamais.
    dito isso, fora, paranoia! e fora com os raciocínios apressados e comparações simplistas.
    ñ sei quem foi q disse q b.a. seria um modelo para nossas pps cidades. acho admirável quem vai até lá com essa expectativa, e sinto dizer q vai voltar mt frustrado.
    é quase divertido ver q aos poucos se está elegendo um novo oásis: em lugar da “paris“ dos trópicos, uma, sei lá, “miami“ ao pé da cordilheira.
    foi aqui neste blog q aprendi q ñ deveria ter procurado b.a. qd estive em santiago. pois acho q está + do q na hora de os brasileiros pararem de procurar zurique em b.a. – até pq a cidade suíça tá cheia de skinheads.

    1. site, aqui no site, sorry! :(

    2. luis r., ninguém está procuranzo Zürich em Santiago de Chile, ou Paris em Bs. As. A questão é que Bs. As. está cada vez mais parecida com o que existe de pior nas capitais brasileiras e da Am. Latina em geral, na violência, espírito de “tira grana do gringo pq ele é rico” (mesmo que esse gringo seja brazuca)e serviços públicos cada vez piores.

      É triste ver uma cidade bonita e única cair na vala comum das cidades grandes violentas do continente sul americano. Esse é o real problema: Bs. As. ficar etranhamente parecida com Rio ou São Paulo naquilo que nào queremos. l

    3. concordo, andré: ñ gostria q b.a. se transforme em são paulo ou rio, pelo menos naquilo q elas têm de pior.
      mas é q me entedia esse papinho do “ah, bom era antes, qd era limpa, segura, alta e magra”. qd foi isto, anos 60? pq a cidade q eu conheço já há umas duas décadas nunca foi assim tãããão limpinha nem esteve livre de malandragem.
      lá atrás, qd, como mt marinheiro de primeira turistagem, me hospedei no centro, achei tudo familiarmente sujinho, excluindo o entorno da casa rosada, ou meio caído e suspeito, incluindo a boca e san telmo. já naquela época tentaram me enganar no câmbio e me vender gato por lebre (no caso, um casaco de couro por um de “couro”).
      claro, talvez a violência ñ estivesse tão na cara, mas confinada aos subúrbios, q até onde eu saiba há tempos ñ são visitáveis.
      qt a essa violência (indefensável, por favor, hein?!) q suscitou toda esta discussão, é só violência mesmo?
      ou tem mais de molecagem?
      ou de desgoverno?

      1. Luis,
        Minha primeira visita a Argentina (Buenos Aires e Bariloche) foi em 1988. B.A. especialmente, me encantou muito a educação, gentileza e preservação de seus prédios e calçadas em ladrilho hidráulico, os cafés, as livrarias etc.
        Vou com alguma freqüência e adoro. Hoje, sofro com a crise daquele país. Vai passar. Assim como todas as crises. Como o Ricardo já escreveu em mais de um post, é preciso estar atento.
        Infelizmente o Fábio sofreu uma agressão. Espero que este fato não desestimule ninguém a visitar Buenos Aires. Abraço a todos.

        1. é isso aí, vera. mencionei apenas o q vi de negativo pra comparar com atuais exageros.
          mas estou com vc: buenos airtes me encantou, me encanta, ñ é um paraíso e merece continuar a ser visitada.

  31. A paranóia em relação a segurança em BsAs já estava grande aqui no blog, digo, site (eu tb me confundo, Riq) e parece que só vai piorar.

    Problemas em viagens ocorrem em qualquer lugar do mundo, pois onde tem turista tem pilantra, picareta, ladrão, aproveitador e conflito. O post serve para alertar que devemos tomar cuidados nas nossas viagens, mas nunca estaremos blindados aos problemas que podem acontecer. Estive em BsAs duas vezes, nunca tive problema com nada e pretendo voltar outras vezes.

    Pensando bem, acho que vou montar um “Kit turismo BsAs” e ganhar uma grana com as vendas: detector de notas falsas, bolsa à prova de roubo, GPS que dá choque em taxista enroladão, câmera fotográfica disfarçada de empanada e capacete para tour em La Boca.

    Relaxa, pessoal! Boas viagens!

    1. Alexandre, a maioria dos trips concorda com o “vamos-evitar-a-paranoia”. Todavia, nào dá mais para fechar os olhos para a situação de decadência e degeneração progressiva da segurança dos pedestres e turistas em Buenos Aires. O que não quer dizer que não se deva viajar para lá, mas sim que não é um destino tranquilo e relax como já possa ter sido.

      Eu, por exemplo, não deixaria de ir ao Rio de Janeiro, mas tiro relógio do pulso, escondo tudo no porta-luvas e em baixo do banco dos carros e fico com olhos muito atentos em qualquer lugar. E, claro, jamais iria em uma favela ou morro.

      Dá pra aproveitar BsAs, mas não como antes, assim como é irreal querer aproveitar o Rio como se fosse 1960 às prestes da mudança da capital pra Brasília.

    2. Adorei o Kit, Alexandre. Vou querer 2. Entrega em casa?

      1. “Dame dos!”

  32. Acabei de ganhar uma passagem pra Buenos Aires e a agora estou com medo!!!E soou amamte do tango! Os taxitas são mal educados??

    1. Não deixe de ir! Tome os cuidados que tomaria ao visitar Salvador, vá apenas aos bairros ainda considerados seguros, fuja da Boca (sic), evite o centro à noite, dê uma estudade nos mapas, use táxis credenciados e estará tudo razoavelmente certo. Tenha cuidados que teria em Lima ou Cidade do Panamá.

  33. Concordo com o Ricardo Freire. Ir ao Caminito é um verdadeiro mico. Se for uma vez, já basta, de preferência rapidamente para bater umas fotos diante daquelas casinhas…rss É um autêntico programa de índio, com um monte de gente querendo te explorar de todas as formas, com fotos, altos preços, etc… Fiquei irritado nesse lugar. Notei que o ônibus que fez o city tour comigo não parou mais perto do estádio do Boca, o que acontecia antigamente. Vi que a situação ali não está “para peixe”. Prefira Palermo, Recoleta (o bairro mais lindo de Buenos Aires) e Puerto Madero. O resto – leia-se os outros 45 bairros, todos – é programa de índio!

  34. Outro mico que vai ainda piorar mais com o passar dos anos: a tal “Feira de San Telmo”. O que tem essa feira de especial??? Comum que só ela. Ainda é digerível, mas está se deteriorando, uma exploração armadilha para turistas…

    1. Finalmente achei alguém que não viu graça nessa feira. Estava me sentindo uma ET. Ainda bem que não sou a única! rs.

  35. TOP TEN dos Micos de Buenos Aires:
    1) Caminito;
    2) Feira de San Telmo;
    3) Ir a um jogo de futebol (vc corre sério risco de morrer, vide o jogo do Velez x San Lorenzo no mês de março – eu estava na cidade no dia, virou uma batalha campal com morte);
    4) Florida de dia e de noite – depois das nove da noite então nem se fala;
    5) shows de tango para turistas;
    6)A organização dos aeroportos argentinos (sempre tem uma greve, atraso de vôos);
    7) Turistas tirando fotos do Riachuelo, rio de esgoto perto de La Boca (turista tira foto de tudo, até de m…);
    8) Tirar fotos com supostas dançarinas de tango no Caminito (aqui o mico é dobrado, afinal ir em caminito já é, por si só, um mico);
    9)Tour de compras gratuito- só de ser gratuito, já dá para desconfiar;
    10) Outlet argentino – não confundir com os originais outlets americanos.

    1. Com o que sobra, vale a pena ir a BsAs? :)

      1. Ronaldo, na minha opinião, fora do circuito turistaço Buenos Aires é uma cidade espetacular. Se pudesse, iria para lá todo mês.

        Mas ninguém é obrigado a gostar (nem a desgostar) de nenhum lugar.

        Eu sempre escrevi: Buenos Aires fica muito mais bacana depois que você não precisa mais bater ponto nos pontos turísticos.

        A propósito — isso vale para todas as cidades bacanas do mundo…

        1. É isso mesmo!

          1. Ronaldo, sobra muita coisa bacana, acredite.

  36. - La Boca é realmente sem graça. Mas gostei bastante da visita guiada ao estádio de La Bombonera, vale a pena se gosta de futebol!
    - Andei muito de metrô e ônibus (público), não tive problema algum.
    - A feira de san telmo é um tédio, sem graça, dispensável, desagradável!
    - A noite usava o táxi que o hotel chamava por telefone – rádio-táxi Premium – e fui muito bem atendido. E na hora da volta, pedia para os garçons dos restaurantes ligarem para essa mesma empresa, e não tive problema algum.
    - Buenos Aires é muito bonita, o povo argentino foi muito simpático e com certeza vou voltar lá!

  37. Caminito é um pega-trouxa, disse tudo, Riq. Não recomendaria a ninguém.

  38. Olá
    Em junho, será a 1ª vez que vou a BA. Não tenho nenhuma grande expectativa mas fiquei preocupada com essas notícias. Pensei em pegar o trem que vai a Tigre e voltar de barco. Dizem que o passeio é bonito. Mas será que há (muita) possibilidade de problemas de segurança? Será que esse passeio vale mesmo a pena?

    1. Se voce for de taxi ate a estação do trem de la costa, fique tranquila.

      Quanto ao passeio em si, só recomendo se voce ficar algo como uns 5ou 6 dias em Buenos, fora disto há outros melhores.

      1. Esse passeio pelo Tigre eu particularmente achei sem graça. Pra mim, isso foi mico. Mas não houve problema algum de segurança.

  39. O local não tem nada interessante para ver e como muito bem disse o Ricardo “atrai apenas duas categorias de personagens: os turistas – HIPNOTIZADOS – e seus exploradores – ATENTÍSSIMOS”. Estive no Caminito uma vezinha em 2001. Chequei rápido e saí correndo. Lugar tétrico. Depois quis conhecer o estádio do Boca e fui e voltei de taxi.

  40. Concordo com o PS, Buenos Aires só em conexão pra outras cidades. (num futuro próximo El Calafate) Inclusive das 2 vezes que fui, uma tbm no auge da gripe suína, o mais perto que cheguei do Carminito foi em La bombonera. Na minha humilde opinião existem coisas mais interessantes pra se fazer por lá.

    Abs!

  41. Incidentes assim sao lamentáveis ainda mais para uma cidade que ganha tanto com o nosso dindin. coisa que parece meio em falta por lá. A minha viagem foi mto boa, recomendo sim Buenos Aires ( nao mais que 3 ou 4 dias ). Mas não posso me calar quanto a antipatia do argentino, nao é perseguição não. O que me impressionou foram os taxistas, em geral povo falante e simpáticos. A começar que sempre tinha um monte de tralha no bando da frente, eram sempre cisudos. Fiquei na recoleta, oq q achoq fez uma boa diferença, nao recomendaria ficar no centro, afinal vc viria a sp pra ficar na 25 de março ?

  42. O debate está ótimo! Mas vejo alguns exageros… Acho que o maior problema é que se criou esta idéia de Buenos Aires ser um oásis de limpeza, segurança e preços ridiculamente baixos. Não é! Como toda grande cidade, existirão áreas seguras e limpas, e outras nem tanto! Qual o maior problema de segurança em Buenos Aires? Batedores de carteira!! E agora esta triste notícia sobre pedradas em um bairro pobre. Então começa a paranóia, as teorias da conspiração contra brasileiros, etc. Toda vez que uma notícia sobre o aumento da violência em Buenos Aires aparece, junto com ela vem toda esta onda de generalizações e exageros. Deixar de ir para Buenos Aires por isso é quase tão bobo quanto deixar de ir para Manhattan porque o Bronx é violento. Ou deixar de ir para Los Angeles porque tem crime em South Central. Ou ter medo de ir para Londres porque já existiu ataque terrorista… Por favor, vamos todos parar um pouco e refletir… O aumento da violência é sério, mas não a ponto de gerar pânico e cancelamento de viagens dos mais desavisados…

  43. Oi, gente. Que pena isso que aconteceu com o Fábio.

    La Boca é periferia. É importante ter isso na cabeça quando se vai até lá. Tem que tirar o relógio sim. Esconder a câmera sim. E não andar pelas ruas afastadas do centrinho. São as mesmas recomendações que dou para quem vai ao Pelourinho. Esqueça a fantasia do cartão postal. Atrás das casas coloridas, tem gente de verdade (gente bacana e gente nem tanto), não é cenário com figurantes.

    E olha, como tudo tem dois lados, queria dizer que, de tanto procurar, achei coisa boa em La Boca! Como é o lugar preferido do meu pai, toda vez que ele vem me visitar (esse ano, a sétima vez) temos que passar um dia todo lá e eu tenho que me virar para encontrar coisas novas.
    Uma recomendação ótima é a Fundação PROA, http://www.proa.org/esp/current-exhibitions.php e um café lá mesmo http://www.proa.org/esp/cafe.php

    Vale a pena ir almoçar no El Obrero, http://www.bodegonelobrero.com.ar/

    O melhor e mais famoso chef argentino, Francis Mallmann, escolheu a Boca para abrir o aclamado Patagônia Sur (menu de 500 pesos!) http://www.guiaoleo.com.ar/restaurantes/Patagonia-Sur-964#

    Se quiser/tiver que ir a La Boca, acho que de manhã é o melhor horário.

    Ah, outra coisa. Acho que poderia ser interessante se os turistas começassem a reportar esse tipo de coisas (maltrato, abuso, etc) à Prefeitura da cidade, o que acham? Não sei se tomariam medidas imediatas, mas acho ótimo que essas coisas entrem para as estatísticas deles.

    Existe uma Defensoria do Turista (que tem sede exatamente em La Boca) mas não precisa ir até lá para prestar queixa, pode mandar email para turista@defensoria.org.ar
    Defensoria: : Av. Pedro de Mendoza 1835 (Museo de Bellas Artes “Benito Quinquela Martín”) de segunda a sexta de 10 a 17 horas

    Para casos de furtos e roubos, existe uma Delegacia do Turista, que tem intérpretes em vários idiomas e fica na Av. Corrientes 436 O telefone é 0800 999 5000 / 4346 5748 e o email: turista@defensoria.org.ar

  44. Existem três tipos de passeios pra turista (isso inclue cidades, bairros, etc):
    1- Fui, não gostei e não volto. (Não vale a visita)
    2- Fui, gostei e não volto. (Vale uma unica visita)
    3- Fui, gostei e volto sempre que puder. (Vale sempre uma visita)

    O Caminito fica entre a opção 1 e 2 pra maiorias das pessoas que conheço. Pra mim é opção 1. Realmente ir no Caminito é somente pra ticar o “ponto turistico” da sua listinha, matar a curiosidade e “ver com seus proprios olhos”.

    Sobre o ônibus turistico confesso que adorei. Nada a reclamar. Recomendo sempre (depois dessa noticia, nem sei mais) quando é uma primeira visita a cidade e a estadia é menos de uma semana. Fiquei em cima, a visão é privilegiada, e me deu uma excelente primeira impressão da cidade, uma excelente visão geral. Fiz o passeio completo sem descer em nenhum ponto, oque durou 2 horas e pouco. Como só fiquei 4 dias, a primeira coisa que fiz foi esse tour, o que me possibilitou escolher os pontos que mais gostamos pra ir depois de taxi com calma.

    Vimos de cima do ônibus e não nos interessamos pelo Caminito, mas como nos interessamos pelo estadio do Boca (fizemos a visita guiada – adoramos), dar um pulinho no Caminito ali do lado não arrancaria pedaço. Fomos e perdemos nosso tempo. Não valeu a visita, rapidinho fomos embora.

    Adorei Buenos Aires, não tivemos problema nenhum. Fomos já alertados sobre todos os golpes e armadilhas, e deu tudo certo. Fomos muito bem tratados por todos e prentendo voltar sempre que possivel.

  45. “E a cidade, que tem braços abertos no cartão postal. Com os punhos cerrados na vida real”

  46. A única coisa legal em La Boca é a Bombonera…Mas não julguem o todo pela parte. Toda viagem tem seus micos. Buenos Aires é linda! Vale muito a viagem, e vale retornar sempre que possível.

  47. Seguro Viagem

    Como o Riq colocou é super importante a contratação, sempre que viajo para o exterior eu contrato. Em agosto estou indo para o Chile, e vou contratar o seguro, só que verifiquei que meu cartão MasterCard Platinum fornece um seguro caso adquira a passagem área utilizando o cartão. Alguem já utilizou e/ou recomeda o Seguro da MasterCard?

    1. Olá, Hugo! A diferença entre os seguros oferecidos pelos cartões e os seguros-assistência comprados à parte está no reembolso.

      Se você usar o seguro do cartão, vai precisar pagar todas as despesas na hora e depois pedir o reembolso na volta.

      Se você usar o seguro comprado à parte, bastará contactar a seguradora, e você não precisará pôr a mão no bolso dentro do seu teto de cobertura.

      Isso vale também para aluguel de carros.

  48. Sei que muitos “fãs” da cidade não vão gostar, mas para mim Buenos Aires é o espelho de um país cada vez mais decadente em grande parte por causa do governo desastroso, ainda vale visitar a cidade por vários motivos mas eu escolheria muito depois de Santiago, Lima, e até Bogotá nos dias de hoje.

  49. Gosto muito de Bas, nas 2 vezes que fui não tive qualquer problema. Agora… realmente, cada dia que passa as notícias ficam piores.
    Mais ainda: a cada dia as noticias sobre o país como um todo pioram: é uma pena o que Cristina tem feito com o país.

  50. Cheguei hoje de BsAs com meu marido e não tivemos absolutamente nenhum problema relacionado a assalto, notas falsas, etc. Passamos uma tarde super agradável no caminito. Chegamos lá de Táxi, eu estava com minha bolsa e alguma sacolas de compras. Andamos por várias ruas do bairro, inclusive algumas fora dos tradicionais roteiros e como eu disse, não tivemos nenhum problema. Eu gosto muito de conversar com pessoas locais e fiz isso em La Boca, fui muito bem “recebida” pelos moradores e comerciantes locais. Na minha humilde opinião, penso que qto menos parecermos turistas, menos problemas teremos em qualquer lugar do mundo.

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