Mais um golpe em Paris: o alerta da Andréia

FacebookLinkedInEmailShare

Paris: uma ponte no Sena

Pessoal, eu não fico postando essas coisas aqui por sensacionalismo, não. É para deixar patente que, à diferença do que acontece no Brasil, na Europa os perigos não estão nas ruas ermas ou nas regiões mal-encaradas. Onde o turista corre perigo é nos… lugares turísticos. O que tem de artista agindo à luz do dia não está no gibi.

(A outra razão pela qual eu gosto de publicar essas histórias é para que a gente pense duas vezes antes de pintar o Brasil pros gringos como o lugar mais inseguro do planeta. Essas ocorrências de rua normais em Buenos Aires, em Barcelona, em Roma, em Paris são virtualmnte desconhecidas por aqui.)


Com a palavra, a Andréia:

Desculpe passar aqui e registrar algo chato que me aconteceu em Paris em 30 de abril. Mais para alertar seus leitores sobre um novo golpe.

Um rapaz (sozinho) aparentando ser turista pediu pra tirarmos uma foto dele com sua câmera. Atendemos prontamente.

Foi quando apareceram dois senhores (que já estavam na esquina) e disseram que era da polícia, mostraram insígnias, disseram que precisavam nos revistar e pegaram a bolsa de meu acompanhante e mandaram tirar tudo. Mexeram no dinheiro, fizeram várias perguntas e disseram que estavam desconfiados do suposto turista ser passador de drogas.

Bom, apesar disso só revistaram uma bolsa, o tal turista ficou só olhando. Então eles pegaram nosso dinheiro, contaram e deixaram cair umas notas no chão, quando nos baixamos para pegar ele guardou imediatamente algumas notas grandes com ele (só notamos isso quando chegamos no hotel).

Logicamente sabíamos que estava acontecendo algo errado porque eu meio desconfiada comecei a andar pro meio da rua mas um deles começou a me abordar e perguntar coisas para despistar o que estava acontecendo na revista de meu acompanhante.

Fica a dica para seus leitores: não ser solícito com supostos turistas e não acreditar que policiais na rua possam te revistar. É golpe.

Conversando com alguns moradores e lendo comentários do Conexão Paris fiquei sabendo que todos os policiais de Paris andam uniformizados, ou seja, não existem policiais civis nas ruas. Se soubéssemos disso antes talvez poderíamos surpreender os falsos policiais.

Obrigado, Andréia!

Leia também:

Golpes contra turistas na Europa: Maria Lina, Duc e Dri Setti alertam

Europa de carro: cuidado com furto em posto de gasolina

Alerta: cuidado com sua bolsa, sua câmera e suas compras em Buenos Aires

Leitor apedrejado em ônibus turístico na Boca; fato não é incomum

Visite o VnV no FacebookViaje na Viagem
Siga o Ricardo Freire no Twitter@riqfreire


FacebookLinkedInEmailShare

45 comentários para “Mais um golpe em Paris: o alerta da Andréia”

  1. Fomos em Maio. Vimos que também um outro jeito de tentar tirar dinheiro de turistas, e aconteceu tanto em Paris (nos arredores da Sacre Couer) e em Amboise (próximo à entrada dos castelos): uma pessoa, se fingindo de surdo/mudo, aparece com uma prancheta e um papel, pedindo assinatura e dinheiro. Na Sacre Couer, a Gendarmerie assim que viu, coibiu, tirando as pessoas de lá. Em Amboise, eles andavam livres e soltos, tentando arrecadar o din din dos turistas desavisados.

    1. Esse golpe dos “surdos-mudos” com prancheta é clássico, acontece muito também na Torre Eiffel. Há um outro tipo de golpe parecido com o descrito em Nice: o cara chega dizendo que é policial numa rua mais deserta, exige ver documentos e dinheiro e leva uma parte do dinheiro (ou todo o $) na cara de pau, e o turista fica sem ação.

    2. Isso também aconteceu comigo. Eu caí na besteira de assinar (Sacre Couer) e dei uma nota de 2 euros a eles (acho) e eles pediram mais dinheiro (caras de pau)! Eu fazia sinal que não, que não, mas ela (uma das mudas) insistia em apontar para a palma da mão. Quando eu reparei, eu já estava rodeado de surdos/mudos. Pensei que fossem me bater ali mesmo ou tirar meu dinheiro à força. :)
      Isso pode ate soar engraçado, mas acontece, é um golpe e é melhor mater distância!
      Quando verem um surdo/mudo, faça sinal que não, saia de perto e se mantenha sempre atento com os outros!

  2. Opa, esse golpe tambem eh comum aqui em Barcelona… um amigo meu que veio de visita ha uns 2 meses caiu…. na semana passada mesmo prenderam uma quadrilha de umas 12 pessoas que fizeram isso… na minha opiniao, o melhor eh desconfiar de gente que se apresenta de policial… nao ser solicito com turistas ou outras pessoas, acho que eh radical demais, e contribui para essa situacao de medo!

    abs

  3. Riq, eu acho que circunstâncias como esssas descritas no posts estão vários furos abaixo do que acontece rotineiramente no Brasil: assaltos à mão armada, tiroteio em semáforo, bala perdida que vem da favela, arrastão na praia, ônibus inteiros assaltados entre aeroporto e centro da cidade… acho que infelizmente o Brasil está em um nível muito mais violento do que outros países, principalmente da Europa, e as estatísticas de criminalidade confirmam isso.

    Eu sempre faço alertas a quem pensa em viajar sozinho pelo Brasil entre meus amigos (e há uma certa fascinação pelo Brasil aqui na Holanda esses dias), digo que é perigoso e que eu mesmo tenho muito medo de certos locais e programas turísticos famosos no Brasil (Pelourinho, visitas a favelas, trilhas em prais, centro do Rio ou SP etc). Eu não quero que eles sejam assaltados com fuzis ao sair do aeroporto do Galeão, ou vítimas de um “arrastão” ao fotografarem a praça da Sé.

    1. Concordo com o André L.

      Óbvio que a gente (por morar ou ter morado no Brasil) tem mais contato com as informações policiais que um turista, mas o nível da violência no Brasil está em outra dimensão…

      Lembro que quando morei na Espanha, as principais notícias policiais eram violência contra mulher (violencia de genero) e chegada de imigrantes ilegais de barcos pela África (os pateras)… claro que são temas sérios, mas sinceramente, eu adoraria ler/escutar “só” essas notícias nos jornais por aqui…

      De toda forma, acho ótima essas dicas para alertar os turistas independente de onde aconteçam esses delitos!

      1. Também concordo. A Europa está mais para o furto, o mão-leve, batedor de carteira e golpista. Esse tipo de “artista” ainda existia há uns 40 anos no Brasil. Hoje é arma na cara no sinal, violência pura e simples. Quase não existem mais furtos no Brasil.

        Fico imaginando um ladrão de carros aposentado da velha guarda, daqueles que usavam clipe de papel para abrir o carro, fazer ligação direta e ir embora, pensando: “no meu tempo não tinha essa violência dessa garotada de hoje, este mundo está perdido, é uma vergonha”

        1. Mais uma que concorda com o André.
          Prefiro mil vezes um golpe sem arma na Europa do que um armado, e até mesmo um sequestro-relâmpago, potencialmente mais perigosos para minha vida, e muito mais possíveis de acontecer aqui no Brasil.

          1. Pois é.. a diferença entre “primeiro” e “terceiro” mundo está no tipo de violência também, né?

  4. Já passamos por este golpe em Praga no ano de 2000.
    Achei inusitado sermos abordados, as nove da noite por um homem com máquina fotográfica no peito e querendo saber se conhecíamos algum lugar para fazer câmbio, e imediatamente apareceram mais dois como se fossem policiais pedindo para mostrar nosso dinheiro. Achei estranha a situação e como estávamos perto do hotel,comecei a gritar e eles fugiram. Foi um grande susto.

  5. Que horror!

    E o que reação devemos ter nessa situação?
    Gritar? Sair correndo?

  6. Ficamos trinta dias na Europa em janeiro na nossa Lua de Mel, e percebemos que principalmente Paris foi bem afetada pela crise mundial e os confrontos raciais internos. Vale a dica sempre: bolsa a mostra chama atenção, tenha uma pequena bolsa ou uma mochila, a mais indicada, sempre! Muitas vezes saímos sem bolsa, ou mochila, dinheiro dentro do bolso,máquina fotográfica dentro dos bolsos.. nada nas mãos. Tb vale a dica!! Viajando e aprendendo!

  7. e comer pepino tbém é perigoso! :o

  8. Riq, quanto ao texto: os artistas de verdade se sentem mal ao serem comparados a bandidos, sei disto pois, um amigo meu fez um pedido formal a um apresentador de telejornal para que parasse de usar este termo no seu programa de TV.É só um toque, tá?
    “O que tem de artista agindo à luz do dia não está no gibi.”

  9. Olá!
    Já tive um problema parecido em Leon na Espanha, estava conversando com um amigo italiano quando chegaram dois “policiais” a paisana, mostraram o documento e pediram para ver nossos passaportes. O Italiano mostrou o RG dele e eu a carteira do caminho de santiago que estava fazendo na epoca, entao eles reclamaram da sujeira que estava a nosso redor e se foram.
    Nao tenho certeza mas parece que o passaporte brasileiro vale um dinheirao fora e eu só mostraria se estivesse uniformizado ou na delegacia.

  10. Eu acho que devemos ficar espertos, mas sem perder a cortesia.

    Um polcial de verdade vai deixar voce falar com um advogado, e um falso vaiter medo.

    De qualquer maneira o alerta é util para ficarmos com o radar mais ligado.

  11. Infelizmente na maioria dos lugares do mundo, o negócio é não dar assunto pra ninguém nas ruas, fechar a cara, xingar se preciso e sair de perto. Apesar que deve ser difícil se recusar a tirar um simples foto pra alguém, é meio automático aceitar. Mas realmente concorto que não há qualquer nível de comparação com as situações que vivemos no Brasil. Quem dera as questões aqui fossem golpes (não mortais) a turistas onde os anéis vão mas os dedos ficam. Conheço caso de turista que não teve coragem de sair do aeroporto no Rio novembro passado quando a cidade estava sendo incendiada e voltou de lá mesmo. O pior é que entendo e não dá nem pra argumentar.

  12. Vivi exatamente a mesma situação em Viena nos jardins do palácio Belvedere. A diferença é que percebi rapidamente o golpe e simplesmente ignorei os falsos policiais e saí andando, portanto não perdi nada.

    Percebi que tinha algo estranho quando o falso turista me pediu para tirar uma foto dele em um muro branco em um canto mais reservado, apesar da beleza dos jardins ao lado. Além disso, a máquina era daquelas descartáveis e quando bati a foto ela não fez nada, indicando que não tinha filme nenhum (ainda não era digital). Todos eles eram indianos ou paquistaneses, portanto muito improvável que fossem policiais austríacos.

    Denunciei tudo para um policial do palácio depois, mas infelizmente fui solenemente ignorado, o que indica que deve ser algo rotineiro por lá.

  13. Caramba! Elaborado o golpe, hein?! Não dá nem mais para tirar uma foto de alguém! E eu, com certeza, ia acreditar que esses caras eram policiais civis! Ainda mais em país de Primeiro Mundo, né?! A gente acha que só acontece por aqui…

  14. Passamos por um em Londres, onde um turista Italiano, perguntava se vc teria dinheiro para trocar com ele. Eu não tinha mesmo, pois estava indo pra loja trocar. Ai ele disse que estava na Semana de moda que estava acontecendo lá e que tinha uma jaqueta de couro para vender. Ele estava de carro e precisava de dinheiro pra voltar pra Itália. Ai mostou a jaqueta e ficou insistindo para a gente comprar. Vcs devem se perguntar pq esperei tanto tempo dando ouvidos ao cara. Me pergunto isso até hoje. Eu não comprei e não aconteceu nada, mas ja lí sobre este golpe, porém não me lembro do desfecho.

    1. isso aconteceu comigo no mês passado, mas (juro!) no estacionamento de um supermercado em são paulo!
      mesma história: italiano, dentro do carro, queria vender roupas pq precisava de dinheiro pra voltar pra itália! mostrou até uma fatura da armani de onde seriam as peças q ele tava oferecendo.
      estamos definitivamente globalizados!

      1. Aconteceu comigo também em Paris, três anos atrás, proximo aos arcos do triunfo, um senhor muito simpático Italiano, oferecendo as jaquetas de couro, recusamos o tempo todo sem parar de andar, sou carioca e automaticamente desconfio de tudo rs…

  15. recusar-se a tirar foto pra outro turista é o mesmo q deixar de usar “artista” em lugar de malandro pra ser politicamente correto: ñ dá.
    vamos ficar espertos, vamos ser atentos, vamos deixar de ser tontos.
    mas vamos viajar (e escrever) com menos neura, vai.

    1. Em geral, eu fico mais receptivo a esse tipo de interação em lugares fechados ou então em lugares nem tão lotados ou nem tão vazios. São os extremos (onde há uma multidão, ou onde não há ninguém mais) que me deixam alerta, de cara fechada (só para fora, por dentro continuo curtindo) e disposto a usar a ficha do “I don’t understand you” em várias línguas hehe.

      1. :)

  16. Andreia e Riq: Indo de trem de Bruxelas para Amsterdam, já em 2003, vendo que minha namorada cochilava ao meu lado, no banco, dois caras passaram pelo corredor e um deles derrubou várias moedas enquanto falava algo comigo. Agachei para ajudá-lo a recolhe-las, e acabou de apanhá-las, agradece e os dois desceram na estação de Haia. Poucos minutos depois, minha namorada acordou e viu que a bolsa dela (onde o passaporte não estava, graças a Deus, porque sempre usamos porta-passaporte)não estava lá. Então uma senhorinha do fundo veio dizer que um daqueles rapazes havia pegado a bolsa, enquanto o outro catava moedas comigo. Depois vim a saber que esse truque das moedas é recorrente em vários países. Olho vivo!

  17. Vigaristas encontramos nos cinco continentes.

    Em Bogotá “quase” caí no golpe do meliante que se aproxima, conversa e diz que é policial e precisa ver o passaporte. . .

    Em Lisboa quebraram o vidro do carro alugado e levaram o notebook. . .

    Tem que ficar atento. Sempre. Seja em Pembas ou seja em
    Trombas.

  18. Esse negócio de pintar o brasil como inseguro é engraçdo mesmo.

    Na loja da Louis Vuitton em Dubai, o vendedor que atendia minha mulher era um romeno noivo de uma brasileira, que também trabalha no dubai mall em outra loja de grife.

    Enfim, quando ele disse que iria ao brasil no final do ano com ela, avisei para ele “cuide bem de sua carteira”.

    Ele respondeu: “tranquilo, eu morei alguns anos em Paris”.

    Ficamos todos rindo. Foi inusitado; jamais esperaria uma resposta daquelas…

  19. Obrigada pela dica, Riq!
    Daqui 26 dias estarei ja’…

  20. Concordo com o que disseram que na Europa o problema e’ furto, enquanto que no Brasil o problema e’ violencia pura.

    Em 2003, fui a Paris com minha esposa (entao namorada) e em um dia chuvoso que o metro estava com problemas em varias linhas, lembro-me que ao entrar em um vagao, senti que tinham pegado minha carteira. Vi um rapaz com os bracos cruzados e logo percebi que era ele, eu fui um pouco “agressivo” tomei a carteira de volta, e empurrei o sujeito para fora do vagao. Ficaram todos olhando para mim com aquela cara de “o que esta acontecendo?”. Nao havia muito dinheiro na carteira, porem havia 2 cartoes de credito e alguns documentos. No meu caso foi uma tentativa classica de “pickpocketing”, mas ja fiquei sabendo de golpes bem elaborados como este dos policiais.

    Ano passado estavamos indo de Moscou para Sao Petersburgo, e estavamos perdidos na estacao de trem, pois quase ninguem fala Ingles la. Um senhor foi muito solicito, com um Ingles muito bom, e ofereceu-nos ajuda, indicou onde pegar o ticke para o trem. Perguntou de onde eramos, e depois de dizer que eramos brasileiros, ele me deu um cartao profissional, que dizia ser do comite olimpico de Sochi (local dos proximos jogos Olimpicos de Inverno). Como tinhamos ainda uns 40 minutos para o trem sair, ele ofereceu um cafe e eu disse que sim desde que pagasse pela ajuda que ele nos deu. Enfim, depois de conversarmos, ele perguntou se precisavamos de dinheiro trocado, bla, bla, bla, e eu troquei uma nota com ele, apenas no dia seguinte em St Pete, que eu percebi que uma das notas que ele me deu era falsa, o prejuizo foi de cerca de 50 USD (claro que o email no cartao que ele me deu tambem). Na Russia vende-se nas ruas replicas das notas correntes, assim fica o aviso para ter muita atencao por la, com estas situacoes (inclusive em com trocos).

  21. Eu já quase caí num golpe desse, exatamente assim, na ponte sobre o Sena em frente à Notre Dame.
    Não caí porque desconfiei do cara e fingi que não entendi o que ele me disse. Ele estava parado encontado na mureta, claramente escolhendo a quem pedir para tirar a suposta foto. Depois que passamos direto paramos de longe para sacar melhor o sujeito e ele tinha voltado a se encostar na mureta e continuava analisando os turistas.

  22. cai num golpe desse em Barcelona,no parque de la Ciudadela, só que no caso, o turista pediu p ver meu guia… chegaram 2 “policiais” dizendo a mesma coisa, que o turista era investigado e suspeito de ser traficante, pediram p ver documentos e dinheiro… tb fiquei achando estranho, sabe quando algo na sua cabeça diz que aquilo não está certo? pois é… levaram uma parte do meu dinheiro e tive que encurtar minhas férias…
    e quando chego em Madri, um cara pediu p eu tirar uma foto, no meio da rua, achei estranho e me fiz de doido, sei que podia não ser nada demais, mas tava traumatizado e ignorei.

  23. Fica o recado: em nenhum país civilizado polícia anti-drogas aborda gente na rua sem farda, sem armas e começa a pedir para ver carteira ou contar grana.

    Fica o recado-2: não apenas por riscos desse golpe específico, jamais leve mais grana do que vc realmente precisa. Tenho lido em um outro fórum que pessoas tem levado mais papel-moeda para “economizar no IOF”. É um risco que não valhe a pena.

  24. Andréia, obrigada pelo alerta.Estou indo para Portugal e Paris!
    Ficarei muito alerta!
    Obrigada a todos!

  25. Fui assaltada no metro de Paris. Uma garota com uma carinha bonitinha pegou a minha carteira de dentro da minha bolsa em frações de segundo. Mas não tinha nada na carteira, estava tudo no porta-dólar. Acho que tem que ser sempre assim- tudo no porta- dólar.

  26. Sempre tomo extremo cuidado, ainda mais em viagens ao exterior, mas naquele dia de 2010 em Barcelona minha sagrada sabedoria foi se embora…Fazendo um mochilão com minhas tia e irmã não havia reservado hotel, pois havíamos adiantado a viagem então, ao chegarmos, fui tentar reservar hotel em lan house numa página de reservas que, naquele dia, não aceitou nenhum dos meus 3 cartões(?)e que, na pressa, tirei do “esconderijo” e coloquei na carteira. Minha tia ainda cisma de querer me pagar as diárias da véspera em dinheiro e ele vai parar…na carteira, tiro o cartão de guia de turismo, a carteira de estudante e o cartão de alberguista para fazer não sei o quê e adivinhem onde todos eles vão parar, e junto com minha carteira de identidade(??). Só que parece que um grupo de punguistas também adivinhou e, quando em frente à Sagrada Família minha irmã decide, como eu havia avisado para não fazer devido à muvuca de turistas na cidade, parar numa barraquinha para ver bijuterias, foi o bastante para, enquanto eu esperava e distraído por um instante olhava a catedral, um grupo de gente parecendo da América Central de repente me cercar, uma mulher com uma garrafinha jogar água no meu braço e, enquanto eu passava a outra mão para secar, ser cercado pela muvuca e a recheada carteira ser resgatada(a sem correntes, porque sempre ando com 2, outra com corrente presa a outro bolso e essa no dia estava quase vazia rs). O grupo de “turistas” sumiu em 1 segundo.
    Depois disso acho que não tem jeito: quem viaja muito algum dia vai passar por algo assim, porque foi estranha a conjugação de tantos fatores que fez eu ser bem furtado naquele dia. Até o clima(muito abafado) e minha roupa (tipo turista inexperiente)levaram a isso. Felizmente não foi à mão armada e dos documentos, os que não eram inúteis foram refeitos ou cancelados (passaporte por milagre ainda estava no “esconderijo”).
    Só lamento ter contribuído com bons euros para a economia informal de Barcelona porque, depois disso, vimos o pouco que ainda faltava no meu roteiro de dentro de um táxi e nos mandamos para a estação. Pernoitamos em Madri e acabamos com isso ficando um dia a menos na Espanha, pois seguimos depois para Ávila, Salamanca e Portugal. Minha irmã ainda apelidou a situação de “la juntada sagrada” rsrs. Portanto caso algo assim aconteça o jeito é tentar até rir, pois é o melhor caldo que a gente pode espremer de um limão desses…

  27. Aos que ficaram curiosos quanto ao “esconderijo”: cuecas com bolsos com zíper (para as “meninas” também há calcinhas assim), onde $, cartões e, principalmente, passaporte, vão dentro de saquinhos do seu tamanho tipo ziplock.

    1. Qual a necessidade de andar com passaporte nas ruas? Porque não deixar no cofre do hotel?

      1. Eu, particularmente, tenho pavor de sair na rua de uma cidade do exterior sem o meu passaporte. Assim, uso aquelas pochetes fininhas, pra dinheiro e passaporte, sob a roupa, e saio tranquila.
        Nunca houve necessidade, mas penso que se acontecer algo inusitado, um acidente, sei la, e eu estiver sem o passaporte a coisa pode se complicar.

      2. Katy, em vários países é obrigatório a estrangeiros portarem passaporte a qualquer momento como prova da sua situação legal. Espanha, França, Holanda, Itália estão entre os países onde é obrigatório a todo mundo, estrangeiro ou nacional, portar documento de identificaçào oficial o tempo todo e no caso de estrangeiros em turismo esse doc. é o passaporte.

        Na Holanda, se a polícia te parar (raro, mas já aconteceu comigo uma vez em uma praia deserta) e vc não tiver um documento de identificação na mão (felizmente eu tinha), vc pode ser multado em € 115, além de dependendo do caso ser “escoltado” até o local onde se encontra seu documento.

  28. Gostaria de dividir o que aconteceu com uma amiga minha, uma Canadense de Montreal que dividia um apartamento comigo em Berlin.
    Na epoca do Natal ela arrumou um emprego na Franca por 2 semanas, comprou o bilhete e foi via Paris para a cidade no interior trabalhar. Parece que na volta ela estava passeando em Paris e numa estacao de trem, tirou seu I-phone novinho da bolsa e num piscar de olhos alguem arrancou da mao dela e saiu correndo. Ela me contou isso com lagrimas nos olhos em Berlin, alem do que ela eh meio adolescente, e para muita gente I-phone chega a ser um feitiche.
    Entao a dica: cuidado com seu I-Phone em Paris!!

  29. Oi Pessoal, acabo de chegar de Paris e a melhor maneira de evitar esses golpes é realmente tentar fazer os roteiros dos passeios ainda no hotel, para evitar ficar nas ruas olhando mapas e fazendo cara de “to perdido”. Também faça cara séria e diga não (em françês) para qualquer pessoa suspeita que se aproxime. Paris é uma cidade linda e a meu ver ainda um local seguro.

  30. Eu e minha esposas fomos abordados duas vezes em paris com o folpe do anel. Quanto ao golpe da assinatura, incontaveis vezes…figem ser surdo mudo e pedem contribuiçao.
    A dica eh dizer nao, sem titubear.

  31. Caros,
    passei por um golpe parecido em Londres no último dia 18 de setembro deste ano. O golpe foi parecido com o relatado por Andréia em Paris. Estava a 30 metros do hotel, era só atravessar a rua, quando um homem pediu informação. Eu dei a informação. O “turista” abriu a carteira como se estivesse me mostrando algo. Do nada, surgiram dois homens de terno preto e gravata que se diziam policiais e estavam desconfiados que estava comprando droga do tal turista. Eles pegaram meu passaporte, pegaram minha carteira e viram os cartões, libras e euros. Exigiram que eu digitasse a senha dos cartões. Ao digitar a senha errada, eles acusaram o erro por uma espécie de iphone e headphone. Eles exigiram qu eu digitasse a senha novamente. Eles levaram os meus dois cartões e sacaram aproximadamente 1500 reais. Não levaram o dinheiro.

  32. Oi.

    Buscando ver os golpes que já tinham sido divulgados via internet, encontrei vcs.
    Sou mais uma que em 3 viagens a Europa, passei bem perto de cair nos golpes.
    Em Paris, o golpe do anel e dos surdo-mudos já se tornaram clássicos, não é mesmo?!
    O que eu achei mais desavergonhado de todos é o da semana de moda. Em 2009, aconteceu comigo perto da Tour Eiffel: um suposto italiano, de carro, se dizia representante de uma marca famosa e que tinha ido a Paris para uma semana de moda, teria sobrado 2 sobretudos que ele nos presentearia e que em troca ele pedia apenas um pouco de dinheiro para encher o tanque do carro a fim de voltar a Itália. Bem, eu disse que não poderia ajudá-lo porque não trazia dinheiro comigo, que eu estava apenas dando uma volta. Agora em 2012, aconteceu em Roma, perto do Coloseo, a mesma coisa: uma italiano, na maior cara de pau, se disse diretor da Armani! Que era casado com uma brasileira, que nos daria uma bolsa e um sobretudo… tudo igual. Detalhe, que ambos falavam português bem compreensível. Não sei se eles estudam o comportamento de quem vão abordar, mas o primeiro depois de saber que éramos brasileiros disse ter gasto todo o dinheiro com uma noitada e o segundo disse que se ofenderia se não aceitássemos seus “presentes”. Ou seja, parece que eles conhecem alguns pontos fracos dos brasileiros que são festeiros e não gostam de deixar os outros constrangidos.
    Se alguém souber como termina esse golpe, se alguém já caiu nele, por favor, divulguem. É muito bom que troquemos essas informações.

    Até mais.

comentódromo