Miniguia inteligente: Manaus
POST PATROCINADO — Se hoje Manaus significa, na cabeça do brasileiro, o ponto de partida para incursões à Amazônia em seu estado mais natural, há um século era o oposto. Manaus representava nosso mais sofisticado ponto de conexão com a cultura europeia. Nem o calor nem a umidade, ou os 1.500 km que separam a cidade da foz do Amazonas, e nem mesmo as semanas de viagem transatlântica à Europa foram empecilho para os barões da borracha construírem sua ilha de luxo encravada na floresta.
Hoje essas duas Manaus estão ao alcance do visitante. Os resquícios da Paris dos trópicos não são muitos, mas estão em ótimo estado e abertos à visitação. Todo o entorno do Teatro Municipal é bem cuidado, livre de ambulantes e bastante bem policiado. Jovens manauaras aproveitam o wifi do quiosque para levar seus netbooks e smartphones para a praça.
A floresta está à porta: você pode programar sua experiência selvagem na duração que desejar — de um passeio de meio dia a várias noites num hotel de selva.
Com 10 mil milhas Smiles você pode emitir um trecho da sua cidade até Manaus. Aproveite as promoções do Smiles (clique aqui).

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes fica a 15 km do centro de Manaus (meia hora com trânsito normal). As regiões hoteleiras de Ponta Negra e de Adrianópolis estão um pouco mais próximas, a 10 km (em direções opostas). O Distrito Industrial está a 20 km.
Os táxis têm tabela fixa para operar no aeroporto: as corridas custam R$ 58, de/para qualquer bairro da área central.

O Distrito Industrial tem uma pequena zona hoteleira, própria para quem estar perto das empresas que atuam na Zona Franca. A hotelaria voltada para executivos — incluindo flats — se concentra no bairro classe média alta de Adrianópolis, perto de shopping centers e do polo de restaurantes de Vieiralves.
O ponto mais nobre da cidade é a praia de Ponta Negra, que fica na divisa da cidade com a floresta. Ali fica o clássico hotel Tropical — e, ao lado, a Marina do Davi, onde você pode contratar passeios a praias fluviais. A vida noturna é movimentada.
Hospedar-se no centro é bastante conveniente para explorar o entorno do Teatro Amazonas — inclusive à noite. A região tem atraído hotéis modernos e despojados, que caíram no gosto do turista estrangeiro independente.
Querendo combinar experiência de selva e cidade sem trocar de hotel, a pedida é ficar no Tiwa, que fica encravado na floresta mas em frente à cidade, na margem oposta do Rio Negro.
- Fazer o tour guiado ao Teatro Amazonas — e, se possível, assistir a um espetáculo



- Visitar outros ícones da época áurea de Manaus, transformados em centros culturais, como o Palácio da Justiça, a Casa de Eduardo Ribeiro e o Palácio Rio Branco
- Fazer um passeio ao encontro das águas (mas vá num barco alto; de lancha o fenômeno é menos perceptível)

- Pegar um barco na Marina do Davi (ao lado do hotel Tropical) para curtir uma praia fluvial (entre julho e dezembro) ou almoçar num restaurante flutuante
- Visitar a Vila Paraíso, um seringal-museu a 20 minutos de barco do hotel Tropical (feche o passeio na Marina do Davi)

- Experimentar o tacacá (caldo de tucupi com goma, camarão seco e folhas de jambu); o mais fácil é o da Gisela, que fica na praça do Teatro Amazonas e abre no meio da tarde
- Comer os magníficos peixes dos rios amazônicos, como o tambaqui, o tucunaré e o pirarucu
- Provar os sorvetes de frutas regionais da rede Glacial
- Comer num restaurante regional inventivo, como o Banzeiro (onde dá para pedir este risoto de pato no tucupi)

- Visitar o shopping Manauara, que tem vista para um jardim equatorial
- Passar em revista o artesanato muito bem selecionado da Galeria Amazônica, na praça do Teatro Amazonas
O ideal é dividir a estada no Amazonas entre uns dias em Manaus e outros num hotel de selva. Todos oferecem traslado desde Manaus — a maioria de barco, mas alguns também por van ou mesmo avião.



Uma alternativa aos hotéis de selva são os cruzeiros pelo rio Negro ou Amazonas, que podem ser feitos tanto em embarcação grande quanto em barcos regionais.
Manaus está a 4h10 de voo de São Paulo, 4h30 do Rio de Janeiro, 2h40 de Brasília, 2h de Belém e 3h de Fortaleza.
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Se preferir, logo na saida do aeroporto de Manaus tem ponto de ônibus regular com linhas para o centro e demais bairros e custa cerca de R$ 2,00. Na volta tambem é fácil chegar até o aeroporto através dos ônibus urbanos.
Oi estou indo a Manaus e vou ficar no Go Inn ja fiz reserva depois eu conto e vou seguir as dicas a risca , do barqueiro Davi e dos passeios aqui mencionados estarei levando meu marido americano p ver as maravilhas do nosso Brasilzao com s. Vou tambem a Fortaleza e Salvador estarei levando uma copia das suas dicas
obrigada Monica
Riq, tem um pequeno erro no seu post.
Qdo vc fala da distância de Manaus em horas de vôos para outras cidades, vc escreveu “Vitória”.
Olá, Tiago! É o que dá fazer copy-paste do esqueleto dos posts
Esse Comandante…
Obrigada por avisar! Já está corrigido!
Não, Bóia.
Eu acho que isso é vontade vir para Vitória!!!
Qd é que o comandante ou vcs virão para terras capixabas, hein??
Essa série dos miniguias está bem legal para começar a descobrir os lugares! #gostei
Achei otimas as dicas!
Sou de Salvador e vamos eu e uma amiga conhecer, e vamos passar 2 dias só e iremos fazer metade das recomendações dadas…estamos anciosos já, afinal, não é todo dia que um baiano vai pra Manaus, e isso Graças a Deus e a grande promoção da Gol.
Massaaaaa…
Post legal, mas com algumas informações incorretas.
O valor do taxi saindo do aeroporto Eduardo Gomes realmente é tabelado, porem o preço varia para a localidade, podendo chegar a R$100,00.
Sobre o passeio no Encontro das Aguas, um passeio de barco menor (como as voadeiras) pode ser muito mais interessante do que em barcos grandes, pois dessa forma pode-se perceber a grande diferença de temperatura da água do Rio Negro em relação ao do Rio Solimões.
Ouvi de uma amiga q esteve lá recentemente q o tropical está muito mal conservado, com cheiro de mofo na maior parte dos quartos. Ela disse q o Park Suites, ao lado do tropical e tb com vista deslumbrante (antigo Tropical Business), é a melhor opção. Uma pena, pq prefiro os hotéis clássicos
OLá
Voltei ontem de Manaus, Alguns passeios na cidade de Manaus eu poderia indicar: realmente o teatro Amazonas é bonito e toda a área conservada e com lojas bacanas como a galeria Amazônica. O mercado fica em uma região decadente e muito suja, está praticamente todo em reforma, podemos somente imaginar como poderia ser um lugar interessante.
Fizemos o passeio ao Museu do Seringal Vila Paraíso,o material do posto de informações turística, informava que as visitas começam na terça e quando chegamos lá, uma placa enorme informando que era quarta-feira. Apesar da confusão a guia – Marli que é ótima e super simpática, nos recebeu e fizemos um lindo passeio. Só um pequeno detalhe, para quem não gosta de caminhar no sol durante muito tempo, é bom saber que na época de seca o barco vai deixar você bem longe e na volta você fica embaixo do sol esperando o barco(que eles chamam por rádio) voltar.
AH, o Tropical realmente tem cheiro de mofo(mesmo nos corredores, não fiquei hospedada lá), o restaurante não é legal e até a cerveja é quente.
Prezado Ricardo Freire,
Quero parabenizá-lo pela coluna na revista da Gol do último mês, que fala sobre o tacacá de Manaus. Muito bem escrita e, como em todos os teus textos, consegue extrair o essencial de cada experiência e transmití-lo de forma sucinta, objetiva e descontraída. Sempre que posso leio seu blog, de onde já tirei várias dicas preciosíssimas.
Um abraço!
Fernando
Ricardo, a tua matéria na Revista da Gol, Saborosa dormência descreve, com um poder de síntese fantástico, o Largo de São Sebastião, em Manaus. Sou proprietário da Banca do Largo (revistas) e do Tacacá da Gisela.Quem lê tua matéria, sai do avião com vontade de provar o tacacá. Muitas pessoas têm aparecido e sabem teu roteiro de cór.
Quando voltares a Manaus, aparece, tens tacacás de cortezia por muito tempo.
Valeu! Grande abraço.
Vou sair de férias em setembro e já estou com passagem comprada para Manaus, voltando por Belem. Pretendo ir de Manaus a Santarem de barco para ficar uns dias em Alter do Chão e depois seguir de avião de Santarém a Belém para visitar a Ilha de Marajó e a do Algodoal. Estou procurando informações mas não acho nada sobre os dias, horários e preço dos barcos que saem de Manaus. Tem barco todo dia? Melhor comprar a passagem direto no porto ou em agências/hotéis?
Obrigada! Beijos, Gabi
Olá, Gabi! Parece que o ideal é chegar a Manaus e já ir ao porto comprar passagem. Mas vamos colocar sua pergunta no Perguntódromo.
Olá, Gabi! Eu fiz este passeio em abril de 2011. Rio-Manaus de avião. De Manaus até Santarem de barco. Amei Alter do Chão, ví araras e passaros muito coloridos. De Santarem até Belem de avião, matei as saudades de meu amigo Figueredo, em Belem, e finalmente peguei outro voo para o Rio. Assim que puder repito tudo outra vez. Vamos as dicas: Próximo a area do porto existem vendedores ambulantes com fotos dos barcos que vendem as passagens. Preferí comprar diretamente no barco. Achei super extranho mas é assim que funciona. Manaus – Santarem de barco Ana Beatriz, 30 hs de viagem no camarote (350,00) e na rede (90,00). Voce tem que levar a tua rede e pendurar no teto do barco. O barco Ana Beatriz é de ferro e não de madeira. Saiu as quintas feiras as 12,30hs debaixo de um temporal, terminal no centro da cidade, passou em Itacoatiara as 20hs, em Parintins as 4hs da manhã debaixo de outro temporal, em Juriti as 8hs da manhã, em òbidos as 11hs e chegamos em Santarem as 17hs. A comida não é incluida no preço da passagem. Você compra o ticket na lanchonete do segundo andar do barco e come em uma mesa coletiva próxima a cosinha do barco, no andar terreo. Leve água mineral, frutas, biscoitos e lanches rápidos/sanduiches. No camorote tem banheiro e chuveiro e no andar terreo existe banheiro coletivo. Quando escurece o barco desce as lonas laterais e todos dormem no escuro,
cada um em sua rede. Só a área do bar que tem musica (LCD) fica acesa.
Quando o barco encosta nas cidades entra um monte de vendedores com produtos mais variados para vender, inclusive quentinhas. Pense na segurança nesta hora. Todos saem quando o barco parte.
Tem barcos maiores, com mais recursos e mais caros.
Existem outros barcos não tão pequenos que saem outros dias da semana. Funciona assim: o barco “tal” sai as quartas-feiras as 13 hs de quinze em quinze dias.
Barco Ajato – Manaus – Parintins – 9hs de duração da viagem – 150,00 – sai as 7hs e chega as 16hs – não fique perto do motor-cheiro de gasolina – não dá para fotografar muito pois o barco é todo fechado e você tem que viajar sentado.
Não deixe de visitar o Theatro de Manaus e fazer a visita guiada. Amei.
Os preços e horários relatados aqui são de abril de 2011. Lembre-se que eu viajei a favor da corrente do Rio Amazonas e o rio estava cheio até as bordas. Em Setembro de 2012 não sei informar se ele estará cheio ou não. Vá, com certeza você vai amar cada vez mais a Amazonia.
Abs. Proença.
Oi, Gabi! A Bóia está certíssima, pois aqui em Manaus se compra a pasagem de barco direto no porto… você escolhe o barco e o horário que quer ir, é muito mais seguro ver antes onde vai viajar. Não tenho certeza, mas para Santarém deve haver o barco regional e o jato, mais rápido, confortável e com ar-condicionado…
Gabi,
Você pode obter informações sobre passagens fluviais em Manaus nos telefones (92) 3233-7061, 3088-5764 ou 3088-5769. Você também pode acessar o site http://www.portodemanaus.com.br, não é muito atualizado, mas pode te ajudar em alguma coisa. O ideal é você chegar em Manaus e ir comprar as passagens no porto, podendo escolher melhor a data/horário de saída dos barcos. Não sei se você conhece a estrutura dos barcos regionais, se não conhece, você pode aproveitar e dar uma olhadinha. Outra opção, bem mais confortável na minha opinião, é pegar um voo Manaus/Santarem.
Existe esse site tb que pode te ajudar
http://www.navegandoelendo.com.br/barcos.html
Obrigada a todos pelas dicas!
Proença, parece que vou fazer exatamente o mesmo roteiro que vc, obrigadíssima por passar todos os detalhes!
Anabelle, Tereza, Nico, valeu pela ajuda! Apesar de possíveis perrengues queromesmo fazer a viagem de barco, é sonho antigo. Beijos a todos!
Eu também comprei no porto. Fui no “11 de Maio”. Olha aqui o meu relato. http://deunstempospraca.blogspot.com.br/2007/02/o-11-de-maio.html
Pessoal, tem como ter algum contato com a selva, por meio de passeios, sem se hospedar nos hoteis de selva? Obrigado!
Olá, Dionisio! Há passeios fluviais e também day-use em hotéis de selva próximos.
Interessantr. Saberiam recomendar?
Olá, Dionisio! A melhor agência é a Viverde: http://viverde.com.br/manaus.html