Air France aposenta seus últimos Boeing 747 com vôos panorâmicos nesta quinta

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Boeing 747 Jumbo

Dia 15 de janeiro de 2016 é a data em que a Air France aposenta o Jumbo, o mais querido dos aviõezões, encerrando uma história começada em 1970.

Com o dobro da capacidade de qualquer outro avião da sua época, o Boeing 747 levou a aviação de massa a um novo patamar. Seu impacto foi ainda maior do que a chegada, há poucos anos, do A 380, o novo gigantão dos ares. Os dois, porém, têm algo em comum: mesmo carregando mais passageiros, tornaram-se objetos de desejo -- certamente por causa do luxo das suas classes superiores.

O grande charme do Jumbo está justamente no seu cocoruto, onde a primeira classe costuma estar instalada. Um detalhe anatômico que fazia parzinho com o narigão do Concorde, lançado em 1976.

Em 2015, apenas dois 747 foram encomendados à Boeing. O encolhimento do seu mercado mostra que o fim do Jumbo está próximo.

A Air France está aposentando os seus em grande estilo. Nesta quinta-feira, em Paris, decolarão dois vôos panorâmicos, que em três horas sobrevoarão paisagens emblemáticas francesas, como o Montblanc e o Mont-St.-Michel, indo da costa mediterrânea à costa atlântica. Na volta, os passageiros -- que esgotaram todos os assentos há muitos meses -- vão conhecer os hangares de manutenção da Air France no aeroporto Charles-de-Gaulle.

Para comemorar a despedida, a cia. fez um vídeo bem bacaninha sobre a trajetória de seus Jumbos de 1970 a 2015.

E você? Tem alguma lembrança especial de algum vôo de Jumbo? Conta pra gente!

17 comentários

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Na verdade, ainda há mais de 700 Boeings 747 em operação no mundo, e não 40!
Só a British Aiways tem mais de 40 voando, a Lufthansa e a KAL mais de 30, entre outros, muitos como cargueiros. Sem dúvida ele ficou um pouco obsoleto, e quase não é mais fabricado. Mas com a queda do preço do petróleo, o pouco econômico Jumbo ganhou mais anos de sobrevivência.

Ricardo Freire

Ops, foi maus! Eram apenas 40 ~na British Airways~ (googlei para saber o número de remanescentes em operação mas não percebi que a resposta era relativa a apenas uma cia.). Já tirei do texto, obrigado!

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Um prazer, também não sabia que ainda havia tantos 747s em operação. Sou fã desse avião desde os 8 anos, quando voei do Rio a Miami em um Jumbo da Aerolineas Argentinas. Depois repeti com a finada Panam, KLM, Alitalia, Iberia, e em maio passado, com a Air France. Aguardo ansiosamente o mês que vem, pois finalmente vou conhecer o segundo andar do 747, voando de Qantas para a Austrália.
Há cada vez menos Jumbos, mas em compensação há cada vez mais Airbus 380, literalmente um tremendo avião!

Fernanda R
Fernanda RPermalinkResponder

Voei com o 747, ida e volta, São Paulo-Londres. Foi o voo mais agradável que já tive. A sensação era a mesma de andar num sedã de luxo em um asfalto perfeito!

Eduardo Barros Leal

Já tive o privilégio de voar em um destes gigantes dos ares, faz mais de 30 anos, mais a sensação ainda está em minha memória, foi um vôo internacional, estava em classe economica, mas era um Jumbo 747.

Ricardo Antoniazzi

Voei diversas vezes nos Jumbos à época que a Varig utilizava-os na rota Guarulhos-Manaus (década de 90). Ela utilizava para fazer o transporte de passageiros e carga (tubos de imagem de televisão). A Varig vendia apenas passagens na classe econômica nestes vôos, mas eram utilizados todos os assentos, inclusive aqueles da primeira classe que ficavam no cocoruto.
Eu comprava com antecedência e marcava os assentos nas filas 1 a 4, assim viajava no cocoruto usando aqueles assentões. Ótima lembrança.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Há algum tempo a Air France mantinha dois voos diários do Rio para Paris, um a bordo de A-330 (que algum tempo depois ficaria famoso como AF447, depois mudou de número) e outro a bordo de B-747 (acho que AF445). Paguei mais caro para ir e voltar de B-747, só pelo prazer de estar a bordo de um. Não foi muito mais caro, e valeu cada centavo.

José Theodoro

Nunca vou esquecer minha primeira e única viagem que fiz num gigante desses! Era 1981. Recebi uma ligação de um grande amigo, já falecido, que eu iria para os USA. Pensei como? Era um sonho, mas não estava preparado para isso. Bem, em uma semana arrumei todo o necessário. Fui até ao aeroporto de Congonhas e daí tomei um voo para o Galeão. Esperei a hora do embarque e, enquanto me dirigia até à aeronave, minha ansiedade era tanta para saber em qual avião iria tomar. De repente, me vi entrando naquele gigante, o maravilhoso Boeing 747. So que a surpresa não parava aí. Ao entrar no avião, a comissária me indicou que subisse uma escada. Fiquei fascinado, era o andar superior da aeronave, um luxo! O trajeto todo foi Rio, Miami, México City, Washington, New York, Rio. Tudo em primeira classe à birdo

Arthur
ArthurPermalinkResponder

Meu primeiro vôo internacional, para BsAs, há uns 25 anos, foi num 747 da finada PanAm...

Nick
NickPermalinkResponder

Poxa, essa notícia me trouxe muitas lembranças...Minha primeira vez na europa foi num vôo Recife-Paris da Air France, justamente num Jumbo 747 no ano de 1992. Depois disso nunca mais tinha viajado em um, até o ano passado em maio que fui de São Paulo para Londres a bordo de um 747 da British. Pra mim a sensação é a mesma da Fernanda R, um vôo super suave, seguro e agradável !!!

bernardette amaral

Fiz o meu primeiro voo internacional a bordo de um Jumbo das Aerolineas Argentinas. Quanta diferença dos aviões que fazem a rota Riox Buenos Aires hoje, O avião era enorme, as aeromoças eleganterrimas, e no voo da manha, era servido um cafe maravilhoso , que tinha ate omelete. As pessoas se vestiam de maneira mais elegante e tudo tinha mais glamour. Não acho que a popularização das viagens aereas devessem estar ligada à uma queda brusca do nivel de tudo, e uma pena....

Erika - blog Próxima Trip

A primeira vez que fui à Europa foi em grande estilo, na classe executiva do Jumbo da British no trecho sp-londres. Amei. Depois voei nos b-747 da Lufthansa algumas vezes. Junto com os airbus a340 e a380, é meu modelo de aeronave favorito. Gosto de aviões grandes, não entendo da parte técnica, mas me sinto mais segura e fico com a sensação de que as turbulências são mais light quando voo nesses modelos grandalhões.

Aurea Weber
Aurea WeberPermalinkResponder

Eu e meu marido voamos diversas vezes de Jumbo nos anos 80 e 90, principalmente nas rotas São Paulo-Paris e São Paulo-Londres, com a British Airways e Aerolineas Argentinas. Bom, éramos muito jovens e só voávamos de Econômica, mas no Jumbo era um pouco mais confortável do que hoje. Lembro-me de ver passageiros fazendo autênticas caminhadas ao longo do vôo, pois o avião era enorme! Sabíamos que a Primeira Classe era no segundo andar, mas nunca tivemos oportunidade de conhecê-la. Eram outros tempos da aviação. Saudade.

Marcela Nunes
Marcela NunesPermalinkResponder

Quando criança meus pais me levavam ao aeroporto do Galeao só para ver o Jumbo chegar (já adorava esse mundo de viagens desde pequena e era o maximo que eu tinha condições de fazer naquela epoca).
Tivemos uma vez uma excursão na minha escola para conhecer os hangares deste mesmo aeroporto e foi inesquecivel poder explorar um "Jumbão", subir e descer as escadas... Consegui finalmente ir a Paris já bem crescida em um desses.

Flavio Silveira Freitas

Três experiências distintas no Boeing 747 da KLM. Duas vezes (GIG x AMS) e uma vez (GRU x AMS) pintado nas cores KLM Asia. Entrada quase mágica na aeronave....coisa de louco!

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Minha primeira viagem de avião foi justamente num B747-400 da Aerolineas Argentinas, naqueles voos charters da Unesul de Porto Alegre a Miami, que carregavam centenas de adolescentes para a Disney. Eu tinha 19 anos e quando vi o avião no pátio do Aeroporto Salgado Filho, fiquei meio sem reação com o tamanho do avião. Fiquei pensando como seria possível aquele bicho sair do chão! rsrsrs. A viagem foi "ruidosa", por causa da algazarra dos adolescentes e eu ainda acabei indo no "meio do meio", naquela infame poltrona "F" dos B747, huahua. Na voltam tive mais sorte, pois me colocaram na janela, com apenas uma poltrona ao lado. Apesar de nunca ter viajado de avião naquela época e com o susto com o tamanho da aeronave, os voos foram tranquilos e eu gostei muito da experiência.

Depois dessa ida à Disney, fiquei anos sem viajar. Somente há pouco tempo, tipo há cinco anos atrás, é que eu pude retomar uma rotina anual de viagens. E nesses 5 anos, eu tenho viajado mais de Airbus (A320, A321 e A330, da TAP e lowcosts europeias) ou os B737-800 da GOL.

Mas semana passada, tive novamente a oportunidade de viajar num Jumbo, no B747-800i da Lufthansa, na volta de Frankfurt até Guarulhos. WOW!! Como tinha passado muito tempo desde a primeira vez que viajei de avião, até tinha me esquecido como era voar num deles! Fantástico, o avião é silencioso, com subida e descida suaves e, nesse caso específico, era um avião novinho. A tripulação da LH é muito eficiente e cordata, mesmo na Economy Class.

Consegui marcar uma janela (18K), logo após a classe executiva. E apesar de ter lido resenhas negativas sobre o espaço na Economy dos B747, eu achei que o espaço estava de bom tamanho (embora talvez tenha sido pelo fato de que a poltrona do meio tenha ficado vazia).

No voo de ida à Alemanha, eu fui no A340-600 e fui na Premium Economy, que eu achei uma maravilha, já que dificilmente eu conseguiria viajar na Executive. No voo de volta, fiz um "lance" para conseguir um upgrade da Economy para a Premium Economy, mas como dei um lance apenas um pouco acima do lance mínimo (U$ 240), não consegui. Só achei uma sacanagem é que antes do embarque, na boca do portão, estavam oferecendo o mesmo upgrade por U$ 350,00. Se havia lugar disponível e eu tinha um lance acima do mínimo 72 horas antes do embarque, como é que não consegui? hehehe!

Mesmo assim, mesmo não tendo recebido o upgrade e ter viajado na Economy, a experiência de voar no novo B747-800i foi excelente!!!

Abs,

Cris

Robs
RobsPermalinkResponder

Voei uma vez nesse cocoruto de um 747 da Air France (mas não era primeira classe, era uma econômica mais espaçosa). Gentileza da equipe do CDG que conseguiu três lugares juntinhos para mim, o marido e a filha pequena. Originalmente, estávamos no fundão da aeronave, separados. Foi um dos melhores vôos, com certeza.

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