Atentados terroristas: devo cancelar a viagem?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Devo cancelar a viagem a Istambul?

Depois da explosão do homem-bomba do dia 12 de janeiro em Istambul, muita gente se pergunta: devo cancelar a viagem à Turquia? Ou à Europa em geral?

Em outubro de 2015, uma bomba explodiu durante uma manifestação em Ankara, a capital turca. Na época, uma leitora perguntou se a gente achava seguro viajar a Istambul em novembro. A Bóia respondeu que Ankara estava fora do circuito turístico dos brasileiros, e que não havia sinal de que o terrorismo tinha turistas como alvo.

Só que o atentado de 12 de janeiro aconteceu em Sultanahmet, o coração turístico de Istambul, e teve turistas como alvo e como vítimas. E agora?

Os riscos de viajar

Viajar não é um esporte 100% seguro. A mais tola das viagens é capaz de provocar toda sorte de inseguranças, muitas delas igualmente tolas, mas que acabam nos tirando o sono. A gente tem medo de perder o avião, medo de não achar táxi na chegada, medo de ser enganado no câmbio, medo da língua, medo do cartão travar, medo do hotel sumir com a reserva, medo do hotel ser ruim, medo do despertador não tocar, medo de não conseguir fazer o passeio, medo de ser assaltado ou furtado, medo de chover, medo de não cair neve... Tem gente que tem medo -- alguns, fobia! -- de feriado: e se eu chegar e todo o comércio estiver fechado, o que vou fazer?

Se todos esses medinhos nos assombram na véspera de viajar, o que dizer do medo de um atentado terrorista?

Muitos dos riscos do início desse tópico podem ser evitados ou minimizados. Viajantes que não queiram sair de sua zona de conforto (ou que queiram aumentar sua zona de conforto) reservam traslados, contratam guias, aderem a passeios em grupo, cacifam hotéis de luxo.

No entanto, a única maneira de eliminar o risco de terrorismo na viagem é escolhendo um destino totalmente livre de terrorismo. Deixar o passaporte no cofre, não usar relógio, não andar com máquina fotográfica no pescoço e não dar mole com mochila e sacolas são atitudes que minimizam o risco de assalto ou roubo. Mas não há nenhum conselho que se possa dar para alguém que queira evitar ser alvo de um homem-bomba, a não ser: não vá para lá.

Isso quer dizer que eu estou aconselhando cancelar a viagem à Turquia ou à Europa?

Não. O que eu quero dizer é que não existe nenhum argumento 100% infalível para mudar a opinião de alguém que esteja com medo de viajar para um destino com risco de terrorismo.

No entanto, caso você esteja em dúvida, ou precise de argumentos para dar a todos os que pressionam você a desistir da sua viagem, os próximos tópicos podem ser úteis.

Argumentos racionais para não cancelar a viagem

Não sei se existem dados sobre isso, mas aposto que estatiscamente estamos mais sujeitos a levar uma bala perdida durante os 355 dias do ano em que vivemos no Brasil do que uma bomba nos dez dias que vamos passar na Europa.

O risco de terrorismo não deve ser um risco muito diferente de andar de avião. Sempre que subimos num avião, sabemos que existe uma remotíssima possibilidade de cair. A probabilidade de estar no destino do próximo atentado terrorista no lugar e na hora exata da próxima explosão é a mesma de estar exatamente no vôo que o piloto alemão jogou nas Dolomitas, em março do ano passado (matando 10 vezes mais gente do que o atentado de Istambul -- e nem atentado terrorista foi).

Até o momento não parece haver um plano coordenado desses atentados. Não houve nenhuma reincidênca num mesmo destino. (Por outro lado, isso pode aumentar a paranóia -- onde será o lugar do próximo?)

A Europa convive com terrorismo há décadas. Antigamente o terrorismo era político; de 20 anos para cá, tem sido de fundo religioso. Em 2005, 3 bombas explodiram no metrô de Londres, matando 37 pessoas. Antes disso, em 1995, uma bomba explodiu no metrô de Paris, com 4 vítimas fatais. Em 11 de março de 2004, 191 pessoas morreram num grande atentado no trem suburbano de Madri. Nada disso fez com que londrinos, parisienses e madrilenhos emigrassem em massa, abandonando suas cidades inseguras ou deixando de andar de metrô ou trem. E nós continuamos a viajar a Londres, Paris e Madri esse tempo todo, como se nada tivesse acontecido.

Aliás, nada como deixar a fervura baixar.

Dê tempo ao tempo

Caso sua viagem à Turquia esteja marcada para daqui a alguns meses e você esteja em dúvida se mantém ou não seus planos, sugiro esperar um pouco mais.

Muita gente que não viajaria de jeito nenhum a Paris na semana seguinte aos ataques de novembro hoje viajaria na boa. Até os Eagles of Death Metal, a banda que se apresentava no Bataclan no momento do atentado, já voltaram a Paris. Hoje já é possível viajar à França sem que a sua família ache que você está embarcando para a guerra.

Se não ocorrer mais nenhum incidente em Istambul ou na Capadócia (toc, toc, toc), pode ser que a pressão dos amigos e familiares para cancelar a viagem à Turquia arrefeça um pouco.

De todo modo, é interessante ver como o conceito de lugar inseguro vai mudando com o tempo. Na década de 70, Nova York era vista como um lugar tão perigoso que americanos de outras partes do país evitavam visitar; a campanha I love New York foi lançada para tentar reverter a decadência turística da cidade!

Um dos destinos da moda do momento, a Colômbia, já foi um lugar quase proibido para se fazer turismo.

Devo cancelar a viagem? Consulte o travesseiro

Como eu disse anteriormente, não existe nenhum argumento 100% infalível para convencer alguém a viajar para um lugar onde há risco de terrorismo, por mais ínfimo (na minha opinião) que esse risco possa ser.

Devo cancelar a viagem? No fim das contas, o conselheiro que você deve ouvir é o seu travesseiro. Se alguma viagem, qualquer viagem, está tirando o seu sono (por preocupação, não por excitamento), o melhor a fazer é cancelar.

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32 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Neftalí
NeftalíPermalink

Tenho viagem justamente para Paris e Istambul em março, marcada antes dos atentados, e nem passa pela minha cabeça cancelar.
Mas no caso de Istambul, por estar em uma região mais sensível, sem dúvida vou estar monitorando a situação. Acredito que não vai acontecer nada, geralmente as cidades ficam mais seguras depois de um atentado.
E, em uma visão um pouco egoísta, entre o medo de alguns e a queda na chegada de turistas russos (e alemães), as atrações estarão com menos filas e os preços, menores.
Continuo achando que é mais perigoso morar em uma cidade brasileira.

Fernanda
FernandaPermalink

Vi seu comentário e tive que comentar... hehe Exatamente 1 mês antes da minha viagem para Paris teve o atentado e pensei muito em cancelar minha passagem! Mas ainda bem que não fiz isso! Realmente estava bem mais vazia a cidade e me senti super segura pois o que tinha de policial na rua... vai mesmo sem medo, vai dar tudo certo!!!

Carlos Eduardo Stefano
Carlos Eduardo StefanoPermalink

Não ia viajar no recesso de Natal/Ano Novo, mas uma passagem super em conta da Lufthansa pra Berlim caiu no meu colo e não resisti...rs. Todos perguntaram se eu não me preocupava em ir pra Europa numa data simbólica como essa (isso pq não contei pra maioria de que faria uma esticadinha a Bruxelas, a "casa" de alguns acusados do atentado de Paris...rs). Fiz exatamente tudo que o Riq citou e em momento algum tive dúvidas da viagem. Pensei que estando por aqui, poderia ir numa grande festa popular qualquer e ser assaltado, levar uma facada, me ver no meio de uma briga involuntariamente, enfim, nada com o qual não estejamos acostumados.

Apenas tomei algumas ligeiras precauções: uma vez em Berlim, evitei a festa da virada no Portão de Brandenburgo, julguei ser um lugar emblemático o suficiente pra causar um choque no mundo em caso de tragédia, então resolvi não arriscar. Mas já não iria independente disso, por causa da muvuca extremada similar a nossa querida Copacabana. Fiquei até 4h da manhã pelas ruas da cidade - sempre fora dos pontos turísticos principais - e só vi felicidade, foi uma renovação de energia incrível que já me sinto uma pessoa diferente nesse começo de 2016. Chegando no apartamento, vi várias msgs de pessoas preocupadas comigo pelo "ataque terrorista na Alemanha". Nossa imprensa tem sido bem incisiva nesses relatos, a ponto de comunicar algo que nem existiu, e sim havia uma suspeita muito forte em Munique (Berlim não é Munique) que fez alguns eventos serem cancelados. Ainda assim, no próprio dia 01/01 mantive meus planos e segui pra Bruxelas, que também estava sob suspeita. Chegando lá, tudo funcionava normalmente e às mil maravilhas, com o último fim de semana de um delicioso Mercado de Natal e os points cervejeiros como o Delirium Café abarrotados de pessoas felizes. Vi por umas 4 ou 5x duplas de policiais fortemente armados dando um rolé pelas ruas, nada diferente do que vejo diariamente aqui no RJ.

Voltei pro Brasil no dia 04/01 e embarcaria amanhã novamente pra Europa se eu pudesse!!!

Ou seja: realmente é uma decisão muito pessoal e que poucos argumentos "racionais" dão conta de resolver.

Sigam a intuição de vcs e sejam felizes viajando pq não há nada melhor no mundo pra se fazer!!!

Lissandro
LissandroPermalink

Muito pertinente seu comentário em relação a virada no Portão de Brandeburgo,na hora pensei no que aconteceu em Colonia.

Temos que seguir a intuição e ficar atento aos fatos,uma dica é tentar descobrir os locais que os nativos frequentam.

Nas duas vezes que fui a Europa(2014,2015) embora tenha visto cada vez mais imigrantes,muitos locais ainda parecem intocados,seguindo em seu fluxo normal de vida

Fábio Mendes
Fábio MendesPermalink

Taí uma coisa que muita gente não leva em conta: vivemos em um país com elevados índices de violência, onde o risco de sermos vitimados é muito maior. E mesmo assim, viajamos para São Paulo, Rio e Salvador (e precisamos continuar fazendo isso!). O negócio é mesmo esperar a poeira baixar.

Marcie
MarciePermalink

Não! Não! E, caso não tenha ficado claro, não! Cancelar a viagem é dar vitória pra eles. Eu vou pra Istambul em fevereiro, conforme programado.

De mais a mais, se por acaso, pédepatomangalôtrêisveiz, acontecer alguma coisa, é preferível - tem mais "gramu" - dizerem que morri num atentato terrorista em xxx do que ela, coitada, morreu após uma longa enfermidade/internação.

Mirella Matthiesen
Mirella MatthiesenPermalink

É isso aí Marcie ... Eu entendo o ponto do Riq que viagem tem que dar prazer e não desespero e paranóia, mas não podemos dar o braço a torcer para eles.
bjo

Mirella Matthiesen
Mirella MatthiesenPermalink

Assim como a Marcie, eu não acho que terrorismo seja motivo de cancelar a viagem... Regiões em guerra ou países como o Yemen e Mali, aí sim, na verdade acho que nem se deve marcar uma viagem para lá no momento.
A única vez que cancelei uma viagem foi para o Japão, devido aos efeitos do tsunami, eu não queria pegar o país em clima de velório depois de 1 mês do desastre, então remarquei para o ano seguinte.
Adorei o texto, como sempre, né? smile

Antonio
AntonioPermalink

No Brasil TB não sabemos qdo uma bala perdida nos encontrará e achamos q moramos no paraíso, então....

Paula Augot
Paula AugotPermalink

Eu tenho justamente uma viagem marcada para Istambul daqui a exatamente 3 semanas. O que eu estou fazendo é ficar alerta aos noticiários, e se não acontecer mais nada (dedos cruzados!) eu irei visitar Istambul mais uma vez. Istambul não é uma região em guerra e até agora não vejo motivo para cancelar minha viagem.

Fabio NG
Fabio NGPermalink

Concordo em tudo, e não cancelaria.

Uma exceção a ser avaliada, no entanto, é no caso de epidemias que estejam assolando uma determinada região –– caso da gripe aviária que levou a inúmeros cancelamentos de viagens uma década atrás (no meu caso, para Cancun).

Diferente de um atentado (local e pontual), epidemias são mais abrangentes (em tempo e espaço), aumentando o risco de exposição nas regiões afetadas.

Damares Lombardo
Damares LombardoPermalink

Moro em Colônia e na noite do reveillon cerca de 1000 homens de origem do norte da Africa, fizeram um pandemônio na estação de trem da cidade, tocando mulheres e soltando bombinhas. A polícia marcou bobeira porque estavam em outras zonas da cidade, onde realmente acontece a maravilhosa festa de ano novo, às margens do rio Reno com queimas de fogos por todo o centro da cidade. Sim, foi uma coisa grosseira e pesante, mas amigos e parentes me mandaram mensagens super preocupados falando sobre estupros de mulheres na estação de Colônia na noite do reveillon e dizendo que a festa da virada do ano foi um horror na cidade, caos total. A festa rolou tranquilamente onde acontece a cada ano, às margens do rio, o que aconteceu na estação de trem, foi um caso anômalo e somente lá, e a cerca de 700m da estação, as pessoas que estavam em bares ou restaurantes, nem viram nada disso. A vida segue normal e as pessoas continuam saindo a noite e se divertindo. Claro que os residentes estão preocupados com o fato ocorrido, porque por aqui isso não é nada normal, mas não podemos nos fechar em nossas casas com medo de episódios desse tipo ou por atentados. Sinto muito em dizer isso, mas tenho muito mais medo de viajar pelo Brasil do que pela Europa, continente onde já viajei sozinha várias vezes e continuarei viajando. E mesmo viajando pelo Brasil com bastante insegurança, não deixo de visitar lugares que adoro como Rio de Janeiro e Salvador. Por tanto, cancelar uma viagem por medo de atentado, acho que só vai dar mais espaço a quem está por trás de toda essa organização que pretende colocar cada vez mais pânico na vida das pessoas.

Tatiana
TatianaPermalink

No meu caso, tinha planejado uma viagem com as crianças para a Europa (Itália e Suíca) em julho desse ano. Depois do ataque de Paris desisti, resolvi ir para Bariloche. Com crianças, prefiro não arriscar, mas vou sem elas para a Itália em abril, passagens compradas, depois do atentado inclusive.

Leonardo
LeonardoPermalink

Sempre acho interessante ouvir pessoas que moram em um país onde são batacliadas dezenas de cidadãos por dia, nas capitais ou no interior, dizendo estarem com medo de ir à Paris, Istambul, etc. Enfim, dinheiro sobrando sempre surta efeitos estranhos na maioria das pessoas...

Camila Torres
Camila TorresPermalink

Tenho o mesmo argumento estatístico que o seu, Ricardo.
A possibilidade de levar um tiro na porta de casa no Brasil é muito maior que estar em um ataque terrorista.

Luciana
LucianaPermalink

Vou contar uma coisa totalmente tola para vocês Há alguns anos, logo assim que cheguei em Roma, uma notícia me chamou a atenção nos jornais. Uma freira estava parada esperando o ônibus. Quando este se aproximou do ponto, ela foi para perto do meio-fio (para pegar o ônibus, claro!), mas tropeçou, bateu com a cabeça no ônibus ainda fazendo manobra e morreu. Uma morte tola, coitada! Mas a vida é cheia de riscos. Não deixem de viajar por medo do que seja. Quando chega a nossa hora, não há para onde correr. Boa viagem a todos.

Viviane Magalhães
Viviane MagalhãesPermalink

Passamos o natal e ano novo entre os destinos: Berlim/Bélgica/Paris/Londres e Edimburgo, o que posso dizer é que em momento algum senti qualquer tipo de insegurança. Claro que, ficamos atentos, evitamos alguns lugares nas datas comemorativas, mas os climas das cidades, das pessoas e das atrações em si, nos envolveram muito mais do que um possível ato de terrorismo. Claro que fiquei de olho nos noticiários, nosso receio maior foi em pegar metros e lugares fechados, o que não ocorreu em nosso período de estadia nesses lugares. Ah! Eu particularmente, ficava um pouquinho tensa no deslocamento via avião entre esses lugares, porque eles te revistam (nos EUA me revistaram mesmo, antes de entrar no avião quase precisei tirar a roupa rs), te fazem perguntas (na verdade, nada fora do habitual), não sei, fiquei um pouco tensa sim, mas porque no mesmo dia um avião para Paris teve um alerta de bomba e tal, ninguém nos tratou com mal, ou com grosseria, longe disso, mas eu sentia um clima tenso... O único empecilho que vi, de viajar para esses lugares foi que em todas as atrações turísticas tem que abrir mochila, ser revistado, gera uma filinha, mas, uma dica, tente sair leve ou, já vá cumprindo o ritual (abrir casaco, tirar cachecol, abrir bolsa) pra ganhar tempo. Em Paris por exemplo, eu achei que estaria mais enfeitada, mais iluminada, senti que os atentados deixaram sim uma marca na cidade, talvez em outros anos (essa foi minha primeira vez) tivesse sido diferente, ou eu que criei expectativas demais, não sei, mas posso dizer que tudo foi incrível! Todos os lugares, tudo cheio de gente, pessoas felizes de férias circulando, muito grupo de chineses, italianos, enfim, vida que segue! Não nos arrependemos em momento algum, valeu muito a pena, e mesmo transitando pelas capitais cujo ameaça de terrorismo era (e ainda é) considerada iminente, me senti muito mais segura do que andando pelos cruzamentos da cidade de SP.

Marcia Palhares
Marcia PalharesPermalink

É isso. Não se pode prever o que vai acontecer...

Diogo Avila
Diogo AvilaPermalink

Embora jamais tenha enfrentado uma situação de terrorismo, tive, por exemplo a experiência de ir para a Grécia no auge do primeiro quebra quebra. Sabendo evitar algumas áreas e tomando cuidado, não tivemos problemas.
Tenho mais receio de revoltas populares como as que tomaram o Egito e me fizeram desistir de uma viagem em 2011 do que de atos terroristas. Penso que depois de um ato terrorista, dificilmente outro acontece no mesmo local logo em seguida. O mesmo não vale para as revoltas como a citada ou guerras, as quais se arrastam ao longo de mais tempo.
Duvido que haja algo novo em Paris, Istambul ou Jakarta nos próximos meses.
Adicionalmente, mesmo respeitando o receio alheio, sou da opinião que é mais perigoso andar pelas ruas das grandes cidades brasileiras do que estar num país como a Turquia por exemplo. Acho que para o turista, em certas situações é mais uma questão de fatalidade.
O terrorismo gera um grande impacto emocional em todos nós no momento dos fatos, mas como seres humanos, acabamos esquecendo.
Alguém hoje desiste de viajar aos EUA depois do 11/9? Da Espanha depois dos trens de Atocha? De Londres depois dos atentados acima citados? De Bali depois da explosão daquele bar? Ou pior, dos muitos atentados em Israel?
Concordo plenamente com a observação de que nada é 100% seguro, quiçá ficar em casa.
Excelente post!

Dora
DoraPermalink

É isso ai marcie..nos encontramos la em fevereiro!!

Marcela
MarcelaPermalink

Sou carioca mas moro e trabalho em Istambul e me sinto muito segura aqui. Os comentários acima falam tudo e fico imensamente feliz de perceber a resposta do povo brasileiro a esse infeliz fato.

Priscilla Pestana
Priscilla PestanaPermalink

Olá, Marcela! Que bom ouvir um comentário de uma carioca dizendo que se sente segura em Istambul. Vou para Istambul na minha lua de mel no final de abril e tô sofrendo uma baita pressão da família para alterar o roteiro. Mas acho besteira... Acho que o risco de alguma fatalidade existe em qualquer viagem e considero uma hipocrisia carioca ter medo de ir para um destino turístico na Europa!
Gostaria só de saber de você se sentiu alguma mudança no policiamento após o atentado e como é a sua sensação de segurança aí em Istambul.
Obrigada!
Bjs

Lígia Ruschel
Lígia RuschelPermalink

Gosto demais de seus comentários.

Abilio Gaspar
Abilio GasparPermalink

A pior coisa que me possa acontecer é morrer na minha cama!

zenon marques tenorio
zenon marques tenorioPermalink

Cheguei em Paris dia 21/12 e fique até 02/01, quando retornei ao Brasil. Tudo lindo e iluminado como nos anos anteriores. Este ano não havia tantos turistas quanto nos anos anteriores, mas no dia 29 em diante a Champs E. estava repleta, cheia mesmo de turistas de todas as nacionalidades e a alegria era constante e irradiante em todos. Muitos policiais como nunca tinha visto antes e a sensação de segurança era enorme e nada nos deixou preocupados, nem mesmo outros lugares em que a presença de turistas é maior

maria
mariaPermalink

Estive em paris sozinha e pela primeira vez agora no final de ano.Tudo em paz e com muita vigilancia gostaria de sentir essa mesma paz nas ruas do Brasil,foi uma viagem inesquecivel e tranquila .Se tiver que viajar viaje nao existe coisa melhor e bomba e como raio nao vai explodir no mesmo lugar mais risco e viajar para lugares alvos e que AINDA nao sofreram atentados

Yuri
YuriPermalink

Que belo texto. Como você escreve bem, de forma clara e deixa a conclusão para o leitor. Parabéns e obrigado! Grande abraço

margareth porto
margareth portoPermalink

Estive em Paris uma semana após os atentados e foi tudo maravilhoso . A cidade estava bastante policiada, proporcionando bastante segurança . Foram dias maravilhosos !¹

Gi
GiPermalink

Viajar também é desafiar o medo!
Eu não tenho medo quando viajo (na maioria das vezes), mas se o tivesse, poderia ter deixado de fazer coisas incríveis. Só pra citar como exemplo, das minhas mais recentes viagens:
- Se tivesse medo de passear de Balão na Capadócia (passeio no qual algumas brasileiras infelizmente morreram, devido a queda de um balão há uns anos atrás), teria deixado de fazer um dos passeios mais incríveis da minha vida. Acidentes infelizmente acontecem, mas o caso da queda de balão é muito mais uma exceção do que uma regra. Antes do passeio de balão estava bem preocupada se o balão ia balançar muito, mas que nada, tanto a decolagem quanto o pouso, foram de uma tranquilidade só!
- Se tivesse medo de tsunami, nunca teria ido as Maldivas, um dos lugares mais bonitos do mundo. Quando entrei num bangalô sobre o mar, pensei "se tiver um tsunami aqui, já era!"......mas o lugar é tão lindo, o mar com tantos tons de azul, que vc não tem tempo de ficar pensando em tsunami, só quer a desfrutar da linda paisagem e ver os peixinhos coloridos!
- And last, but not least......a temida expedição ao Salar de Uyuni! Sim, porque histórias de perrengues é o que não faltam na internet: acidentes, motoristas bêbados, carros que atolam, abrigos imundos, diarréia, altitude, etc, etc, etc...
O negócio é vc ir com a expectativa mais baixa possível, porque daí estando lá vc não vai achar as coisas tão ruins assim haha. Mas sério, se eu tivesse medo de ir pra Bolívia, teria deixado de ver uma das paisagens mais incríveis da América da Sul.....se eu tivesse medo de altitude (que é um medo totalmente real), nem os passeios mais incríveis do Atacama eu teria feito (que são o Salar de Tara e Lagunas Altiplânicas)....Mas fui, fiz, voltei e aprovei smile
Na minha wish list ainda conta com Jordânia e Egito, que são alvos em potenciais do Estado Islâmico.....ainda quero ir, só não fui ainda não por causa do terrorismo, mas por causa do dólar alcançando a estratosfera (esse sim, o pavor real de todo viajante)

Gabriel
GabrielPermalink

Tô indo pra Turquia dia 31 agora. Este sábado teve ataque na Istiklal Cd. matando pelo menos 5 pessoas e ferindo outras 36. O que vocês me recomendam? Faço tudo só por agência? Não pego transporte público de jeito nenhum, já que alguém pode simplesmente se explodir dentro de um tram lotado? Aliás, devo evitar ao máximo andar na rua, só usar a van da agência, já que, a princípio, as atrações turísticas por dentro são menos susceptíveis a ataques terroristas do que as movimentadas ruas? Ainda não contratei agência, nem mesmo transfer do aeroporto pro hotel, já que eu pensava em ir de transporte público, mas estou repensando isso e adoraria que me dessem preciosas dicas, pois estou realmente com medo.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Gabriel! Nenhuma agência conhece de antemão os planos dos terroristas, da mesma maneira que aqui no Brasil não temos como prever de onde e quando virá a próxima bala perdida. A população de Istambul continua vivendo na cidade e tomando transporte público.

Gabriel
GabrielPermalink

Obrigado pela resposta. Hoje já aconteceu mais um atentado na Europa, não irei à Bélgica, mas vou à Paris. Querendo ou não, assusta! Talvez o lado bom desses atentados agora, pensando de uma forma meio egoísta, mas coerente, é que agora irão reforçar a segurança nesses lugares por enquanto, então eu talvez possa usufruir disso na minha passagem por lá.