Guatemala revelada: Antigua, Tikal e lago Atitlán, nas dicas do Luciano

Viaje na Viagem
por Viaje na Viagem

Antigua Guatemala

A Guatemala já havia despertado a sua curiosidade, mas faltava saber se valia mesmo a pena visitar o país? O relato do Luciano não deixa dúvidas. Fã de destinos fora do radar, ele já visitou a Guatemala 6 (SEIS!!!) vezes, junto com sua companheira Carolina. O relato a seguir é um apanhado das experiências do casal, com dicas sobre quais cidades visitar no país, os principais passeios, hotéis charmosos e restaurantes. Da cultura maia à arquitetura colonial espanhola, você vai concordar – na Guatemala não faltam grandes atrações:

Texto e fotos | Luciano e Carolina

No final do século passado conhecemos o Viaje na Viagem de papel e aprendemos, dentre outras coisas, que um hotel pode ser um destino em si. A partir de uma reportagem sobre uma pousada em Antigua decidimos ir à Guatemala sabendo muito pouco sobre o país. Tínhamos várias informações (em livros) sobre os povos maias e suas cidades-estado, bem como descobrimos pela internet (acho que funcionava por sinal de fumaça ou discada) que poderíamos voar da capital para bem perto de Tikal. O país foi uma das mais gratas surpresas que tivemos nas nossas vidas de viajante.

Principais destinos na Guatemala

Antigua

Antigua Guatemala

Luciano e o Arco de Santa Catalina

Foi a primeira cidade planejada das Américas e a capital da colonização espanhola na América Central. Após sua destruição por um grande terremoto no fim do século XVIII, foi abandonada e a capital transferida para Cidade da Guatemala.

Antigua ressurgiu no século passado como destino turístico bem desenvolvido e eclético. A classe alta da região usa Antigua como destino de veraneio e finais de semana, ficando em suas mansões coloniais restauradas. Turistas europeus e americanos movimentam diversas boas pousadas, e mais recentemente até jovens e mochileiros têm ocupado hostels e escolas de espanhol.

Antigua igrejas

Antigua ruínas

Catedral de San José e ruínas

Os maiores atrativos de Antigua são a arquitetura colonial, respeitada em toda cidade, e as ruínas de igrejas, que são de uma beleza única. Peço perdão para os conterrâneos mais nacionalistas pela comparação, mas embora o nosso barroco seja até mais elaborado, considero as cores do barroco espanhol mais alegres e fotogênicas.

Os museus da cidade não são particularmente grandiosos. Sugiro para quem estiver com um carro subir o Cerro Santo Domingo, uma bela propriedade dos mesmos donos do hotel Santo Domingo que tem alguns museus e um restaurante com bela vista da cidade.

Antigua é bem tranquila e segura, a ponto de dar para conhecer toda a pé e com câmera fotográfica profissional no pescoço. No passado houve alguns assaltos a turistas em passeio ao mirante (Cerro da Cruz) e na escalada de vulcões (que são o Pacaya, vulcão ativo e de escalada com dificuldade leve/moderada, e Acatenago e Água, vulcões inativos com vista para o ativo vulcão Fuego – esses, só para aventureiros com bom preparo físico e coragem). Os problemas de segurança foram resolvidos por pronto policiamento local e recomendação de visitas acompanhadas por pessoas nativas. Um ou outro vendedor de rua pode ser mais chato, mas em termos gerais o povo é muito amável, o treinamento de quem trabalha nos hotéis e restaurantes é muito bom, bem como a qualidade geral dos estabelecimentos. Diga-se de passagem, só consigo comparar a simpatia deste povo ao do sudeste da Ásia.

Na cidade já dá para ter uma idéia da cultura pré-colombiana, boa parte da população é descendente de povos maias, muitos ainda usam seu coloridos huipiles, uma vestimenta tradicional. O artesanato, em especial têxtil, é muito rico. Por estar nos trópicos e com uma altitude de mais de 1600m, o clima é de primavera o ano todo, ou seja, de dia dá para bater perna de calça e camiseta, e à noite no máximo um agasalho leve. Nada de calorão ou frio extremos.

Todos os guias impressos que li sugerem o city tour a pé da historiadora americana Elisabeth Bell, que não tive o prazer de fazer.

Chichicastenango

Chichicastenango

Ritual religioso em Chichicastenango

Pequena cidade que se transforma em uma grande feira-livre duas vezes por semana, às quintas e aos domingos. Este mercado existe desde antes da chegada de Colombo às Américas. Nas vezes em que fomos, apesar de clara presença de turistas, a grande maioria do povo ainda era local, e com certa facilidade observam-se rituais que nos pareceram autênticos. Vale a pena ficar no entorno da igrejinha local, olhando a muvuca.

Lago Atitlán

lago Atitlán

Lago Atitlán

Um grande lago que se formou após uma erupção vulcânica e que oferece uma paisagem de cartaz de agência de turismo. O centro urbano é o povoado de Panajachel, onde há mais opção de hotéis, restaurantes e artesanato de qualidade. De lá partem barcos para os povoados típicos.

Maximón

Maximón

Aqui a presença indígena é mais evidente, valendo ir ao vilarejo de Santigo Atitlán conhecer a igreja com santos vestidos de roupas maias e ser levado de tuk-tuk à casa onde está o maximón. Este é uma divindade do sincretismo guatemalteco que atende pedidos mediante doação de dinheiro, rum ou roupas de seda. Fica cada ano numa casa de uma família diferente, que pelo que entendemos não trabalha neste período e se responsabiliza por cuidar do santo, que sempre tem um cigarro aceso na boca.

Tikal

Tikal Guatemala

Luciano e Carolina em Tikal

É uma das maiores cidades maias, com boa parte coberta de vegetação. O sedentário aqui percorreu 15 km na última visita ao sítio e não deixou de se encantar.

Tikal Guatemala

Tikal

Acho Tikal bem mais impressionante que Chichén Itzá, Palenque e Uxmal (no México) e até que a “charmosa” Copán (que fica em Honduras, mas perto da fronteira da Guatemala). A cidade-base é a ilha de Flores, um local que tem um encanto que eu definiria como mais alternativo, com um misto de pequena cidade praiana (à beira do lago Petén Itzá) e interior da América Central.

Cidade da Guatemala

A Cidade da Guatemala é uma metrópole com mais de 3 milhões de habitantes e vários problemas sociais e de mobilidade comuns à América Latina.

Embora tenha algumas zonas mais cosmopolitas e novas, na nossa opinião vale conhecer o museu pré-colombiano e a Plaza Mayor, com a ressalva de que quem já viu os equivalentes na Cidade do México, dá para dispensar.

Praia

No inconsciente coletivo do Brasil, férias tem que ter praia. Para quem for dizer que sua praia é praia, me resta contar que dá para conciliar uma ida a Antigua quando quiser mergulhar em Belize, surfar em El Salvador, Nicarágua ou Costa Rica, ou até, com escalas no Panamá ou Miami, passar pelo Caribe.

Roteiros pela Guatemala

Antigua Palacio de los Capitanes Generales

Palacio de los Capitanes Generales, Antigua

Em termos gerais, em 3 dias/4 noites dá para conhecer Antigua com calma. Se tiver 1 dia a mais, dá para fazer um bate-volta à cidade de Chichicastenango para ver o mercado típico que é montado na quinta e no domingo.

Se o plano for explorar melhor a Guatemala, dá para ficar mais 2 noites no Lago Atitlán, e/ou fazer uma bate-volta aéreo a Flores para conhecer Tikal.

Outra idéia é ficar na ida ou na volta em Lima ou Bogotá se for pela Avianca, ou na Cidade do Panamá se voar pela Copa.

Voando à Guatemala

A Copa Airlines voa à Cidade da Guatemala via Cidade do Panamá, saindo de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Manaus.

A companhia voa com 737 e considero que entrega pelo que cobra um bom produto para o tempo da viagem (menos de 7 horas o trecho mais longo). Tem uma executiva que eu podia pagar quando o dólar não estava em torno de 4 Dilmas, mas que poderia ser chamada de econômica premium se fosse um um vôo de cia. de primeiro mundo.

Não é muito difícil conseguir também ida e volta por 140k milhas no Smiles pela executiva, e, com mais paciência, por 70k a na classe econômica.

As alternativas são pela Avianca, que nunca usei para América Central, ou pegar uma promoção para os EUA e de lá esticar a passagem da terra do Tio Sam para uns dias na América Central.

Deslocamentos internos na Guatemala

onibus antigua

Ônibus em Antigua

Do aeroporto da Cidade da Guatemala para Antigua a viagem leva 1 hora, em boas estradas. O trânsfer pode ser:

  • Privado e reservado pelo hotel, por cerca de US$ 40;
  • Com táxi negociado na hora, por aproximadamente US$ 30;
  • Com vans contratadas no aeroporto por US$ 10 a US$ 20 por passageiro;
  • No ChikenBus, por 10 ou 20 Quetzal (menos de 3 dólares): opção mochileiro.

Da Cidade da Guatemala para Flores, para visitar Tikal, há vôos que saem no início da manhã e fim da tarde, atualmente em torno de US$ 100 cada perna.

Hospedagem na Guatemala

Antigua

posada del angel antigua

Posada del Angel, Antigua

O nosso hotel querido no mundo é a Posada Del Angel, nossa primeira opção sempre. Por aproximadamente US$ 200/dia recebemos um tratamento que só consigo comparar às situações em que por surtos psicóticos fiquei num Aman Resort da Indonésia, no Four Seasons Jimbaran ou no Mandarin Oriental de Barcelona.

Posada del Angel Antigua

Posada del Angel

Conheço os 6 funcionários pelo nome e estes sabem o que cada um de nós gosta no café, sugerem serviços e passeios do nosso gosto e um deles até vai no banco trocar dólares para a gente, já que só dá para trocar US$ 200 por vez em cada banco.

Por duas vezes estava incluído um city tour (privado) na minha semana de hospedagem. Os guias que tivemos (Roberto e Manoel Barrios) foram excelentes, transmitiram de maneira agradável a história de Santiago de los Caballeros de Goatemala (hoje Antigua) , do Santo Guatemalteca (Hermano Pedro) e dos maias.

A ressalva quanto ao hotel é que não tem restaurante, só um excelente café da manhã e algumas bebidas e cafés nos outros horários.

Quem faz questão de uma estrutura mais completa de hotel, as duas dicas são o Hotel Santo Domingo (a propriedade é muito bonita, são as ruínas do mosteiro mais rico da época, mas os quartos são antigos – recomendamos ir no restaurante e visitar os pequenos museus do hotel), ou também o novo Camino Real Antigua. A variedade é grande; os citados, assim como diversas outras opções, você encontra no Booking. Uma opção abaixo de US$ 100 (e muito bem localizado) é o Hotel Convento Santa Catalina.

Lago Atitlán

casa palopo

Casa Palopó, lago Atitlán

Nos hospedamos no Casa Palopó, um hotel meio fora dos povoados, mas também um local que é um destino em si. Tem uma bela vista do lago e ambiente de bom gosto (por exemplo, na sala tem um original do Botero).

Existem pousadas para diversos orçamentos em Panajachel e nos povoados, e um hotel maior em Panajachel.

Petén (Flores e região)

Já ficamos na simples jungle lodge, que é dentro do sítio arqueológico, e no Bolontiku. Ao último se chega em 30 minutos de lancha a partir de Flores, e embora não esteja em uma ilha, daria para comparar com o Ilha do Papagaio.
O hotel mais exclusivo se chama La Lancha e tem como proprietário um americano chamado Sr. Francis Ford Copolla.

Comida na Guatemala

antigua restaurante

Todas as nossas refeições em bons restaurantes restaurantes ficaram entre US$ 15 e 35 por pessoa. Na maioria das vezes pedimos entrada e um prato, ou prato e sobremesa, mais Coca Zero ou San Pellegrino e expresso. Eu desconheço a qualidade e variedade dos vinhos dos restaurantes, não devem existir vinhos locais bons, mas pela qualidade do resto, as cartas de vinho devem ter uma boa seleção.

O café da Guatemala é dos melhores do mundo, qualquer restaurante te serve um excelente café.

A cerveja local é a Gallo, e a mais vendida atualmente é a Brava (a Ambev tomou conta da América Central, lá a Brahma tem uma logo igual, só que eles mudaram o nome).

Restaurantes em Antigua

As recomendações de restaurantes testadas e aprovadas ficam por Antigua, e não estão obrigatoriamente em ordem de preferência, muito menos tenho a pretensão que não visitem também o TripAdvisor:

Caffé Mediterraneo (6a Calle Poniente, tel. 502/7832-7180): um pequeno restaurante italiano do calabrês Francesco. Tem um cardápio reduzido e pessoalmente o cozinheiro nos apresenta as 3 opções de massa do dia;

Angeline (2a Calle Poniente 3, tel. 502/7832-0006): cozinha fusion com apresentação mais contemporânea;

Panza Verde (5a Avenida Sur 19, tel. 502/7832-2925): assim como o anterior, outro restaurante que poderíamos (na nossa modesta cultura) classificar de alta gastronomia;

Café Condesa (Portal del Comercio 4, tel. 502/7832-0038): na praça central, uma boa opção para saladas e sucos;

El Sabor del Tiempo (5a Avenida, esquina com 3a Calle Poniente, tel. 502/7832-0516): bem ambientado, fica no armazém do início do século passado do avô da atual dona;

Café Sky (1a Avenida Sur 15, tel. 502/7832-7300): happy hour com a melhor vista dos 3 vulcões da cidade.

Café Barista (vários locais): a versão Starbucks da Guatemala. Assim como o Juan Valdez na Colômbia, dá para fazer lanches e refeições rápidas ali.

Por último, em Antigua também tem Mc Donald's, Pollo Campero (versão Guatemalteca do KFC) e Domino’s Pizza.

Compras na Guatemala

Eu não ligo muito para eletrônicos e minha mulher menos ainda para grandes marcas, e a Guatemala não mesmo é um destino para isso. Entretanto, existe um artesanato bem interessante com tecido, madeira e argila, e arte naïf.

Antigua

mercado antigua

Mercado em Antigua

Em Antigua há diversas lojas e mercados por toda cidade. Exercitamos o que aprendemos em países árabes nas tendas do Mercado de Artesanías (no oeste da cidade, próximo à principal e pitoresca “estação rodoviária”, e ao mercado de frutas e verduras) e gostamos também do Nim Po't (5a Avenida Norte 29, tel. 502/7832-2681), um grande lojão próximo ao arco Santa Catalina.

Para orçamentos mais privilegiados cito as boas loja de tecidos El Telar (5a Avenida Sur 7, tel. 502/7832-3179) e Textura (5a Avenida Norte 33, tel. 7832-5067) , o misto de galeria e antiquário Casa de Artes (4a Avenida Sur 11, tel. 502/7832-0792) e as diversas joalherias que trabalham com jade.

Por interesse pessoal em fotografia, admiramos os trabalhos do fotógrafo Jon Kaplan (que atualmente fechou a galeria em Antigua e transferiu os trabalhos para o Nim Po't) e gostamos de visitar a galeria Santa Chivita (4a Calle Oriente 23, tel. 502/7832-9594), que fica numa rua repleta de lojas.

Por fim, sugestão de lembranças: para os pequenos trazemos muñecos quitapenas (pequenas bonequinhas para pôr embaixo do travesseiro; pela tradição local, dessa forma passamos as preocupações para os muñecos e temos bom son), e para os marmanjos uma garrafa de Ron Zacapa Centenário (envelhecido num elaborado processo em diferentes barris por 23 anos).

Muito obrigado por dividir com a gente suas dicas, Luciano! Dá vontade de sair correndo pra Guatemala!

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28 comentários

Quenia
QueniaPermalinkResponder

Depois deste post quero conhecer a Guatemala. Obrigada Luciano e Carolina.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

A maior motivação para escrevermos este relato é este. Não nos conformamos com tão poucos brasileiros conheçam o país.

Vera Duarte
Vera DuartePermalinkResponder

Adorei o relato sobre a Guatemala. Este pais esta nos planos de viagem de um grupo do qual faço parte . Provavelmente esta viagem acontecera no segundo semestre deste ano. Me identifiquei com os interesses do casal em conhecer bem a cultura do pais e também curtir hotéis charmosos e acolhedores. Valeu Carolina e Luciano. Abs. Vera

Anderson
AndersonPermalinkResponder

A Guatemala é linda! Passar o dia olhando aqueles vulcões soltando fumaça durante todo o dia não tem preço.
Estive lá recentemente e notei que realmente não havia muitos relatos de brasileiros sobre o país na internet. Nem encontrei brasileiros por lá. A frequência maior de turistas estrangeiros é de norte-americanos.
Eu acrescentaria que o principal museu de arqueologia da Cidade da Guatemala é, sim, imperdível. Embora o equivalente da Cidade do México seja maior e cubra um número mais amplo de civilizações, o acervo deles é único, com peças imperdíveis e num casarão histórico belíssimo. Além desse museu, é imperdível o Ixchel, somente dedicado à produção têxtil, que também fica na Cidade da Guatemala (bem próximo à Zona Viva, onde provavelmente o turista estrangeiro vai se hospedar). Junto dele, tem o Popol Vuh, que não é sobre o livro, mas também de peças arqueológicas sob a guarda da universidade Francisco Marroquín, onde ficam os dois museus. Uma vez lá, vale entrar. A disposição das peças é muito bem feita e didática.
No lago Atitlán, fiquei em San Antonio Palopó, em um hotel de serviço bem irregular, mas com uma vista de tirar o fôlego (Nuestro Sueño, administrado por um casal de uma salvadorenha e um norte-americano). Durante a estada, fui conhecer um spa próximo, chamado Tosa La Laguna, esse, sim, é dos que valem, sozinhos, a viagem. Se não se hospedar lá, vale pelo menos ir jantar (mediante reserva, pois só se chega com o barco do próprio hotel).
Em Antigua, vale a pena conhecer o trabalho da cooperativa De la gente (fica no povoado de San Pedro Escobar), de artesãos e produtores de café, onde se pode contratar passeios (bem rústicos) pelas pequenas fincas (vai tomar o melhor café da sua vida, torrado e moído na hora) e workshops de artesanato, cosméticos e outros produtos que os cooperados produzem.
Como nosso real anda combalido, a gente lê em toda parte que a Guatemala é um destino barato. Não, não é. A referência deles para cobrar boa parte dos serviços são os turistas norte-americanos, canadenses, australianos... logo, não fica barato para nós.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Vera, se tiveres alguma dúvida ou interesse específico no planejamento da viagem de vocês comente, se estiver ao nosso alcance tentaremos responder.

Vera Duarte
Vera DuartePermalinkResponder

Muito obrigada, Luciano. Vou me lembrar deste oferecimento, sim.Abraços. Vera

Alan
AlanPermalinkResponder

Ola! Excelente post! Já está anotado no meus próximos destinos!!
Dúvida: Como é a locação de carro? As estradas são boas? É possível ir a Flores de carro ?? Valeeeu

Edson
EdsonPermalinkResponder

Parabéns pelo relato. Faz um tempo que tenho vontade de conhecer a Guatemala, tenho procurado informações para tentar concretizar esta meta e teu post veio bem a calhar.

Se possível, gostaria de uma informação a mais... qual a companhia aérea que faz o trecho até Flores/Tikal? Tem ideia de preços?

Grato

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Edson! Buscadores como Skyscanner e Kayak comparam preços de vôos em qualquer lugar do mundo. A rota entre Guatemala e Flores é feita pela Avianca (que comprou a Taca, que originalmente é de El Salvador e domina o mercado da América Central) e pela TAG, Transportes Aéreos Guatemaltecos.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Alan, quanto a locação de carro, as vezes que aluguei foi para circular pelos vilarejos próximos a Antigua. Existem algumas locadoras locais, bem como Budget, Hertz e Localizza em Antigua mesmo. Os preços (quando se equipara os carros) são mais caros que EUA e obviamente não dá para imaginar que seja igual a dirigir na Alemanha, mas vamos lá. Posso falar sobre a impressão que tive como passageiro: Antigua-Chichicastenango boa parte pela rodovia panamericana e o resto por estradas tbém boas. Antigua - Lago uma vez fomos pelo Altiplano Guatemalteco com emoção (com estradinha asfaltada mas bem sinuosa e estreita - versão light de estrada da morte na Bolívia) outra por um caminho mais longo via Chichicastenango que não lembro de estradas muito assustadores; Antigua - Copan estradas boas mas para atravessar a fronteira com carro 'particular' pode ser uma novela, estava com um veterano guia em carro registrado para turismo não foi complicado ( a Guatemala não está nas grandes rotas de tráfico mas existe uma paranóia de lavagem de dinheiro de Belize e México segundo informações extra-oficiais). Cidade da Guatemala, sou do interior, não dirigiria lá, bem como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. Flores é relativamente longe, para tocar direto e os guias gringos dizem que as estradas são ruins e sem muita segurança à noite, como só fui a Petén não sei a referencia de ruim deles, sei que desaconselharia um gringo a dirigir no Brasil pelos mesmos motivos.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Só fui a Petén de avião, o texto anterior faltou a palavra avião.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Edson, complementando as informações da Mariana, ambas companhias usam ATR 72, como diz o texto prepare-se para algo em torno de 200 Obamas ida e volta (100 cada trecho). Os horários são semelhantes com um voo início da manhã e outro fim da tarde em cada um dos aeroportos ( GUA e FRS). O aeroporto Mundo Maia (FRS) já teve voos diretos para Cancun mas não encontrei este voo em 2016.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Que Mariana, menino? I'm the one and only Bóia smile

Edson
EdsonPermalinkResponder

Luciano e Bóia, agradeço as informações. VnV continua sendo o melhor site de viagens da net. Abraços! Edson

Thiago
ThiagoPermalinkResponder

Bóia sou muito seu fã! Comentários como esse me fazem mergulhar nos extensos comentários.
Infelizmente o (maravilhoso) VnV nem sempre têm dicas muito úteis pra o meu mundo flashpacker ;')

Nathalia
NathaliaPermalinkResponder

Muito bom relato mesmo! Em janeiro de 2015 tivemos a oportunidade de visitar a Guatemala e este relato teria nos ajudado muito na organização do roteiro. Um país muito interessante para se conhecer. Um passeio engrandecedor. Paisagens lindas. Povo acolhedor. Comida gostosa.Artesanato de verdade. A divulgação do turismo neste país precisa aumentar. A Guatemala é linda demais.De Tikal-Flores seguimos viagem de ônibus para o México, passando por Belize. Um dos passeios que mais gostei. Vale muito a pena.

Mari
MariPermalinkResponder

Luciano (e quem mais souber), há muitas opções de agências no próprio aeroporto de Guatemala que fazem o trajeto até o lago Atitlán? Troquei e-mail com várias agências que oferecem sempre os mesmos horários de saída, o que me fez pensar que deve ser fácil negociar na hora (prefiro assim do que reservar daqui sem ter referência). Vou dormir uma noite em Guate e, no dia seguinte, quero ir cedo para lá. Outra pergunta, você já foi a Semuc Champey? Demanda, no mínimo, três dias de viagem, né? Obrigada!

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Vera, como planeja ir no segundo semestre, sugiro passar o día de los muertos (1 e 2 de nov) em Antigua. Existem 2 pequenas cidades perto que realizam nos cemitérios um festival de balonetes (pipas ou pandorgas gigantes). Além de muito bonitos é emocionante. Os balonetes são na um canal de comunicação com os entes queridos, eles acreditam que se a pipa subir aos céus os finados se conectam com eles pelo fio da pandorga. Na Guatemala o dia de finados é uma data alegre, parecido com o México. No mês de dezembro Tbém ocorrem festividades em pequenos povoados....

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Mari, quanto aos preços das agências, também tive a impressão que são meio padronizados. Já quanto a Semuc e o litoral próximo (que inclui a comunidade Caribenha de Livinstone) são atrações interessantes mas com uma estrutura um pouco mais local (sem as pousadas charmosas e a estrutura de conforto do roteiro mais turístico que descrevi). O deslocamento é terrestre e 3 dias dá para conhecer o litoral que mencionei ou tentar fazer pit stop em Quiriguá (sítio Maia com belas estelas)

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Gente, que dossiê lindo - detalhado, claro, preciso!

Nunca tinha pensado na Guatemala como destino até esta leitura. Luciano, Carolina, parabéns e obrigada por compartilhar!

Vera Duarte
Vera DuartePermalinkResponder

Olá Luciano. Agradeço tuas sugestões. Gosto muito de estar presente em festas populares locais. Ontem saiu um relato meu aqui no Viaje na Viagem sobre o Equador. Não sei se conheces este país. Eu me encantei com ele. Abraço Vera

Eliane Schvaitzer

Olá após muito buscar informações sobre a Guatemala, aqui encontro algo mais real que não seja mochileiro (já passei da idade), gostaria de saber se 2 mulheres viajando sozinhas de carro pela Guatemala e esticando para Belize é perigoso.
Gosto de viajar independente, não com excursões ou agência, apenas qdo necessário contrato no local.é possível o deslocamento com a ajuda do Wise?
Desde já agradeço

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eliane! Vamos compartilhar sua pergunta no Perguntódromo. Havendo resposta, aparecerá aqui.

Não há muitos relatos disponíveis na internet. O segundo link informa que as locadoras não permitem atravessar com seus carros a Belize.

https://www.tripadvisor.com/ShowTopic-g291959-i1455-k6711637-Driving_a_Mexican_rental_car_to_Belize_and_Guatemala-Belize.html

http://www.driverabroad.com/countries/driving-in-central-america/guatemala/

https://www.wanderingeducators.com/best/traveling/one-central-americas-most-scenic-road-trips-antigua-atitlan.html

Karla Larissa
Karla LarissaPermalinkResponder

Oi, Eliane! Estive na Guatemala em agosto do ano passado e o país vivia uma tensão por causa de uns protestos para tirar o presidente. Por causa disso, foi uma viagem difícil, pois os manifestantes fechavam as estradas. Mas já realizaram novas eleições lá e acredito que isto esteja resolvido. Mesmo assim, eu não encararia uma viagem de carro, por diversos motivos:
1) Os lugares mais interessantes ficam muito longe uns dos outros e o lugar mais bonito, na minha opinião, Semuc Champey (escrevi sobre ele aqui: http://compartilheviagens.com.br/semuc-champey-um-lugar-incrivel-na-guatemala/) é de difícil acesso;
2) A Guatemala é considerado um país perigoso. Para se ter uma ideia nenhuma empresa lá oferece nenhum trajeto noturno, mesmo que seja uma distância longa, a viagem é feita durante o dia;
3) A polícia da maioria dos países da América Central é muito corrupta. Fiz o trajeto de van da Nicarágua até a Guatemala e o motorista já tinha envelopes prontos para pagar propina aos policiais dos três países. Você imagine o que eles não fazem com turista;
4) Não sei como é a fronteira da Guatemala com Belize, mas um dos meus dias mais difíceis da minha vida de viajante foi quando tivemos que cruzar a fronteira entre Guatemala e México.

O que sugiro: na Guatemala a opção mais comum para turistas viajarem pelo país são as vans contratadas com agências. Elas oferecem os trajetos para os destinos mais procurados. Acho que sairá mais barato e mais seguro.

Fora isso, a opção usada pelos locais e turistas mais econômicos são os chicken bus, mas esses dão uma enorme dor de cabeça! hehe

Em tempo, o país é muito bonito, tem uma cultura riquíssima e um povo muito acolhedor. Vale a pena!

Maira Galletti

Eliane, Boa noite! Viajei com meu marido para a Guatemala em 2009, alugamos um carro e rodamos o pais quase inteiro por 14 dias. Gosto muito de viajar de carro e estou acostumada com grandes distâncias. Posso te falar que na época ninguém aconselhava dirigir por lá, mas a nossa experiência foi boa. Alugamos pela hertz no aeroporto da Cidade da Guatemala, um corsa que já estava bem usado mas rodou super bem. A Cidade da Guatemala é como dirigir em São Paulo, sempre tenso, mas no resto achei que as estradas principais são boas, as secundárias são como as do interior do nosso Brasilzão. Não usamos nenhum tipo de GPS na época, apenas mapas e placas, algumas vezes perguntamos - o povo é de uma simpatia! - e não tivemos grandes problemas em encontrar nada. Andamos por Antigua, Panajachel no Lago Atitlan (imperdível- faça um passeio de barco para mergulhar nas aguas quentes), Chichecastenango, fomos até a praia no pacífico em San José e atravessamos o país até Tikal. Não dirigimos à noite nenhum dia. Na Cidade da Guatemala, por ser muito grande e feia e por ter ouvido falar muitas coisas ruim, eu tive um pouco de medo, mas nada que impedisse a diversão. Acredito que apesar de fazer um tempo, o relato pode ajudar. A Guatemala é um país maravilhoso com infra estrutura básica para um turismo (ainda) pouco divulgado, e por isso mesmo destino de alta qualidade! Um abraço, Maíra

Luciano
LucianoPermalinkResponder

O problema maior acredito que seja andar de carro por Belize, como já foi dito antes, outra questão é que a Guatemala não é tão pequena. Por fim, correndo o risco de ser repetitivo, pode esperar encontrar pousadas, restaurantes e atrações de alto nível mas estradas é trânsito condizentes com país latino-americano pobre mas transitáveis.

Nathalia
NathaliaPermalinkResponder

Oi Eliane! Quando fomos a Guatemala em janeiro de 2015 tivemos a mesma dúvida quanto ao melhor modo de transpor as fronteiras do país para chegar até o México. Alugamos carro para ir da Cidade da Guatemala até Antígua, Lago Atitlan, Chichicastenango, e não houve problema algum.Mas Chegamos a Flores de avião ( Avianca).E de Flores seguimos em ônibus de agência em direção ao México. Não ousamos alugar carro para isso. Acho que foi acertada a decisão. Os postos de fiscalização não são lugares amistosos e me senti mais segura com o grupo do ônibus assim como com o motorista experiente neste trajeto.Apesar da estrada ser boa, a travessia é um pouco trabalhosa, pois é necessário descer do ônibus na saída da Guatemala e, depois, na entrada de Belize, descer de novo e com as malas. Aí na saída de Belize, desce de novo do ônibus. Na entrada do México desce de novo com as malas. A saída da Guatemala foi a mais tensa, pois era desorganizado demais. A viagem demora em função de tantas descidas para a fiscalização de imigração e alfândega, mas o ônibus era cheio de mochileiros descontraídos o que ajudou a passar o tempo. Apesar desta dificuldade na logística da viagem, valeu muito a pena, pois a Guatemala é um país muito lindo, maravilhoso. Ficamos surpresos. Foi uma viagem ótima e muito diferente .

Rafael
RafaelPermalinkResponder

Eliane, estive na Guatemala em 2013 e na minha opinião, a melhor forma de conhecer a Guatemala é com um guia local, pois vai te mostrar lugares e te contar coisas que dificilmente encontrará num guia de viagens. Não recomendo alugar um carro.Fui pela empresa guatemalan adventures e segui com o guia Armando até Antigua, Chichicastenango, Santa Catarina de Palopó, um vilarejo no entorno do lago Atitlán, subi até a base do vulcão Pacaya e fui de avião até Tikal, no norte do país. Toda essa logística de horários e o que visitar por lá, digo que é a melhor maneira. Boa sorte

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