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	<title> &#187; Veranópolis</title>
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	<description>Viaje na Viagem. Inteligência para viagem.</description>
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		<title>Outra do Pato Econômico: off-road na &#8216;Toscana brasileira&#8217;</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 22:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antônio Prado]]></category>
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Texto e fotos: Ernesto, o Pato Econômico. Esta é uma viagem para não deixar para amanhã.  Ela foi a inspiração de um amigo virtual, o Gil, do Fórum 4 x 4 , que descobre os recantos inexplorados deste país com seu Lada vermelho, apelidado por ele de SUV Subdensenvolvido. E, é dele o conselho: “Vá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9128" title="Cibele e Ernesto no jipe do Tony" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras13.jpg" alt="Cibele e Ernesto no jipe do Tony" width="570" height="259" /></a></p>
<p>Texto e fotos: Ernesto, o Pato Econômico. Esta é uma viagem para não deixar para amanhã.  Ela foi a inspiração de um amigo virtual, o Gil, do <a href="http://www.4x4barasil.com.br/forum" target="_blank">Fórum 4 x 4</a> , que descobre os recantos inexplorados deste país com seu Lada vermelho, apelidado por ele de SUV Subdensenvolvido. E, é dele o conselho: “Vá logo, antes que asfaltem!”. De preferência, lá por janeiro, no máximo fevereiro, quando as videiras dão uvas e as hortênsias florescem, e o que já é bonito fica ainda mais especial (esta viagem foi feita em novembro, por isso você não verá as hortênsias.)</p>
<p>Quando uma estrada é asfaltada, os pássaros não se empoleiram do lado da pista. As pessoas deixam de ter um jeito simples e hospitaleiro, e se tornam desconfiadas. O passeio, que é particular, vai passar a ser de uma multidão. Por enquanto este passeio é seu e meu. Este é um roteiro absolutamente inédito, que poucos conhecem, mesmo os gaúchos. Não protele seus sonhos. Mais vale um álbum de fotos na mão do que um sonho voando.</p>
<p>Venha conhecer num fim de semana um roteiro que combina o melhor da culinária italiana, paisagens incríveis, degustação de vinhos (ou suco de uva, se você for o motorista), relax numa piscina de águas termais ao lado de cachoeiras magníficas, e o pitoresco passeio da &#8216;Balsa do Muque&#8217;. Balsa do Muque?  Isto mesmo. Seu carro é levado à mão pelo balseiro depois de descer todo o vale do rio das Antas. E, você não precisa ser jipeiro para curtir tudo isto, basta encarar uma estrada de terra. (Se você quiser ir mais desencanado ainda, alugue um carro.)</p>
<p>E, com um bônus de um roteiro absolutamente inédito, que pela primeira vez é publicado na internet, e leva a algo que não tem preço: ver e sentir a natureza de um modo quase particular. A cachoeira dos Monges em Veranópolis é tão bonita quanto a do Caracol em Canela. Mas curtir um parque onde se escuta o barulho da água e o canto dos pássaros é algo bem diferente.  As pessoas são simples, com aquele jeito acolhedor dos descendentes de imigrantes italianos, mas ainda sem aquele turismo de massa.  É trocar você + o ônibus da CVC, por você + um jipe + sua família.  (Nada contra a CVC, mas se você curte de verdade a natureza, entendeu bem o que eu falei.)</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9131" title="Na Toscana brasileira" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras11.jpg" alt="Na Toscana brasileira" width="570" height="284" /></a></p>
<p>Este novo lado da serra, que poucos conhecem, é a nossa primeira migração na região como Pato Econômico. Isto quer dizer que um casal, comendo muito bem, e com tudo incluído (3 noites e 4 dias), até mesmo um  passeio no jipe do Tony, com muita emoção, não vai gastar mais de R$ 450.  Se estiver sem carro, coloque mais uns R$ 200 para o aluguel de um carro. E, se você estiver em São Paulo, agora é a hora para viajar para Porto Alegre, pois a concorrência trouxe os preços  das passagens lá para baixo; em novembro a passagem de São Paulo para Porto Alegre custava desde R$ 70 por trecho na Azul, ou na Ocean Air, e a partir de R$ 100 na Gol.</p>
<p>Você pode começar este roteiro em Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul, ou ir de carro para uma destas cidades a partir de Porto Alegre. Uma dica econômica: sugiro pegar o ônibus até Caxias, e pedir para descer na porta do hotel <a href="http://www.accorhotels.com/pt/hotel-5470-ibis-caxias-do-sul/index.shtml" target="_blank">Ibis</a>.  Lá descanse e verifique qual a locadora que tem a melhor oferta para lhe oferecer, pois o carro será seu companheiro pelo resto da viagem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9129" title="Na Estrada do Imigrante" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras12.jpg" alt="Museu Zanini" width="570" height="253" /></a></p>
<p>Se você tiver tempo, recomendo a <a href="http://www.estradaimigrante.com.br/" target="_blank">Estrada do Imigrante</a> em Caxias do Sul, um roteiro bem sinalizado a partir do centro. Você vai passar pelas casinhas de madeira, montanhas cobertas por videiras e igrejinhas coloridas. Dê uma paradinha no <a href="http://www.estradaimigrante.com.br/museuzinani.html" target="_blank">Museu Zinani</a>, e aproveite para um papo regado a salame e vinho caseiro com os donos.</p>
<p>No segundo dia é hora de fazer a mala e pegar a estrada, e tocar para Bento Gonçalves. Combine logo de manhã com o Tony o passeio no jipe da foto do alto do post (mais sobre isso em seguida), e se programe para chegar às 14 horas, horário que começa o passeio.</p>
<p>Uns 20 km depois de passar Bento Gonçalves, vire na placa de Tuiuti, e  não deixe de dar uma parada na fábrica de sucos  <a href="http://www.turismo.rs.gov.br/portal/index.php?q=estabelecimento&amp;mun=34&amp;cod=36&amp;te=&amp;opt=&amp;id=6956&amp;fg=4" target="_blank">Menocin</a>, para provar o melhor suco de uva que você já tomou na vida, feito com muito orgulho na  pequena propriedade da família, que também tem um pequeno museu, com lindas fotos do nonno pioneiro.</p>
<p>Agora, você escolhe. Pode gastar mais um tempo, e fazer um programa bem turístico (mas se você nunca visitou uma vinícola, vale a pena): visitar a <a href="http://www.salton.com.br/novo/turismo.aspx?pg=institucional" target="_blank">Vinícola Salton</a>, que é muito bem cuidada, e uma das mais preparadas para receber os visitantes, e em seguida comer uma refeição no restaurante <a href="http://www.turismo.rs.gov.br/portal/index.php?q=estabelecimento&amp;mun=34&amp;cod=33&amp;te=a&amp;opt=1&amp;id=6781&amp;fg=4" target="_blank">Pignatella</a> (tel. 54/3458-1099), localizado logo após a saída da estrada principal, uma casa caprichada e tocada pelo seus donos. Por um pouco mais de R$ 30, encherão a sua mesa com carne ao vinho, massas especiais feitas na hora pela própria dona.</p>
<p>Agora que você está bem alimentado, dê uma esticada nas pernas, e percorra a Ponte do Rio das Antas. Ou dê uma paradinha na ponte, ou na simpática parada da cascata, onde se vendem os salames, e frutas locais. Qualquer que seja a sua escolha, não deixe de ver o mirante (onde também há uma galeteria muito boa, com refeição completa a 18 reais), com vista para o vale; e se você gostou, vai curtir a vista da torre (na entrada da cidade de Veranópolis), onde em dias claros se consegue ver as cidades de Bento Gonçalves e Caxias do Sul.</p>
<p>Quarenta quilômetros adiante você chega a Veranópolis, pequena e simpática cidade de pouco mais de 20 mil habitantes, e um dos pontos mais bonitos e de maior preservação das tradições italianas da Serra. Ela é uma cidade que tem orgulho de sua tradições, de suas maçã e da longevidade de seus habitantes.</p>
<p>Seu habitantes dizem que a palavra italiana “Verano”, explica a longevidade dos seus habitantes, com um significado para cada letra. Assim, “V”, corresponde à taça de Vinho tomada em cada refeição. “E”, de exercício.  O “R” significa a Religiosidade, a fé nas pessoas e num mundo solidário e melhor. O “A” representa o Amor, o ter tempo para os amigos, para a vida em família, o compartilhar as emoções com os que nós são próximos. O “N”, a força propiciada pela Natureza generosa do lugar, num agradável clima de montanhas. O “O” significa Ospitalità , ou a hospitalidade, o ato de acolher alguém como se sinta em casa, no italiano, que ainda é frquentemente ouvido no local . Pense um pouco se estas simples palavras não resumem a sabedoria de uma vida longa e feliz? Ah, e ainda, os locais gostam de acrescentar, marotamente, o “S” (do final de Veranópolis) que significa&#8230;. sexo.  Precisa de algo mais?</p>
<p>Enfim chegou a hora do passeio de jipe. Eu sempre acho que um dos pontos mais interessantes de qualquer lugar é ser levado por um nativo que tem orgulho das coisas bonitas de sua região e de sua cultura. Se você curte este tipo de passeio vai se divertir com o roteiro do Tony, que faz o passeio num jipe de mais de  50 anos, e mostra os caminhos mais bonitos de sua terra e de sua infância como, a cascata dos Três Monges, com  mais de 100 metros de queda, com mirantes espetaculares, e a meu ver tão bonita quanto a famosa cachoeira do Caracol em Canela&#8230;  Depois ele vai levar você para as ruínas da primeira usina de energia do Rio Grande do Sul, e para uma gruta indígena e em seguida para um passeio a pé, e iluminado por uma tocha no túnel de uma ferrovia, ainda em uso.</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras15.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9132" title="Cascata dos Três Monges, Veranópolis" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras15.jpg" alt="Cascata dos Três Monges, Veranópolis" width="570" height="291" /></a></p>
<p>Você pode seguir as placas, e chegar aos mesmos lugares, ainda que sem as emoções de algumas trilhas com seu carro, mas acho que os lugares diferentes que ele passa com o jipe, a simpatia dele como guia, e a falta de sinalização de alguns lugares recomendam o passeio, que custa  R$ 50 por pessoa. Você acha o Tony aqui: RS 470 , km. 177, nº2254 . Portal Monumento, Veranópolis . tel: 54/3441-2180, 54/9115-5963; email:  toniformaiari@pressa.com.br.</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras14.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9133" title="Vinhedos e casarões na Toscana brasileira" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras14.jpg" alt="Vinhedos e casarões na Toscana brasileira" width="570" height="335" /></a></p>
<p>Cansou? Veranópolis tem cabaninhas charmosas a partir de R$120 por casal no hotel <a href="http://www.hotelverona.com.br/" target="_blank">Verona Parque</a>, ao lado do trevo de acesso para a cidade. Se quiser uma opção mais econômica, o hotel <a href="http://www.setur.rs.gov.br/portal/index.php?q=estabelecimento&amp;mun=307&amp;cod=3&amp;te=h&amp;opt=1&amp;id=5573&amp;fg=4" target="_blank">Princesa dos Vales</a>, situado no centro, é simples e agradável, com quartos a partir de R$ 90 por casal.</p>
<p>Se você quiser ficar, a cidade ainda tem vários roteiros de vinícolas, todas elas mais artesanais, e menos turísticas do que suas similares em outros pontos da serra &#8212; como a <a href="http://www.serragaucha.com/pt/informacoes-turisticas/cantinas-e-vinicolas/vinicola-antonio-bin/" target="_blank">Antonio Bin</a>, a <a href="http://www.setur.rs.gov.br/portal/index.php?q=estabelecimento&amp;mun=307&amp;cod=36&amp;te=&amp;opt=&amp;id=5496&amp;fg=4" target="_blank">Vinícola Farenzena</a> e outras. Mas se você estiver mais apurado,  tome a estrada em direção para Nova Prata, e vá conhecer um paraíso das águas termais, com piscinas cobertas e ao ar livre, além de belas trilhas e cachoeiras.</p>
<p>Nós ficamos na cidade vizinha de Protásio Alves, que ainda tem aquela total paz das microcidades, onde – acredite – os carros ainda são deixados abertos, e as vezes até mesmo com a chave no contato. Hospedamo-nos na simpática pousada da Vó Santana (tel. 54/32761083 – não tem site),  a R$ 80 a diária.</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras16.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9135" title="Casa no centro histórico de Antônio Prado" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras16.jpg" alt="Casa no centro histórico de Antônio Prado" width="570" height="343" /></a></p>
<p>De Protásio Alves siga pela bela estrada de serra para Antônio Prado, cenário do filme &#8216;O Quatrilho&#8217;, que ostenta a maior coleção de casas de madeira em estilo italiano do começo do século 20 do país no seu centro histórico.  Se tiver fome almoce um capelletti in brodo no <a href="http://www.turismo.rs.gov.br/portal/index.php?q=estabelecimento&amp;mun=19&amp;cod=33&amp;te=a&amp;opt=1&amp;id=164&amp;fg=4" target="_blank">Clube União</a>,  comida deliciosa a preço de mãe para filho.</p>
<p>Dica para mulheres: a loja Ousadia, no centro, vende charmosas bolsas e artigos de ótima qualidade em couro, de fabricação local, por algo entre 1/3 e metade do preço que se paga em São Paulo.  Você pode encomendar pelo <a href="http://www.artkouros.com.br" target="_blank">site</a>.</p>
<p>Agora, siga para Nova Roma pela estrada de terra. Esta é feinha, e não tem nada de especial. Chegando a Nova Roma, pergunte pela Estrada de Veranópolis. Esta com certeza é uma das estradas mais bonitas que conheço no Brasil. A estrada passa por vinhedos, algumas casas de pedra, e se você der sorte vai ver diversos pássaros como carcarás e gaviões, e com belas vistas para o Vale do Rio  das Antas.  As paisagens são espetaculares, e a vista da serra é magnífica.</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras17.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9136" title="Casa de pedra na estrada de Nova Roma a Veranópolis" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras17.jpg" alt="Casa de pedra na estrada de Nova Roma a Veranópolis" width="569" height="232" /></a></p>
<p>Siga descendo a serra, até chegar ao ponto mais charmoso da estrada: a balsa do &#8216;Muque&#8217;, onde o seu Antônio vai levar você no muque para o outro lado do rio&#8230;</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras19.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9137" title="A balsa do muque" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras19.jpg" alt="A balsa do muque" width="570" height="296" /></a></p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras18.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9138" title="O muque do seu Antônio" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras18.jpg" alt="O muque do seu Antônio" width="570" height="350" /></a></p>
<p>Depois da balsa a estrada descortina um lindo vale e, 20 quilômetros depois, você chega novamente a Veranópolis.</p>
<p><a href="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras20.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9139" title="Depois da balsa" src="http://www.viajenaviagem.com/wp-content/uploads/2010/02/toscabras20.jpg" alt="Depois da balsa" width="570" height="275" /></a></p>
<p>É hora de voltar e, como se diz no sul, pegar a &#8216;faixa&#8217; (estrada asfaltada) para entregar o carro em Caxias.</p>
<p>Você vai se sentir triste, melancólico, com aquela sensação de &#8216;quero mais&#8217;, e achando que deveria ter ficado mais um pouco&#8230;. Mas, não é isto que caracteriza as viagens que não saem da nossa lembrança?  Se você se sentir assim, como eu me senti, tenho certeza que foi uma viagem que valeu a pena.</p>
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