Curitiba

Primeira da classe

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Organizar o trânsito, encontrar uma fórmula eficiente para o transporte público, multiplicar os espaços verdes não foi o bastante. Ao tornar-se uma metrópole-modelo, Curitiba aproveitou também para se lançar como uma cidade turística.

Junto com os corredores de ônibus e os parques vieram novos cartões postais, como a Ópera de Arame, o Palácio de Vidro do Jardim Botânico – e, recentemente, o Museu Oscar Niemeyer. As tradicionais cantinas de Santa Felicidade hoje são apenas um fecho folclórico para tours repletos de atrações.

A trabalho ou a passeio, é um prazer descobrir que existe uma grande capital brasileira que funciona tão bem.

Quando ir

O inverno é bastante frio e relativamente seco. Uma excelente combinação para curtir a culinária dos imigrantes ucranianos, poloneses, alemães e italianos – e tomar um submarino, o chope com um petardo de steinhäger tradicional do Bar do Alemão, no Largo da Ordem.

Na primavera e no verão a umidade aumenta.

O outono é perfeito para curtir os parques e pegar o tempo mais firme no litoral, a pouco mais de uma hora de viagem.

O maior evento cultural acontece em março: o Festival de Teatro de Curitiba.

Como chegar

O aeroporto fica em São José dos Pinhais, a menos de 20 km. Recebe vôos diretos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro, Campinas, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina, Florianópolis, Porto Alegre, Caxias do Sul, Belo Horizonte, Brasília, Assunção, Buenos Aires e Miami.

Por via rodoviária a cidade está a 400 km de São Paulo (apenas 30 kmnão estão duplicados). Joinville está a 110 km; Balneário Camboriú, a 210 km; e Florianópolis, a 300 km.

O melhor acesso à Ilha do Mel é no Pontal do Sul, a 120 km; desça pela estrada para Paranaguá.

Onde ficar

Há grande concentração de hotéis entre o Centro velho e as imediações da Estação Rodoferroviária. Perto da estação (que tem um shopping anexo) ficam os minimalistas-baratinhos CWB Express e Ibis Budget Curitiba Centro, além do Slaviero Conceptual Rockefeller, que faz a linha hotel-butique.

A zona hoteleira mais nova e agradável, porém, está na região do Batel. Por ali você vai estar junto ao comércio mais sofisticado e à vida noturna mais animada da cidade. Na zona mais bacana estão o Quality Hotel Curitiba, o Slaviero Conceptual Full Jazz, o Transamerica Prime Batel, o Bourbon Batel Express, o Radisson, o Mercure Sete de Setembro e o Ibis Curitiba Batel. Nem tão no miolinho, mas ainda em lugar agradável, encontram-se o Pestana Curitiba, o Slaviero Executive Batel e o Four Points by Sheraton.

Existem também hotéis na região do aeroporto, como o Bourbon Dom Ricardo, o Tulip Inn São José dos Pinhais, o Howard Johnson e o Ibis Curitiba Aeroporto, próprios para quem vai trabalhar na região metropolitana.

Em qualquer uma dessas regiões as diárias baixam no fim de semana.

O que fazer

A Linha Turismo, um ônibus turístico de dois andares, vai do Centro a Santa Felicidade, passando por todos os parques e museus (não perca o Museu Ferroviário, o Museu do Perfume e o Memorial Ucraniano).

À noite tome a direção do Batel, um bairro central com inúmeros bares e restaurantes, muitos deles lado a lado na rua Bispo Dom José (continuação da avenida Batel).

Na primeira oportunidade que tiver, pegue o Serra Verde Express, que vai serpenteando pela Serra do Mar até a cidade histórica de Morretes (onde você pode experimentar o autêntico barreado).

Curitiba no Viaje na Viagem

1 comentário

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Rejane
RejanePermalinkResponder

Cidade charmosa!