Montevidéu

O que fazer

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

O básico de Montevidéu cabe num fim de semana. A partir do terceiro dia, já dá para dar um pulinho (ou esticadinha) a Punta del Este ou visitar uma das bodegas (vinícolas) dos arredores. (Para Colonia del Sacramento, recomendo ou pernoitar, ou fazer um pit stop a caminho de Buenos Aires.) Ficando mais dias, fique de olho na programação cultural, que é intensa.

Ciudad Vieja concentra as principais atrações turísticas. Pegue um táxi até a Plaza Independencia, onde está o edifício mais fotografado da cidade, o Palacio Salvo (os paulistanos me entenderão: é o edifício Martinelli de Montevidéu). Quase na esquina da praça fica outro ícone, o Teatro Solís, que oferece uma excelente visita guiada (o primeiro horário é às 11h, na 4ª, 6ª, sábado e domingo; confirme os horários aqui). Saindo pela viela Bacacay, você chega à calle Sarandí, o calçadão principal do centro velho. Ali fica o museu Torres García, dedicado ao mais importante artista uruguaio. Na paralela de trás, a Rincón, entre Mitre e Gómez, encontra-se uma curiosidade: o Museo Andes 1972, devotado à história do vôo que caiu na cordilheira. O histórico Café Brasilero está ali perto, na Ituzaraingó quase esquina com 25 de Mayo. Siga descendo pela 25 de Mayo ou pela Rincón; passe pela praça mais bonita da cidade velha, a Plaza Zabala, e vire à direita no calçadão da Pérez Castellano: este é o caminho que leva até o Mercado del Puerto, a atração número 1 de Montevidéu, onde vale a pena esperar por um lugar no balcão da churrascaria El Palenque para ver sua carne preparada ao vivo, na sua frente, pelo asadorna grelha inclinada. (Outras opções para almoçar no centro velho: o WaSa -- de comida fusion em conta -- na Zabala entre Sarandí e Buenos Aires; o Es Mercat -- excelente para peises --, na Piedras esquina Colón, a uma quadra do Mercado; e a cafeteria Sinestesia, para lanches com qualidade, na Yacaré em frente ao Mercado). Ao lado do Mercado, com entrada pela Rambla (a avenida do porto), está o pitoresco Museo del Carnaval.

Uma boa continuação de passeio é pegar, no finzinho do calçadão da Yacaré (a uma quadra do Mercado) o Bus Turístico, o ônibus de dois andares que faz a ronda das outras atrações de Montevidéu, num percurso de 2 horas e 15 minutos. As estações que valem a parada (lembrando que o próximo ônibus passará uma hora mais tarde) são o Jardín Botánico, o Estádio Centenário e o Parque Rodó. (O ônibus também pára no Montevideo Shopping, em Pocitos e no shopping Punta Caretas.) No domingo o ônibus também tem uma parada estratégica para quem quer entrar na feira Tristán Narvaja. O ônibus custa 494 pesos por 24 horas (R$ 62) e 720 pesos para 48 horas (R$ 90). No terminal do centro velho aceita-se dinheiro; mas também dá para comprar a passagem com o motorista, em qualquer parada, com cartão de crédito.

Para quem quer fazer menos paradas e chegar até Pocitos, existe agora um concorrente, o BuqueBus Turístico. Faz o roteiro em 1h45, percorrendo o centro e a orla até Carrasco, onde tem parada no Cassino. Custa US$ 12 (compre na bilheteria do terminal Buquebus) e tem três saídas, às 11h, 13h e 15h. O último ônibus passa pelo Cassino às 16h05.

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Volte ao centro numa sexta ou sábado a noite para ouvir tangos no Baar Fun Fun; se puder, fique até o início da madrugada, quando sempre tem uma sessão de candombe, a salsa uruguaia. No domingo, a feira Tristán Narvaja (de hortaliças, bichos, antigüidades e cacarecos) é imperdível. Em janeiro, nos domingos ao entardecer, é possível participar dos ensaios das troças de carnaval uruguaias, as murgas, nas ruas do barrio Sur.

As ruas arborizadas e o calçadão à beira-rio (ou, como querem os montevideanos, à beira-mar) de Punta CarretasPocitos Buceo são ótimos para caminhadas. Nesta região estão os restaurantes, bares e shoppings da cidade (o melhor é o Punta Carretas).

O bairro chique de Carrasco também vale uma escapada -- aproveite para fazer uma fezinha no Casino Carrasco ou, melhor ainda, passar a última noite na cidade no elegantérrimo Sofitel Carrasco.

Há várias vinícolas (bodegas, em espanhol) nos arredores de Montevidéu. A mais próxima é a Bodega Bouza; dá para ir de táxi. No município vizinho de Canelones as mais bacanas são a Juanicó e a H. Stagnari; um remise (carro com motorista) custará em torno de 200 dólares para qualquer uma das duas. Em todas as vinícolas, é necessário fazer a reserva da visita. É também possível almoçar, também mediane reserva.

Como disse no início deste texto, Colonia del Sacramento, a duas horas e meia de ônibus, é muito longe para um bate-volta; visite a cidade a caminho de Buenos Aires, ou durma lá uma noite pelo menos. É possível passear em Punta del Este de carro; mas no verão o bacana é ficar uns dias por lá.