São Luís

O que fazer

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Ricardo Freire
por Ricardo Freire

São Luís: o que fazer

Você vai precisar de pelo menos dois dias inteiros para cobrir o essencial de São Luís: o centro histórico e um bate-volta a Alcântara (preferencialmente, com pernoite por lá). Dias suplementares servem para pegar praia, ficar mais tempo em Alcântara, voltar ao centro histórico ou dar um pulinho em Raposa, para ver as rendeiras de bilro.

  • Vale a pena alugar carro em São Luís?

Só se você totalmente alérgico a andar de táxi. Dentro de São Luís, as distâncias são curtas -- e com os aplicativos para chamar táxi (incluindo Uber), viver sem carro ficou muito mais fácil. (É bom considerar também a possibilidade de blitze de lei seca.) Como a Alcântara você vai de barco e nos Lençóis um carro é inútil (todos os passeios são feitos de jardineira ou jipe, e apenas veículos credenciados com guias idem podem entrar na área do parque), alugar carro em São Luís não faz muito sentido. Se for fazer o passeio a Raposa e não quiser pegar tour nem ir de buzão, aí alugue para o dia.

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  • O Centro Histórico de São Luís

Rua do Giz

Rua do Giz

Boa notícia: na nossa última visita, em junho de 2017, encontramos o centro histórico bem mais cuidado do que nos anos anteriores. Ainda há muito por restaurar (e por re-restaurar), mas a sensação de decrepitude se dissipou. O melhor do lugar continua sendo os casarões transformados em centros culturais. A noite só vale pelos agitos da sexta-feira.

Casa da Festa

Casa da Festa

O museu mais interessante é a Casa da Festa, ou Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, que joga uma luz sobre o tambor-de-mina, a vertente maranhense do candomblé. O andar dedicado ao bumba-meu-boi ajuda explicar por que Joãosinho Trinta só poderia ter nascido no Maranhão.

Um ótimo complemento à Casa da Festa é a Casa de Nhozinho, dedicada à obra e à influência de Mestre Nhozinho, um grande artista popular maranhense que criava obras-primas mesmo sofrendo de uma doença degenerativa. O lugar também recebe exposições culturais.

Muito pertinho você encontra a Casa das Tulhas (rua da Estrela entre Portugal e Feira). De manhã ainda dá para pegar todas as bancas vendendo produtos fresquinhos; as barracas de comida e de artesanato ficam abertas até o fim da tarde (domingo, até as 15h). É um ótimo lugar para comprar presentinhos, como garrafinhas de tiquira, a aguardente -- roxa! -- de mandioca, ou sacos da farinha grossa que é típica do Maranhão e da Amazônia.

Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho

  • Rua do Giz, 221 | Tel.: 98/98/3218-9926 | Abre de 3ª a 6ª das 9h às 18h, sábado e domingo das 9h às 17h; fecha 2ª | Grátis

Casa de Nhozinho

  • Rua Portugal, 185 | Tel.: 98/98/3218-9951 | Abre de 2ª a 6ª das 9h às 18h, sábado das 9h às 17h, domingo das 9h às 13h | Grátis

Dois lugares recomendados para a parada do almoço: o Cafofinho da Tia Dica (Travessa marcelino de Almeida, 173, tel. 98/98706-5089; abre diariamente sem interrupção entre almoço e jantar), que prepara um belo arroz com frutos do mar ao leite de coco (o 'arroz do cafofo'), e o Restaurante-Escola Senac (R. de Nazaré, 242, tel. 98/3198-1100, abre para almoço até as 15h; 6ª também jantar; fecha domingo), que serve um buffet que inclui especialidades maranhenses.

Teatro Aluísio Azevedo

Teatro Artur Azevedo

Para ver os resquícios da vida aristocrática da São Luís antiga, visite o Teatro Arthur Azevedo; quando fizer a visita guiada, verifique se não há nenhuma apresentação para os dias em que você estará na cidade; voltar à noite para ver o teatro em funcionando é o ideal.

Museu Histórico e Artístico

Museu Histórico e Artístico

Duas quadras para cima, vale entrar no Museu Histórico e Artístico, não só pelo acervo de mobiliário e documentos de época, mas pela oportunidade de entrar num casarão bem preservado em pleno centro histórico.

Teatro Arthur Azevedo

  • Rua do Sol, 180 | Tel.: 98/3218-9900 | visitas guiadas: 3ª a domingo às 14h30, 15h30 e 16h30 | R$ 5

Museu Histórico e Artístico do Maranhão

  • R. do Sol, 302 | Tel.: 98/3218-9920 | (Abre de 3ª a 6ª das 9h às 17h, sábado das 9h às 16h, domingo das 9 às 14h; fecha 2ª | R$ 5

Se quiser encontrar tudo aberto e funcionando no centro histórico, vá entre terça e sexta, à tarde (lembre-se de encaixar a visita ao Teatro Artur Azevedo às 14h30, 15h30 ou 16h30). A sexta-feira é o melhor dia, já que no fim da tarde acontecem apresentações tambor-de-crioula, na praça Nauro Machado, pertinho do Mercado das Tulhas.

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  • Bumba-meu-boi em São Luís

São Luís bumba meu boi

A temporada do bumba-meu-boi começa no fim de maio, com os ensaios, tem seu auge em junho (é uma festa junina!) e se encerra em julho, com os enterros dos bois. Mas o bumba-meu-boi só é um acontecimento 'de rua' nas comunidades que mantêm os bois.

Em São Luís, as apresentações acontecem na segunda quinzena de junho, em arraiais espalhados pela cidade, com programação noturna. Não, você não vai topar com bois desfilando pelas ruas do centro histórico -- não é assim que a coisa acontece.

Há dois arraiais na área central: o Arraial da Praça Maria Aragão, em frente à Igreja Nossa Senhora dos Remédios (com atrações diárias) e o Arraial da Praça Nauro Machado, no coração do Centro Histórico (com atrações às 6ªs e sábados). O arraial mais próximo da zona hoteleira da Praia Grande/Calhau é o Arraial do Ipem (com atrações diárias). A entrada é gratuita.

Os bois se apresentam sobre um grande tablado no arraial, como um show. Ou seja: o formato é mais de festa de São João do que de carnaval, mesmo. A vantagem dos arraiais é que são ambientes bastante seguros, freqüentados por famílias com crianças pequenas.

Leia mais:

  • As praias de São Luís

Praia de São Marcos

São Marcos

Infelizmente as praias de São Luís costumam estar impróprias para banho. Até a página de balneabilidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente foi tirada do ar.

A título de curiosidade, então: as praias típicas do litoral brasileiro voltado para o norte: retas, com faixa de areia larga e grande variação de maré -- por isso, ótimas para caminhar na maré baixa, quando aparece a areia mais dura. A cor varia do azul na época seca (segundo semestre) ao café com leite na época das chuvas (primeiro semestre).

Ponta d'Areia

A praia junto aos hotéis da Ponta d'Areia é mais próxima do centro e por isso a mais popular (em todos os sentidos). A água é mais calminha.

Calhau

Calhau

Passando o farol, começa a praia de São Marcos -- e com ela, a avenida Litorânea e seu calçadão à beira-mar, que continua pela vizinha praia do Calhau, a mais extensa (e famosa) da cidade. São Marcos é point de surfistas; o Calhau é mais família.

Biana

Biana Bistrô

O calçadão tem alguns quiosques mais transadinhos, como o L'Apero (av. Litorânea, módulo 4A, tel. 98/3227-8121) e a Barraca do Chef (av. Litorânea, 1A, tel. 98/3235-4440). Para almoçar (ou jantar) quase dentro da praia, vá ao Biana Bistrô (av. Litorânea, módulo 11, tel. 98/981-810-074). Mas se a idéia for só um suco ou um lanche saudável, passe no Desfrut Praia (av. Litorânea, próximo à av. Calhau, tel. 98/983-333-330).

Quando a avenida Litorânea termina vem um trecho conhecido como Caolho, tranqüilo e residencial. As praias seguintes, Olho d'Água e Araçagi costumam ser tomadas por carros e aparelhos de som em último volume -- o Araçagi chega a ter trânsito e cruzamentos na areia. Fuja.

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  • Reggae em São Luís

Bar do Nelson

O melhor lugar para um visitante ter a experiência do reggae à moda do Maranhão e no Bar do Nelson, que fica no finzinho da praia do Calhau e funciona toda 5ª e sábado (av. Litorânea, 135, tel. 98/988-403-196).

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  • Alcântara: bate-volta ou pernoite?

Alcântara

A 1h20 de viagem (turbulenta) de barco, Alcântara é, na minha opinião, o ponto alto de uma visita a São Luís. Seu casario está mais bem-conservado, e suas ruínas são ruínas mesmo, com aparência, textura, imponência e pose de ruínas -- não simplesmente prédios em mau estado como os do centro histórico da capital.

A imensa maioria dos visitantes vai e volta no mesmo dia. Não é o melhor esquema. Você passa o dia como um sem-teto, com sol inclemente na moleira, fotografando as belezas de Alcântara sob uma luz que embranquece as fotos. Provavelmente vai achar tudo lindo de todo jeito, mas voltará para São Luís achando que a cidade é fantasma.

O que os turistas que bate-voltam não sabem é que a cidade acorda depois que a lancha da tarde parte -- não porque esteja querendo se ver livre dos turistas, mas porque é com o sol baixo que fica bom sair à rua.

Quem pernoita tira fotos mais bonitas ao entardecer (e de manhã cedo), pode descansar na pousada depois do almoço e, se ficar mais um dia, pode tirar um dia inteiro para curtir praia (e fazer o passeio da revoada dos guarás ao pôr do sol).

As embarcações para Alcântara saem do cais da Praia Grande, junto ao centro histórico. Os horários variam de acordo com a maré. A viagem leva 1h20 e custa R$ 15 (junho/2017).

O barco ('iate') Luzitânia, que é de madeira, é a única embarcação que informa seus horários pela internet (clique aqui). Suas saídas são no início da manhã, com volta normalmente no meio da tarde. O Luzitânia aceita reservas por WhatsApp (+5511/988-691-062). O catamarã Lua Nova, que é de fibra de vidro, também sai de São Luís pela manhã. Confirme horários pelo tel. 98/991-112-657. O barco ('iate') Barraqueiro, de madeira, é o único que sai à tarde de São Luís e volta de manhã de Alcântara. Confirme horários pelo tel. 98/991-585-834.

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  • Raposa e São José de Ribamar

São Luís divide a mesma ilha (Ilha de São Luís, ou Tupaon-Açu) com mais três municípios. Dois deles têm vilarejos de pescadores que rendem bate-voltas (em dias separados ou no mesmo dia).

A 30 km de São Luís saindo pela Av. dos Holandeses, Raposa entrou no mapa turístico por conta de dois atrativos: o Corredor das Rendeiras, onde rendeiras produzem e vende artigos em renda de bilro, e o passeio de barco à ilha Carimã, onde se encontram paisagens semelhantes às dos Lençóis Maranhenses (apelidadas de Fronhas Maranhenses) -- mas sem a mesma cor de águas das lagoas dos Lençóis. O passeio de barco só pode ser feito durante a maré cheia.

A 30 km de São Luís pela MA-201, São José de Ribamar é a 'capital religiosa' do Maranhão. Seu maior atrativo é uma estátua gigante de São José.

A distância entre os dois vilarejos é de 27 km. Agências de São Luís vendem o passeio combinado (incluindo o passeio de barco) desde R$ 80.

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  • Seguindo viagem aos Lençóis Maranhenses

Santo Amaro do Maranhão

Vale a pena esticar aos Lençóis Maranhenses durante os três meses em que há sol e lagoas com bom volume d'água: do fim de junho ao fim de setembro.

Para roteiros prontos e detalhes de deslocamento, clique:

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2 comentários

Marisa Andrade

Ricardo, lendo avidamente seus relatos me vi passeando e percorrendo o centro histórico e os casarões antigos de São Luís. Como ´tem sido bom contar com suas dicas e sua ajuda... Estou em contagem regressiva pois daqui a 29 dias estaremos em São Luis pela primeira vez e estou me preparando, pesquisando, lendo e assistindo tudo que posso sobre esse destino. E agora, neste momento por ter lido o que você escreveu sobre Alcântara... resolvi ficar lá por uma noite. Amo fotografar e sei que as melhores fotos de São Luis virão de lá. Suas dicas estão acrescentando e muito à nossa viagem. Obrigada, Ricardo!!!

Heloisa
HeloisaPermalinkResponder

Acompanho seu blog e consulto sempre o site e, por isso, vindo a São Luis a caminho dos Lençóis, reservei um dia para ir a Alcantara. Liguei para o Luzitania e fui informada que, sendo sábado, não era preciso reservar ou comprar a passagem com antecedência. Ainda assim, por precaução, mandei uma mensagem por whattsapp pedindo a reserva e, como resposta, me pediram os nomes dos passageiros, o que atendi imediatamente. No dia seguintr, chegamos no cais 15 minutos antes do horário da partida e fomos recebidos por um funcionário que, grosseiramente, duvidou que eu tivesse reserva e disse que o barco já estava lotado. Quando peguei o celular para provar que tinha reservado, vi que havia uma resposta, enviada às 6:10hs daquela manhã, dizendo que a reserva só seria garantida àqueles que chegassem 30 minutos antes da partida do barco. Fim da história: perdemos a chance de ir a Alcantara porque não havia outra opção disponível. Lamento não ter aceitado um pacote vendido pelas agências por R$120,00 com traslado em catamarã, certamente mais confortável e mais garantido do que o Luzitania.

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