1 USD = 1 CD

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Não, não é que eu achei um lugar pra comprar disco pirata a 2 reais.

É que ontem, pela primeira vez desde 1976, o dólar canadense (na verdade CAD, não CD — desculpaê) equiparou-se ao dólar americano (USD). Apelidado de “loonie“, por ter a figura de um pato canadense chamado loon na moeda de 1, o dólar canadense passou décadas valendo bem menos que o americano. Em 2003, um loonie valia apenas 65 cents de greenback (o dólar ianque).

A paridade dos dois dólares é mais um sinal da contínua desvalorização do dólar nos últimos tempos. Ontem o euro atingiu a cotação de 1,40 dólar. Há três meses, um euro comprava 1,34 dólar.

Para felicidade dos turistas americanos (e nossa, também), o dólar não tem se desvalorizado frente ao peso mexicano: continua cotado a pouco menos de 11 pesos.

Mas, vejam só, tem-se valorizado um pouco contra o peso argentino: há três meses um dólar comprava 3,07 peso, e hoje compra 3,13.

Já contra a libra, o dólar tem se mantido estável: uma libra valia 1,99 dólar há 3 meses, e hoje vale exatos 2 dólares.

Aproveitei que estava no Oanda.com e conferi o comportamento do real frente a várias moedas. Devem ser taxas interbancárias, mas pelo menos dão a tendência:

Real x Peso argentino: 1 real = 1,68 peso (há três meses: 1,61)

Real x Dólar canadense: 1 CAD = 1,84 real (há três meses: 1,78)

Real x Peso mexicano: 1 real = 5,91 pesos (há três meses: 5,64)

Real x Baht tailandês: 1 real = 17,31 bahts (há três meses: 17,07)

Real x Rúpia indiana: 1 real = 21,45 rúpias (há três meses: 21,45)

Real x Euro: 1 euro = 2,60 reais (há três meses: 2,55)

Real x Libra: 1 libra = 3,72 (há três meses: 3,79)

Real x Dólar: 1 USD = 1,86 real (há três meses: 1,90)

Ou seja: o real tem se valorizado frente ao dólar, ao peso argentino, ao peso mexicano e até (um pouquinho de nada) frente à libra; acompanhou a desvalorização do dólar frente ao euro e ao dólar canadense; tem ficado na mesma contra a rúpia e o baht.

41 comentários

Olá a [email protected]!

Fui cotar hoje o preço do dólar turismo no Banco do Brasil aqui da minha cidade e cheguei aos seguintes valores:

Dólar americano R$1,65. Dólar canadense R$1,69.

Vale a pena comprar o americano e converter mais uma vez no Canadá pela diferença de R$0,04?

Ricardo, você que voltou há pouco do Canadá sabe me dizer se eles aceitam os cartões brasileiros para compras em débito? É tranquilo fazer saque por lá?

Desde já agradeço!

    Olá, Diego! O Ricardo Freire não recomenda levar dinheiro vivo. É arcaico e perigoso.

    Cada nova operação de câmbio que se faz é um pouco mais que você perde. O freguês nunca sai ganhando numa operação de câmbio.

    O Ricardo Freire recomenda levar uma reserva de moeda forte (tipo 300 ou 500 dólares), habilitar o cartão de banco para saques internacionais para gastos do dia a dia, e demais gastos em cartão de crédito ou débito internacional. O Ricardo Freire recomenda fazer um Visa Travel Money para ter no mínimo como plano B e sair de qualquer enrascada, já que pode ser carregado do exterior.

    Faça um Visa Travel Money com carga baixa, se não aceitarem o seu cartão de débito do banco você carrega o VTM à distância e em 24 horas já pode usar.

Oi, Ricardo!

Alguém pode dar alguma dica sobre como trocar reais por dólares canadenses? Algum banco no próprio aeroporto de Toronto?

Grande abraço e obrigado!

Rossi

Acabei de voltar de 16 dias pelo Canadá que não é outro país, é outro planeta não só pelas cores desta época do ano como pela limpeza organização e luxo.
Apesar disso fui pessimamente tratado por um guia brasileiro que trabalha para a empresa canadense Sun & Leisure com sede em Toronto. O sujeito me discriminou em razão da minha religião, me destratou e ameaçou me abandonar numa estrada, tudo porque reclamei do fato dele estar dirigindo a 150km/h numa van com 8 pessoas a bordo! Fosse no nosso Brasil ele teria sido preso em flagrante por crime de preconceito religioso, mas lá, no primeiro mundo a polícia me disse que não era nada demais…
Fica o aviso para quem pretende comprar pacote. Cuidado com a Sun & Leisure pois o serviço é péssimo.

Concordo com o Jorge, há pousadas no Brasil mais caras que bons hotéis na Europa. Acho injustificável.

Carla, estou aqui na corrente positiva VNVética. Isso mesmo, repete como mantra ..vai sair 😉

Lucia, ainda não é uma conquista, infelizmente – por enquanto sou apenas candidata… Mas estou repetindo feito um mantra: “vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo”… 😉

Daniela, se eu já estava animada, agora fiquei mais ainda!!! Quando estive na Califórnia, voei de San Francisco para Los Angeles, então não conheci nada da famosa estrada entre as duas… E Los Angeles também não me agradou, não… Fiquei hospedada em Westwood, um bairro legal, entre Beverly Hills e Santa Monica, mas mesmo assim L.A. foi meio “argh” pra mim também… 😛

Carla,
Santa Barbara é fofíssima. Ela foi destruída em um terremoto ou incêndio no final do séculdo XIX, e aí puseram ordem na casa: lá, só podem construir em estilo hacienda espanhol, pintado com cores claras, com altura máxima de uns três andares. Aí, a cidade é toda lindinha, uniforme, sem um arranha-céu para contar história (só a Court House – que é linda, e vale a visita – que é o maior prédio de lá, é um pouco maiorzinha, e dá pra subir no alto, tem uma vista linda). Até os shoppings, os malls deles, são construídos como se fossem uma vilinha, com ruazinhas no meio. Tem até um micro distrito histórico, onde você tem certeza absoluta que o Zorro vai aparecer. É uma coisa mezzo-espanhola, mezzo-mexicana, com um tempero fake-impecável americano, irresistível. A orla também é super bonita, com um pier (eu sempre acho piers super-legais, jequice minha – mas é legal, juro) e jardins na avenida beira-mar. Óbvio que não entrei na água gelada, mas a praia era bonita, com areia branquinha. E a cidade está super bem localizada mesmo, a um pulo de Big Sur (Carmel! Carmel!) e pertinho de Los Angeles (argh!).
Tomara que dê tudo certo, e que você goste de lá! Eu ADOREI Santa Barbara, e tenho certeza que você também vai gostar.

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