A reciprocidade é burra

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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E eu novamente subo no palanque para clamar pelo fim da exigência de visto aos turistas americanos (e canadenses, e japoneses, e australianos, e neozelandeses).

Desta vez, na filial deste blog lá no portal Viaje Aqui.

O texto é longo, mas se você tiver paciência vai saber por que eu entendo que a tal política de reciprocidade é (1) de meia-tigela, não servindo nem para restaurar o nosso orgulho, e (2) contraproducente, indo contra nossos melhores interesses.

E eu ainda arremato mostrando por que entendo que já exercemos a reciprocidade de maneira bem eficiente em outras áreas, e não precisaríamos do visto para revidar as aporrinhações que sofremos no consulado americano.

Como os posts do ViajeAqui não têm mais permalink, aqui vai a transcrição na íntegra:

Agências de viagem dos Estados Unidos estão em polvorosa: desde o começo deste ano, os americanos estão precisando de passaporte para viajar o Canadá, ao México e ao Caribe.

Não, você não leu mal. Os americanos passaram a ter que usar passaporte para viajar às redondezas. Até 31 de dezembro, eles podiam viajar ao Canadá, ao México e ao Caribe inteiro apenas com a carteira de motorista. Eu disse carteira de motorista.

E não foi o Canadá, nem o México, nem nenhuma ilhota do Caribe que resolveu impor o uso do passaporte aos americanos. Foi o próprio Departamento de Estado ianque, em nome da paranóia bushiana da segurança. Os americanos provavelmente continuam podendo entrar em qualquer desses países só com a carteira de motorista. O serviço de imigração americano é que não deixa mais que os americanos voltem pra casa se não mostrarem o passaporte.

Quem vai fazer a festa é Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas – que, como estados "associados" (ha ha) aos Estados Unidos, permanecem fora da exigência do passaporte. (O site da National Geographic Traveler acaba de recomendar Porto Rico como o destino de praia do ano, por não requerer a incomodação do passaporte.)

Isso mostra como é bizantina a discussão, no Brasil, em torno da exigência do visto para turistas americanos. Por causa do orgulho dos nossos diplomatas (ou seria do orçamento do Itamaraty?) e do antiamericanismo latente dos, aham, formadores de opinião, e em nome de uma tal "política de reciprocidade", erguemos uma barreira absurda ao melhor mercado emissor de turistas do mundo.

Não é que os países que não exigem visto (ou mesmo passaporte) não tenham orgulho. Eles simplesmente são pragmáticos. O turismo americano é muito importante para suas economias (como poderia ser para o Brasil). Não passa pela cabeça da República Dominicana, da Costa Rica ou do México (ou da Argentina, do Chile, do Peru ou de qualquer outro país que leve o turismo a sério) instalar um complicômetro na decisão de compra do turista americano.

O quê? Para entrar no Brasil é preciso contratar uma agência de vistos (US$ 48), pagar um visto (US$ 100) e esperar de 7 a 14 dias ÚTEIS pelo resultado? Cinco minutos depois, 80% dos turistas potenciais do Brasil nos Estados Unidos já estão de viagem decidida para o México, o Caribe ou a Argentina.

E não é porque eles sejam prepotentes ou ignorantes. Você também faria a mesma coisa.

Veja esse exemplo: passei um mês inteiro tentando convencer uma grande amiga a ir para o México. Fiz o roteiro. Peguei links dos hotéis. Falei maravilhas de cada parada. Consegui comprovar que as manifestações políticas da Cidade do México na época da posse do novo presidente eram passageiras. Garanti que Oaxaca já estava em paz novamente. Ela confiou em mim. Mas daí eu lembrei de dizer que ela teria que ir pedir visto pessoalmente no consulado mexicano. Pra quê? Dali a 10 minutos, minha amiga já estava indo pra Turquia. Embarca na sexta de carnaval. Minha amiga é um amor de pessoa. Só que, se ela puder escolher entre um lugar bacana que dificulta a viagem dela e um lugar bacana que facilita a viagem dela, ela vai pro lugar que facilita.

Aruba, que quer roubar turistas americanos de outras ilhas do Caribe, tem um terminal exclusivo para vôos dos Estados Unidos, que funciona com uma filial da alfândega americana dentro. Assim, os americanos podem despachar a bagagem para qualquer cafundó dos Estados Unidos, sem aquela chatice de fazer alfândega no primeiro pouso nos States. Esse é o primeiro argumento que um agente de viagens americano usa para vender Aruba ao seu cliente. (Imagina quanto tempo ele perde para convencer alguém a escolher o patropi.)

Em compensação, a Bolívia, semana passada, tornou-se o segundo país latino-americano com relações diplomáticas com os Estados Unidos a instituir o visto para americanos (o outro é o Brasil). Vai ser ótimo – para o Peru.

Se você apóia a "política de reciprocidade", saiba que ela é, na melhor das hipóteses, imperfeita. Meia-boca. Se é para aplicar a reciprocidade, então todo americano candidato a um visto brasileiro teria que ir pessoalmente ao consulado (hoje ele pode fazer o pedido via agências especializadas). Teria que juntar comprovante de renda, holerite, extrato bancário, recibo do imposto de renda, escritura da casa, e fazer um discurso convincente mostrando que tem laços fortes com os Estados Unidos e não vai aproveitar para emigrar para o Brasil (atualmente, nada disso é necessário. Basta uma cópia do itinerário emitida pela agência de viagem). Antes de mostrar tudo isso, o candidato a férias no Brasil teria que ficar horas na fila, sob sol ou chuva. Teria que ser tratado como gado pelos seguranças e ser humilhado pelos funcionários. Teria também que correr o risco de não ter o visto aprovado por pura implicância do examinador. Caso lhe fosse concedida a graça de vir ao Brasil, o americano em questão teria que ser obrigado a tirar o laptop da bolsa e descalçar os sapatos a cada máquina de raio xis. Se não estamos fazendo nada disso com os americanos nem nos nossos consulados, nem nos nossos aeroportos, lamento, mas essa política de reciprocidade é muito incompetente e nem para recuperar o nosso orgulho serve.

Além de meia-tigela, a política de reciprocidade é antiproducente. O meu, o seu, o nosso dinheiro é usado em incentivos fiscais e programas de desenvolvimento do turismo no Nordeste. Para que esse dinheiro gere impostos e desenvolvimento, precisamos de turistas estrangeiros. Não há vôos dos Estados Unidos para o Nordeste, porque não há americanos suficientes que pensem em tirar férias no Nordeste. Num momento em que os brasileiros estão aproveitando o real valorizado para viajar para o Exterior, e os europeus começam a achar as coisas caras por aqui, a falta dos americanos (e canadenses, e japoneses) é ainda mais sentida.

(Enquanto isso, a Argentina, que não exige visto, está entupida de americanos.)

Se você pensar, vai ver que é mentira que não oferecemos reciprocidade às dificuldades impostas pelos Estados Unidos para receber brasileiros. Nossa reciprocidade se efetiva na insegurança das nossas cidades, no caos do controle aéreo, na falta de sinalização, na falta de cardápios traduzidos, na inexistência de vendedores ou motoristas de táxi que saibam dizer os números em inglês.

Se, depois de ler tudo o que sai por aí do Brasil (e quase tudo é verdadeiro) o sujeito ainda assim manifesta o desejo de tirar férias por aqui, ele tem que ser recebido com tapete vermelho e fitinhas do Bonfim –  e não com uma burocracia burra que acaba transferindo as férias dele para o México, o Caribe ou a Argentina.

Foto: terminal de vôos não-americanos no aeroporto de Aruba. Os vôos americanos têm um terminal próprio, com alfândega americana dentro, para facilitar as coisas pros gringos.

29 comentários

Nil Breault
Nil BreaultPermalinkResponder

Ricardo.
Gostei da sua materia sobre reciprocidade, eu vejo que o americano esta se interessando bastante pela Argentina e acredite ou nao eu vejo ate reportagens sobre o vinho argentino sendo valorizado nos EUA. Veja no link abaixo que a Forbes recomenda visitar a Argentina e outros paises na America Central no ano de 2007....
http://www.msnbc.msn.com/id/16583179/

Carla
CarlaPermalinkResponder

Concordo plenamente! E digo mais, acabar com essa "reciprocidade" seria apenas o primeiro passo... Muito trabalho ainda viria pela frente para oferecer um mínimo de conforto aos gringos - os tais cardápios traduzidos que você mencionou, uns mapinhas com linhas de ônibus e metrô, funcionários de hotéis e restaurantes mais "safos" em inglês... Já cansei de ouvir absurdos do tipo "eu aprendo inglês pra ir pra lá e eles vêm pra cá sem saber português?" Dá um tempo, né? No dia em que a gente tiver que aprender russo, japonês ou turco antes de pensar em entrar num avião, adeus indústria do turismo...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Ah, esqueci de dizer... Eu ainda acho que o Brasil deveria investir em atrair os turistas japoneses!!! Que público maravilhoso para o turismo de um país - além de terem muito dinheiro para gastar (e gastam mesmo, sem pena!), são educadíssimos! Mas por ora fica no sonho... Cadê a nossa estrutura pra atrair esse povo?!!!

Ricardo Freire

Pois é, Carla, a maior queixa dos escandinavos que vão ao NOrdeste -- e adoram -- é a falta de sinalização, tradução e gente que fale rudimentos de inglês.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Nossa, a falta de sinalização é um horror mesmo!!! Eu costumo brincar (meio a sério, na verdade...) que as placas de trânsito, pelo menos aqui no Rio, servem apenas pra você conferir se "chutou" bem o caminho, porque sempre ficam localizadas bem em cima da bifurcação, da saída da via expressa e assim por diante. Ou seja, na hora em que a placa aparece, só serve mesmo pra gente saber se teve uma boa intuição ou se já pode começar a procurar o próximo retorno...

Ricardo Freire

A Argentina está com tudo mesmo, Nil. Além de estar baratíssima, usa o charme do tango com maestria (enquanto a gente por aqui esconde a bossa nova). E o vinho realmente é o que mais evoluiu nos últimos tempos no continente -- lá no Rio Grande a gente já sabia disso há algum tempo...

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Ricardo, para aformar de maneira categórica que eu concordo INTEIRAMENTE com você acerca dessa questão de visto, eu ultimamente viajei apenas para países que EXIGIAM visto e passaram a NÃO MAIS exigr vistos para brasileiros. São eles: República Tcheca, Hungria, França, Malta, Turquia. Em maio irei a DUBAI (que exige visto mas não se tem trabalho algum, pois é tirado por uma agência de viagens por fax e concedido pelo hotel do destino) justamente por não ter a chatice de ir a um consulado tirar visto e ter entrevista. Outros países que escolhi para próxima viagem, Cingapura e Thailândia, recentemente passaram a NÃO mais exigir vistos para brasileiros. Enfim, só mesmo com MUITO desejo eu iria a um país que exija visto. Um exemplo é o Canadá, um dos destinos mais interessantes do planeta, e que vez por outra sai do meu desejo de rever porque há TANTOS outros países que facilitam a vida dos turistas (ou seja ATRAEM o passageiro internacional, em vez de o afastarem, como faz o Brasil) , que vou adiando, adiando.... O Brasil faz de TUDO para afastar o turista americano e de outras nacionalidades com atitudes infantis como esta. Além dela, veja o estado de nossos aeroportos internacionais, num estado deprimente. É lamentável essa mentalidade retrógrada. O norte-americano tem TODAS as razões para exigir visto dos brasileiros, todas. Nós não temos nenhum, a não ser esse nacionalismo ufanista ridículo e ignorante. concorco em gênero, número e grau.

Gilberto
GilbertoPermalinkResponder

A reciprocidade deveria ser como você fala. Aí sim faria sentido. Do jeito que é, fica "meio mais ou menos" parece coisa feita só p/ arrecadar dinheiro. Como é fica realmente uma bobagem quase chavista (quase, por que chegar no nível dele é difícil).
Não entendo como ainda tem tanta gente (com tanto lugar interessante no mundo) que se submete a estas exigências do governo americano. Por mim não iria lá de jeito nenhum, a não ser se fosse por exigência do trabalho. Deixar meu suado dinheirinho numa terra que acha que eu sou um terrorista-imigrante ilegal em potencial? É ruim, hein!!

Ricardo Freire

Eu acho que é por aí, Gilberto. O fato de o Brasil exigir o visto, por si, não vai fazer os Estados Unidos voltar atrás. Agora... se a gente conseguisse armar um boicote -- por exemplo: um ano inteiro sem brasileiros na Disney (!!!) -- talvez conseguíssemos que pelo menos que eles nos tratassem com um mínimo de dignidade no consulado. No mais, é evidente que a burocracia da embaixada é incompetente para distinguir o turista do clandestino. Entreguem a avaliação na mão da Visa ou do MasterCard, e eles vão saber exatamente quem vai fazer o quê por lá wink

Gustavo Vasconcellos

Riq, muito boa a sua matéria. Também fico indignado, não só com a política, mas também com o Ministério do Turismo, uma vez que o nosso ministro do turismo, Walfrido, já enviou inúmeros anteprojetos com o intuito de dar fim à chamada Lei de Reciprocidade e até hoje não conseguiu nada. O fato é que somente nós temos a perder com isso, uma vez que somos um país que necessita do capital do turismo para investimentos. E não importa se as regras só poderão ser alteradas a partir de acordos de ambas as partes, era o momento de o Brasil ceder e aprender a atirar tirar vantagem, feito os nossos vizinhos.

Lena
LenaPermalinkResponder

Riq, na primeira vez que fui ao México, precisei tirar visto. Nas demias vezes, de 2002 a 2004, o visto estava suspenso, o quê era ótimo para nós, mas os mexicanos não se conformavam, já que o Brasil nunca deixou de exigir o visto deles. Acho que foi por isso que voltaram a exigir o visto de brasileiros.

Ricardo Freire

Gustavo, eles bem que poderiam aproveitar a desculpa do Pan, por exemplo... dava pra levantar a reciprocidade por um motivo de festa, nem pegava mal...

Lena, os mexicanos negam, mas voltaram a exigir visto por causa dos Estados Unidos. O esquema é o mesmo -- é preciso ir pessoalmente ao consulado. Na época chamou-se de Efeito Sol (a personagem da Déborah Secco na novela América). Se não fosse a burocracia do visto (e o tempo -- demora 15 dias pra sair!) já teriam voltado há muito tempo os charters pra Cancún.

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

Tudo bem Riq, lá vai eu de novo sendo a voz do meio contra.....

Moro em BH, tenho visto americano desde os 12 anos de idade e já fui diversas vezes aos EUA e mesmo assim tenho de ir a São Paulo renovar meu visto... Se tivesse a intenção, já tava morando lá, mas sou sempre tratado como um possível sem teto a procura de um lar na terra do Tio San. Fui inclusive levado para conversar com o oficial da emigração apenas por que não tinha anotado o endereço de um tio que estava no aeroporto para me buscar, isso antes da obrigação de informar local de estadia.... Voltava de Londres.....

Fui ao japão, tive de pedir favor a familiares para conseguir emitir o visto (única entrada) no Rio de Janeiro. Fui a Bali (na época pedia visto com antecedência) e Vietnã tive de pedir ajuda a parentes em Brasilia.

Ou peço ajuda ou pago a extorção solicitada pelos despachantes....

Não sou a favor da reciprocidade, mas do respeito entre as partes. Tudo bem que um monte de compatriotas tenham a intensão de migrar, mas já provei por diversas vezes que não tenho essa intensão. Mesmo assim continuo tendo de provar e mostrar que realmente quero!

Peço aos americanos somente respeito, o mesmo respeito que um americano pediu quando foi preso por fazer um gesto obsceno durante a foto de identificação no Brasil e bradava ser um "american citizen".

Quem somos nós para fazer gesto obsceno em qualquer emigração pelo mundo afora.

Os argentinos, por pior que esteja sua economia não precisam de visto para os EUA, Japão......mas deixa querer exigir que eles aprontam uma gritaria

No caso de Bali e Vietnã o négocio é grana mesmo, mas mesmo assim os vistos dão uma dor de cabeça. Vietnã é fechado em processo de abertura, Bali já melhorou o processo.

É necessário fazer os demais países , e nós mesmos, intender nossa situação social, mas pre-julgar todos e todas as vezes como possíveis migrantes não pode ser tolerado.

Nós não somos santos, vide o tratamento dado aos estrangeiros que tentam regularizar a situação no Brasil.

Vou aos EUA, por causa de familia e por ser um ponto importante de difusão de vôos. Mas no resto dos países a população e as belezas não podem pagar por incopetências diplomáticas

Como tudo nessa vida, nem tanto céu nem tanto a terra

Ricardo Freire

Rodrigo, desde a última crise econômica (um pouquinho antes da moratória) os argentinos voltaram a precisar de visto pros Estados Unidos, sim. Devem ter gritado, mas não adiantou. Mesmo assim, a Argentina não impôs visto aos americanos -- e hoje a Argentina está coalhada de turistas gringos.

E assim como os americanos erram ao tomar todo mundo como imigrante ilegal até prova em contrário, a gente não pode achar que todos os americanos que querem vir para o Brasil (voluntariamente, e não obrigados pelo trabalho!) são como aquele piloto da American Airlines.

Continuo achando que a única maneira de a gente protestar é, como dizem os americanos, "votando com os pés". Eu aderiria de bom grado a um boicote prolongado de turistas brasileiros aos Estados Unidos. Isso talvez quem sabe fizesse algum barulho e chegasse à mídia americana. Eles continuariam exigindo o visto wink mas quem sabe os consulados deles deixassem de ser filiais de Guantánamo mundo afora.

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

Riq,
Errei na informação, Argentino precisa de Visto para os EUA, mas gasta 15 dias em Buenos Aires para consegui-lo contra 77 em São Paulo , 25 Rio de Janeiro, 100 dias em Recife....Dados do consulado. O Pior é que agente não pode nem escolher o consulado

Ricardo Freire

Ha ha -- se pudesse a gente escolhia o de Buenos Aires! Abraço!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Hahaha... Mais um pretexto pra ir passear em Buenos Aires!!! Uau, isso é que é idéia fixa...

Roberta
RobertaPermalinkResponder

Olha, na boa, eu acho que burros sao os brasileiros que ficam se humilhando naquela embaixada, preenchendo um formulario com perguntas absurdas, pra ir fazer o favor de gastar nosso rico dinheirinho lah quando no proprio Brasil ou na Europa tem coisas muito mais interessantes e bonitas para se ver. Excluindo as pessoas que vao por motivos profissionais, acho que sao todos muito masoquistas, isso sim!
Alem de vc ser humilhado, ter que falar com aquelas tiazinhas por tras de um vidro a prova de balas como se estivesse num presidio, voce paga taxas absurdas e nao tem absolutamente garantia de que elas vao te dar um DENIED se nao forem com a sua cara ou se tiverem com TPM. Acho que merecemos um minimo de respeito, eh um total absurdo essa necessidade que eles tem de humilhar os outros.
Eu tbm nao acho que essa historia de reciprocidade eh o caminho mais certo, concordo plenamente que um boicote seria muito mais efetivo. Eh aquela historia, quando mexe com o bolso...mas enquanto tiver gente masoquista por ai, eles vao continuar fazendo o que bem entendem com a gente.

FYI: nao, eu nao tive meu visto negado pois nunca precisei tira-lo, gracas a Deus!

Breno
BrenoPermalinkResponder

Olhem mais esta! Retirada do site do consulado brasileiro nos EUA

In reciprocity to consular procedures imposed to Brazilian citizens applying to US visas in Brazil, a maximum of 20 numbers will be given out to people who come to apply personally for a visa. All others in excess of 20 will not be able to apply on that day. We strongly encourage visa applicants to do so by mail, whenever possible.

To pick up a visa in person, the hours are from 9:00am to 2:00pm.

January 26, 2006

http://www.consulatebrazil.org/visanotice.htm

Jorge Bernardes

Breno: que vergonha que isso me dá! E com a Bolívia, de onde recebemos milhares de imigrantes e temos roubados nossos investimentos, não pedimos nem documento na fronteira.

Julio Kavalkevicz

Faço minhas as palavras da Roberta.

Muitos aqui concordam com a idéia do boicote. E aí, vamos por em prática?
é claro que um número muito maio de turistas tinham que se mobilizar mas pelo menos os tripulantes desse forum não passariam por esse tipo de situação.

haydee
haydeePermalinkResponder

meu amigo estou precisando urgente do endereço do consulado americano em istanbul.se você souber, avise para o meu e-mail.estou aguardando urgente.obrigado mesmo por me ajudar nessa.

Ricardo Freire

The U.S. Consulate General in Istanbul is located at Kaplicalar Mevkii Sokak No. 2, 34460, Istinye, Sariyer, tel: (90) (212) 335-9000, fax (90) (212) 335-9102. Istanbul-specific information can also be accessed via the Consulate's website http://istanbul.usconsulate.gov/. Non-emergency e-mail messages about consular matters may be sent to email: ca_istanbul@state.gov.

Ana Paula
Ana PaulaPermalinkResponder

Sou a favor da reciprocidade. A única vez que tirei visto pros EUA foi há 10 anos e não precisei comparecer pessoalmente a lugar nenhum, me deram 10 anos de visto.
Reciprocidade é reciprocidade, se nos EUA a impressão digital é tirada de maneira moderna, acho engracado eles terem que tocar piano aqui e sairem com os dedos sujos de tinta preta. Fazer o que? Somos um país em desenvolvimento.
Se os americanos acham ruim ter que tirar visto pra viajar pra cá, que cancelem a exigência de visto para brasileiros. Tenho certeza que a reciprocidade será respeitada.
Eu me recuso a entrar nos EUA, tanto pela exigência de visto quanto pelas chances de ser convidada para um strip-search.

SandraM
SandraMPermalinkResponder

Ana, concordo com vc.
Apesar de recomendações e insistências de duas primas, recuso-me a dar satisfação de quanto eu e meu marido ganhamos para um governo estrangeiro.
Já basta a declaração de IR.
Não vou para os EUA e ponto final.
Minha filhota quer ver a Sininho???Eurodisney.
Meu filhote quer comprar aquelas parafernálias eletrônicas???Procure melhor preço por aqui ou nos freeshops da vida.
Lá eu não entro.
Já houve até um racha aqui em casa. Uma insubordinação. rs
Meu marido já tentou ir com meus filhos, bati o pé e não mudei de idéia. Resultado, ficamos todos em terra firme.
rsrs
Sério, sei q isto já está virando um preconceito e uma xenofobia, mas infelizmente, Ana, concordo com vc.
Bjs a todos,

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Ana, é eletrônico, não pinta os dedos. Um scanner, sabe?

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu não conheço os Estados Unidos.

Thiago
ThiagoPermalinkResponder

Eu não acho "burra a reciprocidade" como comentou ou autor, se os brasileiros têm que pagar 130 dolares pra entrar nos EUA e precisa de visto até pra sobrevoar o território americano em transito não é mais do que justo que eles também paguem, e que tambem tenha dificuldades pra entrar em outros países, pelo menos por uma questão de respeito, senão vira putaria, eles fazem o que querem e não pode haver reciprocidade por causa do dinheiro? É uma questão de honra!

Jackson Chaves

Prezado Ricardo Freire,

EXCELENTE a sua materia! "RECIPROCIDADE" nao existe! O que existe 'e BURRICIPROCIDADE UNILATERAL do Itamarathy em impor "barreiras" fisicas "as ja' reais economicas. O turismo Canada -> Brasil esta' falindo! Nao por nossa falta mas pelos motivos mostrados por voce! Keep going! Jackson - Calgary - Alberta (Oct 17, 2008)

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