Enquete da semana: perrengues

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Tripulação,

Adorei e anotei as sugestões que vocês deram para futuras enquetes da semana. Mas queria variar um pouquinho do assunto "destinos".

O que eu queria saber essa semana de vocês:

Qual foi o maior aperto que você passou na imigração ou na alfândega?

Eu já passei vários, mas o pior foi em 88, quando eu e meu amigo Nick desembarcamos à meia-noite em Malta, vindos da Sicília, sem visto -- que, não sabíamos, era necessário, naquela época. (Meu agente ainda não era o Rubens; até hoje quero matar aquela mulher.)

Para complicar as coisas, parece que na semana anterior tinham preso um traficante brasileiro por lá. (E se você olhar bem para a minha foto naquele passaporte, vai ver que eu não era de todo insuspeito.) Resultado: tivemos nossas malas revistadas item por item até alta madrugada. Precisei explicar as anotações do meu diário de viagem (!) e tive o solado do meu par de sapatos favorito destruído pelo fiscal.

Hoje eu sei que eles até que foram bem legais, porque deixaram a gente entrar no país -- apenas confiscaram temporariamente os passaportes e exigiram nossa presença numa repartição no dia seguinte para emitir os vistos.  Mas na hora eu fiquei prostituído da fisionomia, achando um absurdo que um paiseco como Malta exigisse visto de um paisão como o Brasil. (Viu só? E eu nem sou americano....) Tivemos sorte -- pelo certo, era o caso de passar a noite na polícia e pegar o primeiro vôo disponível para o nosso destino seguinte (no caso, Paris, já a caminho de volta para o Brasil).

E você? Em que lugar do mundo foi destratado (ou bem-tratado demais)? Conta pra gente, vai...

63 comentários

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Bem, Ric, eu nunca passei por nenhuma situação de ser destratado, humilhado ou mesmo de chegar a um país sem visto. Isto porque jamais deixei inteiramente nas mãos de um agente de viagens essas coisas, sempre fui meio viajante independente, pesquisador, fuçador. Mas, também, jamais fiz viagens em que mudei o destino repentinamente, resolvendo ir a um país não programado. A única coisa que posso dizer em relação a esse assunto é o seguinte: a postura e a forma de se apresentar no momento da imigração é que dá o tom da forma como vc será recebido (não me refiro ao que ocorreu com vc em malta, porque vc chegou ao país sem visto, e isso é outro papo), isto é, quanto mais sério, objetivo, franco, simpático e respeitoso o passageiro for, melhor será atendido e recebido. Eu, por exemplo, já vou dizendo a que fui, quanto tempo pretendo ficar, meus objetivos (turísticos) e resumo meu programa durante a permanência no país, citando hotéis e cidades por onde passarei. NUNCA tive qualquer problema ao entrar nos Estados Unidos e já fui àquele país pelo menos umas 25 vezes. Posso dizer que o país onde fui mais inquirito foi na imigração em Londres, que me pediram pra mostrar passagem aérea de saída dpo país, perguntaram quanto levava em dinheiro, se conhecia alguém no país, qual minha atividade no Brasil e uma série de outras perguntas realmente constrangedoras mas compreensíveis, afinal, sou brasileiro e conheço uma dúzia deles que foi pra Londres e ficou por lá ilegalmente. Na Turquia, quando ainda era necessário visto para brasileiros, fui atendido de maneira muito deselegante, fria, intimidativa. Na Hungria, logo após ter-se tornado não comunista, não me fiseram nenhuma pergunta, todavia olharam meu passsaporte em todas as suas páginas, verificaram todos os vistos que tinha, carimbos de entrada em outros países, consultaram cinco ou seis vezes uma tabela (devia ser uam lista negra) e, finalmente, me entregaram o passaporte sem nenhum bom dia, muito menos sem um boas vindas. O país mais desorganizado que já estive, mais burocrático e tumultuado para fazer imigração que já estive foi o Marrocos, uma verdadeira " áfrica " pra fazer a imigração, mas nenhum constrangimento. Em Malta fui muitíssimo bem recebido, com muita simpatia, mas já não se exigiam mais vistos para brasileiros. Enfim, não sou um passageiro aventureiro e meus depoimentos certamente são bem freaquinhos pra enriquecer teu blog. Abraços!

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Lamento o fizeram com S!

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Riq

Geralmente eu uso a regra de me vestir bem para evitar problemas, e assim nunca tive nenhum ... (isto sem falar no passaporte eurpeu, que ajuda bastante, uma vez encrencaram um pouco com minha esposa na Holanda, e foi so mostrar meu passaporte para que tudo se resolvesse).... Mas só para ter o gostinho, uma vez depois de um dia inteiro em Roma no verão, tinha uma conexão na Espanha e dei uma saida no Aeroporto, passando pela alfandega e migracao... Houve um pequeno interroggatorio, que eu deixei fluir ( quanto voce tem? 200 dólares! O que voce veio fazer na espanha? comer um sanduiche...)Só não fui deportado porque mostrei que tinha passagem para o mesmo dia para o Brasil... Para evitar problemas, uma calça social e camisa, resolvem... E, já ouvi falar que levar qualquer guia de viagem tambem ajuda a convencer os oficiais da imigração de que voce nao e um imigrante clandestino em potencial... e, para como todo e qualquer funcionário publico no mundo inteiro, ser educado, e reconhecere que ele é a autoridade também ajudam, assim como se as coisas encrencarem pedir para falar com um superior, ou mesmo pedir a assistencia do consulado, ou de um advogado.

Rapha
RaphaPermalinkResponder

Foi da última vez que eu fui para os Estados Unidos. Desembarquei em Dallas para fazer uma conexão para Richmond, Virginia, onde ia encontrar com uma prima que mora lá. Iamos visitar Williamsburg e depois seguir de carro até Nova York.
A cretina da agente de imigração desconfiou de um cara (eu) indo sozinho para Richmond, lugar sem grandes atrativos turísticos. Quando me perguntou o que eu fazia no Brasil e eu falei que era médico, pronto, ela encasquetou que eu estava indo para um congresso. Como o meu visto era de turista (B2) e não de negócios(B1) - necessário para ir a congressos nos EUA - estava armada a confusão. Ela insistia em dizer que meu propósto era comercial e que eu estava tentando enganar o governo americano. Para piorar a situação, o meu visto de turista de 10 anos, iria vencer dali a uns 20 dias. Não adiantava eu dizer que viria embora antes disso. Depois de muito explicar (na realidade foram uns 5 minutos que pareceram 5 horas) disse que ia me DEIXAR entrar, e me deu 6 meses de permanência(?), mas se eu fosse ficar no país além da validade do visto teria que pedir extensão!!
E a loira aguada ainda fez o favor de colcar um carimbo no meu passaporte: advised about B1. Acho que o fato de ela me fazer as perguntas em espanhol macarrônico e eu responder em inglês castiço irritou um pouquinho.
Já para Londres eu fui premiado com um overbooking da British e ganhei um up para a executiva. No desembarque, a imigração para esses viajantes de outro planeta, é feita numa salinha separada do navio negreiro: Quick Imigration, com direito a segurança na porta cobrando ingresso e tudo, só faltou a pulserinha Vip e um fotógrafo da Caras. Simplesmente não me pergunatram nada. Foi: Good Morning - carimbo - Wellcome to the UK. Parte-se do pressuposto que quem viaja além daquela cortininha é tão rico que não ficaria ilegal por lá.

Martina
MartinaPermalinkResponder

No Canadá, há uns dez anos. Eu tinha visto canadense de uma entrada, pois no consulado em SP informaram que para ir do Canadá para os EUA e voltar não era necessário visto de múltiplas entradas. Não deu outra: fui para NY e, ao voltar para Toronto, fui barrada na imigração. Eu e meu namorado fomos interrogados até sobre a pontuação do Toefl que ele havia prestado anos atrás no Canadá. Estúpidos.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Bom, problemas na imigração eu também nunca tive... Mesmo nos EUA, onde estive bem uma meia dúzia de vezes, apenas numa delas o oficial da imigração foi claramente antipático. Acho que ajuda o fato de que o meu inglês é bom de verdade - sem modéstia, né, sou professora há 20 anos - e devo passar uma imagem meio besta de quem nunca vai esfregar chão de gringo ou atender no McDonald's...

Mas tenho 2 episódios dignos do teatro do absurdo, ambos aqui pela América do Sul mesmo... No primeiro, entrei na Argentina por terra, vinda do Chile, naquela travessia dos Lagos Andinos. Pois bem, o oficial esqueceu de me dar um certo papel... No aeroporto, na hora de ir embora, o oficial deu um chilique homérico - queria porque queria saber o que eu tinha feito com o bendito papel que eu nem sabia que deveria existir!!! Por fim, provando que o papelzinho nem devia ser tão importante assim, me mandou preencher outro na hora...

O outro foi agora há um ano. Cheguei ao Chile e caí bem com um oficial em treinamento... Pois o sujeito revirou o meu passaporte de cabo a rabo, leu pagininha por pagininha, e gastou preciosos minutos do meu tempo esmiuçando com todos os detalhes, com direito a leitura óptica e tudo o mais... o meu visto canadense!!! Dá pra entender?!?

Ricardo Freire

Carla, a última vez que eu fui ao Uruguai (nossa, já faz nove anos) eu voltei de American Airlines (que na época voava para lá, na continuação do vôo de Miami a São Paulo). Pois na hora do check-in o funcionário da American que percorria a fila fazendo aquelas perguntas inúteis (foi você quem arrumou suas malas? elas estiveram o tempo todo sob a sua guarda?) ficou cinco minutos examinando o meu passaporte. Sendo que eu ia desembarcar em São Paulo -- numa viagem que dava para fazer com carteira de identidade. Quase saí do sério.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Ric, se eu estiver escrevendo muito cê avisa, tá? Falo sério! Pode avisar, SEM constrangimento algum! Olha, eu escrevo tanto quanto falo, reconheço esse defeito e não me incomodo quando me ´alertam´ sobre isso...

Ricardo Freire

Ha ha, Arnaldo, que é isso wink

Ricardo Freire

Assim como alguns de vocês, nunca me trataram mal na chegada aos Estados Unidos, não. Onde o pessoal da alfândega gosta de me parar para me fazer abrir as malas é em países latinos da Europa.

Ricardo Freire

Mas nessa viagem ao Caribe aconteceu algo engraçado. Na primeira passada por Miami -- que duraria apenas três horas até pegar o vôo de conexão -- me deram seis meses de permanência.

Na volta, quando teria que ficar dois dias em Miami antes de voltar para o Brasil, me deram um mês só.

Acho que se eles me vissem por lá outra vez me dariam uma semana, depois um dia, depois...

Andréia Nery
Andréia NeryPermalinkResponder

Perrengue não me lembro de nenhum. Mas sempre tenho medo em passar em Alfândegas! Nos EUA eu sempre me vejo sendo interrogada por aqueles agentes com caras de maus. E, uma vez, na Espanha tive que passar sozinha porque meu marido tem passaporte europeu e eu não. Ele lá na frente sem pegar fila e eu lá atrás numa fila enorme. Daí já viu mais uma vez fantasiei e achei que iria dali direto para uma salinha fechada. Ah, lembrei de uma coisa! Mas não é perrengue de alfândega. Foi no aeroporto de Cumbica. Coisas de mãe de primeira viagem. Ou quem sabe eu comprei as passagens com a sua "amiga" agente e ela não me alertou sobre a documentação das menores. Bom, estávamos eu, meu marido uma filha de seis meses e uma de um ano e três meses tentando embarcar para Comandatuba isso há 13 anos. Ao passar no embarque os agentes vieram falar que precisávamos mostrar a documentação das crianças. Não tínhamos! Se elas eram nossas filhas pra que documentação? Moço, que tipo de documentação? Eu perguntei. O rapaz olhava muito para minha caçula. EU achei estranho. Eles pediram para acompanharmos eles até uma salinha (olha aí o trauma). Lá eles perguntaram se as duas crianças eram nossas filhas. Sim. Esta aqui também? A caçula. Sim. O cara estava mesmo desconfiado da gente. Ele insistia em querer a documentação da criança. Eu cabreira. Até que ele chegou pra minha filha mais velha e perguntou quem era aquela criança. Ela disse: "É a Mumuela" (Manoela). Ele perguntou: "É sua irmã?" Ela balançou a cabeça afirmando. Ele estava intransigente. Tudo bem, iríamos perder o avião pois estávamos dispostos a voltar para o Guarujá para pegar as certidões de nascimento das crianças. Daí, vendo que estávamos sendo sinceros o rapaz confessou: "Sabe o que é? Esta criança não parece com vocês ela é muito branquinha! (minha caçula puxou ao sangue europeu do pai já minha primogênita fez valer a raça índia da mãe!) Eu precisava saber se ela é mesmo filha de vocês ou se vocês não estavam fugindo com ela!" Demos risada e falei para ele que criança não mente. Que ele podia perguntar o que quisesse para a minha filha mais velha que ela responderia. Ele perguntou o nome do papai e da mamãe. O nome da irmãzinha novamente e nos liberou. Pode?

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Também nunca tive problemas com imigração, inclusive a americana (apesar do quase chilique ao ter que tirar os sapatos pela primeira vez num vôo Miami - Paris, há 2 anos).
Porém, já tive problemas com revista de malas, uma vez em Barcelona e outra em Assunción (?!). Será que tenho cara de terrorista?
PS: Já livrei uma amiga de uma 'situação' na entrada nos EUA por Orlando...tinha 13 anos e estava indo com amigas fazer o esquema Disney-Miami (camisetas laranjas, tias e etc. e tal). Uma delas trazia uma mala cheia de guloseimas, pois não comia quase nada, uma frescura. E lascou no formulário que trazia comidas...pra quê, o cara da imigração começou a interrogá-la e ela desesperada, sem falar inglês, apelou para mim: expliquei para o senhor que ela trazia apenas chicletes, quantidades pequenas. Acho que ele confiou na minha cara de menina bem-comportada e a liberou sem problemas. Claro que depois fiquei me achando, né? (risos)

Malu
MaluPermalinkResponder

Ao embarcar de Paris para Roma o fiscal, ao passar aquele aparelhinho que apita se vc tem arma escondida no corpo, olhou muito feio p/ mim (eu estava sozinha) pois o negócio apitava cada vez que chegava perto do meu abdômen. Eu expliquei que tinha feito uma cirurgia e colocado "grampos no intestino". Como ele continuava a passar o dito cujo aparelho, eu comecei a levantar minha blusa para mostrar os cortes cirurgicos e então ele parou no mesmo instatnte e mandou que eu seguisse em frente. Foi constrangedor.

Regina Almeida

Ola Riq!Engraçado, no meu caso nunca tive nenhum tipo de aperto visitando as famosas grandes potencias: USA - tremia que nem vara verde, mas simplesmente me responderam "WELCOME TO USA"...Em Londres, fui num bate-volta para regularizar meu visto na Espanha..a mesma coisa. Agora, a minha pior experiencia foi num pais chamado CHIPRE.Também fui ao Chipre para receber un novo visto para a Russia, um visto de trabalho. Tinha uma amiga que me receberia e ficaria 1 semana. Claro que nao tinha money, 400 dolares na epoca, mas tinha minha passagem de ida e volta, casa comida e roupa lavada com minha amiga. Tinha recebido meu visto chipriota em Moscou sem problemas. Na immigraçao, o cara me pergunta sobre meu visto russo de volta...eu começo a explicar em um ingles horroroso...e nada, money? digo e claro que nao era suficiente para pagar uma passagem para o Brasil. Quem te espera? digo e eles começam a anunciar pelo auto falante...so que minha amiga tinha atrazado e ainda nao tinha chegado ao aeroporto. Saio com um policial, recolho minha mala, ele me mostra para ver se alguem me reconhece e claro NANANINANIGUEM!!!! Começo a me desesperar, me sentam num cantinho e começam a preparar minha volta a russia, somente que o problema é que nao tinha visto para entrar a Russia...Já lembro do filme TERMINAL???Pois isso!!!Terminaria dessa forma...E eis que por ajuda divina, minha amiga encontra com um amigo seu que trabalha no aeroporto e pergunta sobre o voo da aeroflot...ele comenta sobre uma brasileira que estava sendo deportada...E claro que a ajuda a entrar e provar que se responsabilizava por mim...E depois disso tudo pude entrar a linda ilha de Chipre!!!! Esse sim foi um perrengue!!!Depois de alguns anos voltei para o casamento dela, so que dessa vez ia como turista e quando o tipo da imigraçao me perguntou: money? Eu disse: 4000 sao suficientes para fazer turismo nessa ilha????Assim que minha conclusao foi: visto nao garante entrada a nenhum lugar: VISA, VISA, VISA e money abrem todas as portas....Beijocas...e essa é somente uma aventura..já te contarei algumas outras menos extremas , mas curiosas....Beijocas..Voce tá demais!!!!!!

Juliano
JulianoPermalinkResponder

OLA!
PRIMEIRA VEZ QUE ME MANIFESTO POR AQUI! rsrs
bem... não tenho tantas experi~encias assim em viajens como o "povo daí de cima", mas em Londres, ano retrasado fiquei com medo de ter que voltar pra casa sem assitir ao show da Madonna (ago/2004).
Havia entrado na Europa por Paris, depois Barcelona e, aí, Londres. Depois de ter que ficar mais de 8 horas (2 horas dentro da aeronave, da British Airlines) no aeroporto em Barcelona pois havia dado probema na porta do avião que "não fechava" e , ainda, de ter que ir para um hotel às 2h da manhã, com fome e sem ter o que comer (só as batatinhas e os refrigerantes do frigobar, pois não havia restaurante aberto no hotel e nenhum delivery nos arredores), cheguei em Londres com quase 1 dia de atraso para pegar AQUELA FILA de não europeus e pegamos uma funcionária da imigração que parece que não foi com nossa cara, principalmente pq não entendia que tínhamos ido "apenas" para o show da Madonna e ficaríamos em Londres por apenas 3 dias e na casa de uma amiga.
Nossa sorte é que ela verificou nosso visto (o americano, claro!!) umas duzentas vezes (talvez para ver se não era falso! rsrs) e depois de querer saber a noss aprofissão, quanto tínhamos de $$ e até mesmo se tínhamos cartão de crédito e saber a cor das cuecas que estávamos usando, nos liberou!! Foi um sufoco pois o objetivo da viagem quase não se concretiza.
Ano passado no último show da Madonna, meu amigo e eu preferimos assistir em Paris, para evitar o medo de não entrar em Londres novamente! rsrs

Renata
RenataPermalinkResponder

O pior perrengue foi no Mexico antes da volta do visto, tudo bem que a metade do voo ia sim tentar entrar nos EUA mas tem uma grande diferença entra um casal que ta indo pra lua de mel em Cancun e o outro sem mala e que nao sabe nem um ponto turistico do local...a imigraçao mexicana nao quis nem saber e tirou TODOS os brasileiros da fila e levou para uma salinha, la fizeram uma triagem entre os menos suspeitos...os mais suspeitos, depois me contaram, tem uma entrevista com um agente da imigraçao americana e se quiserem entrar mesmo tinham que pagar 500 dolares....e outra salinha, la o agente fez um casal tirar todo o dinheiro que levava, mostrar passagens, na frente de todo mundo com total falta de respeito, na minha vez o cara so perguntou pra onde eu ia... Puerto Escondido...e deu permanencia de 1 semana, uma amiga que estava viajando junto entrou com passaporte europeu e recebeu permanencia de 1 mes ainda teve que ficar ouvindo que era muy hermosa do agente...com tanto lugar bacana no mundo, Mexico to fora!!! A mais engraçada foi nas Ilhas Mauricio, eu nao preenchi no cartao de entrada o nome do hotel...mesmo porque eu nao tinha...e qdo o agente me perguntou eu apontei pra janela e disse que ia ficar naquela praia que tinha a cor do mar mais bonita, ai ele me falou que eu tinha que ter reserva em um hotel e tal...mas foi so o supervisor sair do lado dele que a conversa mudou ele falou...escreve ai qualquer nome de hotel e meu deu varias dicas, na hora que fui passar na alfandega o agente viu o meu passaporte brasileiro e ficou tao contente que nao me deixou ir embora antes de falar qual era o meu jogador de futebol favorito, meu time preferido no Brasil e na Europa..e ainda chamou os outros agentes pra me conhecer, afinal eu era do BRASIL...hahaha. Infelizmente os brasileiros estao com o filme queimado em varios lugares mas quando voce vai pra algum lugar que nao costuma ter tanto brasileiro a chance de ser bem recebido eh grande.

Dani
DaniPermalinkResponder

Quando? Últimas férias - outubro/novembro-2006
Aonde? Aeroporto Charles de Gaulle - Paris
Destino? Porto - Portugal
O que? Excesso de bagagem
Por que? Nada demais: tínhamos só 9 garrafas de vinho em nosso poder, meu e do marido! E as garrafas estavam nas nossas mochilas, mas.... um fiscal que cismou em pegar no nosso pé, fez com que tirássemos as mochilas das costas e pesasse as mesmas! Quando colocamos na balança, claro que o excesso estava evidente! E ainda tivemos que ouvir a piadinha:" - O que tem aí dentro, chumbo?" Ai que vontade de mandar o sujeito para todos os lugares inimagináveis... Porém a boa educação faz com que nos calemos... Resultado: EUR 96.00 por excesso!

Ricardo Freire

Ha ha, eu sabia que iam pintar histórias muito boas! Continuem mandando! wink

Renata, eu fui pro México com visto de 5 anos, emitido em regime de urgência graças a uma amiga minha que é mexicana e já trabalhou no consulado. Mas chegando lá (eu fui pra fazer um especial da VT), o fiscal me perguntou quantos dias eu ia ficar. Eu falei: 23. Então ele contou 23 dias e cravou a data-limite no visto de entrada, sem choro nem vela. (E eu também ia pra Puerto Escondido Maresias Saquarema do Embaú.)

Daniela Siqueira

Eu fui parar na bendita da salinha da imigração nos Estados Unidos, quando viajamos pra Boston, mas com escala nos EUA. Já tínhamos perdido nosso vôo direto com a United, havíamos sido encaixados num vôo lotado da Varig, e lá chegamos de madrugada (e ainda não tínhamos descoberto que a nossa mala não chegaria conosco). Eu estava com medo por conta do visto do meu marido, que ele havia tirado há uns sete anos mas nunca usado (ele aproveitou aquela época áurea em que o visto era tirado por dez anos, sem nem ter que ir no Consulado, e depois nem viajou) - ele até teve que tirar um passaporte novo, que o com o visto já tinha expirado. E eu lá, com passaporte e visto novinhos, direitinho, com direito a fila enorme e sensação de que eu tinha estado numa estação de despacho de prisioneiros judeus na Segunda Guerra (que é exatamente o clima daquele Consulado americano em São Paulo). Pois bem, na hora de passar, o Marco vai direto, e o funcionário me dá uma desculpa esfarrapada de que estavam procurando um homônimo meu. E lá vou eu pra salinha. Nunca vi tanta gente com jeito de imigrante ilegal na vida. Os atendentes chamavam as pessoas uma a uma em um espanhol horrível, e todo mundo assistia à gritaria. Demorou horrores - e lá só tinha latinos - mas depois me perguntaram o de sempre, e me liberaram. Até hoje não entendi porque me mandaram pra salinha, mas o sofrimento lá é palpável. Cheio de famílias, com crianças pequenas sendo aterrorizadas. Um péssimo cartão de visitas do país. Depois não tivemos mais problemas (fora a mala que chegou rasgada e aberta, mas isso é outra história...).
Fora isso, graças aos Santos-protetores-das-viagens, nada mais me aconteceu.

Izabel
IzabelPermalinkResponder

O que mais acho engraço é aquela pergunta óbvia que todos temos que responder: "Vc. está viajando sozinho?" Dá vontade de perguntar: "Vc. está vendo mais alguém comigo?"
A única vez que implicaram comigo foi na fronteira Canadá-US. Mas eu merecia né. Estava em Buffalo e fui para Niagara Falls no lado canadense de ônibus. Depois atravessei a ponte até Niagarra Falls Us e depois voltei ao lado canadense e depois voltei à Buffalo de ônibus. Passei na imagração 4 vezes! Ninguém vai acreditar que vc. não sabia por onde ir smile

Lena
LenaPermalinkResponder

Minhas piores lembranças foram na alfândega daqui do Brasil mesmo. A primeira, foi na volta da minha primeira viagem ao exterior, qdo o aeroporto de Guarulhos ainda não existia (!!) e, por algum motivo, não pudemos pousar em Congonhas e fomos para Viracopos. Lá, por outro motivo desconhecido, a alfândega resolveu fazer uma operação pente-fino. Isto é, abriram as malas de T-O-D-O-S os passagereiros que desembarcaram nos dois vôos que chegavam de Miami naquele momento. Como a fila era ENORME e o tempo nela tb seria enorme, eu e as pessoas que me acompanhavam, resolvemos sentar no chão (não havia assentos no recinto) e esperar o fim da fila. Assim, não perdemos o humor e em vez de reclamarmos do inevitável, passamos duas horas sentados no chão relembrando os bons momentos da viagem.
A segunda, foi na volta de uma viagem a trabalho nos EUA. Depois de um vôo péssimo da AA, cheguei com humor péssimo em Guarulhos. No vôo da Filadéfia para Miami, peguei um assento na saída de emergência cujo encosto não reclinava; mas aguentei, já que o vôo não era tão longo assim. Qdo embarquei em Miami, percebi que novamente, estava em um assento não reclinável. Depois de dizer a aeromoça, que ou ela me arrumava outro assento, ou eu passaria a noite inteira em pé no corredor com ela, fui transferida para um assento ao lado do técnico de um time de beiseball que estava no vôo. Pode imaginar o tamanho do técnico e dos bracinhos invadindo o meu espaço aéreo!! Para completar, qdo desembarco aqui, acende a luzinha vermelha da alfândega!! Com o perdão do plágio, estava mesmo prostituída da fisionomia!! Pedi ao fiscal, que me ajudasse a colocar a mala em cima do balcão, pois era muito pesada. Ele me disse que teria que carregá-la sozinha; virou as costas e só voltou 2 horas depois, qdo o último passageiro saiu do desembarque. Aí começou a sessão tortura mental. Eu estava com uma caixa, cheia de frasquinhos de amostras do produto com o qual trabalhava, além de umas canetinhas da empresa, para dar de brinde aos clientes. Ele perguntou se eu iria vender aquelas canetas; ameaçou me mandar para terminal de cargas; fez quinhentas insinuações para tentar me complicar e se afastou novamente. Eu só conseguia pensar que já eram quase 11 horas da manhã e, depois daquela viagem péssima, ainda estava sendo esperada pelo meu chefe no escritório"! Sentei no balcão e desatei a chorar em uma tremenda crise de TPM!!! Depois vi que um outro agente se aproximou daquela anta e disse: "Pelo amor de Deus, libera logo aquela mulher que está pegando muito mal ela chorando deste jeito'!!

Ricardo Freire

Lena: smile smile smile !!!

Rosa
RosaPermalinkResponder

Em 2002, quando fomos para Miami, no vôo Bsb/Guarulhos pegamos as duas últimas poltronas, embarcamos Guarulhos/Miami nas duas últimas poltronas, ainda bem que ficamos dez dias Miami/Orlando curtindo todos os parques. No dia do embarque Orlando/Nova York o tempo não permitiu a decolagem, dormimos no aeroporto (passamos a noite, melhor dizendo) e bem cedo quando fomos embarcar fiquei toda feliz com as poltronas 19 e 20, eu acho que era isso. Quando embarcamos não deu outra: as duas últimas poltronas daquele aviãozinho horrível, com direito aos famosos pretzel, aquela armadilha para entalar. Chegamos no aeroporto de Newark e a bagagem no JFK. No mesmo dia à noite nos entregaram, detalhe, as malas rachadas. No dia seguinte lá fomos nós , de van e metrô, solicitar malas novas. Com todo frio e neve, deu muito trabalho, mas no fim ficou tudo bem. Até que eu e meu marido não sofremos muito em aviões, tamanho compacto os dois, é bem tranquilo.

Lena
LenaPermalinkResponder

smile Desta experiência eu aprendi: nunca discutir com quem tem o poder. Nunca mais fui barrada, mas jurei que nunca mais chegaria de mal humor a lugar nenhum!!
Já no exterior, na minha primeira viagem a Europa, precisei de visto para França, mas não precisava de visto para os demias países. Percebi que na França o visto valia a pena, pois o tempo perdido com o agente de imigração era de no máximo 30 segundos (o suficiente para conferir a foto, dar uma carimbada e soltar um "Bonne Séjour!"). Já na Inglaterra, onde não era exigido visto, o incômodo na imigração era grande e deveria ser insuportável para alguém que não falasse inglês.
Naquela ocasião eu fui duas vezes para Inglaterra. Na primeira, desembarqui sozinha em Heathrow, a partir de Paris. Respondi todo o interrogatório,entrei e passei uma semana. Na segunda (apenas duas semanas mais tarde), voltei de carro, entrando por Dover, com um amigo nascido em Hong Kong, que tinha passaporte britânico e morava no Brasil. O fiscal quase surtou com a situação: uma brasileira que está há 3 meses na França, primeiro vem sozinha para Londres e, duas semanas mais tarde, volta com um chinês de carro!! Tivemos que contar as histórias de nossas vidas, para que ele entendesse onde tínhamos nos conhecido e porque estávamos ali naquele momento! Mas ele era do tipo engraçadinho; brincamos um pouco e passamos sem problemas!

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Certa vez, em uma viagem ao Paraguai, minha mãe comprou uma árvore de Natal fininha, dobrável, que quando desmontada era posta em uma caixa parecida com a de uma TV de tela plana: retangular e finíssima.
Eis que no aeroporto um policial pára minha mãe achando que ela havia comprado uma TV!Ele rasgou o embrulho de Natal (era um presente), a caixa e ficou roxo de vergonha ao se deparar com uma árvore de Natal.Ridículo, mas inesquecível!

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Riq, tenho um perrengue dos bons pra contar.

Em agosto de 2004, cheguei em Istambul uma semana depois da visita de nosso presidente Luiz Inácio. Vcs se lembram, era uma época que o Lula tentava estabelecer relações comerciais com uns países que historicamente o Brasil tinha pouco haver?

Bom, chegando na Turquia há duas filas. Numa você compra um selo, que é colado no seu passaporte, se minha memória não falhar, por US$ 100 ou Eu$ 100 (é, eu meu lembro que eu achei estranho não haver diferença entre dólares ou euros). Vai para a segunda fila, que é justamente quando você enfrentará o policial da alfândega.

No meu caso, era um policial muito atencioso, fã do Ronaldo (que na época ainda jogava alguma bola) e bem informado. Ele tinha lido que nosso presidente visitou seu país e tinha pedido o fim dos vistos a brasileiros. Fez algumas ligações e... ele me mandou voltar à primeira fila para ter o $ do selo de volta. Consegui entrar no país sem pagar pelo visa.

Na hora de sair, peguei um policial, que não falava inglês, que achava impossível um brasileiro ter entrado sem um visto na Turquia. Depois apareceu o superior dele e, logo, o superior do superior. Momentos de tensão, demorou pra eu conseguir passar pela alfândega da volta... mas pelo menos economizei esse dinheiro do visto.

Continuo sem saber se eu deveria ter pago o visto ou não?

Karine
KarinePermalinkResponder

Oi!

Portugal pra mim é sempre um problema. Se eu não estiver com a minha mãe ou meu padrasto (que é inglês) eles me param na hora. Fazem as mesmas perguntas: dinheiro? quanto tempo vai ficar? vai ficar aonde?, e mais algumas do tipo "vc viaja sozinha porque?", além de TODA vez abrirem a mala. Um saco. E uma das vezes eu tinha entrado na Europa plea Itália e lá eles não carimbaram o passaporte, aí na saída de Portugal o joaquim da imigração teve um chilique porque não sabia ha quanto tempo eu estava lá, depois que ele reclamou muito eu calmamente mostrei a passagem que eu só tinha passado um mês.

Aqui no Brasil também é muito chato, se dá vermelho vc é logo marginal e adoram fuçar a mala. Uma vez voltando da Europa o zé mané da alfandega do aeroporto de Fortaleza ficou olhando o meu passaporte 5 minutos e no fim perguntou "vc é brasileira?"...hã?

Agora, na Inglaterra sempre fui bem tratada, mesmo viajando sozinha. Eles fazem as perguntas educadamente e são solícitos.

Xará
XaráPermalinkResponder

Vantagens de ser funcionário de multinacional americana - e das grandes, daquelas cujos resultados econômicos abalam a bolsa. É só viajar com o crachá.

O truque não falha; na fila para falar com o oficial da alfândega dos EUA, é só colocar o crachá no pescoço. O cara sorri, pergunta o que a empresa faz no Brasil, e te coloca pra dentro.

Acho que, no fundo, eles sabem que eu trabalho pra eles... :-/

Ricardo Freire

Fernando, a corrupção dos agentes de imigração no terceiro mundo dá uma outra enquete, ha ha...

Karine, eu também sou vítima dos fiscais dos países periféricos do primeiro mundo!

Xará, acho que vou fazer um crachá da Microsoft ali na papelaria da esquina e viajar com ele para todo e qualquer lugar...

Lúcio
LúcioPermalinkResponder

Indo de trem de Dresden para Praga, recebi a visita do agente de imigração tcheco, com um tipo militar de uniforme, na minha cabine. Na época, ainda era preciso visto para entrar no país. Com aquele forte sotaque em inglês, e uma cara nada amigável, ele pediu meu passaporte. Conferiu, me entregou e saiu. 2 minutos depois ele retorna com outro agente e pede outra vez o documento. Eu digo que ele já o viu, mas o mal-humorado só repete: "Passaport!" Só fiquei imaginando aquelas cenas de cinema, com encarcerados sem motivo em prisões fétidas do Leste Europeu. Até que entendi o que estava acontecendo: o outro agente, bem novinho, devia ser iniciante e recebia orientações do veterano sobre algo do meu documento, vistos e outras coisas mais. Recebi de volta o documento e fui tranqüilo beber a melhor cerveja do mundo: Pilsner Urqüell! Ufa!

N Breault
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Ricardo, meu caso se assemelha muito com o do Arnaldo, eu nunca tive problemas com imigracao e alfandega. Eu sempre os tratei com muito respeito e o mais importante de tudo eu nunca menti para eles. Alem disso, antes de sair de casa eu faco minha licao de casa, ligo para as embaixadas, pergunto sobre os procedimentos corretos, vistos, requerimentos dos passaportes, pergunto a amigos que ja' passaram pelos paises que vou visitar, etc. sempre deu certo. Abracos, Nil

Alessandro
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Entao, Riq, aperto na alfândega eu nao tive, mas uma situacao engracada: Ano passado fui convidado para dar uma aula na Polônia, em Olsztyn. Bom, tomei meu aviao de Munique a Varsóvia, lá seria apanhado por um assistente, que me levaria de ônibus (nao, nao foi bom, nunca queira tomar um ônibus na Polônia!!!) para a bendita Universidade. No aeroporto, fui parado pela alfândega polonesa... O moco balbucia qualquer coisa em polonês e eu respondo (forca de expressao: falei o que deu na cabeca, nao sei nem se ele fez uma pergunta...), em alemao, que daria uma aula....Ele faz uma cara que nao entendeu nada e balbucia algumas palavras em inglês...Parto entao para a lingua breta e digo que vou dar uma aula... Ele queria um comprovante, que eu, claro, nao tinha... Coitado, como entrar na cabeca de um funcionário da alfândega polonesa, que um carinha, com passaporte brasileiro, falando em alemao, iria dar uma aula no norte da Polônia?!!?! Bom, mostrei o material da aula (direito romano, em alemao e italiano...) e o coitado me liberou... Obviamente que ele nao entendeu nada, mas nao deve ter me achado perigoso wink))

Alessandro
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Fernando: Para a Turquia nao precisa de visto nao, só se estiver vindo da Grécia! Um abraco!

Arnaldo FATOS & FOTOS de Viagens

Eu acabo de me lembrar de um " perrengue" que passei. Mas NÃO foi no exterior, foi no Brasil mesmo. E não foi na imigração, mas na alfândega. Vou contar bem curtinho pra não encher espaço com história bobinha: nossos eficientes fiscais da Polícia Federal de Alfândega, na chegada de uma viagem ao exterior, me mandaram passar as malas no raio x (quando calha de funcionar aqui no Brasil...), o que foi feito prontamente e sem qualquer constrangimento, porque TUDO o que tenho de valor é declarado antecipadamente ao sair do país e jamais trouxe objetos de grande valor escondidos (se os tenho, os declaro). Minha mala passou pelo raio x e notebook, palm topo, câmera fotográfica digital reflex, filmadora e toda a parafernália elotrônica que carrego comigo deram um SHOW na telinha. Sabem qual foi o comportamento do zeloso e educado, eficiente fiscal? ele disse, em voz alta, para um de seus auxiliares, para espanto meu e de TODOS que estavam atrás de mim, na fila: " ESSA MALA ESTÁ COM PROBLEMAS! Pode abrir que está com problemas", olhando pra mim! Eu respondi: quem está com problemas é o senhor, por ser mal educado e ridículo de fazer uma afirmação dessas sem ANTES checar se eu tenho comporvantes de origem... Resultado: bate-boca, quase prisão (minha, claro!) e, hora depois, uma agradável sensação de bem-estar (minha) por ter posto um bobão em seu devido lugar.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Muito boa, Arnaldo!!! É impressionante como a nossa alfândega (bom, não sei se só a nossa...) já parte do pressuposto de que o passageiro que traz valores está burlando a lei... A sensação de mostrar a documentação e calar a boca desse sujeito deve ter sido ótima!!!

Daniela Siqueira

Bom, lá vou eu de novo. Alguém já teve o passaporte furtado fora do país? No aeroporto? Graças a Deus, na viagem de volta? E vocês acham que foi em algum país subdesenvolvido, né? Lá estava eu, em plena Berlin, pegando o vôo de volta pra Frankfurt para voltar ao Brasil. E me furtam a bolsa com tudo: passaporte, passagens, cartão, tudo. E eu na Alemanha, em pleno domingo, tentando explicar pro homem da polícia alemã o que tinha acontecido (detalhe: eu não falo alemão, apesar de ter feito aula algum tempo). No final, me disseram que eu tinha que ficar em Berlin, pra ir no consulado brasileiro no outro dia. A sorte é que eu tinha o xerox do passaporte e da passagem (sabe essas recomendações que têm nos livros? Elas funcionam) e tinha viajado com o passaporte anterior, pra tirar o visto da República Tcheca (nessa época precisava). Aí reemitiram a nossa passagem com base no xerox, e o oficial alemão disse que, por ele, eu podia sair da Alemanha só com o xerox - mas ele não garantia que iam me deixar entrar no Brasil. Como assim, não iam me deixar no BRASIL?
É óbvio que eu entrei no Brasil (eu é que tive que contar o meu caso todo, pq já iam me deixando passar direto). E não é que acharam a minha bolsa jogada no aeroporto depois, com passaporte e tudo? Usei ele até ano passado... (esse passaporte gostava de mim!)

Daniela Siqueira

Com isso, aleluia, acabou a lista de perrengues que eu passei na vida viajeira... Ainda bem, nada sério.

Arnaldo FATOS & FOTOS de Viagens

Carla, vc, captou muito bem o prazer de ter calado a boca de um bobão....

Schnaider
SchnaiderPermalinkResponder

Pois eh, acabei de passar um perrengue pra entrar em Portugal! Estou aqui a trabalho, vim com mais um colega da empresa, fomos junto para a fila da imigracao, a mulher da alfandega nos olhou de cima em baixo e nos perguntou qntos dias iamos ficar, dissemos 90, ela perguntou, com que dinheiro vcs acham que vao ficar 90 dias em Portugal (tipo, se enxerguem, seus pobres), mostramos o cartao corporate gold na nossa empresa e as reservas num hotel 5 estrelas daqui, ela olhou meio a contra gosto e nos carimbou o passaporte.... tsc tsc

Beto
BetoPermalinkResponder

Tava eu em 83, minha primeira Europa, mochilão, cheio de moral. Tinha chegado em Frankfurt, ido de carona até Graz, na Áustria, e de lá até Atenas, também no dedão. Rodei a Grécia, aqueles micos de trabalhar em colheita (foram só cinco dias catando laranjas e meia jornada para ser atropelado por sacos de azeitonas; logo vi que não tinha a menor condição de erguer 50 quilos - eu pesava 55 na época, hoje são lá uns 75...). Um mexicano, colega de trabalho, me deu a dica de Istambul: lindo, barato, exótico. E ele nem precisou do visto de entrada, foi e voltou de trem e ninguém pediu passaporte.
A mula que vos escreve decidiu ir... sem visto. Fui sozinho de ônibus, mais ou menos dois dias de Atenas, lendo O Túnel, um livrinho superotimista do Ernesto Sábato. Passou a noite, a manhã e, no final da tarde, chega-se à fronteira. A Grécia de um lado da ponte, o Turquia do outro. Naquela época (talvez ainda hoje), os caras se estranhavam. A guerra da Ilha de Chipre tinha acontecido havia pouco.
Do outro lado da ponte, fizeram todos descer do ônibus. Passaportes! Cuma? Passaportes! O oficial do exército turco (plena guerra fria, Otan à toda) nem olhou pra cara daquele brasileiro insignificante, que nem chegou a esboçar um pedido pra quebrar o galho, tendo em vista o visível mau humor do milico (naquela época, a gente morria de medo de milico).
O pior foi deixar o ônibus, com um baita mochilão nas cotas, e voltar a pé os sei lá quantos mil metros de ponte até chegar no lado grego. Não sei se aconteceu, mas ouvi vaias e gracinhas dos soldados dos dois lados.
Pior foi constatar que o trânsito de veículos por ali era nenhum e não havia transporte público àquela hora (anoitecia e era inverno). Fui salvo por três caminhões franceses que me levariam por mais de 300 km (ou seriam 500?) até Komotini, a cidade mais próxima (???) da fronteira com consulado turco. Nem vale ocupar o espaço pra contar que nenhum hotel aceitava cabeludo mochileiro em Komotini e que cheguei numa sexta-feira, quando o consulado já tava fechado e só abriria na segunda, e que passei a terça inteira na estrada pedindo carona, pra só na quarta tomar vergonha e comprar outra passagem de ônibus pra ir a Istambul. Uma cidade linda, que valeu cada caloria de esforço.
Começou ali a minha admiração pela França e o meu inexorável processo de recuperação de calorias perdidas.

Marilia Pierre

sempre fui muito bem tratada nas alfândegas, bem melhor do que nas portas giratórias dos bancos tupiniquins.
mesmo sendo obrigada a descalçar os sapatos inúmeras vezes e ter a mochila/bolsa revistada na porta da aeronave, não me senti constrangida ou maltratada, tudo sempre foi feito com educação, nunca esperei uma receptação calorosa, apesar de nós estarmos passeando os funcionários da alfândega não estão e, sinceramente, prefiro um interrogatório bem feito a um louco armado com um explosivo de pasta de dente no avião.

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Não sei se minha história pode ser descrita com "perrengue de visto", mas eu conto. Enquanto morava na Alemanha, fui com meu marido a São Petersburgo. Ficamos na casa da mãe de uma amiga, hospedados no sofá-cama da sala. Tiramos o visto em uma agência de turismo especializada em Rússia de Stuttgart, onde morávamos, e recebemos um cartãozinho dizendo que teríamos que levar o papel do visto para ser carimbado em uma determinada repartição em até 72 horas depois da entrada no país.

No segundo dia, pegamos o endereço escrito em um papelzinho em letras cirílicas (obviamente ficava longe da parte central e turística da idade) e para lá fomos de metrô, seguindo a indicação da dona da casa. Achamos a rua e rodamos, rodamos, rodamos, sem conseguir achar o número da casa. Perguntamos a algumas pessoas na rua onde era o local, em inglês, mas não achamos ninguém que pudesse nos responder.

Cansados e preocupados, tentamos perguntar em inglês a uma velhinha que varria a rua, ela não entendeu nada, então mostramos o papel com o endereço; ela sorriu, nos tomou pela mão, deu a volta na quadra e seguiu pela ruazinha de trás, a numeração dos prédios continuava do outro lado. Agradecemos com a linguagem universal do sorriso, entramos no prédio e subimos ao andar indicado.

Era uma salinha com duas mesas, quatro cadeiras e uma funcionária que só falava russo. Ficamos aguardando o fulano que falava inglês e ele nos disse para deixar os passaportes lá e voltar no dia seguinte para buscá-los, carimbados. E o medo de largar os nossos queridos passaportezinhos lá, num local que não inspirava a mínima confiança? Bom, depois de uma conferenciazinha entre nós dois em português, chegamos a conclusão de que tudo bem, devia ser isso mesmo, que mais poderíamos fazer? Deixamos lá, voltamos no dia seguinte e, graças a Deus, nos devolveram os passaportes inteiros e devidamente carimbados.

Alguém sabe dizer se o procedimento russo continua sendo esse?

Dé
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O meu marido passou por uma situação absurda em Paris, embarcando para Londres, pelo Eurostar. Ele possui 2 nacionalidades: brasileiro e lituano (pelo avô dele). A policia federal francesa possui uma maquininha que verifica se o passaporte é falso ou não. Por algum motivo não esclarecido deu algum problema no passaporte do meu marido e os caras resolveram encrencar.

Um das policiais falou que isso acontece as vezes e que a maquina não é 100% confiavel. Mas o outro policial (aparentemente o chefe) ficou afirmando que o passaporte era falso, sem nos explicar o motivo, tratando-o como se ele fosse criminoso, fazendo um monte de perguntas sem sentido e simplesmente não deixou que ele embarcasse para Londres. Olhe o absurdo da situação: ele até deu para o meu marido uma prova escrita de lituano para ver se ele sabia falar lituano!!! E isso pq ja tinhamos explicado que ele possui 2 nacionalidades e que ele não falava lituano.

No fim perdemos as duas passagens (não tive coragem de embarcar deixando-o sozinho), fomos ao Consulado da Lituania perguntar qual o problema do passaporte e não havia nenhum problema. A explicação deles é que o passaporte lituano é muito visado pelos outros paises do Leste Europeu que não fazem parte da Comunidade Europeia. E que as vezes a policia erra mesmo, isso acontece.

Pô, trabalhamos, pagamos os impostos em dia, todos os nossos documentos são legais, fazemos tudo certinho como a lei manda e é isso que merecemos? Sermos tratados como bandidos, pq o policial estava de mau-humor???

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

Conheço um chará meu que é pé frio. Já foi colocado frente a frente com um traficante (cada um acusando o outro de sê-lo) por ter traços semelhantes ao dito cujo. Já foi preso na divisa da Russia e no inverno por desconfiarem de que seu passaporte emitido no consulado brasileiro nos EUA era falso, passou a noite na cadeia e saiu invocando leis de direito internacional inexistentes, além da chegada de um oficial superior...Esqueceu passaporte no cofre do hotel e só lembrou durante a inspeção no Trem...

Da minha parte só uma passada para conversar com o oficial superior da emigração por não ter na mão o endereço da casa de parentes onde me hospedaria, olha que o parente estava no aeroporto e naquela época não era necessário dar essa informação com precisão.

Fiquei do lado de um indiano algemado esperando oficial terminar o lanche. Fez uma cena toda, e eu que acabava de fazer uma viagem longa a Ásia li todo meu roteiro e ele perguntou por que viajava tanto? Respondi já meio sem saco (ia ficar só 3 dias nos EUA, Washington) que gostava e podia... Fez caras e bocas, me mandou sentar e esperar uns 15 minutos dizendo que iria chamar alguem da cia aérea para localizar meu parente, Voltou e disse: São só 3 dias mesmo, tenha uma boa estadia e me liberou... Se eu fosse terrorista em 3 dias dava pra fazer muita coisa. Ops, tinha estado em londres 3 dias antes do atentado no metrô..

Outra vez ia passar 2 dias em NYC e coloquei transito para o Japão, me deram o visto de 6 meses e não me perguntarão mais nada..... vai intender...

Eduardo
EduardoPermalinkResponder

Depois de morar por alguns meses em Florença, em 92, resolvi viajar por um mês para conhecer outras cidades da Itália e países. Como sou louco por gastronomia, comprei, ainda em Florença um tempero conhecido como "pimpinella", usado no tempero de "funghi".
Quando estava no TGV fazendo o percurso Genebra-Paris, um guarda francês pediu que abrisse minha mala e encontrou a tal especiaria, bem parecida com um orégano da vidawink. Daí pra explicar que focinho de porco não é tomada e cassoulet não é feijoada...
E ainda ganhei um carimbo no passaporte que nunca entendi: na "área reservada a autoridades brasileiras" tenho um pequeno "Brésil" estampado.

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Riq, o meu sufoco foi engraçado e até um elogio... Voltando de Los Roques, fazendo a conexão em Caracas, ainda em trajes meio-praianos (tinha passado o dia Madrizky) fui abordado por um policial carrancudo que me fez várias perguntas non-sense quase que aos berros, entre elas: O que um brasileiro com tantas praias no seu quintal tinha ido procurar em Los Roques? Quase que eu respondi: "Sabe que nem eu sei..." wink

Ricardo Freire

Bruno, isso me faz lembrar que eu tô há séculos pra contar do meu interrogatório de SAÍDA de Israel. Na saída é pior que na entrada, não é não? Na entrada pelo menos você pode desistir e pedir pra ser deportado...

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Bom Ric, nunca tive problemas pra imigrar em nenhum pais, mas por causa dessa "sorte" toda nunca carimbaram meu passaporte quando eu chegava em paris pelo CDG, resultado: da ultima vez tb não tive carimbo, e no processo de me legalizar aqui na Bélgica eu quase fui deportada pq no meu passaporte o ultimo carimbo constava uma data de 8 meses antes, e eles achavam que eu estava aqui ilegalmente esse tempo todo. Até conseguir provar que estava aqui soh 2 meses foi todo um processo doloroso, até advogado tive que contratar. Enfim o governo belga me deu um carimbo de entrada e pude me legalizar. Mas, aprendi a lição, onde quer que se va tem que EXIGIR sempre o carimbinho, nem que seja soh pra souvenir.

P.S.: pela pesquisa que fiz com outras pessoas, ja é praxe no CDG não carimbarem um passaporte...

Gilberto
GilbertoPermalinkResponder

Pô, Ricardo, agora conta essa história de Israel...

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Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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