Memorias de la burbuja de internet

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Alguém aí já era nascido na época da bolha da internet (1999-2002)? Naquela época o Uol se expandiu por toda a América Latina e chegou até a Espanha.

Me lembrei disso porque estava brauseando (!) meus arquivos e encontrei essa foto, tirada em 2000, no aeroporto de Barajas, em Madri, quando eu estava a caminho do casamento da minha irmãzinha.

O endereço www.uolmail.es não existe mais.

Mas o que eu queria saber é se "no puedes no tener" era uma construção que já existia em castelhano ou se foi simplesmente uma tentativa de globalização do slogan da Folha.

(Uma googlada rápida traz apenas 170 resultados -- a maioria deles, de rabichos de emails do finado Uol espanhol.)

9 comentários

carmen
carmenPermalinkResponder

Simplemente lenguaje publicitario, lo correcto sería: NO PUEDES DEJAR DE TENER TU E-MAIL.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Hahaha... Eu acho que você estava sendo descaradamente plagiado...wink Mas vamos ver pelo lado bom: só se plagia o que se admira, né?

Gustavo Vasconcellos

Ah, poderia ser pior. Já pensou se invés desse, fosse: “Uol e-mail. El e-mail de la tu vida”?! Seria menos original, ou descaramento demais da parte deles. E por falar nisso, há algum dono de provedor aí, de projeção internacional, que tenha gostado da idéia?! (rsrs)

Alessandro
AlessandroPermalinkResponder

Riq, vc foi plagiado em espanhol!!!! Hahahaha... Quer processar o Uol? wink Um abracao!

Ricardo Freire

Carmen, ya se me lo imaginaba wink

Alessandro, não é bem plágio -- qualquer peça publicitária é de propriedade do cliente, e o Uol é da Folha... mas de qualquer maneira, o "não dá pra" é uma construção pessoal e intransferível do português (acho até que do português do Brasil!).

Gustavo, na googlada que eu dei achei releases que diziam que o Uolmail era, sim "pra toda vida". Oh, as coisas que a gente promete...

Alessandro
AlessandroPermalinkResponder

Riq, juridicamente é controverso wink Tem uma teoria de direito de Autor, que defende um "direito de sequência": a cada novo uso da obra autoral, o Autor teria de receber por isso. wink

Ricardo Freire

Ih, mas em publicidade isso é uma bagunça, Herr Sekretär. Aqui no Brasil há um acordo tácito entre os envolvidos -- profissionais e agências -- de que os temas são do cliente. De vez em quando, quando acontece alguma separação muito litigiosa, uma agência impede que o anunciante continue uma campanha criada por ela. Mas é raro: ninguém quer ficar com fama de encrenqueiro no mercado wink

Carmen
CarmenPermalinkResponder

NO PUEDES NO TENER. La doble negación, sí existe en castellano.Se puede decir, aunque no es lo habitual, por ser muy impactante. Pero es perfecta como reclamo publicitario.

Alessandro
AlessandroPermalinkResponder

Posso imaginar, Riq... O pior é que sempre é assim mesmo, a parte mais fraca, que o Direito tenta proteger, o "autor" (o publicitário e as agências), é prejudicada...

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