Meridiã

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Eu costumo adotar o padrão local. Se os baianos escrevem Itapuã com "u", então é desse jeito que eu vou escrever. Recifense fala praia "de" Boa Viagem, e nunca "da" Boa Viagem? Então assim será.

Mas como toda regra tem exceção, confesso que nunca consegui incorporar a pronúncia carioca oficial para o hotel Méridien. O Rio chamava seu hotel mais alto de Merídiem. E se eu acompanhasse a onda, me sentiria traindo a Marie-Annick, o Chauvin e todos os meus saudosos mestres de trinta anos atrás na Aliança. O fato é que eu sempre insisti em falar "Meridiã" -- correndo o risco de passar por pedante (de vez em quando) ou ignorante (na maioria das vezes).

Agora não terei mais esse problema. O Meridiã/Merídiem, que originalmente pertencia à Air France e recentement passou para o grupo Starwood, no dia 1o. de fevereiro vai se tornar o Iberostar Copacabana. (Mas se o pessoal começar a chamar de Íbero-star, lamento, vou continuar destoando.)

Junto com o Meridiã fecha o Le Saint-Honoré, o restaurante panorâmico do 37o. andar que foi montado por ninguém menos que Paul Bocuse -- e, junto com outro restaurante de hotel (o Pré Catelan, do antigo Rio Palace, hoje Sofitel) serviu como porta de entrada da moderna cozinha francesa no Brasil. (Laurent Suaudeau veio ao Brasil para trabalhar no Saint-Honoré; Claude Troisgros, no Pré Catelan.)

O fato foi lamentado até do lado de cá da Ponte Aérea, onde o Saint-Honoré ganhou um réquiem de meia página no caderno Paladar do Estadão.

Por tudo o que representaram para a gastronomia da cidade, o Rio preza muito os restaurantes de seus grandes hotéis. Mas -- quer saber? Nunca curti muito, não. A comida pode ser excepcional, mas os lugares são desalmados. Eu não me sinto num restaurante; eu me sinto hospedado numa mesa. Não é por acaso que os melhores chefs deixam a cozinha dos hotéis e montam suas próprias casas.

Da minha implicância não se salva nem (diria mais: não se salva principalmente) o Copacabana Palace. Acho que a feijoada ou o brunch da Pérgula são uma ótima desculpa para visitar o hotel. Mas não pagaria uma fortuna para jantar no Cipriani. Tudo bem, a vista da piscina iluminada à noite vale a conta. Mas, vem cá: o restaurante do hotel mais emblemático do Rio de Janeiro precisa ser... italiano? E será que ninguém nunca vai atinar de arrancar aquele carpete horroroso de hotel americano?

(No lugar do Cipriani eu reviveria o Bec Fin, o restaurante da Praça do Lido onde Ibrahim Sued batia ponto, com cardápio criado por algum bambambã da nova cozinha carioca, como Flávia Quaresma, Felipe Bronze ou Roberta Sudbrack. E arranjava algum lugar no hotel para fazer um bar onde Os Cariocas se apresentassem quase todas as noites, recebendo convidados ilustres. "Ouvir bossa nova no Copa" teria tudo para ser o programa mais charmoso do Rio de Janeiro.)

Hoje em dia, o único restaurante de hotel que eu freqüento no Rio é o Bar d'Hôtel, do Marina All-Suites -- onde a comida, a exemplo da decoração e do público, não é séria wink

Mas claro que já estou me preparando para rever meus conceitos. Tenho certeza de que os bares e o restaurante do Fasano Vieira Souto vão ser a melhor parte do hotel.

P.S.: em seu blog no portal do Globo, Luciana Fróes conta como foi a última noite do Saint-Honoré.  

39 comentários

Dani
DaniPermalinkResponder

Ah e ontem estava na praia, de Copacabana claro, e vi aqueles aviõeszinhos com a faixa com algo do tipo: "Aguardem, Copacabana vai ganhar um IBEROSTAR".

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Riq, sinto a mesma coisa qdo falo dos hotéis Mercure e Ibis... Uma vez pernotei em Guarulhos e perguntei no aeroporto onde eu achava o transporte do Hotel Mercure (como pronuncia francesa) e me responde que eu ia encontrar a van do Hotel Mércure lah fora... Outra confusão é com o Ibis (com silaba mais forte no BIS) e no Brasil eu soh escuto I-bis... então era melhor essas cadeias de hoteis colocarem um nome mais brasileiro pra ajudar a pronuncia (rs).

Sobre o Pérgula, em fev/2005 fui levar um amigo pra conhecer e paguei (naquela época!) 8 reais por uma latinha de coca-light ! Soh a cola foi isso, imagina o resto ! Então não é mesmo restaurante pra um mero turista brasileiro como nos smile

Ricardo Freire

Ha ha, Dani, uma vez eu pedi uma casquinha de siri e acho que a conta veio 35 reais ou coisa que (não) o valha wink Vale mais a pena ir no bufê...

O problema do Ibis e do Mercure é que eles têm antecedentes em português do Brasil -- Íbis é nome de gente (e de um famoso time horrível de Pernambuco) e Mércure... bem, tem a Daniela wink

O fato é que... bem, nessa você me pegou direitinho. Eu até conseguiria falar Ibís. Mas Mérrr-cürrrr seria forçar demais a barra...

smile

Carla
CarlaPermalinkResponder

Interessante que o Bar d'Hotel, apesar de ter "hotel" no nome, não tem nada a ver mesmo com bares e restaurantes de hotel - acho um barato aquela decoração meio malucona... smile

Carla
CarlaPermalinkResponder

Ainda falando dos nomes em francês, vocês sabem como pronunciam o "Formule 1" aqui no Brasil? Ainda não tive o (des?)prazer de ouvir...

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Já que estamos no campo da linguística aplicada às viagens, Riq, o que vc acha dos pseudos-anglicismos no Litoral Norte de SP: Juquehy, Barra do Sahy, Cambury? Não que eu queria ser anti-globalização, mas não vejo muito nexo em americanizar o tupi-guarani... Logo, logo pronunciaremos "Juquerrái"?

Carla Portilho

Fernando, será que isso é anglicismo mesmo ou é português antigo? Digo porque Niterói antigamente era escrito Nictheroy, com "c", "th" e "y", mas não era por influência estrangeira, não...

Ricardo Freire

Ha ha, é grafia antiga, Fernando. Ao se transcrever nomes indígenas para o português, convencionou-se (ops!) que esse "i" final, que significa "rio", fosse grafado com "y". Quando a palavra terminava em hiato, era necessário botar esse "h", já que não dá para acentuar o "y". Mas tudo isso mudou quando o ípsilon, junto com o dábliu e o ká, caíram na ilegalidade, numa reforma ortográfica dessas.

Minha posição (sim, eu tenho uma posição até com relação a isso, quá quá) é a seguinte:

Em lugares realmente antigos e tradicionais, como Paraty, ípsilon neles.

Agora: em lugares onde até há pouco só tinha mato, e nem índio tinha, grafia moderna, sem pensar duas vezes. Juqueí, Camburi, Barra do Saí. Qualquer outra grafia é truque de vendedor de loteamento...

Ricardo Freire

Carla, acho que mais ou menos 103% das pessoas nem percebem que ali está escrito "Formule". Vai todo mundo de Fórmula Um mesmo...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Hahaha... Então foi por isso que outro dia eu lasquei um "Formule 1" num francês bem caprichado e ficaram me olhando como se eu fosse de outro planeta... grin

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Resumindo, os hotéis da Accor são confusos pros brasileiros !

Então vamos aos proximos dilemas:
como é a pronuncia do Radisson ? rAdisson, ou rEdisson (em inglês) ?
E do Caeser Park ? cEsar ou cIsar ?
E pra piorar tudo, como fala Renaiscensse ??

Ricardo Freire

Chama o Pasquale!

Bom, eu falo "Rádisson" (deve ser certo), "Cízar" (a salada também é assim) e "Renaçance" (o que é errado tanto em francês -- devia ser "reneçans" -- quanto em inglês -- se diz "renezance").

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Muito obrigada pela aula, mas soh era curiosidade mesmo, pq dindin pra me hospedar nesses hotéis mesmo eu nao tenhos (rs) razz

Lena
LenaPermalinkResponder

Eu gostei do Saint Honoré qdo conheci. Meio hotelão, concordo, mas o peixe com crosta folhada era DEMAIS!! E o bar d'hotel é TUDO!

Flavia
FlaviaPermalinkResponder

Ricardo, descobri: vc fala em baianês! (eles falam Mércure e falavam Meridiã...).
Quanto à questão dos restaurantes em hotéis: vc tem toda razão. Quem fala coisa muito parecida aliás é aquele Peter Mayle, que escreveu "Um ano na Provence" - que não gosta dos restaurantes estrelados do Michelin, porque fica aquela coisa do "culto ao chef, ao recinto", todo mundo sussurrando...perde metade da graça né? Ainda que a comida seja maravilhosa...

Ricardo Freire

Lena, você acredita que o imbecil aqui NÃO pediu o peixe em crosta folhada quando foi ao Saint-Honoré? (Eu só vim a ler sobre esse prato teeempos depois.)

Flavia, quanto ao baianês, eu não consigo abrir certos "és" e "ós". Mas o cantadinho, basta ficar uma semana por lá que vem...

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Ricardo, não sabia mesmo dessa antiga regra ortográfica, e já estava incorporando a luta do Aldo Rebelo no litoral norte. Falando nisso, ouvi uma história que o povo das pousadas e restaurantes da região quer chamá-la de Costa dos Alcatrazes, o que sem dúvida seria um sinal da baianização da cultura paulistana (mas por favor sem os resorts!). Jorge Amado ficaria orgulhoso em saber disso! E bem melhor do que chamá-la de Côte-de-alguma-coisa ou de-alguma-coisa Coast.

Ricardo Freire

Essa Costa dos Alcatrazes já tem uns dois anos, Fernando. (Tem até uma -- boa -- pousada em Juqueí que aproveitou o nome.) É um jeito de não dizer "São Sebastião" e de não entrar no mesmo rolo que Ubatuba.

É bom de panfleto, mas a chance de substituir o velho e bom "Litoral Norte" é remota...

Marco Antonio
Marco AntonioPermalinkResponder

Ricardo e Carla:
É por isto, como escrevi em um comentário de uma postagem anterior, que defendo que façamos, também em relação aos nomes de hóteis, restaurantes e estrangeirismos em geral, como os portugueses fazem em relação aos nomes dos topônimos. Aportuguesam sem dó e sem dor na consciência (e nos ouvidos): é Irão, Amsterdão, Estugarda, Marraquexe, Banguecoque, etc.
Assim, deveria ser: Hotel Mercúrio, Merídio, Palácio Copacabana, O Santo Honório, etc...
É óbvio que é horrível e (propositadamente) os exemplos acima beiram o absurdo.
Mas, igualmente terrível é ficar se torturando para saber a pronúncia correta (ou a pronúncia que você vai se fazer entender).
Assim, acho que vale o que vier. Merídien (ou Meridiano ou Merídio) Mércure, Íbis, Íbero-Star, estão de ótimo tamanho.
Conclamo os que pensam o contrário a pronunciar corretamente os nomes de hóteis húngaros (como Vadvirág Panzio - atenção para o acento no segundo "A" wink ), pratos da comida vietnamita ou de cidades polonesas (como: Szczecinek, Strzelno).

Ricardo Freire

Marco Antonio, olha só: eu nunca corrigi nem achei errado que os cariocas falassem Merídiem. Eu apenas não consegui aderir. (E de mais a mais, Meridiã é facinho de falar também, não usa nenhum fonema que não tenhamos à mão...)

É claro que eu nunca nem tentei falar "Mérrcürr". Até porque é um três estrelas, nem justifica todo esse esforço smile

Mas pode deixar, que mesmo que a gente não torne a grafia aportuguesada, a gente vai abrasileirar a pronúncia, sempre...

Lena
LenaPermalinkResponder

3 estrelas!!! hahahaha smile
O peixe folhado tinha que ser encomendado antes; na hora da reserva. Eu fui bem ciceroneada lá! smile
Eu não vejo nada de mais, quando aqueles que sabem, pronunciam corretamente as palavras estrangeiras. Ao contrário dos portugueses, nós estamos tãão longe das linguas estrangeiras, que o simples contato com outros idiomas já é um pouco educativo. Noto uma incrível melhora no conhecimento de inglês por parte dos jovens de hoje que têm contato com internet e tv a cabo (mesmo os que não fazem cursos extra-curriculares). E aqueles que prefeem pronunciar de outra maneira, OK tb!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Gente, sabe o que eu acho a parte mais engraçada? É quando a gente sabe a pronúncia correta na língua original, mas se falar desse jeito ninguém vai entender... wink

Ricardo Freire

Carla, isso acontece até em português. Eu sei que é o certo, mas eu jamais conseguiria falar "intermedeia", por exemplo...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Não dá mesmo, né? Eu tenho umas cismas malucas em português... Claro, sei que o certo é dizer ruim, com o "i" forte, mas quando acho que alguma coisa é ruim de verdade, tenho que dizer que é "ruim" com a tonicidade no "u"... E sou formada em Letras, olha só o vexame...

Caio
CaioPermalinkResponder

Eu confesso que ficarei com MUITAS saudades do Le Meridien, adorava tomar café da manhã vendo a praia de copacabana. Eles tinham um pudim de leite com coco maravilhoso. Gostava também do Brunch com Champanhe do Café Fleury, eles tinham saladas e sobremesas ótimas.
Eu dúvido que o Iberostar será tão bom quanto ao Le Meridien....vamos ver......

Marco Antonio
Marco AntonioPermalinkResponder

Ricardo e Carla:
Eu também não acho errado (muito pelo contrário) a pronúncia correta do hotel. Só acho que, no meu ponto de vista, não vale a pena gastar neurônios com isso. E, aliás, até prefiro falar o nome abrasileirado, mesmo sabendo o original (como o Mercure ou o Formule 1), pois tenho certeza que a pessoa com quem eu me comunico vai entender a mensagem (afinal, não é este um dos principais objetivos da língua falada?) e acho político-culturalmente correto (se a língua é um dos "componentes" principais de uma cultura e não existe cultura mais avançada ou importante do que outra, por que, pergunto-me, vou pronunciar o prato do Ciprini em italiano castiço se não saberia pronunciar o nome de um prato de comida chinesa? Neste caso, o português, ou melhor, o brasieliro é o "máximo divisor comum").
Ricardo, vou lançar a campanha: prefira o McFrango e o Mc Toicinho ao McChicken e o McBacon.

Ana Paula
Ana PaulaPermalinkResponder

Riq,
Acabei de voltar de Búzios... ficamos no Hotel Pérola, muito bom e bem decorado... pegamos uma carona com um pescador (que tentou e tentou vender o barquinho colorido dele pra gente... não sei porque...) de Ossos para Azeda, mas a surpresa: uma multidão naquela praia!!!! Eu, esperando aquela praia mais vazia, como a foto que colocou na edição especial do Rio de Janeiro... e o mais engraçado foi que tava todo mundo alvoroçado com o Milton Nascimento que estava lá no meio em algum lugar....
Minha impressão foi que a melhor praia nesta época cheia de gente é a Brava.... vale a pena apesar de não ser uma piscina como as outras...
Jantamos no Don Juan pra não enjoar de comer peixe... não perde em nada para um bom argentino na cidade grande!

Ricardo Freire

Caio, o Iberostar, no todo, talvez venha até a ser um hotel melhor do que o Méridien. Mas o Méridien aspirava, ou pelo menos um dia aspirou, a ser um hotel de altíssimo luxo. Imagine, Paul Bocuse! Não, o Iberostar não vai tentar voar tão alto, não...

(E você leu a materinha do anúncio da compra -- acho que foi no Globo -- em que o novo diretor-geral avisa que não vai manter a cascata de fogos? Ele foi muito antipático. Falou que o hotel tinha que esquecer o passado e ir "Adelante!").

Carla
CarlaPermalinkResponder

Eu não sei, não, mas acho que muitos cariocas ainda vão lamentar por anos e anos a falta da cascata de fogos do "Merídien"... wink

Caio
CaioPermalinkResponder

Achei sim antipática e grosseira a entrevista dele, vi no Panrotas.

Sei lah, nada contra os espanhóis, mas eu prefiro as frescuras dos franceses mesmo.......fiquei e ainda estou triste com os últimos dias do LeMeridien.
Sei que o hotel precisa passar por umas reformas, mas me deixaria mais feliz se fosse um Four Season ou Ritz que assumisse o prédio da Brasil Prev...

Caio
CaioPermalinkResponder

Segue a entrevista do fulano........percebeu que eu já estou implicado e só vou me hospedar lah por obrigação para indicar ou NÃO aos clientes:

"Mudamos o sotaque de 'bonjour, monsieur', para 'buenos días, señor'"
"A cascata não é uma marca nossa. Passou, é passado. Adelante"

Caio
CaioPermalinkResponder

A propósito Ric, vc já foi conhecer o Palacio Duhau Park Hyatt em Buenos Aires?

Estou indo sexta visita-lo, vamos ver se é tão bonito quanto as fotos.
Abraços

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Eu também a-ma-va a cascata, mas já faz uns anos que não tem... Os bombeiros proibiram, por conta da (falta de) segurança. Acho que a última foi de 2000 para 2001, mesma época em que os fogos passaram a ser lançados de balsas.
Enfim, ainda que haja tudo contra o Iberostar (não conheço, mas confio nas impressões dessa tripulação), a ausência da cascata não é culpa deles não.

Ricardo Freire

Marília, acho que não temos nada a priori contra o Iberostar, não. É que o sujeito foi "toureiro" demais na entrevista, só isso.

Ao fim e ao cabo, acho que o Iberostar vai fazer um belo papel -- como eles têm operadora de charter, vão trazer charters e mais charters de espanhóis e ingleses pro Rio.

Ricardo Freire

Caio, minha última vez em Buenos Aires foi há quase dois anos, quando fui xeretar o Faena.

O Park Hyatt Palacio Duhau deve ser lindo, mas eu hoje tô mais interessado é nos novos hoteizinhos de Palermo...

Jorge Bernardes

Ricardo: Concordo com vc sobre restaurantes de hotel em geral. Porém, no caso do Cipriani acho que vale a pena uma visita. Eu sempre tive curiosidade de conhecer o Copacabana Palace, mas como nunca tive coragem de pagar e prefiro me hospedar em Ipanema ou Leblon, fui jantar no Cipriani e fiz um tour no hotel sem me sentir "bicão". A vista é jóia e a comida e serviço são excelentes. A decoração é meio caretona mesmo e um pouco cafona, mas tem mais a ver com o ambiente aristocrático do lugar do que por exemplo a decoração do Antiquarius no Leblon. Aquele sim, fiquei sem entender. Apesar da ótima cozinha lusa, o ambiente é caídão. Bom, já que estou misturando os assuntos, vc já foi ao Bela Sintra aqui em SP? Achei demais.

Ricardo Freire

Jorge, a minha implicância com o Cipriani é só conceitual -- o restaurante principal do Copa deveria ser um clássico carioca, não veneziano.

Caio
CaioPermalinkResponder

Entendo Riq, em outubro fiquei em Palermo no Malabia House, achei uma graça. www.malabiahouse.com.ar. Um amigo meu foi também agora no Natal, consegui uma tarifa para ele de 40 dólares.
Vale a pena.
Abraços

Ricardo Freire

QUARENTA DÓLARES? No Malabia House? Caramba!

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