O paulistano e o stress

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Lagoa das Gaivotas, Santo Amaro do Maranhão

Ano retrasado, quando eu estava nos Lençóis Maranhenses, resolvi ir a Santo Amaro do Maranhão (que vários leitores do blog -- com toda a razão -- tinham me recomendado como a parte mais bonita do parque). Deixei o Blogmóvel num estacionamento em Barreirinhas, peguei o ônibus que ia a São Luís e desembarquei 45 minutos depois, numa parada da beira da estrada, onde a viagem continuaria por mais uma hora num jipão de linha pelo areião.

Junto comigo desembarcou um simpático casal -- que, logo vim a saber, também vinha de São Paulo. A parada era muito simples: um lugar sem paredes, com uma mesa de sinuca e uma vendinha. No balcão havia café quente na garrafa e tapiocas fresquinhas, dessas mais grossas que fazem do Ceará ao Maranhão, quase sem sal, que sozinhas não têm tem graça mas ficam perfitas com café quente e forte.

Depois de tomar café e comer tapioca, o paulistano descobriu que o jipão que nos levaria a Santo Amaro estava ali ao lado, sendo lavado. Isso bastou para que ele tivesse um pequeno acesso de fúria, ora essa, lavar o jipe numa hora dessas, e a gente esperando aqui no meio do nada. O que ele não sabia -- e que eu sabia, porque já tinham me dito quando fui comprar a passagem -- é que a viagem só continuaria dali a uma hora, quando passasse o ônibus que vinha na direção contrária, de São Luís a Barreirinhas, e depositasse os passageiros que faltavam. Na verdade, aquela era uma ótima hora para lavar o jipe smile

Na semana seguinte era a minha vez de fazer a crônica final do Guia do Estadão e eu me inspirei no fato para escrever este pequenino tratado antropológico (que estou há séculos para publicar aqui e sempre esqueço):

Ô, meu rei

O paulistano normalmente leva uma vida tranqüila, sem sobressaltos. Estamos perfeitamente adaptados ao nosso habitat. Sabemos como proceder em todas as situações, desenvolvemos métodos e temos soluções à mão para praticamente todo tipo de imprevisto. Na boa: ser paulistano é conseguir ficar relax mesmo morando numa cidade desse tamanho.

Por isso, quando o paulistano quer realmente se estressar, o que ele faz? Quando o paulistano quer realmente se estressar, o paulistano tira férias.

O fato é que o paulistano não está preparado para o estilo de vida de outros povos – principalmente se esses outros povos falam português e vivem dentro do Brasil. Não é um problema apenas de ritmo ou de qualidade de serviço. Qualquer diferença cultural – do jeito de falar à preferência musical ao tempero da comida – é motivo para o paulistano se estressar.

O pessoal dos outros lugares acha graça, pensando que paulistano é um estressado de nascença. Não é. A verdade é que o paulistado ficou estressado foi naquele momento. De São Paulo ele saiu calmo, que eu vi.

Quer ver o paulistano ficar muito, muito, muito estressado? Basta usar o pronome de tratamento “meu rei” numa situação em que algo deu errado. Quando alguém começa a dar uma explicação ou pedir desculpas com um “Ô, meu rei...”, sai de baixo. Do outro lado da linha tem um paulistano à beira de um ataque de nervos.

Mas por que diabos o paulistano tira férias, se fora de casa tudo para ele é motivo de stress? Porque o paulistano é um idealista e um abnegado. O paulistano tem uma missão nessa vida, que é a de levar a eficiência a todos os cantos do país – aproveitando a mesma viagem para, se possível, varrer o coentro da face da Terra.

Isso que o paulistano fala – “eu vou descansar” – é pura desculpa de missionário. Paulistano não sabe descansar. Não está no seu DNA. O paulistano só se propõe a descansar porque dessa maneira ele vai poder ficar mais estessado – o que facilita a tarefa de mostrar a essa gente como é que as coisas devem ser feitas de um jeito profissional. É assim que tem que ser. E um paulistano, por definição, jamais fugirá das suas responsabilidades, nem que para isso tenha que abdicar por uns dias do seu dia-a-dia resolvido e relaxado.

Ei! Você aí! Quer parar de chiar o “s”? Não vê que eu tô me estressando?

37 comentários

Avassaladora
AvassaladoraPermalinkResponder

Ric adorei!!! Os paulistanos são os únicos que realmente, transportam até os engarrafamentos para os locais de férias!!!!

Ricardo Freire

Ha ha, Ava: os cariocas, gaúchos e catarinenses também adoram levar um engarrafamentozinho pra praia. A diferença é que o paulistano não se sente bem se não tiver um por perto smile

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Boa. As vezes tenho vergonha do estresse do paulistano, ou seja, tenho vergonha do meu próprio comportamento. Mas conversando com um conhecido que tem um hotel em SC, ele me garantiu que o pior turista é o argentino, que é o tipo que toma café duas vezes para não pagar o almoço e o gaúcho que é muito exigente. Abrs.

Jorge Bernardes

Tenho a sensação de que muitos passageiros paulistanos deste blog, como eu, não se identificarão muito com o esse padrão paulistano. Neste blog, o público é diferenciado. Mas, vc tem razão sim, já vi cada coisa por aí que paulistano faz que fiquei com vergonha por eles. Tem gente que reclama até do "ponto exato da tapioca, cadê o contrato do bugueiro? Uma vez, na revista Viagem, um colaborador que talvez vc conheça, escreveu um texto na mesma linha sobre o paulistano sendo o "americano" do Brasil....

Ricardo Freire

Você tem razão, Jorge. Na verdade esse comportamento é típico de qualquer turista que ache que venha de um lugar mais civilizado do que aquele que está visitando. Mas como os paulistas são os maiores viajantes do Brasil, e o cronista está sempre precisando de assunto... smile

Rosa
RosaPermalinkResponder

Na Pousda do Toque, com maioria de hóspedes paulistas, comentaram que estes reclamaram da presença de passantes, pessoas que estão em outras pousadas e comparecem para o almoço ou jantar, fato comum na região. os paulistas consideram invasão de privacidade conviver, ainda que por pouco tempo, com não hóspedes. Sinceramente, não vejo problema algum, muito pelo contrário, é sempre um bom bate papo. Tudo é muito bem planejado, os espaços são bem preservados, nada haver. Eita pessoal difícil de relaxar...

Schnaider
SchnaiderPermalinkResponder

Algo indispensável a pessoas que gostam de viajar ou simplesmente se dispõem a tal, é formado por duas pequenas palavrinhas que podem fazer de uma viagem o céu ou o inferno: entendimento cultural. Ano passado quanto estava planejando minha viagem a Bs As, cheguei a escutar de colegas do escritório que “se é para ir prá lá, prefiro ficar em casa, aqueles Argentinos insuportáveis”, acho mesmo que essa pessoa deveria ficar em casa, não só nas férias, mas pra sempre, e nao ter perimissão de sair de lá nunca mais! Um viajante tem que ter o mínimo de abertura a novas culturas, tentar superar e identificar as barreiras que prejudiquem tal entendimento e a relação a cultura do local visitado e buscar entender porque a cultura é daquele jeito e simplesmente aproveitar o que aquela cultura tem a lhe oferecer. Muitas pessoas simplesmente chegam a um lugar e tudo o que sabem fazer é comparar a cultura local a sua própria cultura, e não em relação a cultura local como deveria ser. Agindo sem o mínimo de disposiçao a entender a cultura local, seja numa viagem a Bs As, ao Nordeste ou a Suiça, o viajante só prejudicará sua experiência e aumentará a barreira entre ele e os habitantes locais e deixará de aproveitar o momento e tudo o que ele pode oferecer de mágico. Garanto que um viajante com o antigo ditado popular em mente “Em Roma, como os romanos”, terá muito mais do que fotos bonitas de recordação do lugar visitado, terá experiências de vida, melhores, as vezes “piores” ou simplesmente, diferentes do que esta habituado a ter, e isso é o que realmente um viajante de verdade busca em cada lugar visitado. Um abraço a todos e uma pitada a mais de entedimento cultural nas nossas próximas viagens! Riq, Parabens pela sua exelente maneira de nos apresentar as diferentes culturas desse nosso mundão de forma tão especial sempre!

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!
HI-LÁ-RIO!!!

muito bom!!! ahahahahaha!!!
a melhor definição de férias de paulistano!!!
a gente já sai de SP na defensiva, esperando um deslize!!

quá quá quá!!!!
o jeito é rir, né?

vc, sempre ótimo!

Rosa
RosaPermalinkResponder

Quando estivemos em Buenos, pela 2ª vez, fizemos até uma aposta com o dono do restaurante, já para a copa de 2010. Falamos sobre futebol, até mesmo para descontrair e nunca tivemos problemas.

Chico
ChicoPermalinkResponder

Esta a minha enteada viu, anos atrás. À sombra de uma parada de ônibus em Maresias, São Sebastião, um caiçara comenta o cooper (pra relaxar) no acostamento da estrada: "Vai entender esses paulistas. Vivem reclamando da correria da cidade e chegam aqui e ficam correndo dum lado pro outro debaixo do sol".

Julio Kavalkevicz

Não sei se todos aqui concordam comigo, mas o legal de viajar é justamente experimentar uma cultura diferente por alguns dias.
Quando eu digo experimentar eu quero dizer que é diferente de conhecer, é tentar encorporar a cultura mesmo que nem sempre isso seja possível.
Nós (turistas) não podemos impor que as pessoas se adequem ao nosso estilo de vida (se isso fosse possível acho que viajar não teria graça), nós somos os visitantes.
Afinal, em Curitiba baiano têm sotaque, mas na Bahia quem têm sotaque sou eu!

Marcio Ito
Marcio ItoPermalinkResponder

Ô Rosa, vc nem imagina os paulistanos que encontrei na Pousada do Toque. Nem eu, que também sou paulistano, acreditei nas coisas que eles faziam... Nós lá sentados no quioque proximo à piscina, lendo um livro, tomando umas e mais outras, e aquele "povo paulistano" conversando de coisas estressantes! A conversa era sobre assassinatos em SP, assaltantes de bancos e até estrupadores. Depois de quase 1 hora nisso, acharam outra coisa pra conversar. Mas não menos estressante, tipo, doenças respiratórias causadas pela poluição de SP, câncer de pele, gastrites, ulceras...
Não bastasse isso, tinha um pessoal do Rio, e acho que eles começaram a ficar com "ciúmes", e aí pronto. Juntaram as 2 maiores capitais do Brasil e uma verdadeira disputa pra ver qual das 2 cidades era mais violenta: Comando Vermelho, PCC, trafico de drogas, favelas etc etc.
Mas em uma coisa os 2 grupos concordaram: o JR tava demorando muito pra trazer os pedidos deles pra piscina...

Carmen
CarmenPermalinkResponder

El estrés vacacional es muy común entre los urbanitas de cualquier ciudad, un poco grande, en cualquier parte del mundo...

Yo estoy aprendiendo a no tenerlo con un par o tres de trucos. No llevar el móbil(no telefonear nunca a la familia o a los amigos), llevar una minúscula bolsa de mano (nada de maletas grandes que se pierden en los aeropuertos) y si necesito algo comprarlo allí donde vaya. Con la globalización encuentras de todo en todos los sitios.

Prescindir de casi todo, concentrarte sólo en el momento, disfrutar y sentirte como en casa allí donde lo desees. Mejor que en casa... sentirte libre de obligaciones!!!. ¡Eso sí que es relajante!

Julio Kavalkevicz

Marcio.

Essa é a maior propaganda negativa de uma cidade, São Paulo têm grandes atrativos culturais e o Rio é uma cidade linda, violência urbana é um problema de todas as grandes cidades algumas em maior ou menor escala.
Mas as pessoas de outras cidades que tiveram a oportunidade de ouvir essa conversa ficaram com uma idéia reforçada de que são as piores cidades pra se viver e até para visitar.
Tenho parentes paulistas e quando conversamos, fazem questão de enfatizar que o transito é caótico e a violência descontrolada.
A propaganda é a alma do negócio, não é?

neto
netoPermalinkResponder

Eu acho que quem não estar disposto a conviver com culturas diferentes não deve viajar. Esperar um pouco a mais pel cafezinho, o bugue que não chegou no horário combinado, essas coisas fazem parte da viagem.... Eu me lembro quando fui a Santo Amaro-MA ficamos numa pousada super simples... o café da manhã nem se fala. Dae perguntei se no jantar teria OVO, isso mesmo,OVO, ela me respondeu que sim , POREM teria que encomendar a tarde. Imagina um paulista nessa situação ? TEr que encomendar um ovo... Em Caburé-MA, energia era só até as 10 e daquelas que caia todo hora. Mas pra que energia num lugar lindo daqueles ? Mas é assim mesmo, vc que é o visitante, vc que tem que se adequar... E cá entre nós, se fosse tudo igual a cidade grande não teria graça. O bom da viagem não é só as paisagens, mas também o papo com o jangadeiro, pescador, ficar apenas a luz da lua depois das 10... Ah verão...

Julio Kavalkevicz

Concordo completamente com você Neto.
O freires disse que no meio do nada emquanto estavam lavando o jipe, tinha uma vendinha... com certeza essa vendinha vendia coisas que nao se vende em São Paulo, sentar no meio do nada e experimentar coisas novas é uma ótima idéia do que se fazer quando se têm uma hora sobrando...

ahh, eu ia esquecendo... na minha primeira postagem desse tópico... onde se lê "encorporar", leia-se incorporar... rs rs acontece.

Abraço

Rosa
RosaPermalinkResponder

Carmem, você escreveu pouco, mas disse muito. Simples e objetiva, gostei.

Carlota
CarlotaPermalinkResponder

Dear Riq,

Mais uma vez vc foi direto na "jugular"
Eu devo confessar que de vez em quando, me pego com esse típico comportamento paulistano, agravado por um marido italiano (ama o Brasil, mas sempre reclama e compara com a Italia)
Beijos e como sempre : Parabéns !!! smile

Majô
MajôPermalinkResponder

hahahaha, adorei !! muito engraçado o texto, Riq vc pega a alma das cidades e das pessoas !

ô Rosa, vc tá adorando a Pousada do Toque ? Acho que foi vc que deixou um recado pro Riq num dos posts dizendo que ia realizar o sonho de conhecer a Pousada do Toque, no fim de janeiro. Estive aí na outra semana, e cheguei a comentar com o Nilo, mas na hora não lembrei seu nome. Este ano foi a 4a. vez que estive aí, e pra mim essa pousada só melhora a cada ano. Nilo e Gilda se superam com suas reformas nos chalets ! A Gilda é uma usina de idéias. Os chalets jardins ficaram lindos ! Além do charme, conforto total e beleza de praias, o melhor é a total liberdade de horários, a informalidade e como diz o Riq, afetação zero da pousada. Fora que os hóspedes, sem exceção são mimados o tempo todo pelo J.R., Dedé, Bartô, com atendimento pra lá de atencioso " só se for agora " e "abram-se as cortinas que vai começar o espetáculo " . E o papo do querido Nilo também com todos, sem excessão.

Lendo os comentários aí em cima, lembrei de um episódio hilário que ocorreu na Pousada do Toque em jan/06.Um casal, por acaso era paulista rsrs reclamou com o Nilo que o chalet Bem te Vi não tinha um deck exclusivo em frente á praia. Lá foi o Nilo satisfazer o hóspede, com dois funcionários que passaram o dia inteiro abrindo o tal deck exclusivo, onde foram colocadas duas espriguiçadeiras. É verdade ! Só o Nilo mesmo. Está lá até hoje, o deck com as duas espriguiçadeiras.

Acrescento ao que o Márcio disse sobre conversas "mala" naquele paraiso que é o Toque, ao meu lado, um grupo sentado nas espriguiçadeiras da praia, com aquele visual lindo na frente, falando de... negócios... só levantando pra caminhar olhando aquele visual magnífico e dar um mergulho naquela mar azul cristalino e morno, de onde vc não tem vontade de sair mais, um banheirão, relax total.

Concordo com o Julio que as grandes cidades têm problemas sérios e reais que têm que ser enfrentados, mas a pior propaganda para o turismo das cidades é a de seus habitantes que falam mal delas o tempo todo. Os cariocas então, acho que é cultural, são hiper críticos. Sou do Rio e vou muito a Sampa pq tenho parentes que moram lá, amo as duas cidades, cada uma com suas características.
Os europeus não fazem propaganda negativa de suas cidades, embora tenham problemas, lembram dos ônibus queimados em Paris ? nem os americanos.
Na verdade, de longe não chegam à realidade dos que enfrentamos no cotidiano em nossas cidades. Por exemplo, a tranquilidade com que se anda em Paris, a qq hora, podendo-se por ex chegar de trem vindo de Bruxelas, às 11 da noite, em seguida pegar tranquilamente o metrô e descer perto do hotel, e ir andando a pé até lá, despreocupadamente.
Embora, não tenham sossego com as ameaças terroristas.

Flavia
FlaviaPermalinkResponder

Eu lembro dessa matéria, ri muito àquela época e ri muito hoje também...Sabe o que eu tava pensando aqui? Que tem diferença entre viajar e tirar férias. Algumas pessoas viajam nas férias; outras só tiram férias - e o que elas buscam é justamente o que não acha quando viaja. Viajar tem relação com estar aberto para as diferenças, para a cultura diferente, para os micos, para o inesperado...Tirar férias significa...não trabalhar e fazer alguma coisa nesse meio tempo.
Outro dia, conversando com o meu filho sobre algumas viagens nossas, fiquei brava porque ele só contava os micos que aconteceram. Quando eu falei isso pra ele, ele respondeu: ah, mas é que os micos foram muitos legais...
Acho que é essa a diferença. E realmente algumas pessoas (e os paulistas talvez sejam piores mesmo) simplesmente não conseguem entender que o mundo não só não é como eles gostariam que fosse, como também o mundo não está minimamente interessado em mudar para agradá-los...e ainda bem que é assim. E vou sair daqui correndo porque tenho trabalhar...beijos

Miguel
MiguelPermalinkResponder

Não adianta, tem pessoas que não conseguem se desligar quando tiram férias. É uma doença moderna, que chega ao ponto onde o doente não quer nem se afastar do trabalho. É sério, conheci gente assim. Aí o cara pode ir pro paraíso e a mente não vai se junto, vão ser a mesmas preocupações, o mesmo stress, nada vai estar bom...
Pouco mesquinho essa de se incomodar com quem está indo comer na pousada...ainda bem que a visão dos donos é outra.

Carmen
CarmenPermalinkResponder

En la ciudad donde vivo existe el bilingüismo que, a veces sin pretenderlo, contamina la lengua en un sentido o en otro. Se me coló móbil por móvil...

Erick
ErickPermalinkResponder

Excelente texto, Ricardo! Pegou na veia, hehehe.
Vixi, se este topico fosse no blog do endereco antigo e chamada no UOL acho que vc iria ter problemas...

André
AndréPermalinkResponder

Ricardo,

Não sou paulista, nem paulistano. Mas tem uma cruzada que eu topava encampar: pela extinção do coentro da face da Terra.

Vc já reparou que qualquer prato, temperado com coentro, só tem gosto de coentro? Não sobra espaço para os sabores da comida! Triste...

Ricardo Freire

André: eu coração coentro. Nham!

lumara
lumaraPermalinkResponder

caraaaaaa é muiito lindo grin

maria
mariaPermalinkResponder

muito hilário,Riq !convenhamos que o coentro deveria ser banido ou vendido em farmácia,ok?
na verdade nós paulistas viajamos para achar o clima do Nordeste ,a comida de Paris,a educação da Dinamarca,a alegria do Carioca,a belaza de Fernando de Noronha,os monumentos e história da Itália e França.....mas tudo num mesmo lugar e agora....Será que um dia será possível?Parabéns Riq!ri muito com este post...

Marcie
MarciePermalinkResponder

Mania de querer levar a casa pra onde quer que vá...Não vejo graça, não. Gostoso é descobrir como é a casa do outro. Sensacional o texto.

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu lembrava mais ou menos dessa frase, e agora fui procurar. Acho perfeita para a ocasião.
I dislike feeling at home when I am abroad.  (George Bernard Shaw?).

André Lot
André LotPermalinkResponder

Olha, eu nào sou paulistano, mas concordo e simpatizo com a causa em certo sentido, vamos dizer.

Uma coisa é experimentar comidas diferentes, ou outra trilha sonora, ou outro nome para um prato conhecido, outra é ser tratado com falta de profissionalismo. Estando no Brasil, e se estiver gastando uma nota, não aceito de bom humor ser tratado com qualquer coisa inferior a um tratamento profissional.

Não precisa sorriso forçado, não precisa puxar conversa forçada a toa (aliás, é melhor que não faça isso). Eu não vou abusar da boa vontade de quem me fornece um serviço pelo qual estou pagando, não vou aparecer com pedidos impossíveis do tipo "exijo um late check-out em véspera de feriado", mas não me venha explicando, em uma pousada de R$ 200/noite, que o ar-condicionado quebrou "mas tá fresquinho, só abrir a janela e sentir a brisa do mar".

Para mim, essas desculpas esfarradapas são o pior, o pior. Eu sou muito compreensível com pessoas humildes, com o jangadeiro ou quem atende em uma barraca de praia. Mas tenho zero paciência com a pousada "hype" que vem com a desculpa de que está sem ar-condicionado "mas a brisa tá boa". Caramba, precisa provocar ou acha que eu sou um gringo ;? Custa dizer que o prato especial demora 1h pra ficar pronto no tempo normal, ao invés de me deixar passando fome ao afirmar que fica pronto "em 10 minutos"? Custa entender que se eu reservei um carro alugado grande, eu posso ter malas, e não é "ok" me dizer que "tem aquela família ali do lado que chegou no mesmo vôo e precisa mais do que vc de um veículo grande"?

Pronto, desabafei.

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Eu li esse texto na época e adorei, foi um dos melhores que já escreveu, até me identifiquei muito com ele, já que sou paulistano. Esse seu texto revela também seu enorme talento, porém, e isto me dá uma enorme tristeza, fica claro que no decorrer do tempo você abandonou aquele modo quase pedagógico de fazer matérias sobre turismo que, para mim e por muita gente que conheço, era como se fosse um manual que segui a risca em diversas viagens e sempre me dei muito bem. Quando você optou por fazer o “colunismo social turístico” e seu blog passou a ser freqüentado e comentado por um pessoal pedante e metido a besta, como se diz aqui em São Paulo, aos poucos fui deixando de ler diariamente como fazia e só de vez em quando venho até aqui, até para matar a saudades daqueles tempos. Por favor, Freire, volte a ser como era. Volte a escrever para o povo, utilize o dom que Deus lhe deu e se afaste dos chatos que aqui comentam.

Ricardo Freire

Cara, já que você foi sincero, permita-me ser também: se tem um tipo de chato de quem eu preciso manter distância é de chatos como você.

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Infelizmente, você não vai conseguir. Reconheço que sou chato sim mas, vez ou outra vou estar por aqui, até por que, como já disse antes, sou um admirador seu e quem sabe você tem uma recaida. Não precisa pedir permissão, seja sincero sempre e como sempre foi. Um grande abraço.

Izabel Schneider

Fala sério!!!!!!!!!!!!!

Coisinha mais sem graça é comida sem coentro...rsrsrsr

Ricardo, eu sou gaúcha e moro em Sampa ha 30 anos. Eu acredito que o turista mais chatinho é o gaúcho...rs.

Salvo raras exceções como eu e você é claro,rs

sandra
sandraPermalinkResponder

Olá, estou aqui novamente, pois nossa viagem à Santiago para julho de 2011 foi cancelada pela operadora devido ao vulcão e sem condições de irmos até Bariloche, e agora estamos sem destino e frustrados. Então decidimos, eu, meu marido e minhas duas filhas adolecentes, mudar nosso roteiro. Gostariamos de saber um roteiro legal para irmos de São Paulo ao Maranhão de carro, quais lugares bons para ir parando, visitando e conhecendo ida e volta, inclusive dicas no Maranhão/Lençois. Outro destino cogitado, foi irmos para o Sul do Brasil. Gostamos de apreciar a cultura da região, como estradas secundarias, vilarejos, turismo rural. Por favor, qualquer dica será de grande valia.
Grande abraço

Sandra

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Sandra! O Ricardo Freire recomenda ir de avião até São Luís e então usar transporte local -- ônibus e jipe a Santo Amaro do Maranhão, então ônibus a Barreirinhas, então voadeira a Caburé, daí 4x4 a Parnaíba e Barra Grande do Piauí. De lá vocês podem voltar por Teresina ou seguir a Jericoacoara (também de 4x4) e Fortaleza.

https://www.viajenaviagem.com/category/lencois-maranhenses

Um carro não serve de nada nos Lençóis Maranhenses. A viagem até lá é longuíssima e você teria que ir pelo interior do Brasil. Depois de chegar, o carro ficaria estacionado ou teria que dar voltas enormes (de Barreirinhas a Parnaíba são 600 km pelo asfalto e 120 km pela areia).

Se quiser um roteiro até a Bahia, veja este:
https://www.viajenaviagem.com/2009/07/de-sao-paulo-ao-sul-da-bahia-de-carro/

augusto
augustoPermalinkResponder

Bom texto porem trata-se de uma ficao. Paulistano eh estressado ate dentro do elevador. O outro sempre esta errado e a atrapalha-lo. Uma cidade enorme e mal resolvida como a capital nao pode gerar habitantes tranquilos.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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