A propósito: o Vietnã do Rodrigo

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Nos comentários da charada da semana, cuja resposta era Ópera de Hanói, o Rodrigo disse que tinha gostado de Hanói e Ha Long, mas com "g" minúsculo, e que a companheira de viagem dele não tinha gostado nada. A Sylvia, que adorou Hanói, pediu para o Rodrigo dizer os porquês da sua meia-decepção. E eu joguei mais lenha na fogueira, dizendo que tinha achado Hanói mais bonita do que Kyoto... Então o Rodrigo mandou um relatão de quando foi ao Vietnã, com "umas fotos de uma antiga orientadora, que falava tão bem de lá, e as imagens do filme Indochina gravadas na minha memória".

(As fotos da baía de Ha Long são do Rodrigo; as outras são minhas.)

Hanói. Eu devo ter ido a outra cidade ou não fui nos lugares certos....Mais bonita que Kyoto? Na minha opinião Kyoto dá de 10 a 0 em Hanói. (Estive lá em julho de 2005). Hanói é um contato com uma Ásia que está desaparecendo com a globalização. Uma cidade antiga com algumas construções de estilo francês, mas a maioria de seus prédios tem fachadas altas,  estreitas e pouco cuidadas. As ruas são repletas de motonetas e os semáforos são raridades, o que faz o ato de atravessar uma avenida uma experiência inesquecível (tenho um vídeo que só não é pior que um da Índia que vi esses dias na internet). As pessoas são amáveis, mas filas e organização não são com eles. Deu um espaço e povo ocupa, faça uma cara feia  ele recua.... Minha companheira ficou deveras chateada quando uma loja do aeroporto se negou a vender um doce, pois ela pagaria com moedas recebidas como troco no mesmo aeroporto. A menor menção de pagar com moedas faz um vietnamita de Hanói trocar a maior nota existente só para não receber moedas. A comida é cheia de vegetais com tempero muito suave comparado as demais culinárias asiáticas, eu gostei, mas não amei.

Lago Hoan Kien, Hanói. A lenda sobre a tartaruga e a espada é bonita, mas o lago anda meio caído. No final da tarde, a última moda é andar de pijama ocidental a beira do lago. O pequeno templo no lago está sem manutenção (como parece estar toda Hanói). A torre da tartaruga no meio do lago, símbolo informal de Hanói, até que fica bonita de noite.

A Catedral de São José tem traços medievais, mas a manutenção.... Olhando só por fora, parece que ela está fechada... O Mausoléu e o museu do Ho Chi Minh , como tudo que se refere ao governo ou ao grande herói local, estão bem cuidados . O mausoléu tem a maior cara de coisa soviética. A múmia do líder vai pra Rússia fazer manutenção todo ano. O palácio do governo está mais para um Palácio da Liberdade (sede do governo mineiro) pintado de amarelo gema de ovo.

As marionetes aquáticas: esse é o ponto alto da visita. Muito bonito. Mas o teatro precisa de manu.......

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Os passeios: Parece que a maioria das agências locais trabalham para apenas uma ou duas operadoras. Durante os passeios os grupos se juntam e se dividem todo tempo. Parece que existe apenas a opção do muito caro e o resto, que independente do que se pagou vai ser o mesmo tratamento.

Fiz um passeio à Baía de Ha Long: pega-se uma van que vai com o ar condicionado funcionando na ida e n volta não, pois quebrou..Sorry... Passa pela ponte inspirada na Golden Gate, distrito industrial (esse sim, novo em folha) e daí um tempo pelas estradas estreitas (mas sem nenhum buraco) chega-se ao porto.

          halong-rodrigo350.jpg

Lotado de barcos e pessoas. Pior que Ilha Grande em dia de feriado. Esperamos nosso barco atracar. Atracar que nada! Depois de tentar forçar a passagem entre os outros barcos, fomos nós pulando umas 4 escunas antes de entrar na nossa.

Exceto um único barco, todos os demais são muito parecidos. Uns em melhores condições outros precisando de manu.....

halong-rodrigo450.jpg

Meu barco parecia a ONU, tinha gente de todo o lugar. Fazemos a refeição no caminho e após passear entre as rochas de Ha Long (Que lugar bonito, minha máquina fez uma das melhores fotos da sua vida lá, não sou um Arnaldo né!),  entrar em uma gruta (a Gruta de Maquiné ganha dela) e desembarcar o pessoal que dormiria nos hotéis na ilha de Cat Ba, fomos para o meio da baía para jantar e dormir.

Acordei de manhã com um calor danado e quando olhei o ventilador não estava funcionando, eles tinham desligado para poupar a bateria, sorry. Fui para o topo do barco e encontrei um alemão por lá e descobri que ele dormiu lá mesmo, pois não tinham reservado um lugar pare ele (ele pagou...) sorry...

Atracamos em Cat Ba e após ser transportado de moto táxi para o hotel, sorry, a van não estava disponível, e como o hotel não estava pronto, sorry..., fomos fazer um trekking. Que loucura! Começamos em uma trilha e quando vimos subíamos penhascos de pedras pontiagudas (tinha gente de chinelo...). A subida não acabava, mas meu fôlego acabou depois da minha camisa encharcar de suor. Me sentei em uma pedra, e como naquela hora já era conhecido como Fat Tiger pelo guia, assumi o papel. O pessoal voltou do pico, onde só dava para retirar uma foto muito vagabunda e após uma descida, mais uma subida, uma cobra no meio do caminho, que esse mineirinho mostrou para o guia, e mais uma descida chegamos a van. Os europeus e americanos exaustos e com fome voaram sobre as frutas de uma venda local.

Suados, voltamos ao hotel e fomos almoçar, já que os quartos ainda não estavam prontos, sorry.., mas o almoço sim! Fomos para o quarto com cheiro de maresia fúngica, tomamos um banho e saímos para passear.

Uma coisa inusitada aconteceu comigo em Cat Ba: Andava pela rua e um rapaz pegou no meu braço e depois continuou andando. Pensei que o banho não tinha dado certo e meus feromônios estavam atraindo o que não devia. Passou um tempo, e veio mais um. Depois de mais algum tempo, entendi que era meus pêlos no braço a causa do frissom! Coitados, não conhecem Tony Ramos.... E quando eu tirava a camisa na praia? Chamava atenção mais que o Tom Cruise, algo quase pornográfico. E teve gente preocupada comigo, já que aquele calor devia estar me matando.. Pobre estrangeiro peludo!

Fomos à Ilha do Macaco em um barquinho menor na manhã do outro dia e já engatamos a viagem de volta para Hanói em outro barco, mas um pouco menos caído que o da ida. Almoçamos no porto de chegada, onde conheci um médico local, que se casou com uma russa durante quando fazia faculdade por aquelas bandas. Ele me contou que medicina pública é pior que o SUS daqui. Paga-se ao médico para acelerar uma cirurgia entre outras coisa... Comunismo diferente esse.

Na volta e na van com ar condicionado quebrado, encontrei uma dupla de judeus, que já tinha visto em um restaurante vegetariano dias antes, que só comiam pão, já que tinham medo de comer comida não vegetariana ou que não fosse casher.

Voltamos para o hotel em Hanói, demos nossa última passeada e fomos dormir. De manhã, fomos acordado pelo carro da polícia que para em frente à casa de um devedor e começa a dar lição de moral via megafone.... Pegamos um táxi e fomos em direção ao aeroporto. Minha companheira só conseguiu esquecer o Vietnã, após uns 2 dias de Ko Samui na Tailândia.

Eu não tenho muita frescura para viajar, mas o Vietnã testa seus limites como a Índia também o faz.

Viajei por conta própria e fiquei em hotéis 2-3 estrelas. Tenho minhas dúvidas, se caso você ficar no Sofitel e pagar os melhores tours vai conseguir escapar dos sorrys.    

Rodrigo: entre as nossas duas idas, muita coisa parece ter acontecido no Vietnã. Mas escuta só: tem certeza que era pra lá que você tinha que levar essa sua amiga? (Brincadeirinha, brincadeirinha) smile

Minha história, rapidinho: fui em dezembro de 97, quando o país estava começando a receber turistas "independentes", ou seja, os primeiros que não eram obrigados a usar os serviços da operadora de turismo estatal. Viajei em "private tours" (com guia particular; não havia grupos programados para o roteiro e as datas que eu queria) da Diethelm Travel, e recomendo o investimento smile 

Naquela época, Hanói ainda tinha quase tantas bicicletas quanto motos nas ruas, e muita gente ainda usando o chapéu-cone o tempo todo. Tirando dois arranha-céus que estavam sendo construídos, não havia absolutamente nenhum prédio novo ou reformado com materiais modernos na cidade. Era tudo ou antiguinho-chinês ou antigo-francês. E o único estrupício comunista era mesmo o mausoléu de Ho Chi Minh.

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Atravessar a rua já era caótico -- mas atravessar a rua é tido como a experiência mais vietnamita que existe smile Fomos a Ha Long de carro com motora (cinco horas intermináveis) e dormimos num hotel (novinho e horrível) antes de fazer o passeio. Nosso barquinho era uma traineirinha dessas de Paraty, só que com uma carranca de dragão na proa (ou popa, sei lá, não entendo). A única coisa que deu errado foi o tempo, nublado e frio. Também achei a comida do Vietnã do Norte sem-graça (mais chinesa do que sudeste-asiática; e sem os rolinhos frios do sul, que eu adoro). Ah, sim: e em Hanói fiquei no Métropole (eu me recuso a chamar de Sofitel...).

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44 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Carla
CarlaPermalink

Rodrigo, estou morrendo de rir com essa história de tirar a camisa na praia!!! Menino, você está se perdendo não contando mais desses "causos"... grin

Sylvia
SylviaPermalink

Vai lá, RODRIGO, coloca um link para " causos" no teu blog.
Well well Hanoi / Halong continua no topo da minha lista ,
e os depoimentos confirmam que em países/ cidades do
Sudeste da ásia , e do nordeste do Brasil , e ..e.. e ..
é importante caprichar na hospedagem para minimizar
o caos do entorno.
Quem quer tudo funcionando perfeitamente deve ir a
Cingapura e , com restrições a Hong Kong , Pequim, Xangai;
com muito mais restrições a Bangkok , e com todas as restrições
possiveis 'a India, Nepal, Camboja, Birmania, Vietnã, Laos...

Eu adoro uma cidade caótica , uma cultura absolutamente
diferente e inexplicável , que me obrigue a rever posições
e a refazer as posições mentais diáriamente.
É preciso sair da zona de conforto para crescer.

Carla2
Carla2Permalink

Sylvia, disse tudo! Eu também adoro experiências que me façam sair da zona de conforto, ou do planejado, do esperado.

Afinal Rodrigo, o que vc teria para contar se a viagem fosse toda certinha, sem surpresas? São esses acontecimentos que fazem a gente ter histórias para contar, e algumas bem engraçadas como essa da estranheza dos pêlos!!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Carla2, eu volto com a minha tese da companhia: é muito chato quando você leva alguém pra fazer a "sua" trip e a pessoa não curte (uma situação que se torna pior ainda quando você mesmo tem uma impessão inicial abaixo das suas expectativas). Isso prejudica muito a sua capacidade de relevar os percalços do caminho.

Sylvia
SylviaPermalink

Riq, per-fei-to ! isto não é uma teoria, é uma
verdade incontestável .
Me lembrei agora ,da segunda vez que fui a Amsterdam,
chovia torrencialmente, o smog/fog não permitia ver
nada a mais de um metro do nariz , mas eu estava
tão entusiasmada em mostrar a cidade , os canais ,
as bicicletas, a liberalidade , que só nos lembramos
do mau tempo ao ver as fotos.
Temos até um trato : não reclamar , e sim dizer :
preciso parar , parar para comer, dormir, descansar os
neuronios, reavaliar , o que quer que seja.
E, parar é respeitado por ambas as partes, é lei.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Fiz um link no Aquela Passagem para esse post aqui no VnV. Lá coloquei o vídeo da travessia.

Vou fazer a defesa da minha companheira de viagem: Ela é uma super companheira, topa tudo. Só discutimos quando ela quer taxi ou outro transporte motorizado e eu quero ir a pé...

Acho que sua reação ou sentimento foi o resultado de um copo cheio de sorrys que derramou com a história das moedas ao final da viagem.

Gosto de mergulhar nessa confusão da Ásia. É sabido que eu adoro Cingapura e gosto do Japão. Mas a Tailândia está sempre no topo das minhas preferências. Da loucura de Bangkok até as praias paradisíacas.

Na Tailândia, a confusão, o antigo e o novo coexistem. Os grandes pontos históricos são muito bem preservados. Mesmo aquela agência da Kao San Road não pede tantos sorrys..

No Vietnã, o passado que não tem relação com a revolução comunista é relegado a um lugar de pouca importância e sempre sem a devida manutenção. Se eu voltaria lá? Sim voltaria, mas daqui uns 5 anos, para ver um novo Vietnã. Pelo menos, 10 anos de intervalo na Tailândia fizeram uma grande diferença.

Mas se você quer conhecer o Vietnã de hoje, que nem se lembra ou tem rancor da guerra americana, como dizem por lá, vá rápido! Ele está em plena transformação.

Ps: Se o Riq for antes, já disse e repito: carrego as malas...

Rodrigo
RodrigoPermalink

Riq, as fotos do email original são minhas mesmo. As da minha orientadora ficaram na minha memória e foram uma das sementes que deram origem a essa viagem de 32 dias.

Gostei muito das suas fotos que você colocou no post. Eu estava na fase de tirar fotos com um protagonista no meio dela... Achar alguma sem uma pessoa na frente da paisagem era coisa difícil. Agora o protagonista fica nas laterais. Dá para cortar no editor de imagens....

Goitacá
GoitacáPermalink

Isso me serve de inspiração para a viagem de julho para a China. Espero ganhar um link para cá também.

Carmen
CarmenPermalink

Rodrigo, me he reído un buen rato con la anécdota de los "pelos".
Estas historias son, más tarde, la pimienta de los viajes.

Majô
MajôPermalink

Rodrigo, achei seu relatório uma delícia de ler, interessante e divertido, me senti lá. Adorei as fotos também, Arnaldo que se cuide....
Na verdade o Vietnã me surpreendeu.

Cada vez me sinto mais atraida pelo Oriente, pelo menos em meus sonhos. Não saberia por onde começar. Não tenho idéia quanto custaria uma viagem de 15 dias. Alô os sabidos na matéria, Sylvia, Riq e Rodrigo qual o roteiro que vcs sugerem para uma 1a viagem, e quanto custaria ?

Riq,
Por uma coincidência o caderno Ela, do Globo de ontem traz uma página sobre o Vietnam http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/?idEdicao=cfc2cea31d9852b8d6a26df01be8fd21&idCaderno=
3926830fdf615adc04993881f6387bb7&page2go=1&idMateria=4&origem=
&ran=h86mdMAQQDzy1yDvS44ED1lmw0YNVTyxRsO1XriMoXUw15DnMF
A foto da Baia de Halong do Rodrigo está lá.
Dão destaque à nova geração de cozinheiros formados na França e Inglaterra e abriram restaurantes lá.

Majô
MajôPermalink

Riq, arruma aí please

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Esquenta não, Majô, se eu tentar acertar o link vai quebrar...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

E quanto ao roteiro... Majô, a "primeira viagem à Ásia" é ainda mais difícil de montar do que "a primeira viagem à Europa" smile

Vou pensar num roteiro, a Sylvia e o Rodrigo de repente também têm alguma coisa na cabeça, mas é mais fácil partir dos lugares que mais te atraem pra ver o que cai fora e como você põe a coisa pra funcionar...

Sylvia
SylviaPermalink

Majô e a primeira viagem para a ASIA
Supondo que consiga um TKT promocional de USD 1700/1800
Supondo que viaje em dupla ( individual custa o mesmo para hotelaria)
Supondo que o teu objetivo não seja os Aman
Pensa em acrescentar a passagem USD 200 por dia para dois
É um bom começo: 8 mil usd para dois em 18/20 dias
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Agora é " escolher" a época para ir na baixa estação mas sem toneladas
de chuva, e para países amigáveis com a primeira experiencia e com a grana que vc dispõe.
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15 dias não dá , pensa em 18/20 dias
3, 4 paises no maximo
Pensa assim são 3 dias para ir e dois para voltar ( no minimo)
Quatro noites em cada lugar ( são só tres dias inteiros, o dia da
chegada não conta , vc vai estar descerebrada)
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Uma boa opção para iniciar é Bali / Cingapura e Tailandia que não
exigem visto , e são amigáveis sob todos os aspectos.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Sylvia, assino embaixo em tudo o que disseste.

Eu só aproveitaria para colocar Angkor no roteiro... e/ou Xangai, que é a cidade que mais atrai no mundo inteiro no momento...

Mas se o coração da Majô estiver no Vietnã, acho que dá para fazer um roteirinho enxuto Norte-Sul (Hanói, Ha Long, Hoi Ahn, Saigon) com Angkor e uma cidade grande (ou Bangkok ou Cingapura).

Majô, entrei na matéria, tem um errinho lá, viu? Trocaram as definições de duas cidades. Da Nang é que vai virar balneário organizado; Hoi Ahn é que é a "Paraty" do Vietnã.

Câmbio...

Sylvia
SylviaPermalink

Pois é... sei não...é uma iniciação bem complicada para a Asia .
Do ponto de vista financeiro fica caro demais ( acho) , pois o
"bate-volta" Angkor não vale, é melhor não ir ; os voos partindo
de Bangkok + visto+passes + taxa saida + hotel + transporte
estouram qualquer orçamento ; o outro ponto é o numero de dias
disponiveis : Angkor 3 noites ( se o voo chegar de manhã);
Xangai 3 noites , Hanoi 3 noites , Halong com uma noite no "junk"
são 2 noites ( 3 dias) ,o litoral do Vietnã no minimo 3 noites
Bangkok ( 3 noites), se for pelo leste são 3 dias para ir e 2 para voltar
Ufa!! Vai ter que dormir uma semana inteira na volta.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Não, não, Sylvia: a opção Vietnã é sem Xangai... a única cidade grande do roteiro é OU Bangkok OU Cingapura.

Acho que dá pra resolver assim -- Hanói e Ha Long (5 dias entre as duas), Hoi Ahn (2 dias paradinha), Saigon (2 dias), Angkor (via Phnom Penh, 3 dias), Bangkok ou Cingapura (4 ou 5 dias). Dá até pra inventar uma paradinha a mais em Huê (1 dia). O litoral do Vietnã dá pra dispensar na boa (não vale sair do Brasil para pegar praia no Vietnã).

Majô
MajôPermalink

Riq,

Por favor deleta o link, a página ficou quebrada no meio.

Mô Gribel
Mô GribelPermalink

Ó a Majô fazendo bagunça...eekP

Majô
MajôPermalink

Sylvia e Riq,

Antes de mais nada super obrigada por estarem queimando a mufa comigo.
Minha cuca fundiu. Vou ler com mais calma e tentar entender olhando no mapa.
Quando é a época de chuva ?
A viagem é pelo Pacífico ?
Tenho ido em dupla com minha irmã. Ela já esteve na Ásia eu não.
Pelo que vejo é caro, Mais do que RTW.

Riq,
A minha primeira viagem à Europa foi em excursão com roteiro pronto da Abreu, fiquei 2 meses. A long time ago. Tipo assim, você conhece tudo e não conhece nada. A partir da 2a. viagem com roteiro independente.

Sobre o errinho da matéria do Vietnam vou olhar, não tinha reparado. Pela referência de ambos a Paraty, fiquei procurando e realmente as cidades não casavam.

Sylvia
SylviaPermalink

OK OK , bem bom !
Se for via Phnom Penh dá um jeito de parar tres horas
para circular na cidade e ao menos ir até as margens Mekong
e fotografar a bandeira do Brasil .
É preciso passar por Phnom Penh para ver o horror causado pelo Kmer vermelho ;quando olho as minhas fotos sempre lembro que não
devo mostrá-las pois é impossivel de entender.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Pronto, Majô, arrumei smile

A melhor época pro Sudeste Asiático é entre outubro e março. Mas você vai passar um pouco de frio no norte do Vietnã e bastante frio na China.

A passagem deve ficar um pouco mais barata que a volta ao mundo.

Há um consenso de que a volta ao mundo pelo oeste é melhor, porque, depois do primeiro baque inicial, a dinâmica dos fusos fica a seu favor (os dias vão ficando mais longos à medida que você continua na direção oeste).

Mas se você não vai mudar muito de fuso durante a sua viagem (o que é o seu caso), a viagem pelo leste é mais curta, via Johanesburgo. Na minha experiência, esse baque inicial da viagem pelo oeste é mais pesado do que o desconforto da viagem pelo leste.

A diferença desses dois roteiros aí de cima é a seguinte: o primeiro é uma introdução ampla ao Sudeste Asiático, de repente com desfecho na China.

O segundo é uma viagem ao Vietnã com com Angkor e Bangkok (ou Cingapura) de lambuja.

Dá pra fazer um misto quente, também, botando Hanói no lugar de Báli. Assim: Cingapura - Angkor - Bangkok - Hanói - de repente Xangai...

Majô
MajôPermalink

Ok, Riq entendi melhor, estou debruçada em mapas.

Sylvia e Riq smile brigadu

Aguardo o pitaco do Rodrigo.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Majô,

Desculpa a demora, mas "desblogo" normalmente aos sábados e doimingos.

Não dá para tentar fazer tudo de uma vez. Eu sei a passagem é cara, mas eu prefiro fazer aos poucos. Normalmente compro duas passagens para ir a Ásia: Uma do Brasil para Europa ou EUA e uma de lá para a Ásia.
Quase sempre consigo uma boa promoção para a Ásia.

Concordo com a Sylvia que uma boa introdução é Tailândia, Cingapura e mais uma. Bali é mais interessante que o Vietnã, mas tem vivido problemas políticos. Com isso existem vária pechinchas para lá.

Já tive vontade de ir para o Laos e Camboja, mas o visto + a passagem extra me desanimaram.

China: vou esperar um pouco mais para ir lá.

Quanto ao custo, vai depender muito das suas escolhas. As passagens são uma parte importante do orçamento. Mas se você for mais flexível, os hotéis e a comida não saíra muito mais caro que no Brasil.

Eu ainda não faço viagem como o Arnaldo e a Sylvia, um dia ainda quero, mas agora fico em hotéis 2-3 estrelas (Ar condicionado, TV, Banho no quarto e cofre). Ainda não consigo bancar minhas passagens e os hotéis que eu merecia...Dá para dormir bem, nesse padrão, por uns 40 dólares na Tailândia e uns 80 em Singapura ou menos. Bali fiquei em um mais barato e depois fiquei 2 dias no Hard Rock.

Gosto muito de Cingapura como ponto de destribuição. A Singapore faz incríveis promoções nos sites regionais (não tem em outro lugar). Comprei Paris/Hanoi com para dem Cingapura por 750 com taxas (2005).

Cingapura é um ponto onde se tem várias opções de vôos tanto de grandes cias como de cias de baixo custo para toda Ásia. existem super promoções na Air Asia, Tiger e JetStar (cuidado com a franquia de peso das malas).

Fique mais dias na Tailândia visitando as duas costas para relaxar. Krabi, Phi Phi e Ko Samui entre outras.

Se quiser dicas de hotéis mais simples, não sei se é o seu caso, depois te envio.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Riq,

Eu sei que meu tipo de viagem não é o mais comum aqui no Blog, mas tem seus fãs.

Você bem que podia dar a idéia pra a V&t fazer umas matérias do tipo: Os dois lados da mesma moeda.

Explico, seriam 2 viajantes fazendo o mesmo roteiro, mas cada um em um padrão de viagem. Um mais mistura de Lonely Planet com Frommers e outro Frommers com Fodor´s. Um usando passeios e hotéis mais requintados e outro fazendo o mesmo passeio em uma agência mais simples e hotéis menos sofisticados. Dá para orientar onde de deve e onde não se deve investir numa viagem em determinado destino.

Fiquei pensando nisso em relação a viagem ao Vietnã. Será que se eu tivesse usado outros serviços a viagem teria sido muito diferente? Será? Talvez mais confortável, mas e a experiência mudaria?

Já tive ótimas experiências gastando pouco.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Desculpa, mas tem horas que minha catilografia mata a língua portuguesa.

Sylvia
SylviaPermalink

Rodrigo, hoje não estou me fazendo entender.
Certamente estou exausta , mas amanhã
vou tenar explicar minha posição que eu chamo
de "bolha" e que em linhas gerais funciona assim:
país pobre e/ou exótico acomodações de primeira
país rico e/ou amigável em hábitos e cultura um hostel está ok

Rodrigo
RodrigoPermalink

Sylvia,

Não é critica não. Eu entendo seu ponto de vista e suas escolhas. Eu é que não consigo conciliar ($$$) uma passagem aérea cara (Ásia) + hotéis melhores + restaurantes acima da média na minha fase atual (as últimas viagens foram de 30 dias).

Como não quero deixar o sonho morrer, vai a passagem cara e o resto faço uma imersão no local. Como e durmo em locais mais simples. Vez ou outra faço minhas estripulias. Dessa forma faço minha passagem render, conheço o lugar e um dia quando puder voltar em outro estilo, volto somente para desfrutar ( viajando com ajuda das milhas), já que o básico já conheci.

Se só tem tu, vai tu mesmo.

Ernesto
ErnestoPermalink

A ideia do Rodrigo é excelente. Mostrar dois tipos de viagem numa unica reportagem. Eu penso o mesmo que o Rodrgo e tambem procuro ir para lugares onde o dinheiro rende mais. Hoje pelo preço de um albergue para casal na Europa, se paga um 4 estrelas na Argentina, e em outros paises da America, e olhe que a ARgentina vai muito além de Buenos Aires, ou Bariloche. A America Latina esta regalada para nosotros... E, com certeza pretendo ir para a Asia, mas no momento não consigo juntar 20/25 dias para viajar, que é o minimo necessario para uma viagem como esta.

Ernesto
ErnestoPermalink

E, também estou de acordo com a Sylvia, quanto mais precário, o pais, melhor deve ser a qualidade da hospedagem e da comida.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Rodrigo, a idéia é ótima e dá até para ser feita pelo mesmo repórter smile

Olha só -- eu não quis dizer que o meu jeito, ou o da Sylvia, é o único certo; só que, quando eu fui, não havia muita alternativa, não. Mas certamente esse esquema de neguinho esperando com placa no aeroporto e transporte privado é pra marajá.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Riq,

Não se preocupe, eu não sou de levar essas opniões ao pé da letra! Eu entendo, e acho muito legal, que cada pessoa tem um estilo que combina com ela. Isto não quer dizer que é a única forma de viajar. smile

A propósito uma reportagem na CNN sobre Mini Hotéis em Bangkok

http://www.cnn.com/2007/TRAVEL/DESTINATIONS/04/02/bangkok.hotels/index.html

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O mais bacana do seu relato, Rodrigo, é a comparação. Você pode dizer por experiência própria que viajar com orçamento controlado na Tailândia, em Cingapura e em Báli é muito mais jogo do que no Vietnã.

Rosa
RosaPermalink

Rodrigo,
Mandamento nº 1 do meu marido: gastar menos e poder conhecer mais. Se ele te conhecer vai se tornar um gande fã. Disposição para andar o dia todo também é essencial. Metrô, ônibus, é aceitável. Táxi só em último caso. Hotel é só para dormir, sendo simples e limpo, está perfeito. Exceção à regra: curtir uma semana na praia, ai procuramos um hotel/pousada com uma infra-estrutura melhor, uma boa piscina, um bom café da manhã. Acaba dando tudo certo.

Sylvia
SylviaPermalink

Cacifar dá trabalho, muuito trabalho mas é delicioso quando
chegamos ao objetivo.
Mais de uma vez , encontrei promos que incluiram transfer com plaquinha
e tudo em super-hoteis e por 100 usd.Para isto é indispensável
ter tempo, ler as letrinhas pequenas e viajar na baixa.
Na Asia é comum o hotel incluir um transfer na diária , pois o motorista
espera poder ser contratado pelo passageiro durante sua estada, então
eles passam todo o tempo do trajeto aeroporto hotel oferecendo
passeios imperdiveis de um dia ; a gente pega o cartão com o telefone
e fica de ligar se precisar.

Flavia
FlaviaPermalink

Tô adorando essa discussão aqui, e queria saber uma coisa: é tranquilo mulher viajar sozinha ou com criança? Morro de vontade de conhecer a Asia, mas apesar de não ser nada medrosa, ir pra lá sozinha me dá um certo receio...e como vcs fazem com a língua? procuram algum santo que fale inglês ou francês? existe isso lá?

Rodrigo, adorei a história dos pelos, e a idéia do Lonely PlanetXFodors. E concordo com a Sylvia: meses de planejamento e muito garimpo devem ressolver (ou ao menos amenizar) o "impacto econômico"...

Sylvia
SylviaPermalink

Flavia , já sei que isso vai dar muita discussão mas
sempre achei muito complicado viajar com crianças.
Depende demais de muitos fatores, da personalidade das
crianças e da mãe, do destino, das atividades ....
Se o destino não for tipo Disney é melhor que fiquem em casa.
A partir dos 10 anos pode ser , mas bom é depois dos 12.
Antes disso acho que não vale a pena pois os adultos aproveitam
muito pouco e as crainças idem.
Certa ocasião perguntei a dois filhos de amigos o que mais haviam
gostado da viagem ( tinham uns 6 anos acho) a resposta foi:
Subir e descer a escada do avião.
Não vejo problema em viajar só, tem varios sites e livros que
tratam do assunto , mas o bom é dividir as despesas e ter
com quem trocar idéias.

Rodrigo
RodrigoPermalink

Rosa,

Acho que comungo algumas idéias com seu marido. Maslembre-se de que pagar caro, quando se pode, por algo que vale muito a pena, não é gasto e sim investimento.

Flavia,

Existe uma tripulante do VnV, me desculpa mas não consegui achar o comentário para citar o nome, que relatou que viaja com a filha desde pequena e nunca foi empecílio.

Acho que Cingapura e a costa da Tailândia e Japão não apresentam grandes problemas. Bangkok é um pouco tumultuada, mas fazendo um planejamento dá para cumprir o objetivo.

Quanto a língua, Cingapura Inglês é lingua oficial, apesar da população preferir o chinês (oficial). Na Tailândia quem não fala Inglês, tenta a todo custo comunicar com você. Super tranquilo. Japão: alguns falam uma língua que acreditam ser o Inglês.....Mas as placas, metrô e lojas tem algo escrito em Ingês e se não tiver tem sempre uma foto ou figura.

TEREZINHA
TEREZINHAPermalink

Oi Ricardo

Estou indo para Hanói agora em maio e gostaria de saber mais sobre o passeio para Ha Long...
Qual seria uma dica para operadora para o passeio?

Valeu!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Terezinha!
Aqui quem responde é A Bóia.

Veja um relato bem recente aqui:
http://aviagemhein.blogspot.com/2011/04/vietna-halong-bay.html

Amelie Amaral
Amelie AmaralPermalink

Terezinha, se quiser contratar algo daqui, sugiro a www.exotissmo.com, mas o preço deles e mais alto... O melhor mesmo e contratar lá nas agencias de turismo, em maio já deve ser mais quente... Então veja os barcos e tal... Janeiro eh alta temporada no pais e não conseguimos o cruzeiro para o dia seguinte, mas tínhamos tempo para comprar para outro dia...

Henrique
HenriquePermalink

Ricardo, depois de Bangkok e Cambodia, chegamos a Hanoi e amnha iremos para Ha Long. A minha impressão quanto a Hanoi está sendo diferente da do Rodrigo.
Devemos voltar a Hanoi depois, para pegarmos um aviao pra Hoi An (seguindo a sua dica "arrependimento"). É isso aí.
abs

Luiz Paulo
Luiz PauloPermalink

Em março de 2013, vou ao Vietnam por umas três semanas. Alguém pode me dar um roteiro e dicas de hoteis. Vale a pena ir em março? Peloq li acima, ninguém adorou o Vitenam. Vale a pena ou não?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Luiz Paulo! Não temos conteúdo organizado sobre o Vietnã. Março ainda é um bom mês.

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