A saída é por Campinas? (II)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Deu na Folha hoje: a OceanAir planeja lançar nove rotas com base em Viracopos.

Eu não me espantaria se outras seguissem o exemplo.

41 comentários

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

E, adianta? só se for como very low cost, porque para chegar até Viracopos são pelo menos 2 horas de São Paulo. Mas, para pegar Campinas, Sorocaba e região pode ser que haja demanda.

Ricardo Freire

Ernesto, mesmo antes da operação-padrão dos controladores e da ordem judicial para fechar Congonhas na chuva (!), embarcar e desembarcar em Congonhas já era um suplício. Eu acho que, se surgir um aeroporto que seja claramente identificado como um lugar em que as decolagens e os pousos acontecem na hora prevista, vai ter gente (eu! presente!) que vai preferir passar uma hora e pouco na estrada do que três horas na sala de embarque ou uma hora sobrevoando o aeroporto esperando sua vez de descer...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Eu sempre pensei que uma boa idéia seria tentar descentralizar os vôos um pouco, tirar um pouco esse peso de São Paulo. Penso que seria interessante ter mais vôos diretos do Rio, de capitais do Nordeste, do Sul para destinos na Europa e nos EUA, por exemplo. Provavelmente não seriam vôos diários, mas com 1 ou 2 freqüências semanais. Pergunto: é delírio meu achar que essa é uma opção viável? Ou seria realmente uma saída sensata a médio e longo prazo?

Miguel
MiguelPermalinkResponder

Se tivéssemos uma low fare de verdade por aqui, ela já estaria anunciando vôos para São Paulo que pousam na verdade em Viracopos, hehehe.
Mas a situação é essa mesma que o Ricardo colocou. Congonhas já era. Hoje é um suplício, no futuro será um privilégio, mais caro, provavelmente. Não tem aquela coisa apertada no meio da cidade se equiparar à demanda.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Acho que uma boa opção seria dar a opção de vôos para o exterior saindo de lá. Já daria uma boa desafogada em Congonhas, que ao poucos, poderia virar um aeroporto apenas para a ponte aérea...e olhe lá...

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Se houvesse um trem ligando Viracopos a SP... imagina que maravilha!

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

A saída infelizmente não é Campinas, está fora de São Paulo.

Essa superconcentração de vôos em São Paulo, onde todos devem fazer conexão ou passar por São Paulo cria um nó. Quando São Paulo para, o Brasil para.

É inegavel a demanda, importância e o mercado de São Paulo, principalmente falando dos passageiros prêmio ( passagens com tarifas cheias, Classe Executiva e Primeira classe), mas ele não é o único..

A TAP está provando e fazendo o que os Brasileiros não fazem!

A Solução passa por políticas de governo, coisa que o Brasil não tem a muito tempo, que foram substituidas por programas e planos pessoais dos ocupantes dos cargos.

Uma redistribuição dos vôos para outros centros como Galeão (tem espaço de sobra) Salvador, Brasília, BH e Manaus fará um bem danado ao Brasil e aos paulistas, que voltarão a ter mais espaços em seus aeroportos.

Mas como fazer as aeronaves, oops, aviões não é Riq?, pousarem fora de São Paulo? Incentivos como menores taxas aeroportuárias, melhores horários e consequentemente menores atrasos (atraso em aviação= prejuízo). Além disso, é urgente uma melhora nos meios de transporte que fazem a ligação entre o Aeroporto e as cidades que os mesmos servem.
Acho que os paulistas estão acostumados, mas o ônibus que ligam Guarulhos a São Paulo têm uma das mais caras passagens do mundo.

É claro que nesse processo alguns irão perder, mas perder é tão difícil (mesmo que seja pouco) .....

Guilherme Lopes

Rodrigo,

Por falar em políticas de governo. Me explica: Existem vôos internacionais saindo direto de Belo Horizonte (Confins)?

; )

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Algo precisa ser feito com urgência mesmo um amigo deixou um comentário no blog falando que levou 9 horas para fazer uma ponte aérea. Brincadeira, né?

Jorge Bernardes

Rodrigo,

A TAP não está fazendo nada diferente do que as empresas do Brasil, Austrália, Japão, México ou EUA fazem. Eles estão olhando o mercado. A grande demanda deles que tem justificado tantos vôos para o Nordeste está em Lisboa e não no nosso Brasil.

Quem estaria dando uma lição para a desconcentração das rotas é a cia iraniana que o Ricardo colocou aqui há alguns dias smile

Eu sou radicalmente contra a qualquer política, incentivo, estímulo ou utilização de verba pública para tentar reinventar a lei da oferta e da demanda. O mercado está em SP capital e existe sim, uma pequena fatia que topará sair da Capital para ir até Viracopos tomar um avião, mas será uma fatia pequena que só será motivada se o custo for baixo de verdade como disse o Ernesto.

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

Guilherme, apenas para Buenos Aires com a TAM e Assunção com a Gol com escalas... Salvador tem um desempenho muito melhor e com merecimento.

Jorge,

A demanda da TAP não é exclusivamente de Portugueses não. Os demais europeus têm diversas opções para chegar no Brasil. A TAP assumiu todas as rotas da Varig e ainda criou muitas. As rotas para a Europa estão estranguladas e saindo do sufoco agora. A Air France vai lançar mais vôos saindo do Rio em breve.

Por outro lado, a TAP vê no Brasil uma importante fonte de recursos e uma forma de enfrentar a KLM/Air France e Lufthansa que são infintamente maiores do que ela. A Alitalia não conseguiu enfrentá-las...

Mercado São Paulo tem, mas cuidado, sem dúvida é o mais forte mas não é o único. Essa idéia de que o mercado sozinho se regula, no setor de aviação não é uma regra.

Jorge, as taxas aeroportuárias brasileiras estão entre as maiores do mundo. Reduzí-las para desafogar São Paulo não é subsídio e sim investimento. Ou você prefere um aeroporto lotado e cheio de atrasos? Construir outro aeroporto em São Paulo levará anos. Do que vale a estrutura ociosa dos demais aeroportos? Lembre-se que no mundo verdadeiramente regulado pelo mercado, aeroportos secundários tem tarifas mais baixas e isso faz as Low Costs voarem para lá. Em Campinas ou Congonhas paga-se quase o mesmo.

No Brasil, os aeroportos são gerenciados pela Infraero, uma cia estatal pesada e com forte influência política. Andei visitando vários sites de aeroportos pelo mundo, estou com um projeto futuro envolvendo aeroportos, e neles você nota como um aeroporto pode ser gerenciado de forma diferente. Isso é mercado.

Não sou anti São Paulo, mas creio que como você disse, São Paulo tem mercado próprio e autosuficiente, então vamos criar uma outra opção aos mercados mais fracos e juntá-los em outro local. Todos ganham.

Jorge Bernardes

Rodrigo,
Eu entendo o seu ponto. Sabe o que eu não consigo entender: até um ano atrás ou dois havia um número maior de aviões voando no país. Hoje são menos aviões então será que o grande problema de fato não está nessa loucura das cias operando acima do limite e quando alguma coisinha dá errado (vcs viram o comentário da Luisa no post anterior) vira aquele caos e eles tratam de acusar a falta de infraestrutura, os controladores, o governo, etc. As cias (e os lojistas dos aeroportos smile ) e estão ganhando muito dinheiro com a crise.

Lea
LeaPermalinkResponder

Caros,

Mudando totalmente de assunto, queria dize que decidi minha viagem em maio, vamos uns 11 dias para a Sicília! A idéia é dormir 4 noites em Taormina, 2 em Agrigento e 4 em Palermo, visitando as outras cidades pelo caminho (Siracusa, .

Estou super interessada em dicas de todos à bordo, claro! Quem é que tinha falado que tinha adorado Sciaccia??

Obrigada!

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

O Ponto é esse!
As cias, algumas preparadas e outras não, optaram por intensificar o uso das aeronaves e aumentar o números de vôos. Nada muito diferente das cias internacionais, vide problemas na Jetblue e Usairways.
Com a situação das estradas e os novos preços e parcelamentos aumentou-se a demanda por passagens aéreas.

A Infraestrutura ficou parada e com dinheiro em caixa, o que não é novidade nesse país. Culpa só do governo? Não! Não me lembro de nenhuma cia aérea nacional alertando a mídia do caos que podia se seguir. Houve troca de memorandos reservados segundo o presidente da TAM....

Não agiram por que? Porque dependem do mesmo governo para conseguirem rotas, horários e favores. Você finge que não está vendo e eu finjo que estou fazendo...

Toda vez que ouço um exportador reclamando do dólar, fico pensando que se ele economizasse no transporte, armazenameno, seguro, no custos portuários e na papelada = custos da nossa falida infraestrutura, o dolár não teria um impacto tão grande..e eu podia continuar viajando com uma moeda com um valor internacional não muito diferente dos países assemelhados ao nosso e que tem as mesmas aspirações de futuro.

Uma relação viciosa, onde nós saímos perdendo.

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Léa, passei por Nápoles e pela costa amalfina em janeiro e mesmo no inverno valeu a pena. Que tipo de dica precisa?

Julio Kavalkevicz

Más notícias.
Fechei meu pacote de férias pela CVC, e ao contrário do ano passado que havia fretamentos de vários lugares inclusive Curitiba ( minha cidade ), neste ano á operadora só opera com fretamentos saindo de São Paulo.
Quem mora no sul, sudeste, ou centro-este do Brasil e pretender ir ao nordeste pela CVC vai ter que comprar passagens até São Paulo não inclusas no pacote.

Marcio Ito
Marcio ItoPermalinkResponder

Concordo com o Rodrigo, quando ele diz que não temos uma política de infra-estrutura aeroportuária, uma vez que os cargos são ocupados por loteamento político-partidária.

Só que esta situação caótica já dava sinais há muito tempo, apenas não se manifestava explicitamente como agora. Ou alguém aí acredita que tudo estava correndo a mil maravilhas?

Começo a achar que a saída passa a ser Viracopos-Campinas mesmo... É como o Riq mencionou, melhor passar 2 horas na estrada, e o voo sair no horário, do que 2 ou 3 horas sufocantes e calorentas dentro de uma saguão de embarque.

O problema é a logística pra fazer isso funcionar... Como iremos pra Campinas? De ônibus? De trem? Quem vai bancar os custos? Nós, novamente, pagando taxas absurdas?

Além disso, como já disse uma vez aqui, como é que o governo vai oferecer condições pra quem viaja de avião, se nem transporte público pro povão ele consegue dar?!!!

Julio Kavalkevicz

Rodrigo
Eu também concordo que o aeroporto de Campinas amenizaria o problema mas não deixaria de ser uma pedra no sapato, em Curitiba os vôos ainda saem no horário e o problema é a dita conexão em Sampa.

Imagina só, eu levaria um dia inteiro pra chegar ao nordeste!!
40 minutos de vôo até campinas, mais duas horas de translado até Guarulhos ou Congonhas ( se o vôo ao nordeste não sair de campinas também ), o ideao seria chegar em um desses aeroportos com 2 ou 3 horas de antecedência para fazer check in sem ter problemas.
torcendo para que o vôo em São Paulo não atrase eu levaria 12 horas pra chegar a Maceió por exemplo.
Da até vontade de não viajar ( mas é claro que nós aguentamos o tranco ).
Não sei se teria demanda de vôos diretos de Curitiba, mas poderiam ser estabelecidos pontos regionais de conexão. O aeroporto de Curitiba poderia absorver a demanda de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dando um desafogada nos aeroportos de São paulo.
MEsmo no Paraná temos um aeroporto em Maringá, Foz do Iguaçu e Londrina que poderiam enviar passageiros para Curitiba para fazer as conexões e não para São paulo.

Ricardo Freire

A história do pesadelo de Congonhas, pré-apagão aéreo.

Com a inauguração de Cumbica, Congonhas passou a ser um aeroporto regional. Fora a Ponte Aérea e os vôos para cidades do interior, havia só o programa VDC, Vôo Direto ao Centro, que ligava Congonhas à Pampulha, a Curitiba e a Brasília.

Vôos para todas as outras cidades tinham escala. Quer ir pra Salvador? Vai ter que passar em Ilhéus ou Porto Seguro. Porto Alegre? Curitiba ou Caxias. Floripa? Curitiba.

Foi a época de crescimento da TAM, que mesmo com escalas, com Fokkers (50!) e tarifas mais altas, conquistou o viajante executivo, que não pagava as tarifas. Sua concorrente, a NOrdeste/Rio Sul, também era ótima.

Daí quando surgiu a Gol, o governo, para forçar a concorrência, instalou a low-fare no quartel-general das "premium", Congonhas. Foi um empurrãozão para a laranjinha. Mas aí é que a coisa começou a degringolar.

De repente, Congonhas passou a ter vôos para todos os lugares do Brasil, até Macapá. Pra que ir a Porto Alegre por Cumbica, se o vôo que sai de Congonhas agora também é sem escalas e, graças à concorrência da Gol, custa o mesmo (ou menos) do que por Guarulhos?

Mas a coisa não parou por aí. Depois de passar de aeroporto regional a aeroporto mas importante de São Paulo, Congonhas se tornou... um hub nacional! O Brasil inteiro vindo fazer CONEXÃO em Congonhas!!!

Mesmo se a pista não fechasse na chuva e o Cindacta funcionasse direito, isso não ia acabar bem.

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Riq

Concordo que Congonhas está sendo usado em demasia, pelos motivos que voce fala....Mas. pensando-se em trem, não seria mais simples fazer um para Cumbica. É so extender a linha que já existe por uns poucos quilometros, e de canja ainda facilitaria o acesso para a USP leste e para uma boa opção de lazer, o parque ecológicio do Tietê.... Oui será que é dificil pelos interesses politicos das empresas de ´taxi,e de onnbus, que cobram preços superiores aos do primeiro mundo?

Ricardo Freire

Ernesto, claro que tô contigo... eu já escrevi que usaria TODO o dinheiro dessa reforma estúpida de Congonhas (e, pensando bem, juntava com o dinheiro da reforma ainda mais estúpida do Santos Dumont) e botava num trem pra Cumbica.

Majô
MajôPermalinkResponder

Salta aos olhos que o Galeão está sendo sub-utilizado, faz tempo !

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Já que trem é o assunto: não seria nada mal um trem-bala SP-RJ! Pela velocidade de um TGV, faríamos a ponte-férrea em menos de 2H. Não seria ótimo? E trem não atrasa...

Majô
MajôPermalinkResponder

Fernando, assino embaixo ! Êta transporte civilizado. Eu ia acrescentar isto no post anterior.

Lea
LeaPermalinkResponder

Oi Marcio, obrigada pelo post.

Vc foi para a Sicilia?

Maryanne
MaryannePermalinkResponder

Acho que um problema enorme para maior utilizacao do Galeao, é que vira e mexe, cariocas e gringos sao assaltados no caminho. Me arrepia pensar que o pessoal das favelas da Linha Vermelha pode forçar o trem a parar pra fazer arrastao.
A que ponto o Rio chegou, que tristeza!

Diogo
DiogoPermalinkResponder

Diogo vota pela volta da malha ferroviaria JA!!!

Essa eh a saida, ja dizia o meu falecido avo!!!

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Nossa Léa, viagem na minha viagem. Fui para região de Campania e não para Sicília. Fiz a costa Amalfitana com Ilha de Capri e não a Sicília.

Perdão!

Abs!

Marcio

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eu voto por Congonhas e Santos Dumont exclusivamente para Ponte Aérea SP-RJ.
Também votaria por Congonhas para vôos diretos apenas, tipo SP/Curitiba, SP/BSB, SP/POA.
Guarulhos e Galeão para vôos nacionais com escalas, conexões, etc e tal.
Viracopos e Galeão de novo (que tem espaço de sobra) para os Internacionais.
Quando tiraram os vôos da Pampulha foi um inferno. A gente acabou acostumando em ter que ir lá pros Confins dos xxxxx.
E francamente? Congonhas tá mesmo insuportável e não faz sentido um aeroporto no meio da cidade com essa infinidade de conexões seja lá de onde você vier.
Eu que moro a 5 km não me importaria de pegar 1h de estrada pra Guarulhos e 2h para Campinas. Claro, se não chover e for domingo, porque fora isso, é sempre imprevisível.

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu também voto por malha ferroviária JÁ!! Já dizia meu bisavô.

Majô
MajôPermalinkResponder

Na verdade, não só dizia como fazia.

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Concordo plenamente com vc, Riq... A solução é ampliar GRU, facilitando seu acesso, assim como reforçar o GIG como hub de conexões para quem parte de outras capitais brasileiras.

A ótima notícia que saiu hoje é que United, American e Delta terão vôos diretos para os EUA saindo de Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador!

Além disso American, Air France, Copa, Tam e Tap estão ampliando ainda mais os vôos no Rio!

As empresas parecem fazer sua parte, mas será que é tão difícil Anac, Infraero, Defesa e etc, entenderem isso?

Majô
MajôPermalinkResponder

O Sérgio Cabral tá se mechendo, Bruno. Vamos ver se sai, acho bom pra todo mundo, Bruno.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Bom, depois desse papo todo, só mesmo repassando a piadinha que meu irmão ouviu no rádio hoje... Qual o significado da sigla Cindacta? "Cindacta" pra decolar, "cindacta" pra pousar, "cindacta" pra voltar... wink

Leandro
LeandroPermalinkResponder

São Paulo pode ter duas saídas, a mais viável é Viracopos, que tem espaço de sobra para crescer, outra que não é comentada seria a Base Aérea do Guarujá, meio ao estilo Caracas-Maiquetía (só que sem ponte que caiu, por favor), neste último caso não sei se existe espaço, mas parece que sim pelo Google Earth (pode ser área preservada, sei lá), ambas demandariam um enorme investimento em transporte (leia-se: trens de alta velocidade) e não passam de um sonho nos dias de hoje, principalmente a segunda opção que é um delírio meu.

Daniela Siqueira

A situação de BH: quando saíram os vôos da Pampulha, todo mundo chiou. Isso tudo porque Confins (que é mesmo nos confins) estava quase fe-chan-do, sem vôo nenhum, enquanto o aeroporto da Pampulha estava sem caber mais gente (era o caos - uma esteira de bagagem para todos os vôos, não gosto nem de lembrar), mas era perto.
Única e exclusivamente por vontade política, tiraram os vôos da Pampulha: só mantém lá os regionais e dois vôos diários para Rio, São Paulo e Brasília (divididinho entre as companhias), um de manhã e um à tardinha (que logicamente são bem mais caros que os outros). Quando a gente chega de Total, tem o aeroporto todo pra gente. Confins, em comparação - que sempre teve espaço de sobra - está vitalizado e fervilhando de vôos (e já tem até uma loja LaSelva) - e é muito mais difícil de fechar por condições metereológicas (espirra perto do Pampulha pra você ver).
Hoje, estão fazendo uma senhora obra na estrada de acesso a Confins (a Linha Verde) e puseram um ônibus expresso fazendo a rota, saindo de um local central, mas sem ser na rodoviária, por um preço não muito salgado (R$ 12,00, salvo engano). Só erraram em esquecer de por um trenzinho...
Moral da história: A GENTE SE ACOSTUMA. Com tudo. Especialmente se ajudarem um pouquinho wink

Miguel
MiguelPermalinkResponder

Ricardo,

Eu não tinha noção do quanto d escala que é feita em Congonhas. Aí não dá mesmo. E como passageiros (nem todos se tocaram da roubada ainda)e companhias ($$$) ainda querem muito esse aeroporto, fica pra Infraero a responsabilidade de remanejar as rotas. O problema é que Guarulhos tá saturando também e aí caímos em Campinas de novo...
Temos que ter em mente que nosso país é pobre, o transporte aéreo segue totalmente os padrões da minoria que o utiliza. É uma colcha de retalhos. Se vocês conhecem o termo "aviação regional", sabem que ela não existe aqui. Não existem vôos de cidades menores e vários hubs que recebem e concentram esses passageiros para rotas mais longas. Aqui quase só saem vôos de capitais.
Porque os aeroportos do Nordeste estão ótimos ? Porque recebem muito turistas. Rotas internacionais diretas para lá ? Só porque há europeus viajando pra lá.
Aviação é um negócio caro e cada vez mais arriscado e difícil de dar retorno. Todo mundo só vai no garantido. Por isso a CVC está "andando pra trás" e concentrando as saídas em SP. E o pior é que é isso mesmo: no passado os vôos estavam mais espalhados. Moro em São José dos Campos e o pessoal nativo diz que convivia com o barulhão dos Fokker 100. Hoje só há um vôo, pro Rio, ainda por cima de Brasília (o avião, EMB 120, não a capital). Teve gente que já saiu daqui direto em fratamento pra Porto Seguro no passado !
O 11 de Setembro jogou a aviação mundial lá pra baixo, mais uma vez (como a crise do petróleo nos anos 70). Hoje há sinais de uma franca recuperação. Essa notícia de que as companhias americanas estão planejando vôos diretos para outras capitais é uma mostra de que já há fôlego pra arriscar uma expansão. Mas o mercado ainda é muito apertado, vamos ver quais conseguem se concretizar e, mais difícil ainda, se consolidar.

Majô
MajôPermalinkResponder

Concordo com o Miguel em vários pontos.
Acho também que as empresas querem não só lucro, como a curto prazo.
Acho que essa situação - congestionamento em São Paulo - era previsível. Falta de estratégia. Com concorrência os preços de passagens baixaram, o que permitiu acesso da classe média ao turismo nacional e tb quando tiraram do Galeão inúmeros vôos internacionais e nacionais.
Por outro lado, no passado, o país de território imenso desativou a malha ferroviária, que se tivesse sido mantida e expandida faria com que fôssemos ao norte e sul de trem, ai meu sonho de consumo rs
Concordo tb com o Miguel, aos aeroportos do Nordeste melhoraram pelo número de turistas europeus que recebia e recebe, como o aeroporto de Recife, apesar dos problemas de violência das cidades grandes do Brasil. Quando você desembarca, há anúncios de empresas no aeroporto oferecendo comboio de segurança armada para os turistas que chegam. E os turistas não param de vir.
Mesmo em Salvador, em escala não prevista do vôo "direto" para Recife, 95% dos passageiros desceu e destes 30% ingleses, franceses e russos.
Também concordo com o incremento do regional, acho que há demanda para várias cidades do Rio e São Paulo, descongestionando os principais aeroportos, e tirando carros das estradas.

Majô
MajôPermalinkResponder

oops os aeroportos do Nordeste

Marcio Ito
Marcio ItoPermalinkResponder

Humm, não concordo plenamente que os aeroportos do Nordeste estão ótimos.

Na minha opinião, eles receberam apenas maquiagens, umas melhorias nos mobiliarios, pisos mais morderinhos e por aí vai.

Estive recentemente em Natal e passei sufoco. A sala de embarque lotada, muita gente aglomerada, e não sei porque, a m... do ar condicionado tava desligado.

Quando anunciaram o voo da TAM, esqueceram da versão em inglês, e o gringos todos perdidos sem saber pra onde ir.

Recife então, pior ainda... Falta pouco pra virar Guarulhos, tanto em termos de lotação, quanto de periculosidade.

O único que me pareceu melhorzinho, foi o de Fortaleza! Esse sim me pareceu que foi bem reformado.

Maria R Setubal

Moro em Araraquaqra ,tenho filhos que moram em Brasilia, e o aéroporto ideal para mim é Viracopos Não sei porque a dificuldade de conseguir voos saindo de Campinas O aeroporto é otimo, facilita a vida do povo do interior,não sei porque esse preconceito qqqque só S Paulo é que merece
esse privilegio.

Maria R Setubal

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