Enquete da semana: berimbaus

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Atire a primeira mala de mão o turista que nunca comprou um berimbau.

Não, não: não ache que você ficou fora dessa só porque resistiu bravamente a comprar um arco-e-flecha de capoeirista nos mercados-modelo da vida. Esse meu berimbau é metafórico.

Qualquer coisa que você compra no impulso e depois se revela um trambolho para carregar durante toda a viagem é um berimbau.

Por exemplo. Adquiri meu primeiro berimbau na minha primeira viagem sozinho. Foi há mais ou menos uns três séculos. Eu tinha 15 anos e estava numa excursão à Disney. Eu morria de remorso de estar lá, quando minha irmãzinha de 8 anos tinha ficado em Porto Alegre. Então, na primeira lojinha em que entrei na primeira manhã na Disney, comprei meu primeiro berimbau: uma Minnie enorme, praticamente do tamanho da minha irmãzinha. Carreguei a Minnie aquele dia inteiro na Disney, e depois no ônibus pra Miami e finalmente no avião para o Brasil. Põe berimbau nisso.

Meu berimbau mais pesado foi um jogo de 6 pratos de porcelana pintados a mão comprados na fábrica em Vietri, na Costa Amalfitana. Eles viajaram com a gente à Sicília, a Malta, a Paris e Amsterdã. Sempre sentadinhos no colo, como bebês-berimbau.

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Agora é a sua vez. Conta pra gente sobre os seus piores berimbaus. E como eles se comportaram durante o resto da viagem até chegar em casa.

121 comentários

JB
JBPermalinkResponder

Riq,

Na minha primeira viagem a Londres em 1985, aficionado que era ( e ainda sou) por música, trouxe exatos 85 LPs, divididos em duas malas pequenas. Foi difícil fazer todo o trajeto trem-ferry-trem até o Aeroporto de Bruxelas e ainda queriam me taxar na chegada ao Brasil. Contei uma história triste de que havia comprado a maioria nas lojas second-hand de Notting Hill Gate, o que era parcialmente verdade.

Emília
EmíliaPermalinkResponder

O meu primeiro berimbau metafórico foi parecido com o seu: Disney, adolescente de 13 anos, 'bora comprar o Mickey enorme. Ele ainda visitou Miami antes de fazer sua viagem final ao Brasil. Mas como tudo era festa, até que não foi tão sacrificante.
O meu último foram dois vasos de cerâmica chorotega comprados na Costa Rica, numa comunidade rural. Eles viajaram deste local, Guanacaste (uma espécie de Oeste Paulista-Texas costarricense) foram até o Pacífico pegar uma praia, viajaram até a San José e descansaram na mala no hotel enquanto fomos até Tortuguero, no Caribe. Depois voltaram no meu colo até o Brasil. Um chegou com uma rachadura, mas nada que comprometa. Estão hoje felizes na minha sala smile
Em geral compro pouca coisa, resisto bravamente aos berimbaus.

Marilia Pierre

eu já comprei um berimbau, literal, pedaço de arame, pedaço de pau.
mas não foi tão difícil trazer pra casa quanto as garrafas de vinho chileno, com suas respestivas taças (4) que saíram de santiago e foram, no colinho, mochilar pelos lagos andinos.

Carola
CarolaPermalinkResponder

Nossa, o pior berimbau que já comprei foi uma mega mascara de Veneza, toda trabalhada, cheia de detalhes e óbvio... enorme!!!
Esta teve que viajar pela Itália, Grécia, Escócia sempre na mão!!
Hoje esta bem pendurada no alto, para não ter perigo algum, pois o trabalho foi árduo!!

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Bom, o meu marido comprou um berimbau (no caso, deveria ser classificado como sombrero, outro clássico) na Oktorberfest de Munique, um chapéu de espuma em forma de barril de cerveja, com torneirinha de madeira e tudo, de 40 cm de altura. Ficou repousando sobre nosso monitor do PC, na época que ele ainda nao era fininho e ocupava o maior espaco na mesa. Depois disso, optamos sempre por comprar mini lembrancinhas, que ficam dentro da cristaleira (miniaturas de igrejas, pratinhos, vasinhos, pequenas esculturas em madeira e etc). A única outra coisa grandinha que compramos foi um lindo frade-marionete de Praga, que fica pendurado na sala.

Marco
MarcoPermalinkResponder

Eu estava com a minha esposa em Puerto Montt, uma cidadezinha no sul do Chile, e ela encontrou casacos de lã "confeccionados por camponesas pobres e solitárias a beira do vulcão Osorno" e não resistiu, comprou uma para cada mulher da família (4). Tive que carregar durante uma semana uma mochila com aqueles casacos que ainda visitaram toda a Patagônia. Bom, pelo menos eles serviram de proteção para várias garrafas de vinho chileno. wink

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Hoje sou 100% imune a "berimbaus", mas a coleção
é imensa :
- Pluto, Mickey e Minie gigantes ( cada um em uma viagem)
- Mudas de plantas , carregadas dentro de garrafa pet
na mão e sendo molhadas todo instante;
a mais trabalhosa veio de Santorine, foi para Mykonos,Atenas
e Londres antes de chegar em casa
- cortinas de papel e varas de bambu que sempre foram vistas
como armas nos aeroportos
-Chapéus delicadíssimos que não dava para usar na cabeça
nem colocar com segurança no guarda malas do avião
- Ovos de pedra ( varios ) que passearam de Florença por
toda a Italia e Espanha por duas semanas na bolsa de mão;
-Garrafas de licor despachadas dentro da mala no meio das
roupas ( que irresponsabilidade!!)
A regra hoje é se perguntar :
O que vou fazer com isto?vou colocar aonde?
E a resposta é sempre: vai para uma gaveta ou um baú
Assim sendo, vai continuar na loja; não compro, não
carrego, não gasto e não encho a casa de inutilidades.

Fabiana Fernandes

Nossa, não sou nem recém-nascida no turismo...
Esse seu blogue é o que há, Ricardo!
Fico navegando por aqui e me pergunto: será que um dia eu chego lá?!

Meus "berimbaus" de viagem são vários postais, folhetos, cartões de visita e tudo que é tralha que encontro nas pousadas e balcões de informações turísticas e que dá pra levar pra casa. Tenho gavetas cheias de papéis que, convenhamos, será difícil eu consultar... porque só de pensar em achar alguma coisa naquelas gavetas me dá uma gastuuuura...

Mas tudo isso por vezes é útil, principalmente quando quero escrever das minhas andanças no meu blogue. Faz uma visitinha lá... ainda é pobre, mas é limpinho.

abraços mil

Arthur
ArthurPermalinkResponder

Vários!
Há mais de dez anos, em SP, comprei no Largo do Arouche uma miniatura de um carro esporte para minha coleção (daquelas da Maisto), e depois uma miniatura de liteira e uma camisa no Museu do Ipiranga e ia passar o dia todo passeando com amigos. No final do dia, eu implorava para que eles me ajudassem a carregar os sacos.
Em Natal, comprei um monte de quadros. Tive que mandar selar no aeroporto com aquele plástico e formar uma alça, para facilitar o transporte.
Em São Luiz, comprei uma miniatura de um barco típico, também dificil de carregar.
E, em Salvador, comprei um berimbau smile mas esse era pequeninho, de cobre, para enfeitar.

fseg23
fseg23PermalinkResponder

Ah, foram tantos os "berimbaus", desde todos essas tralhas da Disney, sombreros mexicanos e bonecas de barro de Fortaleza, mas o que sempre vai ficar na memória foi a Serra Gaúcha. Depois de vários dias viajando e comprando vinhos e colocando no porta-malas, faltou lembrar que um dia ia ter que devolver o carro na locadora. Imagina vir de Porto Alegre a Belém com inúmeros vôos e conexões carregando garrafas de vinho...

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

Riq, o meu berimbau é praticamente um berimbau : é um didgeridoo trazido diretamente da Austrália que hoja repousa feliz num canto do escritório lá de casa.

Noredy
NoredyPermalinkResponder

Ricardão,
berimbau mesmo, foi o que trouxe uma amiga, que vou omitir o nome, quatro tapetes pequenos, mas um trambolho, vindo do Marrocos via vários paises da eurora, quanto a mim, confesso trago todos os folders, mapas, tickets, notas, flyers e etc .
tenho uma pergunta: (viajarei p/ europa no proximo mês), o que vc. acha de levar o celular ? vale a pena ?

grato, abraços
noredy

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Por falar em berimbaus: meu objeto de desejo hoje é um tapete, kilim ou caucasiano, antigo. Quem sabe, quando eu for para a Turquia...
A pergunta é: quem já trouxe um desses? Trouxe na mão ou despachou?

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Não, nunca comprei o próprio, mas alguns "berimbaus" (ou malas sem alça) eu já trouxe. Certamente não lembrarei de todos, mas alguns aí vão:

1- Um tapete marroquino: a "novela" pra comprar um tapete - um belíssimo 'persa' confecionado por uma tribo bérbere do Alto Atlas - já é o próprio "berimbau" (só quem já teve a experiência de comprar algo num souk árabe é que compreende o quanto é exaustivo o ato de comprar, em alguns casos até extenuante): comprar qualquer coisa num souk já requer doses maciças de paciência e determinação. Comprar um tapete que foi oferecido por 2000 dólares e pagar 500 dólares (e ainda assim ter feito a 'féria da semana' daquele muçulmano marroqino de sorriso esperto), sair com a sensação de que pagou barato (e foi mesmo!) mas com a certez absoluta de que foi extorquido e que o barato poderia ter sido baratíssimo, já é o prório "berimbau". E trazer um tapete oriental pesado, difícil de embrulhar? Outra novela. Mas veio. Chegou e valeu a pena;

2- Enfeites de Natal: passeando pelas ruas de Amsterdam me deparei com uma loja espantosamente linda de enfeites natalinos. Eu e minha mulher éramos apaixonados por enfeites natalinos e compramos alguns. Eram passarinhos delicadíssimos, de pena e tudo, bolinhas de vidro, bolas de Natal, enfim coisas delicadíssimas que fomos comprando e só depois de embaladas "pra viagem" é que percebemos o transtorno que seria transportar aquilo durante uma viagem pela Europa, meio a meio, de trem e de avião. E foi. O maior, mais gigantesco "berimbau"que já comprei na vida;

3- Um jogo de taças de cristal da bohêmina: eram só seis, belíssimas, compradas em Praga há uns doze anos. Embaladas com esmero numa caixa com toda a proteção, o trambolho se mostrou tão incômodo que resolvemos desembalar e colocar com muito cuidado, separadamente, nas nossas malas, protegidas entre roupas. Das seis, três chegaram quebradas no Brasil. Quer "berimbau" maior do que um berimbau quebrado?

Se me lembrar de mais alguma, volto!

Leandro BH
Leandro BHPermalinkResponder

Minha tia foi pra Paris e trouxe um berimbau ótimo. Um não, vários. Compru umas 5 miniaturas da Torre Eiffel e trouxe tudo na mala. Resultado da empreitada: quando voltou ao Brasil viu que as miniaturas pontudas tinham furado a mala toda, que chegou parecendo um porco espinho.

Beto
BetoPermalinkResponder

Os meus "berimbaus" já levo de casa. É a coleção de guias que tenho mania de carregar, pra "ilustrar" o roteiro. Por falar nisso, acho que esta é uma boa enquete pro VnV. Como aliviar o peso dos guias, sem perder as informações dos ditos? Qual a solução que cada um dá pra não ter que carregar aquele monte de livros?

GiraMundo com Jorge Bernardes

Bom, há 10 anos eu comprei um coala enorme (do tipo desse mickeys que vcs estão falando) para a namorada. Carreguei desde Sydney até aqui no colo. Ridículo.

Em Innsbruck, minha mulher achou um faqueiro "dos sonhos" em uma promoção. Estávamos em dois casais e ela convenceu o outro casal a comprar também. Contrariado, fiquei tomando café na praça. Quando elas voltaram, traziam 3 faqueiros pois resolveram dividir o 3º entre as duas... Eu desisti de ficar bravo e caí na risada. Como as caixas eram enormes, ela jogou as peças dentro da minha mala e passei o resto da viagem procurando minhas roupas entre talheres em geral.

Em Jeri, ficamos uns 10 dias e todos os dias no final da tarde no caminho da duna, minha mulher parava para bater papo com a Leuda, uma moça que trabalhava numa loja de artesanato dali. Todo dia, ela namorava uma boneca de barro, negra, alta e bem fininha até que no último dia, ela comprou a boneca e a batizou de Leuda. Foi um transtorno carregá-la na jardineira, ônibus, aeroporto tudo até chegar em casa.... Hoje a "Leuda" repousa na sala de jantar.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Beto, eu faço o seguinte: JAMAIS carrego o guia inteiro. Antes de viajar, tiro cópias das páginas que me interessam (racionalizando bastante antes, selecionando o que EFETIVAMENTE interessa e grampeando por "zonas", "assuntos" ou "região") e depois de visitar ou conhecer o determinado ponto turístico ou fazer aquele percurso, jogo fora e retorno mais leve.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Xi...lá vou eu e meus micos:

- Toda vez que eu ia para Blumenau trabalhando, comprava copos de cristal numa ponta de estoque. Fiz isso umas 4 vezes, ou seja, é um berimbáu reincidente. Detalhe: comprava pelo menos uns 20 cada vez e trazia nas caixas como bagagem de mão.

- No Chile me apaixonei em uma 'mesbla' por uma liquidação de castiçais. Trouxe 5 e eles me fizeram arrumar a mala umas 6 vezes, já que os infelizes não cabiam em lugar nenhum. Ah, estes vieram em família, pois eu trouxe também 4 porta-retratos. Um kit berimbáu decorativo.

- Tenho mania de canecas. Toda vez eu venho com pelo menos 3, que pesam, ocupam espaço, não encaixam em cantinhos e se quebrarem eu morreria de tristeza. Então só sossego quando chego e vejo que estão inteiras. Este é o berimbáu colecionável.

- Uma vez caí na besteira de comprar um livro de história da arte que deveria pesar uns 10kg pelo menos. Eu estava nos EUA, ia pro México ficar 2 semanas, para então voltar pros EUA, fazer conexão na Bolívia para depois (acho que umas 47 horas após decolar da Cidade do México), chegar ao Rio. Ele veio no colo, pois minha mãe achava o tempo todo que eu ia perdê-lo. Este foi meu berimbáu cultural.

- Tem o beribáu gastronômico-fujão. Eu trouxe uma caixa de donuts de SP pro Rio e a comissária implicou dela ir no colo e o bagageiro - como sempre - estava lotado. Coloquei nos meus pés e no pouso ele foi parar umas 15 poltronas pra frente. Difícil e lamentável foi explicar me arrastando pelo avião que tinha perdido meus donuts.

Chega! smile Depois conto mais..rs

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

E por favor, berimbau = berimbáu em tupi-qualquer-coisa.
Desculpem o erro...

Marcio
MarcioPermalinkResponder

O meu berimbau foi um guarda-chuva daqueles maiores do time da Nova Zelancia da America's Cup que comprei em Auckland.
Ele é lindo mas não entrou na mala e não deixaram levar na mão.

A única saída que achei foi embrulhar o guarda-chuva junto com uma das malas com aquele plástico que oferecem nos aeroportos.

Ele chegou com o cabo avariado, mas nada grave e a primeira vez que usei quando ainda trabalhava de terno e gravata na Av. Paulista foi o maior mico e a maior gozação. Meus amigos me perguntavam onde eu iria com aquilo.

Foi bom para aprender!!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Emilia;Já trouxe vários tapetes,( aqueles lá do souk do Arnaldo) mas vou te dizer:
Não vale a pena , se vc não é uma especialista em pontos , desenhos
e tingimentos compra aqui no Brasil. Nestas feiras itinerantes tem
tuuudo que eu comprei e carreguei e nas lojas de tapetes tb.
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Beto: nada de livros, é um monte de casca de arvore ; pesa demais.
Como os livros são meus , ou eu arranco as paginas ou faço copia
do que interessa ( as copias jogo fora)
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Jorge ;
Morri de rir dos talheres ! A-DO-REI !
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Marcio:
Esta do guarda-chuva é sensacional !
Já me senti assim varias vezes com coisas que são absolutamente
normais onde vc comprou e que aqui é um "et-total"!
Mas a gente se diverte,e isso é o melhor da história.

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu sempre trago berimbaus.
Nordeste, este ano, 2 imensas e lindas arandelas, de um artezão de Porto da Rua, feitas de casca e fios de coqueiros. Tiveram que vir na mão mesmo . O Nilo se recusou a embalar. Deram um charme especial às paredes na varanda. Valeu o sacrifício.
Fora, bois bumbá pintados que fazem um mobile, de um artezão conhecido da Gilda. Por serem frágeis, a Gilda colocou em caixa que despachamos, chegaram perfeitos. Fora, sous plat de palha de coco tive que levar na sacola no ombro pra não quebrar.

Emília, comprei tapete kilim lindo enooorme, não é antigo, em Visconde de Mauá. Tá na sala até hoje.

Almofadas de gobelin pequenas e irresistíveis de Bruxelas. Tive que vontade de comprar outras, mas me contive. Foi um custo pra mala fechar.

Tentei trazer muda de planta do sítio de meu irmão em SP, mas no embarque implicaram, tive que deixar. Mas me recusei a jogar no lixo. Entreguei à uma caixa de lanchonete que comprometeu-se em plantar em sua casa.

Levo guias que pesam na mala, da próxima vez tentarei levar xerox como Arnaldo.

Jessica
JessicaPermalinkResponder

7 caixas de bombons suecos da marca Marabou (recomendo!) que viajaram Dinamarca, Alemanha e França antes de pousar no Brasil. Berimbau pra ninguém botar defeito! Resultado: fui com uma mala, voltei com três.

Paty
PatyPermalinkResponder

Eu sempre comprava pelo menos um berimbau em cada viagem. Já carreguei vasos para flores, enfeites para a casa, livros que não poderiam ir na mala despachada por causa do excesso de peso... Mas o pior mesmo eu tenho até vergonha de falar.
Foi quando eu ainda morava na Turquia. Eu passava o maior aperto com as comidas esquisitas de lá. Aí quando fui ao Brasil um pouco antes do Natal, meu pai resolveu me dar 3 kg de bacalhau pra eu comer no Natal, já que não acharia bacalhau na Turquia.
Pois bem, o bendito do bacalhau foi devidamente congelado e super embalado pra conservar a temperatura no porão do avião. Coisa de pai... Quando cheguei na Turquia, os cachorros farejadores da polícia cismaram com a minha mala (óbvio) e eu já imaginando que ia ser presa por causa do bendito bacalhau. Por fim, eu já chorando e pedindo pro policial pelo amor de deus pra não jogar o meu bacalhau fora (que situação), que eu ia passar o Natal longe da minha família e ainda por cima sem bacalhau, o pobre do homem falou: "Vai, minha filha. Anda logo, sai daqui e leve este bacalhau pra casa de uma vez".
Moral da história: nunca mais carreguei bacalhau, mas comi aquele com o maior prazer, pq teve um gostinho especial. Hahahaha!

Luca
LucaPermalinkResponder

Falando em Berimbau, acho que fui a única pessoa que visitou Salvador e voltou sem uma fitinha do Senhor do Bonfim.
Também já sofri com Máscaras de Veneza e sempre compro gravuras e livros de arte e fotografia que a) ou amassam b) ou que tem que ser carregados na mão.

Alberto Oliveira

Não sabia onde escrever o que direi abaixo!
Achei excelente o comentario de hj de manha na radio paradiso sobre a campanha de eleição dos monumentos mundiais ( aqui o corcovado).
Foi altamente esclarecedor e fiquei chocado com a desinformação que estava, e pasmo pelo envolvimento de sistema globo(vide BBB) e da ministra de turismo neste "negócio".
Obrigado e parabéns Ricardo Freire pelas lucidas palavras .
Rio 16/4/07
Alberto Oliveira

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Eu já tô meio vacinado contra a síndrome do berimbau, mas os pratos da boa lembrança são um vício pra mim, e é sempre um estorvo para carregá-los, ainda mais quando você teima em ir a vários restaurantes e sair carregando várias pratos de porcelana durante a viagem... Mas mesmo assim eu adoro e acho que vale a pena! wink

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

meu namorado é mestre! da última vez que foi pro Líbano voltou com um derbak (um tambor bem do grandinho e pesado), uma imagem enorme de Nossa Senhora que não podia dobrar, nem enrolar nem nada, conclusão chegou amassada e ele ficou P.
Qdo fomos a Bs As, ele comprou 6 Kg de doce de leite, mais umas 10 caixas de alfajores e ,sem brincadeira, ele trouxe empanadas no avião. Os doces e os alfajores, já contei aqui uma vez, viraram um transtorno ainda maior qdo chegamos ao aeroporto e descobrimos que teríamos que despachar. Tínhamos levado horas pra arrumar as malas e colocamos prudentemente as comidas na bagagem de mão. Tudo em vão, foi tudo pra mala enquanto os sapatos vieram pra bagagem de mão - mico total!
Eu tento me controlar pois acho um saco carregar coisas e ter problemas no aeroporto. Fora isso eu detesto souvenirs e bibelôs em geral. Não trago e qdo ganho, eles invariavelmente se quebram acidentalmente.

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Fiquei 05 anos sem ir ao Brasil...Sem ver familia, amigos e conhecidos...O meu "berimbau" foram presentes e "lembrancinhas" pra, no minimo, 50 pessoas...Vcs imaginam o peso??????...Parecia um legitimo sacoleiro, mas nenhum produto repetido....Cada um tinha sua historia...Foi o "berimbau" mais valioso da minha vida, porque era o resumo de 05 anos de saudades, de ausencia...

Riq e tripulacao,
Uma sugestao pra proxima enquete...Como se combate a ansiedade PRE-VIAGEM??????? Estou indo pra Paris e Barcelona( esta semana) e nao consigo dormir ha 03 dias...Tem alguma dica?????
Adieu and Au revoir

Kika
KikaPermalinkResponder

se vc teve que carregar uma minnie pra sua irmãzinho, imagina aí que eu tenho dois irmãos gêmeos. sim, foram dois mickeys numa viagem a europa com parada na eurodisney...

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Claudio:
Aqui tem uma coisa chamada Lexotan; a outra é
sair para correr ; vc fica exausto e dorme nem sabe como.

GiraMundo com Jorge Bernardes

Claudia, eu diria para vc se cansar bastante como sugere a Sylvia, mas aí vc vai chegar em Paris cansadão. Faz o seguinte, fica logado aqui no VNV 24hs por dia que o tempo passa rapidinho e vc acaba descobrindo mais uma dúzia de dicas sobre o que fazer lá.... smile

GiraMundo com Jorge Bernardes

Claudio, desculpe. Eu escrevi Claudia acima.

Márcia B
Márcia BPermalinkResponder

Meu berimbau-mor foi uma cortina linda de contas de cristal (que virou um pacotão pois tinha a base dura) que eu comprei em Paris na maior Marche aux Pulces. Infelizmente ainda estávamos no meio da viagem e iríamos viajar pra Amsterdã e Alemanha... Na saída de Amsterdã pra Bonn (Alemanha) numa confusão de trens, plataformas e paradas terminamos deixando o "berimbau-cortina” na estação. Meu marido ainda correu pra pegar mas no meio do caminho o trem deu o apito final de saída e por pouco quase perco o marido também. Até hoje penso nela, no mínimo foi "explodida" pois era um pacote no banco de uma estação de trem... que pena! Só tenho em foto a lembrança do pacote.

Meilin
MeilinPermalinkResponder

Eu não me arrependo do meu "berimbau líquido" : Foram 10 garrafas de vinho chileno carmenère, pelo qual me apaixonei perdidamente e encontrei num supermercado por uns dez reais. Paguei bem caro pelo excesso de peso (lá se foi toda a pechincha do supermercado) e atualmente até o Brasil produz uvas carmenère. Mesmo assim eu adorei meus vinhos

Mira Harari
Mira HarariPermalinkResponder

eu tive um berimbau coletivo -fomos em 7 amigas pra Tiradentes e compramos meia cidade de artesanato -fomos e voltamos de onibus e cada uma levou no colo umas galinhas de madeira super pesadas...o onibus ainda quebrou e tivemos que andar algumas horas meio de pé ou nos degraus la da frente...mas elas duram até hj ciscando nas nossas casas ri muito com os outros berimbaus todo meundo tem o seu...mira

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Jorge,
Foi o que eu fiz a noite passada...Fiquei logado no VNV e procurando dicas da viagem...A noite toda!!!!!!!!
Sylvia
Se comecar a correr agora, talvez chegue em Barcelona e Paris( como o Forrest Gump)...heheheheheheh

Meilin
MeilinPermalinkResponder

Quanto aos guias de viagem, conheci um australiano que viaja o mundo todo praticamente só com uma mochilinha, um pouco maior que uma nécessaire. Conforme a viagem vai chegando ao fim, ele generosamente doa o guia a qualquer turista recém chegado ao albergue (claro!). Achei muito simpático.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Nossa, estou me sentindo um ET nessa enquete... Acho que nasci imune aos berimbaus!!! Não compro nada que não possa encaixar na mala e me despreocupar - não chega a ser difícil, já que o que me faz perder a cabeça são os livros... wink

Mas uma vez já tive que carregar um berimbau alheio... Fui visitar minha prima que morava nos EUA e ela mandou de presente para a minha mãe uma guirlanda de Natal imensa!!! Tive que trazer a bendita na mão para não amassar, e me segurando pra não jogar a dita cuja na primeira lixeira que eu visse!

Jorge Menezes
Jorge MenezesPermalinkResponder

Levei a sogra para uma viagem nos EUA, este sim foi um BERIMBAU!!!!!

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Oi Riq / Pessoal,
Alguém conhece São Bento do Sapucaí ? Vi na Internet um pousada lá www.pousadoquilombo.com.br....achei interessante...e fica fora da muvuca de Campos do Jordão...Valeu !

Carol
CarolPermalinkResponder

Trouxe uma cortina feita a mao de conchas, contas e miçangas que nao cabia em nenhuma mala... veio no colo. E o pior que até hj nao a coloquei no lugar.

Arnaldo Jr.
Arnaldo Jr.PermalinkResponder

Riq, quando eu ainda era um pré-adolescente, fiz uma viagem de carro com meus pais de foz do iguaçu, onde moravamos até fortaleza. Chegando lá, meus pais não resistiram e compraram dois quadros de madeira entalhada, cada um pesando uns 20 quilos e mais um jogo completo para feijoada!! Um dos quadros ainda conseguiu vir no carro, já o resto dos berinbaus tiveram que vir de transportadora.
Essa foi a primeira e última vez com esses troços. Por sorte ainda conseguimos convencer meu pai a nao comprar uma carranca de madeira que com certeza iria ficar rolando pela casa.

Miguel
MiguelPermalinkResponder

Márcia,

Eu vou muito a São Bento por conta da escalada no complexo do Baú. Acredito que daqui um tempo a cidade vai se consolidar como alternativa àquela coisa que chamam de Campos do Jordão. Se você tá a fim de sossego e/ou atividades de montanha, a cidade é bem legal. Essa pousada parece bem bacana, eu só conheço o restaurante Trincheira, que deve ser o melhor da cidade.
Acho que o site correto da pousada é:
http://www.trincheira.com.br

Valeu.

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Pois é Miguel...não queria ficar na confusão de Compos do Jordão...E o restaurante você achou bom ? Obrigada..

Lia
LiaPermalinkResponder

Concordo com a Carla,não tem coisa pior que carregar berimbau pros outros.
Já trouxe de Fortaleza uma tapecaria imensa que tive que fazer um pacote com alça no aeroporto. Tapete tb de lá. Livros, eu não consigo me controlar e já carreguei uma caixa de livros pesadíssima. Urso de pelúcia do estilo mickey gigante, pq ninguém consegue resistir a tentação da Hamleys em Londres.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

CAROL:
É isso mesmo: a gente se apaixona, compra, embala, carrega e
depois fica num canto qualquer anos a fio: 100% inutil!!

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Paty,
Troféu Berimbau de Ouro para você! smile
Morri de rir!!! smile

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Mô Gribel ,
Jorge Menezes fica com o Trofeu Berimbau de Prata!!!!!!!
Hilario!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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