Paris pra Dani (Lerê, lerê)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Outro dia a Dani do Rio me deixou bleu-blanc-rouge de inveja ao pedir um help para destrinchar uma viagem de uma semana em Paris (com o maridão, a trabalho) sem ter mais pontos obrigatórios para ver.

Claro que ela só queria dicas parisienses fora do basicão. Mas, do jeitinho que ela escreveu, acabou inspirando a minha coluna desta semana lá no ViajeAqui.  

Originalmente aqui só tinha um link para o texto completo. Mas como o link caducou (e não há mais permalinks lá no ViajeAqui), aqui vai a transcrição integral.

O que fazer numa cidade onde você já foi a todos os pontos obrigatórios?

Essa foi mais ou menos a pergunta que me fez uma querida leitora minha outro dia. Por causa do trabalho do marido, a pobrezinha vai precisar voltar a Paris (a Paris!!!!) apenas seis meses depois da primeira viagem.

Muito provavelmente ela só queria que eu desse sugestões de programas fora do basicão para essa nova semana na cidade.

Mas se eu resolver enxergar algumas minhocas nessa pergunta, a coluna fica muito mais interessante. Você deixa, Dani? Obrigado.

É o seguinte. Nós, turistas (eu detesto essa distinção pretensiosa que alguns fazem entre "turistas" e "viajantes"), somos escravos do cartão-postal.

Organizamos nossos roteiros de um jeito assim e assado para conseguir bater ponto em todos eles. Lerê, lerê! Ai da gente se não entrar numa igreja obrigatória. Lerê, lerê! Quantos museus obrigatórios você já viu hoje? Lerê, lerê! Será que eu vou conseguir reserva naquele restaurante obrigatório? Lerê, lerê!

Quando a gente consegue ticar todos os pontos obrigatórios de uma cidade, lerê lerê, está na hora de passar para a próxima.

Nada contra os pontos obrigatórios. Tudo contra a obrigação.

A gente se acostuma tanto com as obrigações diárias de escravo dos cartões-postais, que quando não tem nada na agenda do lerê, fica perdido. Pior: fica culpado. Como é que eu ainda estou aqui nesse lugar onde não existe nada mais obrigatório para fazer? Socorro, eu tô livre!

Se você algum dia se vir nessa situação, não tenha medo. Aí é que o lugar fica realmente bom.

O meu sonho de consumo é voltar, à paisana, a lugares onde eu já cumpri todo o circuito lerê-lerê. Melhor: onde haja alguma coisa muito importante que eu ainda não tenha visto de perto – mas que eu todo dia dê um jeito de adiar para o dia seguinte, até não ter mais tempo para cumprir smile

Tudo bem, admito que existem lugares do mundo que só justificam a viagem até lá por causa de seus pontos-lerê. Mas cidades como Paris foram feitas para os com-tempo e sem-obrigação. "Flanar" foi um verbo cunhado em Paris. "Pegar uma mesa na calçada e pedir um café" foi outro.

Da última vez que tive tempo sem lerê em Paris (já faz nove anos!), saí andando sem mapa nem destino, atravessei o Sena por uma ponte onde nunca tinha posto os pés, subi uma ladeira que não conhecia, e, lá pelas tantas dei de cara com uma feira linda e sofisticada, que não ficava numa rua, mas numa praça, dessas com fonte no meio e tudo, e que só agora, pesquisando no Google, vim a saber que é a feira da Place Monge. Se eu tivesse visto num guia, não teria ficado tão surpreso. Não só com a feira, mas também pelo fato de ter descido outra rua e pimba: ter deparado com o Panthéon.

O ideal é que em todo lugar interessante (nem precisa ser tãããão interessante quanto Paris, não) a gente possa reservar pelo menos um dia para vagar a esmo, sem objetivo nem lerê de espécie nenhuma.

E que, mesmo nos dias de lerê brabo, possa fazer recreios longos. Ou chegar ao ponto-lerê pelo caminho menos objetivo. Para que a gente não guarde na memória só o cartão-postal, mas também o making-of do cartão-postal.

(Eu bem que queria poder aplicar isso retroativamente. Meu Deus, como eu gostaria de me lembrar da primeira coisa que eu comi depois de ter descido da Torre Eiffel!)

Mas não, Dani, eu não estou sugerindo que você fique uma semana zanzando por Paris feito uma doida varrida sem lerê nenhum na agenda.

Só para te inspirar, vou dar umas dicas de lerezinhos gostosos e totalmente não-obrigatórios.

Ao chegar no Charles de Gaulle, entre na livraria do setor de desembarque. Compre três livros

1) um Paris par arrondissement – um livrinho mágico de bolso em que você aprende a achar facinho qualquer endereço parisiense e a estação de metrô mais próxima;

2) um Pariscope, que traz toda a programação cultural da cidade para a semana; e, se tiver,

3) um Petit Lebey 2007 des Bistrots Parisiens, um guia sensacional para achar bistrozinhos recomendados (tradicionais, regionais ou modernos).

Pronto. Você está bem equipada para esta semana que está me deixando bleu-blanc-rouge de inveja.

Flane. E use seu Paris par arrondissement quando estiver mais perdida do que o recomendável.

Vá ao cinema. Todos os filmes que você perdeu no cinema e não saíram em DVD parecem estar em cartaz em Paris.

Dê um jeito de pôr uma feira de rua no seu caminho. E/ou uma padaria nota 10. E/ou um mercado de pulgas.

E quando cansar de Paris, dê um pulinho no norte da África ou na Indochina: passeie por bairros com forte presença de imigrantes, como Oberkampf e Belleville.

Se no caminho você topar com o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel ou o Louvre, mande lembranças, tá?

143 comentários

janna
jannaPermalinkResponder

devo discordar e acrescentar que, se ela zanzar uma semana pela cidade feito doida varrida, ela vai SIM encontrar todos os lugarezinhos mais legais e escondidos de Paris. esta é a verdadeira dica. ande, mas ande muito e sem destino pelas brancas ruelas parisienses.

um roteirinho nada Lerê (a não ser para os fãs de Morrison) é o Cemitério do Père-Lachaise, no vigésimo arrondissement. eu fui de ônibus, e o percurso é bastante interessante.
não se trata de qualquer cemitério, é O cemitério ahahahaha! Père-Lachaise é tão sinistro quanto belo. lá se encontram enterrados nomes importantes da França, como:
Honoré de Balzac
Oscar Wilde
Savinien Cyrano de Bergerac
Eugène Delacroix
Amedeo Modigliani
Auguste Comte
Maria Callas
Frédéric Chopin
Molière
Allan Kardec

fabio
fabioPermalinkResponder

riq, fica a sugestão de um tópico para discussão: quais os lerês mais "roubada" que o pessoal já foi.

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

O problema com as compras no cartão é quem é que não foi pagar a sua fatura (as vezes quarenta dias após a chegada da viagem) e não se arrependeu de ter comprado um monte de coisas ? Esta é uma questão psicológica mas a questão prática também é se o dolar subir durante este período ? Já aconteceu comigo na volta da Austrália ter acontecido uma valorização e eu paguei quase que chorando, fora a diferença da cotação do dia do lançamento do extrato pro dia do pagamento. Vejam bem, eu não sou contra o uso do cartão, ao contrário, eu os utilizo muito nas viagens mas que vale a pena voce chegar e não pensar no pagamento dele, ah!, isto não tem preço !
E para a Dani, continuo indicando o Museu da Música no parque La Vilette. O museu é muito bom, super iterativo e está num parque espetacular.
E Carolina, tem mais 2 % de desconto da promoção do Amex o que diminui um pouco mais a diferença.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Andar, andar e andar, está e minha "obrigação" quando viajo, infelizmente conheço poucas cidades no exterior, mas das que conheço Nova York é sem dúvida uma das melhores cidades do mundo para andar, a numeração das ruas torna impossível se perder (até no meu bairro é mais fácil eu me perder do que em Manhattan), num dia frio e ensolarado de inverno andei da rua 34 até o final do Central Park (acho que depois da rua 140 mas juro que não lembro a numeração) sem sentir nada, como se flutuasse, Buenos Aires também é ótima para andarilhos, pena que não conheci Recoleta e Palermo, mas andei por todo o circuito "batidão" da Florida, Casa Rosada e Puerto Madero (meu hotel era na Cerrito bem perto da Florida na altura das galerias Pacifico), na Alemanha quase não andei, a viagem foi um prêmio e os deslocamentos eram em ônibus ou trem (excessão: feira em Hannover, mas foi só na feira e não na cidade), no último dia, por conta própria, resolvi visitar e Munique, cidade que escolhera como porta de saída da Alemanha (cheguei por Frankfurt) pois na época tinha vôo da Varig de Munique para o Brasil, mas foi um fracasso, o comércio estava fechado pois era domingo, e teve uma coisa que pareceu praga: em todo o trajeto aeroporto/cidade de trem o tempo estava ótimo com nuvens isoladas e muito sol (era começo de setembro), pouco antes de chegar na Marienplatz o trem foi para baixo da terra, e não é que ao chegar lá tinha uma enrome nuvem escura e comçou a chover e chover, com isso acabou esfriando muito mais do que esperávamos para o fim de verão, eu ainda estava gripado desde a minha chegada à Alemanha, nem precisava dizer que desistimos de caminhar por Munique num dia de frio insuportavelmente úmido, chuva e comércio fechado, comi uma pizza num dos únicos locais abertos perto da Marienplatz e voltei frustrado para o aeroporto (deu para ver que a cidade é belíssima, uma pena). No Brasil exploro todas as cidades pequenas à pé, já andei por São Lourenço todinha (até bairros com aparência favelada após enormes ladeiras), em Nova Friburgo tomei um banho de chuva mas valeu à pena (eu não estava gripado desta vez e nem fiquei apesar de andar uma hora com a roupa encharcada, ainda bem), caminhar é maravilhoso! Desculpem possíveis erros, texto longo e não verificado.

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Oi Ricardo,
sou daquelas leitores diárias mas comentarista super rara mas, hoje não resisti. Amei seu texto, relembrando meus lerês e não lerês por Paris.
Não lembro da primeira coisa que comi ao descer da torre mas lembro do último sorvete, sentada num banco olhando pra ela antes de pegar as malas e ir embora (tava um hotel pertinho).
Em outubro pretendo voltar e já estou programando um roteiro menos lerê (pronto! Já comecei a querer cumprir metas, como disse a minha xará). Quero flanar mais, descobrir feiras de rua e comer em todas as boulangeries do caminho.
Para a Dani deixo a dica da Promenade Plantee, de Daumesnil (metrô) a Bastilha. É bastante chão mas vale à pena, principalmente no domingo.
Para mim peço uma dica. Mont Saint Michel... é melhor ir de trem, ônibus, carro... Tem algum site para consultar trens?
Bjs.

Ricardo Freire

Claudia,

Pra ir ao Mont St.-Michel você deve pegar o TGV a Rennes, que fica a 55 km do monte; a viagem leva pouco mais de 2 horas. De lá o jeito mais prático é pegar o ônibus turístico que faz conexão com o trem, e que leva mais 1h20.

Aqui estão os horários de ida:
http://www.lescourriersbretons.fr/1-1-6msmre.asp

Aqui estão os de volta:
http://www.lescourriersbretons.fr/1-1-6msmre.asp

O bate-volta é puxado, mas você pode ficar por lá entre 10h50 e 16h25. Só tem que ver se você consegue ver a mudança da maré no dia em que você for.

Site oficial de Mont St Michel: http://www.ot-montstmichel.com

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Riq

Até os meus amigos na Europa estao reclamando que a vida ficou mais cara depois do Euro, imagina para nós...

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Dani, o Riq sugeriu, no texto do outro blog, ir ao cinema. Se eu estivesse no seu lugar, iria assistir 'La Môme', sobre a vida da Edith Piaf. Estou louca para ele chegar aqui no Brasil. Aqui você pode ler alguns comentários:
http://viajeaqui.abril.com.br/blog/diretodeparis/20070304_listar.shtml#35681
Aliás, Riq, obrigada pelos links do texto. Aquele do site 'L'internaute' tem várias fotos divididas em temas: Montmartre antigo x moderno, lugares por onde Edith Piaf passou, passagens cobertas...demais! Meu corpo estava aqui no escritório, mas o espírito...estava passeando em Paris smile

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Claudia: Mont St. Michel? Ô invejinha...
Que lugar incrível, você vai amar. E se puder dormir lá dentro, vai experimentar uma sensação de estar de volta no tempo...quando fui estava frio e era fora da temporada. A ilha estava super vazia, à noite não tinha ninguém andando nas ruas. Saímos para andar pelas muralhas e foi maravilhoso: aquele silêncio, as brumas ao redor, a abadia iluminada...
Aliás, chegar na ilha ao pôr-do-sol e ver aquele céu lindo e a ilha se iluminando é de arrepiar.
Me desculpe a empolgação, mas sabe aqueles momentos de extrema beleza de que você se lembra sempre? Pois é. Essa noite foi um destes.
O hotel em que me hospedei lá foi esse:
http://www.hotel-la-croix-blanche.com/

Ricardo Freire

Pâtz! O inguinorante aqui (que nunca foi ao Mont St.-Michel) não sabia que dava pra se hospedar no monte. (Essa dica de St.-Malo eu li não sei onde e entrou pro hard-disk sem checar.)

Muito bacana esse hotel, Emília!

Outras opções:
http://www.ot-montsaintmichel.com/hotels2.htm

Carla
CarlaPermalinkResponder

Claudia, eu concordo com a Emília... O Mont St. Michel é mágico, você se sente mesmo transportada no tempo. Eu também cheguei ao pôr-do-sol e a experiência é para não se esquecer jamais. Não tive a sorte de ficar hospedada na ilha, mas fiquei perto o suficiente para ir mais de uma vez - vale a pena ver a ilha de noite, de dia, com a maré baixa, cheia, subindo... Em termos de hospedagem eu discordo do Riq - acho St. Malo longe demais. Na minha opinião, o ideal é fazer como a Emília - aliás, Emília, anotei a dica para quando eu voltar! Para ficar fora da ilha acho que o máximo aceitável é Pontorson, que fica a 6 km de distância apenas.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Riq, você se deve esse passeio ao Mont St. Michel, vai por mim... wink

Ricardo Freire

Carla, não está mais aqui quem indicou St.-Malo!!!
smile

(Devo ter pego isso na outra encarnação em alguma página mochileira -- tipo, para ir a Mont St.-Michel e não pagar uma fortuna e ainda ter alguma vida noturna etc. etc. etc.)

Mas claro que se der para ficar no monte e curtir o lugar antes e depois das massas, não se deve pensar duas vezes...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Dani, o Globo de hoje traz Paris na capa do suplemento Boa Viagem, com 10 razões para visitar Paris na primavera!

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Riq e Carla,
o mérito é todo da tia do meu querido. Quando nós fomos para lá, íamos ficar com eles (ela e seu marido) por uma semana em Paris e minha idéia era aproveitar um dia para fazer um bate-volta à ilha. Convidamos os dois para ir conosco, só que achamos que eles não iriam (o tio dele tem dificuldade para caminhar e sempre achamos que os locais já estão cansados de ver as coisas do seu próprio país). Não só eles aceitaram, como ela comprou o guia Michelin da região e montou um roteiro de 3 dias, incluindo as praias do desembarque, Caen, Bayeux, Mont-St Michel, Cancale e St. Malo. O hotel foi ela quem reservou. Tivemos uma companhia maravilhosa e viagem idem.

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Riq, o hotel é muito simpático e bem organizado dentro da limitação que é construir algo em uma construção medieval. O banheiro é engraçado (o chuveiro foi colocado dentro de uma cabine plástica cor de vinho!!!), mas a vista é linda...
Carla, o lugar é demais mesmo, não? Eu sempre tive vontade ir desde pequena, quando lendo sobre a história da França. Aliás, nessa viagem matei outra vontade antiga, que era ver a tapeçaria de Bayeux. Eu tinha um livrinho infantil sobre o cometa Halley que comentava dele.

Ricardo Freire

Emília, eu já passei por Bayeux... fica nos arredores de João Pessoa!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bayeux

Emília
EmíliaPermalinkResponder

(risos)...esse pessoal tem uma imaginação...
Mas me diga, a Bayeux paraibana é simpática?

Malu
MaluPermalinkResponder

Dani, vou sugerir alguns passeios que eu fiz sozinha, na 2ªvez em Paris, depois de todos os obrigatórios maravilhosos, lógico.
1º) Château de Vincennes: um Castelo de verdade, praticamente dentro de Paris com fosso,Donjon(Torre), com ponte elevadiça e tudo,Capela e um pequeno museu. Sucessivos reis e rainhas viveram e morreram lá como o Luís XlV e Ana da Austria. Depois da visita,aproveite para passear pela cidadezinha de Vincennes. Tudo isso a 7 KM de Paris, 15 minutos de metrô.Você pega a linha 1 do metrô sentido Château de Vincennes e desce no ponto final. Na saída, quase em frente, é a entrada do Castelo.
2º)Chartres:linda cidade medieval a 1hora de Paris com a catedral com os vitrais mais célebres da França. As fachadas externas laterais são ainda mais belas do que a principal (cuidado com torcicolo, é lindo mesmo). Depois circular pela cidade com as ruelas medievais e fachadas pitorescas.
Pega-se o trem na Gare Montparnasse, siga a indicação para Banlieue(arredores) e compre um aller-et-retour para Chartres.
Bom, para não ficar escrevendo demais, posso indicar outros passeios semelhantes como para o Castelo de Chantilly na cidadezinha de Chantilly(30 minutos pelo RER),Château de St. Germain-en-Laye etc....

Ricardo Freire

Sei não, Emília. A BR 101 serve como anel viário de Bayeux smile , a gente passa por fora... mas se não me engano o aeroporto de João Pessoa (onde nunca desembarquei! sempre cheguei de carro) fica em Baiê.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Emília, que delícia deve ter sido essa sua viagem! Eu dei a sorte de descobrir a existência do Mont St. Michel só alguns meses antes de viajar, veja só... Daí fiz questão de ir até lá, e segui viagem para o Vale do Loire, outro passeio imperdível... wink

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Riq, eu sou da opiniao que merchan, só pago! Assim o comandante pode viajar mais...
Já imaginou se um monte de pousadas, agências de turismo etc comecar a fazer isso?

Mudando de assunto, ou melhor, voltando a ele, nao faz nem 6 meses da minha "segunda viagem" a Paris, e eu já estou pensando na "terceira"! Na primeira, fiquei em um hotel-furada em Montmartre e odiei, na segunda fiquei em um hotel legalzinho no Quartier Latin, na terceira, quem sabe, em um apartamentinho de temporada no Marais... Que tal?

Ricardo Freire

Obrigado, Jurema, apaguei!

E apê no Marais é tudjibom...

Majô
MajôPermalinkResponder

Cláudia,

Fui ao Mont St. Michel de trem comum, há muuitos anos. Da estação até a ilha usamos taxi, pois não havia ônibus. Endosso tudo o que a Emília disse a respeito da ilha, vale a pena dormir lá, e comer o omelete que é famoso. Vou procurar em meus alfarrabos o nome do hotel depois passo, fica mais uma opção. No dia seguinte, seguimos de trem para St. Malo que você não deve deixar de conhecer, as muralhas, muito interessante Tomamos no almoço uma bela bouillabesse, e voltamos para Paris de trem. Você vai amar.

Majô
MajôPermalinkResponder

Emília,
Já tomei banho em chuveiro em cabine de plástico como o que você falou, em hotel em Paris, encarei, mas achei horrível !!

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Horrível mesmo! Você mal consegue se mexer...mas o que eu realmente não gosto são aquelas banheiras com o chuveiro acoplado. Num hotel em Annecy (ah, esses banheiros franceses...), não tinha nem o suporte para o tal chuveiro. Como lavar o cabelo numa situação dessas???
Sobre o Mont St. Michel...acho que não tem mesmo como não gostar. O que achou da Mère Poulard? Eu acabei não comendo lá, mas é bem famoso. O gosto da omelete faz jus à fama?

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Riq, Emília, Carla, Majô,
obrigada pelas dicas! Já estão devidamente guardadas para consultas futuras.

Majô
MajôPermalinkResponder

Emília,

Ah os chuveiros.... na Europa quase todos em banheiras. Na verdade quem toma banho todos os dias ? Só nos mesmo, né ?

O omelete que eu falei é o da Mère Poulard mesmo. É um super omelete. Eu lembro que era imenso, acho que eles colocam uns 12 ovos, feito na mais pura manteiga francesa. Mas sabe, eu preferi o que a minha mãe fazia, que vai dobrando enquanto os ovos batidos cozinham, e ele fica molinho por dentro. Dilicia. E Mont Saint Michel, como você diz, não tem como não gostar, aquela abadia do século XII em cima daquela ilha é uma coisa !

Cláudia,
Eu fui olhar os meus alfarrabos dessa viagem, que nada mais é que um caderninho com tudo anotado. Não tenho certeza do nome, pois escrevi hotel Mont Saint Michel, googlei e vi que certamente não estive naquele hotel. Busquei pela internet, e pela foto da fachada achei que era o Hotel Mère Poulard, mas com certeza pelo preço não foi. Era super charmoso, e certamente não era caro, mas ainda na época do franco. Lá tudo é bonito.
LSó que o frio que eu passei nem te conto, tanto lá como em Saint Malo, e húmido, eu vestia 5 sweateres !!! E isso, em março. Mas, agora com aquecimento global ..... tudo mudou.

Coma o omelete da Mère Poulard e vá a Saint Malo também !

Carla
CarlaPermalinkResponder

Meninas, essas histórias de chuveiros franceses devem dar uma coleção de histórias daquelas de rolar de rir... Fiquei num hotelzinho em Avranches (justo quando fui ao Mont St. Michel) em que o box do chuveiro parecia um armário!!! Não dava pra parar de dar risada... E além de tudo era minúsculo - para lavar o cabelo eu batia os cotovelos nas paredes! Enfim, acho que pra tomar tanto banho quanto nós só mesmo os americanos - AMO aquelas duchas poderosas dos hotéis dos EUA... wink

Analice
AnalicePermalinkResponder

Pessoal,
Precisava de dicas de hotéis em Paris, até aquela faixa de US$ 100,00. Já vi alguns, mas muitos estão lotados (seria para setembro).
Muito obrigada!
abraços

Majô
MajôPermalinkResponder

Analice,

Dá uma olhada no post desta enquete do Riq http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/02/05/enquete-da-semana-hoteis-em-conta/
Leia os comentários, pois há dicas de hoteis em Paris até 100 dolares.
Também faz uma busca no site www.venere.com

Analice
AnalicePermalinkResponder

Majô, muito obrigada!
Sou fã do Venere e do Trip Advisor, mas nada como ler uns reviews do pessoal aqui do blog!
abraços

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Analice, estive em Paris em janeiro/fevereiro e desta vez fiquei num hotel da rede Comfort, em Montmartre (Comfort Inn Saint Pierre). Paguei 52 euros por noite, pelo apartamento duplo (com chuveiro!!!), com um ótimo café da manhã incluído. Acredite: saiu mais barato comprar com minha agente de viagens, que direto pela rede. Comprei pela agência, via uma operadora chamada MMT. O hotel ficava a 2 quadras das escadarias para a Sacre-Coeur, e a 2 quadras do metrô.

Majô
MajôPermalinkResponder

Mari,

Isto é uma dicona lol É o BBB, bom, bonito e barato. smile

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Majô, é mesmo. BBB total. Bem localizado, quarto completo. E fiquei surpresa com o café da manhà, que era completo, tendo até suco de fruta (de verdade!!!).

Marcelo Galvão

Ricardo e colegas de blog

Estarei em Paris no dia 23 de setembro, sendo o início do outono na Europa, é uma boa época para ir ao Monte Saint Michel e/ou ao Vale do Loire, que não conhecemos?
É a nossa terceira estada em Paris. Quero rever alguns pontos "lerê" e, de resto, flanar. Assim, já arquivei várias dicas da Dani G, da Majô, da Emília, da Malu, do Diogo, etc.
Ficaremos 12 noites. Inicialmente, pretendo alugar um carro para ir até o Monte Saint Michel e/ou o Vale do Loire, dividindo o passeio em 5 noites? Este período pode transformar o lazer em gincana?
Se assim for, qual a região mais interessante para se conhecer? Ou o melhor, mesmo, é permanecer todo o período em Paris, usufruindo a cidade e fazendo alguns bate-voltas?
Por fim, como nunca aluguei carro na Europa, qual o melhor sítio para pesquisar? Há a necessidade da carteira de motorista internacional?

Agradeço, desde já, a atenção dada.

Ricardo Freire

Marcelo, eu nunca aluguei carro sozinho. Sempre pedi para o meu agente, que faz uma cotação com as principais locadoras.

Se você comprou sua passagem com um agente, peça para ele orçar. Você pode comparar o resultado nos sites das locadoras, como http://www.avis.com , http://www.hertz.com e http://www.europcar.com .

Nesses sites também dá para alugar sem problema, só dá trabalho ficar pesquisando um por um.

Existem também sites de desconto, mas eu não conheço quem tenha usado e, numa pesquisa rápida na rede, não consegui achar nenhuma referência (para o bem ou para o mal). Provavelmente eu não esteja sabendo como pesquisar.

Quanto à época e à duração da viagem, o começo do outono me parece ótimo (vai estar um pouquinho frio, mas suportável) e cinco dias dão pro gasto, sim. Você vai cobrir uma região relativavemente pequena, com muitas possibilidades de paradas pelo caminho. Vá tranqüilo.

Ah, sim: carteira de motorista internacional. Já aluguei carro na França algumas vezes e todas as vezes só mostrei a minha carteira brazuquinha.

Beto
BetoPermalinkResponder

Nunca precisou de carteira internacional de motorista, mas é bom confirmar com o agente de viagens. Vá correndo - sem exceder o limite - pro Loire, Marcelo. Elabore direitinho o roteiro antes da viagem e faça reservas de hospedagem. Você vai adorar. Às vezes em que aluguei carro fiz tudo pela internet e não tive problemas. Fique atento se as tarifas incluem as taxas, porque elas fazem muita diferença no preço final.

Ricardo Freire

E você alugou direto nessas grandonas, Beto, ou usou algum site que cota em várias?

Beto
BetoPermalinkResponder

Usei site que cota. Só não me pergunte qual. Fui fuçando até tomar coragem e fazer a reserva. Não foi na França, mas em Portugal. Na França sempre viajei com carro de leasing, mas aí só começa a valer a pena a partir de 20 dias. É bom conhecer antes as empresas que aparecem nos sites de busca e acessar os sites delas, pra ver se dá pra fazer reserva diretamente com elas. Sempre tive a impressão que a Europcar e a Alamo tinham preços melhores que as outras. É bom comparar também os preços com aqueles praticados pela agência de viagens. Pode não ter diferença e aí não vale correr riscos, sempre presentes na internet.

Beto
BetoPermalinkResponder

Marcelo, comece fuçando aqui
http://www.easycar.com/

Ricardo Freire

Bela lembrana, Betô! easyCar, claro!

Majô
MajôPermalinkResponder

Marcelo,

Eu nunca acho Paris demais !!! Quanto mais ando mais tenho vontade de andar por aquelas ruelas e me surpreender.
Já fizemos Vale do Loire em um dia, saindo bem cedo, dá para ir a uns 3 castelos. Fizemos bate e volta também a Bruges, saindo bem cedo também. Dá pra ir na boa. Fomos com tours que usam vans. Daí se pegar engarrafamento quando voltar no fim do dia, tem o motorista dirigindo wink
Quanto à carteira internacional, eu hoje tirei uma sem a menor dificuldade. O Bruno Villaça, do blog Superviagem, e é o meu agente de viagens super eficiente foi quem me passou 2 sites : http://www.carclubdobrasil.com.br/ ou http://www.touring.com.br/habilitacao.php Usei o Car Club que é mais barato.
Ele descolou o aluguel de carro bem mais barato em relação aos que eu tinha visto nos sites da europcar, avis, hertz.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Carteira Internacional de Habilitação é tirada hoje, no Rio de Janeiro, pelo p'roprio DETRAN e tem a mesma validade que a habilitação convencional.

Majô
MajôPermalinkResponder

Arnaldo, será que o Detran entrega rápido ? wink

Marcelo,
Aí vão mais dois sites com info sobre carteira internacional que a Lea me mandou www.terra.com.br/turismo/servico/serv23.htm
e http://www.carteirainternacional.com.br/
Caso você passe um domingo em Paris, não deixe de ir às pontes do Sena para ver como o parisiense se diverte. wink E aproveite par tomar um sorvete Bertillion na île de Saint Louis.
Outra dica, o Museu Marmottan http://www.marmottan.com/ que recebeu o acervo do filho do Monet. Há uma sala redonda só de Ninpheas, de cair o queixo. É um Museu pouco conhecido.

Ricardo Freire

Pípols, eu juro que eu nunca precisei dessa habilitação internacional pra alugar carro na França (duas vezes, a última em 2005), na Itália (em priscas eras), em Cancún (em 2002 e 2006), nos Estados Unidos (no século passado), em Israel (em 1998), pra ir da Espanha a Portugal (em 2003), em Aruba, em Curaçao e em St Maarten (2006), em St.-Barth (três vezes, a última em 2006).

Beto
BetoPermalinkResponder

Também não. Última vez em 2004...

Ricardo Freire

O que os caras não abrem mão é de um cartão de crédito internacional
mrgreen mrgreen mrgreen

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu já dirigi também sem, e sozinha na Alemanha sem falar a língua, saca ?
Mas, os tempos mudaram....tirei por via das dúvidas, se me pararem não vão fazer nenhum esforço pra entender a nossa língua.
Pois é, cartão de crédito always mrgreen

Majô
MajôPermalinkResponder

Riq e Beto, dúvidas bloguianas: preciso instalar o Photoshop pra diminuir resolução de fotos ? Passei horas domingo tentando, mas o computador não gostou. :roll:

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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