Pico Iyer, Monte Koya e eu

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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A Traveler americana de abril traz uma matéria do meu ídolo Pico Iyer sobre Monte Koya, no Japão. Pico é filho de indianos, nascido na Inglaterra (onde morou até a pré-adolescência) e depois transplantado para Califórnia. Trabalhou durante anos como repórter especial da Time, de vez em quando colaborando com revistas bacanas de viagem. Casou-se com uma japonesa que não falava inglês (nem ele, japonês) e foi morar na zona rural de Nara, no Japão. Escreveu pelo menos duas obras-primas: Video Night in Kathmandu, de 1988, e The Global Soul, de 2000 – dois livros complementares, em que ele investiga as duas mãos da globalização: a ocidentalização dos costumes por toda parte, mas também a ascensão das minorias étnicas e a disseminação da cultura do Terceiro Mundo nas grandes capitais do planeta.

Pois bem. Essa é a primeira matéria que eu vejo numa grande revista sobre Monte Koya – lugar que fez parte daquela volta-ao-mundo de 2005 que inaugurou este blog. Passei menos de 24 horas por lá (o Pico Iyer ficou uma semana). Se você perdeu e quer dar um pouquinho de risada, aqui vai o replay daquele post (é só rolar a página). Mas se você quiser ver uma matéria séria e boa de verdade, leia o Pico Iyer clicando aqui.

Dormindo com os monges

São oito da manhã e não tomamos banho. Nem vamos tomar. O banheiro de tomar banho só abre das 4 da tarde às 9 da noite. Tomamos o nosso ontem à noite. Não havia outros hóspedes, nem mesmo japoneses, mas ainda assim seguimos o protocolo do banho público japonês à risca. Pegar um banquinho. Sentar no banquinho. Abrir o chuveirinho. Espalhar água pelo corpo. Fechar o chuveirinho. Ensaboar o corpo. Acionar o chuveirinho novamente. Lavar-se até não sobrar mais nenhum resquício de sabonete no corpo. E só então entrar na grande banheira de ofurô. A gente, pelado; a água, pelando. (Desculpe. Não resisti.) Se o banheiro estivesse aberto agora de manhã, teríamos repetido a dose? Provavelmente, não. Faz muito frio. 5º negativos? 8º negativos? O mosteiro não tem calefação. O caminho do quarto até o banheiro de tomar banho é longo e gelado. No outro banheiro – o banheiro de ir ao banheiro – a única fonte de calor é o assento térmico da privada. Não, obrigado: o próximo banho vai ser em Kyoto, mesmo. Preferimos ficar aqui, encapotados, engorrados, enluvados e encachecolados, passeando pelas alamedas do mais bonito cemitério budista do Japão.

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A alameda principal do cemitério de Koya-san tem dois quilômetros e leva a Okuno-in – o templo onde Kobo Daishi, o fundador da seita budista Shingon, está enterrado. Enterrado, não: acredita-se que Kobo Daishi não tenha morrido, mas que se encontre em estado permanente de meditação. Além de Kobo Daishi, que está neste endereço desde o século IX, aqui estão enterrados os budistas mais poderosos do Japão. Alguns dos mausoléus têm portais e esculturas; outros ostentam murais de madeira escritos de cima a baixo.

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A bruma da manhã e as árvores altas dão um ar místico que eu já conhecia de fotos – e que a neve só faz acentuar. Poderíamos ficar aqui a manhã inteira – mas se a gente perder o ônibus das 8h44 para a estação, não vamos conseguir chegar a Kyoto antes do meio-dia.

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Como é que a gente veio parar aqui, mesmo? Ah, sim. Era junho do ano passado. Eu estava na Internet, em busca de um ryokan (hotel tradicional japonês) em Kyoto que coubesse no meu orçamento. Foi quando eu topei com o site da Japanese Guest Houses, uma pequena central de reservas em ryokans tocada por um americano. O site, completo e facílimo de navegar, traz descrições e fotos de ryokans de várias faixas de preço em 100 cidadezinhas espalhadas pelo país. Você escolhe seus ryokans, preenche um formulário, e o tal do americano cuida de tudo. De repente, abriu-se para mim a possibilidade de conseguir hospedagem em ryokans de cidades fora do circuito básico, em que o processo de reserva só é feito por fax ou telefone – e em japonês, obviamente. Um desses lugares é Monte Koya, ou Koya-san, um vilarejo a duas horas de Osaka que é a capital espiritual da seita budista Shingon – fundada, como você já sabe, por Kobo Daishi, que continua em estado permanente de meditação em seu mausoléu no templo Okuno-in. Koya-san tem mais de 100 mosteiros; muitos deles, veja só, aceitam hóspedes. Além de dormir no mosteiro, o hóspede experimenta a cozinha (vegetariana) dos monges e participa das orações ao amanhecer. Sair do fuzuê de Tóquio direto para um oásis zen-budista na montanha me pareceu um movimento perfeito, que valia sacrificar um dos dias em Kyoto.

A viagem até aqui foi um pequeno épico japonês. Amanhecemos no Terminal 1 do aeroporto de Narita (!) para depositar As Duas Malonas no guarda-volumes e poder viajar light de trem. Do aeroporto pegamos um trem para a estação Tokyo, então um trem-bala até Shin-Osaka, daí um metrô até a estação Nanba, seguido de uma troca de estações a pé (tipo 10 minutos) para então pegar um trem superlento até Gokurakubashi, onde finalmente tomamos o funicular até Koya-san.

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Cansou? Imagine se a gente estivesse com As Duas Malonas (a Preta, com as roupas de verão, suadas pelo calor da Cidade do Cabo, de Cingapura e de Sydney; e a Prateada, com livros, guias e roupas de inverno para o Japão e Nova York).

Chegamos a Koya-san às 3 da tarde. Os principais templos da cidade – situados num complexo conhecido como Garan – fechariam às 4 e meia. Resolvemos ir ao Garan antes mesmo de passar no mosteiro, com bagagem e tudo. Esses dois aí de baixo são exemplos raríssimos de pagodes de dois telhados (normalmente eles têm três ou cinco).

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O mosteiro em que ficaríamos hospedados se situava na extremidade oposta do vilarejo, às portas do cemitério. Fomos andando pela calçada congelada, passando pela frente de mosteiros e mais mosteiros, entremeados por uma ou outra loja. Durante todo o caminho fui decorando a frase com que abordaria algum passante, assim que chegássemos ao lugar onde o mapa indicava ser o nosso mosteiro: "Hai! Shojoshin-in?".( "Hai!", como você bem sabe, quer dizer "Hai!", mesmo. E "Shojoshin-in" vem a ser o nome do nosso mosteiro.) Chegamos ao lugar onde o mapa indicava ficar o nosso mosteiro, abordei um passante, falei "Hai! Shojoshin-in?" e ele respondeu coisas que eu não entendi, mas que pelo ideograma de seus gestos deviam significar "desculpe, eu não falo inglês". Repeti, então, a frase tão arduamente decorada – "Hai! Shojoshin-in", tentando fazer cara de quem estava falando japonês. Meu interlocutor continuou achando que eu falava inglês – e então eu lembrei que tinha impresso (ou imprimido? nunca sei) o e-mail do americano da Japanese Guest Houses que trazia os nomes dos ryokans escritos em ideogramas japoneses. Mostrei para o passante-san; ele sorriu, falou um monte de coisas que eu não entendi, mas estendeu o braço direito em direção ao prédio atrás da gente, num ideograma gestual que eu entendi como "é aqui mesmo".

O monge que nos recebeu não devia ter mais do que 20 anos. Veio quase correndo, com medo de que a gente esquecesse de tirar os sapatos e calçar os chinelos de plástico que ficam de plantão na escadinha da porta principal. Preenchemos a ficha de entrada e ele então deu as instruções, escrevendo os números num bloco de papel, para não haver mal-entendidos. Jantar, 6 e meia. Banho, até 9 horas. Amanhã, 6 e 20, bum bum bum (entendemos como hora do despertar). Ritual matinal, 6 e meia. Café da manhã, 7 e meia. Check-out, 10 horas. Hai? Hai. Mandou deixar a maleta por ali mesmo e foi nos mostrar o alojamento. Avisou: "Best room!" e disparou na frente. Nós fomos atrás, e eu já estava agradecendo: "Arigató". (A essas alturas eu já tinha notado que os japoneses não falam arigatô, e sim arigató. Ou pelo menos eu ouvia assim.) Atravessamos um salão vazio, subimos uma escadinha, viramos num corredor; o monge falava "Best room!" e eu agradecia, "Arigató!". Chegamos, e só então eu entendi que ele queria nos mostrar o banheiro de tomar banho, "bathroom", e não o melhor quarto, best room.

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De todo modo, nosso quarto não era mau – e, dada a inexistência de outros hóspedes, deveria ser mesmo o melhor. Tínhamos um janelão com vista para um o jardim japonês (congelado, claro). A mesa estava posta com chá e docinhos de feijão. No canto do quarto podíamos ver nossos yukatas – quimonos que devem ser usados enquanto você está num ryokan. O aquecedor a gás aumentava a sensação de rusticidade. Só duas coisas estavam fora do script: a televisão (!) e a luz fluorescente da luminária principal. Mas acendemos só uma lanterna no chão, e tudo ficou monasticamente japonês. Ficamos tomando chá verde e contemplando a noite cair sobre o jardim japonês congelado, até que o monge viesse nos chamar para o jantar.

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À diferença do que acontece nos ryokans, nos mosteiros de Koya-san as refeições não são servidas no quarto, mas numa salinha à parte, parecida com os reservados dos restaurantes japoneses do Brasil. Todos os mosteiros de Koya-san preparam "shojin-ryori" – uma culinária estritamente vegetariana, característica do budismo local. Pensamos que iamos sofrer, mas o jantar no Shojoshin-in acabou se revelando nossa mais inesquecível refeição japonesa. Até o tofu era saboroso – e era bom mesmo que fosse, porque ao todo tivemos que experimentar quatro variações em torno do tema (com texturas e temperos diferentes, incluindo uma versão doce). Os picles não exageram no vinagre, e os monges preparam uns cogumelões adocicados que vou-te-contar. Já o shoyu tinha um azedinho delicioso que não encontramos em nenhum outro lugar. Aproveitamos que não tinha ninguém vendo, e tacamos shoyu no arroz. (Desculpaê, kudassai.)

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Na volta ao quarto, nossos futons já tinham sido desenrolados e arrumados para uma noite de sono. Fomos para o banho e, depois de meia hora de ofurô, dormimos como pedras de jardim japonês – acordando só ao amanhecer, ao bum bum bum do gongo chamando para as orações matinais.

Acordamos, vestimos nossos yukatas e ficamos esperando o monge vir nos buscar para o ritual. Seis e vinte e cinco. Seis e vinte e oito. Seis e meia, nada. Será que era para ficar esperando? Ou será que era para ir direto? Eu não me lembrava de nenhuma instrução específica. Seis e trinta e cinco, resolvemos sair em busca de algum sinal de atividade religiosa. O monge jovenzinho do dia anterior tinha nos mostrado onde ficava o banheiro de tomar banho, onde ficava o banheiro de ir ao banheiro, onde ficava a salinha de comer, mas não tinha mostrado onde ficava o templo-templo. Decidimos então voltar ao portão de entrada e pegar o corredor que levava à ala oposta de onde estávamos. Deu certo. Começamos a ouvir vozes ao longe, em volume crescente. Deslizamos uma porta de correr, e lá estavam eles. Quatro monges de cabeça raspada, sentados sobre as próprias pernas, no tatâmi, de frente para um altar dominado por um enorme Buda. Vimos uma fileira de bancos inteiriços encostados na parede e nos sentamos. Começamos então a absorver o ambiente. Flâmulas vermelhas penduradas no teto dividiam o recinto em dois. Em frente ao Buda havia objetos (enfeites?) antigos, posicionados simetricamente, além de frutas (oferendas?). Na extrema direita, na mesma linha dos monges, uma mulher estava sentada numa caderinha muito baixa. Tanto os monges quanto a mulher tinham livros grossos à frente, nos quais liam as orações. Um dos monges – o segundo, da esquerda para a direita – tinha sob sua guarda também um bumbo (deitado) e alguns bastões de madeira. Quem comandava tudo era o monge da extrema esquerda – os outros respondiam ou faziam a segunda voz. Na hora me ocorreu que o tom e o jeito de rezar daqueles monges não era muito diferente do que conhecemos como canto gregoriano. Quando eu estava começando a viajar no mantra dessa idéia, porém, um dos monges olhou para trás e veio até mim. Apontou para os nossos yukatas, nos levou até a porta de correr e falou: "Change!". Como assim? A gente tinha amarrado errado? (A gente sabia que tinha alguma coisa de amarrar o kimono com a esquerda sobre a direita, ou contrário.) Quando a gente estava do lado de fora, ele apontou para ali mesmo e falou: "Change". Pelo jeito, não era o caso de ir até o quarto e trocar totalmente de roupa. Na hora, chegamos à conclusão de que era para tirar o yukata de baixo, que de repente devia ser só um pijama, e ficar só com o yukata de cima, que era quentinho e tinha cara de quimono. Será? Ele voltou para dentro, nós tiramos os yukatas de baixo e entramos novamente. Acho que era isso mesmo, porque dali a cinco minutos fomos inclusive convidados para dar uma passadinha por trás das flâmulas – e por trás do Buda também – e queimar incenso numa pira. De volta ao nosso banquinho, acompanhamos o fim do ritual, com uma intervenção cada vez maior do bumbo e da marcação de ritmo com os bastões. Daí os monges e a mulher se levantaram, fizeram "Hai!" e um deles disse: "Go room now". Voltamos ao quarto e ficamos esperando nos chamarem para o café da manhã.

Eu falei café da manhã? Teria sido mais apropriado falar "desjejum". Experimente amanhã cedo: arroz japonês, chá verde e picles. Mas quem precisa de café (ou de banho) depois de rezar com monges budistas e cometer gafes indumentárias graves logo pela manhã? Abreviamos o desjejum, arrumamos a maleta de mão e fomos gastar nossa última hora em Monte Koya passeando por entre os túmulos dos budistas vips. Àquela hora, e naquele frio, não havia mais ninguém vivo no cemitério mais bonito do Japão.

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Lá pelas tantas, caímos na gargalhada. Valeu a pena. Um dia a mais em Kyoto não teria sido tão divertido.

20 comentários

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, eu salvei este texto na minha pasta Japão e reli no inicio
deste ano quando começei a pensar sériamente na RTW2.
Conferi todos os voos ( pela enésima vez) e ví que dava
para parar em Kyoto em vez de Incheon numa escala
para Hong Kong.
Liguei para o consulado do Japão ( que fica atrás da minha casa)
e perguntei como ficaria o visto.Respondi dez perguntas , de
onde vem, para onde vai, por que, por que ... e ouvi o seguinte:
"Se vc promete que não vai visitar nenhum parente posso lhe
dar um visto de transito , é só pagar uma taxinha; mas
me diga, vc tem certeza de que quer ficar só 36 horas no Japão??"
-----------------------------------------------------------------------------------
Agora a minha pergunta : um dia inteiro em Kyoto está ok?
É isto ou nada, não tenho mais dias disponíveis.

Ricardo Freire

Queres dizer parar em Osaka?

Se prometes não contar pra ninguém, vou te confessar que só ficamos um dia e meio em Kyoto... Mas, de uma maneira muito zen wink , delimitamos o passeio, num dia, à região contígua ao bairro do Gion, onde ficam as gueixas (achei lindo). Na manhã que nos restava, fomos ao castelo do centro da cidade (hoje me arrependo, deveríamos ter ido ao Pavilhão Dourado, no norte). Não tem jeito: um dia só em Kyoto é ter que fazer escolhas-de-Sofia...

Hoje eu vejo essa minha passagem pelo Japão apenas como um cursinho básico para saber preparar uma viagem de verdade pra lá.

Se essa for a tua intenção -- aproveitar um pit stop só pra ver qual é a do lugar e testar se o teu santo bate com o santo do Japão, com vistas a acalentar ou não uma viagem futura --, vale.

Mas escuta só: isso não vai ser justo no pior dia do jet lag da ida?
smile
smile
smile

Diogo
DiogoPermalinkResponder

Riq, li todo o texto. Achei barbaro! A tua maneira de escrever eh tao show e rica em detalhes que parece que estivemos la, smile

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq,a minha ideía maluca é : Toronto- Xangai - 3 noites //
Xangai-Osaka (dormir em Kyoto) -2 noites // Kyoto -Hong Kong etc...
Como voar para oeste não dá, de jeito nenhum para compensar
o jet leg antecipadamente , tem que sair sabendo que só vamos
nos sentir normais do decimo dia para frente , e que no 2°,3º ou 4° dia
não vai ter jeito meesmo , a sensação é de enfermidade grave !!
Sabes, eu nunca tive a menor taquicardia com o Japão, e ainda não
tenho, mas pensei em conferir umas "figurinhas japas ".

Ricardo Freire

Sylvia, essa rota Canadá-Xangai também tá na minha mira pra próxima RTW (infelizmente, sem data pra acontecer, snif).

Tu não tá fazendo de Star? Porque a Air Canada voa direto tanto de Toronto quanto de Vancouver...

Eu só fiz uma fez essa viagem pro Oriente na direção oeste. Fiquei transtornado. Até hoje não me recuperei!!!! smile Eu entendo que, a partir do momento que o baque é absorvido, os outros dias são melhores do que no sentido leste. Mas eu nunca sofri desse jeito viajando no sentido leste...

Ricardo Freire

Ops, reli o teu roteiro e agora eu entendi porque é maluco smile

Não existe vôo da Star entre Xangai e Hong Kong, então tu tem que desviar de ANA pro Japão. É isso?

Ha ha, engraçado. Bom, o pior do jet lag já vai ter passado smile

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, é star sim ( já tenho todos os voos na memoria rsrsrs)
Minha primeira vez foi para leste, a segunda para oeste.
Para leste, compensei mais da metade do jet leg antes de
sair e os outros 30% em Joburg. Foi canja.
Para oeste, foi via Toronto para Pequim
( Vancouver não dá pois quando o tempo
é bom na asia em Vancouver é péssimo)
O voo saiu as 10 da manhã e ao meio dia apagaram as luzes, fecharam
TODAS AS JANELAS, distribuiram cobertores e puseram todos pra dormir.
O primeiro dia naõ deu nada, no segundo o maridão capotou e eu
apaguei no terceiro.
Mas vamos encarar de novo pois os dias são mais longos e proveitosos;
o único problema é que a gente dorme e acorda cedo demais.
Mas creio que dá para solucionar isso tomado meio dormonid
as 5 da madrugada nos dois primeiros dias e acordando as 8.
Quer saber a verdade? O baque nunca é absorvido , só
semi-administrado, ficando um dia a mais do que seria preciso no
primeiro destino e parando uns 4 dias ( na segunda semana) num
lugar especialmente delicioso e com poucas atrações imperdiveis.

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Riq, reli o texto e adivinha escutando o que?

Marisa-San. Ha ha ha!

Essa foi umas das melhores partes do texto do Japão. wink

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, na verdade estou esperando a Air China entrar na Star.
O problema de Xangai com a Star é só tem voo para Bangkok
e eu acho que chegar direto em Hong Kong é muito mais
estressante do que em Xangai.
Vc acredita que chegar em Toronto foi 10 vezes mais complicado
do que aterrisar em Pequim?
Os canadenses são paranóicos com segurança e nos deixaram
plantados 1,30h na beira da esteira das malas devido a uma
chuvinha besta ( é que os sindicatos lá funcionam meeesmo)

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Sylvia, ser posto para dormir à força, meio-dia, ninguém merece! rs

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Mô, é isso mesmo pois é preciso pensar que no local de chegada
o relogio vai marcar 10 horas a mais ; o povo todo no avião
achou normal e devem todos ter tomado uma bolinha pois
não vi nenhuma nenhuma conversa ou luz acesa ( eu tb tomei
uma, é claro)
Bom lembrar que sem bolinha não tem viagem para oeste .

Ricardo Freire

Ah, intchindji então! Um Dormonid inteiro ou meio basta?
smile

Carla
CarlaPermalinkResponder

Opa, vim parar aqui em boa hora - consegui viajar em duas viagens ao mesmo tempo, o Japão do Riq e a RTW da Sylvia (sonho meu... só realizável daqui a alguns anos, imagino...)

Perguntinha de gente curiosa: vocês sabem se há uma explicação científica para o fato de que quase todo mundo sofre mais com o jet lag viajando para oeste? Indo para o leste eu tiro de letra; para oeste, demoro uma eternidade para me adaptar...

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eles estão certos, mas puxa! Deve ser um horror!! rs
Não sei se com vc é assim, mas sempre que tenho que dormir por algum motivo tipo vida ou morte assim, eu jamais consigo.
É normal eu ter insônia toda vez que vou viajar. Eu sempre marco vôos hiper cedo e vejo o relógio marcar 1, 2, 3, 4 da manhã e nada...
Por isso, nem que cantassem boi da cara preta eu conseguiria...rs
Agora, se não posso, aí mesmo que me dá sono...eek)
PS: o dormonidizinho ou metadinha costuma dar amnésia. É pra esquecer de vez o sono e o jet lag? rs

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Funciona assim:
Inteiro : 5 horas de sono ininterruptas
Indispensável em viagens longas, indispensável nos
primeiros dias de jet leg
Meio : 2 horas de sono
Serve para acertar o fuso horario ou para começar a
dormir ( está na hora de dormir mas não consegue)
Ficar acordado enquanto tem que dormir é suicidio
pq depois vc vai dormir na hora em que tem que ficar acordado
Carla, tem montes de teorias a respeito , dá uma googoleada.
Mas tem uma coisa né? Voltar do leste é um terror total!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Ficou faltando :
Para saber a dose da bolinha tem que perguntar
pra aeromoça a que horas vai começar "o serviço",
ou melhor daqui a quantas horas..
(Já me aconteçeu dos relógios estarem em fusos
diferentes)

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

São boas dicas. Eu nem havia pensado nisso, apesar de estar com viagem programada para dezembro pro Japão..rs

Carla
CarlaPermalinkResponder

Sylvia, voltar do leste é mesmo um horror - mas é melhor passar horror em casa, né? Pelo menos os dias de férias são aproveitados até o bagaço... wink

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Que lugar...eu, que só tinha vontade de ir ao Japão para conhecer Kyoto, já posso colocar mais um lugar na lista. Lindo, Riq, lindo...
Gostei do feedback sobre o Pico Iyer, eu nunca tinha lido nada dele, mas tenho uns dois livros na minha 'wish list' na Amazon. Vou aproveitar e comprar.

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Ricardo, Adoro como escribe y cómo describe. Me divierte.
Explicando la comida japonesa-vegetariana, tempura, tofu, pepino etc. se me ha abierto el apetito. ¡Qué rico todo!.

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Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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