Resorts: a all-inclusivezação continua

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Os sites especializados, como o Mercado & Eventos (obrigado, Rodrigo!) e o Panrotas, deram na sexta; a Folha noticiou neste sábado: a Accor vai devolver à Costa do Sauípe as instalações de seus dois Sofitel no dia primeiro de agosto.

Ainda na sexta, falando ao Mercado & Eventos, o secretário de turismo da Bahia se apressou em dizer que os hotéis não serão fechados, e que haveria até um interesse do Breezes -- o único empreendimento bem-sucedido em Sauípe -- em administrar todos os cinco resorts do complexo. Na mesma matéria, o site anuncia como iminente também a saída do Marriott, que opera dois hotéis por lá desde a inauguração. (Não há nenhuma menção ao grupo português Pestana, que também atua em Sauípe no controle das seis pousadas em torno da Vila Nova da Praia.)

No começo da noite de sexta o Panrotas especulou uma hipótese (repetida hoje pela Folha) que foi exatamente a que me veio à mente ao saber da notícia: quem deve vir ocupar o lugar dos Sofitel é o grupo espanhol Riu Hoteles, concorrente do também espanhol Iberostar em todo lugar onde haja sol e turismo de massa. 

A saída do Sofitel faz todo sentido. A marca é a única bandeira da Accor que enfrenta problemas no Brasil. Enquanto Ibis, Formule 1 e até Mercure têm conceitos bem entendidos pelo mercado, o Sofitel projeta uma imagem bem menos luxuosa do que a companhia gostaria. E, convenhamos, ter dois resorts semi-micados em Sauípe não ajuda a marca em nada.

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O Sofitel Suítes (foto acima), apesar de charmoso e elegante, nunca conseguiu se posicionar no mesmo nível dos resorts mais caros (em todos os sentidos) à classe A, como o Praia do Forte Eco Resort, o Transamérica de Comandatuba e os Club Meds. (Pior: acabou vendo o vizinho Breezes entrar para esse time, debaixo do seu nariz.)

sofcosta450.jpg 

O outro hotel do grupo no complexo, o imenso Sofitel Conventions (foto acima) foi pensado para ser um convençãozódromo sofisticado, mas acabou atraindo tão poucas convenções que precisou ser rebatizado como Sofitel Costa do Sauípe. Se havia ainda dúvidas acerca do erro de ter entrado em Sauípe, elas acabaram de se dissipar logo depois da inauguração do Sofitel Jequitimar, no Guarujá -- que deslanchou instantaneamente, praticando diárias de luxo e atraindo convenções e eventos a não mais poder...

À diferença do que se diz por aí, porém, eu não acho que o problema de Sauípe esteja no empreendimento (estrutura, layout, localização ou administração atual). O problema está no mix inicial de hotéis, escolhido por quem decididamente não era do ramo (a Previ e o grupo Odebrecht). Sabe aqueles shoppings que abrem com as lojas erradas, mas onde tem uma âncora (ou um supermercado) que dá certo? Sauípe é assim. O projeto é bom. O Breezes é um grande sucesso. Mas o Sofitel e o Marriott não tinham nada que estar ali.

(Tanto o Marriott quanto o Renaissance -- que é do mesmo grupo -- teoricamente seriam ótimos para atrair americanos a Sauípe. Só que não basta construir um hotel americano para fazer americanos pegarem praia no Brasil. Tem as questões do visto complicado, da falta de vôos diretos -- o gringo em questão precisa ter muita, muita vontade de ir para uma praia desconhecida na Bahia para não acabar se decidindo por uma temporada no México ou no Caribe, onde não se exigem vistos e nenhum resort está a mais que duas horas e meia de Miami ou Dallas.)

A se confirmar a vinda do Riu para o lugar dos Sofitel, ganha Sauípe e ganha a Bahia. Porque o Riu, a exemplo do Iberostar, não vai se contentar em disputar o minguado mercado doméstico, que está encolhendo (com o dólar barato, o antigo habituê de resort prefere viajar ao exterior ou então embarcar num cruzeiro). Pelo contrário, o forte dessas redes é buscar o turista europeu -- oferecendo uma alternativa nova no seu portfólio ao sujeito que já se bronzeou na Costa do Sol, em Maiorca, nas Canárias, em Chipre, na República Dominicana, no México e em Cuba.

Os resorts da Bahia e do Nordeste que continuarem buscando hóspedes majoritariamente no Brasil (e que não tenham o cachê do Praia do Forte Eco Resort, do Transamérica ou dos Club Meds) vão continuar sofrendo. Até porque, se não bastasse o dólar baixo a afugentar clientes, um dos mais importantes canais de distribuição (senão o mais importante), a CVC, tem dado toda a ênfase possível à venda dos seus cruzeiros. (É como se o Carrefour resolvesse promover mais os seus produtos de marca própria do que os que compra da indústria.)

Com Breezes, Iberostar, Vila Galé Marés e agora dois Riu, o litoral norte da Bahia vai ser um território quase exclusivo dos resorts all-inclusive -- que oferecem comida e bebida dia e noite (o Iberostar chega a ter buffets 24 horas) sem nenhum extra para acertar ao fim da temporada.

 buffet-breezes210.jpg camarao-breezes210.jpg

Eu não dou três verões para todos os resorts de praia do Brasil (está bem: do Nordeste) aderirem ao sistema. Ou, pelo menos, oferecerem essa alternativa. Pulseirinha verde? Assine essa comanda, por favor. Pulseirinha roxa? Pode se servir no buffet de petiscos da piscina, senhor.

60 comentários

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Riq,
A única experiência que tenho de all inclusive, foi no Club Med Rio das Pedras, em uma convenção da ABF que fui há alguns anos.
Eu fiquei surpresa na época, a comida até que era boa, farta e variada.
Eu sou sempre meio desconfiada quando está tudo incluído.
Não estive no Sauípe, mas porque os poucos que conheço e que estiveram por lá, infelizmente não voltaram amando e achando que valeu cada centavo...

casali
casaliPermalinkResponder

Ricardo, vi sua partipação no "Happy Hour" do canal GNT e adorei seu livros e as dicas contidas nele, é claro.
Parabéns pelo excelente trabalho.

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Ricardo, mi experiencia personal me dice que esto de los "TODO INCLUIDO" va a continuar.
Este año intenté hacer el viaje por mi cuenta, cogiendo yo los aviones, sin intermediarios ni agencias. Pero era imposible conseguir un vuelo Lisboa Recife o Fortaleza, sin pagar una millonada (yo hasta finales de Abril no sé cuando haré las vacaciones, con lo cual no puedes organizarte con más tiempo).
Tienes que recurrir a los mayoristas y agencias, ya que es temporada altíssima.
Antes otros años ofertaban pousadas como Velas ao Vento en Taipu, o Coco Fresco y Toca da Coruja en Pipa, y pousadas más o menos pequeñas en Morro de Sao Paulo como Natureza y Solar do Morro. También en Buzios o Paraty. Además ofrecían hoteles un poco más pequeños tipo Rifóles, P. de Madeiro o Casablanca. Este año NO.
Eso este año se ACABÓ, sólo ofertan hoteles tipo: Iberostar, Vila Galè, Serhs, Marriot, Pestana, Miramar Maragogi, u otros mega-hoteles.

Yo conozco Brasil, un poco, y creo que de la manera que yo he viajada es la manera de conocer un país, un poquito. Si te meten en un hotel "todo incluido" tipo República Dominicana o Cancún donde no sales del hotel para nada, entonces no sabrás si has estado en Canarías o en Brasil.

No entiendo que ha pasado, pero ahora la oferta que hay de Brasil es muy diferente y para mí, NEGATIVA, ya que no ofrece otras opciones.
¿A quién le interesa este cambio?
Ate logo

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Riq,

Aula de Resort e de Sauípe!!

Minha experiência com all inclusive foi no Med de Itaparica, nos primeiros dias achei a comida boa e variada mas depois do quarto dia a comida parecia ter o mesmo gosto apesar de continuar variada.

Abs!

Lia
LiaPermalinkResponder

Ricardo,
Eu passei uma semana na costa do sauípe. Não foi o que imaginei do complexo, voltei decepcionada. Fiquei no Renaissance, tive que trocar 4 vezes de quarto por causa do mofo, todos os quartos completamente mofados. O pessoal do hotel era muito atencioso, o café da manhã muito bom, mas foi só. Os hotéis estavam vazios, uma tristeza.

Ricardo Freire

Carmen, essa mudança interessa aos mega-grupos e aos atacadistas /consolidadores (mayoristas). É mais fácil fazer esquemas com quinze mega-hotéis do que negociar (e bloquear apartamentos) em 100 hoteizinhos e pousadas.

Além disso, talvez o real valorizado tenha prejudicado as negociações com os hotéis menores; sem a economia de escala dos mega-hotéis, suas tarifas podem estar caras na comparação.

Os brasileiros já vivemos esta situação há muito tempo. Comprar uma passagem avulsa e se hospedar em pousada sai mais caro do que pegar um pacote para um grande hotel de cidade em vôo charter -- e às vezes, o vôo + pousada chega a ser quase tão caro quanto uma semana em resort.

Mas voltando ao seu caso: acho também que essa mudança interessa ao tipo de turista que se quer trazer para o Brasil. O Serhs e o Iberostar (e o Riu), o Ventaglio italiano e todos os portugueses chegaram para trazer para cá esse turista de Canárias e República Dominicana que não sai do hotel por quinze dias. Infelizmente os números grandes estão nesse tipo de turismo.

Você ainda teve sorte de achar um all-inclusive relativamente pequeno, o Miramar, localizado na melhor praia entre todos os all-inclusives nordestinos, numa região onde é fácil se deslocar e há muita coisa bonita para se ver por perto.

Acho que você só vai conseguir voltar a fazer viagens econômicas ao Brasil escolhendo pousadas quando (1) a oferta de vôos regulares voltar a se normalizar, baixando um pouco as tarifas e (2) o real se desvalorizar um pouquinho.

Ricardo Freire

Mô e Lia: normalmente quem volta gostando de Sauípe é quem fica no Breezes. Os outros hotéis ou estão vazios ou baixaram tanto o preço que passaram a comprometer a qualidade.

Ricardo Freire

Marcio, o Club Med não chega a ser all-inclusive; o hotel oferece as três refeições. O all-inclusive mesmo é uma orgia, com chope e caipirinhas à vontade o dia inteiro, e buffets novos sendo abertos a cada duas ou três horas. O Iberostar (que não prima pela qualidade das bebidas) consegue oferecer sete dias nesse esquema pelo preço de um resort que só oferece jantar...

Carla
CarlaPermalinkResponder

lol Bom, eu sou uma leiga quase total em resorts - minhas únicas experiências, pasmem, foram um feriadão no Hotel do Frade (váaaarios anos antes dessa febre de resorts) e um day-use em Sauípe. Mas acho que foi o suficiente para concordar com o Ricardo e a Carmen - me parece que o público dos resorts é o mesmo público dos cruzeiros da costa brasileira, e que o aumento de público nos cruzeiros tem como conseqüência imediata a queda de público em alguns resorts. Nesse caso, a all-inclusivezação (êta palavrinha difícil, essa...) poderia ser a melhor resposta, ao tornar o resort ainda mais parecido com um cruzeiro, eliminando qualquer tipo de preocupação do turista, e alimentando essa sensação (ilusória, claro!) de que não há uma conta a pagar...

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Ricardo, también se ofertaba otros años ITACARÉ, tanto el Eco Resort como el Txai y eso ha desaparecido!!!.
Ahora la oferta es: o estás en un "todo incluido" una semana o dos o haces un programa de un día o dos en lugares como Río, Iguazú, Natal, Fortaleza, Salvador y vuelta a Espanha sin haber abierto la "mala".

Ricardo Freire

Carmen, hospedagem de luxo no Brasil está caríssimo em dólar. A diária mais barata no Txai sai 500 USD...

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Bom, eu adoro a idéia de all inclusive. Eh uma tranquilidade... so assinar papelzinho, não precisar ficar carregando bolsa com dinheiro, cartao... e acho que essa coisa de nao sair do hotel é muito relativa, vai da pessoa mesmo. Por exemplo, fui pra Republica Dominicana, ficamos no Bavaro Beach Resort (na época era do grupo Barcelo). Nosso vôo chegou e saiu de Punta Cana, mas nos algumos um carro com motorista (imaginem!) e fomos até Santo Domingo, ao Altos de Chavon, nas cidadezinhas proximas, até nas feirinhas...

Esses hotéis all inclusive são uma mão na roda pra quem viaja com a familia, mesmo pq muitos deles oferecem entretenimento pra todas as idades, serviço de babysitter, além das refeiçoes na hora que quiser... eu e meu marido gostamos, ele tem uma filha de 6 anos, e leva-la num Club Med é otimo, enquanto ela passa o dia nas atividades, a gente sai e vai conhecer a cidade, e qdo volta a menina ja brincou, ja comeu e ta pronta pra ir dormir... dependendo do resort ja pode ir até com bebês a partir de 4 meses. Logico que a gente paga "bem" por isso, mas podendo é super cômodo. E, pra quem viaja sem crianças ha os resorts so para adultos (pro povo que nao gosta de menino berrando no pé do ouvido, rs). No Brasil eu tenho vontade conhecer Marau, mas o preço é absurdo se comparado aos resorts que a gente encontra aqui pela Europa, no Brasil esse tipo de hospedagem ainda é muito mais caro...

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Dani G, con niños un resort está muy bien, por lo cómodo de la situación.

Pero yo creo que en un "Todo incluido" da más pereza salir y si sales no estás con la gente del país ya que tienes que volver al hotel a comer o a dormir. Aprecias poco como viven las personas allí.

Yo conozco muchas personas que van a la República Dominicana cada año, de hotel, en hotel y que no conocen nada más. Cambian de hotel, pero ni siquiera han ido a los Parques Naturales de la zona norte de la isla, ni a la zona montañosa central. Van a Punta Cana y allí se tuestan y comen y se tuestan y comen, comen, comen.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

RIQ, a sua análise é mais que perfeita (tanto sob o ponto-de-vista técnico quanto o conceitual, pessoal). Aquele empreendimento foi uma gigantesca "forçação de barra" da Odebrecht, que ganhou MUITO dinheiro às custas da Previ (e esta é o OUTRO problema do insucesso do emrpeendimento), associado ao fato de que a estrutura, layout, localização ou administração estavam previstos para algo MUITO maior do que conseguiram efetivamente fazer. No final, o que ficou para o mercado (de usuários, não de técnicos) foi o seguinte: é caro demais, luxuoso demais e o ponto (convenhamos!) não vale esse preço todo. Há dezenas de outras opções até mesmo na Bahia, que dirá no resto do ,itoral nordestino, extremamente mais atraentes tanto em termos de localização/beleza natural quanto em custo/benefício. Aquilo é considerado na história da hotelaria do Brasil como o "mico do século".

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Riq, como você mesmo diz, ir ao Sauípe e não ficar no Breezes é como ir ao Nannai e ficar nos apartamentos: você invariavelmente se sente inferiorizado. Já experimentei as Pousadas e o quase-finado-Sofitel, e a única experiência arrebatadora foi no Breezes mesmo.

O meu pitaco é que os Sofitéis vão acabar nas mãos de alguma rede beeeem mais pop... popular mesmo.

Mas justiça seja feita, se eu tivessse que escolher um quarto de hotel pra morar, esse quarto seria o do Sofitel Suites. wink

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Ah, a questão é tão séria, tão séria, que o que estava previsto encareceu TANTO a adminstração, operação e manutenção que é praticamente inviável o empreendimento, a não ser assumindo-se, cada um (e isso é praticamente impossível) uma redução de SEUS ganhos (empresas hoteleiras operadoras) e dos CUSTOS e padrão, para que se possam aumentar as taxas de ocupação e, se houver redução de custo e padrões, os lucros.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

A marca Sofitel não é algo que o grupo Accor vá se desfazer. Se alguma empresa internacional adquirir isoladamente a marca será uma das maiores surpresas que eu terei. Eu acho que o grupo Accor tem errado demais (vide a marca Parthenon, que simplesmente SUMIU, não existe mais, por conta de gigantescos erros cometidos na admistração de apart-hotéis, tendo sido substituída pela marca Mercure, do mesmo grupo, o que foi o segundo erro, já que ninguém mais poderá identificar padrão ao entrar num mercure, que passou a ser desde um duas estrelas até um quatro). A questão, na minha opinião emr elação ao grupo no Brasil, é exclusivamente "olho grande"!, ou seja, vamos crescer seja como for, onde for, pra que lado for e...está dando no que se vê. Já há outras empresas internacionais, como Atlântica Hotéis, por exemplo, que está se desenvolvimento muito sériamente e com segurança e credibilidade, uma Accor americana com muita identidade de produto, sem causar confusão no mercado.

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Carmen, eu concordo com vc ! Mas vou te confessar, qdo a gente ta assim cansadissimo de tanto trabalho, não ha nada melhor do que ir num resortão desse, passar o dia na praia sendo servido, comer, beber, e depois dormir, acordar colocar o biquine e as havainas (nada mais que isso) e começar tudo de novo (rs)

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Dani G, sim é verdade!!!

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Eu acho que a `all-inclusivezação` é extremamente perigosa porque mais afasta do que atrai passageiros. Quem gosta, se sente bem e sempre frequentará, mas temo, sicenramente, que a esmagadora maioria não se hospeda sabendo que não poderá sair de manhã e retornar no fim do dia sem ter tido a sensação de ter desperdiçado dinheiro, pois pagou pelo que não vai consumir. Além disso, uma parcela considerável de passageiros ADORA resosrts pela boa infra-estrutura de lazer e padrão de serviços, e os usa como meio-de-hospedagem, não como lazer. eu, por exemplo, me hospedaria em qualquer resort bem localizado em detrimento de um hotel comum, mas jamais o faria se fosse obrigado a pagar pelo que não consumiria. Passageiros que vão a Porto de Galinhas, por exemplo, têm uma enorme opção de passeios e atividades FORA do resort e da própria cidade, tanto para o norte quanto para o sul. Ter que deixar de fazer isso porque vai ter que pagar por refeições que não consumiu, é triste. Além disso, e o prazer de comer no beijupirá e outros ótimos restaurantes de Porto? Como fica?

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Riq, quanto aos espanhóis, você está (mais uma vez) certíssimo. Uma vez eu ouvi do presidente da terceira maior cia hoteleira da Europa que o Nordeste do Brasil era o Caribe dos próximos anos. E que nos próximos anos haveria uma grande evolução de resorts no Brasil e no nordeste. Isso em 2001! O problema TODO está na política brasileira, na falta de TUDO (de estrutura de imigração a banheiros dos aeroportos, de vistos a controle aéreo)...

Ricardo Freire

Arnaldo, "o ponto não vale esse preço todo" é uma definição sensacional para o insucesso de Sauípe.

Eu também concordo com você (e com a Carmen): não gosto do sistema all-inclusive, mesmo quando a comida e a bebida são boas, já que você acaba desestimulado a aproveitar a oferta gastronômica das redondezas (isso acontece até mesmo com o Breezes em Sauípe...).

Mas acho que viajantes com o seu/nosso perfil são cada vez menos numerosos e já estão (já estavam!) suficientemente bem-servidos em termos de resorts no Brasil. Os novos "players" só podem buscar consumidores fora, e daí precisam jogar nos termos da indústria de viagem da Europa (já que continuamos fora do mercado americano). O all-inclusevismo é inevitável sad

Quanto à Accor, também concordo contigo que a absorção do Parthenon pelo Mercure foi muito ruim. Eu, como cliente de carteirinha do Mercure (adoro) agora preciso verificar se o Mercure é puro ou se é "apartments" -- sinal de que era um Parthenon e que pode ser tanto bonzinho quanto horrível.

Mas eu não falei que eles se desfariam da marca Sofitel, não: só disse que no Brasil eles não conseguem ser o sinônimo de luxo que pretendiam. O hotel do Rio nunca conseguiu ter o prestígio, não digo do Copa, mas nem sequer do Caesar; o de São Paulo, apesar de muito bem localizado (ao lado do Ibirapuera) não tem imagem nem carisma; o de Salvador é naquela lonjura e nem por isso está à beira-mar. Mas com o Jequitimar (e Floripa) talvez a marca comece a emplacar com os paulistas...

Ricardo Freire

Arnaldo, lá no Serhs em Natal tem um corredor onde está exposta a história da construção do hotel. No primeiro painel, escrito em espanhol e em catalão, tem a declaração do presidente do grupo de que está convencido de que o Rio Grande do Norte é a próxima Costa del Sol!

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Ricardo, no doy crédito. ¡Costa del Sol! ¡Horror!.

No creo, Espanha está más cerca para los jubilados ingleses y alemanes, media Espanha vive de eso.
Pienso que la nueva Costa del Sol podría estar en Croacia, si las "cosas" siguen calmadas.

Paula Brito
Paula BritoPermalinkResponder

Eu fiquei no Summerville em minha lua de mel e adorei! Depois da preocupação e tensão que a festa do casório causa, nada melhor que descansar e comer e comer... Confesso que depois de um tempo enjoa, não sei se passaria 15 dias em algum resort. Prefiro ficar em um hotel/pousada e explorar o lugar. Nunca fiquei em um all inclusive, tem que valher a pena ficar "preso" o dia inteiro no hotel.

Paula Brito
Paula BritoPermalinkResponder

Ops!! Valer a pena, sorry.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

RIQ, eu sei que vc não afirmou nem sugeriu que a marca Sofitel poderia eventualmente ser vendida. Na verdade eu me referia ao comentário do Bruno Vilaça, assumindo que embora possa acontecer, eu não creio que ocorra.

No que se refere a nós sermos passageiros que não gostam do sistema all-inclusive, foi o que eu memso disse e, ainda mais, que somos mesmo minoria. Todavia, ainda assim, acho que o sistema pode ser mais maléfico que benéfico.

Ricardo Freire

Ah, intchindji... mas relendo lá o Bruno, acho que ele quis dizer que os Sofitel de Sauípe vão terminar na mão de alguma rede popular smile

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

é, pode ser que eu tenha entendido erradamente! precisamos convocar o Bruno pra me tirar a dúvida!

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Riq,
Durante uns 6 anos eu praticamente só usei os hotéis da Accor - Parthenon e Mercury. Eram sempre a minha 1a opção viajando à trabalho.
Nos últimos 4 anos, os Parthenon foram ficando envelhecidos, o café da manhã pago à parte, estacionamento também, enfim, parecia o Ibis.
Nada contra o Ibis, mas quando se fica neles, já sabemos o que esperar e que teremos os famosos 'à parte'.
O programa deles de 'milhagem' é bacana, pontua fácil, mas infelizmente ainda não consegui trocar nada, pois quando posso, não tem vaga ou a data é especial e me custaria o dobro dos pontos.
De um ano para cá tenho trocado eles pelos da Atlântica. E acho que tem sido uma boa escolha, pois são mais novos, mais bonitinhos por dentro e extremamente gentis com os hóspedes.

Ricardo Freire

Eu me lembro de ter gostado quando me associei ao programa de milhagem da Accor. Até que um dia recebi o gentil telefonema de uma funcionária do programa que queria me dar um upgrade... por 300 reais por ano! Fiquei furioso e nunca mais carreguei o maldito cartãozinho comigo.

Uma coisa que me incomoda bastante nos Quality Suites é que muitos têm luz branca no quarto (aliás, os Parthenon também). Quando não escondidas por um abajur ou globo que "aqueça" a luz, a luz branca no quarto me deprime sobremaneira.

Mas é da Atlântica o meu hotel de cidade favorito no Nordeste -- o Beach Class do Recife.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, passa ali no mercadinho da esquina ou pede para a camareira
que eles trocam a lampada para vc.
Já pedi mais de uma vez e sempre fui atendida.

Vale a pena sempre , mas quando a gente vai ficar mais de duas noites
fca mais fácil.
Olha só : smile podemos tb carregar lampadas simpaticas na necessaire
( assim todos vão saber que fazemos parte do VnV !)

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eu não deixo de usar o meu, Riq.
Eles me deram de presente em uma das minhas idas à Curitiba e disseram que eu teria que pagar por ele. Eu disse que não, aí disseram que eles me dariam de presente então. grin
Em dezembro último, venceram 5300 pontos, que teoricamente é suficiente até para ficar no Ibis de Bs As. Mas ocorreu o que eu te falei.
O Quality de Curitiba, no Batel, é excelente e não tem a famigerada luz branca econômica que eu também detesto. Adorei todas as vezes que fiquei lá.
O de Londrina também é uma graça, os quartos são enormes! E por incrível que pareça, é Comfort e tem um dos melhores cafés da manhã da rede.
O de Ribeirão também é legal (Comfort, não o Sleep) e também o Quality de BH.
Tá, acho que ninguém aqui faz turismo em Londrina, BH, Ribeirão, etc. grin

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Boa idéia, Sylvia! grin
Porque é dureza a gente depois de o dia todo trabalhando, chegar no quarto, ligar a luz e se ver assim mrgreen no espelho...

Zé
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RIBEIRÃO, Mô, RIBEIRÃO! Ah que saudade...

Sou, ou melhor, "fui" de lá. Na verdade, já morei em tantos lugares que não sei mais de onde sou ou fui. mrgreen

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Rs... mrgreen ! Você estava sumido.
Faz tempo que não vai? Eu acho uma belezinha de cidade, mas um calorrrrrrr!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

MÔ:
Adorei essa tua avaliação dos nossos hoteis .
Quando tiveres um tempinho , faz uma listinha ai dos teus
preferidos em cada cidade pra gente salvar e não ter duvidas
na hora de escolher um hotel quando tiver que ir trabalhar.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Sylvia, faço com prazer!
Só que é uma listinha e tanto! grin
Vc sabe que na outra encarnação eu era camelo, né? rs

Zé
PermalinkResponder

Mô, estou sumido só nos comentários, mas de olhos bem abertos neles. Sempre gostei de sentar no "fundão" da classe e ficar só espiando.

Fui a Ribeirão em agosto do ano passado visitar a família (pais, irmãos, amigos, papagaio, etc.), mas não sei quando vou poder voltar para visitá-los. Ainda tenho casa lá.

Minha mulher e meus filhos nasceram em Ribeirão. Gosto de tirar um sarro neles, dizendo que são a "jacuzada" da família. Eles ficam P#$*@ da vida.

Agora, me diga: que carioca é você que não consegue suportar o calorrr de Ribeirão? mrgreen

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

PS: no quesito turismo-praiano-litoral, o Comandante Riq é imbatível!
Eu viajo para uns lugares meio tosqueira, sabe como é....rs
De repente, alguém aproveita, né? smile

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Oi Arnaldo, usei a expressão quase-finado-Sofitel me referindo apenas ao Sauípe... wink

E quando falei de popularização, imagino que seja um resort fora das grandes redes, com um apelo pro europeu classe média... Mas é apenas um pitaco...

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Sobre o Sofitel, já ouvi mais de uma vez que o do Rio passa por problemas e poderia mudar de rede, mas desconfiei depois da reforma do Pre Catelan (porque gastar uma fortuna para reformar o restaurante na iminência do hotel mudar de rede seria uma baita insanidade), alguém sabe alguma coisa, seria um boato?

Ricardo Freire

Leandro, que eu saiba eles renovaram o contrato com o prédio, sim. Tanto que estão reformando os apartamentos também.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

É, Bruno, eu reli (chamado à atenção pelo Riq) e realmente fui perceber que eu estava errado, achando que vc pensava ser posível a marca Sofitel ser vendida pelo grupo Accor, quando estava bem claro que vc se referia aos dois resorts da marca em Sauipe. É claro que eu entendi errado. E acho que vc tem ra'zão também quando afirma que deverão vir resortos mais populares no lugar deles. Creio mesmo que esta é a solução e o caminho para que Sauipe se torne mais popular (aqueles preços naquele ponto NÃO são compatíveis! Podem botar o Copacabana Palace lá que não dá!, o lugar é assim assim e longe de tudo). Tomara que esles acertem em compreendam que agora é a vez dos populares. Abraço.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Zé, eu também sou carioca e sofro com o calor do interior - nunca passei tanto calor no Rio como uma vez em Londrina (Mô, eu faço turismo em Londrina... lol - desde que tenha amigos lá pra visitar!) É que a gente sente falta da brisa revigorante do mar... wink

Hugo
HugoPermalinkResponder

Particularmente eu encaro esses pacotes all-inclusive com uma certa restrição. Pouco tempo atrás me arrependi amargamente por ter ido para Porto de Galinhas e optado pela estadia com Jantar. Por causa disso perdi ótimas oportunidades de fazer minhas refeições na vila, pois sempre ficava chateado em não usufruir um serviço do hotel (jantar) previamente pago.

No entanto, se for um esquema em que o hotel é o objetivo em si, ou caso se queira economizar, é interessante a opção pelas refeições.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Carla,
Eu sou carioca também! Mas fugi do Rio e do calor tem 9 anos.
Só que sou traumatizada, sabe? rs
Tenho horror de calor, de 35°C as 7 da manhã, de sair do banho achando que precisa de outro, de acordar de madrugada e implorar aos céus que a temperatura caia uns 10°C. Eu fico hiper mal-humorada, mais cri-cri do que já sou e me estresso só de estar escrevendo aqui! grin
Você tem razão, a brisa do mar faz muita diferença.
Ah, e eu adoro Londrina! Acho a cidade uma graça!

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Oh, Zé, é que eu fugi... grin
Eu sou uma exilada meteorológica, entende?
E em Ribeirão é assim quando vou: chego de carro ou avião, vou pro hotel, pra loja, pro hotel, pro carro ou avião. Ou seja, o único sopro quente que pego lá é quando saio pra fotografar na calçada! grin

Hugo
HugoPermalinkResponder

Mô, também não gosto do calor, ainda mais porque trabalho de terno. Por causa disso deixou o ar condicionado ligado o dia inteiro, e minha sala deve ficar uns 16 graus, enquanto lá fora faz um calor de uns 30 graus.

Para mim calor só de férias, e de preferência na praia.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Saiu hoje na Gazeta Mercantil (infelizmente o acesso ao jornal digital só é possível para assinantes):

“COSTA DO SAUÍPE REVÊ CONTRATOS EM BUSCA DE RENTABILIDADE”

Após seis anos o Complexo Costa do Sauípe vai ter que provar aos acionistas que pode ser rentável. A PREVI, dona de 100% do empreendimento, exige resultados condizentes com os R$ 350.000.000,00 investidos no resort.

O intuito é que o empreendimento alcance níveis de rentabilidade comparáveis aos similares caribenhos, pois mesmo operando no azul os resultados são baixíssimos em termos de rentabilidade e apresenatram prejuízos em 2005 e 2006.

Em 2006 a receita operacional bruta do complexo foi inferior à de 2005 (ao contrário de quase todo o mercado hoteleiro nacional), apesar da taxa de ocupaçã média ter sido superior. Primeiramente por conta da forte concorrência dos resorts do nordeste com os cruzeiros marítimos (fato amplamente divulgado aqui pelo Riq) e “a impacto da crise da Varig e da valorização do Real que incentivou viagens ao exterior”. Para mudar o cenário um grande plano de reestruturação está em curso e a previ divulgará em breve o nome da nova operadora hoteleira.

As outras operadoras Marriot, Breezes e Pestana) TAMBÉM passarão pela avaliação e sabatina da PREVI para chegarem a um bom termo em relação à rentabilidade do complexo.

Segundo a PREVI, europeus lideram estadias e o SuperClubs Breezes as ocupações, segundo este último devido à introdução do conceito “all inclusive”, sendo que mesmo com a crise aérea os estrangeiros aumentaram sua presença em 62%, representando 71% do total de hóspedes do resort no ano passado.

Ou seja, o SuperClubs Breezes AUMENTOU suas taxas de ocupação e o restante do complexo reduziu.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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