Murilo Felisberto: adeus, Mestre

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Eu sempre pensei que a maior sorte que me aconteceu na vida profissional foi ter cruzado com Washington Olivetto.

Só que essa era uma sorte fácil de acontecer. Porque era uma sorte que dava para imaginar, acalentar, perseguir.

Sexta-feira, quando soube, não pela internet, nem pelo celular, mas pelo orelhão, que Murilo Fesliberto tinha morrido, me dei conta de que a maior sorte da minha vida profissional foi ter trabalhado com ele, na DPZ.

Mestre Mu, desculpa nunca ter lhe dito isso em vida. É que eu só me dei conta disso agora, judiação.

Um beijo, viu?

6 comentários

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Os melhores sentimentos que podemos ter na vida é o reconhecimento e a gratidão.
Mesmo que não tenha sido possível dizer 'a tempo', não deixa de ser uma nobre atitude.
São pessoas assim que fazem diferença nas nossas vidas. smile

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

A noticia :
O jornalista Murilo Felisberto, um dos criadores do "Jornal da Tarde", morreu aos 67 anos na manhã desta sexta-feira (11), em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina desde 30 de abril, com complicações hepáticas. Seu corpo será velado a partir das 19h na Beneficência Portuguesa e depois, segue para o Crematório da Vila Alpina às 8h de sábado.

O jornalista Murilo Felisberto começou a carreira como repórter no jornal "Diário de Minas". Trabalhou mais tarde nas redações da "Folha de S.Paulo", Editora Abril e revista "Manchete".

Em 1964, a convite de Alberto Dines, mudou-se para o Rio de Janeiro para chefiar o Departamento de Pesquisa e Documentação (DPD) do "Jornal do Brasil". Sob a chancela da equipe ‘Pesquisa JB’, Murilo coordenou a apuração de um perfil exclusivo sobre o presidente Castello Branco.

No ano seguinte, Murilo Felisberto deixou o jornal para voltar a São Paulo. Uniu-se a Paulo Patarra e outros jornalistas de peso para a publicação do número zero da revista "Realidade". Em janeiro de 1966, ao lado de Mino Carta, Murilo Felisberto recrutou uma equipe de jovens jornalistas para a criação do "Jornal da Tarde".

Murilo começou a trabalhar como diretor de criação na agência de publicidade DPZ em 1984, onde ganhou diversos prêmios. Em 2000, voltou para o "JT" como editor-chefe para implementar o novo projeto gráfico criado por ele. O jornalista deixa uma filha, Carlota Felisberto, e o neto Antônio.
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL35233-5605,00.html

Diogo
DiogoPermalinkResponder

É... tem muita gente boa indo. Mas faz parte do ciclo natural da vida. Esses, lá em cima, viram estrelinha e ficam nos cuidando.

Guime
GuimePermalinkResponder

Eu tive a sorte de ser uma espécie de arqueólogo de famílias tipográficas, que ocasionalmete o Murilinho consultava. Tive também a oportunidade de participar do bloco de carnaval " O Murilão Fogoso", em Olinda, dez anos atrás. A mesa do Murilo no trabalho era um exemplo de desorganização, que eu uso de inspiração até hoje.
Falando em mesa, sugiro que aquela mesa à direita, logo na entrada do Spot, fique vazia todas as quintas à noite, à partir de hoje. Seria como aposentar a camisa 10 do Santos quando o Pelé parou. O Murilo era esse tipo de craque.

Cássia
CássiaPermalinkResponder

Vi o Murilo pessoalmente uma única vez. E ele me pareceu um gigante. Senti a morte dele. Tudo o que desejo a ele e a todas as pessoas a quem ele foi tão importante é que fiquem bem.

Teresa Carvalho

tive a sorte de ter trabalhado com o Murilinho, com sua elegância e discreção, com seu bom gosto e atitude.
Olho na parede uma caricatura que ele fez de mim numa reunião na CBBA, e sinto boas saudades desse tempo, desse lugar tão especial, fundado pelo publicitário e poeta Renato Castelo Branco.
Amanhã, `as 9:00, na igreja NSa de Fátima, na Av. Dr Arnaldo, acontecerá a missa de 7º dia.

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