Zapeando com as pernas

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Eu estava começando a editar este post quando li a notícia de que o show dos Racionais M.C.'s na Praça da Sé, às 4 da madrugada, acabou em confronto entre a polícia e a platéia, causando um quebra-quebra na praça e confusão nas ruelas das redondezas, onde havia pólos animados por D.J.'s. Pena. A Virada Cultural não merecia. Eu passeei pelo Centro por três horas ontem no comecinho da noite e nunca vi a cidade tão linda e festiva.

Para quem não é de São Paulo, explico: a Virada é um evento anual, inspirado nas Nuits Blanches parisienses, que programa 24 horas de shows no centro da cidade e em mais três pólos nos bairros, das 6 da tarde de sábado às 6 da tarde de domingo. Este é o terceiro ano do evento. A estréia, em 2005, não foi lá muito bem-sucedida, porque choveu a noite toda (a época escolhida, setembro, estava errada). Ano passado a cidade ainda estava traumatizada com os alertas do PCC, e pouca gente se aventurou a sair. Este ano as condições estavam perfeitas: uma noite linda e agradável, uma programação riquíssima e uma organização primorosa.

Saímos de casa às 6 da tarde (nessa época, da noite), a pé, com destino ao vale do Anhangabaú, onde se apresentaria a companhia de dança de Ivaldo Bertazzo. No caminho, passamos pela Vieira de Carvalho, onde eu tinha visto, à tarde, a montagem de um dos palcos. Ali seria o pólo "velha-guarda" da programação do Centro, com cantores das antigas e orquestras para dançar de rosto colado.

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Passamos pela Praça da República lindamente restaurada e cortamos caminho pela Barão de Itapetininga, onde foi montado o palco heavy-metal. Ao chegar à São João, outro palco, onde Aguilar e sua Banda Performática faziam o aquecimento para a noite (mais tarde, rolaria até um Ed Motta) com uma música que eu lembrava do tempo das Frenéticas: Mas o que mais me dói / O que mais me dói / Você escolheu errado / O seu super-herói.

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Ah, sim: entre o palco da Barão e o da São João (mas com uma foto que só dava para editar nesse ponto aqui) passamos por um bailinho na Galeria Olido. O lugar se chama "Vitrine da Dança" e não fazia parte da Virada -- acontece todo sábado à noite. Querendo dançar juntinho de graça, já sabe...

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Ainda eram 15 pras 7 quando chegamos ao Anhangabaú, onde foi montado o palco de dança. Já tínhamos visto os dois espetáculos que o Bertazzo produziu, com apoio do Sesc e da Petrobrás, com meninos e meninas talentosos da periferia, Samwaad (misturando Brasil com Índia, com uma trilha sonora bonita de chorar) e Milágrimas (misturando Brasil com África do Sul). O release prometia um "pocket" dos dois espetáculos. Foi lindo lindo lindo. Mas pocket pocket pocket: quatro músicas (duas de Samwad, duas de Milágrimas), 25 minutos, ovação, tchau.

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A cidade estava tão bonita, tão elétrica -- e tão pacífica -- que não dava pra voltar pra casa. Subimos até o Banespa para tomar um chope no Salve Jorge -- e foi o único furo do passeio: não é que os caras NÃO aproveitaram a Virada para abrir à noite? Tsk tsk tsk.

Continuamos por algum calçadão do Centro Velho, contra o fluxo de público -- naquele momento eu não sabia, mas a multidão estava vindo da Praça da Sé, onde tinha acabado o show de Alceu Valença (cantando o repertório de Espelho Cristalino, de 1977). No caminho, passamos por três pólos animados por D.J.'s: um technão (ou coisa que o valha), trabalhando numa cápsula espacial; outro pop (vintage?), com pick-ups e vinis, ao lado do Centro Cultural Banco do Brasil; e um trance (ou coisa que não valha -- ô batidinha insuportável, credo) no Largo da Misericórdia.

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Ao chegarmos à Sé, descobrimos que o próximo show só seria às 9 da noite, com o Nação Zumbi. Mas uma bandinha de sopros só de velhinhos estava terminando os preparativos para sair. De repente, começou a tocar e andar, atravessou a praça e se embrenhou pelas ruas do centro.

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Fomos na direção do Pátio do Colégio; passamos por um boteco onde rolava uma rodinha de samba de mesa. Mais tarde, em outro ponto do centro (na rua Marconi, entre a 9 de Abril e a Barão de Itapetininga) passaríamos por outro boteco com música ao vivo -- só que de pagode romântico, com som na caixa e tudo.

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No Pátio do Colégio não tinha nada; só uma instalação de uma artista plástica com caixas de tangerina da qual só tinham sobrado as tangerinas ainda não comidas pelos mendigos. Então disfrutei do prazer de andar 5 minutos pela 15 de Novembro sem ser abordado por nenhum mascate de financeira querendo me oferecer um empréstimo pessoal.

Voltamos pela Líbero Badaró e pegamos o Viaduto do Chá. A bandinha dos velhinhos estava lá; e do parapeito do viaduto dava para ver o Balé Municipal de São José dos Campos se apresentando no mesmo palco onde tínhamos visto os meninos e meninas do Bertazzo. No prédio do Shopping Light, atores do grupo Ateliê de Performances faziam uma cena pendurados por cordas (quando cheguei perto o suficiente para fotografar, a performance tinha acabado). O Teatro Municipal estava lotado até do lado de fora; mas eu não tinha me organizado para comprar ingresso para nenhum dos shows da noite (João Bosco, por exemplo).

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Continuamos pela Xavier de Toledo e atravessamos a Praça Dom José Gaspar. Ali nos fins de semana sempre acontece o projeto Piano na Praça; o tema continuou durante a Virada.

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A essa altura, já eram quase 9 da noite, e o público não parava de chegar. No palco da Barão de Itapetininga, os dinossáuricos Tutti Frutti anunciavam que ninguém precisava pedir "Toca Raul!!!" porque eles só iam tocar Raul. A fila do Cine Marabá já ia até a esquina da Ipiranga com a São João; mas não era nada da Virada: era "Homem Aranha 3", mesmo. Num cantinho da Praça da República, um teatrinho de arena foi montado; enquanto esperava, o público consultava a programação para decidir o que ver no resto da noite.

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De volta à Vieira de Carvalho, o palco estava ocupado pela orquestra Gafieira Brasil tocando "Wave" numa versão para dançar; a pista tinha sido tomada por casais que já tinham passado dos 50.

E agora? Bauru do Ponto Chic do Largo do Paissandu? Um filé alto no Moraes? Arroz marroquino no Almanara da Basílio da Gama? Strudel de cereja na Casserole? Resolvemos pegar leve e ficamos com um galetinho e o buffet de saladas do Galeto's da Vieira.

Voltei pra casa a pé, feliz da vida, achando que moro num lugar que tem futuro, sim.

(Poderia, mas não vou comentar a relação entre as letras dos Racionais M.C.'s e as reações extremadas tanto da polícia quanto da platéia. Vou parar uma casa antes. Meu pitaco: esse evento é tão bacana, que prescinde de qualquer mega-atração. Para os próximos anos, os organizadores poderiam se restringir a nomes que não sejam tão populares assim para evitar aglomerações que fujam ao controle.)

Ano que vem vou me programar para varar a noite.

28 comentários

Carla
CarlaPermalinkResponder

Puxa, esse final não teve mesmo nada a ver... Ouvi ontem no rádio alguma coisa sobre a programação da Virada e, mais uma vez, a carioca ficou babando por São Paulo... wink

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

Riq, pra variar a tua abordagem é certa. A Virada já é uma idéia tão legal que é desnecessário ( até pela segurança mesmo) ter atrações tão famosas e/ou controvertidas.Talvez o melhor seria divulgar o máximo possível os vários formatos de ¨arte¨que existem hoje em dia . Eu também fiquei bastante decepcionado com a notícia da confusão mas que os jornais deveriam ter informações de como a coisa acontece ( exatamente como voce postou) e não dar enfase total na má notícia, como certamente acontecerá amanhã.
Tomara que ela (a Virada)continue e que tenha o espírito que esta está transparecendo.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Riq, concordo com o que você disse.
Não é preciso um mega show, isso complica, descontrola, etc.
O bacana é mesmo assistir os melhores.
E o Eduardo tem razão. Nada se fala hoje sobre o quanto foi bacana, mas só sobre o quebra-pau.
Uma pena...

Beto
BetoPermalinkResponder

Tão bonito arte na rua, passear a pé pela cidade é jóia. E o menos é, sempre e cada vez mais, mais. Eu fui ver Proibido Proibir do Jorge Durán. Foi a minha virada cultural de sábado. O filme é L-I-N-D-O. Vão ver...

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Buenas fotos a pie de calle... Nokiaqué?

Alexandre
AlexandrePermalinkResponder

Riq,
Fui ao show do Paulinho da Viola no MIS e estava uma maravilha! O pequeno auditório estava lotado de gente de todos os cantos da cidade, todos em êxtase. Ótimo seu relato e sua abordagem sobre os fatos ocorridos na Sé. É uma pena mesmo...

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Infelizmente no Brasil NÃO se pode mais pensar a ir a eventos - sejam quais forem, onde forem - em que haja aglomerações exageradas porque o risco de baderna e briga é gigantesco. Hoje teve Flamengo e Botafogo aqui no Rio, final do Carioca, e as pessoas que moram nas redondezas do Maraca NÃO puderam sair de suas casas por conta das brigas de torcidas ANTES de entrarem no estádio e de começar o jogo. se for algo relacionado com futebol ou show onde role bebida, sem chance!

junior
juniorPermalinkResponder

RIcardo,
Meu fim de semana foi uma virada cultural também embora eu não tenha ido ao projeto.
Fiquei orgulhoso de estar nessa cidade que estava com a cara parecida com o clima que vive em Quebec no festival de verão há alguns anos.
Fui ao Aud. Ibirapuera ver a Mariana Aydar, figuraça, embora um pouco patricinha, tem talento. O auditório é lindo, não conhecia à noite, muito confortável, até no estacionamento.
Depois voltei pela Paulista que estava em fexta, embora nenhuma apresentação da Virada acontecesse por lá.
Hoje, domingo, fechei meu dia com um pôr-do-sol ao som de Carmen de Bizet, a virada estava no Parque Villa Lobos e virou minhs emoções, o skyline pareci do Central Park, tava de chorar.
Enfim São Paulo pode ir além de ser um guarda bandido e passar a ser o centro cutural (que já é) da América do Sul.
Abração
jr.

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Adorei as fotos, riq. Acho que nem vai precisar do cursinho! hehehe

Ricardo Freire

Meus enviados agora à tarde à Vieira de Carvalho (palco velha-guarda) disseram que o clima estava ótimo. Viram o show de Tito Madi e, no encerramento da Virada naquele palco, a Orquestra Tabajara.

Pelo jeito, a confusão do show dos Racionais foi isolada, mesmo.

Espero que a imprensa consiga noticiar o lado bom também.

Majô
MajôPermalinkResponder

Riq,

Deve ter sido uma noite deliciosa !

Mas, concordo com o Arnaldo. Aglomerações, bebida e funk ou qualquer uma dessas batidonas, acabam em pancadaria.

Sandra Mello
Sandra MelloPermalinkResponder

Estou orgulhosa por este evento. Estou convicta q o fato isolado desta madrugada não maculou um projeto tão bem executado. Pela primeira vez discordo do Arnaldo e fico muito feliz q a população tenha respondido com sua presença.
Aliás, ultimamente, tenho flertado muito com esta cidade.
Apesar de ter nascido e morado minha vida toda em SP, só nos últimos tempos tenho reparado como ela está bonita e receptiva.
Ainda não entendi como SP está me surpreendendo tanto.
Riq, mudando de pato pra ganso. Vc recomenda com tanta convicção a hospedagem no centro histórico de São Luis que eu fico assustada!
Acho q não tive a mesma impressão q a sua.
Bjs a todos,

Ricardo Freire

Xi, tivemos não, Sandra. Eu adorei o centro histórico -- só reclamei do barulho que um bar perto da minha pousada fazia. (E olha que eu me hospedei em váááários lugares naquela semana: no Rio Poty, no São Luís Park Hotel -- atual Pestana, na Pousada do Francês e na Portas da Amazõnia.)

Caio
CaioPermalinkResponder

Coluna do Estadão
RIcardo Freire

Ricardo Freire

Adivinhão smile

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

SANDRA Mello, eu também estaria orgulhoso pelo evento e na verdade o que quis dizer é que lamentavelmente uma minoria acaba com a maioria que vai se divertir. É exatamente o que acontece nos estádios, a maioria esmagadora que vai assistir e torcer acaba mal por conta das torcidas organizadas que tratam das brigas dois dias ANTES do jogo, pela Internet.

O que eu quis dizer foi o quanto lamento que eventos tão bacanas sob todos os aspectos podem ser tão perigosos pra nós. Eu espero, siceramente, neste caso, ser minoria, ou seja, jamais frequentar aglomerações do gênero. E veja, sou carioca, vc sabe que o maior evento do mundo é o Reveillon no Rio de Janeiro, onde NÃO há tumultos, a despeito de reunir 2 milhões de pessoas. Mas acho uma exceção. Invariavelmente eventos assim têm enorme potencial de haver brigas e violência.

Espero, siceramente, que estes eventos continuem e que não ocorram novas violências. Sabe o que é, Sandra, é coisa de velho esse meu medo de aglomerações tão heterogêneas. Liga não...

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Eu soube que a Praça Roosevelt tá bem legal, também...

Ricardo Freire

Zé Maria, a Praça Roosevelt é a Off-Broadway paulistana. Tem cinco teatrinhos passando 35 peças diferentes. É mole?

Hugo
HugoPermalinkResponder

São Paulo realmente estava muito bonita, mas foi lamentável o incidente ocorrido.

Como eu vi hoje cedo na televisão, o problema é que as pessoas ficam exaltadas quando em grupos, e se não bastasse, ainda existe aquele sentimento de impunidade que, a cada dia, se torna mais forte entre todos.

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

Não quero ser chato mas o óbvio aconteceu. A Folha teve o displante de colocar a notícia sobre a confusão na Ilustrada e com o enfoque sensacionalista de todas as mídias e o coitado do Dimenstein apareceu com um espaço ínfimo.( Ao menos o JT separou e colocou a confusão no Cidades e uma matéria muito boa no Variedades com destaques pras varias tendencias diferentes tais como a projeção de Nosferatu com música ao vivo ao lado de um cemiterio, uma perfomance de índios e o show que eu queria ver que era o do Clube do Balanço com o Erasmo Carlos). Riq, voce tem um poder ( o de saber escrever e se comunicar muitíssimo bem) e seria muito interessante utilizá-lo o máximo possível pra iniciar uma campanha de civilidade, educação, valorização, etc. Aproveite o seu alcance ( e também o de todos tripulantes do blog que são certamente formadores de opinião ) porque nós precisamos fazer alguma coisa pra melhorar isto tudo !
E o pior é que tão dificultando até a última saída que é o aeroporto.

Lena
LenaPermalinkResponder

Não estava aqui e pelo que li nos jornais, senti vontade de ir na caminhada com velas do Parque da Luz.
Riq, a rua é 7 de abril, não 9. smile

Graciele
GracielePermalinkResponder

Sou freqüentadora assídua do blog, mas nunca comento, contudo achei o post tão convidativo que tive vontade de dar pitaco. Tive o prazer - sim, o prazer! - de estar no metrô por volta das 20h00, e tudo o que vi foram variadas tribos juvenis indo felizes aos eventos programados. Foi lindo ver a cidade em clima de festa coletiva. Eu adorei.
Por outro lado, achei lamentável o ocorrido com relação aos Racionais, mas acho que foi total 'bobeira' da programação. Infelizmente, é sabido que as músicas desses rapazes incitam à violência e, num evento público como a "Virada", só poderia dar errado.

Filipe
FilipePermalinkResponder

Primeira informação: não moro em SP. Segunda informação: se morasse com certeza iria na Virada e com certeza iria ano que vem também. O que eu queria que as pessoas entendessem é que essas confusões são tão pontuais, tão pequenas que não estragam o conjunto da obra. Mesmo em estádios. Vou religiosamente ao mineirão ver o Galo jogar. Existem confusões? Sim, mas são EXCEÇÕES. Quem não vai a esses eventos ao assistir o jornal fica com a impressão que aquilo é uma praça de guerra. MENTIRA. Não é. Acontece o mesmo que aconteceu na virada, milhares de pessoas se divertindo educadamente aproveitando vários shows, e UM deu problema. Só isso. É claro que o ideal é que não houvesse nenhum problema. Mas eles existem e não é por isso que nós não vamos, porque quando pararmos de ir aí sim só sobra espaço para os marginais, sejam eles civis ou da polícia. O importante é irmos, ocuparmos os espaços que são nossos e não deles. E divulgarmos para os amigos o tanto que é bom e que aquele episódio amplamente noticiado pela televisão NÃO retrata a realidade do evento. Abraços. (Galo campeão!)

Meilin
MeilinPermalinkResponder

Fiquei aqui me dissolvendo de inveja de um evento tãaao legal! Teve até o povo do Bertazzo, que é sagrado (esse DVD da Rua do Encontro me deu um trabalhão pra comprar). Aqui no Rio a gente tem o sábado na Lavradio, com uma porção de atrações musicais, feirinha de antiguidades, workshops de dança, todo primeiro sábado do mês, mas não tem a dimensão da Virada. Parabéns a Sampa.
A confusão que rolou me trouxe uma sensação bem parecida com a que tenho aqui no Rio, de que às vezes rolam uns shows maravilhosos, 90 % dos espectadores querendo apreciar, um clima mágico, mas só o que se enxerga são os 10% que caçaram briga; resultado, tem gente que acha que programa de rua no Rio é roubada...não sabem o que estão perdendo...

SandraM
SandraMPermalinkResponder

Filipe:
Eu não sei se o Galo é campeão, só sei que o Santos é!!!!

E caríssimo Arnaldo, tá convidadíssimo para ir ver a beleza de um show no Morumbi. ( Ainda q seja do High School Music, argh!)
Ver a coreografia da arquibancada dos Gaviões da Fiel (tá bom, tá bom eu sei...)
Tente não evitar o espetáculo das massas. Sempre acho maravihoso!
Parada Gay??Não falto!
Terei o maior prazer em te acompanhar em qq evento deste porte e tenho ao meu favor q sempre sai ilesa...
(E olha q encaro micareta na pipoca. rsrs)

Riq, fiquei devendo o dossiê NE. Não se preocupe, não farei aqui nem agora, mas gostaria de deixar consignado q SL não foi das minhas melhores viagens. Com exceção do Maracangalha e da beleza extrema das festas do Boi Bumbá, a cidade não estava muito convidativa.

Vou falar baixinho para o Arnaldo não ouvir, mas estando no Convento das Mercês participei de uma festa linda como nunca tinha visto outra. Fiquei extasiada com as coreografias, as músicas e as fantasias. Riq, as fantasias!!!Mas na hora da saída...a desorganização...o tumulto...e lá foram o celular e a máquina fotográfica. Falo baixo porque o Arnaldo tá por perto. (os objetos estavam com meu marido, o Arnaldo não vai acreditar.)
Talvez seja por isto q não recomendo a hospedagem no centro, mas vejo vc tão animado...

Bjs a todos,

Ricardo Freire

Sandra, quando estive em setembro o medo lá no centro era pela falta de gente, não pelo excesso... Eu tinha esquecido que você tinha ido no fervo do bumba-meu-boi. Essa é uma experiência que me falta -- até para comparar com Olinda e Salvadô no auge da confusão...

AndréaD
AndréaDPermalinkResponder

Ricardo, demorei pra postar mas tô aqui pra dizer que tive a mesma sensação de "?" que vcs qdo acordei no domingo e li sobre a confusão no centro.
Eu e meu noivo passeamos pelas as ruas do centro, numa boa até às 2h30 da manhã. Acho que tinhamos acabado de passar pelo local do "incidente" qdo a baderna começou.
Uma pena que a grande maioria das pessoas tenham ficado só com esse lado da Virada. Esse foi o 2o ano seguido que participei e acho que esse tipo de iniciativa tinha que ocorrer com mais frequência na cidade.
Os mega-shows podem ser deixados de lado. O legal é circular por cantos da cidade que deixamos de ir por medo, preconceito ou qq que seja o seu motivo.
Uma cidade tão rica culturalmente, não pode se deixar abater por esses casos isolados de gente que já sai de casa predisposta a arranjar confusão.
Me encantei com as exposições no prédio da Caixa sobre os Tuaregs e sobre o Teatro de Revista, mas a melhor foi a sobre Santos Dummont. Vale a pena a visita

Wan
WanPermalinkResponder

Ricardo,
Muito legal sua abordagem da Virada Cultural. Dessa vez eu virei: fiquei na rua até às 6:30 da manhã. Passei por vários pontos do centro e da Paulista e só fiquei sabendo da confusão na Praça da Sé no final da tarde, pois dormi até tarde e depois fiquei vendo filmes no DVD.
Só queria corrigir uma informação sua: a Virada de 2005 foi em Novembro. Mas eu adoraria se tivéssemos 2 viradas por ano: uma em maio e outra em Novembro, aí sim, seria mais do que perfeito!
Ah! queria também recomendar o passeio noturno no Parque da Luz que tem acontecido em todas as Viradas. Eu participei dessa vez e foi a melhor parte da minha virada.

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