Alagoas: Rota Ecológica

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região -- assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica -- o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais -- mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro -- ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil...

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos -- do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque -- limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico -- usado mais por moradores do que turistas -- e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada -- ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire's.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada "Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres". Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli -- que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali -- achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os "jardim", que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d'Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais -- R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta -- você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d'Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD -- uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã -- que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora -- surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. -- ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas "clean", com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso...

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição -- e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda -- o mais caro -- que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba -- com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina -- mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções -- bangalôs de dois andares -- não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex -- só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem -- um mangue com coqueiral sobreposto --, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro...)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim -- casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs -- amplos, com banheiros ótimos -- estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos -- decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta -- uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas -- mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota -- a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque -- e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos -- quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa -- que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras -- sim, do clã Farias --, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba -- provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental -- porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada -- de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos -- passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Diego
DiegoPermalink

Riq, não faz mais isso. Por favor.
Mais um post desses e vou ser obrigado a me mudar pra lá.
Sério, tô me sentindo mal agora...Não vou conseguir dormir depois de fotos tão...tão...tão maravilhosas. Quero agora!

Alexandre
AlexandrePermalink

Riq, parabéns pelo excelente post!! Tá tudo no texto, detalhado e fiel ao local. Eu e minha esposa estivemos na Rota Ecológica durante nossas férias em Junho e, mais um vez, agradeço pelas informações que encontrei aqui e no Freire´s. Aliás, o nosso roteiro "João Pessoa-Recife-Rota Ecológica-Maceió" foi baseado nas suas dicas. Estive blogando "ao vivo" de lá e quem quiser ver mais fotos e relatos, pode acessar o blog:

http://oquesefaz.wordpress.com

Fiquei hospedado na Pousada do Caju e adorei! O atendimento do Zé Carlos e Alírio é excelente, a comida é sensacional e a infra-estrutura da pousada é ótima! Quem quiser se hospedar por lá, pode ir sem medo!!

Além das piscinas naturais, a Praia do Morro e a vista do morro do cemitério são imperdíveis!! Infelizmente, fiquei na rota apenas 4 dias, mas voltaremos lá com certeza!

Netto
NettoPermalink

Fui a Amendoeira em janeiro, indico de olhos fechados, comida maravilhosa e donos simpáticos. A região é ímpar e pretendo voltar em breve

Carmen
CarmenPermalink

Ricardo,
He vuelto de unas mini-vacaciones (estoy de obras en mi casa de la zona de "Els Ports" y he ido a supervisarlas). Estoy en Barcelona lista para coger el avión Lisboa-Recife.
Este fin de semana estaré por esta zona de Alagoas.
He imprimido su post y me lo llevo de viaje como si fuera una reliquia muy valiosa, pra mí lo es.

BOAS FÉRIAS PRA TODOS!!!
Beijos y hasta la vuelta.

Majô
MajôPermalink

Boas férias Carmen, curta bastante esse litoral lindo, e se abasteça com muita energia !!! lol

Mirella
MirellaPermalink

Deixou todo mundo com agua na boca...
Muito bom...
Qual a melhor época de ir?
[]s

Isabel O., Portugal
Isabel O., PortugalPermalink

Se não for esta a melhor, paciência...
Parto amanhã. Se fosse directamente para lá ainda me poderia cruzar com a Carmen, quem sabe?
Quando voltar conto como é andar por Palmares, pela Rota, pelo Pantanal. Visão de estrangeira (esta palavra soa-me estranha, não foi essa a sensação que tive na 1ª viagem) tem sempre alguns particularismos.
Até daqui a umas semanas.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Mirella, os meses em que chove mais são maio e junho. Os meses mais secos vão de setembro a março.

Isabel, vá tranqüila e aproveite! Mesmo que ainda chova um pouquinho, aposto que você vai pegar sol todos os dias.

Alexandre
AlexandrePermalink

Riq e tripulação, como citei em um comentário acima, retornei há um mês da Rota Ecológica.

Dos 19 dias em que estive por lá, peguei 4 dias de chuva apenas. Me disseram que tive muita sorte, pois é um período de chuvas constantes. Mas as chuvas não duram o dia todo, às vezes chove pela manhã e ao meio-dia já tem um baita sol.

Agora, quase mês de Agosto, as chuvas diminuem bastante. Creio que a Isabel e a Carmen vão aproveitar demais, pois a região é maravilhosa!!

Graci
GraciPermalink

Boa noite,

ando à procura de um local calmo, agradável e seguro para passar férias em Agosto com o meu marido e 2 filhos (3 e 5 anos). Indicaram-me (uns conhecidos) uma vila pequena e muito tranquila: Japaratinga e o hotel Albacora. Pelo que li nesta rota maravilhosa não há indicação dele. Alguém me pode dar alguma informação mais precisa do hotel e da localidade? É seguro para os meus filhos? Vou de avião até Recife. O caminho para japaratinga é seguro? Têm alguma alternativa ao hotel ou ao local?
Obrigada e PArabéns ao Ricardo por todas estas informações de viagens que nos fazem sonhar,

Graci

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Graci, o Albacora fica próximo da vila de Japaratinga. Não posso dar minha opinião, porque não consegui visitar -- me atrasei nessa última passagem pela região, e não havia mais luz natural suficiente para fotografar, então nem entrei.

Pelo que vejo no site, o hotel destoa um pouco do grupo que apresento no relato justamente por ser um hotel, e não pousada. Mas parece bem estruturado e está num ponto muito bonito da praia.

As opções ao Albacora ( http://www.albacorapraiahotel.com.br ), com crianças, na região, seriam o Hotel Bitingüi (mais antigo, maior; acredito que o Albacora seja mais interessante) e o resort Miramar, em Maragogi, que funciona com sistema all-inclusive ( http://www.miramarmaragogiresort.com.br ).

Uma alternativa recomendável seria a pousada Borapirá, em Tatuamunha (Porto de Pedras), mas acredito que a estrutura para crianças que será o forte da pousada ainda não esteja toda pronta em agosto.

Para os padrões brasileiros, a estrada do Recife até Maragogi é boa. Japaratinga fica muito próximo à estrada asfaltada; há um pequeno trecho calçado por paralelepípedos. Não lembro se o calçamento vai até a porta do Albacora, mas se não for, não serão mais do que cinco minutos de caminho de terra.

De toda a Rota, Japaratinga é o ponto mais próximo do Recife (cerca de 140 km). Porto de Pedras está a 150 km (com uma travessia de balsa). São Miguel dos Milagres (Toque), 165 km (com travessia de balsa).

Graci
GraciPermalink

Ricardo,
Obrigada pelas informações.

Graci

CARLA CARRASCO
CARLA CARRASCOPermalink

Olá Boa tarde,

Estou a pensar ir com a o meu marido e a minha filha de 3 anos de férias no final de Agosto.

Gostaria que se fosse possivel me desse a sua opinião sobre o Hotel Praia Dourada, que segundo algumas opiniões não corrsponde às imagens que são apresentadas no site.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Carla, me hospedei lá por uma noite há dois anos.

A praia é excelente. O hotel é, como dizemos por aqui, básico. Se você puder pagar a diferença, sugiro ir ao Miramar Maragogi.

CARLA CARRASCO
CARLA CARRASCOPermalink

Oi Ricardo, muito obrigado pela dica

Waléria Cruz
Waléria CruzPermalink

Olá Ric,
Já tem algum tempo que venho lendo variaaas reportagens sua...
Mas esta está muuito boa... parabéns...
Acabo de ver que da minha imensa duvida, decidi pelo lugar certo... o TOQUE... agora só me resta saber se o Nilo vai ter um lugarzinho lá pra mim...
senão, além de ficar muito triste, vou ter que ler muitas mais reportagens... que olhando por este lado não é nenhum sacrificio...
Continue escrevendo lindamente sobre nosso Brasil...
Abraço

carlos m.
carlos m.Permalink

Boa noite Ricardo,

em primeiro lugar quero felicitá-lo pelo excelente trabalho... posso-lhe dizer que das duas vezes que fui ao Brasil li sempre as suas dicas. Por tudo isso, e porque penso voltar este ano a este país maravilhoso peço-lhe uma opinião: O hotel Bitingui, na praia com o mesmo nome é recomendável para uma família com filhos pequenos? E a praia é calma, dá para as crianças nadarem? Fico com pena de não poder ir para as pousadas que recomenda, mas realmente com uma família grande ...é difícil.

Obrigado,

Abraço

CArlos

Sylvia
SylviaPermalink

Carlos , o Bitingui é vizinho da minha pousada favorita na rota ,
a Caiuia. É um hotel relativamente grande , não sei como são as
acomodações , mas ele não tem charme sad
Mas lembro de uma cerquinha na beira da praia ...
Quanto ao mar , vai depender da lua e da maré ; na lua cheia e nova
a água fica mais limpa , e na maré baixa o mar recua muito ( quase um
kilometro ).Não vejo problemas em levar crianças smile

carlos m.
carlos m.Permalink

Obrigado pelas informações Sylvia... fico então à espera que alguém me possa dar mais algumas dicas sobre o hotel...

Obrigado

carlos

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Carlos, o Bitingüi é um hotel OK, numa praia boa para crianças. Nas luas cheia e nova, como disse a Sylvia, a maré baixa faz sumir a praia, mas a maré alta traz o mar para a beirada do hotel. Eu não me demorei nele no post porque eu acho que o meio de hospedagem ideal para esta região é pousada, não hotel. À diferença do que ocorre no mercado português, não há pacotes com charter + hospedagem no Bitingüi para brasileiros, então para nós não fica mais barato do que escolher uma pousada.

Flavia H. C.
Flavia H. C.Permalink

Ainda não encontrei um empresa que leve meu carro de SP até recife ou Maceió p/ q eu o pegue lá. Alguém conhece alguma?
Muito obrigada!

Flavia Penido
Flavia PenidoPermalink

Para os que estão pensando em ir para a Rota no fim de ano, Reveillon: não quero ser alarmista, mas é bom ver logo. A Amendoeira e o Nilo já estão lotados.

Flavia H.C.: O Ricardo quando desceu tudo não mandou o carro dele de cegonha? Ou então alguma transportadora...

Pergunta: vcs acham que vai ser um caos em dezembro é?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Eu esqueci de pegar o telefone do cegonheiro com o meu personal car dealer. Hoje não consigo mais falar com ele, mas amanhã eu pego...

E quanto à Rota... pelo sim, pelo não, vale a pena deixar o nome em listas de espera, porque acho que essas primeiras pré-reservas são de habituês que ainda não deram sinal. (Pelo menos da última vez que falei com o Nilo ele ainda não tinha definido o preço do pacote...)

Flavia H. C.
Flavia H. C.Permalink

Obrigada!
Eu nem sequer reservei passagens aéreas!
Tenho q correr.

Blogday at Sem Queijo
Blogday at Sem QueijoPermalink

[...] uma viagem sem antes consultá-lo é uma decisão nonsense. (e não deixe de ler o excelente post Alagoas: Rota Ecológica, sobre uma rota no belíssimo litoral norte do [...]

Tô na corrida!!!
Tô na corrida!!!Permalink

Olá pessoal! Se alguém puder me ajudar...

Qual praia é a melhor para o banho? Tatuamunha ou Lages?

Obrigado

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

São equivalentes.

Tô na corrida!!!
Tô na corrida!!!Permalink

Nossa Ricardo!! Real Time! heheheh Obrigado pela informação... Estou em dúvida em qual pousada escolher (Beijupirá ou Borapirá). Seria para um casal, sem filhos, procurando boa comida e um marzão para relaxar e coqueiros por toda a parte. Ah, qual a distância (pela praia) entre as pousadas?

Mais uma vez obrigado.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Fiz só uma vez pela areia e não anotei os tempos. Mas deve ser uma meia hora, 45 minutos.

Em termos de banho, as duas praias se equivalem, mas a da Beijupirá tem um visual mais bonito.

Tô na corrida!!!
Tô na corrida!!!Permalink

Finalmente me decidi! Optei pela Beijupirá. Já até efetuei a reserva.

Ricardo, muito obrigado pelas dicas. Quero também agradecer pelas excelentes informações sobre Buenos Aires.

Um grande abraço!

SONIA MENKEN
SONIA MENKENPermalink

OLA!
JÁ CONHECI EM VARIAS VIAGENS,E DE CARRO ;DE PORTO ALEGRE RS A NATAL RN,MAS ALGUMAS DESSAS DICAS E LINDAS POUSADAS JÁ ESTÃO NA MINHA AGENDA,POIS AMO VIAJAR!!
OBRIGADA...
SONIA

Mari
MariPermalink

Gente, sinceramente não dá mais pra viver sem vcs! Ricardo virou o meu guru e todos os que postam são 'discípulos' sensacionais com comentários e dicas ótimas. Se eu estivesse em Sampa seria mais uma feliz participantes das convenções smile)
...mas moro em Berlim (tá ficando frioooooo de novo!) e no Rio e se alguém precisar de dicas desses 2 lugares é só chamar.

Pergunta do dia: seguindo as recomendações (claro) estou indo com meu alemão e outro casal de gringos pra praia do Laje (Beijupirá) em dezembro e adoraria saber se vale à pena alugar um carro em Maceió pra ter mobilidade e explorar a região ou se dá pra fazer tudo com os transportes locais, barquinhos e afins...
Confesso que adoro andar pela areia, de praia em praia, mas às vezes não rola.

Beijos
Mariana

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ali pela Rota dá pra fazer tudo de táxi e... jangada. (Já vi várias vezes jangada transportando visitante ao longo da costa, como se fosse bugue na areia. É o máximo.)

Pergunte na pousada se eles tem algum esquema com carro alugado; pode valer a pena alugar por um ou dois dias, para ir a Carneiros num e Japaratinga noutro. Ficar com carro o tempo todo pode atrapalhar o descanso lol

O caminho do aeroporto de Maceió até lá também não é assim tão fácil, principalmente para quem vem de uma viagem internacional. Se bem que, se vocês vão chegar por Maceió, é porque vocês vão passar antes em São Paulo ou no Rio, é isso? Porque se vierem da Alemanha, o melhor é descer direto no Recife, via Lisboa.

Criatura, esses alemães vão adorar esse lugar.

Mari
MariPermalink

e eu não sei?
meu marido já está escolado nas nossas maravilhas Brazucas - Noronha, Espelho, Boipeba - agora o casal vai pirar com certeza...como piraram todos os gringos que sempre carrego a tiracolo e, orgulhosíssima, mostro tudo, exalto e tiro muita onda, claro smile
Eu já vou estar no Rio mas sem dúvida vou sugerir essa ida pra Recife via Portugal pra eles.

Danke schon, Guru! wink
Bjs

ps. vc acorda cedo, hein?

Alice Jardim
Alice JardimPermalink

É por essas e outras que tenho orgulho da minha terra! Pelas belezas naturais, pq se depender de administração pública...

Adorei esta reportagem! Acho que não existe em lugar algum uma descrição tão detalhada e bem feita deste lugar. E olha que eu sei bem do que estou falando... sou freqüentadora assídua de São Miguel dos Milagres, mais especificamente Riacho, desde da barriga da minha mãe!

Muito interessante sua visão dessa área... encontrei este post “novo” por acaso, mas já conhecia o “Rota ecológica: Qualidade de férias”! Apesar do enfoque do turismo de charme nesta área, no outro texto você fala bem do ritmo dos nativos da região.

Também adoro viajar e tenho uma paixão especial por estradas. Acredito que em uma viagem o caminho também pode ser uma ótima alternativa a ser explorada... o próprio mapa acima de Dudu Cavalcante, retrata muito bem não só as praias, mas também muitos elementos interessantes que podem ser vistos ao longo da estradinha. Este trecho é reconhecido pelo DER por uma rodovia estadual, a AL-101N, e é muito curiosa a forma que as pessoas desse lugar convivem com essa rodovia.

O isolamento desse lugar preservou não só as belezas naturais, mas também a essência dos povoados abrigados por essas belezas. Essa ponte que o prefeito pretende construir vai mudar tudo! Não só o turismo de charme, mas também a relação que os nativos têm com este lugar... é claro que eles vão ter mais fácil acesso a várias outras coisas que os beneficiarão, mas em contrapartida essa essência se perderá...

Então... essas minhas impressões e a minha vivência na área fez com que este lugar, a “Rota Ecológica” se transformasse em meu objeto de estudo para o meu Trabalho Final de Graduação. Inclusive, enquanto eu buscava informações sobre a área, me deparei com o seu outro texto e ele me serviu como uma das referências para justificar essa escolha. Pois é... Sou estudante concluinte do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas. Estou terminando meu trabalho esse mês. Esse meu trabalho tem como produto final um vídeo que já está em processo de finalização!

Adorei ter encontrado essa nova reportagem e finalmente ter oportunidade de te falar um pouco do meu trabalho. Como li e reli tanto seu outro texto... acredito que você tenha interesse em ver este vídeo quando ele estiver pronto!

Enfim... Adorei suas reportagens sobre a minha terra! Muito fiéis e bem escritas! Parabéns!

Sylvia
SylviaPermalink

Mari , se vcs estão viajando em dois casais acho fundamental ter
um carro o tempo todo disponível , não importa se o carro vai ficar
parado um ou dois dias , o que acho fundamental é que qualquer uma
das quatro pessoas pode sair para ir até a vila comprar uma aspirina,
ver o por do sol na praia do lado e voltar de noite, ir jantar num outro hotel enfim , ter mobilidade e independencia a qualqur momento .
O aluguel de um carro economico é tão barato em reais, em euros então..
que não importa se ele ficar na garagem ( só não estaciona embaixo
de um coqueiro , mesmo que a sombra seja convidativa, pois os cocos
caem em cima do carro sem avisar :roll: )

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ha ha, Sylvia, você não conhece a Adriana da Aldeia Beijupirá. Ela vai fazer campanha pra eles ficarem quietinhos no lugar sem se mexer.

E eu apóio lol

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Alice, não me fala assim, parecendo que a ponte é inevitável! Me deixa ter esperança, vai :roll:

Agora, sério: fico suuuperorgulhoso de ser fonte de pesquisa nessa sua tese mrgreen

Sylvia
SylviaPermalink

Nem me fala Riq !!
Eu até fico quietinha , mas tenho que ter certeza de estar livre com
quatro rodas me esperando na porta lol

Mari
MariPermalink

hehehe...
eu odeio dirigir mas tendo dois alemães pra ficarem de nossos motoristas...até que não é má idéia.

brigadinha, Sylvia!
bjos

Silvia Helena
Silvia HelenaPermalink

Olá Ricardo!
em primeiro lugar gostaria de lhe dizer que considero você meu "guru" em matéria de Nordeste! os últimos locais de lá que fui, sempre segui suas importantíssimas dicas....e sempre me dei muito bem...você é o cara! smile
Agora, é a vez da Rota Ecológica....ja comprei minha passagem pra Maceió, e agora estou na maior dúvida...sei que todas as praias são ótimas por tudo o que escreveu, mas qual você considera melhor localizada? pois ficarei por lá por 7 dias, e não gostaria de alugar carro. Eu e meu marido gostamos muito de caminhar na praia...por horas, se preciso!
Estamos pensando em ficar na pousada do Caju...será que não está muito ao sul das praias da Rota ?
Obrigada desde já!
abraços!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Silvia, a seqüência de praias de Tatuamunha ao Patacho talvez seja mais bonita, porque é deserta e tem um bonito recorte. Mas as praias do lado de baixo do rio também são bonitas -- e certamente mais pitorescas, porque têm mais pescadores.

Silvia Helena
Silvia HelenaPermalink

Que resposta rápida ...Valeu as dicas!
Posso te alugar mais um pouquinho?
Se eu ficar hospedada lá na praia do Toque...dá pra ir a pé até a praia do Lage?
obrigadão!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Só dá se você for na maré baixa e se dispuser a nadar um trecho do Tatuamunha (ou seja, não dá pra ir com câmera). Já fiz isso uma vez. Dá pelo menos uma hora e meia de caminhada. Daí você precisa andar até a estrada para pegar condução de volta.

ana amélia
ana améliaPermalink

Ricardo, me ajude por favor! Não consigo fazer meu roteiro de viagem para lua de mel! Estou em dúvida! A Rota Ecológica, que descobri através do seu site, é uma das minhas opções mais fortes mas o problema é o período: vou casar em salvador em 25 de janeiro de 2008 (uma semana antes do carnaval) e acho que as praias talvez não sejam uma boa opção. as únicas que me parecem fugir da "farofa" do carnaval são a rota ecológica e Boipeba! Além de Buenos Aires que todo mundo esta fazendo minha cabeça pra ecolher pois seria perfeito pra lua de mel! Me dê uma luz!

Silvia Helena
Silvia HelenaPermalink

Muito obrigada pelas informações, Ricardo!
Abraços

ana amélia
ana améliaPermalink

Ricardo,

Vou te alugar mais um pouco. É que omiti informações importantes na mensagem anterior. Eu e meu noivo somos baianos mas moramos em são paulo e teremos 10 dias de lua de mel (26 de jan até 05 de fev). E estamos morrendo de vontade de passar alguns dias desconectados do mundo pois esta rotina paulistana ta acabando com nossos nervos. Então pensamos: praia deserta! Ao mesmo tempo ... lemos várias reportagens sobre Bs. As. (é assim mesmo?) e ficamos encantados com o tipo de programação que a cidade oferece. Então comecei a procurar praias legais (fugindo dos resorts de luxo: muito caros e não são nossa cara, preferimos as pousadinhas rústicas) e pensei em rota ecológica ou boipeba. Depois, me veio outra idéia: se se aproveitássemos que estamos em ssa, fóssemos em boipeba passar uns 4 ou 5 dias e depois fóssemos para buenos aires para mais 4 ou 5 dias? Será que fica corrido e vou acabar não aproveitando nemnhum dos dois ? Quer saber: Tô perdidinha!
Help!!!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ana Amélia, 4 dias inteiros em Buenos Aires já dão para vocês se divertirem; e depois que vocês aprenderem o caminho, na certa vão voltar com mais freqüência. 4 ou 5 dias em Boipeba também são superviáveis, principalmente se vocês investirem num trânsfer a partir de Bom Despacho.

Mas é uma viagem bem diferente do que ficar 10 dias num lugar totalmente slow. Depende de vocês estiverem mais a fim (ou mais precisados...)

Oscar
OscarPermalink

Ricardo: Escribo desde La Plata, Buenos Aires. Ante todo te voy a agradecer el hecho de permitirme todas las noches desde hace un par de semanas adelantar mis vacaciones... Gracias a tu guía, y desde hoy a este blog, hemos decidido viajar a Maceio en enero y de alli ir haciendo la Rota... Tu trabajo es impecable y de a poco voy viendo como pasar las dos semanas, pero en tren de ir y volver a Maceio, en el día... recomendas alquilar bugui por el acceso a algunas playas?
Ana Amélia: ciertamente Buenos Aires es lindo y el cambio los favorece, pero cambian ciudad por ciudad... opino como Ricardo que 4 o 5 días (tipo semana santa) alcanza para recorrer, con todo les ofrezco dicas si deciden venir para acá
Saludos

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Oscar, em Alagoas não se alugam bugues. Com exceção de uns poucos lugares (como Ilha da Croa, em Barra de Santo Antônio) não é permitido entrar na praia com nenhum tipo de carro. (Há quem burle essa regra, mas não é legal). Na praia do Francês, ao sul de Maceió, se alugam quadriciclos.