Alagoas: Rota Ecológica

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região -- assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica -- o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais -- mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro -- ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil...

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos -- do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque -- limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico -- usado mais por moradores do que turistas -- e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada -- ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire's.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada "Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres". Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli -- que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali -- achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os "jardim", que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d'Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais -- R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta -- você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d'Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD -- uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã -- que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora -- surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. -- ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas "clean", com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso...

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição -- e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda -- o mais caro -- que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba -- com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina -- mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções -- bangalôs de dois andares -- não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex -- só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem -- um mangue com coqueiral sobreposto --, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro...)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim -- casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs -- amplos, com banheiros ótimos -- estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos -- decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta -- uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas -- mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota -- a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque -- e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos -- quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa -- que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras -- sim, do clã Farias --, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba -- provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental -- porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada -- de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos -- passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Oscar
OscarPermalink

Será a cavalo entao! Gracias, Ricardo... Perdí de vista por un momento el sentido de Rota Ecologica...

ana amélia
ana améliaPermalink

Ricardo, graças a vcs já estou fazendo o roteiro da minha Lua de Mel!!
Estou escolhendo a pousada que vamos ficar e até agora as que gostei muito foram Coté Sud, Pousada do Cajú e Amendoeira (claro que a do Toque é maravilhosa mas meu teto de diária é 300 reais)... mas após ler esta reportagem sobre a rota fiquei pensando : qual seria a melhor localização entre elas? a que daria pra fazer o maior numero de passeios e aproveitar bem a Rota, ir às vilas de tatuamunha, porto das pedras , praia do Laje? Não queríamos alugar carro, faríamos os passeios a pé ou contratando serviços locais. Acho que vamos chegar e voltar por Maceió (a pousada do Cajú oferece transfer por 130 reais).

Desde já obrigada!

Ana Mel

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ana Mel, a Silvia sem y já me fez essa pergunta um pouquinho mais acima
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/07/22/alagoas-rota-ecologica/#comment-27443

E eu já respondi logo em seguida
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/07/22/alagoas-rota-ecologica/#comment-27444

adriana
adrianaPermalink

olá Ricardo,

São Miguel entrou pra minha lista de viagens por sua causa. Essas fotos são realmente demais, é o que me faz querer conhecer sempre que tenho um tempinho livre! Penso em ir nesse reveillon. Está bem em cima da hora, eu sei, mas organizar 5 casais não é fácil, né?! Penso em algo mais em conta pro grupo, você indicaria alguma casa pra alugarmos? Bom, amei todas as pousadas, mas a essa altura do campeonato já devem estar todas lotadas né?!

bjo, e obrigada!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Adriana, essa não é uma região de casas de veraneio, então acho difícil achar alguma coisa boa; talvez o pessoal das pousadas tenha alguma coisa na mão para indicar.

Pra cinco casais a coisa fica difícil, mas antes de desistir eu ligaria pra Borapirá, pra Côté Sud e pra Pousada do Alto.

Boa sorte!

adriana
adrianaPermalink

Ricardo, Obrigada. Achei a Manga Rosa (http://www.plano4.com.br/mangarosa/site/tarifas/default.asp), mas o telefone está errado, dá num restaurante. Você sabe algo a respeito desta pousada. Vi que eles tem uma casa principal...Tks!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Adriana, a Manga Rosa dos Carneiros está desativada. Não se sabe o que vai acontecer com a pousada.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A Maira postou um relato interessante que vale a pena ler:
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/03/25/10-dias-entre-pe-e-al-pro-nico/#comment-29441

Lena
LenaPermalink

Riq,

com as promoções aéreas do fim-de-semana, comprei passagem ida-e-volta para MAceió pela Gol. F-i-n-a-l-m-e-n-t-e vou pra Rota Ecológica lol

Quer dizer, se Deus quiser :roll: É que vou no dia 13 de novembro e volto dia 19, ou seja, minha estadia engloba o mega-feriado de novembro.

Vou com uma amiga e talvez uma prima ainda não confirmada. Não é desta vez que vou matar a larica de ficar na Pousada do Toque. Estamos a procura de pousadas mais baratas. Já mandei alguns e-mails para checar disponibilidade. Recebi resposta da Pousada do Caju, onde não há vaga a partir do dia 15.

É provável que tenha a mesma dificuldade com outras pousadas, por isso acho que vou mandar muuuuitos e-mails... (mandei tambem e-mail para a Um milhão de estrelas e Costa dos Corais).

Nunca estive em Alagoas e, em Pernambuco, só conheço Recife/Olinda/Itamaracá. Não sei se vale a pena ficar em mais de uma pousada, em mais de um lugar. Gosto de passear e não me importaria em circular um pouco se for necessário.

Uma idéia, seria ficar pelo menos uma noite em Maceió (talvez a última), para passear um pouquinho.

Sei que você não recomenda aluguel de carro, mas neste caso, temos que tratar o transfer do aeroporto com a pousada, né?

Confesso que já lí TODOS os seus textos sobre a região e de todos os tripulantes deste blog (inclusive o comentario da Maira ai em cima e o post pro Nico), mas fico meio confusa com a praia ideal para ficar (se é que há praia ideal!! Acho que o ideal é estar lá!! smile ). Acho que a minha escolha vai ter que se basear em onde tiver disponibilidade, só.
Mas aqui nos comentários, você fala também de idas a Carneiros e Maragogi. Estes passeios são possíveis para quem está sem carro?

Ricardo Freire
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Lena, eu não acho que o trecho de São Miguel/Porto de Pedras da Rota se preste a turistar. Tirando a praia da Laje, as praias não são mais bonitas do que as dos arredores de Maceió; só são mais desertas (e não têm estrutura de apoio, nem acessos muito visíveis). A experiência diferente que esta região oferece é a possibilidade de estar pé-na-areia, com conforto e gastronomia superior, sem vestígios de CVC por perto, pagando menos do que se pagaria pelo mesmo conforto e comida em qualquer outro ponto do litoral. Para brincar de uma-praia-por-dia, Maceió é mais conveniente; um circuito Maceió-Recife, perfeito.

A minha receita para curtir essas bandas é pegar uma pousada (o Costa dos Corais não! O Costa dos Corais não! O Costa dos Corais não!), parar, descansar, comer, caminhar, beber, caminhar. Maré baixa? Jangada pras piscinas naturais. Entardecer com maré boa? Jangada pro rio Tatuamunha ver o peixe-boi. Lá pelo terceiro dia, almoços em outras pousadas, para conhecer novos trechos da praia. As pessoas que ficam realmente fãs desse trecho são as que se entregam ao ócio.

Fora isso, acho o seu roteiro muito ambicioso para 6 dias.

Maceió não é Maceió: Maceió são os arredores, voltando à cidade para jantar bem. Se você quer ficar uma ou duas noites, fique as primeiras, quando todos os restaurantes estarão abertos; no domingo à noite muitos deles fecham.

Para zanzar, a melhor localização na Rota é no segundo trecho, o de Japaratinga -- fique na Caiuia ou na Pousada do Alto. Dá para ir direto de Maceió para lá pela rodovia principal, como quem vai a Maragogi. Tire um dia para pegar a balsa, passar pelo coqueiral do Patacho e avistar a praia da Laje, almoçar numa das pousadas de São Miguel e fazer o passeio de jangada ao Tatuamunha.

Tire outro para ver as praias ao norte de Maragogi (Ponta de Mangue, Burgalhau). Não perca tempo com a piscinona de Maragogi -- no feriado, aquilo vai ser um mar de gente.

Tire outro dia para ir a Carneiros. De Japaratinga, são 65 km, dá para fazer em uma hora e pouco. De São Miguel, com a balsa, dá umas duas horas.

Resumindo, acho que o ideal para explorar essa costa toda é ter tempo, pegar um carro em Maceió e largar no Recife ou vice-versa. Prefiro a Rota para descansar profundamente, comer, beber e dormir bem. Querendo usar a região como base de passeios, Japaratinga é melhor do que São Miguel/Porto de Pedras.

Lena
LenaPermalink

Riq,
ótimo ler mais estas considerações suas. Você já fez tantos textos tão detalhados, que fazer novas perguntas dá vergonha eekops: Obrigada smile

Na verdade, eu não tenho um roteiro, e não tinha idéia se dava para turistar ou não. Minha motivação para comprar a passagem foi ir para esta região mesmo. Mas aí vem aquela dúvida: "já que estou lá, será que dava para ir até..."

Eu errei o nome da pousada para onde mandei e-mail. Não foi para Costa dos Corais (e agora é que não vai ser meeeesmo!). Foi para aquela outra no casarão histórico, que você disse que é do sobrinho do Nilo.

Vou primeiro ver se consigo uma pousada... Se conseguir uma em Japaratinga, vou pensar em ficar com carro para talvez fazer os passeios que você menciona. Se conseguir uma em São Miguel/Porto de Pedras, esqueço os passeios smile

Por mim, ficava só por ali mesmo, mas amigas, não são exatamente caras-metades e todo mundo tem que ficar feliz!!!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ah, tá... é a Costa das Pedras. Desse lado da balsa, é a mais interessante para zanzar, já que não fica na praia, mesmo, e já está do ladinho da balsa. A estratégia ali seria marcar almoços nas pousadas (Toque, Amendoeira, Caju, Côté Sud, Borapirá, Caiuia) e aproveitar suas respectivas praias/piscinas. (Sempre lembrando que Toque, Amendoeira e Caju estão na mesma praia, e a Côté Sud é vizinha.)

Sérgio
SérgioPermalink

Boas,
alguém me pode informar como está a remodelação da Pousada Borapirá?...gostaria de lá passar uns dias..
Obrigado
Um abraço

Ricardo Freire
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Não estou atualizado sobre o assunto não, Sérgio. Sei que os bangalôs foram repintados/renovados à época da associação da Beijupirá. Não tenho notícias sobre a piscina. Vou mandar um email para a Adriana perguntando.

Sérgio
SérgioPermalink

Muito obrigado.
Aproveito para felicita-lo pela ajuda que tem dado, partilhando seus conhecimentos sobre zonas maravilhosas e tão pouco divulgadas.

Lena
LenaPermalink

Riq,
esta pousada Borapirá é a que se chamava Um Milhão de Estrelas, né? Você sabe se mudou o e-mail? Eu escrevi para o e-mail antigo, mas ainda não recebi resposta. Eu ja googlei Borapira e não aparece nada. O site da Um Milhão de Estrelas continua ok.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Tenta no email da Aldeia Beijupirá, Lena.

Eu tô mandando agora um email lá pra Adriana pra saber da pousada pra você e pro Sérgio ali de cima.

Lena
LenaPermalink

Valeu, Riq, vou tentar.

Até agora recebi resposta com confirmação de disponibilidade em 2 lugares: Costa das Pedras e Albacora. Já me animei smile A Maíra, cujo relato você linkou aí em cima, ficou na Costa das Pedras e adorou.

Pelas fotos do site, a Um milhão de Estrelas seria interessante por possuir quarto com camas de solteiro. Nas duas acima, me passaram cotação para quarto duplo e triplo, mas não sei como e a disposição. Imagino que seja uma cama de casal com uma terceira caminha...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

É provável que seja isso, sim -- casal + caminha.

Majô
MajôPermalink

Lena, rota ecológica êeeebaaaaaaaa !

A pousada do André sobrinho do Nilo é uma graça e é mais barata. Não fica na beira de praia. Você teria que ficar com carro. A pizza dele é djilicia.

Não deixe de passar na Pousada do Alto, em Japaratinga, a vista de lá de cima é DESLUMBRANTE !!! Fica no alto de uma colina. O dono chama-se Leopoldo, um bom papo. Vá lá pelo menos para tomar uma cerveja com uma moqueca de siri catado, ou algo parecido admirando aquele marzão.

Sobre camas, em geral nesses hotéis é cama de casal, com uma de solteiro ou com duas de solteiro. Eles não costumam ter twin beds.

Sobre passeios:
-Carneiros, como Riq disse pode ser bate e volta.
-Praia do Morro também é linda. Você vai de carro até Barra de Camaragibe, pega uma canoinha minúscula, a R$1,00 atravessa o rio e voilà, chega à praia do Morro deserta com falésias no fim. Na volta, para pra tomar um chop com pata de caranguejo, num bar por onde você passa, acho que é da D. Laura.
- Praia de Lage que o Riq falou é liiinda tb.
- Pegue um barqueiro e vá às piscinas naturais em frente à Pousada do Toque.

Lena
LenaPermalink

Êeeebaaaa mesmo, Majô!

Eu recebi confirmação da Borapira também (chegou, Riq!). Lá existe a possibilidade de 3 camas de solteiro. Achei ótimo! É mais cara que a do André, mas o visual....

Ou seja: até agora tenho 2 opções na praia (Borapirá e Albacora, que o Riq não chegou a visitar e que é mais hotel que pousada) e 1 fora da praia (Costa das Pedras).

Agora dependo da confirmação da minha prima e da escolha delas. Se ficarmos na do André, podemos gastar mais nos almoços (nham!). Não vejo a hora grin

Majô
MajôPermalink

Lena,
Ótimooooooooo! Vai pro paraiso lol lol
Eu escrevi pro Nilo, para saber se a pousada do André tem lugar. A casa é antiga, e está com super bom gosto.

A praia da ex-Milhão de Estrelas, agora Borapirá é linda !! Fizemos uma visita com umas hóspedes paulistas à Um Milhão de Estrelas antes de inaugurar. Era igual ao Toque, devem ter mudado um pouco a decoração. Se tem 3 camas tá bótimo !

Majô
MajôPermalink

Lena,
O Nilo respondeu que a filhinha do André nasceu, ele foi ao Espírito Santo. Espera um pouquinho que ele responde. wink

Lena
LenaPermalink

Majô,
o André me respondeu hoje de manhã (quer dizer, o e-mail está assinado por ele...). A pousada dele é a Costa das Pedras que eu menciono lá em cima, como a confirmada fora da praia.

Por enquanto, das que me responderam onde há vaga, tenho a do André, uma em Japaratinga (Albacora) e a Borapirá. E os preços vão nesta ordem também. Das que faltam me responder (Caiuia, Amendoeira, Pousada do Alto e Bitingui), acho que não terão opções para quarto triplo, não sei. (Na Côte Sud por exemplo, está explicita a impossibilidade de cama extra).

O Riq disse que Japaratinga é uma boa opção para fazer passeios. Eu acho que preferia ficar no meio (Borapirá)!! Mas acho que as meninas vão preferir a do André.

Adorei seus toques! smile`Pode continuar mandando!!

Sylvia
SylviaPermalink

Lena , não vais gostar do Bitingui .
A Caiuia tem dois aps com mais camas ( creio que um quadruplo ( 4 de solteiro) e um triplo ( com uma de casal ) . A localização é excelente
e a cozinha tb , 100% pé-na-areia , mas zero privacidade .
Para a Pousada do Alto tem que ter carro ( aliás, acho que tem que ter carro pra tudo e sempre .. mas sou só eu viu ? que não gosto de me
sentir engessada em lugar nenhum )

Majô
MajôPermalink

Sim Sylvia, esqueci de escrever que tem que ter carro para a Pousada do Alto. Se bem que a Lena se amarra num treking.

Eu gosto de Japaratinga, mas nunca me hospedei nas pousadas de lá. Duas me chamam atenção quando passo, devem ser estas 2 Caiua e Bitingui.

Uma hóspede que estava no Nilo este ano, nos falou maravilhas sobre um spa em Japaratinga.

Pé na areia mesmo é a Borapirá. Mas, para passeios você também vai precisar de carro.

Lena
LenaPermalink

Sylvia,
que boa a informação sobre a Caiuia. Eles ainda não me responderam.
Majô,
acho que o spa é da Albacora (acho que tem até um nome diferente; vi spa em algum site...)

Ah, Majô, acertou em cheio! A-d-o-r-o andar!! Se não tiver nada me pesando nos ombros, não canso nada. Posso passar dias andando com um bom calçado wink

Tenho uma dúvida: se os passeios a que me refiro forem só nesta área da rota (todos os povoadinhos, mirantes e praias) também preciso de carro? O Riq diz que pela praia tem transfer de jangada smile , e por terra tem taxi facil. É isso?

Achava que carro era só se quisesse ir além de Maragogi... Que acho que não vai rolar. Já pensou como vai estar no feriado!!

Majô
MajôPermalink

Lena,
TODOS OS DIAS, é sagrado, quando estou lá eu caminho pelo menos 1 hora na beira do mar, e às vêzes à tarde.
E no fim do dia quando terminar de andar, cair naquele mar morno que vira uma banheirona.

Se você ficar na pousada do André, dá para ir à praia de bicicleta ou a pé (caminhando bem). Você pode perguntar ao André se alguém lá alugaria ou emprestaria bicicletas pra vocês. Eles lá se locomovem entre os povoados, de bicicleta.

Para fazer o passeio à praia do Morro vocês podem ir também de bicicleta, tem um pouco de chão. E chegando na praia do Morro, você vai andar mais ou menos 1 hora na beira do mar até as falésias.

As pousadas têm contatos com motoristas que fazem transfer, pergunte por e-mail. O Nilo tem duas pessoas, o Flávio e o Sr. Antonio.

Sylvia
SylviaPermalink

Lena, acabei esquecendo de te dizer : faz uns 5 anos que o e mail
da caiuia tem problemas ( talvez tenham resolvido , mas .. ) então
é mais garantido telefonar viu ? :roll:
Sabe aquela historia de cidade do interior ,, que o provedor tem problemas
crônicos ? pois é ...

Lena
LenaPermalink

Ops! Vou ligar, então! Thanks, Sylvia smile

Majô, tô cada vez mais animada!! Já tô me sentindo lol

sandra
sandraPermalink

Bate e volta em Carneiros é praticamente um pecado!

Apesar de não ter as pousadas charmosas da Costa Ecológica e de Japaratinga, o lugar é absolutamente deslumbrante e tem várias opções de casas para alugar: pequenos chalés (alguns com serviço de camareira e café da manhã) até casas maiores.

Chalés de 2 quartos: sugiro o gameleiro:
http://www.praiadoscarneiros.com.br/home.html

No pontal, tem o http://www.pontaldoscarneiros.com.br/ , que é bem chinfra, mas acho que prefiro o local da praia em frente ao gameleiro... será? Rsrs

Dia desses, navegando num site nacional de casas para aluguel, vi uma opção bem interessante em carneiros, num ponto da praia que sei que é excelente: Cód. do imóvel: 522529670 , http://www.aluguetemporada.com.br/

Recentemente, estive em Alagoas e fui tanto para Pousada Costa das Pedras como para do Caju. Amas têm um atendimento ótimo e foi excelente!

Abraços

Sandra

Lena
LenaPermalink

É a Sandra Melo?
Obrigada pelas dicas, mas acho 6 dias, ainda por cima com um feriado no meio, não vão ser suficientes para estes deslocamentos. É possível que fique só no pedacinho da Rota , mesmo.
Espero poder voltar mais muitas vezes, aí descubro mais smile

Majô
MajôPermalink

Lena,
Um detalhe que esqueci de comentar. Os quartos da ex 1 milhão de estrelas, atual Borapirá são enormes como os da Pousada do Toque. Se não mudaram a planta cabem 3 camas super confortavelmente. Não sei se eles fazem meia pensão, como no Nilo. Além do café da manhã, uma refeição.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Lena e Sérgio: a Adriana ainda não me respondeu; de repente está viajando. Assim que tiver notícias, posto.

Lena: veja se a Borapirá tem planos só com café da manhã. Assim fica mais justificável o pousada-tour -- um almoço em cada, inclusive na Beijupirá (acredito que quem se hospede na Borapirá tenha pistolão para almoçar na pousada-mãe). Daí é decidir entre o pé-na-areia da Borapirá e o precinho camarada da Costa das Pedras.

(Veja bem: assim como a Majô, eu acho a meia-pensão uma ótima. Mas se a idéia é zanzar, melhor não ter uma refeição amarrada, até porque o almoço é uma ótima desculpa para tirar casquinha das outras pousadas.)

Querendo ir a Maragogi e Carneiros, a Albacora é mais conveniente.

Quanto ao carro: o aluguel deve sair o dobro do que o trânsfer, então não é nenhum absurdo. Se ficarem na Costa das Pedras, é essencial (a não ser que vocês adotem a bicicleta, como sugeriu a Majô).

Lena
LenaPermalink

Riq,
você é um doce mesmo smile

A Borapirá me respondeu a tarde. O preço é com café-da-manhã. Se quiser meia-pensão, é só acrescentar 30 reais na diária. Eu adoraria ficar lá, não só pela praia, esprigaçadeiras, redes, comidinhas, bebidinhas, etc., mas também porque a foto do quarto com as caminhas de solteiro me pareceu tãão bom!! Tenho a maior aflição de quarto entulhado com terceira cama...

Mas já falei com minha amiga, e acho que ela vai preferir a Costa das Pedras. Só ficou um pouco na dúvida, porque não sabe se é muito longe. Qual a distância até a praia?

Eu estou compilando estas últimas considerações de vocês também, para passar para ela. Como eu disse para a Majô: Se ficar na Costa das Pedras, vamos almoçar cada dia em uma pousada diferente (dá para reservar lá, né?), assim, acho que dá para sentir um pouquinho do charme, mesmo não sendo o ideal...

Obrigada, Riq! Messhmo!!

Depois de ter lido tanto coisa boa que você já escreveu a este respeito, você conseguiu acrescentar ainda mais! Acho que direcionado assim, é como se você estivesse me pegando pela mão e me mostrando timtim por timtim smile Foi ótimo!!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Lena, a praia é um pouco longe da Costa das Pedras porque a cidadezinha de Porto de Pedras não fica à beira-mar, mas à beira-rio. Tem uma prainha fluvial na cidade, com sombra de amendoeiras, mas o famoso coqueiral do Patacho está a bem uns 15 minutos de caminhada. Não há serviço de bordo na parte bacana da praia (nem na vizinha Laje), mas no Patacho vocês podem ficar amigas do Chris que está construindo aquela pousada lindinha pé-na-areia de que eu falei neste post aqui:

http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/06/19/classificados-vnv/

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Adriana respondeu!

A piscina nova da Borapirá deve ficar pronta em dezembro. A pousada incorporou o terreno ao lado e agora está com mais 100m de praia.

Tem outras notícias alvissareiras pra essa região mas ainda não estou autorizado a contar mrgreen

Cynthia
CynthiaPermalink

Olá Pessoal,
Aabei de voltar de S. Miguel (domingo) e adorei!
Quero agradecer muito a vc, Riq, pelas ótimas dicas e por todos que colaboram pro site ficar ainda mais rico.
Realizei o sonho de ficar na Pousada do Toque, que corresponde a tudo que o Riq já mencionou sobre ela e já quero voltar qdo puder.
Para os que vão pra lá e não querem alugar carro, a Pousada entra em contato com um rapaz (acho q é Mário o nome dele) que aluga um bugue ou um honda civic, por 50 reais a diária.
Talvez as demais pousadas da região tb possuem um contato assim.
Por favor, apenas preserve o local e não ande de bugue pelas praias.
Para os que não querem dirigir, há tb a opção de fazer os passeios de bicicleta. A Pousada do Toque possui bikes para usos dos hóspedes.
O passeio para a praia dos morros é interessante, mas fica a uma distância de 10 km da praia do toque. É pra quem gosta muito de andar.
Para quem vai baldear em Maceió, sugiro um jantar no restaurante Irmãs Rocha. Uma comida regional muito gostosa!
Espero ter colaborado!
Abraços a todos,
Cynthia

Sylvia
SylviaPermalink

Lena , Alagoas tb tem uma linguagem própria no inicio de novembro :
os ventos de finados ( como é chamado por lá ) .
Costuma ventar muito na primeira semana de novembro , então
se vcs prtendem fazer caminhadas , alem da imprecindivel canga nos
ombros ( ou camisa, que voa menos) é super util levar um chapéu/boné/
viseira a prova de vento forte pois é uma chatice caminhar com a mão segurando o chapéu smile

Cynthia
CynthiaPermalink

É verdade, Sylvia! O vento é um fator que dificulta as caminhadas, pricipamente quando se anda contra ele!
Agora essa semana já estava ventando bem!
Isso disfarça o sol...Mas levem um protetor solar bem alto!

Lena
LenaPermalink

Noossa!! E eu nem tinha me tocado de perguntar sobre o clima!!!

Sylvia, sempre alerta wink

Aliás, Sylvia, já vi você linkar aqui um website com os horários das marés; vou googlar, mas se não achar, manda pra mim? smile

Cythia, valeu pelas dicas também ! smile

Sérgio
SérgioPermalink

Ricardo, obrigado pelo esclarecimento, vou tentar ir lá para ver essas noticias alvissareiras com meus proprios olhos.
Um abraço

Lena
LenaPermalink

Sylvia,
mrgreen

Majô
MajôPermalink

Carro na praia NUNCA !!!! Aliás se algum estranho usa carro na areia é olhado assim evil
O Nilo e outros pousadeiros iam colocar umas toras na saída dos vilarejos para a praia, para evitar passagem de carros.

Lena, como a Sylvia disse chapéu e óculos escuros sempre !! E sandália havaina se quiser entrar nos vilarejos, senão queima os pés.

Majô
MajôPermalink

Riq, a meia pensão como jantar eu acho uma boa.

Lena
LenaPermalink

Pó deixar!
Chapéu , óculos escuros e havaianas são despachados antes de mim grin

Sylvia,
complicadinha a Caiuia.... e-mail não funciona e telefone não atende... :roll:

Sylvia
SylviaPermalink

É assim mesmo Lena ... fica fria e passa lá para almoçar ( mas tem
que aparecer cedo ou um dia antes e encomendar o almoço : quando
estiver pronto eles tocam um sino para chamar smile )

Lena
LenaPermalink

Consegui falar , Sylvia, ufa! Mas já tá lotada de 15 a 18. Quem sabe almoço lá um dia wink

Lena
LenaPermalink

Ah, Sylvia, esqueci de comentar.

Sabe porque não estava conseguindo falar?

Porque o telefone no site da pousada não foi atualizado com o algarismo 3 na frente do número antigo :roll: Pode?