Alagoas: Rota Ecológica

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região -- assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica -- o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais -- mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro -- ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil...

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos -- do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque -- limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico -- usado mais por moradores do que turistas -- e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada -- ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire's.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada "Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres". Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli -- que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali -- achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os "jardim", que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d'Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais -- R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta -- você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d'Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD -- uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã -- que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora -- surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. -- ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas "clean", com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso...

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição -- e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda -- o mais caro -- que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba -- com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina -- mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções -- bangalôs de dois andares -- não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex -- só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem -- um mangue com coqueiral sobreposto --, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro...)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim -- casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs -- amplos, com banheiros ótimos -- estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos -- decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta -- uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas -- mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota -- a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque -- e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos -- quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa -- que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras -- sim, do clã Farias --, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba -- provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental -- porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada -- de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos -- passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Sylvia
SylviaPermalink

haha Lena !
Começa a relaxar ... normal .. o que não é normal no nordeste ?
é.. está sempre lotada pois é minuscula e muitos tem o habito de
fechar a pousada reservando todos os quartos , o que aliás é uma
idéia magnifica !
Vale a pena ir almoçar lá .. é demais !!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Majô, eu também acho ótimos os planos com meia-pensão, até porque a comida de TODOS os lugares é muito boa.

Mas eu recomendo a estratégia só-café-da-manhã para quem queira aproveitar sua temporada para um intensivão de almoçar cada dia numa pousada diferente; se você ainda for jantar de verdade todos os dias vai voltar uma pipa grin

GiraMundo com Jorge Bernardes

Riq, essas pousadas maravilhosas que você indica são "child free environment"?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Gira, a Aldeia Beijupirá não aceita; o Toque tem cotas, e habituês têm preferência.

A Borapirá está sendo estruturada pelos donos da Beijupirá para receber bem crianças.

Acredito que as outras aceitem na boa.

Lena
LenaPermalink

Riq, lol

Na Borapirá há opção com ou sem jantar. O preço do Bitingui e Albacora é com jantar e da Costa das Pedras, só café. (as outras que cotei não têm mais vaga)

Voltar uma pipa não está nos meus planos, embora apenas uma bela refeição com sobremesa, mais os petisquinhos e cervejinhas diurnos já sejam suficientes para mudar a minha cofiguração neutral Fazer o quê? É como se diz: não se faz omelete sem quebrar os ovos lol

GiraMundo com Jorge Bernardes

Então te prepara, porque vou usar seu nome...

sandra
sandraPermalink

Eu que escrevi sobre carneiros, para onde vou várias vezes no ano...
Sou daqui do Recife, não sou Sandra Melo, sou Sandra Souto, fã e assídua leitora deste blog!
Abraços.

Lena
LenaPermalink

Sylvia,
em algum lugar aí em cima, ou no post para o Nico, vi que você linkou o Arikinda em Carneiros. Bom, escrevi pra eles. E eles me enviaram este link:
WWW.YOUTUBE.COM/ARIKINDA

Sylvia
SylviaPermalink

São umas figuras hem Lena ? :roll:
O espaço na praia é lindo.. bem que podiam ter caprichado eekops:
no video !

Lena
LenaPermalink

Ô!! :roll:
Faltou uma musiquinha, né?

Majô
MajôPermalink

Riq,

Entendi, este esquema de almoçar numa pousada cada dia é legal sim.
Mas, com o café da manhã mega farto no Toque, o esquema de cervejinha com bilisquetes durante o dia, e à noite, um peixinho acho que vai bem também. Agora, as sobremesas são de matar de boas. Para isto tudo mantendo a silhueta, tem que andar 1 hora de manhã e uma à tarde. A maioria faz isto.
Oooooooou, almoçar uns camarões com frutas que eu amo, arrematando com um delírio de chocolate e à noite só chá ou salada.

Gira,
Hoje em dia o Nilo aceita crianças, poucas e pequenas. Como o Riq disse há uma cota. Algumas crianças não incomodam absolutamente nada.
No ano passado havia um casal de paulistas no Bem te vi com um menininho de uns 2 anos e a babá. A criança sempre estava na mão da babá ou do pai. Comiam mais cedo, tipo 7 da noite e os pais mais tarde sozinhos.
Mas, quando as crianças estão só com os pais, em geral comem mais cedo mesmo.
O que incomoda é criança maior que se atira na piscina.

Lena
LenaPermalink

Riq, Majô, Sylvia, Liciana,
só pra atualizar: fechei com a Côte Sud. Não deu pra resistir ao pé na areia smile

Sylvia
SylviaPermalink

Que maravilha Lena !!!
Queres que eu procure o telefone do Paulo , de quem eu sempre alugo
carro em Maceió ?
Se vcs são 3 pessoas acho que vale a pena smile

Majô
MajôPermalink

Hummmmmmmmm tudibom hem !!! Côte du Sud é pé na areia mexmo !!!!Não precisa ser preocupar mais com a programação: praia, caminhar, mergulhar, hibernar, êita vida dura lol lol lol

Lena
LenaPermalink

Quero sim Sylvia! smile

Eu achei um site, onde o aluguel é 50reais por dia. Ou seja, ée praticamente o valor dos 2 transfers. Mandei e-mail pedindo cotação para 6 dias, mas ainda não recebi resposta... Aliás, a resposta do e-mail da Caiuia chegou hoje shock Parece que internet lá funciona à lenha....

Depois de reservar, li os comentários da Cláudia Carmello no site do Viaje Aqui, que o Riq havia comentado que se hospedou lá. Ela amou! smile Fiquei bem feliz com a escolha. O André também foi um doce nos e-mails que me enviou; então a escolha estava difícil...

Lena
LenaPermalink

E comer, né Majô razz Dizem que a comida é boooooaaaaaa!!!

Majô
MajôPermalink

É bom demaaaaaaaais. Aquelas coisas horríveis, camarão, peixe fresco, pata de caranguejo, suco de manga da fruta, caipirinha olhando o mar, cocada quente com sorvete de creme, o resto você conta pra gente. wink

Sylvia
SylviaPermalink

Vou procurar Lena , mas 50 por dia é muuito barato !
Não vais achar por menos que isso não ... ah.. cuidado com as multas na
estrada ( tem muitos trechos urbanos que a velocidade maxima é de 40km) e não dirija de chinelo que os guardinhas caneteiam direto !!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Lena: relatório!!! Queremos relatório!!!
grin

Emília
EmíliaPermalink

Lena, que beleza!
Ai, aproveite por nós...e relatório será bem-vindo, sim!
Estou pensando...quem sabe no ano que vem?
Riq, maio é uma época ruim para ir para a Rota?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Emília, a época de chuvas vai de abril a julho. Os meses mais chuvosos são maio e junho.

Lena
LenaPermalink

Gente,
pó deixá! smile Faço relatório depois!

Sylvia,
parece pouco, mas muuuuuito obrigada por me lembrar das multas e chinelinho!! Não que eu costume correr, mas limite de 40km/h precisa de atenção e eu tenho uma multa gravíssima, de 7 pontos, por estar a 67Km/h, quando o limite era 50, e eu resolvi ultrapassar um caminhão de som que "caminhava" pela avenida...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

São várias lombadinhas eletrônicas e vários postos de polícia rodoviária estadual na saída norte de Maceió, Lena. Um saco.

Mas na Rota propriamente dita nunca vi puliça não. Você acaba indo devagar por causa dos povoados, mas entre um povoado e outro dá pra fazer 70, 80. (Na parte de Japaratinga é difícil passar de 50/60 por causa da estrada, que só é calçada na segunda metade.)

Emília
EmíliaPermalink

Riq, obrigada. Acho que vou ter que achar outra alternativa, talvez no sudeste...

Sylvia
SylviaPermalink

De Maceió até a Usina ( onde tem que dobrar a direita em direção a
Barra de Camaragibe para ir para a Rota ) deve ter uma duzia de lombadas eletronicas e uns tres postos de policia .
Muitas lombadas a gente não enxerga e leva multa direto pois a
pintura amarela que deve ter na estrada está apagada e as placas
que avisam da lombada destruidas .
O melhor a fazer é ter paciencia ( muita ) e andar devagar mesmo..
quando chegar perto de um povoado reduzir para 40km sad
Os primeiros 20 km são os piores , e depois da Usina fica tranquilão smile

Cristiane
CristianePermalink

Que maravilha esse Blog!!! Quantas dicas incríveis!
Depois de passar o ano inteiro sonhando com isso, finalmente estou conseguindo organizar uma viagem em família para a Rota em Janeiro. Na verdade nosso plano é ir primeiro para Carneiros e ficar lá, totalmente relax, seis dias. Depois seguimos para a Rota. Como temos três crianças acho que a Borapirá é a melhor opção. ( a do Toque disse que já estaria lotada em Janeiro).
Adorei essa idéia de alugar um carro alguns dias, mas fiquei com dúvidas: é possível alugar na Rota ou apenas em Maceió? Lena, vc tem o endereço desse site de aluguel?
No mais estou também na dúvida de que pousada ficar em Carneiros: Arikindá ou sitio da prainha?
Estou animadíssima e não vejo a hora de partir para o Paraíso!!
Obrigada pelas dicas

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Cristiane, você deve alugar seu carro em Maceió ou em Recife. Na Rota você vai ter só traslados e passeios com motorista.

Por sinal, o que faz mais sentido logisticamente é chegar por Recife e voltar por Maceió. Orce quanto fica retirar o carro numa cidade e devolver noutra (acho que você só vai conseguir isso nas locadoras grandes, como Localiza, Avis, Hertz e Unidas) e compare com o orçamento da locadora regional. Então avalie você mesma se a diferença compensa ou se é melhor ir e voltar na estrada.

Para o meu gosto, a Arikindá está melhor localizada que o Sítio da Prainha, porque está na parte mais nobre da praia, perto do pontal. O Sítio da Prainha é mais escondido, fica bem na parte fluvial de Carneiros.

Lena
LenaPermalink

Cristiane,

o site da locadora que mencionei aqui é: http://www.dosulrentacar.com.br/contato.htm

Porém, mandei um e-mail para eles em 24/10 e não recebi resposta. Semana passada mandei outro; idem. Ontem liguei para eles e achei meio esquisito. Hoje ele me enviou um e-mail com preços; só aceitam cheque e exigem um cheque caução de 1000 reais para caso de acidente. Não sei... não me senti segura. Pedi o telefone da pessoa que alugou para Sylvia.

Quanto a Arikinda, eu não tinha intenção de ir para lá, mas comentei aqui que havia enviado um e-mail. Conclusão, uma tripulante do blog me ligou e "des-recomendou" fortemente. Disse que não em a menor estrutura. Acho melhor buscar outra opção.

Sylvia
SylviaPermalink

Sempre que alugarem um carro vão ter que deixar uma caução.
O normal é que seja o cartão de credito, mas os pequenos pedem cheque
pois não tem infra para cartão.
Eu tenho uma regra em compras pela internet: se fico cismada ..caio fora
nem penso duas vezes ..
Carneiros : O Gameleiro ( bem do ladinho do Arikindá ) tem uma casa
meio novinha com ar e transadinha ..tenta reservar essa smile
www.praiadoscarneiros.com.br/ é tudo suuuper simples mas suficiente grin

Carol
CarolPermalink

Lena, eu conheci as casas do Gameleiro. Sao boas sim.
O telefone é 81-3427-1808 / 81-9192-7296.
O bar do Arikindá realmente é o mais bonito, nao tem cadeiras de plastico e possui ótimo atendimento.
Mas o bar do Gameleiros, o Jobá nao fica devendo em nada, exceto as cadeiras. Se quiser te mando umas fotos.

Carol
CarolPermalink

Lena = Cristiane, desculpe..

Cristiane
CristianePermalink

Carol, Sylvia , Lena e Ricardo, obrigada pelas dicas.
Vou dar uma olhada na Gameleiro, vcs sabem se a localização é boa? No site achei os Bangalôs bem básicos, meio sem charme... pelo menos na foto. O Sítio da Prainha me pareceu mais charmoso...Vcs conhecem? Alguém tem algum comentário, fora o que o Riq já falou de ser meio escondido?
Bom mesmo me pareceu o Pontal dos Carneiros, mas não é para " o meu Bico" . Com essa família numerosa fica bem caro...
Na Rota estou esperando a resposta da Borapirá.
Quero ver se decido tudo até o final desta semana e já faço as reservas.

Cristiane
CristianePermalink

Já vi que a Gameleiro fica ao lado da Arikindá, na parte " nobre" da praia. Ponto para eles!

Sylvia
SylviaPermalink

Cristiane :
Carneiros tem que ser visto como um acampamento , se não fores ficar no Pontal . O melhor é ir para lá primeiro e depois para a rota.
Acomodações suuper basicas , algumas mais transadinhas, mas basicas.
Tem uma casinha para dois no Gameleiro que é pequena e mais nova
( a amarela ).
O Sitio é mais bonitinho para ver mas as acomodações do Gameleiro
são melhores para usar :roll: e tem algumas diferenças entre uma casa e outra , algumas foram reformadas e são mais coloridas..
Carneiros é mais praia que infra ; Rota é mais infra que praia grin

Lena
LenaPermalink

Interessantíssima a última colocação, Sylvia smile

Cristiane, eu estou indo pela primeira vez; não conheço a região. Estou resolvendo o aluguel do carro agora. Se correr tudo bem, quando voltar te dou as dicas wink

Cristiane
CristianePermalink

Também gostei do enfoque... e poder fazer um roteiro que inclua essas duas possibilidades é o máximo!
A família tem um espírito bem aventureiro e não ter muita infra não é problema para nós. Nossa última viagem foi para a praia de Moreré em Boipeba. Conhecem? MUUUUita praia e pouquíssima infra. Básico mesmo.
O pessoal do Sítio da prainha foi bem atencioso e me responderam rápidamente o e-mail, oferecendo um preço legal com meia pensão. ( parece que a comida lá é muito boa!) Já o Gameleiro estou esperando uma resposta até agora... Vamos ver o que decido. A casinha amarela que a Sylvia falou é para dois. Precisamos de uma para cinco.
Lena, valeu! Quando você volta?
Uma última perguntinha: quantos dias no mínimo vcs acham legal ficar na Rota? Tenho um total de 12 dias de férias e quero dividir entre Carneiros e ROta, o que vcs acham?

Graciele
GracielePermalink

Cristiane, fiquei 7 dias na Rota (5 na Pousada do Toque e 2 na Cote Sud) e teria ficado mais, mas acho que uma semana por lá já está bom. Carneiros é deslumbrante, mas, como já foi dito, com pouca infra. Eu, no seu lugar, ficaria uns 7 dias na Rota e 4 em Carneiros. Beijos e ótima viagem!

Cristiane
CristianePermalink

Obrigada Graciele, uma semana será ótimo!
beijos

Abrahão
AbrahãoPermalink

Pessoal, o que a gente faz pra que o prefeito não construa a "bendita" ponte?

sandra
sandraPermalink

Cristiane
O sítio GAMELEIRO fica num local melhor da praia, mas o da PRAINHA tb é bem legal, só um pouco mais rio a dentro.
Sandra

Samuel Waldom Silva
Samuel Waldom SilvaPermalink

Estive na rota ecológica nos dias 17 e 18 de novembro(no último final de semana) com alguns colegas de mochila. Estávamos a pé fazendo trilha e passamos pela praia do toque no sábado onde vimos alguns turistas na frente da pousada do toque lendo revistas e descansando. Embora tenha chovido um pouco, ali mesmo tomamos um banho de mar. Continuamos a caminhada com o céu nublado mas nada preocupante. À noite, acampamos em Tatuamunha. No domingo, fomos ver o peixe-boi nos mangues. Andamos mais um pouquinho e chegamos na foz do rio pra tomar um delicioso banho. Maravilhoso o lugar!

Lena
LenaPermalink

Samuel,
voce chegou a ver o peixe-boi? Eu também estava lá. Peguei uma jangada até a ponte, mas não vi o nada. Aí me falaram que mataram a fêmea (Tuca) e o Ibama acabando levando o macho embora. Dizem que havia mais peixes-boi no rio, mas cada um contava uma história :roll:

Dirlene
DirlenePermalink

Não sei onde fica o paraiso,mais acho que é aí!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Sobre os peixes-bois: estou investigando e assim que tiver notícias concretas posto o link aqui. Mas parece que não morreu peixe-boi nenhum ultimamente não; teria havido uma morte há muitos anos, antes do Projeto Peixe-Boi começar. Talvez a Lena tenha sido enganada por um jangadeiro preguiçoso. Mas quando tiver a confirmação eu posto no blog novo e deixo o link aqui.

Lena
LenaPermalink

Ah Riq smile , vou responder aqui só pelo prazer de colocar a carinha lol

Na verdade eu ouvi a notícia primeiro de um casal de Niterói que estava na pousada e que passeou com a gente. E eles ouviram esta história no "centro nervoso" (como ele dizia) de Porto da Rua, em algum bar ou lojinha. Depois , quando pegamos a jangada, perguntamos ao jangadeiro, o Roxo, e ele confirmou. Disse que o cara não tinha idéia do problema em que tinha se metido... De qualquer forma, aguardo seus comentários finais!!

Silvia
SilviaPermalink

Olá Lena e Riq!

estive lá na Rota semana passada....vi o peixe-boi sim!pelo menos um está por lá! grin

Maria do Carmo
Maria do CarmoPermalink

Olá Ricardo,
adoro suas dicas, e hj escutei vc falar sobre a praia do Patacho. Parei o carro pra fazer anotações. Conheço bem a litoral de Alagoas. Verifiquei seu blog e eis q me deparo com esse roteiro fantástico. Estou indo novamente em janeiro para esse paraíso. Vou aproveitar suas dicas para alterar meu roteiro.
Abçs

Alexandra
AlexandraPermalink

Oi Ricardo,
Por sua causa, o destino escolhido na minha 7ª viagem no Brasil, foi Maceió e Rota Ecológica. Só aconteceu agora, porque não conhecia bem e é um destino que, felizmente, em Portugal ainda está pouco divulgado; a maior parte das agências de viagem não tem vôo directo para Maceió. Aterrámos em Recife e alugámos carro. Foi maravilhoso!!!
Tudo isto, para dar a dica do Bar/Reastaurante do Enildo em Porto da Rua, que eles merecem. Lúcia, mulher do Enildo e de uma alegria contagiante, faz uma comida super gostosa, sugiro o AraBahiana (penso que escrevi bem) ao molho de côco. Não deixem de procurar por eles!
Também vi bem pertinho, o peixe-boi a Lua, mas no Rio Manguaba, já ao largo da praia do Boqueirão. Chamem o Platini para vos levar e é garantido que a verão.
Abçs

leandro
leandroPermalink

todas as pousadas são lindas, minha indignação ocorreu ao tomar uma caipirinha de R$ 22,00 na pousada do Toque!!!! A Aldeia Beijupira é a top da região, recomendo a todos. Abs

Monica Junqueira de Andrade

Realmente a Rota Ecologica é o máximo!!!
Recomendo a todos os amigos que gostam e entendem o conceito e proposta daquela região. Não adianda indicar esta rota para baladeiros e para pessoas que gostam de resorts, fartura e shopping.

Definitivamente é um roteiro que podemos chamar de "turismo de conceito". Todas as pousadas tem seu charme, particularidades e pontos fortes e fracos.

Sou fã da Aldeia Beijupirá. Estive lá 06 vezes. Sendo nossa última e maravilhosa estadia na festa de reveillon 2007/2008. Já nos sentimos parte da família Beijupira. E estou feliz com a nova pousada Borapira, assim iremos curtir com nosso 1º filho aquele paraiso.

Obs: Sem comentários as quadras feitas pelo prefeito.... fiz fotos, pois não me contentei com tal abuso com o dinheiro publico diante de uma comunidade tão carente (tenho fotos das quadras)

Boas Férias para os novos desbravadores da Rota Ecologica!!!