Alagoas: Rota Ecológica

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região -- assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica -- o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais -- mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro -- ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil...

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos -- do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque -- limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico -- usado mais por moradores do que turistas -- e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada -- ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire's.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada "Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres". Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli -- que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali -- achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os "jardim", que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d'Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais -- R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta -- você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d'Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD -- uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã -- que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora -- surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. -- ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas "clean", com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso...

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição -- e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda -- o mais caro -- que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba -- com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina -- mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções -- bangalôs de dois andares -- não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex -- só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem -- um mangue com coqueiral sobreposto --, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro...)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim -- casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs -- amplos, com banheiros ótimos -- estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos -- decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta -- uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas -- mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota -- a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque -- e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos -- quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa -- que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras -- sim, do clã Farias --, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba -- provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental -- porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada -- de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos -- passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

cristiane
cristianePermalink

Pessoal, preciso de uma ajuda. Tenho um roteiro mais do que complexo e maravilhoso e com certeza vcs podem me ajudar. Partimos, eu e meu marido, dia 9 de carro do Rio para a Rota. Ficaremos 3 dias na Amendoeira, namorando e recarregando as baterias, porque no dia 15 pegamos os 3 filhos pequenos no aeroporto de Recife para umas férias de 15 dias!! De lá vamos todos para Carneiros onde ficaremos 5 dias no Sítio da Prainha. Depois voltamos para a Rota, para mais 5 dias em uma linda casa que alugamos na praia do Patacho. ( dica do Chris da Pousada do Patacho, pois tivemos muita dificuldade de arrumar hospedagem que aceitassem as 3 crianças).
Então começa a volta de carro para o Rio e é aí que preciso de ajuda!!! Temos de 5 a 7 dias para vir descendo e precisamos de um roteiro de paradas interessante. Pensamos no seguinte: primeira parada em Penedo, conhecer a cidade e o passeio de barco no Velho Chico. Talvez possamos dormir lá... ( alguma dica?) Depois ficamos meio perdidos... talvez Mangue Seco ( será?) ... gostaríamos de conhecer Santo André... pensamos talvez em uma parada na Praia do Forte ... tem também o maravilhoso Espelho, mas acho que teríamos que reservar um tempo maior para ficar por lá. Já nos Espírito Santo pensamos em Itaúnas. O que vcs acham? Alguém teria uma sugestão de roteiro para me dar e também alguma dica de pousadas? O lance é que não podemos fazer trechos muito longos de carro porque a criançada não aguenta ( e a mamãe também não!!)
Enfim, viagem com crianças, on the road, na aventura, esse é nosso espírito e nosso desafio!!!
Isso é só uma prévia para ir treinando para nosso próximo roteiro para a Patagônia!
Agradeço muito qualquer sugestão.
Abraço e feliz 2008!!

Fernanda Tognon
Fernanda TognonPermalink

Ricardo,
queria dar os meus sinceros parabéns por essa excelente matéria! Não conhecia a sua página, mas vi que você tem muito bom gosto, afinal, Alagoas é bonito demais!
Vamos trocar idéias sobre esses lugares e sugestões.
Abraço,

Fernanda Tognon
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado do Turismo - AL

hs.brz
hs.brzPermalink

coloquei seu roteiro na mochila e parti para a rota ecologia...acabo de retornar a sao paulo e totalmente apaixonado pela beleza oferecida no percurso proposto.
adorei a pousada côte sud e aproveito para falar da mais nova pousada da região: pousada patacho em porto de pedras.
a pousada foi inaugurada no final de dezembro e é de extremo bom gosto. vale a visita!
obrigado pelas dicas.

nice
nicePermalink

todo estes lugares sao maravilhosos de se conhecer,mas estou descobrindo lugares maravilhosos no litoral sul de maceio ,nao e muito explorado ainda mas ja esta comecando ,ja vi muita gente andando por la em busca de terrenos para contrucoes de pousadas ,e muito bonito por la vale apena fazer uma visita no rio sao francisco e maquinifico!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ingrid Louro
Ingrid LouroPermalink

Amei a rota. Tudo verdade!

Olha aí pessoal, definitivamente criança é produto do meio: pais arrogantes e desrespeituosos, crianças idem. O que quero dizer é que concordo com vcs: crianças em viagem não são exatamente o problema, mas sim o perfil dos pais. Estive uma semana em Japaratinga na Pousada Doze Cabanas com meu filhão de 09 anos, e fiz boa parte da "Rota" a pé, pasmem vcs. Fred, o dono da pousada e super conhecedor da região - ficou encantado com a disposição no meu moleque em caminhar uma média de de 8 a 15 km a cada dia em que saímos para algum povoado. Angus meu filhote é carioquinha de apartamento mas tá bem acostumado com trilhas, matinhos, canoinhas, mas sobretudo respeitar e admirar gente simples e bonita dos povoados como os que visitamos na ROTA. Um casal de franceses com 3 filhotes (7, 9 e 15 anos) também foram excelentes companhias na Pousada.

Para Reveillon volto a São Miguel, povoado comovente. Gostei de tudo: Praia dos Morros, rios: Manguaba, Tatuamunha, e Camaragibe, barraca do Tibiro em São Miguel, farol de Porto de Pedras.

Desde já, também me incomoda a ideia do "desenvolvimento" desorganizado que pode tomar conta da região. Só um forte movimento de organização daquelas comunidades ( pousadeiros, comerciantes e moradores) pode frear o turismo predatório que tanto tememos mas que será inexorável se nada for feito. Outra dica: fica do lado Pernambucano, VÁRZEA DO UNA. Tenho fotos no orkut: http://www.orkut.com.br/Home.aspx Bjs a todos.

Sol, calor, praia e muita água de coco « À Francesa

[...] nenhuma outra me parecia interessante o suficiente. Até entrei em contato com algumas outras da Rota Ecológica, mas o Nilo me fisgou desde o primeiro email trocado. E foram quase dois anos trocando [...]

Ricardo Silva
Ricardo SilvaPermalink

Oi Ricardo,

Tudo bem?

Vi sua dica que o ideal para conhecer o litoral norte de Alagoas é vir pelo norte e finalizar em Maceió.

O que não vi foi algum comentário de como dividir o tempo na rota?

Ex: Seria bom sair bem cedo de Recife e finalizar o primeiro dia de viajem na praia da laje no Aldeia Beijupirá, com atenção especial em porto das pedras no meio do caminho?

Passar uns dois dias na pousada e no terceiro aproveitar os caminhos até a Pousada das amendoeiras. Lá usar como base por 4 dias para conhecer ss vilarejos — do Marceneiro, de São Miguel dos Milagrese e do Toque. e por fim na ultimo dia voltando para Maceió passar no vilarejo do Riacho antes de pegar o avião?

O que acha?

Ir no mes de Agosto é uma boa pedida?

Muito Obrigado,

Ricardo Silva

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Xará,

Só recomendo dividir a estada entre duas pousadas na Rota caso você esteja muito dividido entre duas opções.

Senão não carece: é tudo muito pertinho, e as praias, com exceção da Praia do Morro (que não é protegida por recifes), têm astral parecido.

O trecho de costa pra baixo do rio Manguaba deve ter uns 25 km no máximo. É como dividir a estada entre Maresias e Juqueí pra "conhecer" São Sebastião smile

Os melhores passeios são de jangada.

Os vilarejos que valem prestar atenção são Tatuamunha e Porto de Pedras; os outros são inexpressivos.

Se você optar por ficar na Laje e quiser dar uma caminhada pelas praias abaixo do Tatuamunha, pode ir de carro até a entrada da praia de São Miguel dos Milagres (siga a placa para o bar Mijadela). Dali você vai à direita até a Praia do Riacho (é o trecho mais bonito dessa região).

A vila de Porto da Rua é a única que dá na praia. De lá à esquerda você chega ao rio Tatuamunha, e à direita passa pelo Toque e chega a São Miguel.

Neste verão havia também um ponto de apoio na Praia do Riacho, na entrada do camping.

O Marceneiro é menos bonita do que todas essas, porque tem mais casas à beira-mar.

Quanto à época, o tempo mais seco vai de setembro a março. Agosto normalmente não é chuvoso, mas se você der azar e pegar muita chuva o SAC de São Pedro não vai aceitar reclamações.

E finalmente: só recomendo chegar por Recife e sair por Maceió (ou vice-versa) se você parar pelo caminho (em pelo menos um desses lugares: Porto de Galinhas, Carneiros, norte de Maragogi). Senão, pegue o carro em Maceió mesmo, ou peça o trânsfer da sua pousada.

Posts mais recentes que comlementam esses:

Fotoblog: Pousada Patacho http://viajeaqui.abril.com.br/blog/141410_comentarios.shtml?1311328

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http://viajeaqui.abril.com.br/blog/rota-ecologica-novidades-luxo-154379_comentarios.shtml?1311328

Rota Ecológica: novidades econômicas
http://viajeaqui.abril.ig.com.br/blog/rota-ecologica-novidades-economicas-154354_comentarios.shtml?1311328

Luxo acessível na Rota: Pousada do Caju
https://www.viajenaviagem.com/2009/05/luxo-acessivel-na-rota-ecologica-novos-bangalos-da-pousada-do-caju/

Giovanni
GiovanniPermalink

Ricardo, sei que é uma pergunta difícil de responder, mas olhando seus posts, comentários e fotos, fica realmente difícil escolher. Estou entre três pousadas na Rota Ecológica: Pousada do Caju, Estalagem Caiuia e a Borapirá. A caiuia está sem site, fica dificil obter informações. A do Caju, tem o incoveniente de ficar um pouquinho afastado da praia. E a Borapirá, como aceita crianças, talvez não seja um local ideal para "fazer nada". Tem alguma sugestão?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Giovanni, acho a Caiuia melhor para almoçar do que para ficar. As pousadas do Toque, além de mais confortáveis, estão numa região onde é mais gostoso caminhar. Num dia você vai até o rio, noutro vai até a praia do Riacho...

Fora de temporada não deve haver muitas crianças na Borapirá. E mesmo se houver, não há toboáguas nem coisas do tipo.

E a Caju está só a quatro minutinhos de caminhada. Em qualquer resort "pé-na-areia" você caminharia o triplo para ir do seu quarto até a praia...

Todas as pousadas são muito bacanas, todas têm seus pontos fortes. Escolha aquela com que você simpatizar mais e vá fundo.

Caso você não tenha visto, tem esses posts mais recentes também:
http://viajeaqui.abril.com.br/blog/rota-ecologica-novidades-luxo-154379_comentarios.shtml?1311328
http://viajeaqui.abril.com.br/blog/rota-ecologica-novidades-economicas-154354_comentarios.shtml?1311328#comente
https://www.viajenaviagem.com/2009/05/luxo-acessivel-na-rota-ecologica-novos-bangalos-da-pousada-do-caju/

Giovanni
GiovanniPermalink

Ricardo, obrigado pela resposta. Tenho mais uma dúvida, sobre outra praia que você é um "entusiasta": Praia dos Carneiros. Sobre essa, não consegui encontrar muita informação no seu site de pousadas. Encontrei duas que parecem bonitas e com preço bom (abaixo de R$ 200 para Setembro): o Bangalos da Prainha (ou sitios da prainha) e o Bangalôs da Gameleira. Você conhece alguma das duas? Tem alguma sugestão?
Estava pensando em ficar em Carneiros, mas fazer alguns "bate-voltas" para Maragogi e Porto de Galinhas, para conhecer. É possível?
Abraços, e parabéns pelo seu ótimo site e pelas respostas rápidas!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Eita, Giovanni, meu site de pousadas tá suuuuperdesatualizado (ele em breve vai ser refeito aqui neste site, daí vou desativar).

Eu nunca me hospedei em nenhum dos dois, mas há muitos depoimentos positivos de leitores que ficaram (acho que estão na fase Viajeaqui). O Sítio da Prainha fica na parte mais escondida, à beira-rio http://www.sitiodaprainha.com.br/. O Bangalô do Gameleiro está na "zona mista", meio praia de rio, meio praia de mar http://www.praiadoscarneiros.com.br/ Por ali também tem os bangalôs do Arikindá dos Carneiros. http://arikinda.com.br/

Carneiros é para ou passar o dia e voltar, ou então chegar e ficar. Montar base em Carneiros para explorar os arredores é meio contramão, porque o acesso passando por Tamandaré é bem chatinho. Não sei qual é o seu roteiro, mas Porto de Galinhas pode ser visto na ida ou na volta do Recife (só cuide para que a visita seja no horário da maré baixa, antes do pico mínimo). Maragogi eu desaconselho; as Galés são overcrowded e mesmo as praias lindas, como Ponta de Mangue, vão ser menos especiais que Carneiros.

O melhor uso das praias da Rota Ecológica e também de Carneiros é para desestressar. Se, em vez de curtir a praia onde está, você passar o tempo todo pensando como são as outras, melhor fazer base na cidade grande -- daí sim, Porto de Galinhas ou Maragogi.

Finalmente: com exceção dos dias do feriadão, em setembro você acha lugar em praticamente qualquer pousada da região. Pode ir no seu ritmo -- gostou? Fica. Não gostou tanto assim? Segue adiante. Foi adiante e achou que era melhor onde estava? Volta.

Claudio
ClaudioPermalink

Ricardo,

Antes de mais nada parabéns por tudo o que vem escrevendo e divulgando sobre nosso grande Brasil, principalmete a reigão nordeste.
Após ler seus artigos e comentários empolquei na ideia de conhecer a Rota Ecológia ou parte dela ao invés de ficar em um Resort em Maragogi. Terei 10 dias no máximo entre 24/OUT e 08/NOV (com feriado bem no meio 02/NOV). Irei com minha esposa e com uma criança de 1 ano e meio apenas, já exclui a Pousadas que não aceitam crianças, ficando a do Toque (acima do orçamento), a Borapira e como alternativa a Amendoeira (sem piscina).
Perguntas a vc que gostaria muito de seus comentários:
1) as Pousadas acima qual a sua opnião para ir com a criança?
2) melhor fica em apenas em 1 pousada de 7 a 10 dias ou variar entre elas?
3) melhor alugar um carro para o periodo ou usar algum translado e conseguir algo nas pousadas para conhecer a região?
4) esqueci de peguntar alguma coisa importante?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Se você curte esquema pousada vai amar as da Rota. A Borapirá tem como proposta receber famílias com criança, e se além de tudo o Toque está acima do seu orçamento, então acho que é pra lá que vocês têm que ir mesmo. (Piscina sempre é uma mão na roda com criança pequena).

Ficar com carro alugado o tempo todo e trocar de pousada é bobagem. Não há o que "conhecer" na Rota. As praias são equivalentes e você precisa do apoio de uma pousada para entrar e curtir. O negócio é ficar num lugar e experimentar essa sensação que ultimamente temos deixado de lado, que é relaxar.

Além do depoimento da Marcia, que achou perda de tempo passear, leia o do Rodrigo:
https://www.viajenaviagem.com/2009/08/vai-por-mim-isla-mujeres/#comment-44847

Quanto às algas a que a Marcia se refere, deve ter sido por conta do inverno chuvoso. Em novembro a praia deve estar limpíssima.

Marcia
MarciaPermalink

Olá !
Voltamos sábado - eu, meu marido e filho de 4 anos - da Borapirá e amamos ! O chalé é espaçoso, confortável sem parecer besta...
O atendimento e serviços são ótimos !
A comida estava uma delícia...OS pratos de camarão uma delícia e os de comida infantil muito bons..meu filho adorou.
Claro que ficar isolado e com esse nível tem um preço e lá por exemplo um suco de frutas era 7,00 !
A piscina nova está bem legal...e as crianças gostam das pequenas tb. Tem uns bichos soltos na pousada que fazem sucesso com a criançada. Meu filho fez vários amigos lá...no restaurante as crianças ficam brincando de velotrol. Tem um espaço com uns brinquedinhos tb.
A cor do mar não estava muito legal..falaram que era a época do ano..meio marrom por causa do rio e muitas algas tb.
Ficamos lá 4 dias e ficaria mais.
Aproveitei tb as dicas de Maceió e fomos a Lopana e Hibiscus - na minha opiniao programas imperdiveis...tudo gostoso, ambiente agradavel.
Achamos cansativo passear de carro pela região...curtimos mais ficar relaxando e comendo bem na pousada mesmo.
Espero ter ajudado !
Marcia

Claudio
ClaudioPermalink

Marcia,

Obrigado pelas dicas...fiquei assustado com o preço do suco. Aproveitando o assunto...qual o valor por exemplo refeições porções, cervejinha na Pousada e região? claudio

Marcia
MarciaPermalink

Claudio,
Os pratos são individuais e ficam na faixa de 40 reais...o infantil sai tipo 18,00. O de camarão era 48,00
Cerveja acho que 4/5 reais.
A noite comíamos uma pizza que dá para 2 (25,00), sopa, omelete, etc...
É um pouco caro, mas tudo muito gostoso mesmo !
O café da manhã era uma delícia !
Enfim..é importante saber para se programar mesmo. Eu não conheço o Salinas, mas como é all-inclusive pode ser que compense alguns dias, mas é um esquema bem diferente.
Outra opção que parece interessante é o Salinas Maceió que fica na praia de Ipioca (25km de Maceió). Essa praia é bem bonita e recomendada no livro do Riq.
Em Maceió ficamos no San Marino em Ponta Verde e tb achamos um ótimo custo/beneficio (180 a diária com um ótimo café da manhã) e pertinho tem vários restaurantes legais.
As dicas do Ricardo foram fundamentais paras as nossas escolhas !
Se precisar de mais alguma informação me avise.
Abs,
Marcia

catarine
catarinePermalink

Ola Marcia vi vc fazendo um comentario no viajenaviagem e fiquei na duvida..estou pretendendo passar lua de mel na pousada do toque,mas vi que vc falou que la o mar fica marrom e sujo(pretendo ir em julho)e a alimentaçao tem valores elevados...sabe se em julho todas essas condiçoes se confirmam???????abraço Catarine

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A Marcia ficou na Borapirá, que está na foz do Rio Tatuamunha e portanto é mais suscetível a águas turvas no inverno, depois de chuvas.

Os valores que ela relata são da pousada Borapirá. Acredito que os preços no Toque sejam parecidos -- as pousadas praticam preços de restaurante de São Paulo -- mas no Toque (e no Caju, na Amendoeira, na Côté Sud) o prato principal do jantar está incluído na diária.

Quanto à cor do mar, no verão é mais claro. Mas no Toque e na Laje é raro perder o tom verde-azulado.

Tweets that mention Alagoas: Rota Ecológica « Viaje na Viagem -- Topsy.com

[...] This post was mentioned on Twitter by Ricardo Freire, Silvia. Silvia said: Pra quem quer saber sobre a praia do background do @riqfreire, o link é o https://www.viajenaviagem.com/2007/07/alagoas-rota-ecologica/ [...]

Silvia
SilviaPermalink

Este post está um espetáculo. Covardia mesmo, ver estas fotos de tão longe deste lugar. Um roteiro show de bola!

Diogenes
DiogenesPermalink

Riq,gostaria de saber se vc poderia me esclarecer uma duvida...
CAso eu va pra rota ecologica por 7 ou 8 noites como deveria me hospedar?
Na mesma pousada todos esses dias e ir conhecendo a rota durante a estadia, sempre voltando pra mesma pousada ou hospedar em varias pousadas, em locais diferentes?
Muito obrigado

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Só divida a estada se o motivo forem as pousadas: caso você ache que vai enjoar de ficar uma semana inteira numa pousada só, ou caso esteja em dúvida entre duas, ou caso queira ficar numa mais simples e terminar com mais mordomia.

A experiência de praia é a mesma, e a distância entre as pousadas é de poucos quilômetros.

(Se fosse uma questão geográfica, seria como dividir a estada entre Maresias e Camburi em São Paulo, ou entre Bombas e Quatro Ilhas em Bombinhas, ou entre Geribá e Ferradura em Búzios.)

Diogenes
DiogenesPermalink

Riq, obrigado por esclarecer minha duvida de forma tao clara e rápida....
Mais uma vez parabens pelo site. Estou nesse momento em Punta del Este aproveitando as tuas dicas e dos destemperados.
Valeu
Diógenes

Rodrigo Miranda
Rodrigo MirandaPermalink

ricardo, boa tarde

estou pensando em ir para a rota agora no carnaval e 'por enquanto só achei vaga no Albacora praia Hotel.
Vc conhece?

Abç
Rodrigo.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O Albacora é um hotel mais convencional, sem a proposta de pousada de charme. Já foi elogiado aqui no blog (não neste endereço) por um hóspede. Os donos são portugueses. Fica pé-na-areia ao ladinho da vila de Japaratinga.

André
AndréPermalink

Conheci essa costa há anos. Arranca lágrimas dos meus olhos ver que hoje está cheia de pousadas e resort comandados por gringos e paulistas....O ditado mais certo do mundo: paraíso que paulista e gringo colocam o pé, acaba. É triste, triste mesmo ver pousadas de gringos cobrando 300 reais por uma noite....

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ainda não tem resort, André. E todas as pousadas são discretas e ajudam a limpar e preservar a área. Não há nenhuma reserva de mercado que impeça alagoanos de abrir boas pousadas. A Pousada do Toque é de um capixaba e uma alagoana; a Pousada do Riacho é de alagoanos; a Pousada do Alto é de alagoano; a Estalagem Caiuia é de alagoanos.

Infelizmente quem tenta estragar a região são os coronéis locais que insistem em trafegar com quadriciclos na areia, desobedecendo leis municipais.

Katia
KatiaPermalink

Bom dia Ricardo.

Eu e minha família estamos pensando em conhecer a Rota Ecológica no começo de março, lua cheia, é recomendável, visto que a maré estará baixa?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Na lua cheia as piscinas naturais ficam mais bonitas. Consulte a tabela das marés para ver o horário da maré baixa na semana em que você estiver por lá. Se a maré baixa acontecer bem no meio do dia, a praia pode estar seca na hora em que você gostaria de entrar no mar, então fique numa pousada com piscina.

Sergio
SergioPermalink

Riq,

Estive agora em janeiro (5 dias) e fiquei em Japaratinga (nao consegui vaga em Sao Miguel). Fiquei no Hotel Bitingui (ja que minha primeira opção era o Albacora). O Hotel fica a uns 3 km da Vila, mas peca um pouco pela alimentação (jantar, ja que oferecem meia pensão). O café da manha é bom. Fiz o passeio para conhecer o peixe boi, e o projeto de preservação é bem bacana. A praia é maravilhosa. A cor da agua entao.... É bom ficar atento à tábua de mares para aproveitar bem!

Depois fiquei em Maceió 2 dias e aproveitei bem as suas dicas. Só queria deixar um registro, a barra Lopana (excelente) cobra consumação mínima de R$ 50 (por mesa) na alta temporada e nos finais de semana. Mas vale a pena para fugir da muvuca de uma praia urbana.

Maceió « Vou Pra Onde?

[...] Viaje na Viajem – Ricardo Freire – Rota Ecológica [...]

Katia
KatiaPermalink

Riq

Consigo ter acesso à praia do Toque sem estar hospedada em uma das pousadas desta praia? Ouvi dizer que o acesso se torna difícil, é verdade?

Katia

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Há alguns acessos públicos às praias da região: a praia do Marceneiro tem uma avenida calçada da estrada ao mar (mas não é interessante); na praia do Riacho dá pra pegar o acesso ao camping (às vezes há uma barraca), em São Miguel dos Milagres há uma ruazinha que vai da estrada a um ponto de bares populares (meio farofado). A praia do Toque, que é continuação dela, não tem ruazinha não. POde-se chegar à praia estacionando em Porto da Rua, que é o único vilarejo que chega até o mar.

Mas eu não sairia de Maceió pra ir à praia na Rota, não. Tem praias sensacionais nos arredores de Maceió. As praias da Rota são melhor curtidas por quem está hospedado por lá. O bate-volta elimina a tranqüilidade oferecida pela praia.

Se você estiver fazendo as praias de carro, o melhor visual é o da estrada que passa pelo coqueiral da Praia do Patacho e deixa vislumbrar a Praia da Laje.

Outra alternativa para ver a praia com conforto é marcar almoço -- na Pousada Patacho, na Amendoeira ou na Côté Sud.

Katia
KatiaPermalink

Riq

Na verdade eu, meu marido e minha família ficaremos hospedados em Japaratinga na 1ª semana de março. Ficamos em dúvida em percorrer toda a Rota, as suas dicas estão nos ajudando bastante, obrigada!

Gisele
GiselePermalink

Gente, sera que na 2 quinzena de abril corro o risco de pegar chuva ou seria melhor ir em setembro?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A época seca vai de setembro a março. Fora deste período, se você pegar chuva não pode reclamar. (Pronto. Já dei um control C e agora já descarrego essa frase em todos os posts onde você fizer essa pergunta de novo.)

Gisele
GiselePermalink

Desculpe-me Rik. Não tive intenção. É que quando escrevi no outro tópico, a mensagem nao apareceu logo abaixo. Ai postei aqui... só depois percebi que tinha saido la pra cima (vc viu?) náo entendi bem pq, mas enfim, foi isso o que ocorreu. Obrigada.

catarine
catarinePermalink

Ola Ricardo..gostaria de saber se ha alguma agencia de viagem de QUALIDADE que me leve A POUSADA DO TOQUE...As que encontrei me passam valores desatualizados pois qdo vou fazer o contrato mudam os valores...um abraço

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Catarine, não repita perguntas em posts diferentes.

Se os valores mudam é porque houve reajuste de tabela e a agência não tinha a tabela nova. Ligue para a pousada, confirme as tarifas e negocie se for o caso.

catarine
catarinePermalink

ops foi mal mas a pergunta que fiz em outro post nao apareceu...

Rota Ecológica: A different kind of tourism | Suficiente

[...] check out Ricardo Freire’s account of the Rota Ecologica (in Portuguese). By nandarib | 11.03.10 | Category: Alagoas, Ecoxamples, Rota [...]

Ieda
IedaPermalink

Ricado, por favor: Preciso dos contatos da Pousada Costa das Pedras!
Obrigada

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Não duplique perguntas em posts diferentes, Ieda. Te respondi no outro. A pousada não funciona mais.

Ieda
IedaPermalink

Desculpe. A pergunta não tinha saído. Obrigada!

Leonardo
LeonardoPermalink

OBRIGADO RIQ E AMIGA MÁCIA!!!!!!!!!!!!!! obrigado por me apresentarem esse paraiso!!!!!!!!!!!!!!

fiquei 4 dias na cote sud....que região absurdamente bela, que água, que praias, que coqueiros, que comida servida pelo casar roger e corine...

indico de forma muito veemente a cote sud. Funcionários fantásticos, muito bem treinados, comida excelente, preços das bebidas muito bons (7 reais uma caipirinha, por ex.), piscina olhando o mar, a metros da areia...

a nossa maior preoucupação durante o dia era escolher que prato de lagosto comer, lagosta ou polvo? outalvez camarão...vida dura levamos por lá.

Há, indico tb o bar do TIBIRU, na praia ali bem ao lado da cote sud. Quer comer uma lagosta passada na manteiga e uma cervejinha na hora do almoço? da um pulo lá...

Rafaela Viana
Rafaela VianaPermalink

Olá,
Passei tres maravilhosos dias na Pousada do Caju...e fiz um estoque do vinho de caju!
Tomara que o local demore a ser descoberto...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O lugar tem que ser muito freqüentado, mas pelas pessoas certas, que valorizem a região como é. Se ninguém descobre um lugar ele fecha.

Rafaela Viana
Rafaela VianaPermalink

Ricardo,
ops, desculpe. a Mensagem foi enviada antes de ser concluida rsrsrs.

Exatamente! Ia escrever que "demore a ser descoberto por excursões e afins..... "
O lugar é belissimo e merece ser conhecido e reconhecido pela exuberancia natural e ótimo atendimento!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Sem dúvida!

Thiago Barata
Thiago BarataPermalink

Ricardo e demais amigos que acompanham o blog: alguém sabe qual a situação das cidades que fazem parte da Rota com as recentes enchentes do estado? Estou com viagem marcada para setembro e estou bastante preocupado.
Torço para que nada tenha acontecido...não só por minhas férias, mas também porque o turismo pode ajudar e muito na recuperação desse querido Estado. Orações pelo povo Alagoano, e que as autoridades e a população ajudem!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O problema são cidades ribeirinhas. Não sei se o Tatuamunha transbordou, mas até setembro já deu tempo de secar, fique tranqüilo.

Ana
AnaPermalink

Oi Ricardo, moro na Suica com meu marido e nosso filho de 3 anos e estamos pensando de ir pra rota em outubro pra passar 10 dias. Vamos alugar um carro em Recife e queremos ficar la curtindo o sol, o mar e todo o sossego que voce descreveu tao maravilhosamente, mas gostariamos de ter uma nocao de qual o gasto medio diario que se pode ter com passeios e alimentacao. E possivel dar essa dica? Muito obrigada, Ana

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Com passeios, quase nada. 15 ou 20 reais por pessoa por passeio de jangada. Um pra piscina natural, outro pro peixe-boi.

Quase todas as pousadas incluem o jantar. Pense em pratos de almoço de 30/40 reais, petiscos de 20/30 reais, bebidas mais baratas do que na Suíça.

Informe-se sobre o transfer com a pousada.

ana
anaPermalink

Sei nao, li alguem falando de caipirinha a 22 reais wink, mas valeu. Obgda.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Provavelmente foi de vodka importada. E ainda assim, dá menos de 10 euros. Duvido que você consiga um coquetel mais barato que isso num hotel ou restaurante top da Suíça.

Mauro
MauroPermalink

Oi, Ricardo.

Não vou ficar aqui rasgando seda pro teu lado, acho que vc nem precisa mais disso. Digo apenas que tenho sorvido seus comentarios, donde tudo se aproveita. Incomparavel. Feito o comentario, vamos ao pedido de dica: Vamos passar o fim de julho - ja sei, se chover ja fui avisado - no Miramar. A ideia é meia pensao e passar os dias passeando na regiao, e almoçando pela rota ecologica, com um carro alugado. Pergunta: as pousadas oferecem almoço para nao hospedes? Se nao, quais os pontos legais pra se parar, almoçar e se espraiar? algum quiosque particularmente recomendavel? valeu pela atençao.

Priscila (Inquietos)
Priscila (Inquietos)Permalink

Bah! (Só um bah pra definir minha reação ao ler esse post).

Estava cheia de dúvidas, nem o Google Maps estava me ajudando, e eis que encontro esse post completíssimo. Talvez um dos melhores posts teus, Riq (no meu ranking pelo menos).

Sensacional. Preciso reler umas 3 vezes para absorver tanta informação e me decidir de vez. Alagoas aí vou eu.

Priscila (Inquietos)
Priscila (Inquietos)Permalink

E claro, tem 256 comentários para me abastecer de mais informação.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Mas olha só, Priscila: esse post é de 2007. Tem muita coisa que aconteceu, pousadas que abriram, outras que mudaram de dono. Tem um post novo na fila. Enquanto isso, não se acanhe de perguntar mrgreen

Priscila (Inquietos)
Priscila (Inquietos)Permalink

Obrigada, Riq! Caso apareça alguma dúvida nova eu entro em contato. smile

Como vou ficar 9 dias por lá, estou pensando em testar duas pousadas. Provavelmente Toque e Patacho. Eu ia alugar um carro, mas depois desse post estou desistindo. Abs.

Ingrid
IngridPermalink

Parabéns pelo excelente post! Descobri por acaso e agora não consigo mais abandoná-lo. Inclusive, apesar da hora avançada, está impossível ir dormir sem terminar de ler tudo sobre a região!! Rs, rs!

Ricardo, sou de SC e gostaria de passar minha lua de mel em Alagoas. Será em dezembro. O que acha da época?
Eu e meu noivo somo jovens e amamos a natureza e lugares inspirados nela. Não gostamos de agito, mas somos fãs da boa comida. Também gosto muito de feiras de artesanato e passeios para conhecer o lugar.
Nesta região há saídas para mergulhos?
Conseguirei ficar uns 8 dias, recomendas essa Rota Ecológica?

Muito obrigada por todo o seu trabalho minucioso. Aguardarei ansiosamente seu contato e o novo post!
Abs.

Sheila
SheilaPermalink

Ingrid,
Por mais que você tenha pensado em Alagoas, chegou a considerar Fernando de Noronha?
Tirando a questão da feirinha, o resto é a cara do seu comentário.
Sheila

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A época é ótima. A Rota não tem erro.

Sheila
SheilaPermalink

Riq,
Tem idéia do melhor transporte entre a Pousada do Caju, na rota ecológica, e o Iberostar Praia do Forte? Táxi, transfer, aluguel de carro, vôo Maceió/SSA?
Se puder ajudar, agradeço.
Sheila

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Uia! Acho que é trânsfer, vôo e trânsfer.

De carro daria umas 8 horas de viagem, por baixo, e você teria que pegar em Maceió e devolver em Salvador...

Ariadne
AriadnePermalink

Ricardo Freire,

Quero conhecer a Rota Ecológica. Gostaria de que você me desse dicas de como fazer o trajeto, como por exemplo, se consigo condução de um povoado ao outro. Descartei a possibilidade de alugar um carro, pois vou sozinho e não acho recomendável.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Combine o trânsfer com a pousada escolhida.

Há vans que saem de um posto de gasolina na saída de Maceió, mas você precisa gostar de turismo antropológico para gostar. A pousada pode te informar isso direitinho também.

Entre os vilarejos você pode pegar táxis ou mototáxis. A pousada chama para você.

Ariadne
AriadnePermalink

Ricardo Freire,

Obrigada pelas dicas.

Ariadne
AriadnePermalink

Aproveitando a oportunidade, sempre leio suas reportagens, blogs e o antigo site freire's.
E só um correção: no post que pergunto sobre a rota eu digitei "sozinho", quando o correto é "SOZINHA".

marina
marinaPermalink

Oi Ricardo, preciso de uma dica. Estou em dúvida entre Amendoeiras, Patacho e Borapirá. Qual se localiza na praia mais bonita? O que é mais vantagem , ficar na pousada próxima aos vilarejos do Toque e São Miguel ou do Vilarejo de Porto de Pedras?
Obrigada

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Todas as praias são bonitas.

A única que fica do lado de um vilarejo (Porto da Rua) é a Côté Sud. A Amendoeiras seria a segunda mais próxima, também de Porto da Rua.

Não se vai à Rota Ecológica pelos vilarejos. Vai-se para dormir bem e comer bem e aproveitar a praia.

Anita
AnitaPermalink

Ricardo, estou planejando conhecer a Rota Ecológica em setembro ou outubro (hospedagem na Pousada do Caju com o prêmio que ganhamos na promoção da Copa!) Já li todos os posts e anotei várias dicas! Li em um dos seus comentários que algumas praias secam na maré baixa. Para quem quer descansar na pousada mas curte (muito) praia, esse é um fator que deve ser levado em conta? A praia do toque também "some" na maré baixa? Meu plano era ir em época de lua cheia e com maré baixa durante o dia para curtir as piscinas naturais mas tive receio de perder a praia...Agradeço sua ajuda!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Sim, nas luas cheia e nova a praia desaparece por umas três a quatro horas por dia. Os ciclos de maré são de 6 horas. Uma hora e meia antes do ponto mínimo da maré baixa é o melhor momento para ir às piscinas naturais.

Na maré baixa você também pode caminhar na praia, fazer passeio à Praia do Morro (que não seca), ou entrar no mar até ficar fundo -- dá uns 15 minutos de caminhada mar adentro smile

Anita
AnitaPermalink

Como se diz aqui em Minas: Vixe!!! smile 15 minutos de caminhada mar adentro !!! Vou repensar o plano de maré baixa... Obrigada pela ajuda!

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A maré baixa não dura o dia inteiro, Anita. Evite a época em que a maré mínima ocorrer ao meio-dia. Mas se acontecer no meio da manhã, você aproveita a piscina natural e depois tem praia a tarde inteira. (Ninguém fica o dia inteiro na areia quando está numa pousada gostosa.)

Vanessa
VanessaPermalink

Ola Ricardo, sempre acompanho seu blog, e obrigada pelas dicas. Ja fiquei na Pousada do Toque, foi perfeito! a comida era otima, adorei que podiamos tomar o café da manha a hora que quisessemos e tinha pão caseiro quentinho umas 4x por dia. Ficamos no chalé bem te vi, era muito espaçoso, um banheiro enorme, tudo de muito bom gosto, de otima qualidade e conforto!
Agora procuro uma pousada para passar ferias com meu marido e meu filho de 4 anos, li nos seus posts e comentarios que a BORAPIRA é a melhor estruturada para criança, atualmente continua sendo? Procuramos um lugar tipo a pousada do toque ( que tenho como referencia que ja conheço) com boa comida, otimo atendimento e muito conforto. Voce tem mais alguma indicação??
desde ja agradeço muito a atenção
Vanessa

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

A Borapirá se especializou nisso, tem uma estrutura para atender criança, uns bichinhos no elenco fixo da casa, e está pertinho do projeto Peixe-Boi (as instalações do projeto estão em área pertencente à pousada). Os bangalôs são grandes, e à época que foram feitos (a pousada tinha outro nome e donos) tiveram os chalés originais do Toque como inspiração. O terreno é proporcionalmente maior que o da Pousada do Toque, e a frente de praia é maior também.

O difícil vai ser comparar com o Bem-te-vi, que é praticamente uma casa de praia...

Henrique Santos
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Riq, boa noite . Vc sabe se o André desativou a pousada Costa das Pedras ? A pagina está fora do ar e não acho mais nada sobre ela na internet. Me hospedei lá há algum tempo e indiquei pra um amigo ... Abs Henrique

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Fechou já há um tempinho. O lugar não funciona mais como pousada. As duas pousadas BBB agora são a Pousada do Sonho e a Riacho dos Milagres.

http://www.pousadadosonhoalagoas.com/

http://www.riachodosmilagres.com.br/

Henrique Santos
Henrique SantosPermalink

Valeu Riq, vou passar os links ao meu amigo. Que pena , era muito simpática e a comida dele sensacional !

Daniela
DanielaPermalink

Fantástico, maravilhoso! Vale muuuito a viagem! Tudo é muito lindo e preservado. Quis conhecer um pouquinho de cada: fiquei na Pousada do Alto e na Borapirá (aqui os quartos são bem confortáveis), almocei na Pousada do Toque - sensacional(o Nilo é muito querido), jantei na Pousada Beijupirá à luz de velas - jantar magnífico. Conheci a Pousada do Patacho, um charme. Podem seguir as dicas do RIQ. E a pousada na praia mais bonita para mim foi a praia da Pousada Beijupirá. Inesquecível!