Alagoas: Rota Ecológica

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região -- assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

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Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica -- o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.

Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais -- mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.

A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).

Sobe aí que eu te levo.

De Maceió a Barra de Camaragibe

Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

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Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro -- ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.

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A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil...

Da Barra de Camaragibe ao Toque

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Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos -- do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque -- limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico -- usado mais por moradores do que turistas -- e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.

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Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada -- ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho). 

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Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire's.

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Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada "Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres". Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli -- que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali -- achou que fosse trote.

Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.

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É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.

Hoje os chalés mais simples (os "jardim", que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d'Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.

Por um pouquinho mais -- R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta -- você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

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Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d'Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)

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O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

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Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD -- uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã -- que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.

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O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.

Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora -- surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.

Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. -- ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.) 

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Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)

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Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.

Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.

No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas "clean", com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.

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De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).  

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Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

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No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso...

A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.

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São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição -- e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda -- o mais caro -- que tem ofurô no banheiro.)

A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba -- com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.

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A pousada não tem piscina -- mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.

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Do Toque a Tatuamunha

Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

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Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.  

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Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.

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Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.

Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

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Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.

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A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções -- bangalôs de dois andares -- não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

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Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex -- só com café da manhã.

Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.

Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

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Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem -- um mangue com coqueiral sobreposto --, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

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Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

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Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:

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(Ou suba outro dia, de carro...)

Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.

A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim -- casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)

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A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs -- amplos, com banheiros ótimos -- estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

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De Tatuamunha a Porto de Pedras

A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

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Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

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A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.

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A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos -- decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.

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O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta -- uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.

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Os bangalôs são chamados malocas -- mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.

O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.

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O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.

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O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota -- a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque -- e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã). 

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O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).

Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu  (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).

E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?

De Porto de Pedras a Japaratinga

O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular. 

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A travessia não leva 15 minutos -- quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

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Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa -- que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)

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No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras -- sim, do clã Farias --, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba -- provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.

Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental -- porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.

Pronto, falei; podemos seguir viagem.

Na outra margem do Manguaba a estrada -- de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos -- passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

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Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.

A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia. 

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A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.

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Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto

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O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.

O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.

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A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.

Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

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Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.

Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana 8)

ATUALIZAÇÃO: leia o guia atualizado em 2013:

Miniguia de praias: Rota Ecológica e Maragogi

697 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

Tais Rocha
Tais RochaPermalink

Ric, como estou satisfeita de ter lido esse post um dia antes de fechar um pacote somente pra Maceió. Essa rota é definitivamente tudo que estou procurando, relax total. Outubro lá vou eu!!!

Fabiana
FabianaPermalink

Estou muuuito ansiosa por essa viagem.
Adorei as dicas, acho que não vou querer mais voltar para a loucura de São Paulo.
Barra de Camaragibe lá vou euuuuu!!! em outubro estamos aí!!

Carolina
CarolinaPermalink

Ricardo, boa tarde...

Estou cogitando ir para a Rota e conhecer a Aldeia Beijupirá.
Mas me diz uma coisa como é o trajeto do aeroporto de Maceió até a pousada?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Carolina! Aqui quem responde é A Bóia. O trajeto está descrito no texto. Vai-se pela AL 101 Norte até depois de São Luís do Quitunde, então pega-se a direção de Passo de Camaragibe e Barra de Camaragibe. Dá pelo menos duas horas de viagem.

Carolina
CarolinaPermalink

Olá Bóia,

Mas saberia me dizer se a estrada é razoável ou é muito ruim neste trecho?

Obrigada novamente...

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Carolina! A estrada é inteiramente asfaltada e está em boas condições. Se não estivesse a gente advertiria... grin

Amaro - Recife
Amaro - RecifePermalink

Carolina,
só tenha cuidado que é um trecho com muitas curvas e dependendo da época do ano pode ter muitos caminhões de cana circulando.

Daniela Abes
Daniela AbesPermalink

Olá Riq,Bóia e Tripulação!! Estou planejando uma viagem a São Miguel dos Milagres, com meu marido. Eu gosto é de praia, mar e areia. Gostaria de saber se há pousadas/hotéis com Infra de praia, como Ombrelones,espreguiçadeiras e serviço de bar... Vi q a grande parte dos hotéis oferece uma excelente estrutura em seu interior com piscinas e tals... Mas e na praia? Há quiosques ou bares? Sem ser farofada! Obrigada!!!!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Daniela! A região não se caracteriza por espreguiçadeiras e ombrellones na areia. Quase todas as pousadas estão rente à praia e postam suas espreguiçadeiras ali, debruçadas em decks ou quiosques. Querendo, o hóspede pode pedir para armarem guarda-sol e levar cadeirinha para a areia. A única que não está pé na areia é a Pousada do Caju, mas até ela leva cadeirinhas e guarda-sol para a praia quando o cliente pede (e um garçom passa de bicicleta de tempos em tempos).

Eduardo
EduardoPermalink

Olá,boa tarde!

Estou indo a Maceió agora no final de setembro com minha esposa e duas filhas pequenas. Já pesquisei bastante e estou com os passeios quase todos programados e iremos alugar um carro para ter mais mobilidade.
Pensei em um dos dias conhecer a rota ecológica, Barra de Camaragibe, São Miguel dos Milagres até Porto de Pedras. Como vamos e voltamos a Maceió, sem pernoitar na região, gostaria de algumas dicas: qual praia nesta região tem um pouco de infra (algum restaurante ou quiosque, banheiro, etc)? Sei que é corrido e que o local deve merecer uma visita sem pressa. Porém como o tempo é curto, a idéia seria ter uma noção geral do local apreciando as belezas, mas parar em uma praia com alguma estrutura para aproveitar o dia. É viável esta minha idéia? Alguma dessas maravilhosas praias pode ser a indicada para o nosso propósito?
Desde já, agradeço a ajuda.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Eduardo! O Ricardo Freire não recomenda um bate-volta à Rota. São duas horas de viagem e os pontos de apoio são todos em pousadas. A beleza do lugar está no sossego, e numa viagem assim você não vai experimentar o principal. Deixe para uma próxima. As praias próximas a Maceió são lindas.

Eduardo
EduardoPermalink

Obrigado pelas dicas. A vontade de conhecer o lugar é tanta, que estamos até pensando em passar uma noite por lá e não voltar a Maceió. Será que alguma destas pousadas aceita crianças? A maioria já vi que não.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Eduardo! A Borapirá aceita http://www.borapira.com.br . A Amendoeira e a Riacho dos Milagres também. A Pousada do Toque tem cotas.

zuzu
zuzuPermalink

A Pousada Borapirá aceita!

Camila Torres
Camila TorresPermalink

Pessoal,
Tem algum hotel mais baratinho além do Costa dos Corais e do Costa das Pedras? O Caju não tem mais vaga.

Obrigada !
Camila

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Camila! A Costa das Pedras foi desativada. A Costa dos Corais o Comandante não recomenda, não. Outras opções em conta na Rota são a Riacho dos Milagres http://www.riachodosmilagres.com.br e a Pousada do Sonho http://www.pousadadosonhoalagoas.com .

Tais Rocha
Tais RochaPermalink

Camila
Fiz uma reserva de 9 noites na Pousada Coté Sud para o início de novembro e ficou R$ 2.470 para o casal. Achei super em conta pois a diária é de meia pensão, além do café da manhã, está incluído o jantar(entrada, prato principal e sobremesa) assim como o Riq havia dito anteriormente. Fiz a cotação na pousada Riacho dos Milagres e me fizeram a tarifa bem semelhante `a essa. O que me fez decidir em qual pousada ficar foi a cordialidade da Corinne dona da primeira pousada citada. Fechei a reserva e aguardo ansiosamente minha ida!!!!

Camila Torres
Camila TorresPermalink

Obrigada Bóia e Tais ! Vou pedir cotação para todas.

Cláudio
CláudioPermalink

Olá! Eu gostaria de ficar em uma pousada que estivesse localizada em uma praia propícia para banho, sem tantos recifes, para poder curtir a praia sem precisar ir nas piscinas naturais. Alguma recomendação? Abraços!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Cláudio! As praias da Rota Ecológica são ótimas para banho; você não vai precisar sair de lá pra nada wink

Você só vai precisar ir às piscinas naturais nos horários das marés baixas nas luas cheia e nova, quando a praia desaparece; mas é só por umas horinhas.

Veja as dicas de hospedagem no post acima!

adail
adailPermalink

Ola, moro em maceio mas sou natural de barra de camaragibe, portanto conheco muito bem a regiao, e posso ajudar como guia para turismo na regiao. Meu telefone 082-96155544

Daniela
DanielaPermalink

Bóia me socorre!! Dúvida cruel: 04 dias em Jarapatinga (Pousada de Taipa) ou 04 dias em São Miguel dos Milagres (Pousada Côtè Sud)?? Ou 02 dias em cada uma delas? Eu e meu marido iremos para a Rota ecológica entre 28/10/11 a 02/11/11 para comemorarmos 1 ano de casamento... O que será mais interessante em termos de belezas naturais e clima de re-lua-de-mel??
Obrigada pelas sempre valiosas dicas.
Dani

RosaBsb
RosaBsbPermalink

Daniela, estando de carro, eu dividiria tranquilamente. Sou fã da Rota, mas como tudo é maravilhoso e fica díficil escolher, eu sempre que posso divido minha estadia, só não dispenso a piscina.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalink

Daniela, tambem sou suspeita, amo Sao Miguel dos Milagres!!! Ja' fui 15 vezes e tenho reserva confirmada para a 16.
Desculpe, mas acho uma judiacao ficar so' 2 dias la', quando voce comecar a entrar no clima, vai ter que trocar de pousada...
Se estiver de carro, va' um dia passear em Japaratinga, se der vontade.

Gianna Soares
Gianna SoaresPermalink

Daniela, estive no litoral Norte de Alagoas em jan/2010. Fiquei uns dias em S. Miguel dos Milagres (num hotel mixuruca, pois os mais bacanas não aceitam criança), adorei a região.

Depois fomos para Japaratinga e nos hospedamos na Vila de Taipa: os quartos são ótimos, com vista linda para praia, serviços muito cordiais, comida gostosa, super recomendo. Por ali tem uma praia deliciosa: Praia de Bitingui e um restaurante imperdível, o Divina Gula. Se vocês tiverem disposição para fazer e desfazer malas dá para ficar 2 dias em cada uma, pois é tudo muito pertinho. Mas lembre-se que sempre a gente sai perdendo alguma coisa, pois tem horário de check-in e de check-out, etc.

Qualquer das opções que você escolha, não vai se arrepender, é tudo uma delícia por lá.

Boa viagem, Gianna

Simone Lobo
Simone LoboPermalink

Oi Daniela,
Sou suspeita, pois passei minha lua-de-mel em São Miguel dos Milagres, na Pousada do Caju e foi simplesmente impecável!
Se você curte praias lindas e desertas, fique em São Miguel; se gosta de um pouco mais de agito, vá para Japaratinga, que tem alguns restaurentes à beira-mar. As praias também são lindas, aliás, não há praia "menos bonita" por ali, todas são maravilhosas.
Como disse a Gianna, caso você decida dividir sua estadia, terá uma pequena perda entre check-in e check-out, mas nada que seja tão trabalhoso, afinal, ambas estão muito próximas.
Eu escolheria entre uma delas e ficaria no sossego.
Uma super comemoração pra você, o lugar foi muito bem escolhido!

Sheila
SheilaPermalink

Eu iria para S. Miguel dos Milagres e estou com a Ana Claudia. Trocar de hotel somente em 4 dias não vale a pena não. S. Miguel tem vários restaurantes bons nas pousadas. E você pode ir a Japaratinga pra conhecer, em especial, ter a vista da Pousada do Alto. Sobre ficar na Côte Sud, sobre a qual já tive boas recomendações, sobretudo quanto aos jantares servidos à francesa, eu ainda tentaria a Pousada do Caju, ficando em bangalô. Tudo a ver com lua-de-mel. O serviço no Caju é tão exclusivo, que eu havia saído do Nannai, em Muro Alto, para lá e fiquei impressionada mesmo foi com a atmosfera e o cuidado que vi com os hóspedes da P. do Caju. Acabei de voltar de lá e estou devendo um relato sobre minha viagem. Logo, logo sai.

Daniela Abes
Daniela AbesPermalink

Olá Riq,Bóia e tripulação!!! Mais uma vez estou com uma dúvida e espero q me ajudem!! Minha dúvida é em relação ao tamanho dos pratos que são servidos na meia pensão dos hotéis em São Miguel, pois li não me lembro onde q são muito pequenos, quase um daqueles pratos de degustação e q não satisfaz uma pessoa... Eu e meu marido somos pessoas que comemos muuuuito bem, não beliscamos como passarinhos,hahahaha!!!! Então vale a pena essa história de meia pensão por lá??? Tenho a intenção de ficar na POUSADA AMENDOEIRA, algum comentário, dica ou crítica???Obrigada!!!!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Daniela! Se essas reclamações existirem, são tão raras que a gente sequer se lembra por aqui.

A meia pensão está incluída na diária da maioria das pousadas. A comida da Amendoeira é muito boa. O índice de satisfação com as pousadas da Rota Ecológica é altíssimo.

Fefe
FefePermalink

OLa, eu e meu marido somos um desses casais q querem continuar freqüentando pousadas charmosas com nossos filhotes. Pretendemos ir em Janeiro de 2012 com um bebe de 8 meses e uma criancinha de 3 anos, qual caminho e mais rápido e mais seguro, vir de Maceió ou de recife? As pousadas oferecem translados?
Existe a possibilidade de atendimento médico bom sem ser nas capitais? Esses pontos sao importantes numa viagem com crianças tão pequenas...
Ah, e como e o tempo nesta época?
Nunca fizemos uma viagem assim com nossos pequenos e estamos inseguros, qualquer dica q facilite e bem vinda...
Super obrigada!
Beijos, fefe

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fefe! Em janeiro o tempo é ótimo. As pousadas oferecem traslado. Há postos de saúde e hospitais nas redondezas, mas se acontecer algo não-urgente o melhor é ir a Maceió.

Uma pousada da região focada em crianças é a Borapirá; para janeiro, é bom reservar já, porque lota rápido. http://www.borapira.com.br

Mauro Takemura
Mauro TakemuraPermalink

Olá Ric, Bóia e tripulantes. Tenho uma dúvida, melhor chegar pelo aeroporto de Maceió ou Recife? Sei q por Maceió dá mais ou menos 1 hora e meia de traslado e por Recife 2 horas... mas parece que os voos de recife os horários são melhores. Obrigado e um forte abraço a todos.

Sheila
SheilaPermalink

Com certeza, por Macieó. Muito mais rápido. Chegar por Recife tem a vantagem de conhecer algo no caminho (Carneiros, Japaratinga).

Mauro Takemura
Mauro TakemuraPermalink

Obrigado Sheila vou por Maceio mesmo

Marcelo
MarceloPermalink

Mauro, por Maceió me parece mais seguro, pois a estrada é menos pior. Esse foi o comentário do motorista que me pegou em Maceió para me levar à Rota, no mês passado. E duas recifenses que estavam na pousada confirmaram o que ele me disse.

Mauro Takemura
Mauro TakemuraPermalink

Obrigado pela Dica Marcelo.

sidnei e van
sidnei e vanPermalink

Ola boia,sou de curitiba vamos passar dez dias na rota 23/12 a 2/01,vou de caminhonte pois gostamos da aventura da viagem,gostaria da tua dica para uma pousada pois tenho um pia de 15 anos.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Sidnei e Van! Sigam as indicações de pousada que o Ricardo Freire dá no post acima wink

Fefe
FefePermalink

Obrigada Bóia pela resposta! Eu simplesmente Adorei a Borapira, mas o preço esta caro em relação as outras, ainda mais pq não incliu o jantar. mandei um email para a pousada do toque, mas ainda não tive resposta. Estou olhando a riachoso dos milagres e o preço esta bom, mas não fiquei mto empolgada com as instalações, alguém já esteve lá?
Alguma outra sugestão, com piscina, q aceite crianças e com bom preço? Estou pedindo demais? wink

Aj., mais uma vez parabéns pelo post q esta ótimo!
Obrigada desde já!
beijos, Fefe

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fefe! A Riacho dos Milagres tem uma ótima relação custo x benefício. As instalações são mais básicas, mas a praia é linda e também só temos recebido elogios sobre o serviço.

Marcelo
MarceloPermalink

Aproveitando que esse tópico "subiu" nos comentários, vou falar um pouco da última vez que fui a esse paraíso, no mês passado. Fiquei 8 dias na Aldeia Beijupirá, praia do Laje. É a segunda vez que me hospedo nessa belíssima pousada, que realmente me cativou. Dessa vez tive uma surpresa: o Joaquim construiu mais 11 chalés! Agora são 20 chalés ao todo. Também foi construída uma academia, dois decks deliciosos e uma nova piscina, que fica em meio aos chalés novos.
Fiquei nessa nova ala e meu chalé era enorme, com sala 2 ambientes, banheiro bastante espaçoso (cabe um apartamento inteiro do hotel F1 dentro dele...rsrs), TV de 42", ar split, rede na varanda, cama box...um charme.
O serviço continua impecável, os funcionários sempre prontos a te atender, com aquela simpatia que já havia me encantado da primeira vez em que estive lá. E o restaurante é um dos pontos altos do lugar, tanto pela comida como pelo ambiente, a decoração, o "clima".
Joaquim e Adriana são pessoas adoráveis e te fazem ficar à vontade.
E a praia continua aquele sossego de ouro, que tanto aprecio.
Depois disso, imagina se não vou voltar muitas vezes...rsrs

Marcela
MarcelaPermalink

Ricardo, Bóia e Trips,

Estou apaixonada pelos posts da Rota Ecológica, e começando a idealizar um roteiro, para o qual peço o pitaco de vocês!

Eu me deliciei com todos os comentários e quero conhecer várias dessas praias maravilhosas! Mas também estou bastante cansada e precisando "cultuar o ócio", de forma que nao quero horas de estrada ou de deslocamentos para passeios.

Então pergunto a vocês: vale a pena alugar um carro em Maceió ou Recife e em cerca de 10 dias escolher 3 pousadas (começo, meio e fim da Rota)?

Dividindo a rota assim, dá para aproveitar o deslocamento entre as pousadas para curtir uma ou outra praiazinha perdida no meio do caminho?

O meu possível "trip mate" para essa viagem tem algumas restrições alimentares em relação aos frutos do mar. Na região há opçoes de outros cardápios? Ou é melhor substituir o "trip mate"? rs rs rs

Desde já agradeço a contribuição de vocês!!

Marcelo
MarceloPermalink

Marcela, eu acho que prá 10 dias ficar em 3 pousadas é meio corrido.
Sugiro ficar em 2 pousadas, uma de cada lado do rio (São Miguel de um lado e Praia do Lage ou Patacho do outro lado, por exemplo).
Isso pq não daria tempo prá vc "sentir" o clima, se for a sua primeira vez na Rota.
Eu tb tenho restrições alimentares quanto a frutos do mar e não passei vontade, há muitas outras opções.
No mais, divirta-se, a Rota é perfeita para se cultivar o ócio.

Marcela
MarcelaPermalink

Obrigada, Marcelo! Você tem razão, talvez 2 pousadas sejam mesmo o ideal! Vou evoluir o planejamento e tomara que dê certo ainda pra esse ano!

Fefe
FefePermalink

Muito obrigada! Vou conferir! Beijos, Fefe

Joana
JoanaPermalink

Olá,
Em primeiro lugar, parabéns pelo site. As dicas são excelentes!
Estou procurando opções de hospedagem na Costa dos Corais.
Ligamos para as pousadas, porém a maioria delas já estão lotadas.
A nossa preferência é alugar uma casa para acomodar 6 pessoas (3 casais).
Você teria dicas de casas para alugar nessas praias? Patacho, São Miguel dos Milagres, Laje, Toque, etc.
Podem ser casas menores, com 1 ou 2 quartos também.
Obrigada smile
Joana

Cinthia
CinthiaPermalink

Olá,

li um post onde dizia que o comandante não recomendava o Costa dos Corais Beach Resort. A propósito esse foi o único site onde vi algum comentário sobre ele, pois já pesquisei muito e nada encontrei. É tão ruim assim? Pretendia ir passar a primeira semana de novembro nele, pelas fotos tudo muito lindo, mais vou aguardar os comentários.

A Bóia
A BóiaPermalink

Alô, Cinthia! O Comandante não recomenda o Costa dos Corais, mesmo. É um hotel que não combina com a região e está decadente há tempos. Escolha uma das pousadas indicadas neste post, não tem erro wink

Maria
MariaPermalink

Mesmo depois de ter lido aqui que o Hotel Costa dos Corais não era recomendado, passei uma semana hospedada em um bungalô do hotel, afinal todas as pousadas estavam cheias. Realmente ele é um hotel antigo, mas a localização é excelente, os jardins super bem cuidados, o atendimento é nota 10, todo o pessoal super educado e atencioso e o custo condizente com a situação do hotel. Não conheci os apartamentos. Mas o bungalô é espaçoso e arejado. Dá pra ficar numa boa. Também ouvimos dizer que foi vendido e deverá passar por uma reforma.

Renata
RenataPermalink

Olá!! Estou querendo conhecer o litoral norte de Alagoas em janeiro, vão ser 11 dias de viagem, mas estou em duvida se fico todos os dias em japaratinga ou Sao miguel dos milagres. Vale a pena mudar de cidade e pousada ou dá pra fazer passeios sempre do mesmo ponto de partida?
Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Renata! O Ricardo Freire sempre diz que a Rota Ecológica não é para passear, é para descansar. Não há tanta diferença assim entre as praias. Divida a sua estada entre duas pousadas se você estiver em dúvidas sobre elas, ou se você acha que ficar dez dias num lugar só é demasiado. Mas não encare a Rota como se fosse Porto Seguro, todo um dia um passeio para cima ou para baixo, não é.

fefe
fefePermalink

Oi Bóia, tudo bem? Sou eu de novo... Estou quase fechando no Villa Pantai, consegui a diária por R$ 400,00 com café + jantar para nós e os pequenos (lembrando, bebê de 8 meses e criança de 3 anos)contra R$ 490,00 só o café na Borapirá.

A pessoa que me atendeu no Villa Pantai disse que eles estão na mesma praia da Pousada do Toque, que é a praia é linda, com menos pedras...

Na Riacho do Milagres tínhamos conseguido R$ 360, 00 com café + jantar, mas não tínhamos ficados animados com as fotos da pousada.

Estamos fazendo uma boa escolha? Vamos ficar bem no Villa Pantai apesar da arquitetura "pseudo balinesa" rs? Digo, comida, serviço, localização...

Mais uma vez obrigada e desculpe a insistência!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fefe! A Riacho dos Milagres está numa praia melhor do que a Villa Pantai. Mas a Villa Pantai está mais próxima da vila de Porto da Rua.

fefe
fefePermalink

Ái meu Deus, agora fiquei mais na dúvida ainda... rsrsrs
Alguém ja esteve na Villa Pantai e ou na Riacho dos Milagres para me ajudar a decidir???

Pelas fotas a Pantai parece bem mais confortável do que a Riacho...

Dri
DriPermalink

Bóia, tripulação, podem me dar uma ajuda? Terminei de ler os comentários mas não achei nada que se aplicasse... Meu voo chega em Maceio numa quarta, as 14:10. Vou de carro alugado (eu sei que o comandante não acha necessário, mas por termos acesso a uma tarifa corporativa isenta de seguros, sai mais barato que o transfer) até a Beijupirá. Minha dúvida é se paro para almoçar/curtir o final do dia em algum lugar antes da pousada (nesse caso, qual a melhor opção? Maceió mesmo? Praia do Morro?) ou se vale mais a pena ir direto para a pousada. Tá, eu sei que é uma pergunta meio pessoal, mas queria ao menos saber se alguém já passou por isso e tem dicas de opções no caminho. Tenho medo de ter um terrível acesso de saudade do mar + fome e como a Beijupirá não tem meia pensão...

Simone Lobo
Simone LoboPermalink

Dri,
Se você não tiver pressa de chegar, pode parar em Maceió para almoçar. Eu acho uma boa ideia. As opções são muitas, e aqui no VnV tem várias dicas de restaurantes. Eu adoro o Divina Gula, que fica em Jatiuca. Aproveite para curtir a orla de Maceió, que é maravilhosa, e seguir seu destino sem pressa. A Praia do Morro é deserta e só tem acesso de barco, passeio que você pode escolher fazer quando estiver na Rota. Como na pousada que você vai ficar não tem meia pensão, sugiro reservar o jantar ou na Pousada do Caju, ou na Pousada Patacho, ambas maravilhosas. Aproveite muito, boa viagem!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Dri! Aqui quem responde é A Bóia.

Chegando às 14h10, se tudo der certo você sairá do aeroporto às 14h30. Indo direto para a Rota, chegará à beira-mar pouco depois das 16h. Lembre-se que o dia acaba cedo no Nordeste, então já estará mais para fim de praia. Não há serviço na praia do Morro, nem se justifica uma travessia a essa hora. Se quiser marcar um almoço numa outra pousada da região, considere esse horário de 16h15/16h30.

Se resolver comer em Maceió, chegará à cidade às 15h. O Divina Gula estará aberto; o Wanchako, não. À beira-mar você pode comer na Lopana, em Ponta Verde. Saindo às 16h30 da cidade, você pegará o dia caindo antes de chegar à Rota, e periga perder a entrada logo depois de São Luís do Quitunde.

Sem desviar para a cidade, você pode almoçar num dos restaurantes do Alto de Ipióca, que estão no alto da colina,com vista para o mar. Os leitores do site elogiam muito a Villa Chamusca. O Guia 4 Rodas gosta do Oca. A entrada é mais ou menos à altura do hotel Salinas de Maceió. Você deverá chegar ali lá pelas 15h15. Não saia depois das 17h, porque você pode pegar escuro antes da entrada em São Luís do Quitunde. É conveniente ligar para os restaurantes ainda do aeroporto para saber se estarão abertos.

(Outra opção é parar no Hibiscus, que fica 3 km depois desta entrada, e é à beira-mar. Vale pela praia e pelo ambiente, mas não pela comida. E como já serão 15h15, 15h30, o clima de praia acabará rapidinho.)

O trânsfer é a maneira mais tranqüila e desestressada de começar um período relax na Rota. O carro parado no estacionamento do hotel é o convite para o saracoteio que impede você de descansar como poderia.

Dri
DriPermalink

Boia, Simone, muito obrigada pelas sugestões! Por partes: Simone, eu também vou passar uma temporada no Caju, então vou esperar a hospedagem pra me deliciar com a comida. Bóia, eu sei que o comandante recomenda o transfer, mas como eu disse, com a tarifa a qual eu tenho acesso, fica mais barato o carro. Além do mais, eu dividi minha estada entre a Beijupirá e o Caju, o que aumentaria os custos de locomoção. Pode deixar que o fato do carro ficar parado não vai me dar vontade de zanzar não. Escolhi esse destino exatamente por conta do mantra numero 1 do Riq em relação a Rota: Lugar para descansar e se desligar do mundo. Não tenho planos de tentar ir a Carneiros, Burgalhau, praias de Maceió nem nenhuma das outras "pedidas" que eu vi aqui nos comentários. Se eu for zanzar de um lugar pro outro será usando meus pezinhos na areia e/ou bicicletas e jangadas. E olhe lá!

Fabrizia
FabriziaPermalink

Ola estou pensando em ir dia 07 demarco, em plena Lua Cheia, essa epoch ehboa? Ou eh melhor outra data que nao seja lua cheia?
Obrigada. Adorei seu site, otimooooo

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fabrizia! Na lua cheia e na lua nova as marés são mais radicais. São luas boas para ir às piscinas naturais.

Porém, se a maré baixa ocorrer no meio do dia, a praia pode secar demais, no trecho entre Porto da Rua e a Praia do Toque. Neste caso, é bom estar numa pousada com piscina, para os dias em que você não for às piscinas naturais.

Nas luas minguante e crescente há pouca variação de maré, a praia nunca some, mas as piscinas naturais não ficam tão bacanas.

Marina
MarinaPermalink

Estou em duvida, qual pousada fico Beijupira ou Caju? Qual das diaaa praise vc prefere?gostaria de sashed them, se os drinks, cervejas, petiscos, se Sao carinhos?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Marina! Pense em pagar preços de bar e restaurante de São Paulo nas pousadas da Rota Ecológica. As pousadas são bastante profissionais e procuradas, e cobram por isso.

Camila Torres
Camila TorresPermalink

Pessoal,
Fiquei lá na Cote Sud e amei. A pousada é linda, a equipe é maravilhosa, o jantar e o café da manhã são sensacionais. Saí de lá renoavada, já querendo voltar. Você se sente em casa.
O chuveiro realmente não é lá essas coisas, mas eu voltaria mesmo assim.

Recomendadíssima !

Patricia Soares
Patricia SoaresPermalink

Olá!
Retornei da Pousada do Toque ontem... nem consigo comentar, só mesmo indo conhecer. Estou muito triste em SP... rs
Meu namorado é estrangeiro, já visitou mais de 30 países e disse que nunca encontrou lugar parecido com aquela pousada, ficou encantado com o lugar e com a energia das pessoas da pousada que fazem toda diferença... eu simplesmente vendi para ele que estavamos indo para o paraíso, fiz surpresa total. Sim, todos os comentários sobre Toque são verdadeiros.
Cheguei em Maceió quase 2 da manhã e optei em passar a noite por lá mesmo em hospedagem mais simples, no dia seguinte o transfer nos buscou no hotel com pontualidade britânica, foi a melhor escolha que eu poderia ter feito, a viagem foi bonita, as paisagens lindas, ainda bem que não fui para lá durante a noite.
Só tivemos um problema e que foi bem sério, a hora de ir embora, que tristeza, ficamos desolados. Uma pena que meu namorado estava voando para o outro lado do mundo ontem mesmo e eu retornando ao trabalho em SP, senão certamente ficaríamos mais.

Nunca vou esquecer o pôr do sol e carinho de todos na Pousada do Toque, o restaurante é divino, maravilhoso! E o melhor de tudo, saimos com a certeza de que levamos um pouco das pessoas que conhecemos especialmente JR, Dedé e Bruno e um pouco de nós também ficou por lá.

Márcio
MárcioPermalink

Olá,
Estamos indo para a rota em dezembro e como temos um filho de 8 anos, não sobraram muitas opções: a Borapirá, que a meu ver está muito cara por oferecer apenas café da manhã (uma das vantagens que o Riq vê nas pousadinhas da região é a meia-pensão). E a Riacho dos Milagres. Alguém pode nos dizer onde exatamente fica essa pousada? Dá pra ir à pé visitar as outras, ou mesmo de carro?
Uma coisa me preocupou: alguém nos comentários disse que as outras pousadas não aceitam crianças nem para jantar. Aí eu acho que a discriminação passa dos limites, né?

obrigado!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Márcio! A Riacho dos Milagres fica num dos trechos mais bonitos de toda a região. Pela areia está a 45 minutos a pé do trecho das pousadas do Toque e do Caju.

Patricia Soares
Patricia SoaresPermalink

Oi Márcio,

A maioria das pousadas daquela regiáo recebem casais em lua de mel... Na pousada do Toque só haviam casais e sinceramente, as crianças não teriam muito o que fazer por lá, era uma proposta para descanso.

Boa sorte na viagem!
Pati

Públio
PúblioPermalink

Prezados,

Vamos para a praia do patacho depois do ano novo. Devemos ir de carro apartir de recife, no final da tarde, e gostaria de saber sobre os horários da balsa Japaratinga-Porto das Pedras. É possível fazer a travessia se chegarmos em japaretinga à noite? vocês teriam um telefone para contato?

Agradeço desde já a ajuda.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Públio! A balsa funciona pelo menos até a meia-noite. Ao chegar na margem de Japaratinga, recomenda-se fazer sinais com luz alta para chamar a atenção do balseiro.

Tente sair durante o dia do Recife. O trecho de Japaratinga tem calçamento rudiimentar e a chegada à balsa não é muito bem sinalizada.

Maria das Graças
Maria das GraçasPermalink

Públio, estive por aquelas bandas há uns dois anos atrás. Contratei um motorista para nós levar à uma pousada na praia do Lage, em Porto das Pedras. Ele me disse que não faz esse trajeto à noite por completa falta de segurança. Ficar parado à noite esperando a balsa nem pensar. Ele mora em Maragoggi, portanto conhece bem a região.

Dri
DriPermalink

Acabo de voltar da uma estada dividida entre Beijupirá/Caju e prometo fazer em breve um relato bem detalhado. Por agora, já adianto uma outra dica: Luna Bar, na areia entre Cote Sud e Vila Pantai (mais perto da Pantai) Fica bem perto do Bar do Enildo, mas por lá só existem bancos de madeira, decoração charmosa e decoração fofa. O dono é mexicano e a comida é divina e super barata. Recomendo fortemente a Margarita, a quesadila de frango e o burrito de camarão... (Preços em nov/11: Caipivodca R$6,00, batata frita R$7, Margarita R$10, quesadila de frango R$13, burrito de camarão R$ 23)

Dri
DriPermalink

Vou separar meu relato em tópicos pra não ficar menos confuso, já que ele é extenso. Passei 6 noites na Rota em novembro de 2011.

1- TRANSPORTE. Cedi a Bóia e contratei o transfer (Sr. Tino, da Pousada do Caju) por R$160 cada trecho (aeroporto-pousada/pousada-aeroporto). Mesmo acostumados a dirigir com carro alugado, achei uma boa opção o transfer. O caminho, mesmo seguindo as indicações do Riq, não é simples. Primeiro porque eu tinha a impressão de estar no local errado, visto que a "estrada" não tem aspecto de estrada em muitos pontos, com pistas estreitas e construções rente a pista. Depois porque chegando em Barra de Camaragibe e posteriormente em São Miguel/Porto das Pedras não tem indicação praticamente nenhuma de qual entrada te leva a qual pousada, se te leva ao mar ou a casa de um pescador. Mesmo para o Caju, a placa existente aponta para a direção oposta da pousada, vimos inclusive um casal perdido tentando encontra-la. Não vale o estresse para ter uma mobilidade não muito necessária. Só senti falta do carro porque queria ter ido às lojinhas de artesanato e não consegui (sabe como é gordinho quando caminha muito, fica com as perninhas assadas!) - tenho medo de andar de bicicleta na estrada. Queria também ter parado no Búfalo Bill, uma lojinha que vende produtos derivados de búfalo(a) que inclusive são servidos no caju (queijos e iogurtes). Também poderia ficar tentada a jantar em outro lugar que não a Beijupirá se estivesse de carro. Resumindo: para uma primeira vez, não me arrependi. Numa próxima vez, talvez (muuuuito talvez) considerasse o carro.

2- HOSPEDAGEM: Contrariei o Riq e dividi minha hospedagem em duas pousadas diferentes, 3 noites em cada:
2.1: Aldeia Beijupirá - Fiquei na Maloca Índios do Xingu, número 19. Essas malocas são as mais simples e baratas da pousada, mas também são as que foram construídas mais recentemente. A TV era de LED, enquanto de outros quartos que eu visitei, de categoria superior, eram de tubo e tela plana. O ar é split, a cama queensize e o banheiro é muito amplo mesmo. Tem ainda uma salinha de estar e uma varanda com rede. Gostei muito do quarto e visitando os demais, continuaria com esse. As amenities eram da Granado e repostas todos os dias. O quarto era sempre arrumado e decorado com flores frescas, muito simpático! Ao chegarmos para realizar o check-in, nos ofereceram um delicioso sorvete de capim limão. O café da manhã é servido "a la carte", ou seja, não há buffet. Primeiro servem as frutas frescas, sucos e iogurte. Depois vem os pratos quentes, com uma cestinha de pão de queijo caseiro quentinho e um brioche, torrada petrópolis com ovo no meio e queijo coalho, geléias, manteiga e surpresinhas. Todos os dias mudam os demais pratos. Provamos ovinhos de codorna fritos com bacon, omelete de queijo e tomate seco e salsichas artesanais com batata doce. O sabor do bolo caseiro também muda diariamente. O de cenoura foi um espetáculo! As tapiocas também eram preparadas a perfeição, com direito a quantos repetecos você quiser. Outro ponto alto do café é a presença de uma família de saguis que vem pedir (e pegar na maozinha) bananas. Durante o resto do tempo, a equipe fica super atenta e prestativa para servir os petiscos disponíveis no cardápio na beira da piscina ou onde vc desejar. Pedimos um dia a linguiça de frango com couscus (acho que a R$18,00) e não estava tão boa, um pouco passada demais e pesada na gordura. Os pratos disponíveis para refeição também pecam por um detalhe ou outro na execução, mas de maneira geral são muito bons. Destaque para o peixe em crosta de castanha (Beijucastanha) e para o purê de banana com gorgonzola que acompanha um dos filés (o filé em si não estava mais do que ok, mas o purê compensou qualquer coisa). A praia é mesmo tudo o que já foi dito aqui, uma delícia de águas mornas, sem ondas e muito afetada pelas marés. Vi vários casais da pousada fazendo passeios às piscinas naturais mesmo não estando em um momento propício para tanto... Em um dos dias caminhamos para a direita, até o rio Tatuamunha, com direito a pit-stop na Borapirá para caipirinhas de umbu-cajá e um tchibum na piscina. No outro dia caminhamos até Porto das Pedras.

2.2 POUSADA DO CAJU: O transfer da Beijupirá pro Caju foi feito pelo próprio Thomás (um dos sócios), o que eu achei de uma delicadeza ímpar. Ficamos no bangalô Esmeralda, que conta com cama king Size, TV de 42' num móvel giratório, podendo servir tanto ao quarto quanto a sala de entrada. O banheiro possui outra TV de 32' voltada para a hidromassagem. Tem um jardim de inverno no banheiro que dá um toque de charme. Falando em charme, todas as instalações são de extremo bom gosto, com peças garimpadas pelo Alírio e pelo José Carlos pelo mundo todo. O bangalô é cercado por uma enorme varanda com rede, espreguiçadeiras, cama de massagem e uma mesa, onde qualquer refeição pode ser servida. Essa opção acrescenta bastante charme, privacidade e romantismo a hospedagem! O quarto também possui um kit com jogos de cartas, tabuleiro e frescobol. Adorei poder jogar frescobol na praia! O serviço é sensacional e quando vc finalmente tem que ir embora, se pega sentindo saudades de todos, do Januário, do Barthô... Desde o momento da reserva, todos fizeram o possível e o impossível para tornar minha estada o mais especial. Na última noite, o ar do nosso quarto parou de funcionar e posso garantir que José e Alírio estavam mais preocupados-chateados com a situação do que eu! Na página guia da Rota diz que a pousada está a uma caminhada de 5min da praia. Para aqueles que leem tudo na sua forma literal, um adendo: eu não demorei mais do que 1:30min, 2min para chegar na areia. É bem perto mesmo, dá para ouvir o barulho do mar da beira da piscina a noite. Por outro lado, lhe proporciona uma privacidade incrível, que os hóspedes da Cote Sud ou da Vila Pantai não devem ter. A comida aqui foi o oposto da Beijupirá: refeições e petiscos absolutamente sensacionais (provamos uma panela de barrro de frutos do mar, lasanha de bacalhau com espinafre, espaguete aos frutos do mar, arroz de polvo com lagostins, gourjões de peixe e batata frita de petisco. Pratos para um na casa de R%40-50 e para dois entre R$90-110. Lembrando que a escolha de um prato principal está incluída na diária. Já o café da manhã teve alguns altos e baixos. Eles servem pão caseiro quentinho (o mesmo das refeições), frutas frescas, iogurte, queijos e uma surpresinha. Era tudo delicioso, mas não me conquistou como a Beijupirá, provavelmente coisa de gostos pessoais... A piscina com seu bar molhado te convida a ficar o dia todo, mas caminhamos para os dois lados da praia, jogamos frescobol e fizemos o passeio as piscinas com o Israel. A pousada também disponibiliza wi-fi grátis para os hóspedes. Na saída, José Carlos nos contou que estão programando uma expansão para o ano que vem, possivelmente com uma academia e uma área de relax com jacuzzi...

CONCLUSAO: Como todos que foram já sabem, a Rota é tudo o que o Riq fala e muito mais. É ver pra crer e querer voltar sempre. Agora entendo melhor a posição do Riq, quando perguntam qual pousada ele recomenda. Eu mesma não saberia escolher agora para onde voltar, mas é impossível se decepcionar com qualquer das duas que visitei.

Érica de Paula
Érica de PaulaPermalink

Olá, estou pretendendo ir p/ a rota em janeiro de 2012 e estou buscando referências sobre a pousada Vila de Taipa, que é a que aparentemente oferece melhor custoxbeneficio nessa época e ainda tem vaga. Alguém tem algo a dizer sobre essa pousada? Me preocupei por ela não estar nas recomendações do Ric.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Érica! Esta pousada é bem posterior a este post; o Ricardo Freire ainda não visitou.

Uma leitora gostou muito:
https://www.viajenaviagem.com/2007/07/alagoas-rota-ecologica/comment-page-7/#comment-164080

Mauricio
MauricioPermalink

Pessoal, muito boas as dicas de todos.
Minhas dúvidas sao:
- tenho alergia a alguns insetos, borrachudo por exemplo. Alguém sabe se sofreria com isso lá?
- quantos dias recomendam de estadia?
- piscina é um item importante?

Estou pensando em fev/março, numa proposta de mini férias relaxantes.

Bj

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Mauricio! Pode haver mosquitos, sim; leve Off. Mas não estraga as férias de ninguém.

A Rota é para descansar. Não há limites para descanso. Nunca vá para menos de quatro ou cinco dias, senão você não entra no ritmo.

A praia é uma piscina. Mas se você faz questão de piscina, a maioria das pousadas tem.

Dri
DriPermalink

Eu acho que ter piscina fez muita diferença para mim. Na MINHA opinião, não consideraria a Amendoeira como opção de hospedagem justamente por isso. Dependendo da maré, a praia seca muito e é impossível se molhar. Além disso, eu também gosto de alternar água salgada com água "doce". Mas acho que depende mesmo do quanto você gosta/faz questão de piscina...

Rodrigo Weber
Rodrigo WeberPermalink

Pessoal,

Eu estive em São Miguel dos milagres há dois anos, depois que descobri o lugar aqui no blog do Ricardo. aproveitando, muito obrigado Ricardo.

O local é excelente para casais. Ficamos na Pousada do Caju, show show show de bola.

Eu queria saber se existem lugares no Caribe ou no Brasil com o clima e estilo das pousadas de São Miguel.

Quem tem dicas? Abs, Rodrigo

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Rodrigo! Não há nada de errado em repetir o lugar que você gostou de conhecer smile

Não se deve procurar um lugar em outro, é decepção na certa.

Um lugar com alguma semelhança com a Rota é Santo André da Bahia.

No Caribe, esqueça. A tônica são os grandes hotéis. Procurando algo rústico, tente Los Roques. Ou se puder cacifar, St.-Barth.

fabi c
fabi cPermalink

Ai, Boia! Mas vai dizer que nao seria legal o mar do Caribe com o charme e a exclusividade da Rota? Por isso Los Roques é um plano pra mim... E às vezes se foi várias vezes para algum lugar e se quer ir em outro nao tão discrepante.. E aí vai minha pergunta: eu amei a Pousada Beijo do Vento em Arraial, e fui várias vezes pra lá.. Daí a minha pergunta é: a Praia do Forte tem algo do estilo? Queria conhecer a Praia do Forte mas sem ficar num ponto muito "populoso" e queria ficar numa pousada charmexbenefício viável.. Enfim, estou em dúvida entre Rota Ecológica e Praia do Forte.. Desculpe se ficou comprido, mas tive que me manifestar em apoio ao Rodrigo wink

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fabi! Existem muitos lugares com charme e exclusivdade no Caribe, mas todos custam uma pequena fortuna e nenhum se parece nem remotamente com uma pousada grin

A Praia do Forte está a 60 km de Salvador, ligada por uma estrada ótima. Não é um lugar escondido. Ainda assim, é um lugar que conseguiu preservar o ambiente. A praia ao norte da vila é bem regulamentada, não se pode vender alimentos preparados. Pé na areia por ali tem a Farol das Tartarugas.

É possível hospedar-se na vila e pegar praia nessa área sem problema.

fabi c
fabi cPermalink

Estás recheada de razão, Boia! Pequena fortuna não é pra mim, não! Mas adorei as "comparações" feitas sobre Playa del Carmen e tal em relação ao nordeste brasileiro naquele post de Cancun.. Super válido, desde que ninguém leve ao pé da letra! Ah, e adorei a dica da pousada da Praia do Forte, está devidamente anotada, mas os vôos pra data em que precisaria estão proibitivos. Muito obrigada, como sempre... Vocês são o máximo!

Marcio
MarcioPermalink

Acabamos de voltar de São Miguel dos Milagres. Adoramos!

Ficamos na pousada Riacho dos Milagres. É bem mais barata que as outras descritas aqui, mas não fica devendo, em nossa opinião. É charmosa, cheia de cantinhos gostosos, muito tranquila e com atendimento ótimo. Não tem luxos como algumas outras, mas também não procuramos isso num lugar rústico e lindo como esse litoral. O confortável e charmoso nos basta. O único porém é a comida, bem meia-boca (exceto o café da manhã, que é bom). O cardápio tenta ser moderno, mas a cozinha não acompanha. É muito mais honesto oferecer opções básicas, regionais mas feitas por quem sabe. Mas você tem a opção de comer nas outras pousadas, que ficam todas a menos de 10 minutos de carro. É uma pertinho da outra.

A praia é praticamente exclusiva, não tem ninguém, nada! Águas mornas e piscinas naturais e váaarios tons de verde.

Uma coisa que me preocupou foi o relato de um pescador que nos levou às piscinas naturais: ele nos contou que algumas pousadas mais caras como a do Toque estão tentando fechar o trecho de praia em frente à seu terreno, colocando redes, plantando coqueiros na areia...a prefeitura inclusive teve que levar uma escavadeira para tirá-los. Segundo ele, a pousada do Toque recebe vários artistas e por isso quem passa à pé pela praia recebe a companhia de um segurança da pousada até completar o seu trajeto pela frente da pousada. Não achei nada amistoso.
Imagino que os locais devam estar se sentindo um pouco discriminados em sua própria casa, não é? Luxo é bom, mas deve estar inserido no contexto do local, ao meu ver.
Mas também foi o único relato negativo. Conversei com outros locais que não reclamaram, enfim...quem for pra lá poderia dar uma investigada nisso também.

Outra coisa, a região está virando uma nova Trancoso...pelo menos pela fama e o hype. Logo, logo pode desandar. Aproveitem enquanto ainda é semi-deserta. O lugar é maravilhoso!

abs

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Marcio! O pescador está bastante mal informado. O que as pousadas da Rota Ecológica tentam fazer é impedir o uso da areia por veículos -- bugues e quadriciclos, notadamente. O Ricardo Freire faz campanha o tempo todo pelo fim dos bugues na areia. Não há nenhum impedimento para se caminhar ou andar de bicicleta em trecho nenhum da Rota; as praias contínuas e desimpedidas são o seu maior trunfo.

Marcio
MarcioPermalink

Realmente foi o único relato negativo que ouvi lá. Talvez os próximos trips que forem pra lá possam conferir se era apenas um pescador mal informado ou mal intencionado, ou se o relato tem algum fundo de verdade. Espero que seja a primeira hipótese mesmo!
Abs

zuzu
zuzuPermalink

Me hospedei no Toque e nao vi nada disso, nao!

Ge
GePermalink

Olá.Pretendo ir com meu marido a São Miguel em março.Gostaria de saber se é um período de muita chuva na região, e se é possível conhecer as regiões vizinhas,como Porto de Pedras a pé, pois não pretendemos alugar carro.Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Ge! As chuvas podem começar em março. O mais certo é que comecem em abril ou maio.

Não há o que "conhecer" na Rota Ecológica. Você escolhe uma pousada, descansa, faz o passeio à piscina natural, faz o passeio ao rio Tatuamunha para ver o peixe boi, anda na praia. Só. Não importa em que ponto você esteja, a experiência vai ser parecida. Não vale a pena o perrengue de ir até outro ponto só para ver a praia.

Michelle
MichellePermalink

Bom, como pesquisei muito por aqui antes de decidir minha viagem, agora faço questão deixar meus comentários e primeiramente dizer que AMEI esse paraíso, não poderia ter escolhido melhor local para DESCANSAR. Passei 1 semana com meu marido na rota e poderia ter passado muito mais, alugamos um carro em Maceió (caminho super tranquilo e indo durante o dia acho que não há como se perder) e seguimos para o nosso destino, a Pousada Côte Sud, que por sinal não poderia ter feito melhor escolha, lugar maravilhoso, restaurante maravilhoso, pessoas maravilhosas, Corine e toda sua equipe (ai que saudade) e a piscina então?....noooossa, um diferencial, frente para aquele mar verdinho...hummmmm. Enfim, a única tristeza mesmo é ter que ir embora, mas já querendo voltar. Agradecemos a todos da Côte Sud pelos dias maravilhosos que passamos nesse paraíso.....

Robson
RobsonPermalink

Boa Tarde .

Também venho deixar meu agradecimento fiz a rota seguindo as dicas e foi tudo maravilhoso , fui de carro de Recife a Maceió . Parando em quase todos os lugares do roteiro , também fiquei 2 dias na Cote Sud , muito bem tratado , sem palavras . Pensando em voltar no Carnaval ..Beijos... Obrigado

Renata Queiroga
Renata QueirogaPermalink

Muito legais suas dicas!!! Tudo, tudo, tudo aqui. Estou de viagem marcada para esses dias e vou testar muitos dos seus endereços, sobretudo as dicas gastronômicas!!!
Renata Queiroga

Trivelli, Thúlio
Trivelli, ThúlioPermalink

Parabéns pelo post.
Não conhecia e nem sabia desta rota.
Estive em Maragogi em set/11. Agora vou ser obrigado a voltar, não para Maragogi. Esta dificil escolher é a pousada.
Parabéns.

São Miguel dos Milagres :: Pousada do Toque | Jogando o buquê

[...] por povoados menores ainda, e faz parte da Rota Ecológica. Não vou escrever sobre ela aqui pois o expert Ricardo Freire já o fez aqui de forma excelente, com todas as dicas de como chegar, onde ficar, o que fazer, TUDO!, em seu blogque foi nosso guia [...]

Renata Queiroga
Renata QueirogaPermalink

Concordo com você, Ricardo Freire, a Aldeia Brijupirá é um encanto e tem o seu climinha cool. Estive esse mês lá e contei lá no blog: http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=652.
Abraços, Renata Queiroga

George Barros
George BarrosPermalink

Saudações!
Estou indo p/ Porto da Rua neste sábado, dia 18, e gostaria de saber se o clima lá à noite é frio ou quente. ah! e adorei as fotos! o lugar é muito lindo mesmo! esse carnaval promete!!!

E parabéns pelo blog! ficou ótimo!

Atenciosamente,

George Barros

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, George! Nunca é frio em Alagoas. Estará quente dia e noite.

Manuela
ManuelaPermalink

Férias de "praia" marcadas para abril. Viva! E eu aqui me consumindo na difícil escolha entre esses "amigos queridos do Ric" e suas pousadas encantadoras. Caju ou Toque? Como se São Miguel fosse fugir do mapa e nunca mais eu fosse voltar! E assim, as férias já começaram dentro de mim!