Enquete da semana: línguas

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Sexta-feira na pizzaria alguém me perguntou -- acho que o Ernesto -- quantos idiomas eu falava. Eu respondi que era semianalfabeto em alguns. Na verdade os meus planos poliglóticos foram por terra quando me vi nocauteado pelo alemão (o idioma, não o vencedor do Big Brother) em seis rounds, digo, semestres.

Onde eu me dou melhorzinho é no inglês, e mesmo assim, ainda fico imóvel uns bons trinta segundos sem saber o que fazer ante qualquer placa de PUSH/PULL.

Minha maior gafe lingüística, até hoje, é a mesma que costumam cometer, quando viajam, as pessoas que falam o gaúcho como primeiro idioma.

Eu tinha emigrado há pouco em São Paulo, entrei numa confeitaria e pedi ao balconista, claramente afrodescendente:

- Um negrinho, por favor.

(Brigadeiro, em gaúcho.)

eekops:

E  com você? Qual foi sua maior saia justa linguaruda?

86 comentários

Majô
MajôPermalinkResponder

Pipol do VNV,
A comunidade da Lea, Viaje na Viagem fez a marca de 102 membros !!!Cervejinha pra brindar Comandante lol lol
Riq, você tem olhado seu e-mail ? wink

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalinkResponder

Caminhando na Florida, em Buenos Aires minha mãe passou um bom tempo se perguntando pra que tanto "cuero", confundindo couro com cueiro de criança.
E deu risada quando percebeu a confusão...

Beto
BetoPermalinkResponder

Num dia de muito calor no verão europeu em frente ao Museus Reina Sofia em Madrid tinha uma carrinho vendendo comidinhas e bebidas. Muita sede. Fui até lá e pedi, em português, "Uma coca, por favor". O moço me deu um cookie.

Beto
BetoPermalinkResponder

Esse Beto aí também é seqüelado, mas não sou eu, hein!

Adriane Lima
Adriane LimaPermalinkResponder

hahaha, Riq, fico mais aliviada por não estar só nas gafes em Paris, obrigada!

Mari, no Peru eu e meus amigos vivíamos falando Cueca-Cuela, entre nós, só pra perturbar, e dávamos muitas risadas, pois depois de alguns pisco-sours isso vira um trava-lingua daqueles! Quase tão difícil quanto "três tristes tigres"!

Mais problemas com idioma: também em minha viagem-buffet pela Europa em Agosto de 2004, desta vez em Athenas, que tava ótima faltando uma semana pras Olimpíadas.

Primeira vez que pego o metrô de Atenas e o mapinha que o vendedor de ticket me dá está... em GREGO! hahaha, nada mais óbvio, mas nem a palavra "Acrópole" eu consegui achar em grego! Me esforcei pra pedir um mapinha bilíngue, ele não tinha! Fui de guardinha em guardinha falando "Pathernon, Acrópole" até achar um que me entendesse e que fosse capaz de me explicar pra que lado do metrô eu iria.

Na estação do Acrópole (lindíssima, por sinal, vale como ponto turístico), mais frequentada por turistas, consegui um mapinha bilíngue que me acompanhou em minha saga grega até o fim! Depois deste aperto, consegui muitos mapas e panfletos bilingues... saía catando todos pelo caminho, tava traumatizada, hehehe.

Adriane Lima
Adriane LimaPermalinkResponder

Hahaha, mais histórias do meu verão de 2004 para compartilhar com vocês. Inclusive, estou me divertindo muito por lembrar disso tudo.

Lucerne, Suiça. Nessa região, a língua mais falada era o alemão. Estava em uma festa numa casa noturna e com muita, muita dificuldade mesmo de me fazer entender em inglês, com o som nas alturas.

Cheguei no balcão do bar pra pedir uma água, e o atendente me deu uma água com gás... até aquele dia, eu ODIAVA agua com gás. Mas já estava cansada de me fazer entender, o cara tinha tido boa vontade, eu só descobri que era com gás depois do primeiro gole, a água já é cara em euros, em 2004 mais ainda, em um clube noturno então... Deixei pra lá e encarei a água com gás como uma novidade inesperada.

Ponto positivo, a partir de então acabou-se minha má-vontade com a água com gás, inclusive hoje eu ADORO.

Coisas que só acontecem em viagens, mesmo.

Daniel Schneiderman

Isso acontece sempre nestes restaurantes Europeus imperialistas que não respeitam o turista... tem que fazer como um restaurante de Morro de São Paulo, que traduziu seu cardapio inteiro. Assim, os gringos podiam se deliciar com seus "removers of taste" e "Against Filet".

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

hahahahaahahahahhahahahaha.... Estou adorando essas histórias.... eu tenho um mooonte de histórias dessas... mas vou me conter e contar só 1....

Eu me viro bem com o meu inglês mas sou muito indecisa na hora de escolher comida, eu estava em NY numa lanchonete que você escolhe os ingredientes do seu sanduíche e estava tentando decidir o que comer, o atendente, muuuito simpático e bonachão estava achando que eu não estava conseguindo dizer o que eu queria comer e estava tentando me ajudar. Aí ele me perguntou da onde eu era, eu disse que era brasileira e ele logo falou "Obrigadou" eu fiz aquela cara de surpresa e perguntei se ele falava português, ele disse que infelizmente não mas que adorava aprender outras línguas e que falava espanhol, inglês, alemão, tal língua, tal língua.... aí eu falei, em inglês, "puxa que legal!! Então você é poliglota!" Ele não teve dúvida, respondeu na mesma hora: "Não.... sou egípcio mesmo!" heheheheh....

Tort
TortPermalinkResponder

Primeira vez em Montevideu, Uruguai, no longinqüo 1975, numa papelaria para fechar o envelope de uma carta pedi pra linda atendente se ela poderia me dar a cola.
Ela enrrubesceu e ficou muito séria. Fiquei paralisado até lembrar que "cola" em castelhano quer dizer "rabo" e o que eu queria era "goma"...

Patsy
PatsyPermalinkResponder

Eu tinha acabado de chegar em Lisboa e na mesma noite fui em uma festa que conheci muitos amigos dos meus amigos ( explicação para não ficar tão chato!!!), e no dia seguinte sai sozinha para passear e fiquei meio perdida e na rua um cara estava do caminhando na minha direção e eu " Por favor você pode me ajudar", e o cara " Oh Pa, claro" e eu viro com uma cara meio desconfiada " UÉ, vc me conhece???? " grin ele volta e diz " não Pa, mas muito prazer eu sou o Nuno".

Minha família diz que eu protagonizei uma piada em Portugal, contam para todo mundo...

mcb
mcbPermalinkResponder

Meu pai pedindo canudinhos pros refrigerantes, nos EUA (straws): small tubs, please!

Lena
LenaPermalinkResponder

lol lol
Ri muito com tudo!!

Mas, o "pain au raisin" do Riq, me fez lembrar de uma saia justa linguaruda que fiz por aqui mesmo há séculos!!

Tinha 17 anos. Conheci um rapaz bem mais velho do que eu (velhíssimo!! 27 anos), que me convidou para sair.
Eu estava acostumada a sair com meus amigos e tomar chopp (naquela época, menor tomando cerveja não era tão crucificado como hoje, nem os seus pais..), mas na companhia de um "homem mais velho" não sabia o que pedir.
Quando ele perguntou: "O que você quer beber?"
Eu respondi educadamente: "Sugere."
E ele: " Sherry? Garçom, um Sherry , por favor pra ela."
Eu fiquei com um olho arregalado!! Não tinha a menor idéia do que era Sherry e tive que tomar aquilo a noite toda :roll:

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Esta historia de prisao de ventre do Riq, lembrei, em abril passado, paramos em Turim, conexao entre Barcelona e Paris...Meu companheiro de viagem estava com uma prisao de ventre daquelas...Eu, com a "sindrome do brasileiro poliglota" vou na farmacia do aeroporto, implorar um remedio e falo em italiano, ingles, espanhol ,portugues, cantones, javanes e nada do cara entender o que eu queria...Apelei pra MIMICA e de repente, vi-me agachado, em plena Turim, gesticulando todo o "processo" como um idiota...Claro, que ele entendeu juntamente com as 342 pessoas que estavam me assitindo e nao paravam de rir...
smile smile smile

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Não foram saias-justas, mas uma rendeu boas risadas e a outra evidenciou a necessidade de aprender francês.
1. Em Santiago fomos ao Taco Bell (por vontade mesmo!) e após fazermos o pedido a atendente perguntou alguma coisa. Eu e a Andrea (minha esposa) nos olhamos sem ter idéia do que ela tinha perguntado. Novamente ela falou, aí eu consegui captar a palavra agrandar. A Andrea continuou sem entender e eu tentando explicar pra ela o agrandar - tudo isso antes de dizer se sim ou não - só que eu só repetia agrandar. Não me vinha um super-size ou aumentar. Até que a atendente desistiu e ficamos sem aquele balde de coca-cola (ainda bem).
2. Em Paris, na La Grande Epicerie de Paris, através de mímicas e muito aponta pra isso e pra aquilo conseguimos pedir o que queríamos (pratos prontos para levar - íamos almoçar em uma praça ali perto) e descobrimos que pra aquecer a comida só depois de pagar. Fomos pro caixa, pagamos e voltamos pra aquecer. A atendente (não a que nos serviu antes) pegou a comida, colocou no microondas, ligou, virou pra gente e desatou a falar, claramente puxando papo. Falou por bom tempo até que chegou nossa vez de responder. Com pena (própria) saiu um "je ne parle pas français". Ela nos olhou e sorriu (claramente com pena - nossa). Entregou nossas quentinhas e partiu pro próximo cliente. Depois de uma quase auto-flagelação nosso ego se inflou, pois podemos dizer que fomos confundidos com locais!

WB
WBPermalinkResponder

Recém formado fui em um curso de aperfeiçoamento nos EUA, por três meses. Logo ao voltar ao BR, para impressionar a namorada (futura esposa) levei-a no mais fino e famoso restaurante. Ainda com a lingua inglesa a rodar na cabeça, ao pedir a conta, falei a soberba frase : "Can I have the bill, please? " O garçom ficou me encarando, boquiaberto, pensando que eu estava tirando sarro da cara dele. Para piorar, a namorada (futura esposa) ria em alto e bom som; todos no restaurante estavam olhando para nossa mesa, apertando ainda mais a saia justa.

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Agora que falaram em mímica... lembrei-me de uma história que não sendo divertida, me revelou o poder da comunicação gestual e talvez vos surpreenda por verem como a cultura brasileira chega tão longe.

Fui à Polónia, a um encontro internacional de jovens, ficávamos instalados em casa de locais. Eu e uma amiga com um casal já de certa idade... Eles nem uma palavra de inglês e nós só 3 ou 4 de polaco, recem aprendidas.
Estava a televisão acesa e... Pasme-se... A novela Escrava Isaura passava no ecran!!!! Confesso que a Escrava Isaura dobrada em polaco dava um filme...

A propósito começámos tentando explicar a relação entre Portugal e o Brasil (eles tinham uma ideia)... E não é que com um banco (que fazia de trono), algo na cabeça (que fazia de coroa), papel e caneta, conseguimos explicar as nossas zangas com os vizinhos espanhois e um pouco da nossa história. Lembro-me de ser a Espanha, ter ganho o dito trono e logo de seguida ser empurrada do banco (digo trono). E tudo sem uma única palavra, honrosa excepção para "Portugalsko"...

Daniela Siqueira

Mímica de vegetais e carnes é sempre legal: já assisti a muito coelho pulandinho na minha frente. Sempre desde que não seja VOCÊ que esteja fazendo! wink

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Gabriela , esta da novela DOBRADA é uma delicia !
Novelas em brasilien são dubladas smile

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Em "brasileiro" diz-se "dublada"??? Parece espanhol...

Para além desses significado, dobrada por cá também tem conotação gastronómica, prato muito apreciado, principalmente na região norte.

Como dizemos "aquém-mar" a língua portuguesa é muito traiçoeira..."

Afinal nem é preciso sair da cadeira para vestir essa "saia justa" (essa da saia aprendi hoje, não conhecia, e nem precisei de sair de casa para começar logo a vesti-la...)

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Aqui tb tem Gabriela, mas chamamos a comida de "dobradinha",
aliás já sabes, que todos os diminutivos do mundo estão no Brasil smile

Simone Miletic

Não dei mancada, mas não consigo esquecer um pequeno restaurante que ficava em frente ao hotel em que passei minha lua de mel, em Paris: era uma pizzaria que pertencia a um turco, também dono de mais dois restaurantes na rua.

Ele tinha feito o cardápio traduzido para diferentes línguas. O em português era hilário, ele meio que colocou as receitas no google e o que saiu lá ele trancreveu... Apareceu cada ingrediente.

Si

Patrícia
PatríciaPermalinkResponder

Micos e saias justas é o que não falta:
- Bom, eu estava em um restaurante na Itália e precisava de um guardanapo (tovagliolo), então pedi para o garçom trazer um tavolo (mesa) para mim...
- Uma outra vez, na França, entrei em uma loja e fui ser simpática, mas ao invés de dizer “Bom jour, ça va!”, eu disse “Bom jour, savon!”, ou seja, chamei alguém de sabão...
- Cheguei no hotel em Madri três dias antes do grupo, então um dia a guia ligou no meu quarto para combinar o horário para nos encontrarmos e deixou um recado na secretária eletrônica, algo como: “soy Isabel Esteban, sua guia...” mas eu entendi “soy Isa Del Esteban, sua guia...”. O que aconteceu? Passei uns três dias chamando a guia pelo “apelido carinhoso” de Isa, e só depois descobri que o nome dela era Isabel e entendi finalmente o olhar estranho que eu recebia sempre que chamava de Isa...
Mas acho bom parar por aqui, pois comigo essas histórias acontecem com uma certa freqüência...

Anelise
AnelisePermalinkResponder

1)Numa conversa super séria soltei um "Stoven" mistura de stove+oven.
Os americanos se mataram de rir da minha cara.

2)Num boate, em Washington DC, um dude muito estranho se aproxima e diz: "you're high". Eu: "no I'm not!!!"(pensei que ele dizia que eu estava bêbada, louca..) Ele: "Yes, you are , believe me." Eu: (irritadíssima): No I'm sober". Ele simplesmente levou o dedo na boca e encostou no meu braço e fez barulho de Tchhhhhhh como se estivesse queimando. Daí eu entendi que ele queria dizer que eu era HOT. QUE VERGONHAAAAA!!!!!

fabio
fabioPermalinkResponder

Duas que aconteceram com amigos: um deles entrou numa lanchonete e, ao pedir mostarda, disse: "mustache, please...". Outro trabalhava junto com um colega podando árvores e aparando grama em L.A.. O cachorro da casa do cliente se soltou e abocanhou a perna do cara. No que o amigo chega pro dono da casa e desmancha essa pérola: "Your dog nheco-nheco a pernation do my friend!". Unbelievable...

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Um amigo meu, foi morar em Londres, anos atrás...
Fui visitá-lo, e estávamos andando tranqüilamente pela rua, quando veio um homem, e começou: a-a-a-atchhiiimmm!!!
Meu amigo, vira-se para ele e: CHEERS!!!
O coitado do inglês, deve tá sem entender nada, até hoje.

Karinissima
KarinissimaPermalinkResponder

Gente, por favor, vamos ver se alguém CONCORDA comigo: sempre que viajamos, muitos de nós acabam comprando uns guiazinhos de conversação em espanhol, francês, italiano e outras língüas que até conseguimos entender a resposta.

Mas e os livrinhos de japonês, chinês etc? Ok, tem gente que tem noção do idioma, eu mesma me viro em árabe e pashto. Má... E quando compramos um guia de conversação em línguas em que não entendemos PATAVINAS?

Comprei um livrinho de turco e lá fui eu alegre pro restaurante pedir explicação do menu com minhas frases prontas decoradas na frente do espelho. Falei pausadamente me achando "a" nativa, com muito garbo e simpatia. Eis que o garçom, então, me explica TODO O MENU. EM TURCO!

Eeeeeeer.

Logo, porque insistimos em perguntar coisas que não podem ser apontadas (como banheiro, horas, ruas) porque os livrinhos de conversação nos ensinaram a perguntar "como é feito este kebab?".

Mas sou brasileira e não desisto nunca, um dia meu turco será "maisomeno" e voltarei lá para entender todo aquele cardápio. Pela honra, né?

Karinissima
KarinissimaPermalinkResponder

Kkkkkkkkkk Zé Maria, eu tinha um namoradinho gringo quando comecei a falar inglês. E sempre que pedia o guardanapo, pedia o "kidnap".

E quando estava no Paquistão, para dizer que eu vi um pavão na rua, disse: "look, baby, a CHICKPEA". Até hoje meu marido me pergunta se eu gosto de ver o "chickpea" na rua ou se prefiro comer humus, aquela pasta de "peacock".

Karinissima
KarinissimaPermalinkResponder

E falando em francês...

Tinha feito francês instrumental na PUC e estava me achando "a fruentchi" kkkk. Na minha primeira viagem à Europa, estava no meu último dia no continente (em Paris) e super dura pois estava sem o cartão de crédito, meus travellers já eram e só tinha alguns francos.

Pois bem. Fui até uma Boulangerie e pedi um sanduíche para o senhor que me atendeu. Tudo très parisien, só faltava a música de acordeon e a boininha. Paguei o sanduíche e... Nhac! Mordi com gosto. Mas, que ironia, o sanduíche não tinha gosto. Era horrível e eu estava com fome. sad

Pedi, educadamente, o potinho do sal. Pois o velhinho ficou louco da bexiga e me gongou. Me deu a maior lição de moral em francês e não entendi picas.

Mas, né... Ao final, com os olhos cheios de lágrimas e sem entender nada, disse: "c'est vrai".

Que ódio!

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

Kariníssima,

Eu concordo muuito com você sobre os guias de conversação.... mas eu sou pior porque todas as vezes que tentei usar o meu guia de francês me dei mal.... eu sempre perguntava e as pessoas até entendiam a pergunta mas eu não entendia PATAVINAS da resposta!!! eehhehehe....

Numa cidadezinha francesa eu perguntei (tentei perguntar na verdade) para uma senhorinha aonde era o supermercado (Que para mim era "Ué supermarché?)... aí ela não entende e começa a fazer em linguagem de sinais para o marido dela um senhorzinho surdo... os dedos andando na palma da mão, isto é "marchando" .... hahahhaahhah!!!! esse meu francês!!!

E eu também já pedi muito guardanapo como kinap (acho que tinha uma marca com esse nome, não é possível! ehheehe).

Tamara
TamaraPermalinkResponder

Lembrei de uma minha.
Estava em Bueno Aires a 8 dias, e iria ficar 10. Eu uso lentes de contato e perdi uma delas. Eu tenho 17 graus de miopia, ou seja, de óculos eu pareço um ET. Sem condições de ficar por lá!!
Adiantei meu Vôo e fui na recepção pedir o extorno das duas diárias a mais que me cobraram adiantado. Já estava me chando a Argentina, quando eles tentando me enrolar pra não devolver, eu começei a discutir, e na hora eu mandei que não queria o dinheiro vivo, e sim no " carton". Na hora do nervosismo me deu branco e esqueci totalmente que cartão é Tarjeta!!

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Uma amiga em Buenos Aires, chegou toda metidinha na farmácia, e pediu um remédio, pois estava com mutcha fiebre.
Acho que ensaiou uma hora pra dizer isso...
Alguém sabe uma forma educada, pra descrever aqui o que é fiebre?

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Eu tava com um amigo, visitando aquela igreja famosa de Veneza.
Lá dentro tava cheio de obras e uma placa de 'restauração'.
Daí eu caipiramente, tasquei:
Ele pessoal não perdoa nem igreja...vão abrir um 'restaurante' aqui dentro! rs...

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Esse *

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Lembrei de mais uma.
O pai de uma amiga minha chegou em Miami com a família, comemorariam todos as bodas de prata na Disney.
Ele estava tão feliz, tão feliz, que sorria para tudo e para todos. A minha amiga já prevendo, disse para ele não abrir a boca e deixar que ela falaria o inglês necessário.
Ele ficou murcho, tadinho, entraram em um taxi e ele se sentou na frente.
O motorista muito do mau humorado, de bico, foi irritando ele. E ele quis então ser simpático com o moço, fazia um dia lindo, céu azul e ele lá com aquela cara horrorosa.
E solta esta pérola: the time is good, not?
O cara foi dando risada até Downtown...

Daniela Siqueira

Karinissima, o problema sempre é entender a resposta!
Meu marido tem duas estratégias infalíveis: 1) quando ele pergunta onde fica um lugar, ele só presta atenção na primeira indicação (que normalmente envolve uma mão apontando). Aí, ele vai até lá e pergunta de novo. Demora um pouco pra chegar, mas é tiro e queda! 2) ele estuda o livrinho e treina a frase de maneira a que a resposta seja um sim ou não - aí é garantido entender. Eu sempre achei irritante, mas indiscutivelmente resolve o problema wink

Pior é passar vergonha traduzindo pros outros. A gente tinha acabado de ir em uma vinícola em Mendoza, na Argentina (com explicação de como se faz o vinho, caminhão descarregando uva, demonstração das uvas varietais, etc), e passeávamos pelo mercado central deles, quando minha mãe não se conteve e queria porque queria que EU perguntasse pro moço da banca de frutas qual uva era a malbec, que ela queria provar pra ver como era. Briguei com ela mas não perguntei - tradução tem limite! (e o meu já havia sido muuuuito esticado tentando explicar, também a pedidos, o que era picanha em todos os restaurantes visitados).

Fábio Machado

Eu em Paris...primeira vez...sozinho. 25 anos, dolar barato, tinha acabado de me eleger vereador depois de uma campanha super pesada... Meu, q festa, foi a minha lua de mel comigo mesmo, se é q vcs me entendem. Com o guia da folha nas mãos corria tudo, o dia inteiro...metrô..o dia inteiro corricando! Sem falar nenhuma língua, NENHUMA. Tudo festa. Mas uma coisa me intrigava. A cada estação do metrô em conexão eu - preocupado em pegar o metro na estação-sentido certo, correndo, olhando o mapinha, etc, sempre via uma plaquinha: SORTIE. E eu (sempre correndo- não sei porque tanta pressa) comecei a me perguntar: deve ser uma estação muito importante (SORTIE), porque todas as estações vão a este lugar. Lá pelas tantas decidi: ao inves de virar a esquerda, subi correndo, deslumbrado, as escadas até chegar à Sortie= SAÍDA. Ri muito, sozinho, e cada vez q encontro um frances por estas bandas conto minha experiência...todos acham graça (ou pena, sei lá).

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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