Enquete da semana: viagens literárias

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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O cinema e a fotografia talvez sejam as fontes que mais freqüentemente influenciam nossas escolhas de viagem.

Mas arrisco dizer que nada inspira viagens tão intensas quanto um livro pelo qual nos apaixonamos.

Por sugestão da Meilin, da Lili e da Carla, a enquete da semana é sobre guias de viagem que não trazem mapas, nem dicas de hotéis, e se mencionam restaurantes que existem, é por mero acaso.

Minha experiência mais intensa não foi com algo que eu tenha lido antes de viajar -- mas com um livro que eu li durante a viagem. Ler Filhos da Meia-Noite, do Salman Rushdie, e ainda por cima em inglês, durante meu primeiro périplo à Índia, fez com que eu continuasse viajando mesmo nos momentos em que estava quieto no quarto.

Outro inesquecível companheiro de viagem foi o Schifaizfavoire, do Mario Prata, que quase me matou de rir durante uma semana (a trabalho) em Lisboa.

E você? Já fez alguma viagem sob o poderoso efeito de algum livro? Conta pra gente, vai...

62 comentários

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Vcs acreditam que eu nunca consegui ler nenhum livro durante
uma viagem ?Eu sinto assim.. que estou fazendo algo que poderia fazer em qualquer lugar .. e acho uma super perda ! .
Como viajando nunca estou nem me sinto " em qualquer lugar " nem
levo mais livros para ler .
Mas os ultimos que li ( em casa) e me lembro de terem sido inspiradores
foram A Viagem de Theo e O Deus das Pequenas Coisas (ameeei )smile

Diego Dotta com seus livros na mochila

Muitos livros Ricardo!!

Adoro este tema, sou fâ da literatura de viagem, já perdi muitas noites de sono com histórias de viajantes.

Incentivado por você e tentando voltar a dormir, resolvi compartilhar algumas idéias sobre este tema, quando tiver um tempinho dá uma passada no http://livrodemochila.com .

Ler (6) e Viajar (9), um perfeito encaixe, e muito prazeroso.
Um abraço e nos vemos por ai Ricardo.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eu amo de paixão os livros do Amyr Klink.
A maneira como escreve, a gentileza nas entrelinhas, o jeito apaixonado que ele fala dos projetos e da vida.
E por conta disso, a minha viagem de sonho que é ir pra Antártida.
E sempre levo um na bolsa, para me acompanhar nos cafés, almoços, praças, momentos nada para fazer ou para quando estou sem sono.

Diego Dotta
Diego DottaPermalinkResponder

Já fui muito inspirado por Amyr Klink e Familia Schurmann.

Hoje, na mochila, estou com Roberto Boell Vaz com seu fusca em "Na trilha das américas", Telmo Fortes na "Última viagem do lobo cinzento", e Gabriel Garcia Marques com "Cem anos de solidão", confesso que os livros já estão em frangalhos na mochila, preciso viajar mais antes que eles se desfaçam.

Elisa
ElisaPermalinkResponder

Oi Riq, há muito tempo que acompanho seus blogs, suas matérias em revistas e tenho tb dois livros seus. Parabéns por tudo! Adorei essa enquete de viagens literárias. Não é que eu leia necessariamente os livros durante uma viagem, mas muitos e muitos livros já me "inspiraram" algumas viagens; Por exemplo: ao começar a ler "A Profecia Celestina" decidi imediatamente viajar ao Peru, ao terminar de ler "A insustentável Levesa do Ser", começei a progamar minha viagem ao leste europeu e só sosseguei qdo fui e assim tenho muitas viagens que foram feitas depois de ler algum livro, entende? As últimas foi a Itália, por quê? POr causa de "Sob o Sol da Toscana".

Ricardo Freire

Ha ha, Elisa, eu acho que eu desvirtuei a minha própria enquete! A idéia era descobrir que livros inspiraram viagens como essas tuas, e não livros que o cara lê na estrada...

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Uma das que fiz, foi Galapgos, inspirado em Charles Darwin....Outra o Quenia, nos livros de Karen Blixen ( e visitei a casa dela!! )

Elisa
ElisaPermalinkResponder

Então quer dizer que eu entendi vc? Bo fundo eu me identifico muito com tudo que vc escreve... Esses livros que coloquei ai, como "A insustentável Leveza do ser" li ainda qdo adolescente, hoje já estou perto dos 40, mas nunca mais parei de ser inspirada por livros. Para o México não foi por um livro, mas pelo filme "Frida". Filme tb vale?

Beto
BetoPermalinkResponder

Fui pra Colômbia por causa do Garcia Marques. Foi a minha única viagem literária. O Amor nos Tempos do Cólera foi o meu guia em Cartagena. Tiquei cada local descrito. Duvido que possa existir um guia melhor daquela cidade e do Rio Madalena. Levei também o Cem Anos, pra reler durante a viagem, e com ele fui conferir Riohacha e Aracataca. Como estava sozinho, os livros me fizeram companhia e contraponto às minhas próprias impressões. Foi emocionante conhecer Macondo. Mas confesso que houve um momento em que me perguntei que raios eu tava fazendo naquele fim de mundo. Aracataca é um lugar abafado e poeirento, pobre de doer, e você ali de turista se sente um ser de outro planeta, com todo mundo te olhando como se você fosse um ET. Olhei o cemitério, o rio onde as mulheres lavavam roupas, fui cercado pelas crianças curiosas com a câmera, tomei uma coca cola e fui embora. No fim, não sobrou uma só foto. Todas perderam as cores em menos de 6 meses, foi o excesso de calor ou erro (pra ser educado) na revelação.

Schnaider Ferreira

Amor em Tempo de Colera e Viver para Contar - Gabriel Garcia Marquez, me despertaram para a Colombia, ainda nao fiz a viagem mas tah na fila!

Schnaider Ferreira

Nossa, nao tinha lido o comentario do Beto antes do meu post... transmimento de pensasao! smile

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Os Meninos da Rua Paulo, do escritor húngaro Ferenc Molnár. Escrito em 1907 e lançado no Brasil somente em 1952, o grande clássico infanto-juvenil foi o livro mais marcante da minha adolescência.

O romance se passa num terreno baldio entre edifícios, em Budapeste, época em que o capitalismo já se anunciava e passou a ocorrer a luta pelo dinheiro e o avanço da especulação imobiliária.

Era neste único terreno baldio, chamado de grund, que os meninos da Sociedade do Betume se reuniam depois escola, para jogar péla (uma versão primitiva do tênis) e promover eleições no clube e brincar de exército. Um livro tão belo e tão triste, o primeiro a me levar para fora do MEU mundo, o mundo lá fora.

Na infância, praticamente todos os livros do Monteiro Lobato, especialmente "Reinações de Narizinho" e "Sítio do Pica Pau Amarelo", porque era igualzinho à fazenda centenária de café da minha tia em Bicas, Minas Gerais, onde passávamos três meses de férias escolares.

Beto
BetoPermalinkResponder

Arnaldo, eu também percebi a Grécia a partir de Monteiro Lobato. E foi com ele, com certeza, que fiz as minhas primeiras viagens. Já ia esquecendo.
Schnaider, a coincidência pode ser um sinal pra você ir logo... wink

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

SIM! A Grécia, o MINOTAURO! Que lembrança deliciosa, Beto...

Beto
BetoPermalinkResponder

Lobato tem uma estátua no meu coração...

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Lobato tem um síto perto de Pindamonhangaba, decorado com figuras de seus livros.... Belo passeio para crianças.

Emília
EmíliaPermalinkResponder

O Arnaldo me lembrou a mais antiga das minhas inspirações de viagem: a Grécia (que ainda não realizei). A leitura mais frequente da minha infância era a coleção completa do Monteiro Lobato e os meus preferidos eram 'O Minotauro' e 'Os 12 trabalhos de Hércules', aquela minha cabecinha viajou várias vezes com eles. Puxa, até me deu vontade de ler outra vez.
Curti um pouco o Sudeste Asiático e apurei um pouco mais a minha esquisitice com países do bloco comunista com 'Em busca da Utopia Kitsch'.
A rota da seda teve um abordagem brasileira com o 'Nas fronteiras do Islã'. A região já me fascinava, depois do livro achei que era possível realizar o sonho.
'A Profecia Celestina' atiçou minha vontade de ir ao Peru e eu levei o livro para reler na viagem.
'O insaciável homem aranha', do Pedro Juan Gutierrez, me trouxe um outro lado de Cuba, decadente e underground, mas irresistível. Esse sonho meu irmão vai realizar primeiro, está indo para lá na semana que vem (suspiros)...
Um livrinho infantil sobre o cometa Halley (vocês se lembram dele?) me fez querer parar em Bayeux para ver a tapeçaria e um outro livro infantil educativo sobre a França, me deixou admirada com o Mont Saint Michel (além de uma iluminura medieval maravilhosa chamada Les Très Riches Heures du Duc de Berry, que descobri tempos depois estar num museu em Chantilly).
Como os dois acima já comentaram, sonho em ir para Cartagena só para relembrar 'O amor nos tempos do cólera'. Me lembro especialmente da descrição da casa dela, na cidade.
E, fazendo coro com a foto, conhecer a Toscana e a Provence. Quem não viajou com a Frances Mayes e o Peter Mayle?

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Puxa, agora que eu vi...não fui só eu quem viajou para a Grécia com o Lobato, não grin

Diego Dotta
Diego DottaPermalinkResponder

Tem um que todos já leram com certeza, o nome não me recordo muito bem, mas era parecido com "As inesgotáveis viagens do Comandante Rick Freire ao redor do mundo", algumas realmente parecem uma fantasia, hehehehehe...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Minha história com viagens e livros é longa... Não que eu leia necessariamente durante a viagem - quase nunca faço isso. Mas muito do que eu leio normalmente me desperta a curiosidade de ir ao lugar, e isso desde que eu era criança - tenho certeza que boa parte do meu gosto por viagens vem de ler Geografia de Dona Benta, do Monteiro Lobato!

As melhores histórias vem dos "micos" que paguei por causa da literatura... Eu cruzo a Galería Güemes em Buenos Aires exclusivamente por causa do conto El Otro Cielo, do Julio Cortázar; eu segui quase todo o caminho do personagem principal do Cidade de Vidro, do Paul Auster pelo Upper West Side de Nova York - e, claro, eu fui a Baker Street em Londres fazer uma visitinha ao Sherlock Holmes... Ah, e tenho planos de um dia voltar ao México para seguir os passos das personagens principais de The Mixquiahuala Letters, da Ana Castillo...

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Assim de repente...O mais evidente que cabe no rótulo de "literatura de viagens", Bruce Chatwin "Na Patagónia".
Outros que, não cabendo no rótulo, nos levam em viagem:
"A Relíquia ", de Eça de Queiroz (sobre uma viagem à Terra Santa, com várias "paragens", aconselho vivamente, para além de tudo o mais, uma viagem cheia de humor).
Os livros de Germano de Almeida que nos transportam para Cabo Verde ("A Família Trago" e "O testamento do senhor Napumoceno".
E, para quem está deste lado, a obra de Jorge Amado, que nos deixa "em pulgas" para "saltar o Atlântico".

Marcos G
Marcos GPermalinkResponder

A Year in Provence do Peter Mayle eh imbativel!!!

Aproveitando p/ fazer uma pergunta fora de local. Breve voltarei a Rota Ecologica. Estou com uma grande duvida entre as pousadas do Caju e a Cote Sud. Sera que alguem poderia me destacar os pontos fortes de cada uma delas p/ me ajudar a decidir?

Agradeco desde ja a alma caridosa!

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Ah, esqueci: EMÍLIA, bem-vinda de volta das férias. (na sua ausência eu ganhei o cetro, a coroa de strass e o maiô catalina de novo!, isto é, nem tirei ele do corpo...)

JB
JBPermalinkResponder

Arnaldo,

Puxa, Os Meninos da Rua Paulo também foi um livro que marcou minha infância. Achei a história fantástica e chorei a morte do Nemezcek ( ih, tô contando o final do livro!!!). Me marcou tanto que até hoje lembro que o tradutor do livro foi o Paulo Rónai, se não me engano, pai da famosa Cora.

Rodrigo Purisch

Arnaldo e JB,

Meninos da Rua Paulo, rua do Betume... Desse eu me lembro! Pelo que notei, deve ter sido leitura obrigatória pelas escolas prlo Brasil afora. Os livros do Marcos Rey deviam ser também.

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

RODRIGO, não foi por indicação escolar, mas havia uma emrpesa, chamada "Círculo do Livro" (se não me engano, da Editora Abril), ao qual as pessoas asossiavam-se pagando uma mensalidade que dava direito a receber uma certa quantidade de livros por mês. Era uma forte motivação à leitura, porque tínhamos dois a três livros por mês ao menos para ler. Os Meninos da Rua Paulo foram um estrondoso sucesso para a juventude da época, os coroas de hoje.

E Monteiro Lobato era também, só que mais cedo, uma leitura obrigatória porque era comum presentear os filhos no Natal com a coleção completa de Lobato (uns 20 volumes) encadernados em capa dura verde e letras prateadas.

Os livros ficavam ali nas estantes pedindo para serem lidos, ao lado das famosas enciclopédias da época (Barsa, Delta Larousse, entre outras)...

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Exatamente, BEto, a tradução foi dele mesmo

Karine
KarinePermalinkResponder

Nick Hornby e Londres, e Morro dos Ventos Uivantes e Yorkshire das irmãs Bronte. E quando fui adolescente a NY tive referencias do Catcher in the Rye do Sallinger.

Ricardo Freire

Marcos G., tanto a Pousada do Caju quanto a Côté Sud têm uma ótima relação custo x benefício. Não posso fazer uma comparação completa porque nunca me hospedei em nenhuma das duas, e só comi numa (na do Caju; gostei muito).

As vantagens da Côté Sud: fica à beira-mar, num terreno maior, com um riozinho que passa atrás; os quartos se localizam em bangalozinhos separados; a piscina tem vista para o mar. A pousada fica junto ao vilarejo de Porto da Rua (o que pode ser positivo ou negativo, dependendo da experiência que você procura).

A Pousada do Caju não está à beira-mar (são cinco minutos até a areia, mas sem passar por nenhuma construção) e seus quartos se localizam na casa principal. Em compensação, as TVs são maiores, e a piscina, novinha, tem espreguiçadeiras de madeira com colchonetes e bar molhado; o trecho da praia onde está a pousada é deserto.

As duas apresentam novidades na administração: o casal belga que é dono da Côté Sud se associou a um chef estrelado (belga, também); a Pousada do Caju foi vendida a dois portugueses -- um deles, com grande experiência em hotelaria de luxo.

Acredito que até amanhã eu consiga publicar o post enorme sobre a Rota, que atualiza, resume e cancela tudo o que eu já escrevi sobre o assunto.

Enquanto isso, ficam os sites das pousadas:

http://www.pousadacotesud.com.br

http://www.pousadadocaju.com/pt/flash/ (novo)

Anna Francisca

Adoro livros históricos, misto de ficção e realidade, que trazem até mapa para acompanharmos, identifiicarmos os lugares. Não viajo sem um livro. Tudo combina com ele.

valentin10
valentin10PermalinkResponder

Very good blog, very rich nice pictures and articles, congratulations !!!

Pablo
PabloPermalinkResponder

Já que o Riq se misturou na enquete, vale uma mistura de inspiração e livros que nos acompanham na viagem. Levei O Cantor de Tango, do Tomás Eloy Martínez pra Buenos Aires, no qual ele persegue os passos de Borges.
Budapeste ainda não conheço, mas persigo nos livros e espero chegar lá: As duas coletâneas organizadas pelo Paulo Rónai foram responsáveis pela minha obsessão pela capital magiar: Antologia do Conto Húngaro (tenho a edição antiga, com a capa da mulher dele, mas foi reeditado pela Topbooks, tem um prefácio do Guimarães Rosa e revisão do Aurélio Buarque de Hollanda, fino) e Conto Húngaro (Edusp, esgotado), que me levou a ler O Companheiro de Viagem, de Gyula Krudy (Cosac & Naify) e O Poste de Vapor, Ferenc Mólnar (Cosac, o mesmo autor dos Meninos da Rua Paulo). Depois li Praga, do americano Arthur Phillips (José Olympio), que se passa em Budapeste, apesar do nome. E ainda tem o livro do Chico Buarque.
Se for contar com os russos que li, deveria ser minha viagem mais urgente. São muitos. Ainda chego lá.
O Mendigos e Altivos, do anarquista-solitário-radicado-no-mesmo-hotel-de-Paris-há-50-anos Albert Cossery (Conrad) fala do bafon do Cairo. Ficou no plano do Eu quero (por enquanto).

Filipe
FilipePermalinkResponder

Nunca fiz nenhuma viagem específica por causa de um livro... Mas todas as viagens que fiz começaram com On the Road do Kerouac... Agora sempre que estou em algum local lembro dos livros que li sobre ele. Como moro em Minas, é impossível ir ao sertão e não me lembrar de Guimarães Rosa. Ou ir a Paris e não pensar em Henry Miller, Camus, Sartre, Baudelaire. Abraços e boa viagem.

Marcos G
Marcos GPermalinkResponder

Obrigado Riq!

Aguardo seu post! Mas vc ja me ajudou bastante a decidir!!!

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Eu estou lendo "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón, e me deliciando com as lembranças da encantadora Barcelona.

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Tenho muita dificuldade em ler durante as viagens, em geral chego só à noite no hotel, exausto. Porém na última vez que fui a Nova York comprei na livraria do aeroporto um livrinho do Simenon, do famoso inspetor Maigret, que se passa na cidade (Maigret em Nova york). Bom, adoro o Maigret, mas foi especialmente legal pois estava lá e a história se passava em ruas e locais reais.

Um livro que inspirou uma viagem minha foi Por Quem os Sinos Dobram, do Hemingway. Fui para Andaluzia, visitei Sevilha, Granada, os Pueblos Blancos depois de ler esse livro... ao viajar de carro na região, olhava para paisagem, para o clima árido, e imaginava o cenário da história. Muito bacana!

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Oi, Arnaldo, obrigada! grin
Quanto ao teu reinado, só falta mandar a foto para podermos conferir você em todo o esplendor lol

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Ainda sobre livros, um cara que não consegue me inspirar é o Paul Theroux...às vezes ele é tão mau-humorado que consegue passar a irritação pra você.
No 'Grande Bazar Ferroviário' o trecho que vai até o Sudeste Asiático é até animador, mas depois a impressão que o livro passa é que ele está muito cansado de tudo aquilo (para usar uma expressão educada). O trecho da Transiberiana me dá a impressão de que ele não via a hora de se livrar da tarefa.
E em 'Pilares de Hércules' ele consegue manter atenção em alguns trechos (como na Albânia, bem interessante), mas em outros parece que ele está simplesmente seguindo por seguir, entediado e solitário.

Felipe V.
Felipe V.PermalinkResponder

Desculpe o assunto fora de pauta, mas vejam que interessante!
Acabei de consultar o voegol.com.br.
O trecho SCL-GRU-SCL em setembro (17/21) sai por R$ 315,44, já com as taxas. Isso mesmo, reais!
Agora o inverso, GRU-SCL-GRU, na mesma data, sai por R$ 947,30.
O TRIPLO!
Que absurdo!
Na TAM acontece algo parecido, com uma diferença ainda maior.
Eu heim!!!!

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Riq, ainda não fiz nenhuma viagem sob efeito de livros, mas já fui
para a Rota Ecológica e para Arraial d´Ajuda sob influência de re-
portagens suas.
Por sinal, faz dias que estou para te contar ... lembra qdo pedi sua
opinião sobre a Fazenda da Lagoa? Pois é, resolvi ir para o Toque
( décima vez!!!). A Majô vai me compreender...
De qquer forma, muito obrigada, e qdo eu for para a Fazenda da Lagoa
te conto.
Beijos

Majô
MajôPermalinkResponder

Ana Claudia, claaaaro que eu entendo, não tem erro, né mesmo ? wink

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

É isso mesmo Majô. Além do mais, qdo vou viajar estou tão cansada,
que não consigo imaginar outro lugar que nos ofereça tanto mimo e conforto sem afetação ( como o Riq fala) .

Ronaldo Moraes

A minha viagem ao Peru também foi motivada quando li a "Profecia Celestina", mas também já fui a Minas por influência de Drumond e Guimarães Rosa e o mesmo sentimento pela Bahia de Jorge Amado, mas os filmes são muito inspiradores também embora alguns deles sejam influenciados pela literatura, "Viagens de Motocicleta" do Walter Sales me levou a conhecer "O De Moto pela América do Sul - Diário de Viagem" e conhecer o verdadeiro lado de Che Guevara que não têm nada Daquilo que os radicais de esquerda e de direita insistem em propapagar. Ainda vou fazer este roteiro nem que seja aos pouco por diversos momentos da minha vida.

Majô
MajôPermalinkResponder

Isso mesmo Ana, eu também. Quando vai chegando o fim do ano, minha tela mental só vê aquela pousada. Como somos todos mimados wink E que energia boa tem lá smile

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

"O Perfume" de Patrick Suskind , uma viagem a Paris do seculo XVIII..
" A insustentavel leveza do ser" de Milan Kundera , uma viagem ao Leste Europeu
"Cem anos de solidao" uma viagem pra Colombia
Concordo sobre o Sitio do Picapau Amarelo e a Grecia...Monteiro Lobato fazia a gente viajar...
Desculpa a falta de " bom gosto literario", mas os livros do Sidney Sheldon sempre me ajudaram a viajar com as suas heroinas pros lugares mais bonitos, espataculares e inusitados do planeta smile

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Rogério
RogérioPermalinkResponder

Voto, diferentemente, em qualquer bom livro em que a trama se passa em cidades interessantes, mesmo que a cidade em si não seja protagonista da trama.

Ex.: a Nova York de Salinger, no Apanhador nos Campos de Centeio. O Rio de Machado de Assis. E por aí vai.

Daniela Siqueira

Tem um livrinho do João Ubaldo Ribeiro, narrando a época em que ele viveu em Berlin, que é impagável. Achei o bichinho: o nome é Um Brasileiro em Berlim - e dá pra sentir até o cheiro da cidade. O Luis Fernando Veríssimo também tem um livrinho chamado Traçando Paris, que é uma graça. Tão legal quanto os Postais por Escrito de Paris, que eu li por aí... wink

Flavia Penido
Flavia PenidoPermalinkResponder

Emília: eu sou fã de Monteiro Lobato até hoje...e amo mitologia grega por causa dele...mas acredita que nunca fui pra Grécia?
Karine: qual livro do Nick Hornby fala de viagens?
Paul Theroux: eu gostei muito do grande bazar ferroviário, que engraçado!
quando eu fui pro Havaí, li o Havaí do...ai meu Deus, o mesmo cara que escreveu Casa Nobre, Xogun...
Tem um livro de um cara que vai pra China que tb é o máximo, alguma coisa " o hipocondríaco na China"
Outro: Mongólia, de um brasileiro, Bernardo sei-lá-o-quê (como vcs vêem, minha memória está ótttttima...).
Ler Gabriela em Ilhéus, ou Dona Flor em Salvador tb é uma delícia...
Xiii...tem tantos livros...
Diego Dotta, vou dar um pulo no seu blog assim que tiver um tempinho...
Folks, torçam por mim...eu deveria sair de Congonhas amanhã às 9:07 (Ricardo, quer uma blog repórter? vc tem...) pra S Luís.
Liguei pra TAM e eles dizem que ...ham ham...é para eu ir normalmente (atentem para o normalmente) para Congonhas, e que não há previsão de atrasos...well...vou pegar o meu exemplar de árvores da Profecia Celestina, todos os livros do Dalai Lama e exercitar o dom da paciência...
Beijos a todos! Estou morrendo de inveja de não poder ir na VNVenção - é sexta agora né?
Beijos e divirtam-se!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Congonhas não Flavia ...
TROCA ESSE VOO MENINA smile

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Atenção: Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 23 de novembro.
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