Escutaram as preces do Rodrigo?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

O Rodrigo Purisch do Aquela Passagem! (que completou 50.000 visitas no sábado, parabéns!) não cansa de protestar contra o piso das passagens aéreas internacionais imposto pelos mal-reguladores da aviação comercial brasileira (antes, o DAC; hoje, a Anac). Por causa desse piso, comprar um vôo internacional no Brasil costuma ser mais caro do que comprar o mesmíssimo vôo no exterior -- sobretudo em rotas onde há muita concorrência.

Pois hoje saiu uma notícia no Valor Econômico (obrigado, André Galhardo!) que sinaliza a possibilidade de quem sabe talvez de repente vai que dê para mudar essa política.

Está no Valor:

Em meio ao pacote de medidas para desafogar o aeroporto de Congonhas, o governo deu o primeiro passo para derrubar as tarifas de vôos internacionais, incluindo aqueles de longo curso, que têm Estados Unidos e Europa como destino. A intenção do governo é aumentar a liberdade das companhias aéreas, tanto nacionais quanto estrangeiras, para dar descontos aos passageiros nas rotas que ligam o Brasil ao exterior. Para isso, será necessário fazer ajustes nos acordos bilaterais em vigência, flexibilizando as bandas tarifárias existentes.

São esses acordos que dizem quantos vôos, quantos assentos e quantas empresas aéreas poderá haver na ligação do Brasil com cada país. Os acordos também estabelecem valores mínimos e máximos para o preço dos bilhetes. As autoridades brasileiras sempre fizeram questão de fixar em patamar elevado o piso das tarifas internacionais. Foi a forma encontrada de preservar as empresas nacionais contra a ameaça de uma guerra tarifária em que elas poderiam sair em desvantagem contra as estrangeiras, mas essa política de preços prejudica os consumidores. 

No caso de um acordo bilateral com o Chile, por exemplo, a banda tarifária aplicada no Brasil impede que um passageiro faça um vôo São Paulo-Santiago (ida e volta) por menos do que aproximadamente US$ 400. Já o passageiro que embarca no Chile, país onde a liberdade tarifária nos vôos internacionais é bem maior, pode comprar um bilhete Santiago-São Paulo (também ida e volta) por menos de US$ 200. Nos acordos bilaterais, quando se trata de preços, não importa se a companhia aérea é de bandeira nacional ou estrangeira - o que importa, para a aplicação da banda tarifária, é de onde sai o vôo original (de ida) do usuário. 

Continue lendo o Valor aqui.

Leia o comentário do Rodrigo Purisch aqui.

14 comentários

noredy
noredyPermalinkResponder

É bom.
mas, para quando ?

noredy

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

RIQ :
.."sinaliza a possibilidade de quem sabe talvez de repente vai que dê para mudar "...
A frase que tem a cara do país ! lol lol

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Excelente notícia! Esperamos que não fique somente nas promessas da resolução da Anac. Como eles próprios comentam no texto, a Anac já tem bastante em sua cesta para resolver...
Que a Gol e a Tam comecem já a colocar as barbas de molho...

Diogo
DiogoPermalinkResponder

ESCUTARAM!!!

Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

Duvido! (meu espírito-de-porco hoje está ligadaço!)

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Ainda que não seja para agora, deixa a gente com uma pontinha de esperança mais real.... wink

mcb
mcbPermalinkResponder

"Em meio ao pacote de medidas para desafogar o aeroporto de Congonhas"...

até parece...isso é ilusão!

os inúmeros vôos que "afogam" o aeroporto de Congonhas são estritamente necessários, são as "pontes aéreas", são os vôos pro interior, RJ, Curitiba, Porto Alegre...tanto é assim que os desviados para Guarulhos correspondem aos menos utilizados...

esse fluxo vai continuar intenso, baixem os preços das passagens internacionais ou não...

de qualquer forma, se tudo acontecesse (desafogamento e baixa de preços) seria bom wink

Bruno Vilaça
Bruno VilaçaPermalinkResponder

Enquanto os lobistas da Tam e Gol (que também são conhecidos como "diretores da ANAC") estiverem no poder eu duvido muito...

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Seria bom, mas como todos, eu também duvido!! Aláis que tal colocar a Jet Blue, ou a Virigin Airways, duas low cost que funcionam bem e com custos baixos aqui??

Rodrigo Purisch

Riq,

Esse furo foi do Tony do de Viaje a Brasil. Por sinal merece uma visita sua lá. Ele acompanha o VnV, mas é um milhões que não postam.

Olha, no fundo achei essa nota mais uma ameaça as cias aéreas do que algo com vontade de acontecer. Coisa do tipo, não esperneia não, se não olha o castigo: redução drástica no lucro, pois vão ter que concorrer de verdade ou em tarifa ou por serviços. As duas devem ter tremido nas bases.

Mas quem sabe, pode sobrar umas migalhas para nós consumidores quando essa briga acabar.

Marcio
MarcioPermalinkResponder

Vamos torcer e se possível pressionar para que acabem com essa concorrência de "mentirinha".

jussara
jussaraPermalinkResponder

Desculpe se a pergunta é de pessoa absolutamente leiga no assunto: mas seria mais vantagem, então, adquirir, como no caso do Chile, a volta diretamente naquele País?´Pergunto porque ando sonhando com o Chile e poderia levar isso em conta na hora do planejamento.

Ricardo Freire

Jussara, essas passagens mais descontadas normalmente só têm essa tarifa se compradas ida e volta.

jussara
jussaraPermalinkResponder

Que pena!!!!

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